A Constituição Federal, em seu artigo 9º e a Lei nº. 7.783/89(sancionada pelo então Presidente José Sarney) asseguram o direito de greve a todo trabalhador, competindo-lhe a oportunidade de exercê-lo sobre os interesses que devam por meio dele defender.
Considera-se legítimo o exercício de greve, com a suspensão coletiva temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação de serviços, quando o empregador ou a entidade patronal, correspondentes tiverem sido pré-avisadas 72 horas, nas atividades essenciais e 48 horas nas demais.
Isto é o que já está grafado na atual legislação brasileira, portanto já é um direito conquistado por todos trabalhadores e trabalhadoras. A greve também é lícita quando não for contra decisão judicial.
No seu direito constitucional, aos grevistas são assegurados: o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve e a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento.
Os meios adotados por empregados e empregadores em nenhuma hipótese poderão violar ou constranger os direitos e garantias fundamentais dos outros.
A empresa não poderá adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento.
A manifestação e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa.
Todos que entre nós tenha memória há de se lembrar que o Presidente Lula se constituiu como grande liderança dos trabalhares fazendo tudo àquilo que hoje ele se diz ser contrario. Se o Lula, sindicalista dos anos 70/80 vivesse atualmente e tivesse o Lula como Presidente da Republica, aquele do final da década de 70 e começo da de 80 faria greve contra as atuais posições do nosso, hoje, Presidente.
O Lula Presidente só não assumiu, mas repete aquele ditado popular: “façam o que eu digo, mas não façam o que eu fazia”, é mais ou menos isso. Acho que tem aí um pingo de inveja do FHC que disse: “Esqueçam o que eu escrevi”.
No dia 15 de março de 2007, o Presidente Lula deu a sua segunda entrevista coletiva para a satisfação da mídia empresarial e mercenária, falou tudo aquilo que os patrões banqueiros e industriais nacionais e internacionais queriam que ele dissesse. O Presidente se equivoca quando deixa subentendido que as greves nas fábricas são com a intenção de dar prejuízo aos patrões e quando diz que “o servidor publico não tem patrão”, além de criticar a quantidade de dias parados em uma greve.
O engano Presidencial se dá quando entende, agora, que uma greve é para dar prejuízo econômico ao patrão, pois é justamente o contrário. Quem está no prejuízo são os trabalhadores que entraram em greve porque estão com os seus salários defasados ou trabalham em más condições ou ainda por ambas as causas, ainda não presenciei uma greve por questões filosóficas ou mesmo ideológica. E dizer que servidor público não tem patrão é uma piada Presidencial, pois todo aquele que tem que estar em um local para cumprir uma tarefa remunerada ou é trabalhador ou é patrão, portanto o Presidente está Patrão desde o momento que ele se tornou o mais importante ordenador de despesas publicas do Brasil.
O projeto gestado pelo Presidente e seus asseclas retira, subtrai dos trabalhadores e das trabalhadoras o direito de greve e pode estar associado à intenção de arrochar salários e limitar a contratação de servidores públicos com vistas a possíveis privatizações de setores públicos como aquelas que aconteceram recentemente. A partir destas suspeitas todo o movimento sindical e popular está chamando para uma grande manifestação nacional no dia 23 de maio de 2007 em defesa dos direitos dos trabalhadores e a imediata retirada do Congresso Nacional de qualquer projeto de lei que atente a esses direitos. Mobilize-se!!!! Lute agora, para não chorar depois.
veritasantos@brturbo.com.br
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
sábado, 12 de maio de 2007
Hip Hop
As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados indo para as ruas fazer seus shows.
Em 1967, o cantor James Brown lançou essa dança através do Funk. O Break, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança.
Em janeiro de 1991, foi criado na cidade de Santos, o primeiro curso de “Dança de Rua” no Brasil, idealizado e introduzido pelo coreógrafo e bailarino Marcelo Cirino, baseado em trabalho prático e de pesquisa, desde 1982.
O curso virou projeto e para alguns, “religião”, sempre com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Santos.
Hoje sua repercussão mundial, retrata o reconhecimento do trabalho e não um simples modismo.
A cultura hip hop é formada pelos seguintes elementos: O rap, o graffiti e o break.
Rap - rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura;
Graffiti - que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo;
Break dance - que representa a dança.
Os três elementos juntos compõem a cultura hip hop. Que muitos dizem que é a "CNN da periferia", ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas as classes excluídas...
O termo hip hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip)...
Quando bem direcionada, a arte pode se transformar em forte instrumento de conscientização que quebra preconceitos derruba barreiras sociais, eleva dignidade e a auto-estima e ainda realiza uma verdadeira metamorfose nas camadas marginalizadas. Este é o pensamento que move o artista campinense há 10 anos radicado no Rio de Janeiro, Emerson Claúdio Nascimento dos Santos conhecido no mundo da música como Fiell.
Defensor do hip-hop, e profundamente envolvido com projetos sociais nas periferias cariocas, Fiell está lançando o seu segundo CD intitulado "Árbitro da Própria Vida". O novo trabalho, uma continuação do 1º CD "Mundo Cão" traz uma nova proposta transformadora levando os fãs do Hip-Hop a refletirem sobre a vida e principalmente sobre o caminho que querem seguir.
As letras das músicas mostram que o ser humano tem livre arbítrio para definir seu futuro, podendo enveredar por dois caminhos, um que leva a morte e outro a vida. O lado bom indica Fiell, aparece transfigurado na educação e na cultura. Quem opta por esse caminho só tende a evoluir. A opção inversa só produz sofrimento. Nesse território tenebroso habita o indivíduo que se deixa levar pelos vícios da droga, da violência, do alcoolismo e pelo submundo do crime.
Estas são histórias verdadeiras e que nos apontam que há esperança de construirmos uma sociedade mais justa e livre onde negros e brancos possam viver em harmonia se exploradores, nem explorados.
Além do Fiell tem o Rappin’Hood e o pessoal do rapper Gás-PA do LUTARMADA, também do Rio de Janeiro por ser uma das cidades, onde os pobres e principalmente os pobres e negros, são mais perseguidos e assim a cultura Hip Hop é mais uma ferramenta de conscientização nas mãos de Homens e Mulheres que querem de fato a transformação da sociedade brasileira em uma sociedade socialista.
Geralmente esta forma de expressão é vista com preconceito, mas se nos dermos conta que é mais uma forma de nos comunicarmos poderemos construir vários projetos envolvendo todos que tem identidade com o Hip Hop direcionando para o bem de toda a coletividade.
A partir desse envolvimento a pichação dará lugar ao graffiti que como arte plástica que é, poderá estar decorando as paisagens urbanas dando um ar mais humano as nossas cidades de concreto. O break será de fato e de direito uma dança como tantas que temos e não mais uma forma distorcida de sedução feminina e o rap não será uma apologia ao crime e sim uma forma poética de se expressar criticamente sobre os vários temas de nossas vidas.
Posso estar equivocado, mas o Hip Hop é uma forma de organização popular criada como alternativa de sobrvivencia e de expressão, assim como a capoeira também foi durante o período de escravidão portuguesa no Brasil.(fonte: www.dancederua.com.br , http://visaodafavelabr.blogspot.com:80.
veritasantos@brturbo.com.br
Em 1967, o cantor James Brown lançou essa dança através do Funk. O Break, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança.
Em janeiro de 1991, foi criado na cidade de Santos, o primeiro curso de “Dança de Rua” no Brasil, idealizado e introduzido pelo coreógrafo e bailarino Marcelo Cirino, baseado em trabalho prático e de pesquisa, desde 1982.
O curso virou projeto e para alguns, “religião”, sempre com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Santos.
Hoje sua repercussão mundial, retrata o reconhecimento do trabalho e não um simples modismo.
A cultura hip hop é formada pelos seguintes elementos: O rap, o graffiti e o break.
Rap - rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura;
Graffiti - que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo;
Break dance - que representa a dança.
Os três elementos juntos compõem a cultura hip hop. Que muitos dizem que é a "CNN da periferia", ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas as classes excluídas...
O termo hip hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip)...
Quando bem direcionada, a arte pode se transformar em forte instrumento de conscientização que quebra preconceitos derruba barreiras sociais, eleva dignidade e a auto-estima e ainda realiza uma verdadeira metamorfose nas camadas marginalizadas. Este é o pensamento que move o artista campinense há 10 anos radicado no Rio de Janeiro, Emerson Claúdio Nascimento dos Santos conhecido no mundo da música como Fiell.
Defensor do hip-hop, e profundamente envolvido com projetos sociais nas periferias cariocas, Fiell está lançando o seu segundo CD intitulado "Árbitro da Própria Vida". O novo trabalho, uma continuação do 1º CD "Mundo Cão" traz uma nova proposta transformadora levando os fãs do Hip-Hop a refletirem sobre a vida e principalmente sobre o caminho que querem seguir.
As letras das músicas mostram que o ser humano tem livre arbítrio para definir seu futuro, podendo enveredar por dois caminhos, um que leva a morte e outro a vida. O lado bom indica Fiell, aparece transfigurado na educação e na cultura. Quem opta por esse caminho só tende a evoluir. A opção inversa só produz sofrimento. Nesse território tenebroso habita o indivíduo que se deixa levar pelos vícios da droga, da violência, do alcoolismo e pelo submundo do crime.
Estas são histórias verdadeiras e que nos apontam que há esperança de construirmos uma sociedade mais justa e livre onde negros e brancos possam viver em harmonia se exploradores, nem explorados.
Além do Fiell tem o Rappin’Hood e o pessoal do rapper Gás-PA do LUTARMADA, também do Rio de Janeiro por ser uma das cidades, onde os pobres e principalmente os pobres e negros, são mais perseguidos e assim a cultura Hip Hop é mais uma ferramenta de conscientização nas mãos de Homens e Mulheres que querem de fato a transformação da sociedade brasileira em uma sociedade socialista.
Geralmente esta forma de expressão é vista com preconceito, mas se nos dermos conta que é mais uma forma de nos comunicarmos poderemos construir vários projetos envolvendo todos que tem identidade com o Hip Hop direcionando para o bem de toda a coletividade.
A partir desse envolvimento a pichação dará lugar ao graffiti que como arte plástica que é, poderá estar decorando as paisagens urbanas dando um ar mais humano as nossas cidades de concreto. O break será de fato e de direito uma dança como tantas que temos e não mais uma forma distorcida de sedução feminina e o rap não será uma apologia ao crime e sim uma forma poética de se expressar criticamente sobre os vários temas de nossas vidas.
Posso estar equivocado, mas o Hip Hop é uma forma de organização popular criada como alternativa de sobrvivencia e de expressão, assim como a capoeira também foi durante o período de escravidão portuguesa no Brasil.(fonte: www.dancederua.com.br , http://visaodafavelabr.blogspot.com:80.
veritasantos@brturbo.com.br
quinta-feira, 26 de abril de 2007
As Máfias.
No mês de abril de 2007 as atividades de caça aos mafiosos renderam prisões de gente graúda, principalmente aquelas efetuadas pela policia federal na chamada “operação furacão” a onde foram presos renomados juizes até então livres de qualquer suspeita. A lógica nos diz que juízes deveriam ser pessoas de conduta altamente ilibada e acima de qualquer suspeita, mas a realidade é outra onde nos deparamos com mais outros tantos que freqüentaram a cadeira de corrupção na mesma faculdade do ex-juiz Nicolau, o famoso “juiz lalau”.
Notícias veiculadas na RBS TV e no jornal Zero Hora entre os dias 05 e 13 de março de 2007 revelaram um esquema de “fura filas” na marcação ou agendamento de consultas pelo SUS. As matérias davam conta de que assessores de deputados estaduais estariam obtendo vantagens nos agendamentos de consultas especializadas e internações em grandes hospitais da capital privilegiando assim os seus indicados em detrimento daqueles que esperam longo tempo nas listas de espera da central de marcação de consultas.
As informações que se tem são de que esse golpe vem sendo praticado desde 2003, o que provocou o encaminhamento de representação ao Ministério Público Estadual pelas bancadas do PT, do PSB e do PC do B(os últimos que tentam ficar na esquerda e ao lado do povo) em conjunto com o Sindisepe, o Conselho Estadual de Saúde, o Sindisaúde, a Federação dos Trabalhadores em estabelecimentos de Saúde, o Sindicato dos Médicos e o Grupo Hospitalar Conceição, solicitando investigação das denuncias de fraude no SUS.
Outra denuncia gravíssima, mas que não teve a mesma repercussão é referente ao lobby dos laboratórios farmacêuticos que pressiona o governo, pagam viagens para médicos e utilizam armadilhas para enrolar o SUS. A enrolação começa pela política de reajuste dos preços de medicamentos que deveriam ser controlados pelo governo que em março deste ano autorizou uma majoração de 3,02% de acordo com o índice definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento (CMED).
Até que seria ótimo se fosse só esse o reajuste, mas não é bem assim. Segundo pesquisa do Instituto de defesa dos Usuários de Medicamentos (Idum) demonstra que os 400 medicamentos que deveriam ser controlados pelo governo federal sofreram aumentos de até 49,44% entre abril de 2006 e março de 2007, enquanto a inflação oficial do período foi de 3%.
Esses números comprovam que a indústria farmacêutica não está sob controle do governo federal e os seus lucros permanecem os mesmo inclusive nos medicamentos ditos como essenciais, como é o caso dos medicamentos genéricos.
O lobby das indústrias farmacêuticas exerce grande pressão não só dentro dos governos, mas também dentro das faculdades de medicina e sobre os médicos patrocinando eventos ou custeando viagens aos médicos; o mesmo exercido pelos fabricantes de agrotóxicos dentro das faculdades de agronomia. Essa promiscuidade se dá por incapacidade e falta de investimento do governo nesses estabelecimentos de ensino que deveria qualificar nossos futuros médicos, mas acabam é colaborando para o aumento das vendas e dos lucros dessas verdadeiras sanguessugas do SUS.
Essa estratégia dos laboratórios é econômica, pois pressiona os médicos a prescreverem seus remédios ao invés de receitarem os medicamentos genéricos ou nos casos dos atendimentos pelo SUS os pacientes que são medicados por médicos que indicam medicamentos que não estão nas listagens do Sistema entram na justiça para obrigar que o governo adquira a marca prescrita encerrando assim a armadilha.
Os laboratórios que são todos estrangeiros praticam livremente o que bem entendem sem serem molestados por quem quer que seja ao passo que os governantes se fazem de cegos e surdos para não importunar a sangria das multinacionais. O caminho correto para enfrentar essa situação seria um forte investimento dos governos nas áreas que proporcione as populações condições de se prevenirem, investindo em saneamento básico, educação; trabalho para que as pessoas não adoeçam com freqüência e uma forte investida contra a corrupção conjuntamente com uma política de quebra de patentes de medicamentos com alto custo, os chamados medicamentos especiais.
Outra polemica que chama a atenção é a interminável pendenga entre médicos e enfermeiros, através do COREN-RS versos AMRIGS, CREMERS e SIMERS onde as entidades que “representam” os médicos (as) renegam a todo custo, agora com liminar judicial, o livre exercício da enfermagem. A pendenga encontra-se, a meu ver, na formação recebida nas cadeiras universitárias que ao longo do tempo formou médicos como se fossem unipotentes e estes não querem abrir mão desses “poderes” dividindo as atribuições com os enfermeiros (as) somando assim para a melhoria do atendimento a população.
Essa formação fez com que houvesse um esquecimento; de que ao lado está uma categoria tão capacitada quanto à categoria medica onde os enfermeiros (as) são capacitados para desenvolver atividades multi e interprofissionais elencadas na Portaria 648/GM/2006 e que em hipótese alguma virá a substituir a figura medica.
A conclusão inevitável a que chego é que “as máfias” têm varias facetas podendo ser criminosas ilegais e criminosas legais, portanto cabe a nós usuários dos sistemas públicos em geral estarmos sempre alerta para as armadilhas que todos os dias tentam nos aplicar e dispostos a também pressionar os governantes a serem valentes lutadores dos interesses populares.
E que o branco dos jalecos de enfermeiras (os) e de medicas (os) sirva para decretar a paz na saúde publica, assim sendo os vencedores de qualquer disputa que possa ter será sem duvida alguma os usuários do SUS, o melhor plano de saúde já inventado.
Viamão 26 de abril de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Notícias veiculadas na RBS TV e no jornal Zero Hora entre os dias 05 e 13 de março de 2007 revelaram um esquema de “fura filas” na marcação ou agendamento de consultas pelo SUS. As matérias davam conta de que assessores de deputados estaduais estariam obtendo vantagens nos agendamentos de consultas especializadas e internações em grandes hospitais da capital privilegiando assim os seus indicados em detrimento daqueles que esperam longo tempo nas listas de espera da central de marcação de consultas.
As informações que se tem são de que esse golpe vem sendo praticado desde 2003, o que provocou o encaminhamento de representação ao Ministério Público Estadual pelas bancadas do PT, do PSB e do PC do B(os últimos que tentam ficar na esquerda e ao lado do povo) em conjunto com o Sindisepe, o Conselho Estadual de Saúde, o Sindisaúde, a Federação dos Trabalhadores em estabelecimentos de Saúde, o Sindicato dos Médicos e o Grupo Hospitalar Conceição, solicitando investigação das denuncias de fraude no SUS.
Outra denuncia gravíssima, mas que não teve a mesma repercussão é referente ao lobby dos laboratórios farmacêuticos que pressiona o governo, pagam viagens para médicos e utilizam armadilhas para enrolar o SUS. A enrolação começa pela política de reajuste dos preços de medicamentos que deveriam ser controlados pelo governo que em março deste ano autorizou uma majoração de 3,02% de acordo com o índice definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento (CMED).
Até que seria ótimo se fosse só esse o reajuste, mas não é bem assim. Segundo pesquisa do Instituto de defesa dos Usuários de Medicamentos (Idum) demonstra que os 400 medicamentos que deveriam ser controlados pelo governo federal sofreram aumentos de até 49,44% entre abril de 2006 e março de 2007, enquanto a inflação oficial do período foi de 3%.
Esses números comprovam que a indústria farmacêutica não está sob controle do governo federal e os seus lucros permanecem os mesmo inclusive nos medicamentos ditos como essenciais, como é o caso dos medicamentos genéricos.
O lobby das indústrias farmacêuticas exerce grande pressão não só dentro dos governos, mas também dentro das faculdades de medicina e sobre os médicos patrocinando eventos ou custeando viagens aos médicos; o mesmo exercido pelos fabricantes de agrotóxicos dentro das faculdades de agronomia. Essa promiscuidade se dá por incapacidade e falta de investimento do governo nesses estabelecimentos de ensino que deveria qualificar nossos futuros médicos, mas acabam é colaborando para o aumento das vendas e dos lucros dessas verdadeiras sanguessugas do SUS.
Essa estratégia dos laboratórios é econômica, pois pressiona os médicos a prescreverem seus remédios ao invés de receitarem os medicamentos genéricos ou nos casos dos atendimentos pelo SUS os pacientes que são medicados por médicos que indicam medicamentos que não estão nas listagens do Sistema entram na justiça para obrigar que o governo adquira a marca prescrita encerrando assim a armadilha.
Os laboratórios que são todos estrangeiros praticam livremente o que bem entendem sem serem molestados por quem quer que seja ao passo que os governantes se fazem de cegos e surdos para não importunar a sangria das multinacionais. O caminho correto para enfrentar essa situação seria um forte investimento dos governos nas áreas que proporcione as populações condições de se prevenirem, investindo em saneamento básico, educação; trabalho para que as pessoas não adoeçam com freqüência e uma forte investida contra a corrupção conjuntamente com uma política de quebra de patentes de medicamentos com alto custo, os chamados medicamentos especiais.
Outra polemica que chama a atenção é a interminável pendenga entre médicos e enfermeiros, através do COREN-RS versos AMRIGS, CREMERS e SIMERS onde as entidades que “representam” os médicos (as) renegam a todo custo, agora com liminar judicial, o livre exercício da enfermagem. A pendenga encontra-se, a meu ver, na formação recebida nas cadeiras universitárias que ao longo do tempo formou médicos como se fossem unipotentes e estes não querem abrir mão desses “poderes” dividindo as atribuições com os enfermeiros (as) somando assim para a melhoria do atendimento a população.
Essa formação fez com que houvesse um esquecimento; de que ao lado está uma categoria tão capacitada quanto à categoria medica onde os enfermeiros (as) são capacitados para desenvolver atividades multi e interprofissionais elencadas na Portaria 648/GM/2006 e que em hipótese alguma virá a substituir a figura medica.
A conclusão inevitável a que chego é que “as máfias” têm varias facetas podendo ser criminosas ilegais e criminosas legais, portanto cabe a nós usuários dos sistemas públicos em geral estarmos sempre alerta para as armadilhas que todos os dias tentam nos aplicar e dispostos a também pressionar os governantes a serem valentes lutadores dos interesses populares.
E que o branco dos jalecos de enfermeiras (os) e de medicas (os) sirva para decretar a paz na saúde publica, assim sendo os vencedores de qualquer disputa que possa ter será sem duvida alguma os usuários do SUS, o melhor plano de saúde já inventado.
Viamão 26 de abril de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
terça-feira, 24 de abril de 2007
Yeda mente.
Cento e poucos dias foi o tempo necessário para que a governadora eleita sob a promessa de “não privatização que isso era coisa do passado” e de que o seu “novo jeito de governar” não contemplava essa pratica. Mentisse descaradamente, deixando assim cair a mascara de “boa moça e de respeitável senhora”.
Sua campanha foi comprometedora e emblemática tendo em vista a promessa de não vender o Banrisul, um dos Bancos públicos que mais lucro dá no país. Mas a mentira foi descoberta no dia 24 de abril de 2007 com o anuncio de primeira pagina dos jornais locais onde a manchete estampada é: “Banrisul anuncia capitalização”.
Capitalização ou publicização são sinônimos de privatização e, portanto a venda de ações do Banrisul significa privatizar o que hoje é totalmente patrimônio público. Se hoje os gaúchos detêm, praticamente, 100% do Banrisul, a venda de ações para investidores privados reduzirá a participação pública, tornará privada uma parte do Banco, de seus resultados e, a depender do modelo adotado, as prioridades de sua atuação.
O processo de privatização já foi deflagrado e deverá render aos cofres estaduais cerca de 1,8 milhões de reais, casualmente o valor do déficit do Estado.
Há varias formas de se vender um banco, estudos técnicos nos apontam duas delas. * Emissão de Novas Ações: Novas ações são colocadas no mercado em busca de investidores. Os recursos arrecadados são de propriedade do Banco, devendo ser destinados para aumentar o seu patrimônio. Assim, o Estado reduz sua participação na medida das aquisições privadas. * Venda das Ações Existentes: O Estado vende as ações que já possui, tornando privada esta parte do Banco. Os recursos entram nos cofres do Estado e não fortalecem o Banco.
* Podem ser feitas as duas formas, sem contradição. Combinadas, reforçam o aumento de investidores privados no capital do Banco, reduzindo a participação do Estado. Destaque-se, que por limitação Constitucional, para vender mais de 50% das ações haverá necessidade de plebiscito, posto que assim o Estado deixasse de ter o controle majoritário.
Se o aumento de Capital é importante para o Banco, fazê-lo com capital privado traz implicações. O único objetivo do capital privado é obter lucro. No caso de um banco, se for necessário, faz-se financiamentos.
Mas se for mais rentável e menos arriscado, busca-se o lucro sem fazer financiamentos. Portanto, com capital privado, mesmo que minoritário, o Banrisul passaria a ser pressionado para ter cada vez mais lucro.
Financiamentos à produção não são rentáveis, pois requerem prazos longos, taxas baixas e, nem sempre têm total garantia de retorno. O Banco sofreria pressão para não fazer financiamentos à produção.
Assim, haveria prejuízo para a economia do Estado, perdendo o Banrisul como instrumento de fomento.
○ Serviços não rentáveis: igualmente, serviços não lucrativos, mas essenciais socialmente, tendem a desaparecer do banco. Clientes de baixa renda, como da Conta Cidadania, PRONAF para agricultura Familiar, Microcrédito orientado, são exemplos de serviços 'não rentáveis' sob o ponto de vista do lucro privado.
○ Agências em pequenos municípios: locais onde há pouca captação ou tomada de recursos, tendem a não ser rentáveis. Logo, desprezados pela atividade que busca o lucro privado.
○ Participação de Bancos Privados no capital: as ações do Banrisul poderão ser compradas por outros bancos, inclusive estrangeiros (com alguma restrição para estes). Se a compra de ações permitirem influência direta na gestão (não sabemos qual o modelo da governadora Yeda), pode o Banrisul ser pressionado a enfraquecer operações que sejam do interesse dos outros bancos. O conjunto das implicações acima será mais ou menos relevante de acordo com o modelo que vier a ser adotado na venda das ações e na gestão do banco. Se o governo ceder espaço na gestão do banco para os investidores privados, tais implicações tendem a ser agravadas, comprometendo definitivamente o papel do
Banco público.
Mesmo que o governo Yeda não encaminhe, imediatamente, a venda do controle acionário, existe o risco de que ceda parte da gestão do banco para setores privados. Esta possibilidade poderia ser usada para tornar atrativa a compra de um volume significativo de ações por algum outro banco.
Se o estado se desfizer de suas ações, privatizando-as, não estará fortalecendo o banco. Primeiro, o governo consumiria o patrimônio do Banco. Depois, deixaria de receber ou teria que dividir os resultados anuais.
Nos últimos 4 anos o Banrisul contribuiu com R$ 711 milhões para o caixa Estado. Recursos, que poderiam ter capitalizado o Banco, aumentando sua capacidade de desenvolver o Estado e de gerar mais recursos.
● Banco Lucrativo: Ter resultado financeiro positivo é importante. Seja para o Banco crescer, seja para contribuir com o caixa do Estado. Mas este está longe de ser o objetivo primordial de um Banco Público. Tampouco o objetivo deve ser de lucro máximo. Os resultados econômicos e sociais de financiamentos e serviços prestados são, no mínimo, igualmente relevantes. Portanto, na medida em que o banco for pressionado para atuar só em atividades de maior rentabilidade, a economia e o povo gaúcho serão os perdedores.
● Consumir o Patrimônio dos Gaúchos: Segundo o próprio governo, os recursos da venda das ações seriam destinados para um 'fundo de aposentadorias'. Ou o recurso ficaria parado para aposentarias futuras (como sugeriu a governadora na campanha) ou seria imediatamente gasto (como sugeriu o Secretário da Fazenda).
Para se ter uma idéia o governo vai arrecadar cerca de R$ 1,8 bilhão na privatização. Só em 2006 o déficit na previdência do Estado foi R$ 4 bilhões. Os gaúchos já viveram esta história no governo Britto. O dinheiro das privatizações iria sanear o estado e formar um fundo de aposentadoria para o Magistério. As privatizações ocorreram o estado não foi saneado e o fundo do magistério desapareceu.
Sob o argumento de fortalecer o Banrisul está em curso sua privatização, com enfraquecimento do Banco público e de seu papel no desenvolvimento do Estado.
A falta de transparência e a ausência de compromisso da governadora não dão garantias de que, com a participação do setor privado, o banco não deixará de cumprir suas funções de banco público, comprometido com o desenvolvimento do RS. Isto, se a intenção não for de privatizar totalmente o banco. A venda de ações que já pertencem ao estado, não fortalecerá o banco e seus recursos seriam consumidos sem resolver a crise financeira do governo.
Viamão 24 de abril de 2007.
#Fonte: Assessoria técnica da coordenadoria da bancada de deputados estaduais do PT.
veritasantos@brturbo.com.br
Sua campanha foi comprometedora e emblemática tendo em vista a promessa de não vender o Banrisul, um dos Bancos públicos que mais lucro dá no país. Mas a mentira foi descoberta no dia 24 de abril de 2007 com o anuncio de primeira pagina dos jornais locais onde a manchete estampada é: “Banrisul anuncia capitalização”.
Capitalização ou publicização são sinônimos de privatização e, portanto a venda de ações do Banrisul significa privatizar o que hoje é totalmente patrimônio público. Se hoje os gaúchos detêm, praticamente, 100% do Banrisul, a venda de ações para investidores privados reduzirá a participação pública, tornará privada uma parte do Banco, de seus resultados e, a depender do modelo adotado, as prioridades de sua atuação.
O processo de privatização já foi deflagrado e deverá render aos cofres estaduais cerca de 1,8 milhões de reais, casualmente o valor do déficit do Estado.
Há varias formas de se vender um banco, estudos técnicos nos apontam duas delas. * Emissão de Novas Ações: Novas ações são colocadas no mercado em busca de investidores. Os recursos arrecadados são de propriedade do Banco, devendo ser destinados para aumentar o seu patrimônio. Assim, o Estado reduz sua participação na medida das aquisições privadas. * Venda das Ações Existentes: O Estado vende as ações que já possui, tornando privada esta parte do Banco. Os recursos entram nos cofres do Estado e não fortalecem o Banco.
* Podem ser feitas as duas formas, sem contradição. Combinadas, reforçam o aumento de investidores privados no capital do Banco, reduzindo a participação do Estado. Destaque-se, que por limitação Constitucional, para vender mais de 50% das ações haverá necessidade de plebiscito, posto que assim o Estado deixasse de ter o controle majoritário.
Se o aumento de Capital é importante para o Banco, fazê-lo com capital privado traz implicações. O único objetivo do capital privado é obter lucro. No caso de um banco, se for necessário, faz-se financiamentos.
Mas se for mais rentável e menos arriscado, busca-se o lucro sem fazer financiamentos. Portanto, com capital privado, mesmo que minoritário, o Banrisul passaria a ser pressionado para ter cada vez mais lucro.
Financiamentos à produção não são rentáveis, pois requerem prazos longos, taxas baixas e, nem sempre têm total garantia de retorno. O Banco sofreria pressão para não fazer financiamentos à produção.
Assim, haveria prejuízo para a economia do Estado, perdendo o Banrisul como instrumento de fomento.
○ Serviços não rentáveis: igualmente, serviços não lucrativos, mas essenciais socialmente, tendem a desaparecer do banco. Clientes de baixa renda, como da Conta Cidadania, PRONAF para agricultura Familiar, Microcrédito orientado, são exemplos de serviços 'não rentáveis' sob o ponto de vista do lucro privado.
○ Agências em pequenos municípios: locais onde há pouca captação ou tomada de recursos, tendem a não ser rentáveis. Logo, desprezados pela atividade que busca o lucro privado.
○ Participação de Bancos Privados no capital: as ações do Banrisul poderão ser compradas por outros bancos, inclusive estrangeiros (com alguma restrição para estes). Se a compra de ações permitirem influência direta na gestão (não sabemos qual o modelo da governadora Yeda), pode o Banrisul ser pressionado a enfraquecer operações que sejam do interesse dos outros bancos. O conjunto das implicações acima será mais ou menos relevante de acordo com o modelo que vier a ser adotado na venda das ações e na gestão do banco. Se o governo ceder espaço na gestão do banco para os investidores privados, tais implicações tendem a ser agravadas, comprometendo definitivamente o papel do
Banco público.
Mesmo que o governo Yeda não encaminhe, imediatamente, a venda do controle acionário, existe o risco de que ceda parte da gestão do banco para setores privados. Esta possibilidade poderia ser usada para tornar atrativa a compra de um volume significativo de ações por algum outro banco.
Se o estado se desfizer de suas ações, privatizando-as, não estará fortalecendo o banco. Primeiro, o governo consumiria o patrimônio do Banco. Depois, deixaria de receber ou teria que dividir os resultados anuais.
Nos últimos 4 anos o Banrisul contribuiu com R$ 711 milhões para o caixa Estado. Recursos, que poderiam ter capitalizado o Banco, aumentando sua capacidade de desenvolver o Estado e de gerar mais recursos.
● Banco Lucrativo: Ter resultado financeiro positivo é importante. Seja para o Banco crescer, seja para contribuir com o caixa do Estado. Mas este está longe de ser o objetivo primordial de um Banco Público. Tampouco o objetivo deve ser de lucro máximo. Os resultados econômicos e sociais de financiamentos e serviços prestados são, no mínimo, igualmente relevantes. Portanto, na medida em que o banco for pressionado para atuar só em atividades de maior rentabilidade, a economia e o povo gaúcho serão os perdedores.
● Consumir o Patrimônio dos Gaúchos: Segundo o próprio governo, os recursos da venda das ações seriam destinados para um 'fundo de aposentadorias'. Ou o recurso ficaria parado para aposentarias futuras (como sugeriu a governadora na campanha) ou seria imediatamente gasto (como sugeriu o Secretário da Fazenda).
Para se ter uma idéia o governo vai arrecadar cerca de R$ 1,8 bilhão na privatização. Só em 2006 o déficit na previdência do Estado foi R$ 4 bilhões. Os gaúchos já viveram esta história no governo Britto. O dinheiro das privatizações iria sanear o estado e formar um fundo de aposentadoria para o Magistério. As privatizações ocorreram o estado não foi saneado e o fundo do magistério desapareceu.
Sob o argumento de fortalecer o Banrisul está em curso sua privatização, com enfraquecimento do Banco público e de seu papel no desenvolvimento do Estado.
A falta de transparência e a ausência de compromisso da governadora não dão garantias de que, com a participação do setor privado, o banco não deixará de cumprir suas funções de banco público, comprometido com o desenvolvimento do RS. Isto, se a intenção não for de privatizar totalmente o banco. A venda de ações que já pertencem ao estado, não fortalecerá o banco e seus recursos seriam consumidos sem resolver a crise financeira do governo.
Viamão 24 de abril de 2007.
#Fonte: Assessoria técnica da coordenadoria da bancada de deputados estaduais do PT.
veritasantos@brturbo.com.br
1° de Maio.
O 1° de maio é uma data em que o apelo comercial fica prejudicado, haja visto que não se comemora nada, não é uma data festiva e sim é uma data para lembrar aqueles que no passado tombaram para defender os direitos que o conjunto dos trabalhadores de hoje usufruem.
Alem de fazer essa reflexão das lutas do passado é também o momento de manter a classe trabalhadora mobilizada e preparada para enfrentar as lutas que estão por vir. E que são muitas.
Sempre nesta época os teles jornais, em especial os da rede globo, representante mor do capitalismo nacional e internacional através do seu casal de apresentadores, William Bonner e Fátima Bernardes, atores gabaritados em introgetar sentimentalismos nas cabecinhas menos desavisadas. Nesta semana que antecedeu o dia dos trabalhadores apresentaram uma serie de reportagens sobre o trabalho, o desemprego e as implicações que os direitos trabalhistas têm na relação entre eles e o “trabalho informal”.
Com uma plástica perfeita a dupla de atores apresentaram a reportagem passando ao publico como se os altos índices de “trabalhadores informais” fossem por culpa dos “impostos”, ou seja, direitos dos trabalhadores.
Diretos como: auxilio doença, aposentadoria ou pensão por morte do cônjuge, férias com 1/3 do salário a mais e 30 dias de gozo por ano de trabalho na mesma empresa, descanso remunerado, 13° salário, pagamento de horas extras para trabalho extraordinário, licença maternidade e paternidade. E em caso de demissão sem justa causa aviso prévio de 30 dias, multa de 40% do montante dos depósitos do FGTS e saque do total depositado neste fundo e seguro desemprego. Direitos esses arduamente conquistados.
A hipocrisia é tão escancarada que a verdade está sendo omitida para aumentar os lucros das empresas, onde estas não pagam os direitos trabalhistas. Mas o custo final de seus produtos continua o mesmo porque eles não descontam esses percentuais do preço final da mercadoria, castigando cada vez mais os trabalhadores que pagam os seus direitos por já estar embutido nos preços do arroz e do feijão, enfim em tudo que é consumido por nós.
Do total de pessoas que trabalham de alguma forma 46,6% tem carteira assinada e os outros 53,4% estão na “informalidade, segundo o mesmo jornal. Somente com esse dado podemos perceber que a sonegação dos direitos dos trabalhadores é infitamente superior aos “gastos” atribuídos aos patrões.
Segundo pesquisa de emprego e desemprego realizada pelo DIEEESE em conjunto com a FEE, FGTAS/Sine-RS, SEADE-SP e com o apoio da PMPA a taxa de desemprego da região metropolitana de POA cresceu de 12,2% em janeiro de 2007 para 12,3% em fevereiro. O total de desempregados estimado é de 229 mil pessoas.
Em março, o custo de vida no município de São Paulo apresentou variação de 0,25%, taxa 0,04 pontos percentuais (pp.) superior a de fevereiro (0,21%). O cálculo é do DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - que aponta os aumentos da Alimentação (1,06%) e Saúde (0,15%) como os de maior impacto para a elevação do Índice do Custo de Vida (ICV). Estes dois grupos contribuíram, respectivamente com 0,27 pp. e 0,02 pp. para a taxa apurada, que foi parcialmente compensada pela retração verificada em grupos como
Vestuário e Transporte, que juntos reduziram a taxa do mês em – 0,03 pp.
Numericamente esses índices podem ser baixos, mas se levarmos em conta que não há correção salarial a classe trabalhadora permanece em desvantagem e impedida de reajustar os seus preços (salários).
É a partir de conjunturas como essas enfrentadas pela classe trabalhadora que em mais esse 1° de Maio o dia será marcado por muitas mobilizações a fim de se permanecer em luta pela defesa dos direitos dos trabalhadores.
veritasantos@brturbo.com.br
Alem de fazer essa reflexão das lutas do passado é também o momento de manter a classe trabalhadora mobilizada e preparada para enfrentar as lutas que estão por vir. E que são muitas.
Sempre nesta época os teles jornais, em especial os da rede globo, representante mor do capitalismo nacional e internacional através do seu casal de apresentadores, William Bonner e Fátima Bernardes, atores gabaritados em introgetar sentimentalismos nas cabecinhas menos desavisadas. Nesta semana que antecedeu o dia dos trabalhadores apresentaram uma serie de reportagens sobre o trabalho, o desemprego e as implicações que os direitos trabalhistas têm na relação entre eles e o “trabalho informal”.
Com uma plástica perfeita a dupla de atores apresentaram a reportagem passando ao publico como se os altos índices de “trabalhadores informais” fossem por culpa dos “impostos”, ou seja, direitos dos trabalhadores.
Diretos como: auxilio doença, aposentadoria ou pensão por morte do cônjuge, férias com 1/3 do salário a mais e 30 dias de gozo por ano de trabalho na mesma empresa, descanso remunerado, 13° salário, pagamento de horas extras para trabalho extraordinário, licença maternidade e paternidade. E em caso de demissão sem justa causa aviso prévio de 30 dias, multa de 40% do montante dos depósitos do FGTS e saque do total depositado neste fundo e seguro desemprego. Direitos esses arduamente conquistados.
A hipocrisia é tão escancarada que a verdade está sendo omitida para aumentar os lucros das empresas, onde estas não pagam os direitos trabalhistas. Mas o custo final de seus produtos continua o mesmo porque eles não descontam esses percentuais do preço final da mercadoria, castigando cada vez mais os trabalhadores que pagam os seus direitos por já estar embutido nos preços do arroz e do feijão, enfim em tudo que é consumido por nós.
Do total de pessoas que trabalham de alguma forma 46,6% tem carteira assinada e os outros 53,4% estão na “informalidade, segundo o mesmo jornal. Somente com esse dado podemos perceber que a sonegação dos direitos dos trabalhadores é infitamente superior aos “gastos” atribuídos aos patrões.
Segundo pesquisa de emprego e desemprego realizada pelo DIEEESE em conjunto com a FEE, FGTAS/Sine-RS, SEADE-SP e com o apoio da PMPA a taxa de desemprego da região metropolitana de POA cresceu de 12,2% em janeiro de 2007 para 12,3% em fevereiro. O total de desempregados estimado é de 229 mil pessoas.
Em março, o custo de vida no município de São Paulo apresentou variação de 0,25%, taxa 0,04 pontos percentuais (pp.) superior a de fevereiro (0,21%). O cálculo é do DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - que aponta os aumentos da Alimentação (1,06%) e Saúde (0,15%) como os de maior impacto para a elevação do Índice do Custo de Vida (ICV). Estes dois grupos contribuíram, respectivamente com 0,27 pp. e 0,02 pp. para a taxa apurada, que foi parcialmente compensada pela retração verificada em grupos como
Vestuário e Transporte, que juntos reduziram a taxa do mês em – 0,03 pp.
Numericamente esses índices podem ser baixos, mas se levarmos em conta que não há correção salarial a classe trabalhadora permanece em desvantagem e impedida de reajustar os seus preços (salários).
É a partir de conjunturas como essas enfrentadas pela classe trabalhadora que em mais esse 1° de Maio o dia será marcado por muitas mobilizações a fim de se permanecer em luta pela defesa dos direitos dos trabalhadores.
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segunda-feira, 23 de abril de 2007
O Cuca e o Botafogo.
Acusa o dicionário do meu PC que a gramática do titulo dessa crônica está errada e ele esta certo, mas está errado porque vou escrever sobre a ação de um homem chamado de Cuca e não do doce alimento da cuca.
Poderia falar de qualquer outro time de futebol, pois sou gremista desde criancinha ou até tirar uma flauta dos meus amigos colorados que mal festejaram o campeonato da FIFA e já foram desclassificados até do gauchão, não indo nem pras semifinais. É até poderia se o assunto fosse futebol jogado no lado de dentro do campo.
O feito foi antes das partidas do Botafogo carioca contra o Vasco em que o Romário não vez o milésimo gol e contra o Cabofriense, fora das quatro linhas do gramado do Maracanã. A grande jogada foi do técnico de futebol Cuca quando ele na conversa que se tem antes de cada jogo com os jogadores, chamada de preleção, primeiro contra o Vasco da Gama Cuca convoca todos os trabalhadores do clube, desde o mais simples, trazendo-os defronte aos mais bem pagos para que “os de baixo” motivassem os “de cima”.
Os jogadores apesar de estarem com as contas bancariam recheadas de dinheiro poderiam não estar motivados suficientes para cumprirem com a sua tarefa que é a de jogar futebol e ganhar do seu adversário. Foi com essa atitude em que o Professor, (como é chamado pelos jogadores, os técnicos de futebol) Cuca fez a grande jogada daquela partida.
Acredito que nem o maior dos profissionais motivacional não teve essa grande e simples idéia de colocar frente a frente às duas classes sociais antagônicas para provocar na mais abastarda uma compreensão que para os jogadores estarem ali usufruindo do bom e do melhor, tem outro plantel de profissionais, na maioria mal remunerada se comparado as quantias astronômicas que eles recebem.
Trabalhadores que fazem muito bem feito o seu serviço e na maioria das vezes são torcedores do clube vestindo a camiseta sem ganhar nada em troca, sendo assim O Cuca com ou sem intenção ideológica deu uma lição classista para os seu jogadores, dirigentes e para os seus torcedores que sempre é bom e bonito perceber que em tudo que se faz tem o outro para se levado em consideração.
Uma semana após essa bela e sofrida vitória, nos pênaltis contra o Vasco, Cuca dá outra inesperada jogada filosófica e decora as paredes do vestiário dos atletas do Botafogo com cartazes com dizeres escritos pelos seus familiares, filhos e filhas, esposas, mães e pais dos jogadores. Chamando a atenção deles do quanto eles são importantes para os seus e para uma legião de torcedores, enfim é mais uma demonstração de que o ser humano é mais importante do que o dinheiro e que o futebol pode e devem ser um esporte conscientizador, mobizador e participativo.
Com essa estratégia, Cuca ganha do Cabofriense e vai decidir com o Flamengo o titulo de campeão carioca de 2007. Fiquemos no aguardo de novas iniciativas legais do Cuca.
veritasantos@brturbo.com.br
Poderia falar de qualquer outro time de futebol, pois sou gremista desde criancinha ou até tirar uma flauta dos meus amigos colorados que mal festejaram o campeonato da FIFA e já foram desclassificados até do gauchão, não indo nem pras semifinais. É até poderia se o assunto fosse futebol jogado no lado de dentro do campo.
O feito foi antes das partidas do Botafogo carioca contra o Vasco em que o Romário não vez o milésimo gol e contra o Cabofriense, fora das quatro linhas do gramado do Maracanã. A grande jogada foi do técnico de futebol Cuca quando ele na conversa que se tem antes de cada jogo com os jogadores, chamada de preleção, primeiro contra o Vasco da Gama Cuca convoca todos os trabalhadores do clube, desde o mais simples, trazendo-os defronte aos mais bem pagos para que “os de baixo” motivassem os “de cima”.
Os jogadores apesar de estarem com as contas bancariam recheadas de dinheiro poderiam não estar motivados suficientes para cumprirem com a sua tarefa que é a de jogar futebol e ganhar do seu adversário. Foi com essa atitude em que o Professor, (como é chamado pelos jogadores, os técnicos de futebol) Cuca fez a grande jogada daquela partida.
Acredito que nem o maior dos profissionais motivacional não teve essa grande e simples idéia de colocar frente a frente às duas classes sociais antagônicas para provocar na mais abastarda uma compreensão que para os jogadores estarem ali usufruindo do bom e do melhor, tem outro plantel de profissionais, na maioria mal remunerada se comparado as quantias astronômicas que eles recebem.
Trabalhadores que fazem muito bem feito o seu serviço e na maioria das vezes são torcedores do clube vestindo a camiseta sem ganhar nada em troca, sendo assim O Cuca com ou sem intenção ideológica deu uma lição classista para os seu jogadores, dirigentes e para os seus torcedores que sempre é bom e bonito perceber que em tudo que se faz tem o outro para se levado em consideração.
Uma semana após essa bela e sofrida vitória, nos pênaltis contra o Vasco, Cuca dá outra inesperada jogada filosófica e decora as paredes do vestiário dos atletas do Botafogo com cartazes com dizeres escritos pelos seus familiares, filhos e filhas, esposas, mães e pais dos jogadores. Chamando a atenção deles do quanto eles são importantes para os seus e para uma legião de torcedores, enfim é mais uma demonstração de que o ser humano é mais importante do que o dinheiro e que o futebol pode e devem ser um esporte conscientizador, mobizador e participativo.
Com essa estratégia, Cuca ganha do Cabofriense e vai decidir com o Flamengo o titulo de campeão carioca de 2007. Fiquemos no aguardo de novas iniciativas legais do Cuca.
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quinta-feira, 19 de abril de 2007
*Império.
Historicamente, chamaram-se impérios a grupos de estados ou reinos subordinados a um chefe ou governo que se formaram, quer pela sua livre associação, geralmente com objetivo de defesa mútua, quer pela dominação de vários estados por um estado dominante. Foi desta forma que se formaram os grandes impérios coloniais. O império também é uma forma de governo monárquico, cujo chefe é um imperador. Em sentido restrito, designa a própria autoridade ou poder de um soberano, imperador ou imperatriz. Atualmente só o Japão tem um imperador que é o chefe supremo de um império.
Desde a antiguidade até a bem poucos anos, houve muitos impérios na Europa, tais como: Império Alemão, Austro-Húngaro, Bizantino, Otomano, Romano, Império Romano do Ocidente, Sacro Império Romano-Germânico, Russo, Português. Na Ásia: Império Persa, Chinês, Árabe-Muçulmano e Império Mongol.
Nas Américas: Império Azteca, Império do Brasil, Mexicano e o Império Estadunidense.
O Império Português foi o primeiro e o mais duradouro dos Impérios coloniais (1415-1999) da Era dos Descobrimentos. O Brasil Império é o período da nossa história entre a Independência em 1822 até a Proclamação da República do Brasil em 1889.
No periodo de 1500 a 1822 o Brasil era colonia de Portugal e todas as suas riquezas(pau Brasil, cana-de-açucar e ouro, entre tantos outros) eram enviadas para lá afim de sustentar as mordomias da realeza portuguesa. Mas o fim da colonia brasileira com a proclamação da republica em praticamente nada mudou a realidade do nosso povo, bem como mostra os fatos de nossa históiria.
Mesmo sendo uma Republica, conceito burgues dado as sociedades capitalistas, as condições dos brasileiros não evoliram em praticamentente nada, tendo em vista que as formas de exploração foram se aperfeiçoando até chegarmos aos dias atuais.
Atualmente denomina-se de Imperialismo como sendo a política de expansão e domínio territorial e/ou cultural e econômico de uma nação sobre outra, ocorrido na época da segunda revolução industrial. O imperialismo contemporâneo denomina-se neo-imperialismo, por possuir muitas diferenças com relação ao imperialismo colonial.
No final do século XIX e começo do século XX, a economia mundial viveu grandes mudanças. A tecnologia da Segunda Revolução Industrial (motores a gasolina, diesel e eletricidade) aumentou ainda mais a produção.
A livre concorrência foi desaparecendo e a economia passou a ser dominada por ‘megaempresas’ (monopólios).O Imperialismo dito em poucas palavras seria o ponto máximo do desenvolvimento desenfreado do capitalismo de capital.
Os países imperialistas dominaram, exploraram e agrediram os povos de quase todo o planeta. Porém, a maior parte dos capitalistas e da população dos países imperialistas acreditava que suas ações eram justas e até benéficas à humanidade em nome da ideologia do progresso, isto é, tinham três critérios para explicá-la: o etnocentrismo, baseado na pseudo-idéia de que existiam povos superiores a outros (europeus superiores a asiáticos e africanos), da mesma forma o racismo e o darwinismo social que interpretava a teoria da evolução a sua maneira errônea, afirmando a hegemonia de alguns sobre outros pela seleção natural.
Assim, no final do século XIX e o começo do XX, os países imperialistas se lançaram numa louca corrida pela conquista global o que desencadeou rivalidade entre os mesmos e concretizou o principal motivo da Primeira Guerra Mundial, dando princípio à “nova era imperialista” onde os EUA se tornam o país cardeal.
Esta prática um pouco diferenciada do colonialismo da América, pelos portugueses e espanhóis no século XVI (capitalismo mercantil), tinha como fins colocar capital nas novas colônias, vender a manufatura em excesso, mão-de-obra barata, matéria-prima, novas terras e divulgar a cultura ocidental (européia) aos povos "dominados".
Essa prática foi exercida à partir da 2ª Revolução Industrial, onde foi um avanço da utilização dos hidrocarbonetos e outros. Assim até porque a Europa estava com a "Grande Depressão", isto é, excesso de população, falta de empregos, alimentos e moradia. Isso motivou a conquista de novas terras, onde havia ainda o "Primitivismo do Homem".
Já a América Latina foi explorada de um jeito mais sutil, pois os países já haviam conquistado sua independência política. O jeito de exploração foi mais econômico, com intermédio de empréstimos, instalação de empresas no governo e a vinda de multinacionais.
De fato o Imperialismo ocidental, segundo o príncipio de protecionismo social, cultural, econômico e político, impôs culturas, confinamento de tribos rivais na mesma área provocando guerras entre as mesmas por participação nas decisões políticas, por exemplo. Poucos países como a Inglaterra, a França, os Estados Unidos dominaram vastas regiões em todos os pontos do globo. Isso foi desencadeando uma grande rivalidade entre as potências, que mais tarde daria o início da 1ª Guerra Mundial.
E de lá para cá as guerras são fruto dessa dominação inescrupuloza que privilegia a supremacia de um povo em relação ao outro e para que isso aconteça utilizam-se de todos os instrumentos possiveis para concretizar e justificar as suas intenções.
*Fonte de pesquisa:"http://pt.wikipedia.org/wiki/Imperialismo"
Vamão, 19 de abril de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Desde a antiguidade até a bem poucos anos, houve muitos impérios na Europa, tais como: Império Alemão, Austro-Húngaro, Bizantino, Otomano, Romano, Império Romano do Ocidente, Sacro Império Romano-Germânico, Russo, Português. Na Ásia: Império Persa, Chinês, Árabe-Muçulmano e Império Mongol.
Nas Américas: Império Azteca, Império do Brasil, Mexicano e o Império Estadunidense.
O Império Português foi o primeiro e o mais duradouro dos Impérios coloniais (1415-1999) da Era dos Descobrimentos. O Brasil Império é o período da nossa história entre a Independência em 1822 até a Proclamação da República do Brasil em 1889.
No periodo de 1500 a 1822 o Brasil era colonia de Portugal e todas as suas riquezas(pau Brasil, cana-de-açucar e ouro, entre tantos outros) eram enviadas para lá afim de sustentar as mordomias da realeza portuguesa. Mas o fim da colonia brasileira com a proclamação da republica em praticamente nada mudou a realidade do nosso povo, bem como mostra os fatos de nossa históiria.
Mesmo sendo uma Republica, conceito burgues dado as sociedades capitalistas, as condições dos brasileiros não evoliram em praticamentente nada, tendo em vista que as formas de exploração foram se aperfeiçoando até chegarmos aos dias atuais.
Atualmente denomina-se de Imperialismo como sendo a política de expansão e domínio territorial e/ou cultural e econômico de uma nação sobre outra, ocorrido na época da segunda revolução industrial. O imperialismo contemporâneo denomina-se neo-imperialismo, por possuir muitas diferenças com relação ao imperialismo colonial.
No final do século XIX e começo do século XX, a economia mundial viveu grandes mudanças. A tecnologia da Segunda Revolução Industrial (motores a gasolina, diesel e eletricidade) aumentou ainda mais a produção.
A livre concorrência foi desaparecendo e a economia passou a ser dominada por ‘megaempresas’ (monopólios).O Imperialismo dito em poucas palavras seria o ponto máximo do desenvolvimento desenfreado do capitalismo de capital.
Os países imperialistas dominaram, exploraram e agrediram os povos de quase todo o planeta. Porém, a maior parte dos capitalistas e da população dos países imperialistas acreditava que suas ações eram justas e até benéficas à humanidade em nome da ideologia do progresso, isto é, tinham três critérios para explicá-la: o etnocentrismo, baseado na pseudo-idéia de que existiam povos superiores a outros (europeus superiores a asiáticos e africanos), da mesma forma o racismo e o darwinismo social que interpretava a teoria da evolução a sua maneira errônea, afirmando a hegemonia de alguns sobre outros pela seleção natural.
Assim, no final do século XIX e o começo do XX, os países imperialistas se lançaram numa louca corrida pela conquista global o que desencadeou rivalidade entre os mesmos e concretizou o principal motivo da Primeira Guerra Mundial, dando princípio à “nova era imperialista” onde os EUA se tornam o país cardeal.
Esta prática um pouco diferenciada do colonialismo da América, pelos portugueses e espanhóis no século XVI (capitalismo mercantil), tinha como fins colocar capital nas novas colônias, vender a manufatura em excesso, mão-de-obra barata, matéria-prima, novas terras e divulgar a cultura ocidental (européia) aos povos "dominados".
Essa prática foi exercida à partir da 2ª Revolução Industrial, onde foi um avanço da utilização dos hidrocarbonetos e outros. Assim até porque a Europa estava com a "Grande Depressão", isto é, excesso de população, falta de empregos, alimentos e moradia. Isso motivou a conquista de novas terras, onde havia ainda o "Primitivismo do Homem".
Já a América Latina foi explorada de um jeito mais sutil, pois os países já haviam conquistado sua independência política. O jeito de exploração foi mais econômico, com intermédio de empréstimos, instalação de empresas no governo e a vinda de multinacionais.
De fato o Imperialismo ocidental, segundo o príncipio de protecionismo social, cultural, econômico e político, impôs culturas, confinamento de tribos rivais na mesma área provocando guerras entre as mesmas por participação nas decisões políticas, por exemplo. Poucos países como a Inglaterra, a França, os Estados Unidos dominaram vastas regiões em todos os pontos do globo. Isso foi desencadeando uma grande rivalidade entre as potências, que mais tarde daria o início da 1ª Guerra Mundial.
E de lá para cá as guerras são fruto dessa dominação inescrupuloza que privilegia a supremacia de um povo em relação ao outro e para que isso aconteça utilizam-se de todos os instrumentos possiveis para concretizar e justificar as suas intenções.
*Fonte de pesquisa:"http://pt.wikipedia.org/wiki/Imperialismo"
Vamão, 19 de abril de 2007.
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terça-feira, 17 de abril de 2007
Violência contra os Movimentos Populares.
Ao lembrar em plenário do massacre de Eldorado dos Carajás, além de relatar a truculência da Brigada Militar gaúcha contra o MST, o deputado Adão Pretto pede justiça e mais ações em prol da Reforma Agrária.
“Hoje, dia 17 de abril, é uma data simbólica de luta e luto ao mesmo tempo. Luto por que, há 11 anos atrás, o Brasil vivia um dos maiores massacres contra os trabalhadores rurais, quando 19 Sem Terra foram mortos, 69 foram mutilados e centenas ficaram feridos em uma ação da Polícia Militar, sob a ordem do então governador Almir Gabriel (PSDB-PA), em Eldorado dos Carajás, no Pará. Os Sem Terra, na ocasião, estavam reivindicando vida digna, respeito e terra.” Mas também é um dia de luta.
A Via Campesina decretou o dia 17 como o Dia Internacional da Luta Camponesa. E dessa forma, o Deputado Federal, Adão Pretto (PT/RS) lembrou, em plenário da Câmara dos Deputados, o massacre no Pará, ao mesmo tempo em que alertou para o não recebimento das indenizações dos agricultores feridos e mutilados, além da liberdade dos mandantes deste crime, o coronel Mario Pantoja e o major José Maria Oliveira.
“A justiça usa dois pesos e duas medidas nos julgamentos, pois trabalhadores sem terra são presos, julgados e condenados por lutar por um pedaço de chão para trabalhar. Enquanto que os fazendeiros mandantes de centenas de assassinatos e policiais militares que comandam ataques e assassinam trabalhadores continuam impunes, não são julgados nem presos”, explica o deputado.
Abril, mês em que os movimentos sociais camponeses consideram fundamental para as lutas em prol da Reforma Agrária, mais uma vez registra índices de violência contra os trabalhadores rurais. O Rio Grande do Sul é mais um estado que, através do seu Governo, usa a mão da Brigada Militar para reprimir os Movimentos de forma cruel e desumana.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou uma ocupação à fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul. A fazenda possui 7 mil hectares (30% do território do município) e sua desapropriação é apoiada por prefeitos da região, sindicatos e entidades. No entanto, as famílias acampadas sofreram um despejo realizado pela Brigada Militar em horário ilegal (após das 18 horas), onde ocorreu destruição de mantimentos, objetos pessoais, torturas e agressões a dezenas de pessoas que estavam desarmadas e saindo pacificamente do local.
Como se não bastasse toda a truculência, a Brigada ainda prendeu cinco trabalhadores sem antecedentes criminais sob alegações mentirosas de que estariam armados, além de atirar contra os acampados, o que acabou por atingir o agricultor, Daniel Mafalda Chaves que se encontra com uma bala alojada perto da coluna, correndo risco de perder os movimentos das pernas. O médico que o atendeu, Alessandro Poletto, da cidade de Carazinho, ainda afirmou que o agricultor deveria ter sido atingido na cabeça.
“Estes fatos demonstram que a luta pela democracia, pelo acesso a terra, pelos direitos humanos os quais todos deveriam ter acesso, estão longe de ser concretizados. Infelizmente o governo do Estado do Rio Grande do Sul não contribui em nada para a realização da reforma agrária, pois extinguiu o gabinete da reforma agrária e ainda autoriza a brigada militar a usar de todas as formas de violência contra os trabalhadores que lutam por seus direitos”, afirma Adão Pretto.
O agricultor, hoje, encontra-se internado em um hospital de Porto Alegre, onde recebeu visitas de seus companheiros de Movimento e de apoiadores, entre eles, o próprio deputado Adão Pretto. Ele, a Deputada Federal Maria do Rosário, os estaduais Stela Farias, Marisa Formolo e Dionilso Marcon, o representante da CPT, Padre Rudimar Dalasta e o membro do MST, Cedenir de Oliveira compareceram a uma audiência com o chefe da Casa Civil do Estado, Luiz Fernando Zachia, neste último dia 16 de abril.
Os petistas e os representantes dos movimentos foram reclamar da repressão policial utilizada contra os trabalhadores. Os deputados esperam que o governo Yeda Crusius reveja esta postura agressiva contra os movimentos sociais do campo e da cidade.
Este foi produzido pela assesoria de comunicação de gabinete do deputado extraído de seu pronunciamento na tribuna da Câmara Federal e transcrito aqui para que possamos perceber a necessidade de sempre se ter representantes populares nas casas legislativas desse imenso país.
veritasantos@brturbo.com.br
“Hoje, dia 17 de abril, é uma data simbólica de luta e luto ao mesmo tempo. Luto por que, há 11 anos atrás, o Brasil vivia um dos maiores massacres contra os trabalhadores rurais, quando 19 Sem Terra foram mortos, 69 foram mutilados e centenas ficaram feridos em uma ação da Polícia Militar, sob a ordem do então governador Almir Gabriel (PSDB-PA), em Eldorado dos Carajás, no Pará. Os Sem Terra, na ocasião, estavam reivindicando vida digna, respeito e terra.” Mas também é um dia de luta.
A Via Campesina decretou o dia 17 como o Dia Internacional da Luta Camponesa. E dessa forma, o Deputado Federal, Adão Pretto (PT/RS) lembrou, em plenário da Câmara dos Deputados, o massacre no Pará, ao mesmo tempo em que alertou para o não recebimento das indenizações dos agricultores feridos e mutilados, além da liberdade dos mandantes deste crime, o coronel Mario Pantoja e o major José Maria Oliveira.
“A justiça usa dois pesos e duas medidas nos julgamentos, pois trabalhadores sem terra são presos, julgados e condenados por lutar por um pedaço de chão para trabalhar. Enquanto que os fazendeiros mandantes de centenas de assassinatos e policiais militares que comandam ataques e assassinam trabalhadores continuam impunes, não são julgados nem presos”, explica o deputado.
Abril, mês em que os movimentos sociais camponeses consideram fundamental para as lutas em prol da Reforma Agrária, mais uma vez registra índices de violência contra os trabalhadores rurais. O Rio Grande do Sul é mais um estado que, através do seu Governo, usa a mão da Brigada Militar para reprimir os Movimentos de forma cruel e desumana.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou uma ocupação à fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul. A fazenda possui 7 mil hectares (30% do território do município) e sua desapropriação é apoiada por prefeitos da região, sindicatos e entidades. No entanto, as famílias acampadas sofreram um despejo realizado pela Brigada Militar em horário ilegal (após das 18 horas), onde ocorreu destruição de mantimentos, objetos pessoais, torturas e agressões a dezenas de pessoas que estavam desarmadas e saindo pacificamente do local.
Como se não bastasse toda a truculência, a Brigada ainda prendeu cinco trabalhadores sem antecedentes criminais sob alegações mentirosas de que estariam armados, além de atirar contra os acampados, o que acabou por atingir o agricultor, Daniel Mafalda Chaves que se encontra com uma bala alojada perto da coluna, correndo risco de perder os movimentos das pernas. O médico que o atendeu, Alessandro Poletto, da cidade de Carazinho, ainda afirmou que o agricultor deveria ter sido atingido na cabeça.
“Estes fatos demonstram que a luta pela democracia, pelo acesso a terra, pelos direitos humanos os quais todos deveriam ter acesso, estão longe de ser concretizados. Infelizmente o governo do Estado do Rio Grande do Sul não contribui em nada para a realização da reforma agrária, pois extinguiu o gabinete da reforma agrária e ainda autoriza a brigada militar a usar de todas as formas de violência contra os trabalhadores que lutam por seus direitos”, afirma Adão Pretto.
O agricultor, hoje, encontra-se internado em um hospital de Porto Alegre, onde recebeu visitas de seus companheiros de Movimento e de apoiadores, entre eles, o próprio deputado Adão Pretto. Ele, a Deputada Federal Maria do Rosário, os estaduais Stela Farias, Marisa Formolo e Dionilso Marcon, o representante da CPT, Padre Rudimar Dalasta e o membro do MST, Cedenir de Oliveira compareceram a uma audiência com o chefe da Casa Civil do Estado, Luiz Fernando Zachia, neste último dia 16 de abril.
Os petistas e os representantes dos movimentos foram reclamar da repressão policial utilizada contra os trabalhadores. Os deputados esperam que o governo Yeda Crusius reveja esta postura agressiva contra os movimentos sociais do campo e da cidade.
Este foi produzido pela assesoria de comunicação de gabinete do deputado extraído de seu pronunciamento na tribuna da Câmara Federal e transcrito aqui para que possamos perceber a necessidade de sempre se ter representantes populares nas casas legislativas desse imenso país.
veritasantos@brturbo.com.br
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Aquecimento global.
Se não fosse trágico, seria cômico ver os teles jornais, representantes dos latifundiários, os grandes desmatadores da Amazônia e de todas as matas brasileiras noticiarem os dados pesquisados e relatados pelos cientistas da ONU sobre a situação catastrófica em que deixaram o meio ambiente mundial. È com muita cara de pau que os apresentadores televisivos passam a noticia do aquecimento da terra como se essa fosse uma novidade.
E pior, como se a culpa fosse da população em geral que com seu esgoto domestico matou o rio Tiete, em São Paulo, o rio São Francisco que cruza o nordeste brasileiro ou a mortandade dos peixes no nosso rio dos Sinos que até hoje nenhuma empresa foi condenada a despoluir esse rio para devolvê-lo a sociedade gaúcha.
Os representantes dos latifundiários do agronegócio, dos banqueiros e dos grandes empresários que dominam os meios de comunicação de massa do nosso país não falam a verdade a respeito dos grandes males que afetam o Brasil e muito menos neste caso da grande calamidade que se avizinha. Agora a corrida é mais uma vez perversa para a classe trabalhadora mundial, em especial, aos pobres de todo o mundo, pois serão como sempre os mais prejudicados com os efeitos da agressão ao meio ambiente uma vez que os ricos vão se “adaptar” a nova realidade.
Os grandes países ricos já se adaptaram ao calor, eles adquiriram ar condicionado, mas antes disso morreram milhares de idosos na França, por exemplo.
As informações que temos são de que o Presidente Lula irá apresentar um “plano” na próxima reunião do G8(os oito paises mais ricos do mundo). Neste plano Lula deveria incluir como propostas as que proíbam a emissão de todo e qualquer gás tóxico na atmosfera; que as empresas sejam obrigadas a instalarem filtros potentes para purificar os gases emitidos no ar; proibir a derrubada de qualquer àrvore em todo o território brasileiro por tempo indeterminado sendo isso considerado como crime de lesa pátria e com prisão sem direito a fiança ou habias corpos, exigir que todos aqueles que em algum dia derrubou uma àrvore deva replantar quantas for necessário para se redimir; interromper o projeto de transposição do rio São Francisco imediatamente e estabelecendo a sua revitalização como prioridade; obrigar que todas as empresas poluidoras estabelecidas no Brasil invistam no mínimo 50% do seu lucro para despoluir todos os rios e lagos do Brasil; exigir que todos os paises do mundo devam aderir ao Protocolo de Kioto para redução de gases tóxicos na atmosfera para que inicie a salvação mundial.
Se algo não for feito e com urgência estaremos fadados ao extermino da raça humana como o preconizado nas escrituras sagradas. As previsões são pessimistas onde prevê mais emissão de gases tóxicos, aumento da temperatura em até 5,8°C, tendo como conseqüências menos água nos reservatórios, perda da biodiversidade dos vários biomas brasileiros, impactos na agricultura, diminuição do nível dos rios, transformação da floresta Amazônica em cerrado.
Com o aquecimento haverá alta evaporação podendo afetar o balanço hídrico (muita chuva), impactos também na saúde, na geração de energia e períodos extremados de chuvas e secas. Seriam essas as previsões iniciais dos cientistas e alguma coisa tem que ser feita com muita urgência. E o que nós reles mortais podemos fazer? Podemos começar por rever nossos hábitos de consumo comprando somente o indispensável, controlando os gastos com água e luz, se informando mais sobre o tema e pressionado os políticos para que estes façam o seu dever de proteger à na natureza dos piratas neoliberais que saqueiam nossas riquezas diariamente.
Viamão 09 de abril de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
E pior, como se a culpa fosse da população em geral que com seu esgoto domestico matou o rio Tiete, em São Paulo, o rio São Francisco que cruza o nordeste brasileiro ou a mortandade dos peixes no nosso rio dos Sinos que até hoje nenhuma empresa foi condenada a despoluir esse rio para devolvê-lo a sociedade gaúcha.
Os representantes dos latifundiários do agronegócio, dos banqueiros e dos grandes empresários que dominam os meios de comunicação de massa do nosso país não falam a verdade a respeito dos grandes males que afetam o Brasil e muito menos neste caso da grande calamidade que se avizinha. Agora a corrida é mais uma vez perversa para a classe trabalhadora mundial, em especial, aos pobres de todo o mundo, pois serão como sempre os mais prejudicados com os efeitos da agressão ao meio ambiente uma vez que os ricos vão se “adaptar” a nova realidade.
Os grandes países ricos já se adaptaram ao calor, eles adquiriram ar condicionado, mas antes disso morreram milhares de idosos na França, por exemplo.
As informações que temos são de que o Presidente Lula irá apresentar um “plano” na próxima reunião do G8(os oito paises mais ricos do mundo). Neste plano Lula deveria incluir como propostas as que proíbam a emissão de todo e qualquer gás tóxico na atmosfera; que as empresas sejam obrigadas a instalarem filtros potentes para purificar os gases emitidos no ar; proibir a derrubada de qualquer àrvore em todo o território brasileiro por tempo indeterminado sendo isso considerado como crime de lesa pátria e com prisão sem direito a fiança ou habias corpos, exigir que todos aqueles que em algum dia derrubou uma àrvore deva replantar quantas for necessário para se redimir; interromper o projeto de transposição do rio São Francisco imediatamente e estabelecendo a sua revitalização como prioridade; obrigar que todas as empresas poluidoras estabelecidas no Brasil invistam no mínimo 50% do seu lucro para despoluir todos os rios e lagos do Brasil; exigir que todos os paises do mundo devam aderir ao Protocolo de Kioto para redução de gases tóxicos na atmosfera para que inicie a salvação mundial.
Se algo não for feito e com urgência estaremos fadados ao extermino da raça humana como o preconizado nas escrituras sagradas. As previsões são pessimistas onde prevê mais emissão de gases tóxicos, aumento da temperatura em até 5,8°C, tendo como conseqüências menos água nos reservatórios, perda da biodiversidade dos vários biomas brasileiros, impactos na agricultura, diminuição do nível dos rios, transformação da floresta Amazônica em cerrado.
Com o aquecimento haverá alta evaporação podendo afetar o balanço hídrico (muita chuva), impactos também na saúde, na geração de energia e períodos extremados de chuvas e secas. Seriam essas as previsões iniciais dos cientistas e alguma coisa tem que ser feita com muita urgência. E o que nós reles mortais podemos fazer? Podemos começar por rever nossos hábitos de consumo comprando somente o indispensável, controlando os gastos com água e luz, se informando mais sobre o tema e pressionado os políticos para que estes façam o seu dever de proteger à na natureza dos piratas neoliberais que saqueiam nossas riquezas diariamente.
Viamão 09 de abril de 2007.
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segunda-feira, 9 de abril de 2007
Uma critica a politica econômica.
Ao assumir a Presidência da Republica brasileira, protegido pelo álibi da “Carta aos brasileiros” em 2002, o Presidente Lula manteve a mesma política econômica neoliberal adotada pelos seus antecessores. Mesmo após ter quitado antecipadamente a divida com o FMI, indo contra a luta histórica dos movimentos populares que negam essa divida, Lula permanece beneficiando os banqueiros nacionais e internacionais.
Nas primeiras semanas do mês de março de 2007 noticiou-se a “queda da bolsa de valores chinesa” que derrubou os “mercados” do mundo todo e fez transparecer a discussão da vulnerabilidade (fraqueza) externa brasileira.
A tão alardeada “estabilidade econômica” brasileira estará correndo riscos com um acontecimento ocorrido no outro lado do mundo? Se isso é verdade, de que vale essa política de arrocho, superávit para pagar o restante da divida externa e juros altos para sacear a ganância do tal “mercado” se uma crise internacional pode acabar com a estabilidade econômica do Brasil?
Não é necessário ser economista para saber ou desconfiarmos que algo esteja errado nesse negocio. Economistas renomados afirmam que o caminho a ser seguido pelo governo brasileiro para diminuir a tal da vulnerabilidade passa pelo fortalecimento do mercado interno (produzir e vender aqui no Brasil para os brasileiros (as)) e pela redução da liberdade das empresas estrangeiras e dos capitais especulativos, fato este executado contrariamente por Lula.
Nesta linha de fortalecimento da produção e do comercio interno o governo Lula deveria investir pesado no consumo das populações mais pobres aproveitando a grande quantidade de pessoas que poderão consumir os produtos aqui produzidos se estes estiverem com presos acessíveis. Controlar o fluxo de capitais especulativos, definirem critérios mais rígidos para as empresas estrangeiras na área de produção de bens e serviços e inibir a entrada dessas empresas em setores considerados estratégicos como, por exemplo, os setores energéticos e de mineração.
Isso não significa abdicar das exportações, muito antes pelo contrario, nosso comercio exterior deve agregar valor nos produtos exportados e para que isso aconteça deve-se investir em conhecimento tecnológico e em um parque industrial próprio que produza produtos manufaturados de qualidade ao comercio internacional.
E por fim Lula deverá se afastar dos setores dominantes, como o setor financeiro e o agronegócio os quais obtiveram até agora alta rentabilidade acabando com a permissividade da liberação de 30% de tudo aquilo que o exportador vende lá fora, ou seja, ele pode deixar depositado em alguma conta de algum paraíso fiscal e não pagar nada ao governo brasileiro.
É a luta é muito desigual, mas o povo deve resistir e puxar o Presidente Lula para o nosso lado, lado este que ele nunca deveria ter se afastado. Como diz um ditado popular: “A esperança é a ultima que morre”.
Viamão07 de abril de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Nas primeiras semanas do mês de março de 2007 noticiou-se a “queda da bolsa de valores chinesa” que derrubou os “mercados” do mundo todo e fez transparecer a discussão da vulnerabilidade (fraqueza) externa brasileira.
A tão alardeada “estabilidade econômica” brasileira estará correndo riscos com um acontecimento ocorrido no outro lado do mundo? Se isso é verdade, de que vale essa política de arrocho, superávit para pagar o restante da divida externa e juros altos para sacear a ganância do tal “mercado” se uma crise internacional pode acabar com a estabilidade econômica do Brasil?
Não é necessário ser economista para saber ou desconfiarmos que algo esteja errado nesse negocio. Economistas renomados afirmam que o caminho a ser seguido pelo governo brasileiro para diminuir a tal da vulnerabilidade passa pelo fortalecimento do mercado interno (produzir e vender aqui no Brasil para os brasileiros (as)) e pela redução da liberdade das empresas estrangeiras e dos capitais especulativos, fato este executado contrariamente por Lula.
Nesta linha de fortalecimento da produção e do comercio interno o governo Lula deveria investir pesado no consumo das populações mais pobres aproveitando a grande quantidade de pessoas que poderão consumir os produtos aqui produzidos se estes estiverem com presos acessíveis. Controlar o fluxo de capitais especulativos, definirem critérios mais rígidos para as empresas estrangeiras na área de produção de bens e serviços e inibir a entrada dessas empresas em setores considerados estratégicos como, por exemplo, os setores energéticos e de mineração.
Isso não significa abdicar das exportações, muito antes pelo contrario, nosso comercio exterior deve agregar valor nos produtos exportados e para que isso aconteça deve-se investir em conhecimento tecnológico e em um parque industrial próprio que produza produtos manufaturados de qualidade ao comercio internacional.
E por fim Lula deverá se afastar dos setores dominantes, como o setor financeiro e o agronegócio os quais obtiveram até agora alta rentabilidade acabando com a permissividade da liberação de 30% de tudo aquilo que o exportador vende lá fora, ou seja, ele pode deixar depositado em alguma conta de algum paraíso fiscal e não pagar nada ao governo brasileiro.
É a luta é muito desigual, mas o povo deve resistir e puxar o Presidente Lula para o nosso lado, lado este que ele nunca deveria ter se afastado. Como diz um ditado popular: “A esperança é a ultima que morre”.
Viamão07 de abril de 2007.
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sábado, 7 de abril de 2007
A descoberta da roda.
A alegria do Presidente Lula com o projeto dos biocombustíveis parece ser de quem inventou a roda. Só que o Presidente não se flagrou que essa estória é bem antiga, o Pró-Álcool ou Programa Nacional do Álcool foi um programa de substituição em larga escala dos combustíveis veiculares derivados de petróleo álcool, financiado pelo governo do Brasil a partir de 1975 devido à crise do petróleo em 1973 e mais agravante depois da crise de 1979.
O Programa substituiu por álcool etílico a gasolina, o que gerou 10 milhões de automóveis a gasolina a menos rodando no Brasil, diminuindo a dependência do país ao petróleo importado. A decisão de produzir etanol a partir da cana-de-açúcar por via fermentativa foi por causa da baixa nos preços do açúcar na época.
Foram testadas outras alternativas de fonte de matéria-prima, como por exemplo, a mandioca. A produção de álcool no Brasil no período de 1975-76 foi de 600 milhões de litros; no período de 1979-80 foi de 3,4 bilhões e de 1986-87 chegou ao auge, com 12,3 bilhões de litros e já tivemos até equipe de formula I com o nome de “Coopersucar” para impulsionar o programa brasileiro.
E diante da fome e da escassez de água potável, o que significa plantar energia? Essa seria uma boa pergunta ao nosso Presidente e aqueles que mandam no mundo.
A utilização de parcela crescente das terras agriculturáveis do mundo para o plantio de matéria prima de biocombustíveis levanta questão sobre os problemas da fome e da falta d’água que atingem cerca de um bilhão de pessoas, de acordo com a ONU que está sendo ampla e hipocritamente veiculada pela imprensa capitalista mundial com se isso estivesse acontecendo somente agora. Essa hipocrisia se esquece de que tantos tombaram defendendo a Amazônia, como por exemplo, CHICO MENDES.
O etanol, combustível muito na moda depois da recente divulgação das perspectivas sombrias do aquecimento global, há tempos tem jogado um papel importante no cenário agrícola mundial, uma vez que se trata de energia produzida, basicamente, a partir da cana de açúcar, do milho e de madeira. Segundo o pesquisador Luis Cortez, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o mercado mundial produz atualmente algo como 40 bilhões de litros de etanol; para se substituir 10% da gasolina no mundo, será preciso aumentar este volume para cerca de 150 bilhões de litros.
E para que isso aconteça quanta mata terá que ser derrubada? Outra pergunta pro Lula responder. Alem disso se deixará de plantar arroz, feijão, frutas e também haverá mais contaminação do solo e das águas devido ao aumento de agrotóxicos, e mais concentração de terras nas mãos de grandes empresas multinacionais que têem interesse em controlar a produção de energia em escala mundial.
Hoje visualizamos mamona nos terrenos baldios e não damos importância alguma, mas em breve esse inço valerá uma fortuna.
Se fosse só o preço da mamona que vai encarecer não seria problema, um exemplo disso é o milho mexicano. Por ser fornecedor dos EUA que fabrica o etanol desse produto o preço do grão do milho que é a base da alimentação do povo teve reajuste de mais de 100% em algumas regiões do país bem como houve aumento da ração animal e das sementes também.
Esse é um dos milhares de problemas que se enfrentará com mais essa política centrada no agronegócio agravada pela forte iminência de ter-se transferida a propriedade da terra para as mãos de grandes empresas multinacionais as quais já controlam as finanças, a indústria e logo, logo estarão controlando a terra e o subsolo brasileiro.
Ao invés de promover um desenvolvimento sustentável baseado na agricultura familiar voltado para a produção de alimentos, Lula deixa-se iludir pelo canto da sereia de Bush e pode estar entrando na maior cilada de sua carreira política e o que é pior, vai levar junto consigo todo o povo brasileiro que permanecerá dependente do capital. O que está posto é se os governos têm o direito de transformar a agricultura produtora de alimentos que saciam a fome de milhões de pessoas em produtora de combustível para sustentar o doentio e insustentável padrão de consumo dos países ricos.
Em nome dessas insanidades consumistas dos mais ricos abriremos mão de comer e beber?
veritasantos@brturbo.com.br.
Viamão 06 de abril de 2007.
O Programa substituiu por álcool etílico a gasolina, o que gerou 10 milhões de automóveis a gasolina a menos rodando no Brasil, diminuindo a dependência do país ao petróleo importado. A decisão de produzir etanol a partir da cana-de-açúcar por via fermentativa foi por causa da baixa nos preços do açúcar na época.
Foram testadas outras alternativas de fonte de matéria-prima, como por exemplo, a mandioca. A produção de álcool no Brasil no período de 1975-76 foi de 600 milhões de litros; no período de 1979-80 foi de 3,4 bilhões e de 1986-87 chegou ao auge, com 12,3 bilhões de litros e já tivemos até equipe de formula I com o nome de “Coopersucar” para impulsionar o programa brasileiro.
E diante da fome e da escassez de água potável, o que significa plantar energia? Essa seria uma boa pergunta ao nosso Presidente e aqueles que mandam no mundo.
A utilização de parcela crescente das terras agriculturáveis do mundo para o plantio de matéria prima de biocombustíveis levanta questão sobre os problemas da fome e da falta d’água que atingem cerca de um bilhão de pessoas, de acordo com a ONU que está sendo ampla e hipocritamente veiculada pela imprensa capitalista mundial com se isso estivesse acontecendo somente agora. Essa hipocrisia se esquece de que tantos tombaram defendendo a Amazônia, como por exemplo, CHICO MENDES.
O etanol, combustível muito na moda depois da recente divulgação das perspectivas sombrias do aquecimento global, há tempos tem jogado um papel importante no cenário agrícola mundial, uma vez que se trata de energia produzida, basicamente, a partir da cana de açúcar, do milho e de madeira. Segundo o pesquisador Luis Cortez, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o mercado mundial produz atualmente algo como 40 bilhões de litros de etanol; para se substituir 10% da gasolina no mundo, será preciso aumentar este volume para cerca de 150 bilhões de litros.
E para que isso aconteça quanta mata terá que ser derrubada? Outra pergunta pro Lula responder. Alem disso se deixará de plantar arroz, feijão, frutas e também haverá mais contaminação do solo e das águas devido ao aumento de agrotóxicos, e mais concentração de terras nas mãos de grandes empresas multinacionais que têem interesse em controlar a produção de energia em escala mundial.
Hoje visualizamos mamona nos terrenos baldios e não damos importância alguma, mas em breve esse inço valerá uma fortuna.
Se fosse só o preço da mamona que vai encarecer não seria problema, um exemplo disso é o milho mexicano. Por ser fornecedor dos EUA que fabrica o etanol desse produto o preço do grão do milho que é a base da alimentação do povo teve reajuste de mais de 100% em algumas regiões do país bem como houve aumento da ração animal e das sementes também.
Esse é um dos milhares de problemas que se enfrentará com mais essa política centrada no agronegócio agravada pela forte iminência de ter-se transferida a propriedade da terra para as mãos de grandes empresas multinacionais as quais já controlam as finanças, a indústria e logo, logo estarão controlando a terra e o subsolo brasileiro.
Ao invés de promover um desenvolvimento sustentável baseado na agricultura familiar voltado para a produção de alimentos, Lula deixa-se iludir pelo canto da sereia de Bush e pode estar entrando na maior cilada de sua carreira política e o que é pior, vai levar junto consigo todo o povo brasileiro que permanecerá dependente do capital. O que está posto é se os governos têm o direito de transformar a agricultura produtora de alimentos que saciam a fome de milhões de pessoas em produtora de combustível para sustentar o doentio e insustentável padrão de consumo dos países ricos.
Em nome dessas insanidades consumistas dos mais ricos abriremos mão de comer e beber?
veritasantos@brturbo.com.br.
Viamão 06 de abril de 2007.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Socialismo do Século XXI.
As eleições de vários governos de esquerda na América Latina na ultima década tem demonstrado que o povo latino americano está atento as maledicências promovidas pelo capitalismo através neoliberalismo.
A grande liderança ideológica de esquerda que desponta neste cenário é sem duvida nenhuma o Presidente Hugo Chaves, da Venezuela, apesar de todas as criticas que possa pairar sobre ele. Essa polemica e todas as outras provocadas pelas atitudes populares de seu governo faz com que seja retomado o debate sobre o socialismo, o Socialismo do século XXI, chamado assim por Chaves.
As experiências socialistas até hoje realizadas foram desconfiguradas por grupos oportunistas que se instalaram nos governos ou nos partidos operários transformando-os em meros instrumentos de beneficiamento individual e pequenos grupos que ao chegarem ao poder traíram gritantemente todos os seus princípios de classe que lhes oportunizaram galgar os postos que adquiriram.
Atualmente temos varias praticas de mudança social que crescem no interior dos movimentos populares nos mais diversos lugares e setores da sociedade, são criações autenticas dos indígenas, dos sem-terra, dos desempregados e de todos os pobres que estão à margem nas periferias urbanas e que lutam contra a acumulação de capital.
Essas lutas se transformam em práticas educativas, de saúde e de produções construídas a partir de novas relações sociais e não capitalistas.
São operários de fabricas falidas que produzem sem chefes e reinventam formas de divisão do trabalho que não geram hierarquias; são camponeses que formam assentamentos que supõem uma verdadeira revolução na vida rural; são indígenas que recuperam suas crenças e seus curandeiros; são os desempregados que criam mercadorias e as trocam com outros desempregados. Essas podem ser iniciativas populares que não têem comprovação empírica, mas poderá ser a germinação de um novo modo de se viver.
Ainda não sabemos como será o socialismo de século XXI porque como já disse Marx, o socialismo vai tomando forma conforme as diferentes experiências populares no momento em que vão acontecendo (é dialético). A humanidade tem vários caminhos a seguir sendo três deles conhecidos em parte, o caminho do neoliberalismo é esse que estamos vivendo onde “quem tem mais chora menos” ou da lei do “dente por dente”, onde dizem que vivemos em uma “democracia”, só que ela termina quando acaba o seu dinheiro.
O outro caminho é o caminho do Socialismo que esta em permanente debate e seus defensores não consegue chegar a lugar algum. Cada teórico tem um “modelo perfeito” do “seu socialismo”, mas uma coisa tem-se que concordar. Não dá mais pra viver sob a égide de tirania do capitalismo que mata em nome de um crescimento para poucos.
Ou a humanidade se percebe disso e parte para a construção de uma sociedade socialista que lhe garanta participação nas decisões, onde os pobres (os de baixo) tenham vez e voz e que suas iniciativas sejam colocadas em pratica, onde não há modelos prontos. A onde todos aprendam a se governar, acabando de vez com o Estado ou criando um Estado que não reproduza novas formas de opressão construindo de fato e de direito uma sociedade socialista que seja comum para todos e todas.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 02 de abril de 2007.
A grande liderança ideológica de esquerda que desponta neste cenário é sem duvida nenhuma o Presidente Hugo Chaves, da Venezuela, apesar de todas as criticas que possa pairar sobre ele. Essa polemica e todas as outras provocadas pelas atitudes populares de seu governo faz com que seja retomado o debate sobre o socialismo, o Socialismo do século XXI, chamado assim por Chaves.
As experiências socialistas até hoje realizadas foram desconfiguradas por grupos oportunistas que se instalaram nos governos ou nos partidos operários transformando-os em meros instrumentos de beneficiamento individual e pequenos grupos que ao chegarem ao poder traíram gritantemente todos os seus princípios de classe que lhes oportunizaram galgar os postos que adquiriram.
Atualmente temos varias praticas de mudança social que crescem no interior dos movimentos populares nos mais diversos lugares e setores da sociedade, são criações autenticas dos indígenas, dos sem-terra, dos desempregados e de todos os pobres que estão à margem nas periferias urbanas e que lutam contra a acumulação de capital.
Essas lutas se transformam em práticas educativas, de saúde e de produções construídas a partir de novas relações sociais e não capitalistas.
São operários de fabricas falidas que produzem sem chefes e reinventam formas de divisão do trabalho que não geram hierarquias; são camponeses que formam assentamentos que supõem uma verdadeira revolução na vida rural; são indígenas que recuperam suas crenças e seus curandeiros; são os desempregados que criam mercadorias e as trocam com outros desempregados. Essas podem ser iniciativas populares que não têem comprovação empírica, mas poderá ser a germinação de um novo modo de se viver.
Ainda não sabemos como será o socialismo de século XXI porque como já disse Marx, o socialismo vai tomando forma conforme as diferentes experiências populares no momento em que vão acontecendo (é dialético). A humanidade tem vários caminhos a seguir sendo três deles conhecidos em parte, o caminho do neoliberalismo é esse que estamos vivendo onde “quem tem mais chora menos” ou da lei do “dente por dente”, onde dizem que vivemos em uma “democracia”, só que ela termina quando acaba o seu dinheiro.
O outro caminho é o caminho do Socialismo que esta em permanente debate e seus defensores não consegue chegar a lugar algum. Cada teórico tem um “modelo perfeito” do “seu socialismo”, mas uma coisa tem-se que concordar. Não dá mais pra viver sob a égide de tirania do capitalismo que mata em nome de um crescimento para poucos.
Ou a humanidade se percebe disso e parte para a construção de uma sociedade socialista que lhe garanta participação nas decisões, onde os pobres (os de baixo) tenham vez e voz e que suas iniciativas sejam colocadas em pratica, onde não há modelos prontos. A onde todos aprendam a se governar, acabando de vez com o Estado ou criando um Estado que não reproduza novas formas de opressão construindo de fato e de direito uma sociedade socialista que seja comum para todos e todas.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 02 de abril de 2007.
domingo, 25 de março de 2007
Ditados Populares.
A vivência popular é sábia e para exemplificar os fatos ocorridos no dia-dia utiliza expressões que ficam marcadas por várias gerações.
E tem uma que retrata muito bem o momento político vivido no Brasil, após a reeleição do Presidente Lula, no primeiro semestre de 2007: “Me digas com quem andas que te direi quem tu és’.
Apesar de ser um Presidente carismático e com grande apelo popular, Lula põe em pratica um “governo de coalizão” de inexplicável composição. O Presidente nomeia como Ministros de seu governo indivíduos de conduta duvidosa e de posição política antagônica a sua e de seu partido (PT) sem o mínimo de justificativa programática.
A apresentação para tal formação não é de toda justificada pelo Plano de Aceleração do Crescimento - PAC haja vista que esse nada mais é do que um conjunto de “ofertas” aos empresários a investir basicamente em infra-estrutura na forma das parcerias público privado PPP’s. O que nada mais é do que uma forma disfarçada de privatização dos serviços públicos.
As nomeações de José Gomes Temporão (PMDB) para o Ministério da Saúde, de Gedbel Vieira Lima para o Ministério da Integração Nacional (PMDB): este um dos maiores críticos de Lula ate bem pouco tempo, a indicação primeira de Obilio Balbinotti (PMDB) que acusado de falsidade ideológica e enriquecimento ilícito renunciou ao convite de ser Ministro da Agricultura, sendo substituído por Reinhold Stephanes, histórico militante da direita brasileira desde os verdes anos da ARENA braço político da ditadura militar em nada se justificam.
Não há nenhum projeto estratégico que vá permitir uma conquista importante para a classe trabalhadora (realizar a reforma agrária e colocar todos os trabalhadores sem terra do Brasil na terra) que exija de Lula essa aliança com o PMDB, PTB, PP, até porque são esses partidos que não querem essa reforma. Alem desses senhores há outros de trajetórias duvidosas quanto a sua fidelidade ao Presidente Lula.
Pois no passado recente eram ferozes opositores ao governo federal e agora estão em funções de vital importância no governo onde Walfrido dos Mares Guia (PTB) é o Ministro da Articulação Política, e José Múcio, também do PTB com líder de governo no Congresso.
Esses componentes são de um partido que apóia qualquer Presidente ou Governador só para usufruírem das benesses individuais que os cargos lhes dão, condição essa seguida pelo PP e pelo PMDB onde todos estão em Brasília e no RS com sendo base de apoio.
Apesar do esforço de Lula de ter um governo igual ao de Yeda, notamos que mesmo com todos esses males o Presidente faz um Governo mais popular e é por isso que ainda o ditado popular acima citado não está de todo comprovado.
O Governo Lula não será igual aos governos da direita devido ele ser um representante das classes mais humildes dessa Nação e porque esta classe está atenta a qualquer escorregam do nosso Presidente.
Viamão, 25 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
E tem uma que retrata muito bem o momento político vivido no Brasil, após a reeleição do Presidente Lula, no primeiro semestre de 2007: “Me digas com quem andas que te direi quem tu és’.
Apesar de ser um Presidente carismático e com grande apelo popular, Lula põe em pratica um “governo de coalizão” de inexplicável composição. O Presidente nomeia como Ministros de seu governo indivíduos de conduta duvidosa e de posição política antagônica a sua e de seu partido (PT) sem o mínimo de justificativa programática.
A apresentação para tal formação não é de toda justificada pelo Plano de Aceleração do Crescimento - PAC haja vista que esse nada mais é do que um conjunto de “ofertas” aos empresários a investir basicamente em infra-estrutura na forma das parcerias público privado PPP’s. O que nada mais é do que uma forma disfarçada de privatização dos serviços públicos.
As nomeações de José Gomes Temporão (PMDB) para o Ministério da Saúde, de Gedbel Vieira Lima para o Ministério da Integração Nacional (PMDB): este um dos maiores críticos de Lula ate bem pouco tempo, a indicação primeira de Obilio Balbinotti (PMDB) que acusado de falsidade ideológica e enriquecimento ilícito renunciou ao convite de ser Ministro da Agricultura, sendo substituído por Reinhold Stephanes, histórico militante da direita brasileira desde os verdes anos da ARENA braço político da ditadura militar em nada se justificam.
Não há nenhum projeto estratégico que vá permitir uma conquista importante para a classe trabalhadora (realizar a reforma agrária e colocar todos os trabalhadores sem terra do Brasil na terra) que exija de Lula essa aliança com o PMDB, PTB, PP, até porque são esses partidos que não querem essa reforma. Alem desses senhores há outros de trajetórias duvidosas quanto a sua fidelidade ao Presidente Lula.
Pois no passado recente eram ferozes opositores ao governo federal e agora estão em funções de vital importância no governo onde Walfrido dos Mares Guia (PTB) é o Ministro da Articulação Política, e José Múcio, também do PTB com líder de governo no Congresso.
Esses componentes são de um partido que apóia qualquer Presidente ou Governador só para usufruírem das benesses individuais que os cargos lhes dão, condição essa seguida pelo PP e pelo PMDB onde todos estão em Brasília e no RS com sendo base de apoio.
Apesar do esforço de Lula de ter um governo igual ao de Yeda, notamos que mesmo com todos esses males o Presidente faz um Governo mais popular e é por isso que ainda o ditado popular acima citado não está de todo comprovado.
O Governo Lula não será igual aos governos da direita devido ele ser um representante das classes mais humildes dessa Nação e porque esta classe está atenta a qualquer escorregam do nosso Presidente.
Viamão, 25 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
quarta-feira, 21 de março de 2007
Reduzir a maioridade?
Pra que?
São tantas as mortes estúpidas e tantos são estúpidos aqueles meios de comunicação que através de programas conduzidos por apresentadores sensacionalistas. Estes estão preocupados apenas nos índices do ibope e no estrelismo individual sem um pingo de pensamento lógico que utilizam as mortes praticadas por adolescentes para difundirem a idéia de pena de morte e diminuição da idade penal.
Aproveitam-se do momento de fragilidade dos familiares das vitimas envolvendo-as em “campanhas” de defesa desse tipo de propostas incentivando sentimentos de vingança em toda a população como se fosse à solução para estes crimes. Com a morte do João Helio, no Rio de Janeiro, a proposta era reduzir a maioridade penal para 16 anos e agora após o também brutal assassinato de uma criança de 3 anos praticado por outra criança de apenas 8 anos. O que eles vão propor?
Devemos nos ater ao que diz o ECA quando determina que toda a criança que tenha 12 anos e cometa um ato infracional (crime) devera ser internado e julgado pelo Juizado da Criança e da Juventude onde receberá uma medida sócio educativa (Pena), sendo encaminhada para uma instituição publica de resocialização (presídio).
É ai que começa o problema, há visões técnicas que para serem politicamente corretas ou para não serem “ofensivas” aos direitos humanos acham que o “guri” já foi punido o suficiente e não exigem responsabilidade desse adolescente que se sente cada vez mais castigado ao invés de se sentir útil e recuperável.
As medidas sócio educativas ou de proteção não estão meramente aplicada quando do oferecimento de um local para abrigagem. As medidas estabelecidas pelo ECA devem ser cumpridas efetivamente sob pena de se estar só fazendo de conta, mascarando o grande problema pelo qual passa esse tipo de programa no Estado.
Toda criança tem o direito a educação e é responsabilidade do Estado em garantir o acesso a ela, mas também é responsabilidade da família fazer com que os seus filhos freqüentem a escola. Certo. Mas quando esta família não consegue cumprir um isso entre outras coisa entra o Estado, autorizado pela justiça, para fazer cumprir este direito. Até ai tudo certo.
O problema não esta solucionado, pois é no abrigo que as divergências continuam e as crianças acabam tendo mais “direitos” do que “deveres”. Muito disso é por deficiência do Estado que não tem numero suficiente de pessoal para atender mais de 800 abrigados (as) atualmente em seus estabelecimentos, alem da baixa remuneração dos funcionários existentes e também pela falta de um projeto comum a todos do quadro funcional que permita um manejo mais uniforme frente aos sérios problemas enfrentados no dia-dia.
Problemas como a falta de referencia familiar que deixa as crianças desprovidas de valores morais e éticos, problemas de drogadição e de ociosidade no turno inverso ao da escola, entre tantos outros produzidos pela própria sociedade e reproduzidos indiscriminadamente pela TV. Entre esses destaco a questão da drogadição que permanece mesmo após a criança ou o adolescente estar “abrigado” tendo em vista que a “tese” (optativa) defendida por alguns técnicos é aquela que deixa a critério do adolescente a opção de ir fazer um tratamento de desintoxicação ou não.
Nestes casos os abrigos que não estão amparados legalmente pelo ECA não podem conter esse adolescente, impedindo-o de circular livremente na comunidade ou ainda pela inexistência de um pratica comum que possibilitaria um convencimento mais rápido desse jovem a se tratar. Portanto fica-se impossibilitado de tratar e ou recuperar os jovens que ainda não cometeram um ato infracional, mas que logo o fará e hipocritamente institui-se a pena de morte uma vez que se permite a um doente optar em ser tratado ou não ser curado.
Por isso e muito mais, reduzir a maioridade penal não é a solução. Para iniciar a solucionar esse grave problema social da humanidade temos que exigir dos governantes que todas as crianças tenham escola de qualidade e com professores bem pagos (hoje quase três milhões de crianças estão fora da escola) e outras tantas sem saúde por omissão do Estado.
E quantas outras abandonadas, abusadas sexualmente dentro do próprio lar, exploradas no trabalho na cidade e no campo (mais ou menos 7. 5 milhões) por omissão da família e da sociedade que não exige do Estado à solução dos seus problemas sendo tolerante como toda a sociedade que fica inerte frente a toda essa problemática.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão, 21 de março de 2007.
São tantas as mortes estúpidas e tantos são estúpidos aqueles meios de comunicação que através de programas conduzidos por apresentadores sensacionalistas. Estes estão preocupados apenas nos índices do ibope e no estrelismo individual sem um pingo de pensamento lógico que utilizam as mortes praticadas por adolescentes para difundirem a idéia de pena de morte e diminuição da idade penal.
Aproveitam-se do momento de fragilidade dos familiares das vitimas envolvendo-as em “campanhas” de defesa desse tipo de propostas incentivando sentimentos de vingança em toda a população como se fosse à solução para estes crimes. Com a morte do João Helio, no Rio de Janeiro, a proposta era reduzir a maioridade penal para 16 anos e agora após o também brutal assassinato de uma criança de 3 anos praticado por outra criança de apenas 8 anos. O que eles vão propor?
Devemos nos ater ao que diz o ECA quando determina que toda a criança que tenha 12 anos e cometa um ato infracional (crime) devera ser internado e julgado pelo Juizado da Criança e da Juventude onde receberá uma medida sócio educativa (Pena), sendo encaminhada para uma instituição publica de resocialização (presídio).
É ai que começa o problema, há visões técnicas que para serem politicamente corretas ou para não serem “ofensivas” aos direitos humanos acham que o “guri” já foi punido o suficiente e não exigem responsabilidade desse adolescente que se sente cada vez mais castigado ao invés de se sentir útil e recuperável.
As medidas sócio educativas ou de proteção não estão meramente aplicada quando do oferecimento de um local para abrigagem. As medidas estabelecidas pelo ECA devem ser cumpridas efetivamente sob pena de se estar só fazendo de conta, mascarando o grande problema pelo qual passa esse tipo de programa no Estado.
Toda criança tem o direito a educação e é responsabilidade do Estado em garantir o acesso a ela, mas também é responsabilidade da família fazer com que os seus filhos freqüentem a escola. Certo. Mas quando esta família não consegue cumprir um isso entre outras coisa entra o Estado, autorizado pela justiça, para fazer cumprir este direito. Até ai tudo certo.
O problema não esta solucionado, pois é no abrigo que as divergências continuam e as crianças acabam tendo mais “direitos” do que “deveres”. Muito disso é por deficiência do Estado que não tem numero suficiente de pessoal para atender mais de 800 abrigados (as) atualmente em seus estabelecimentos, alem da baixa remuneração dos funcionários existentes e também pela falta de um projeto comum a todos do quadro funcional que permita um manejo mais uniforme frente aos sérios problemas enfrentados no dia-dia.
Problemas como a falta de referencia familiar que deixa as crianças desprovidas de valores morais e éticos, problemas de drogadição e de ociosidade no turno inverso ao da escola, entre tantos outros produzidos pela própria sociedade e reproduzidos indiscriminadamente pela TV. Entre esses destaco a questão da drogadição que permanece mesmo após a criança ou o adolescente estar “abrigado” tendo em vista que a “tese” (optativa) defendida por alguns técnicos é aquela que deixa a critério do adolescente a opção de ir fazer um tratamento de desintoxicação ou não.
Nestes casos os abrigos que não estão amparados legalmente pelo ECA não podem conter esse adolescente, impedindo-o de circular livremente na comunidade ou ainda pela inexistência de um pratica comum que possibilitaria um convencimento mais rápido desse jovem a se tratar. Portanto fica-se impossibilitado de tratar e ou recuperar os jovens que ainda não cometeram um ato infracional, mas que logo o fará e hipocritamente institui-se a pena de morte uma vez que se permite a um doente optar em ser tratado ou não ser curado.
Por isso e muito mais, reduzir a maioridade penal não é a solução. Para iniciar a solucionar esse grave problema social da humanidade temos que exigir dos governantes que todas as crianças tenham escola de qualidade e com professores bem pagos (hoje quase três milhões de crianças estão fora da escola) e outras tantas sem saúde por omissão do Estado.
E quantas outras abandonadas, abusadas sexualmente dentro do próprio lar, exploradas no trabalho na cidade e no campo (mais ou menos 7. 5 milhões) por omissão da família e da sociedade que não exige do Estado à solução dos seus problemas sendo tolerante como toda a sociedade que fica inerte frente a toda essa problemática.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão, 21 de março de 2007.
Água, um bem insubstituível.
A semana da água teve seu inicio em 20 de março e vai ate o dia 26 e o no dia 22 de março também é comemorado o dia mundial da água. Portando sempre é bom lembrar que o planeta terra possui aproximadamente 1,36 bilhões de metros cúbicos de volume desses liquido, dos quais 97,2% são salgadas e 2,8% são doces.
Sendo deste total de água doce 2,15% em geleiras e 0,65% disponíveis como água subterrânea, deste total subdividido em 0,31% de águas subterrâneas profundas, ou seja, fora do alcance da crosta terrestre e de 0,34% de águas subterrâneas acessíveis e superficiais.
Os padrões internacionais de distribuição de água consideram que a escassez deste elemento, para uma determinada coletividade, se dá a partir do momento que a disponibilidade chega a uma média de um mil m³ por habitante /ano.
Apesar da média planetária de disponibilidade hídrica ser de 7,4 m³ habitante/ano a distribuição desigual de água doce no globo nos leva a uma realidade preocupante.
Do percentual de água doce disponível no mundo o Brasil possui 16% entretanto, devido á sua dimensão continental, esta água esta distribuída de maneira desigual, o que leva a encontrarmos regiões do Brasil com disponibilidade hídrica inferior a 1,7 mil m³ por habitante/ano, ou seja, em estado de alerta ou em muitos casos já em estado de seca.
O Aqüífero Guarani é um dos maiores reservatórios de água subterrânea do globo terrestre. Sua área é de 1.250,00 km², dos quais 850.000 se situam no território brasileiro (VIAMÃO FAZ PARTE DESSE TERRITÓRIO) e o restante no Paraguai, Uruguai e Argentina.
O Iraque vendia um barril de petróleo por U$ 28 e compra o barril de água por U$ 80. Isso significa o quanto é preciso este líquido. Podemos substituir o petróleo por outros produtos e até viver sem ele; no entanto, não podemos viver sem água.
Segundo a ONU, no fim do século XX um bilhão de seres humanos não dispõe de água potável de qualidade; desde 2005 um terço da humanidade está sem este liquido.
Esses dados aumentam a responsabilidade sobre o uso correto da água, a preservação da natureza é a necessidade de fazer com que ela seja mantida como um bem público, acessível a toda população.
A importância da água é ressaltada na própria Bíblia, na qual aparecem mais de 90 citações sobre este precioso líquido. Uma de suas primeiras manifestações da ação criadora de Deus foi quando ele fez a água. E só a partir daí a vida começou a existir em nosso planeta.
Ainda hoje todas as religiões cristãs continuam batizando com água. Isso significa que a água além de ser fonte de vida natural, também tem uma simbologia de vida espiritual.
Todo o ser humano tem direito, independente de classe social, de ter acesso à água e de qualidade. E para ter este direito o saneamento Público deve continuar Público.
É através dos serviços de saneamento que as populações têm acesso à água e ao serviço de esgoto, portanto estes serviços devem permanecer sendo prestados por empresas Públicas que não visam lucro.
Não podemos admitir que um bem tão essencial seja transformado em mercadoria e em objeto de lucro para empresas particulares.
Aqui em Viamão temos algo parecido com isso, visto que a cervejaria BRAHMA produz milhares de litros de cerveja e refrigerante utilizando a água do nosso subsolo e não paga nada por isto, não informa a ninguém o quanto gasta desta reserva natural que é insubstituível.
Portanto é fundamental que assumamos publicamente a defesa da água como um bem universal, a defesa de nossas reservas hídricas, a defesa da Titularidade dos municípios na prestação dos serviços de água e esgoto.
A pressão popular, num passado recente, já surtiu efeito, impedindo a privatização do saneamento público, mais uma vez é chegada à hora das forças democráticas e populares, contrárias à entrega destes serviços à iniciativa privada, unirem-se em defesa da água e do saneamento público.
O Prêmio Nobel da Paz de 1980, Adolfo Perez Esquivel, denuncia o interesse dos Estados Unidos, em dispor do Aqüífero Guarani, a maior reserva de água doce da América do Sul, está por trás da intenção de instalar forças militares na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. ”Neste momento, estamos muito próximos de um totalitarismo globalizado, que deverá agudezar os conflitos mundiais”, frisou o pacifista. (matéria C. Povo-14/01/05). Este alerta comprova que, além das disputas por petróleo os EUA estão de olho em outros recursos naturais como a água, a biodiversidade contida em nossas matas, etc....
E para que isso se concretize utiliza as armas mais sórdidas inimagináveis como as noticias do Jornal “O Globo” que a partir de 04 de março fez uma serie de reportagens SOBRE A TRIPLICE FRONTEIRA DE, TODOS OS DIAS CAPAS E PAGINAS INTEIRAS, sobre o que eles chamam de terrorismo.
A REVISTA ÉPOCA, DO MESMO GRUPO EMPRESARIAL DE O GLOBO, NA SUA EDIÇÃO DE 12 DE MARÇO, TEM COMO CAPA
“TERRORISTAS ISLAMICOS ESTÃO ESCONDIDOS NO BRASIL?"
Essas ofensivas das organizações Globo não são mera coincidência, tendo em vista a investida dos EUA na América do Sul representada pela recente visita de Bush ao continente. Agora a desculpa para invadir a região é os árabes e muçulmanos de Voz do Iguaçu que são os terroristas, mais uma mentira racista desse presidente insano aplaudida pela imprensa brasileira que faz coro com mais essa aberração.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 20/01/2005, e atualizado em 20/03/07.
Sendo deste total de água doce 2,15% em geleiras e 0,65% disponíveis como água subterrânea, deste total subdividido em 0,31% de águas subterrâneas profundas, ou seja, fora do alcance da crosta terrestre e de 0,34% de águas subterrâneas acessíveis e superficiais.
Os padrões internacionais de distribuição de água consideram que a escassez deste elemento, para uma determinada coletividade, se dá a partir do momento que a disponibilidade chega a uma média de um mil m³ por habitante /ano.
Apesar da média planetária de disponibilidade hídrica ser de 7,4 m³ habitante/ano a distribuição desigual de água doce no globo nos leva a uma realidade preocupante.
Do percentual de água doce disponível no mundo o Brasil possui 16% entretanto, devido á sua dimensão continental, esta água esta distribuída de maneira desigual, o que leva a encontrarmos regiões do Brasil com disponibilidade hídrica inferior a 1,7 mil m³ por habitante/ano, ou seja, em estado de alerta ou em muitos casos já em estado de seca.
O Aqüífero Guarani é um dos maiores reservatórios de água subterrânea do globo terrestre. Sua área é de 1.250,00 km², dos quais 850.000 se situam no território brasileiro (VIAMÃO FAZ PARTE DESSE TERRITÓRIO) e o restante no Paraguai, Uruguai e Argentina.
O Iraque vendia um barril de petróleo por U$ 28 e compra o barril de água por U$ 80. Isso significa o quanto é preciso este líquido. Podemos substituir o petróleo por outros produtos e até viver sem ele; no entanto, não podemos viver sem água.
Segundo a ONU, no fim do século XX um bilhão de seres humanos não dispõe de água potável de qualidade; desde 2005 um terço da humanidade está sem este liquido.
Esses dados aumentam a responsabilidade sobre o uso correto da água, a preservação da natureza é a necessidade de fazer com que ela seja mantida como um bem público, acessível a toda população.
A importância da água é ressaltada na própria Bíblia, na qual aparecem mais de 90 citações sobre este precioso líquido. Uma de suas primeiras manifestações da ação criadora de Deus foi quando ele fez a água. E só a partir daí a vida começou a existir em nosso planeta.
Ainda hoje todas as religiões cristãs continuam batizando com água. Isso significa que a água além de ser fonte de vida natural, também tem uma simbologia de vida espiritual.
Todo o ser humano tem direito, independente de classe social, de ter acesso à água e de qualidade. E para ter este direito o saneamento Público deve continuar Público.
É através dos serviços de saneamento que as populações têm acesso à água e ao serviço de esgoto, portanto estes serviços devem permanecer sendo prestados por empresas Públicas que não visam lucro.
Não podemos admitir que um bem tão essencial seja transformado em mercadoria e em objeto de lucro para empresas particulares.
Aqui em Viamão temos algo parecido com isso, visto que a cervejaria BRAHMA produz milhares de litros de cerveja e refrigerante utilizando a água do nosso subsolo e não paga nada por isto, não informa a ninguém o quanto gasta desta reserva natural que é insubstituível.
Portanto é fundamental que assumamos publicamente a defesa da água como um bem universal, a defesa de nossas reservas hídricas, a defesa da Titularidade dos municípios na prestação dos serviços de água e esgoto.
A pressão popular, num passado recente, já surtiu efeito, impedindo a privatização do saneamento público, mais uma vez é chegada à hora das forças democráticas e populares, contrárias à entrega destes serviços à iniciativa privada, unirem-se em defesa da água e do saneamento público.
O Prêmio Nobel da Paz de 1980, Adolfo Perez Esquivel, denuncia o interesse dos Estados Unidos, em dispor do Aqüífero Guarani, a maior reserva de água doce da América do Sul, está por trás da intenção de instalar forças militares na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. ”Neste momento, estamos muito próximos de um totalitarismo globalizado, que deverá agudezar os conflitos mundiais”, frisou o pacifista. (matéria C. Povo-14/01/05). Este alerta comprova que, além das disputas por petróleo os EUA estão de olho em outros recursos naturais como a água, a biodiversidade contida em nossas matas, etc....
E para que isso se concretize utiliza as armas mais sórdidas inimagináveis como as noticias do Jornal “O Globo” que a partir de 04 de março fez uma serie de reportagens SOBRE A TRIPLICE FRONTEIRA DE, TODOS OS DIAS CAPAS E PAGINAS INTEIRAS, sobre o que eles chamam de terrorismo.
A REVISTA ÉPOCA, DO MESMO GRUPO EMPRESARIAL DE O GLOBO, NA SUA EDIÇÃO DE 12 DE MARÇO, TEM COMO CAPA
“TERRORISTAS ISLAMICOS ESTÃO ESCONDIDOS NO BRASIL?"
Essas ofensivas das organizações Globo não são mera coincidência, tendo em vista a investida dos EUA na América do Sul representada pela recente visita de Bush ao continente. Agora a desculpa para invadir a região é os árabes e muçulmanos de Voz do Iguaçu que são os terroristas, mais uma mentira racista desse presidente insano aplaudida pela imprensa brasileira que faz coro com mais essa aberração.
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Viamão 20/01/2005, e atualizado em 20/03/07.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Governo de Coalizão.
Governo de coalizão é aquele em que o governo é composto por partidos que não fazem oposição ao partido do Chefe de Governo. Ou seja, para que um Governo tenha maioria consistente no legislativo, é preciso compor uma coalizão (aliança) com homogeneidade ideológica e uma agenda de convergência. O Governo de Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), por exemplo, tinha condições propícias à formação e operação de uma maioria governamental consistente, pois apresentava essas condições descritas.
FHC tinha esses ingredientes que nos oito anos de governo privatizou tudo no Brasil, mas o governo Lula, aparentemente, não tem nenhuma destas afinidades ideológicas, muito menos uma agenda política que lhe obrigue a formar uma coalizão com partidos e políticos afetos ao clientelismo, ao beneficio próprio como o PMDB, PP, PTB e outros de menor expressão com o mesmo apetite.
Lula na sua primeira eleição, em 2002, obteve 53 milhões de votos sob o álibi da “Carta aos Brasileiros” documento que flexibilizava as propostas radicais que deram origem ao PT e o elevaram a condição de maior liderança operaria do século XX.
Nas ultimas eleições a estratégia utilizada pela direção nacional fez com que Lula não se reelegesse no 1º turno, exigindo que essa prática do “Lulinha paz e amor” agregada com praticas antiéticas praticadas por integrantes das forças até então majoritárias no partido e do governo obrigou que o então candidato Lula recuperasse o discurso original do PT.
Com o discurso popular e de esquerda Lula, carismático, empolga novamente o povo elegendo-se pela 2ª vez Presidente da Republica. Mas, 2007 nem tinha gozado o carnaval e o Presidente já “trabalhava” para formar o seu “governo de coalizão” tendo como principal parceiro o PMDB e mais uma vez Lula, não houve os seus verdadeiros companheiros convidando para o seu ministério indivíduos ligados ao latifúndio, envolvidos com ilicitudes (roubo).
O governo de coalizão permanece recheado de “más companhias” como dissera o ex-governador Olívio Dutra e retira do PT o papel que por direito teria, de ser o principal partido desse governo. O PT tem no seu III Congresso Nacional, de agosto próximo, o momento de reverter este quadro aterrador de distanciamento do governo do partido e das propostas que fizeram com que esse partido seja o maior partido da esquerda da América Latina, quem sabe do mundo.
É preciso construir políticas de longo prazo. Para isto, o Congresso deve ser um momento de diálogo do PT consigo mesmo, com sua experiência e tradição, erros e acertos, com sua base social e eleitoral, com seus aliados, com a militância política e social de esquerda, no Brasil e no mundo.
Recuperar a capacidade de elaboração teórica, pois nos anos 1990 o mundo, o Brasil e a esquerda sofreram enormes transformações, que ainda não foram adequadamente interpretadas. Este é o caso do debate acerca do capitalismo, do socialismo, do internacionalismo e da “teoria sobre o Brasil”. A defesa do socialismo baseia-se, exatamente, na crítica ao capitalismo, aos seus efeitos destruidores sobre a natureza e sobre a humanidade. A destruição ambiental, a barbárie social, as guerras, a incompatibilidade cada vez maior entre o capitalismo e as liberdades democráticas são alguns dos motivos que tornam urgente a luta e a construção do socialismo.
O socialismo é a alternativa tanto aos grandes problemas da humanidade, quanto aos grandes dilemas do Brasil. Num mundo organizado pela busca do lucro e dominado por meia dúzia de nações e algumas centenas de empresas, é imprescindível reafirmar a necessidade da socialização do poder político e da propriedade dos grandes meios de produção, cabendo distinguir “socialização” de “estatização”. Viamão 19 de março de 2007.
veritamarsantos@brturbo.com.br
FHC tinha esses ingredientes que nos oito anos de governo privatizou tudo no Brasil, mas o governo Lula, aparentemente, não tem nenhuma destas afinidades ideológicas, muito menos uma agenda política que lhe obrigue a formar uma coalizão com partidos e políticos afetos ao clientelismo, ao beneficio próprio como o PMDB, PP, PTB e outros de menor expressão com o mesmo apetite.
Lula na sua primeira eleição, em 2002, obteve 53 milhões de votos sob o álibi da “Carta aos Brasileiros” documento que flexibilizava as propostas radicais que deram origem ao PT e o elevaram a condição de maior liderança operaria do século XX.
Nas ultimas eleições a estratégia utilizada pela direção nacional fez com que Lula não se reelegesse no 1º turno, exigindo que essa prática do “Lulinha paz e amor” agregada com praticas antiéticas praticadas por integrantes das forças até então majoritárias no partido e do governo obrigou que o então candidato Lula recuperasse o discurso original do PT.
Com o discurso popular e de esquerda Lula, carismático, empolga novamente o povo elegendo-se pela 2ª vez Presidente da Republica. Mas, 2007 nem tinha gozado o carnaval e o Presidente já “trabalhava” para formar o seu “governo de coalizão” tendo como principal parceiro o PMDB e mais uma vez Lula, não houve os seus verdadeiros companheiros convidando para o seu ministério indivíduos ligados ao latifúndio, envolvidos com ilicitudes (roubo).
O governo de coalizão permanece recheado de “más companhias” como dissera o ex-governador Olívio Dutra e retira do PT o papel que por direito teria, de ser o principal partido desse governo. O PT tem no seu III Congresso Nacional, de agosto próximo, o momento de reverter este quadro aterrador de distanciamento do governo do partido e das propostas que fizeram com que esse partido seja o maior partido da esquerda da América Latina, quem sabe do mundo.
É preciso construir políticas de longo prazo. Para isto, o Congresso deve ser um momento de diálogo do PT consigo mesmo, com sua experiência e tradição, erros e acertos, com sua base social e eleitoral, com seus aliados, com a militância política e social de esquerda, no Brasil e no mundo.
Recuperar a capacidade de elaboração teórica, pois nos anos 1990 o mundo, o Brasil e a esquerda sofreram enormes transformações, que ainda não foram adequadamente interpretadas. Este é o caso do debate acerca do capitalismo, do socialismo, do internacionalismo e da “teoria sobre o Brasil”. A defesa do socialismo baseia-se, exatamente, na crítica ao capitalismo, aos seus efeitos destruidores sobre a natureza e sobre a humanidade. A destruição ambiental, a barbárie social, as guerras, a incompatibilidade cada vez maior entre o capitalismo e as liberdades democráticas são alguns dos motivos que tornam urgente a luta e a construção do socialismo.
O socialismo é a alternativa tanto aos grandes problemas da humanidade, quanto aos grandes dilemas do Brasil. Num mundo organizado pela busca do lucro e dominado por meia dúzia de nações e algumas centenas de empresas, é imprescindível reafirmar a necessidade da socialização do poder político e da propriedade dos grandes meios de produção, cabendo distinguir “socialização” de “estatização”. Viamão 19 de março de 2007.
veritamarsantos@brturbo.com.br
Lições que vem do povo.
Ano após ano, tem eleições de sindico de condomínio a Presidente da Republica e o povo não vê melhoras em nada, nem no “feijão com arroz” do dia-dia, fica tudo na mesma.
O povo sofrido e descrente com essa democracia implementada pelos “de cima”, onde os “de baixo” ficam cada vez mais pra baixo estão tomando para si os seus próprios destinos.Essa ação é percebida através das várias frentes de lutas travadas pelos Movimentos Populares na atualidade, onde o MST mantém as ocupações de terra denunciando o latifúndio improdutivo e forçando o governo federal a fazer de uma vez por todas a tão necessária reforma agrária.
A CNBB inteligentemente lança a Campanha da Fraternidade com o Lema: Vida e Missão neste chão e como tema: Fraternidade e Amazônia para chamar a atenção de todos, mas em especial a atenção dos católicos para o extermínio da maior e mais rica reserva natural do mundo. Ao mobilizar essa campanha, nós católicos, estamos mostrando aos governantes do Brasil e do mundo que eles estão na contra mão da história, pois só se preocupam em produzir mais energia para produzir mais bens manufaturados ou simplesmente para mover os motores de seus parques industriais.
Estamos mostrando que ao invés de plantarem cana-de-açúcar ou mamona para produzir etanol, o povo quer e precisa de feijão e arroz no campo e na cidade para sacear a sua fome, estamos dizendo que ao invés de plantar eucaliptos para produzir papel higiênico para os gringos, queremos é que não derrubem uma só arvore de nossas matas.
O MNLM ocupa o prédio situado na Rua Caldas Júnior esquina com a Av. Mauá, desde 20 de Novembro de 2006. Este prédio foi construído pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) e privatizado pela Caixa Econômica Federal que o vendeu ao dono das relojoarias De Conto que o revendeu pelo dobro do preço para o crime organizado (PCC) que o usou para tentativa de assalto ao Banrisul no ano passado.
A exemplo da lei que garante a expropriação de propriedades rurais usadas para fins ilícitos que as coloca a disposição da reforma agrária, o MNLM propõe uma nova lei nos mesmos moldes para imóveis urbanos e com esse movimento demonstra que a inércia governamental está intimamente ligada aos poderosos, aos capitalistas.
O Movimento dos Atingidos por Barragens, o MST, a Via Campesina, Coordenação dos Movimentos Sociais e outros movimentos urbanos lançaram a CAMPANHA CONTRA OS ALTOS PREÇOS DA ENERGIA ELETRICA para poder dialogar diretamente com a população urbana a fim de mostrar o roubo legalizado que é o preço da nossa conta de luz. Só para se ter uma idéia, as grandes empresas pagam R$ 0, 074 centavos por KW, ou seja, sete vezes mais barato que nós.
Para acabarem com essa farra e contra a inércia dos governos Estadual e Federal os Movimentos Populares estão nas ruas a fim de mobilizar toda a população para dilatar os limites impostos, principalmente, ao Governo do Presidente Lula por ter optado equivocadamente na formação de um “governo de coalizão” que em nada vai beneficiar os pobres desse imenso Brasil.
Tem também a CAMPANHANHA DE CANCELAMENTO DA TAXA DE TELEFONE FIXO que é só ligar para o numero 0800-619619, das 8 às 20 horas e diga para quem atender que quer vota no PL.Nº. 5476 esse telefone é do Congresso Nacional.
Façamos a nossa para, vamos à luta!!!
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão, 19 de março de 2007.
O povo sofrido e descrente com essa democracia implementada pelos “de cima”, onde os “de baixo” ficam cada vez mais pra baixo estão tomando para si os seus próprios destinos.Essa ação é percebida através das várias frentes de lutas travadas pelos Movimentos Populares na atualidade, onde o MST mantém as ocupações de terra denunciando o latifúndio improdutivo e forçando o governo federal a fazer de uma vez por todas a tão necessária reforma agrária.
A CNBB inteligentemente lança a Campanha da Fraternidade com o Lema: Vida e Missão neste chão e como tema: Fraternidade e Amazônia para chamar a atenção de todos, mas em especial a atenção dos católicos para o extermínio da maior e mais rica reserva natural do mundo. Ao mobilizar essa campanha, nós católicos, estamos mostrando aos governantes do Brasil e do mundo que eles estão na contra mão da história, pois só se preocupam em produzir mais energia para produzir mais bens manufaturados ou simplesmente para mover os motores de seus parques industriais.
Estamos mostrando que ao invés de plantarem cana-de-açúcar ou mamona para produzir etanol, o povo quer e precisa de feijão e arroz no campo e na cidade para sacear a sua fome, estamos dizendo que ao invés de plantar eucaliptos para produzir papel higiênico para os gringos, queremos é que não derrubem uma só arvore de nossas matas.
O MNLM ocupa o prédio situado na Rua Caldas Júnior esquina com a Av. Mauá, desde 20 de Novembro de 2006. Este prédio foi construído pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) e privatizado pela Caixa Econômica Federal que o vendeu ao dono das relojoarias De Conto que o revendeu pelo dobro do preço para o crime organizado (PCC) que o usou para tentativa de assalto ao Banrisul no ano passado.
A exemplo da lei que garante a expropriação de propriedades rurais usadas para fins ilícitos que as coloca a disposição da reforma agrária, o MNLM propõe uma nova lei nos mesmos moldes para imóveis urbanos e com esse movimento demonstra que a inércia governamental está intimamente ligada aos poderosos, aos capitalistas.
O Movimento dos Atingidos por Barragens, o MST, a Via Campesina, Coordenação dos Movimentos Sociais e outros movimentos urbanos lançaram a CAMPANHA CONTRA OS ALTOS PREÇOS DA ENERGIA ELETRICA para poder dialogar diretamente com a população urbana a fim de mostrar o roubo legalizado que é o preço da nossa conta de luz. Só para se ter uma idéia, as grandes empresas pagam R$ 0, 074 centavos por KW, ou seja, sete vezes mais barato que nós.
Para acabarem com essa farra e contra a inércia dos governos Estadual e Federal os Movimentos Populares estão nas ruas a fim de mobilizar toda a população para dilatar os limites impostos, principalmente, ao Governo do Presidente Lula por ter optado equivocadamente na formação de um “governo de coalizão” que em nada vai beneficiar os pobres desse imenso Brasil.
Tem também a CAMPANHANHA DE CANCELAMENTO DA TAXA DE TELEFONE FIXO que é só ligar para o numero 0800-619619, das 8 às 20 horas e diga para quem atender que quer vota no PL.Nº. 5476 esse telefone é do Congresso Nacional.
Façamos a nossa para, vamos à luta!!!
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão, 19 de março de 2007.
quarta-feira, 7 de março de 2007
Heróis.
“E agora vamos falar com os nossos heróis”. Esta é a infeliz, saudação que Pedro Bial usa toda a vez que fala com os participantes do programa BBB.
É com curiosidade que imagino o que esse cidadão de importante papel social define como sendo um “herói”, pois eu tenho como Herói um sentido bem diferente do dele.
Herói pra mim é a Dra. Vanessa Remy-Piccolo,, jovem pediatra francesa de 28 anos que abriu mão do seu conforto para ser voluntária dos Médicos Sem Fronteira e atuar na África. Por lá, diz a médica, que as crianças pesam 3.6kg com um ano de idade, peso este de um recém nascido; que muitas mães chegam até ela dizendo que levam os alimentos doados para casa, mas seus filhos parecem que desaprenderam de comer e se recusam a abrir a boca por não ter alimentação diária.
Herói é o médico Martial Ledecq, cirurgião, também voluntário dos Médicos Sem Fronteiras que arrisca a sua vida em meio aos bombardeios atendendo as vítimas no Hospital de Tebnine, no Sul do Líbano...
Meu caro Bial e todos aqueles que crêem nele, Herói, é quem nestes dias desleais em que vivemos, enxerga o sofrimento alheio e se prontifica a amenizá-lo no que estiver ao seu alcance...
Herói são aqueles que abrem mão dos confortos pessoais em prol do coletivo, aqueles plenos de uma vida na qual a paixão é maior do que a omissão...
Herói é aquele que é solidário, que partilha dons e bens... Mas há também muitos Heróis que falam a nossa língua e não são as “celebridades” instantâneas do BBB, embora estejam bem pertinho da “casa mais vigiada do Brasil”.
Heróis brasileiros como a enfermeira Jacinta, do projeto meio-fio, provido pelos Médicos Sem Fronteiras no Rio de Janeiro que atende mães e filhos, moradores de rua, podemos dizer até que estão ao lado da tal casa e dos Heróis criados por essa fabrica de alienados que não se incomodam de vê-los todos os dias...
Heróis como a médica Renata e como o educador Altayr que partilham o seu saber com os moradores de rua do Rio de Janeiro, a dita cidade maravilhosa, só que da casa do BBB ou de algum cartaz de propaganda turística...
Heróis como a psicóloga Andréia, que, a exemplo da pediatra francesa, semeia saúde e esperança por onde passa...
Heróis como a enfermeira Eriedna que atende o seu Nilton no núcleo de atendimento dos Médicos Sem fronteiras que com o apoio recebido conseguiu encontrar trabalho e hoje não mora mais nas ruas...
Heróis são todos aqueles anônimos catadores que catam, o que os heróis fabricados pelo Bial chamam de lixo; Heróis são todos os trabalhadores e trabalhadoras que madrugam para catar latas ou para virar concreto na obra todos os dias, só parando ao anoitecer....
Até que ponto um ser humano pode ir, pois quando um cara que já foi um dos mais brilhantes repórteres do país vibra e discute namoricos e todas aquelas futilidades como fosse importantes é sinal de que algo está lamentavelmente errado.
E o pior disso tudo é que milhares de pessoas de todas as idades estão ligados no programa e outros milhares pagam para ter o prazer sarcástico de “eliminar” alguém.
É preciso acreditar que outro mundo é possível e que pequenos gestos poderão produzir mudanças significativas. Um ato simples, que certamente poderá resultar em benefícios concretos, será o de iniciar uma campanha de conscientização para que ninguém mais atenda aos chamados amexecanizado do Pedro Bial.
A campanha é simples: não ligue para votar em “eliminar” um BBB, ligue para salvar uma vida contribuindo para entidades que atuam em prol de causas sociais. A cada paredão as ligações chegam, em média, a 29 milhões que custam R$0,30 cada ligação, que é igual a R$8.700.000,00 (oito milhões e setecentos mil reais) por paredão, fora as ligações que são dadas para escolher qual a fantasia que os “irmãos” devem usar a cada semana, isso tudo servirá para engordar ainda mais as milionárias fortunas dos donos, diretores e apresentadores televisivos.
Entre nessa campanha fale com os seus familiares, amigos e colegas e pesam para eles doarem a uma entidade social e se vocês não conhecem nenhuma acessem o www.unicef.org/brazil/lista_projetos06.htm. Ainda se achar muito complicado faça a sua doação para a Associação do seu bairro que efetua um bom trabalho social, para o Clube de Mães que mantém uma creche comunitária ou para as Pastorais Sociais das mais diversas religiões que existem em todas as nossas vilas.
Nosso auxilio vai fazer a diferença e vai recuperar o valor da vida dos tantos excluídos pela sociedade.
Pois, a final. Quem são os teus verdadeiros Heróis?
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 07 de Março de 2007.
É com curiosidade que imagino o que esse cidadão de importante papel social define como sendo um “herói”, pois eu tenho como Herói um sentido bem diferente do dele.
Herói pra mim é a Dra. Vanessa Remy-Piccolo,, jovem pediatra francesa de 28 anos que abriu mão do seu conforto para ser voluntária dos Médicos Sem Fronteira e atuar na África. Por lá, diz a médica, que as crianças pesam 3.6kg com um ano de idade, peso este de um recém nascido; que muitas mães chegam até ela dizendo que levam os alimentos doados para casa, mas seus filhos parecem que desaprenderam de comer e se recusam a abrir a boca por não ter alimentação diária.
Herói é o médico Martial Ledecq, cirurgião, também voluntário dos Médicos Sem Fronteiras que arrisca a sua vida em meio aos bombardeios atendendo as vítimas no Hospital de Tebnine, no Sul do Líbano...
Meu caro Bial e todos aqueles que crêem nele, Herói, é quem nestes dias desleais em que vivemos, enxerga o sofrimento alheio e se prontifica a amenizá-lo no que estiver ao seu alcance...
Herói são aqueles que abrem mão dos confortos pessoais em prol do coletivo, aqueles plenos de uma vida na qual a paixão é maior do que a omissão...
Herói é aquele que é solidário, que partilha dons e bens... Mas há também muitos Heróis que falam a nossa língua e não são as “celebridades” instantâneas do BBB, embora estejam bem pertinho da “casa mais vigiada do Brasil”.
Heróis brasileiros como a enfermeira Jacinta, do projeto meio-fio, provido pelos Médicos Sem Fronteiras no Rio de Janeiro que atende mães e filhos, moradores de rua, podemos dizer até que estão ao lado da tal casa e dos Heróis criados por essa fabrica de alienados que não se incomodam de vê-los todos os dias...
Heróis como a médica Renata e como o educador Altayr que partilham o seu saber com os moradores de rua do Rio de Janeiro, a dita cidade maravilhosa, só que da casa do BBB ou de algum cartaz de propaganda turística...
Heróis como a psicóloga Andréia, que, a exemplo da pediatra francesa, semeia saúde e esperança por onde passa...
Heróis como a enfermeira Eriedna que atende o seu Nilton no núcleo de atendimento dos Médicos Sem fronteiras que com o apoio recebido conseguiu encontrar trabalho e hoje não mora mais nas ruas...
Heróis são todos aqueles anônimos catadores que catam, o que os heróis fabricados pelo Bial chamam de lixo; Heróis são todos os trabalhadores e trabalhadoras que madrugam para catar latas ou para virar concreto na obra todos os dias, só parando ao anoitecer....
Até que ponto um ser humano pode ir, pois quando um cara que já foi um dos mais brilhantes repórteres do país vibra e discute namoricos e todas aquelas futilidades como fosse importantes é sinal de que algo está lamentavelmente errado.
E o pior disso tudo é que milhares de pessoas de todas as idades estão ligados no programa e outros milhares pagam para ter o prazer sarcástico de “eliminar” alguém.
É preciso acreditar que outro mundo é possível e que pequenos gestos poderão produzir mudanças significativas. Um ato simples, que certamente poderá resultar em benefícios concretos, será o de iniciar uma campanha de conscientização para que ninguém mais atenda aos chamados amexecanizado do Pedro Bial.
A campanha é simples: não ligue para votar em “eliminar” um BBB, ligue para salvar uma vida contribuindo para entidades que atuam em prol de causas sociais. A cada paredão as ligações chegam, em média, a 29 milhões que custam R$0,30 cada ligação, que é igual a R$8.700.000,00 (oito milhões e setecentos mil reais) por paredão, fora as ligações que são dadas para escolher qual a fantasia que os “irmãos” devem usar a cada semana, isso tudo servirá para engordar ainda mais as milionárias fortunas dos donos, diretores e apresentadores televisivos.
Entre nessa campanha fale com os seus familiares, amigos e colegas e pesam para eles doarem a uma entidade social e se vocês não conhecem nenhuma acessem o www.unicef.org/brazil/lista_projetos06.htm. Ainda se achar muito complicado faça a sua doação para a Associação do seu bairro que efetua um bom trabalho social, para o Clube de Mães que mantém uma creche comunitária ou para as Pastorais Sociais das mais diversas religiões que existem em todas as nossas vilas.
Nosso auxilio vai fazer a diferença e vai recuperar o valor da vida dos tantos excluídos pela sociedade.
Pois, a final. Quem são os teus verdadeiros Heróis?
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 07 de Março de 2007.
Os Partidos da Classe Operária.
A organização da Classe Operária ocorreu desde os primórdios da industrialização, através do confronto direto com as formas de produção capitalista - representada pela fábrica - ou com as instituições criadas pelo modo de produção capitalista para dar vida às relações de produção - o Estado, a polícia, as leis, etc.
Neste momento, a Classe Operária lutou para alterar as péssimas condições de sua existência. Mas as Lutas Operárias surgiram sem que houvesse uma orientação ideológica para tal. Pertencem a esta fase a luta pelo direito de organização sindical, pelo direito de voto (o “Cartismo” inglês), o início dos conflitos pela redução da jornada de trabalho, melhorias salariais, entre outros.
Na segunda metade do século XIX, o desenvolvimento generalizado e vigoroso do Capitalismo em escala planetária gerou uma ampliação e transformação qualitativa das Lutas Operárias. Vários países passam a ter fortes Classes Operárias no seu interior, quebrando a quase exclusividade inglesa na ocorrência de agudos conflitos trabalhistas.
Além disso, nota-se que a presença da Classe Operária produziu a necessidade por parte do próprio Capitalismo em administrar este novo segmento social no interior da vida política e institucional das nações. Em muitos países esta situação desembocou na institucionalização de partidos políticos da classe operária. Tais agremiações foram lentamente obtendo o direito de voto e de elegibilidade dos operários ou de seus representantes.
É neste momento que ocorre a aproximação mais íntima do Socialismo, enquanto projeto social, e o Movimento Operário, enquanto agente deste processo. Mas, como veremos abaixo, a História do Socialismo no século XIX vivenciou também uma transformação profunda desta orientação: da busca do Socialismo por meios revolucionários para a convivência com o Capitalismo e a espera que condições mais propícias operassem a transição pacífica para o Socialismo.
Até o surgimento dos partidos políticos operários, o Socialismo foi tido pela Classe Operária como um projeto de revolução, tal como a Revolução Francesa, que eliminou definitivamente a predominância do Feudalismo, a Revolução Socialista era a perspectiva da maior parte do Movimento Operário militante para a destruição do Capitalismo. Mas as Revoluções de 1848 não obtiveram o intento de derrubar o Capitalismo.
Por essa razão tornou-se viável a institucionalização do Socialismo enquanto uma forma de expressão da representação política da Classe Operária dentro dos marcos da sociedade capitalista.
A maior expressão desta situação ocorreu na Alemanha. Neste país, o Partido Social Democrata tornou-se um grande partido político operário inspirado no Socialismo, mas, contraditoriamente, atuando exclusivamente dentro dos marcos da vida política do Capitalismo. O ambiente intelectual de desenvolvimento das idéias socialistas sob a influência da "social-democracia européia" (expressão que reflete a predominância do Partido Social Democrata Alemão no interior da 2ª Internacional) foi fortemente impactado pela capacidade do Movimento Operário alemão de conquistar de forma legal e não violenta os meios materiais que propiciaram melhorias das condições de vida e trabalho da Classe Operária dentro do Capitalismo.
Grande parte dos militantes social-democratas avaliou que a temática da Revolução Operária não era mais necessária. Foi criada no interior do Movimento Operário uma tendência que defendeu uma transição pacífica e legalista em direção ao Socialismo. Tais aspirações baseavam-se no contínuo avanço eleitoral do Partido Social Democrata Alemão, que era tomado como modelo final para todo o restante do Movimento Operário.
Calcado no intenso desenvolvimento das forças produtivas no interior da Alemanha, bem como da necessidade de regulação dos fatores produtivos face à competitividade que a economia alemã começava a enfrentar no mercado capitalista mundial, o Estado alemão incorporou o partido político da Classe Operária ao conjunto instituições que administravam o Capitalismo naquele país. Vale lembrar que o crescimento do papel econômico e político da Alemanha no contexto internacional exigiam uma paz social interna que propiciasse condições para a ocorrência do investimento capitalista.
Esta situação não foi, porém, considerada por amplas camadas da social-democracia. Estas pugnavam por uma posição de cooperação com a burguesia e o Estado alemão e alimentavam a esperança de que as contínuas vitórias eleitorais do Movimento Operário alemão desaguassem automaticamente no Socialismo. Este seria, nas palavras do seu principal teórico, Eduard Bernstein, o "Socialismo Evolucionário".
O "reformismo" ou "revisionismo", tal como ficou conhecida esta corrente, foi uma das principais interpretações teóricas e práticas do Socialismo após o advento do Marxismo. Suas intenções eram, inclusive, a de negação das premissas básicas do Marxismo, tal como a existência da Luta de Classes.
A influência desta visão de Social-democracia foi expressiva. Até a eclosão da 1ª Guerra Mundial a predominância dos social-democratas nos países de Capitalismo mais avançado induziu, não sem muitos atritos com outras correntes socialistas (como os Anarco-sindicalistas e Marxistas), a uma política de "colaboração de classes". Isto levou até mesmo o apoio destes partidos aos governantes que declararam a guerra.
Esta situação causou a maior divisão já vivida pela esquerda européia, uma vez que um dos marcos da organização da Classe Operária era a solidariedade da classe oprimida para além das fronteiras nacionais. A guerra de 1914 a 1918 significou um imenso revés nesta perspectiva devido às matanças realizadas pelos exércitos nacionais, compostos em sua maioria por operários mobilizados. Assim, o Nacionalismo venceu o Socialismo.
Somente a eclosão da Revolução Russa, em 1917, recriou as expectativas de solidariedade entre as classes oprimidas contra os opressores. De qualquer forma, a divisão entre as duas perspectivas foi definitiva e vivida intensamente em todo o século XX.
Após a 2ª Guerra Mundial, com a eclosão da Guerra Fria, a Social-democracia ascendeu a uma posição ainda mais expressiva no interior dos países capitalistas, pois ela "atraiu" para a sua órbita as políticas sociais implementadas pelos Estados capitalistas que ficaram conhecidas com o nome de welfare-state (estado de bem estar).
A marca mais característica desta situação é o que ficou conhecido como Eurocomunismo. Nele, uma perspectiva crítica do Socialismo praticado no leste europeu, enfatizando a falta de Democracia, fortaleceu e sedimentou a concepção evolucionista e legalista de atuação do partido político da Classe Operária no interior da sociedade capitalista.
Atualmente, podemos constatar que a Social-democracia européia abdicou ainda mais das proposições socialistas ao incorporar ao seu programa partidário as diversas conquistas que as forças voltadas para a reconstituição do mercado (e, portanto, contrárias às conquistas sociais obtidas pelo Movimento Operário) lograram obter desde os anos 80. A partir da Inglaterra, base das reformas neoliberais, onde foi formulada a denominação oficial desta situação, a 3ª Via consolida um movimento secular de aproximação das idéias socialistas dos partidos políticos voltados para a representação da Classe Operária com as instituições capitalistas.
Esta situação não é privilégio europeu, pois no Brasil os detentores do poder fazem questão de patrocinar esse tipo de política através da grande imprensa introduzindo nas mentes populares que tudo e todos são iguais e pertencentes a uma grande geléia ideológica. Fato este que cabe a sociedade em geral, manifestar-se contrariamente através dos processos eleitorais e de sua auto-organização em forma de mobilização em defesa da cidadania como um direito de todos e para todos.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 04 de Março de 2007.
Neste momento, a Classe Operária lutou para alterar as péssimas condições de sua existência. Mas as Lutas Operárias surgiram sem que houvesse uma orientação ideológica para tal. Pertencem a esta fase a luta pelo direito de organização sindical, pelo direito de voto (o “Cartismo” inglês), o início dos conflitos pela redução da jornada de trabalho, melhorias salariais, entre outros.
Na segunda metade do século XIX, o desenvolvimento generalizado e vigoroso do Capitalismo em escala planetária gerou uma ampliação e transformação qualitativa das Lutas Operárias. Vários países passam a ter fortes Classes Operárias no seu interior, quebrando a quase exclusividade inglesa na ocorrência de agudos conflitos trabalhistas.
Além disso, nota-se que a presença da Classe Operária produziu a necessidade por parte do próprio Capitalismo em administrar este novo segmento social no interior da vida política e institucional das nações. Em muitos países esta situação desembocou na institucionalização de partidos políticos da classe operária. Tais agremiações foram lentamente obtendo o direito de voto e de elegibilidade dos operários ou de seus representantes.
É neste momento que ocorre a aproximação mais íntima do Socialismo, enquanto projeto social, e o Movimento Operário, enquanto agente deste processo. Mas, como veremos abaixo, a História do Socialismo no século XIX vivenciou também uma transformação profunda desta orientação: da busca do Socialismo por meios revolucionários para a convivência com o Capitalismo e a espera que condições mais propícias operassem a transição pacífica para o Socialismo.
Até o surgimento dos partidos políticos operários, o Socialismo foi tido pela Classe Operária como um projeto de revolução, tal como a Revolução Francesa, que eliminou definitivamente a predominância do Feudalismo, a Revolução Socialista era a perspectiva da maior parte do Movimento Operário militante para a destruição do Capitalismo. Mas as Revoluções de 1848 não obtiveram o intento de derrubar o Capitalismo.
Por essa razão tornou-se viável a institucionalização do Socialismo enquanto uma forma de expressão da representação política da Classe Operária dentro dos marcos da sociedade capitalista.
A maior expressão desta situação ocorreu na Alemanha. Neste país, o Partido Social Democrata tornou-se um grande partido político operário inspirado no Socialismo, mas, contraditoriamente, atuando exclusivamente dentro dos marcos da vida política do Capitalismo. O ambiente intelectual de desenvolvimento das idéias socialistas sob a influência da "social-democracia européia" (expressão que reflete a predominância do Partido Social Democrata Alemão no interior da 2ª Internacional) foi fortemente impactado pela capacidade do Movimento Operário alemão de conquistar de forma legal e não violenta os meios materiais que propiciaram melhorias das condições de vida e trabalho da Classe Operária dentro do Capitalismo.
Grande parte dos militantes social-democratas avaliou que a temática da Revolução Operária não era mais necessária. Foi criada no interior do Movimento Operário uma tendência que defendeu uma transição pacífica e legalista em direção ao Socialismo. Tais aspirações baseavam-se no contínuo avanço eleitoral do Partido Social Democrata Alemão, que era tomado como modelo final para todo o restante do Movimento Operário.
Calcado no intenso desenvolvimento das forças produtivas no interior da Alemanha, bem como da necessidade de regulação dos fatores produtivos face à competitividade que a economia alemã começava a enfrentar no mercado capitalista mundial, o Estado alemão incorporou o partido político da Classe Operária ao conjunto instituições que administravam o Capitalismo naquele país. Vale lembrar que o crescimento do papel econômico e político da Alemanha no contexto internacional exigiam uma paz social interna que propiciasse condições para a ocorrência do investimento capitalista.
Esta situação não foi, porém, considerada por amplas camadas da social-democracia. Estas pugnavam por uma posição de cooperação com a burguesia e o Estado alemão e alimentavam a esperança de que as contínuas vitórias eleitorais do Movimento Operário alemão desaguassem automaticamente no Socialismo. Este seria, nas palavras do seu principal teórico, Eduard Bernstein, o "Socialismo Evolucionário".
O "reformismo" ou "revisionismo", tal como ficou conhecida esta corrente, foi uma das principais interpretações teóricas e práticas do Socialismo após o advento do Marxismo. Suas intenções eram, inclusive, a de negação das premissas básicas do Marxismo, tal como a existência da Luta de Classes.
A influência desta visão de Social-democracia foi expressiva. Até a eclosão da 1ª Guerra Mundial a predominância dos social-democratas nos países de Capitalismo mais avançado induziu, não sem muitos atritos com outras correntes socialistas (como os Anarco-sindicalistas e Marxistas), a uma política de "colaboração de classes". Isto levou até mesmo o apoio destes partidos aos governantes que declararam a guerra.
Esta situação causou a maior divisão já vivida pela esquerda européia, uma vez que um dos marcos da organização da Classe Operária era a solidariedade da classe oprimida para além das fronteiras nacionais. A guerra de 1914 a 1918 significou um imenso revés nesta perspectiva devido às matanças realizadas pelos exércitos nacionais, compostos em sua maioria por operários mobilizados. Assim, o Nacionalismo venceu o Socialismo.
Somente a eclosão da Revolução Russa, em 1917, recriou as expectativas de solidariedade entre as classes oprimidas contra os opressores. De qualquer forma, a divisão entre as duas perspectivas foi definitiva e vivida intensamente em todo o século XX.
Após a 2ª Guerra Mundial, com a eclosão da Guerra Fria, a Social-democracia ascendeu a uma posição ainda mais expressiva no interior dos países capitalistas, pois ela "atraiu" para a sua órbita as políticas sociais implementadas pelos Estados capitalistas que ficaram conhecidas com o nome de welfare-state (estado de bem estar).
A marca mais característica desta situação é o que ficou conhecido como Eurocomunismo. Nele, uma perspectiva crítica do Socialismo praticado no leste europeu, enfatizando a falta de Democracia, fortaleceu e sedimentou a concepção evolucionista e legalista de atuação do partido político da Classe Operária no interior da sociedade capitalista.
Atualmente, podemos constatar que a Social-democracia européia abdicou ainda mais das proposições socialistas ao incorporar ao seu programa partidário as diversas conquistas que as forças voltadas para a reconstituição do mercado (e, portanto, contrárias às conquistas sociais obtidas pelo Movimento Operário) lograram obter desde os anos 80. A partir da Inglaterra, base das reformas neoliberais, onde foi formulada a denominação oficial desta situação, a 3ª Via consolida um movimento secular de aproximação das idéias socialistas dos partidos políticos voltados para a representação da Classe Operária com as instituições capitalistas.
Esta situação não é privilégio europeu, pois no Brasil os detentores do poder fazem questão de patrocinar esse tipo de política através da grande imprensa introduzindo nas mentes populares que tudo e todos são iguais e pertencentes a uma grande geléia ideológica. Fato este que cabe a sociedade em geral, manifestar-se contrariamente através dos processos eleitorais e de sua auto-organização em forma de mobilização em defesa da cidadania como um direito de todos e para todos.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 04 de Março de 2007.
Ideologia.
Ideologia: Eu quero uma pra viver! Cantou Cazuza que possivelmente morreu sem ter encontrado uma para sua vida que teve uma passagem meteórica entre nós.
Gramaticalmente ideologia significa: o estudo de idéias. E na política pode ser definida como o estudo e aplicação de ideais que podem ser formados por nós mesmos ou recebidos de alguma forma através da escola, da cultura regional, meio de comunicação, etc...
Quando esse conjunto de idéias nos é imposta recebemos as respostas prontas e somos castigados se não aceitamos a ideologia que geralmente acaba nos dominando. Os detentores dessa ideologia são aqueles que controlam o poder político, os meios de comunicação e de produção chamados de Classe Dominante.
Têm-se na sociedade uma classe que domina, portanto temos uma classe que é dominada, chamada de Classe Trabalhadora. A existência de classes sociais provoca antagonismos que geram disputas e com o ingrediente da globalização onde esse processo age diretamente sobre a humanidade as conseqüências sociais e econômicas acabam transformando o modo de vida no planeta de forma imprevisível para a nossa existência.
Algo tem que ser feito sob pena de em muito breve não se ter mais condições de sobreviver na terra devido ao alto grau de agressão sofrida pelo nosso planeta. Com todos esses agravantes é impossível deixar de lutar dentro da disputa ideológica que nos são apresentadas. Atualmente Capitalistas e Socialistas apresentam propostas opostas de como devemos viver em sociedade.
De um lado está o atual modelo, o Capitalismo, como toda a sua estrutura de dominação onde os valores éticos e morais, conceitos políticos e sociais, tudo enfim que foi criado pela humanidade há milênios está sendo destruída por esse modelo onde o controle da produção fica concentrado nas mãos de poucos e, portanto o capital (dinheiro/riqueza) também.
Contrariamente a esse modelo retorna a ser debatido o modelo Socialista que teve seu ensaio cientifico no século XIX com Karl Marx e Friedrich Engels que apresentaram pela primeira vez a grande proposta do Socialismo como alternativa para a classe trabalhadora que eles chamaram de Proletariado. O Socialismo apresentado por eles se baseia em um método de analise do sistema capitalista e de toda a história da humanidade a que foi chamado de “Materialismo Dialético”, ou seja, que tudo pode sofrer transformações.
Tendo como base a Economia como sendo o meio de dominação capitalista propuseram a sua total transformação, onde esta seria planejada e seu produto dividido equanimente entre todo o povo até que finalmente se terá uma sociedade sem classes.
O Socialismo será a superação da barbárie humana, pois viveremos sem disputas fratricidas e os valores de solidariedade, igualdade e fraternidade serão inerentes a condição humana.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 05 de março de 2007.
Gramaticalmente ideologia significa: o estudo de idéias. E na política pode ser definida como o estudo e aplicação de ideais que podem ser formados por nós mesmos ou recebidos de alguma forma através da escola, da cultura regional, meio de comunicação, etc...
Quando esse conjunto de idéias nos é imposta recebemos as respostas prontas e somos castigados se não aceitamos a ideologia que geralmente acaba nos dominando. Os detentores dessa ideologia são aqueles que controlam o poder político, os meios de comunicação e de produção chamados de Classe Dominante.
Têm-se na sociedade uma classe que domina, portanto temos uma classe que é dominada, chamada de Classe Trabalhadora. A existência de classes sociais provoca antagonismos que geram disputas e com o ingrediente da globalização onde esse processo age diretamente sobre a humanidade as conseqüências sociais e econômicas acabam transformando o modo de vida no planeta de forma imprevisível para a nossa existência.
Algo tem que ser feito sob pena de em muito breve não se ter mais condições de sobreviver na terra devido ao alto grau de agressão sofrida pelo nosso planeta. Com todos esses agravantes é impossível deixar de lutar dentro da disputa ideológica que nos são apresentadas. Atualmente Capitalistas e Socialistas apresentam propostas opostas de como devemos viver em sociedade.
De um lado está o atual modelo, o Capitalismo, como toda a sua estrutura de dominação onde os valores éticos e morais, conceitos políticos e sociais, tudo enfim que foi criado pela humanidade há milênios está sendo destruída por esse modelo onde o controle da produção fica concentrado nas mãos de poucos e, portanto o capital (dinheiro/riqueza) também.
Contrariamente a esse modelo retorna a ser debatido o modelo Socialista que teve seu ensaio cientifico no século XIX com Karl Marx e Friedrich Engels que apresentaram pela primeira vez a grande proposta do Socialismo como alternativa para a classe trabalhadora que eles chamaram de Proletariado. O Socialismo apresentado por eles se baseia em um método de analise do sistema capitalista e de toda a história da humanidade a que foi chamado de “Materialismo Dialético”, ou seja, que tudo pode sofrer transformações.
Tendo como base a Economia como sendo o meio de dominação capitalista propuseram a sua total transformação, onde esta seria planejada e seu produto dividido equanimente entre todo o povo até que finalmente se terá uma sociedade sem classes.
O Socialismo será a superação da barbárie humana, pois viveremos sem disputas fratricidas e os valores de solidariedade, igualdade e fraternidade serão inerentes a condição humana.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 05 de março de 2007.
Adjetivos
Os adjetivos servem para adicionar algumas qualidades aos substantivos, modificando-os. Portanto utilizamos muito desse instrumento de linguagem para expressar aquilo que queremos diz sobre algum assunto.
Neste ano de 2007 será um ano especial, principalmente àqueles que militam no PT, pois estará acontecendo o III Congresso do Partido dos Trabalhadores. Como são costumeiros em nosso partido os filiados produzem teses que são publicadas internamente onde é travado um debate que vem a qualificar as decisões que serão tomadas quando da realização do congresso em junho/julho do corrente ano.
Nestes meses que antecedem o referido congresso temos contato com textos de boníssima qualidade intelectual que só vem a qualificar o debate e a produzir uma boa estratégia para o próximo período. A partir de então quero colaborar humildemente com o debate fazendo algumas considerações.
Inicio a minha reflexão com o final do texto da companheira Iole Ilíada, membro da comissão de ética nacional do PT: “Talvez seja a hora, mais do que nunca, de assumir a defesa, sem constrangimentos e sem meias palavras, diríamos uma defesa mais substantiva da atualidade do socialismo”.
Para defender seus pontos de vistas companheiros de antiga militância no partido se utilizam de vocabulários requintados para de certa forma aveludar o seu real pensamento. Alguns beiram os limites da ironia para afirmar, embora contraditoriamente, a sua opinião, que por uma opção tática lhe é conveniente.
Para muitos o socialismo já é coisa do passado, marxismo, nem se falar, eles o adjetivam de “anacrônico” para justificar que está fora de moda. E por falar em moda outro adjetivo muito utilizado nesse debate tem sido o “republicano” que é derivado do substantivo feminino “republica”, que significa uma forma de governo em que o povo é representado por governantes com mandatos de duração fixa, ou seja, como é hoje a forma de governo no Brasil.
Até aí nada de novo. Só que os companheiros querem inovar utilizando o termo republicano como sendo um adjetivo do substantivo Socialismo, como se por si só o Socialismo não representasse os “valores republicanos” de Liberdade, Igualdade e Fraternidade ou que fosse menos democrático que o atual regime brasileiro.
A tudo isso conceituo como falta de coragem para afirmar que o regime Socialista é atualíssimo e que temos que ter a mesma coragem de defendê-lo publicamente sem floreios ou se utilizando de adjetivos para em nada mudar o atual estado das coisas no país.
Refutamos sim tudo aquilo que vá contrario a defesa do Socialismo que por si só é democrático, republicano, justo, igualitário, fraterno e libertário de todas as amarras que imobilizam o povo no sistema capitalista. Situação semelhante a que passamos no PT teve sua maior expressão ocorreu na Alemanha. Neste país, o Partido Social Democrata tornou-se um grande partido político operário inspirado no Socialismo, mas, contraditoriamente, atuando exclusivamente dentro dos marcos da vida política do Capitalismo.
O ambiente intelectual de desenvolvimento das idéias socialistas sob a influência da "social democracia européia" (expressão onde reflete a predominância do Partido Social Democrata Alemão no interior da 2ª Internacional) foi fortemente impactado pela capacidade do Movimento Operário alemão de conquistar de forma legal e não violenta os meios materiais que propiciaram melhorias das condições de vida e trabalho da Classe Operária dentro do Capitalismo.
Fator cultivado por importante parcela da pequena burguesia intectualizada que transita no interior do PT e que se nega a abrir mão de possíveis benefícios individuais oportunizados por estar no governo.
Nossos valores estão centrados nos valores Marxista-Leninistas e no Socialismo que propõem ao povo uma nova forma de estabelecer a produção, a divisão dessa produção a todos e a todas de forma que a igualdade seja o seu maior valor. Que a representação popular seja direta através de conselhos populares por locais de moradia e de trabalho, transformando de fato a nossa democracia em participativa, onde todos e todas sejam respeitados independentes de raça, sexo ou opção religiosa.
Numa sociedade socialista a democracia representativa dá lugar à democracia participativa e esta por sua vez deixa de ser mera homologatória do orçamento público hoje exemplificado no Orçamento Participativo. Proposta esta aplicada pelas mais diversas formas de implementação nos mais variados governos petistas que na maioria das ocasiões fica em débito com a população devido às imposições legais da legislação burguesa que prioriza o pagamento dos juros escorchantes da divida externa em detrimento da implantação de políticas públicas necessárias aos trabalhadores.
Nossas duvidas a respeito do Socialismo devem estar discipadas, portanto desculpas de que o Socialismo Real não deu certo, não cola mais tendo em vista que esse discurso teve seu auge quando o leste europeu foi golpeado por um grupo de neocapitalistas que se perpetuaram no poder, lugar que nunca se afastaram desde os tempos do “antidemocrático” comunismo; como se o capitalismo fosse o supra-sumo da democracia.
E outra, socialismo aqui no Brasil nunca foi praticado, portanto um dos seus valores é o de respeitar as particularidades regionais e/ou nacionais. Nosso socialismo não deve ser comparado com nenhum outro. Pelo simples motivo que ele não foi colocado em pratica, portanto afirmar que o socialismo cubano é ruim, que Chaves é um ditador ou de que o comunismo chinês é exemplar corremos o risco de simplificar a discussão, pois todas essas experiências, como aquelas aplicadas no século XX, tem o seu valor histórico que deve ser respeitado.
Para finalizar quero ir um pouco mais alem do que a companheira Iole. Tenho certeza de que é a hora de assumirmos a defesa, sem meias palavras da necessidade de implantarmos o socialismo no Brasil, na América e no Mundo sob pena de não se ter mais mundo.
Viamão 04 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Neste ano de 2007 será um ano especial, principalmente àqueles que militam no PT, pois estará acontecendo o III Congresso do Partido dos Trabalhadores. Como são costumeiros em nosso partido os filiados produzem teses que são publicadas internamente onde é travado um debate que vem a qualificar as decisões que serão tomadas quando da realização do congresso em junho/julho do corrente ano.
Nestes meses que antecedem o referido congresso temos contato com textos de boníssima qualidade intelectual que só vem a qualificar o debate e a produzir uma boa estratégia para o próximo período. A partir de então quero colaborar humildemente com o debate fazendo algumas considerações.
Inicio a minha reflexão com o final do texto da companheira Iole Ilíada, membro da comissão de ética nacional do PT: “Talvez seja a hora, mais do que nunca, de assumir a defesa, sem constrangimentos e sem meias palavras, diríamos uma defesa mais substantiva da atualidade do socialismo”.
Para defender seus pontos de vistas companheiros de antiga militância no partido se utilizam de vocabulários requintados para de certa forma aveludar o seu real pensamento. Alguns beiram os limites da ironia para afirmar, embora contraditoriamente, a sua opinião, que por uma opção tática lhe é conveniente.
Para muitos o socialismo já é coisa do passado, marxismo, nem se falar, eles o adjetivam de “anacrônico” para justificar que está fora de moda. E por falar em moda outro adjetivo muito utilizado nesse debate tem sido o “republicano” que é derivado do substantivo feminino “republica”, que significa uma forma de governo em que o povo é representado por governantes com mandatos de duração fixa, ou seja, como é hoje a forma de governo no Brasil.
Até aí nada de novo. Só que os companheiros querem inovar utilizando o termo republicano como sendo um adjetivo do substantivo Socialismo, como se por si só o Socialismo não representasse os “valores republicanos” de Liberdade, Igualdade e Fraternidade ou que fosse menos democrático que o atual regime brasileiro.
A tudo isso conceituo como falta de coragem para afirmar que o regime Socialista é atualíssimo e que temos que ter a mesma coragem de defendê-lo publicamente sem floreios ou se utilizando de adjetivos para em nada mudar o atual estado das coisas no país.
Refutamos sim tudo aquilo que vá contrario a defesa do Socialismo que por si só é democrático, republicano, justo, igualitário, fraterno e libertário de todas as amarras que imobilizam o povo no sistema capitalista. Situação semelhante a que passamos no PT teve sua maior expressão ocorreu na Alemanha. Neste país, o Partido Social Democrata tornou-se um grande partido político operário inspirado no Socialismo, mas, contraditoriamente, atuando exclusivamente dentro dos marcos da vida política do Capitalismo.
O ambiente intelectual de desenvolvimento das idéias socialistas sob a influência da "social democracia européia" (expressão onde reflete a predominância do Partido Social Democrata Alemão no interior da 2ª Internacional) foi fortemente impactado pela capacidade do Movimento Operário alemão de conquistar de forma legal e não violenta os meios materiais que propiciaram melhorias das condições de vida e trabalho da Classe Operária dentro do Capitalismo.
Fator cultivado por importante parcela da pequena burguesia intectualizada que transita no interior do PT e que se nega a abrir mão de possíveis benefícios individuais oportunizados por estar no governo.
Nossos valores estão centrados nos valores Marxista-Leninistas e no Socialismo que propõem ao povo uma nova forma de estabelecer a produção, a divisão dessa produção a todos e a todas de forma que a igualdade seja o seu maior valor. Que a representação popular seja direta através de conselhos populares por locais de moradia e de trabalho, transformando de fato a nossa democracia em participativa, onde todos e todas sejam respeitados independentes de raça, sexo ou opção religiosa.
Numa sociedade socialista a democracia representativa dá lugar à democracia participativa e esta por sua vez deixa de ser mera homologatória do orçamento público hoje exemplificado no Orçamento Participativo. Proposta esta aplicada pelas mais diversas formas de implementação nos mais variados governos petistas que na maioria das ocasiões fica em débito com a população devido às imposições legais da legislação burguesa que prioriza o pagamento dos juros escorchantes da divida externa em detrimento da implantação de políticas públicas necessárias aos trabalhadores.
Nossas duvidas a respeito do Socialismo devem estar discipadas, portanto desculpas de que o Socialismo Real não deu certo, não cola mais tendo em vista que esse discurso teve seu auge quando o leste europeu foi golpeado por um grupo de neocapitalistas que se perpetuaram no poder, lugar que nunca se afastaram desde os tempos do “antidemocrático” comunismo; como se o capitalismo fosse o supra-sumo da democracia.
E outra, socialismo aqui no Brasil nunca foi praticado, portanto um dos seus valores é o de respeitar as particularidades regionais e/ou nacionais. Nosso socialismo não deve ser comparado com nenhum outro. Pelo simples motivo que ele não foi colocado em pratica, portanto afirmar que o socialismo cubano é ruim, que Chaves é um ditador ou de que o comunismo chinês é exemplar corremos o risco de simplificar a discussão, pois todas essas experiências, como aquelas aplicadas no século XX, tem o seu valor histórico que deve ser respeitado.
Para finalizar quero ir um pouco mais alem do que a companheira Iole. Tenho certeza de que é a hora de assumirmos a defesa, sem meias palavras da necessidade de implantarmos o socialismo no Brasil, na América e no Mundo sob pena de não se ter mais mundo.
Viamão 04 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
sexta-feira, 2 de março de 2007
Lula e o mercado.
O povo brasileiro nem tinha sambado nos sambódromos em fevereiro de 2007 e os recadistas da direita se aproveitavam para criticarem o PAC, plano de crescimento divulgado pelo Presidente Lula.
Esses representantes criticam o plano naquilo que não lhes interessa, criticam que o governo federal vai reajustar o salário mínimo de acordo com o índice de inflação mais o crescimento do PIB, ou seja, tudo aquilo que foi produzido no Brasil no ano anterior.
Criticas como essa comprovam que a classe proprietária brasileira não quer repartir nenhum tostão de seus ganhos com os trabalhadores. Reclamam do governo que as isenções concedidas pelo PAC ao setor privado são insuficientes para estimular o tão esperado crescimento econômico que desde os verdes anos de Delfim Neto, Ministro da ditadura, está sendo aguardado para ser dividido o tal do bolo que nunca cresce.
E foi com ironia que Delfim publicou um artigo onde tenta colocar Lula contra Chaves dizendo que: “Lula nunca foi aprisionado no dogmático marxismo de pé quebrado.” Afirmações como essa são o reflexo do avanço da esquerda na América Latina que tem sua maior liderança na figura de Hugo Chaves, Presidente da Venezuela, seguido pelos Presidentes da Bolívia e mais recentemente do Equador que aplicam em seus países uma economia socialista onde as decisões partem da efetiva participação do povo.
Delfim se esquece de lembrar aos mais jovens que durante os verdes anos da ditadura ele era peça fundamental na aplicação da política econômica que tanto dilapidou o patrimônio público do país e do seu silêncio frente às atrocidades, ainda impunes, realizadas pelos generais da época.
Apesar desses e de outros “formadores de opinião” dizer que Lula entregou-se a “ortodoxia” ou de que ele está “convertido ao mercado”, eles sabem e temem o seu governo, por ser um governante que tem respaldo popular de um país continental, com a maior economia das Américas. Por esses motivos o Governo do Presidente Lula deixa a direta capitalista em sobre saltos constantes, amedrontada com uma possível rebeldia presidencial.
Aqueles, como Delfim, que cobram de Fidel e de Chaves democracia, nos tempos da ditadura bateram palmas para tudo que advinha dela, mas quando se fala em revisar a constituição a favor do mercado é democrático. A favor das maiorias excluídas, é ditadura.
A grande imprensa empresarial faz o jogo dos patrões quando conceitua a democracia, ou seja, a democracia para a direta é igual a ela governando; quando ela não está no governo, é sempre ditadura.
Quando a iniciativa privada desmonta o Estado é democracia. Quando o povo reage elegendo um governo que é contra isso e a favor dos excluídos, é ditadura.
Enfim tudo aquilo que digamos contra aos interesses da classe dominante vai se divulgado pela imprensa como sendo uma falta de democracia, a não ser que a ditadura de Estado seja favorável ao capital como é a economia chinesa que tem um governo comunista que explora seu povo para beneficiar uma casta dirigente e os especuladores da bolsa de valores. A isso a imprensa burguesa informa como se fosse normal, correto e democrático.
Liberdade para eles é: falarem o que quiser dos outros, mas quando os outros falam contra eles é que estão querendo tolher a liberdade de imprensa e, portanto não é democrático, é ditadura.
Fiquem sempre atentas (os) as informações e as opiniões que chegam até você. Faça você o seu julgamento livremente.
Viamão 02 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Esses representantes criticam o plano naquilo que não lhes interessa, criticam que o governo federal vai reajustar o salário mínimo de acordo com o índice de inflação mais o crescimento do PIB, ou seja, tudo aquilo que foi produzido no Brasil no ano anterior.
Criticas como essa comprovam que a classe proprietária brasileira não quer repartir nenhum tostão de seus ganhos com os trabalhadores. Reclamam do governo que as isenções concedidas pelo PAC ao setor privado são insuficientes para estimular o tão esperado crescimento econômico que desde os verdes anos de Delfim Neto, Ministro da ditadura, está sendo aguardado para ser dividido o tal do bolo que nunca cresce.
E foi com ironia que Delfim publicou um artigo onde tenta colocar Lula contra Chaves dizendo que: “Lula nunca foi aprisionado no dogmático marxismo de pé quebrado.” Afirmações como essa são o reflexo do avanço da esquerda na América Latina que tem sua maior liderança na figura de Hugo Chaves, Presidente da Venezuela, seguido pelos Presidentes da Bolívia e mais recentemente do Equador que aplicam em seus países uma economia socialista onde as decisões partem da efetiva participação do povo.
Delfim se esquece de lembrar aos mais jovens que durante os verdes anos da ditadura ele era peça fundamental na aplicação da política econômica que tanto dilapidou o patrimônio público do país e do seu silêncio frente às atrocidades, ainda impunes, realizadas pelos generais da época.
Apesar desses e de outros “formadores de opinião” dizer que Lula entregou-se a “ortodoxia” ou de que ele está “convertido ao mercado”, eles sabem e temem o seu governo, por ser um governante que tem respaldo popular de um país continental, com a maior economia das Américas. Por esses motivos o Governo do Presidente Lula deixa a direta capitalista em sobre saltos constantes, amedrontada com uma possível rebeldia presidencial.
Aqueles, como Delfim, que cobram de Fidel e de Chaves democracia, nos tempos da ditadura bateram palmas para tudo que advinha dela, mas quando se fala em revisar a constituição a favor do mercado é democrático. A favor das maiorias excluídas, é ditadura.
A grande imprensa empresarial faz o jogo dos patrões quando conceitua a democracia, ou seja, a democracia para a direta é igual a ela governando; quando ela não está no governo, é sempre ditadura.
Quando a iniciativa privada desmonta o Estado é democracia. Quando o povo reage elegendo um governo que é contra isso e a favor dos excluídos, é ditadura.
Enfim tudo aquilo que digamos contra aos interesses da classe dominante vai se divulgado pela imprensa como sendo uma falta de democracia, a não ser que a ditadura de Estado seja favorável ao capital como é a economia chinesa que tem um governo comunista que explora seu povo para beneficiar uma casta dirigente e os especuladores da bolsa de valores. A isso a imprensa burguesa informa como se fosse normal, correto e democrático.
Liberdade para eles é: falarem o que quiser dos outros, mas quando os outros falam contra eles é que estão querendo tolher a liberdade de imprensa e, portanto não é democrático, é ditadura.
Fiquem sempre atentas (os) as informações e as opiniões que chegam até você. Faça você o seu julgamento livremente.
Viamão 02 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Mulheres em Ação.
Entra ano e sai ano e parece que as coisas ficam cada vez pior, violência é o substantivo que melhor simboliza todos os nossos problemas.
A violência não é uma doença, como insistem em afirmar algumas autoridades, mas é a causadora de varias doenças que por vez encarecem os serviços públicos de saúde e prejudicam a todos nós.
Frente a esse quadro catastrófico que nos é apresentado a cada dia nesse 8 de março as Mulheres de todo o Mundo irão sair às ruas mais uma vez para protestar e reivindicar direitos para si e para toda a humanidade.
A luta das Mulheres vai alem da importante defesa das questões relacionadas ao gênero e com inteligência e perspicácia se transforma em mais uma frente de lutas de Mulheres e Homens em devesa da plena cidadania humana.
E essa grande sacada se dá aqui em nossa Viamão quando a Coordenadoria da Mulher promove em conjunto com a Rede de Atenção a Mulher, Secretaria Municipal de Saúde e com o apoio da Prefeitura Municipal o dia Internacional da Mulher. As atividades vão desde a atenção a saúde feminina, bem como palestras sobre a recente criada Lei Maria da Penha e atividades culturais com musica na praça e exposições das Mulheres artistas de Viamão.
Mas, usando uma gíria do futebol para melhor retratar as atividades, o golaço, se dá no lema escolhido para o evento: “Quem gera a vida, não mata, nem desmata. Mulheres em defesa da ecologia.”
Com essa definição as Mulheres de nossa cidade dão uma enorme demonstração de visão sobre as reais necessidades da população, não limitando a luta a meras questões coorporativas.
Quando estabelecem o lema atendem lutas importantes estabelecendo a acirrada defesa da vida como pré suposto básico de toda a existência onde ficam englobadas as lutas pelo fim da violência sofrida pelas Mulheres, jovens, idosos e homens.
As Mulheres ao fazerem uma opção pela vida compram uma boa briga pela rejeição da pena de morte, contraria a redução da maioridade penal e em defesa da preservação da natureza. Pois ecologia significa “o estudo dos ecossistemas”, ou seja, o lugar onde nós vivemos, a nossa casa que dela faz parte o nosso quintal, o arroio que corre nos fundos, a praça, as árvores do bosque que assamos o churrasco nos finais de semana.
A defesa da Amazônia cruelmente atacada a todo instante e a defesa de uma alimentação saudável para nós e para os nossos filhos livres de transgênicos. Essas lutas são a demonstração de amplitude desse 8 de março muito bem encaminhado pelas valorosas companheiras/lutadoras de nossa cidade que iniciaram mais essa caminhada no dia 5 de março e que se estenderá até o dia 12 com atividades em todos os distritos de Viamão.
Sendo marcado pelo grande ato do dia 8 em frente à 3ª DP, pda 43, onde chamaram a atenção sobre o descaso do governo do Estado que deixou de enviar em torno de 300 mil reais para a construção da casa de passagem da mulher vitima de violência no ano passado. Verba essa definida na consulta popular do ano de 2005 e pela falta de estrutura da Delegacia da Mulher junto a essa DP que foi sucateada pelo governo Rigotto e ainda esquecida pelo governo Yeda/Feijó que até o momento só faz propaganda sobre a segurança pública.
Boa luta companheiras!!!
Homens de luta, essa também é nossa.
veritasantos@brturbo.com.br
A violência não é uma doença, como insistem em afirmar algumas autoridades, mas é a causadora de varias doenças que por vez encarecem os serviços públicos de saúde e prejudicam a todos nós.
Frente a esse quadro catastrófico que nos é apresentado a cada dia nesse 8 de março as Mulheres de todo o Mundo irão sair às ruas mais uma vez para protestar e reivindicar direitos para si e para toda a humanidade.
A luta das Mulheres vai alem da importante defesa das questões relacionadas ao gênero e com inteligência e perspicácia se transforma em mais uma frente de lutas de Mulheres e Homens em devesa da plena cidadania humana.
E essa grande sacada se dá aqui em nossa Viamão quando a Coordenadoria da Mulher promove em conjunto com a Rede de Atenção a Mulher, Secretaria Municipal de Saúde e com o apoio da Prefeitura Municipal o dia Internacional da Mulher. As atividades vão desde a atenção a saúde feminina, bem como palestras sobre a recente criada Lei Maria da Penha e atividades culturais com musica na praça e exposições das Mulheres artistas de Viamão.
Mas, usando uma gíria do futebol para melhor retratar as atividades, o golaço, se dá no lema escolhido para o evento: “Quem gera a vida, não mata, nem desmata. Mulheres em defesa da ecologia.”
Com essa definição as Mulheres de nossa cidade dão uma enorme demonstração de visão sobre as reais necessidades da população, não limitando a luta a meras questões coorporativas.
Quando estabelecem o lema atendem lutas importantes estabelecendo a acirrada defesa da vida como pré suposto básico de toda a existência onde ficam englobadas as lutas pelo fim da violência sofrida pelas Mulheres, jovens, idosos e homens.
As Mulheres ao fazerem uma opção pela vida compram uma boa briga pela rejeição da pena de morte, contraria a redução da maioridade penal e em defesa da preservação da natureza. Pois ecologia significa “o estudo dos ecossistemas”, ou seja, o lugar onde nós vivemos, a nossa casa que dela faz parte o nosso quintal, o arroio que corre nos fundos, a praça, as árvores do bosque que assamos o churrasco nos finais de semana.
A defesa da Amazônia cruelmente atacada a todo instante e a defesa de uma alimentação saudável para nós e para os nossos filhos livres de transgênicos. Essas lutas são a demonstração de amplitude desse 8 de março muito bem encaminhado pelas valorosas companheiras/lutadoras de nossa cidade que iniciaram mais essa caminhada no dia 5 de março e que se estenderá até o dia 12 com atividades em todos os distritos de Viamão.
Sendo marcado pelo grande ato do dia 8 em frente à 3ª DP, pda 43, onde chamaram a atenção sobre o descaso do governo do Estado que deixou de enviar em torno de 300 mil reais para a construção da casa de passagem da mulher vitima de violência no ano passado. Verba essa definida na consulta popular do ano de 2005 e pela falta de estrutura da Delegacia da Mulher junto a essa DP que foi sucateada pelo governo Rigotto e ainda esquecida pelo governo Yeda/Feijó que até o momento só faz propaganda sobre a segurança pública.
Boa luta companheiras!!!
Homens de luta, essa também é nossa.
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