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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Drogas e a Alienação.



O CONASS- Conselho Nacional de Secretários de Saúde em seu endereço virtual (http://www.portalconass.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=403&catid=3&Itemid=12 ) publicou resenha sobre a campanha, lançada na ultima semana pelo MS, “Crack, é possível vencer”.

A imprensa privada deu seus pitácos aqui e ali sobre mais este projeto da Presidenta Dilma que enfrenta com garra e técnica esta epidemia produzida pelo sistema vigente.

É sobre a técnica que quero dar o meu pitáco. Na portaria que institui o Programa “Crack, é possível vencer” também regula a internação compulsória para os doentes das drogas.

Paguei e pago muito caro por ser um idealista nesta tese de que todo viciado é um doente e sendo um doente deve ser tratado e por estar neste estado não tem condições e discernimento para uma possível escolha, portanto cabe à família e ao estado em ultima instancia fazer com que este usuário seja tratado e curado para a vida.

Como o tema é de grande impacto muitos idealistas como eu divergem sobre a internação compulsória como se a mesma fosse algo relacionado com os campos nazistas ou aos hospícios do tempo de vovó onde os sofredores de distúrbios psíquicos eram tratados como ou piores que animais, em verdadeiras jaulas.

Estamos no século XXI e entendo que esta parte da historia recente da humanidade já esta ultrapassada e que devemos exigir qualidade no atendimento a saúde publica no Brasil e no mundo; o que não podemos é continuar banalizando o uso de drogas como se isso fosse só mais uma opção de jovens rebeldes sem causa, até porque isso também já faz parte da historia.

O trafico de drogas faz parte da cadeia produtiva capitalista que cinicamente apoia toda e qualquer iniciativa que visa amenizar os efeitos que esta pratica causa no corpo e na mente humana, por isso temos que ter cuidado quando banalizamos o uso das mais varias espécies de drogas como se isso fosse apenas “coisa de crianças” ou “são os usuários de drogas que devem querer se tratar”.

Estão corretos os eixos de ação constantes no Programa (cuidado, autoridade e prevenção) e estes deve agir de forma unitária e conjunta.

As condições para o cuidado estão garantidas na portaria governamental bastando para que esta se torne uma realidade à adesão dos municípios e estados. Espero que a autoridade aconteça no combate incansável dos traficantes que estão nos altos escalões da sociedade privada e publica de nossa Republica.

Quanto à prevenção cabe ao governo da Presidenta Dilma proporcionar grandes debates técnicos-politico a fim de dar transparência às praticas de atendimento aos portadores de sofrimento psíquicos onde todos, técnicos e leigos, saibam como e o que se deve fazer para combater esta monstruosa epidemia.

Chega de convivermos com o politicamente correto ou com a politica do coitadinho, todos são seres responsáveis e pelos seus atos devem responder.

Para isto cabe a família e na falta desta ao Estado dar as condições para que nossos filhos tenham condições de escolha e mesmo que a escolha seja pelo uso de drogas, cabe-nos tratá-lo e recuperá-lo para a vida.



MSN: itamarssantos13@hotmail.com

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dilma.com




A presidenta Dilma Rousseff lançou hoje um conjunto de ações que visam enfrentar o crack em todo o país, com investimento de R$ 4 bilhões da União e articulação com estados, Distrito Federal, municípios e sociedade civil. A campanha tem como tema “Crack, é possível vencer” e é estruturada com ações em três eixos: Cuidado, Autoridade e Prevenção.



O primeiro eixo, de Cuidado, inclui a ampliação e qualificação da rede de atenção aos usuários, com criação da rede de atendimento Conte com a Gente, bem como implantação de enfermarias especializadas nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) e mais 2.462 leitos para tratamento de usuários.



O eixo Autoridade tem como foco a integração das ações de inteligência e cooperação entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícias Estaduais, com ações concentradas nas fronteiras e nas áreas de uso de drogas.



O eixo Prevenção engloba ações nas escolas, nas comunidades e junto à população para esclarecer e alertar sobre o problema. O Programa de Prevenção do Uso de Drogas na Escola deve capacitar 210 mil educadores e 3,3 mil policiais militares do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) para a prevenção do uso de drogas em 42 mil escolas públicas.



Além disso, o atendimento telefônico gratuito de orientação e informação sobre drogas VivaVoz passará a ter três dígitos, 132, para facilitar o acesso do cidadão ao serviço.

Para saber mais, acesse o site.



Leia também:

Dilma recebe prêmio de Brasileira do Ano


Amazônia tem o menor desmatamento em 24 anos

Mais uma vez a Presidenta Dilma acerta no metodo e na forma como atacada a maior epidemia já registrada no Brasil.

O Crack é a ferramenta mais eficaz já criada pelo crime organizado a nivel mundial e o Governo Federal atraves da visão estrategica da nossa Presidenta enfrenta este mal conjugando tratamento, prevenção e educação dismistificado certas teses que estas ações devam ser volontarias a partir da consciencia de cada usuario.

Mais uma batalha a ser vencida pelo povo brasileiro com o apoio de sua Presidenta.





MSN: itamarssantos13@hotmail.com

sábado, 17 de setembro de 2011

Gente é não mercadoria.



Foto de Itamar Santos.

Pode até parecer que o corpo humano ser uma maquina, mas não é. Ele é feiro de água, ossos e revestido por carne e pele.

No decorrer da nossa existência estamos expostos a todos os tipos de ataques o que nos coloca em risco e nossa saúde fica abalada, o que nos coloca em risco de vida.

Para cuidar do nosso corpo e vida instituímos como sociedade que haveriam pessoas educadas para isso. Assim a humanidade descobriu a medicina que ao longo dos tempos se transformou no que temos hoje onde uns obtém uma medicina de extrema qualidade técnica e tecnológica, enquanto a maioria é empurrada ao SUS.

Vem de longa data a luta para a criação e construção do SUS como Sistema que tem por objetivo atender a todos independente de classe social, etnia, credo ou sexo.

Com este desenho não existe sistema público de saúde no mundo onde tudo é privatizado e pago pelos governos com dinheiro arrecadado do povo de seus países e repassado aos empresários da saúde.

Desde a aprovação da atual Constituição Federal a saúde pública “é um direto de todos e um dever do Estado”. A partir de 1990 com a aprovação da Lei Federal 8080 definiu-se como será este grande sistema que preconiza entre outras coisas que todos e todas devem ser atendidos de forma igualitária.

Mas, infelizmente o que vimos é uma grande desigualdade a começar pela enorme isenção fiscal que o governo federal concede aqueles que se utilizam dos planos privados e descontam esses gastos no Imposto de Renda anual, bem como as grandes isenções concedidas às entidades filantrópicas que mantém em seus hospitais atendimentos privado embora recebendo dinheiro público.

Na defesa do SUS como esta grafada na Constituição Federal e no conjunto de Leis que o regulamentou devemos estar atentos a tudo aquilo que possa ser uma ameaça a sua existência.

Juntamente com todas essas Leis foi criado o Fundo Nacional de Saúde onde deveria estar todo o dinheiro a ser aplicado em Saúde Pública.

 É deste Fundo que o dinheiro deve vir para o Estado e os Municípios que também tem que possuir Fundos iguais ao Federal a fim de facilitar o controle social promovido pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional de Saúde.

Mas, ao longo do tempo os vários governantes criaram “mecanismos” para dificultar esta transferência de dinheiro fundo a fundo, sem intermediários ou favores políticos.

No Legislativo Federal criaram as tais das emendas parlamentares que é um instrumento de chantagem politica dos Deputados e Senadores contra o governante de plantão que só serve para atender demandas localizadas, definidas pelo Deputado com o único objetivo de multiplicar votos e manter assim os seus “currais eleitorais”, assim destorcendo o orçamento da saúde.

A luta é pelo fim das emendas parlamentares e pela garantia que todos os recursos da saúde sejam repassados fundo a fundo como determina a Lei.

Outra distorção acontece dentro do próprio Ministério da Saúde onde o orçamento é fatiado em programas, projetos, procedimentos tudo para burocratizar os repasses a que de direito necessita.

Segundo dados da FEESSERS, que é Federação que congrega os SINDISAÙDES do RS R$ 103,3 bilhões atendem a 140 milhões de brasileiros em todas as complexidades, ou seja, R$ 735,71 por habitante ano ou R$ 61,31 por mês.

E 112 bilhões atendem 45 milhões de brasileiros na média e baixa complexidade ou 2.800,00 por habitante ano ou R$ 233,33 por mês.

Com essa divisão por procedimento a saúde pública se transforma em mercadoria e posto de saúde em açougue.

 Praticas como estas devem acabar porque o ser humano não é gado para ser vendido em partes e cada uma tenha um valor.

Todos os procedimentos devem fazer parte de um todo que é o corpo humano que dever ser atendido na sua integralidade e os custos para isso deva ser pago conforme o custo de manutenção.

Esta pratica é efetiva nos hospitais do Grupo Hospitalar Conceição-GHC e no Hospital de Clinicas de POA, onde o pagamento dos trabalhadores, materiais, insumos e obras são garantidos pelo orçamento da União via Ministérios da Saúde e da Educação, no caso do HC porque faz parte da Faculdade Federal de Medicina.

A boa continua sendo a defesa intransigente do SUS;

Pelo fim das Emendas Parlamentares;


Pelo fim das tabelas de procedimento,


Pelo repasse Fundo a Fundo das verbas da Saúde Pública.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

domingo, 11 de setembro de 2011

A VI Conferência Estadual de Saúde.


          De 1º a 4 de setembro, aproximadamente, 1800 delegados e delegadas de todo o estado do Rio Grande do Sul reuniu-se em Tramandaí para discutirem os destinos do SUS.

          No dia primeiro ocorreram à abertura da 6ª Conferência com a presença dos Secretários Estadual e Federal de Saúde, Ciro Cimioni e Alexandre Padilha, respectivamente.

          No segundo dia os conferencistas tiveram a oportunidade de debater em varias mesas temáticas compostas dos melhores especialistas em saúde pública do Brasil os temas determinantes para a saúde.

          Neste momento ficou claro, por exemplo, que a seguridade social, portanto a Previdência Social são superavitária tendo em 2010 um superávit de aproximadamente 450 bilhões de reais que infelizmente nenhum real foi para reajustar as aposentadorias, pois toda esta fortuna foi para pagar os juros da divida pública, ou seja, os banqueiros nacionais e estrangeiros.

          No sábado, ocorreram os trabalhos em grupo onde o povo, dividido paritariamente entre usuários (50%), Trabalhadores (25%) e Gestores e Prestadores de Serviço (25%) tiveram a oportunidade de discutir, aprovar e reafirmar que o SUS é Patrimônio Público e dever do Estado.

          As propostas aprovadas nos grupos e pela plenária final da Conferência deram o recado aos Governos a fim de Reafirmar o SUS como política na seguridade social, segundo os princípios da integralidade, universalidade e equidade; ampliando e incentivando a Participação Popular no Controle Social das politicas do SUS através da reafirmação dos Conselhos de Saúde garantindo-lhes estrutura física e financeira para cumprir o seu papel de fiscalizar os gestores e os prestadores, de planejamento propositivo e deliberativo de suas proposições.

               Na Gestão do SUS o seu Financiamento ficou obvio para o conjunto de representantes desta Conferência que a regulamentação da Emenda 29 na sua forma original, onde a União deverá aplicar 10% do PIB do ano anterior em Saúde Pública, os Estados deverão aplicar 12 % liquido de seus orçamentos em Saúde Pública e os municípios 15% de seus orçamentos no SUS.

          Saúde é um questão de prioridade politica e de governo e dever do povo exigir que seus governantes aplique o necessário em saúde público e par que isso aconteça, os governantes devem ter vontade politica para tal.

          Reafirmam o Pacto pela Saúde e estabelece a Relação Pública x Privado como sendo de mera complementariedade, reafirmando um SUS Público e próprio onde a Gestão do Sistema seja de competência e responsabilidade estatal.

           Houve a defesa intransigente do SUS Público e contrário a qualquer forma de privatização seja da forma Organizações Sociais (OS’s), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPS) e as Fundações de Direito Privado. Neste sentido foi reafirmado que os Hospitais públicos e universitários mantidos com verbas estatais devem ser e prestar serviços 100% SUS.

          Sobre as questões do Trabalho e dos Trabalhadores foi garantido que o ingresso no Sistema deva ser única e exclusivamente por Concurso Público estabelecendo um sistema de regime jurídico único para o quadro da saúde.

          Referente à Educação em Saúde deve ser uma constante nos serviços de saúde a fim de formar e informar os usuários e trabalhadores sobre as inovações na área de saúde bem como na questão de novos profissionais de saúde, principalmente os formados por universidades públicas, deverão ter uma formação com ênfase em saúde pública e que depois de formados deverão dedicar um tempo mínimo, a ser estabelecido, de trabalho em UBS e Hospitais Públicos de Saúde.

          No final ficou um gostinho de quero mais, de que faltou tempo para o debate em grupos e que a representação popular ficou a quem do tamanho populacional do RS e do Brasil, ou seja, o total de delegados foi em torno 1800 aqui no RS e os delegados que irão para etapa Nacional foi de 144 delegados (72 Usuários, 36 Trabalhadores e 36 Gestores e Prestadores), esse numero é menor que 10% dos presentes na 6ª Conferência Estadual de Saúde.



quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os Usuários e a 14ª CNS III

Muito se fala e nada se faz ou muito pouco é feito em Saúde Pública no Brasil.

Enquanto não se tiver neste país vontade política de fazer realmente saúde pública se permanecerá sofrendo e morrendo nas intermináveis filas hospitalares, nas unidades básicas de saúde ou a espera por consultas ou exames especializados.

Tudo na vida se começa pela base e obviamente se não tivermos uma boa base não teremos uma estrutura boa e resolutiva.

A formulação e implementação da política de Atenção Básica estam hoje intimamente relacionadas às responsabilidades estabelecidas pelo “Pacto pela Saúde”, que define a Atenção Básica como um conjunto de ações de saúde que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde. Leia:

Por isso a Atenção Básica deve estabelecer vínculos com a população local, de modo a se tornar seu contato inicial (a Porta de entrada) com o Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, a Unidade Básica de Saúde do nosso bairro é a nossa porta de entrada para todos os problemas de saúde que possamos ter.

Para executar com dignidade esse importante projeto é necessário ter financiamento e ao longo dos anos desde a sua criação o SUS vem sofrendo entraves e fortes ataques a sua integralidade e para enfrentar essa batalha sempre é bom reafirmar que o SUS é o melhor plano de saúde do mundo e não deve ter seus recursos financeiros e tecnológicos privatizados como pretendem os grandes grupos de saúde privada nacionais e internacionais apoiados por integrantes de instituições públicas de todos os poderes.

O financiamento público para a saúde desde a sua criação esta garantida em lei e todos os estudos realizados nesta área apontam para esta necessidade, mas todos os governantes enquanto gerentes do SUS introduzem inúmeros planos e seus critérios para de certo modo “premiar” os operadores públicos do sistema em seus municípios e estados.

Agora estamos sob a égide do “Pacto pela Saúde” que é um conjunto de reformas institucionais pactuado entre as três esferas de gestão (União, estados e municípios).

É a partir desse pacto que ocorrem as transferência dos recursos que passaram a ser divididas em seis grandes blocos de financiamento (Atenção, Básica, Média e Alta Complexidade da Assistência, Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS e Investimentos em Saúde) e para isso os municípios através de suas Secretarias de Saúde são o brigados a cumprir certos critérios, ( Leia: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/volume_4_completo.pdf) até aí nada de mais, a não ser que o não cumprimento desses critérios os municípios deixam de receber os recurso.

É nesta forma de repasse que vejo problema porque é o usuário que fica com o prejuízo da incompetência do gerente de plantão.

Neste aspecto o Governo Federal deve criar outros mecanismos de fiscalização e de fazer realizar com os compromissos pactuados entre os entes governamentais para que não venha interromper os repasses de recursos financeiros aos municípios e ao estado.

Será a partir da garantia de recursos financeiros necessários é que teremos a consolidação do SUS como único garantidor da saúde pública e assim teremos saúde para todas as pessoas independente de sua condição social.







terça-feira, 26 de julho de 2011

Os Usuários e a 14ª CNS II. Regulação.


No atendimento de urgência/emergência temos o serviço de Regulação que é desenvolvido pelo SAMU aqui no RS é de responsabilidade do Governo do Estado/HPS.

O Conselho Federal de Medicina - CFM, pela Resolução 1451/95, define como URGÊNCIA, “a ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de via, cujo portador necessita de assistência médica imediata”, e EMERGÊNCIA, como “a constatação médica de condições de agravo à saúde que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, o tratamento médico imediato”.  Leia Mais:


A equipe de regulação é composta de telefonista, radio operador, motorista de ambulâncias, enfermeiras (os), técnicos de enfermagem em emergência médica, médica (o) reguladora (o).

Esta equipe deverá ter local com infraestrutura necessária para atender por telefone as chamadas encaminhadas para central 192 e através do médico regulador realizar a orientação necessária à primeira pessoa que esta presente junto ao usuário em emergência até a chegada do SAMU e assim até a definição do Hospital habilitado para receber o caso em questão. Leia mais:  

Mas é na escolha do serviço por parte dessa equipe regulatória onde o usuário deverá ser atendido que o sistema comete falha, pois nos falta uma rede hospitalar devidamente estruturada e uma central de regulação devidamente informada e informatizada das condições reais da atual rede. Esta desestruturação cria muita demora no socorro e desperdícios de muitas vidas e de dinheiro no vai e vem das ambulâncias em busca de atendimento nos possíveis hospitais.

Conforme a resolução do CFM e da Secretaria Municipal de Porto Alegre este serviço trata de risco iminente de vida e sofrimento intenso, portanto o usuário deve ser atendido imediatamente, sua vida estabilizada e o seu sofrimento controlado com os devidos procedimentos imediatos proporcionando conforto sem dor.

Tanto na regulação externa, pré-hospitalar, realizada pelo SAMU ou interna, realizada no acolhimento hospitalar ou ambulatorial deve-se ter como premissa o atendimento rápido e confortável dos usuários. Exemplo: Um Paciente com enfarto agudo do miocárdio, ou com grandes hemorragias, ou politraumatizados, ou com insuficiência respiratória aguda, este paciente esta na condição de agravo da saúde que demanda atenção imediata, com risco de levar o paciente a óbito dentro de uma hora.

Isso todo mundo sabe!

Porque não há uma ação pratica no socorro desse paciente no ato do atendimento?

Eu não acredito que em um hospital não exista nenhuma tecnologia que salve vidas até a chegada de um médico, caso não se encontre no momento esse profissional a disposição.


É um absurdo um cidadão ser atropelado em Alvorada, com fratura exposta, e ficar por 14 horas indo de hospital em hospital e não encontrar um local que podesse realizar uma cirurgia de urgência. Isso aconteceu neste sábado, 23 e o usuário foi atendido na Santa Casa de Rio Grande.

Pode isto???

Estes são exemplos corriqueiros e devem servir de parâmetro para as discussões das próximas Conferências Estadual e Nacional de Saúde tendo em vista que o SUS no papel é uma maravilha, mas na vida real passa por praticas desumanas que devem ser combatidas e transformadas muito rapidamente sob pena de no futuro próximos estarmos legalizando a eutanásia de pobre por ineficácia do sistema como já se faz hoje nos casos de amputação de membros por falta de atendimento preventivo em diabetes ou em politraumatizados que não são atendidos com rapidez.

Urge que tenhamos clareza de que o SUS deve ser equipado com tecnologia estrutural e de pessoal suficiente para que possa salvar vidas.



MSN: itamarssantos13@hotmail.com




segunda-feira, 25 de julho de 2011

Os Usuários e 14ª Conferencia Nacional de Saúde.






“Os participantes da 14ª CNS, em todas as suas etapas (municipal, estadual e nacional), além de reiterar a postura e atitude em defesa dos princípios e diretrizes constitucionais do SUS. São também detentores do compromisso e da responsabilidade de promover discussões e realizar debates, buscar melhores alternativas e escolher rumos de superação, inovação e sustentabilidade para o crescimento, consolidação e legitimação das políticas públicas de Seguridade Social”. Leia mais em:
http://asaudequetemososusquequeremos.files.wordpress.com/2011/04/questoes_orientadoras.pdf



A citação acima esta inclusa no documento orientador da 14ª Conferencia Nacional de Saúde e é muito pertinente tendo em vista o terrível ataque que vem sofrendo o SUS através dos mais diferentes operadores do Sistema de Saúde, tanto público como privado. Somente através da mobilização e conscientização popular refundaremos o SUS para todos e dever do Estado Brasileiro como garante a constituição Federal.

É no município que acontece ou não acontece o SUS. São os usuários que tem a visão universal em que o SUS esta constituído e por vezes os interesses corporativos não o deixam avançar em direção da universalização plena e verdadeiramente democrática que requer as necessidades populares.

Neste sentido reafirmo a necessidade do Estado Brasileiro garantir os orçamentos necessários para a área da saúde aprovando na integra a emenda constitucional 29 que determina que a União aplique no SUS 10% do PIB (Produto Interno Bruto) de seu orçamento; que os Estados Confederados apliquem 12% liquido de seus orçamentos e que os Municípios continuem aplicando os 15% de seus orçamentos neste grande e humano sistema de saúde pública.

De 1 a 4 de setembro deste ano teremos a realização da 6ª Conferencia Estadual de Saúde, em Tramandaí, onde teremos a oportunidade de aprovar estas e outras propostas que reafirmem o papel do SUS no Brasil preparando as proposições que serão apresentadas na 14ª Conferencia Nacional de Saúde.

São nestes momentos em que a democracia participativa é garantida temos que estarmos conscientes das nossas necessidades e das nossas responsabilidades quanto fiadores do SUS. Dentre os vários e importantes temas que estão sendo discutidos para que o SUS tenha maior resolutividade; quero salientar a humanização do atendimento.

É no primeiro atendimento do usuário que se estabelece a sequência de todos os demais procedimentos. Nesta acolhida estabeleceremos todas as outras fazes dos demais níveis de complexidade.

Atualmente tem-se varias experiências de acolhidas de usuários nas unidades de básicas de saúde e nas Urgências/Emergências que vão desde os atendimentos de livre demanda, classificação de risco até as intermináveis filas por ordem de chegada que tornam os atendimentos aterrorizantes.

Segundo seus defensores a partir da implantação do Acolhimento com Classificação de Risco ou Protocolo de Manchester a expectativa é de que, com a mesma estrutura existente atualmente, os pacientes graves sejam atendidos no tempo exigido pela gravidade da doença e não mais por ordem de chegada.

Os pacientes serão inicialmente atendidos por uma dupla de enfermeiros, que fará uma triagem e avaliação dos sinais vitais do paciente (pressão arterial, freqüência cardíaca, respiração, temperatura axilar, saturação de oxigênio e glicemia capilar).

Esses pacientes serão classificados em quatro categorias, hierarquizando o atendimento.

Vermelho (Emergência) -Condição de agravo da saúde que demanda atenção imediata, com risco de levar o paciente a óbito dentro de uma hora. Exemplo: enfarto agudo do miocárdio, grandes hemorragias, politraumatizados, insuficiência respiratória aguda.

Amarelo (Urgência) -Condição de agravo da saúde, que também demanda atenção rápida, e que pode, se não tratada, levar a óbito em até 12 horas, pela evolução da patologia. Exemplo: uma insuficiência respiratória branda em um paciente asmático, não tratado, pode levar o paciente à exaustão, parada respiratória, cardíaca e óbito.

Verde -Pacientes que serão atendidos no Serviço Médico de Urgência, num prazo máximo de até 4 horas, mas cujas condições gerais não indicam a necessidade de atenção médica imediata. Por exemplo: uma infecção de garganta, uma contusão muscular.

Azul -Aqueles pacientes estáveis que não necessitam de atendimento imediato em estrutura de grande complexidade. Serão orientados a procurar os CEM ou uma Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua moradia para atendimento ambulatorial.

No sistema até agora adotado, os usuários são atendidos por ordem de chegada.

Alem de ser polêmico a Classificação de Risco vem sendo aplicada somente nas urgências/emergências hospitalares e sem regras claras, pois cada instituição aplica a seu modo deixando os usuários sem o atendimento ou a informação necessária por horas mesmo com os médicos sem pacientes para atender. Em qualquer um desses níveis o importante é que o usuário deve receber um atendimento que lhe dê o mínimo de conforto não ficando relegado somente à espera em um banco duro e gélido de hospital.



MSN: itamarssantos13@hotmail.com



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Como era para funcionar o SUS.


Como todo sistema, o SUS deveria ter bem definido todos os seus fluxos, mas infelizmente a realidade é outra, onde a espera e vai e vem dos usuários é desumana.

Estamos no ano da 14ª Conferência Nacional de Saúde e todos os municípios estão realizando suas conferências municipais, sendo assim o tema da saúde está epidérmico em todos nós.

Aproveitando esta atenção popular quero apontar formas elementares de como avalio deveria ser os fluxos deste monumental sistema de saúde pública, o SUS.

A grande e obvia questão que se apresenta é: como acessar o SUS?

Adormeci bem e acordei com febre, vias áreas congestionadas e dores por todo o corpo, ou seja, estou gripando ou tenho dengue?

A lógica me diz que tenho que me dirigir a uma Unidade de Saúde mais próxima da minha casa, uma UBS - Unidade Básica de Saúde para investigar qual é o mal que estou sofrendo.

Então vamos ver o que esta UBS tem que ter para me atender com dignidade.

Uma unidade básica de saúde para tratar bem qualquer usuário deve ter durante o turno do dia(nesta unidade não tem atendimento noturno) uma equipe composta por um medico pediatra, um ginecologista, um medico clico geral ou geral comunitário, um odontológo, um enfermeiro, três técnicos de enfermagem, dois agentes administrativos e um técnico em farmácia e serviços de limpeza e higiene.

Para abrigar esta equipe e seus usuários o ideal é ter de 5 a 6 consultórios médicos com área de no mínimo 12 metros quadrados, um consultório odontológico, sala de recepção e arquivo, salas de medicação para adultos e infantil, sala de procedimentos e vacinas devidamente separadas por assepsia, sala de esterilização de materiais e farmácia para dispensa de medicamentos, equipada com os devidos equipamentos.

Quanto à forma de atendimento entendo que deva ser pelo sistema de acolhimento de toda a demanda, onde os casos mais grave são prioritários, mas este é um debate para se fazer em separado bem calmamente.

Aqueles casos mais sérios deverão ser encaminhados as UPAS, Unidades de Pronto Atendimento de Saúde que conforme o Ministério de Saúde tem o objetivo de diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais, evitando que casos que possam ser resolvidos nas UPAS, ou unidades básicas de saúde, sejam encaminhados para as unidades hospitalares.Neste ponto deve-se ter o chama-se de referência e contra-referência, ou seja, é o fluxo do usuário por dentro do sistema sem ter que entrar em fila.

O usuário que ingressou na UPA deve ser contra referenciado a sua UBS mais próxima para dar seguimento ao tratamento e vice-versa.

As UPAS funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, e podem resolver grande parte das urgências e emergências, como pressão e febre alta, fraturas, cortes, infarto e derrame. As UPAS inovam ao oferecer estrutura simplificada - com Raios-X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação (ver dimensionamento das UPAS na Portaria MS 2.657/2004 e norma da ANVISA – RDC ANVUISA n° 50/2002.).

Nas localidades que contam com as UPA’s, 97% dos casos são solucionados na própria unidade. Quando o paciente chega às unidades, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico.

Eles analisam se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por 24h.

De acordo com a Portaria 2.922, publicada no dia 2 de dezembro de 2008 no Diário Oficial da União (DOU), as UPA’s são classificadas em três diferentes portes, de acordo com o número de habitantes de cada região (veja quadro). Em regiões com menos de 50 mil habitantes, em vez da UPA, o governo oferece salas de estabilização com a presença de um médico para o atendimento das urgências mais observadas em cada localidade.


UPA Porte I / 50.000 a 100.000 habitantes. 50 a 150 pacientes. 2 médicos, sendo um pediatra e um clínico geral. 5 – 8 leitos.


UPA Porte II / 100.001 a 200.000 habitantes 151 a 300 pacientes. 4 médicos, distribuídos entre pediatras e clínicos gerais. 9 – 12 leitos.


UPA Porte III / 200.001 a 300.000 habitantes. 301 a 450 pacientes. 6 médicos, distribuídos entre pediatras e clínicos gerais. 13 – 20 leitos.


Salas de Estabilização Menor que 50 mil habitantes. Demanda. 1 médico generalista habilitado em urgências. Nenhum ou menos que 5 leitos.

Quanto a tabela acima, apresentada pelo Ministério da Saúde. Entendo que toda a UPA, independente do porte, deva ter em sua equipe médicos generalistas cirurgiões, cirurgiões dentistas, enfermeiros e todas as profissões inerentes a este tipo de atendimento.


As orientações técnicas para o planejamento arquitetônico das UPA’s e salas de estabilização (SE) encontram-se no site:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/orientacoes_upa140409.pdf

Outro ator deste sistema inicial é o SAMU 192 - Serviço de Atendimento Médico de Urgência.

Ao discar o número 192, o cidadão estará ligando para uma central de regulação que conta com profissionais de saúde e médicos treinados para dar orientações de primeiros socorros por telefone. São estes profissionais que definem o tipo de atendimento, ambulância e equipe adequada a cada caso. Há situações em que basta uma orientação por telefone. O SAMU/192 atende pacientes na residência, no local de trabalho, na via pública, ou seja, através do telefone 192 o atendimento chega ao usuário onde este estiver.

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=36654&janela=1

O Ministério da Saúde no site www.saude.gov.br/somasus  disponibiliza projetos para a construção de equipamentos de saúde pelos municípios com o devido apoio financeiro.

A tarefa de construir o SUS é árdua e deve ser encarada por todos nós como de fundamental importância para a sobrevivência da população brasileira, em especial, aqueles mais pobres.



MSN: itamarssantos13@hotmail.com

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nós e o SUS.

Você já pensou a onde, quando e quanto já usou o SUS?

Neste ultimo ano você já foi em alguma farmácia e comprou um medicamento, foi vacinado, foi ao super ou na padaria da esquina fazer compras ou esta fazendo algum tratamento de alta complexidade?

Se você ou alguém da sua família fez isso por uma vez? Vocês, então usam o SUS.

Este Sistema é considerado o maior sistema de saúde gratuito do mundo é fruto da luta de milhares de anônimos que dedicaram e dedicam anos de vida para concretizar este Sistema que foi criado em 1988 pela Constituição Federal e regulamentado dois anos depois, pelas Leis 8080 que regula o SUS e 8142 que cria os mecanismos de controle social do SUS.

Esta dificuldade toda tem explicação, pois o SUS, de certa forma, retira muito dinheiro público que antes ia para os donos de clinicas e de hospitais privados e seus planos de saúde; das industrias farmacêuticas, por isso é tão difícil ver o Sistema funcionando a pleno.

O SUS não esta somente no postinho de saúde próximo da sua casa, ele está em muitos locais que a grande maioria das pessoas não percebem por desatenção ou por estar sempre a sua disposição.

O SUS é considerado referencia mundial conforme a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) por ter o Programa Nacional de Imunização (PNI). Desde 1973 foi erradicada a varíola, em 1994 foi à vez da poliomielite, alem disso são 13 vacinas diferentes que protegem de 19 doenças.

E recentemente o SUS criou a vacina contra gripe H1N1 que atacou 46 mil pessoas em dezembro de 2009 e matando 2051 brasileiros, fato que não se repete desde 2010 porque este mesmo SUS realiza ampla campanha de vacinação que esta evitando tantas perdas humanas. Desde então já foram vacinados mais de 90 milhões de pessoas.

O Brasil é referencia mundial em AIDS, graças ao trabalho desenvolvido pelo SUS que mantém o acesso universal aos medicamentos essenciais ao combate ao vírus HIV e das hepatites virais.

As ações do SUS começam na prevenção, na divulgação de informações, na distribuição gratuita de camisinhas masculinas e femininas ate quando o ex-presidente Lula determinou o licenciamento compulsório do antiretroviral Efavirenz que é usado por 38% dos pacientes brasileiros.


Você sabe que as empresas privadas só investem naquilo que dá muito lucro, portanto não são todos os medicamentos que são produzidos. Para enfrentar isso o SUS investe em pesquisa e em produção através de sua rede de 19 laboratórios públicos desenvolvem e produção de medicamentos, soros e vacinas, produzindo 80% das vacinas e 30% dos medicamentos utilizados no sistema.

Entre 2003 e 2010 foi investido pelo Ministério da Saúde R$ 450 milhões em medicação e em três novas fabricas tiveram R$ 320 milhões; só a Fiocruz (Farmanguinhos) produz um bilhão de medicamentos (antibióticos, antiulcerosos, analgésicos e produtos demartológicos) por ano para o SUS.

Você ainda duvida? Visite o site www.ensp.fiocruz.br/radis e confira a revista n° 104 e em outras edições que você saberá de muitas outra demandas cobertas pelo SUS.



MSN: itamarssantos13@hotmail.com









quarta-feira, 18 de maio de 2011

SUS; a mãe brasileira.



Esta afirmação popular representa muito bem quando algo é muito bom, excelente, ao dizer:

“Isso é uma mãe brasileira”.

A relação conceitual entre a “mãe” com aquilo que é “bom” tem tudo haver porque toda mãe faz de tudo para ver os seus filhos bem e felizes.

Mas há também tem muita gente que diz que o SUS não serve para nada e que é ruim tendo em vista que as noticias que recebemos dando conta só das mazelas do sistema.

Propositadamente a cobertura da imprensa escrita e falada, devido à orientação ideológica neoliberal privatista, considera que o público não funciona, tem má vontade em informar corretamente os avanços que o SUS conquistou desde o seu nascimento.

Nota-se que as principais imagens e informações divulgadas pela mídia quando se refere ao SUS, e aos serviços públicos em geral, estão sempre associadas ao que há de pior e deprimente.

Sempre aparecem os postos de saúde mais sucateados, os hospitais mais lotados e de preferência com pessoas morrendo e com muito sangue amostra para chocar mesmo e assim passar a falsa impresão de que tudo que é privado é bom e saudável.

Sou adepto da boa critica e tenho clareza de que o SUS tem muitos problemas onde a estrutura física esta extremamente sucateada, salários defasados e por isso faltam profissionais para o atendimento. Sei disso tudo e por isso faço criticas ao sistema com a intenção de demonstrar a falta de gestão e de vontade política de certos governantes em encaminhar as soluções para amenizar e até solucionar as deficidades do sistema.

Dentre as lutas que entendo serem fundamentais para o enfrentamento das dificuldades pelas quais o SUS passa está a sua sustentação financeira e uma das tantas soluções esta na regulamentação da Emenda 29.

A Emenda Constitucional 29 foi aprovada em 2000 e somente foi aprovada a sua regulamentação em 31 de outubro de 2003 e até hoje somente os municípios aplicam os recursos ali aprovados e a União e os Estados sonegam mais esse direito do povo brasileiro.

Estamos em um ano propicio para darmos andamento as lutas em defesa do SUS tendo em vista que este ano será realizado da 14ª Conferencia Nacional da Saúde que já está em andamento à face de sua mobilização, com o tema “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro” e tendo como eixo de discussão “Acesso e acolhimento... com qualidade: um desafio para o SUS”.

As Etapas ocorrerão assim distribuídas: Etapa Municipal - 01 de abril a 15 de julho de 2011; Etapa Estadual - 16 de julho a 31 de outubro de 2011; Etapa Nacional - 30 de novembro a 04 de dezembro de 2011. Este é o momento onde a população brasileira terá para conquistar novos avanços para o SUS.

O retrato apresentado pela grande mídia privatista não representa a grandiosidade do SUS e sempre é bom perguntar.

Será que há no Brasil alguma pessoa que nunca usou o SUS?

MSN: itamarssantos13@hotmail.com.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mentir faz mal a saúde.




Muito se fala em saúde no Brasil e no mundo, inclusive Obama esta sendo chamado de socialista porque aprovou uma Lei que minimamente universaliza a Saúde em seu país. Que Marx não se retorça em seu mausoléu.



Mas a verdade fica somente como chamada do sindicato medico (SIMERS) em suas inúmeras inserções nos mais diversos meios midiáticos, outro detalhe para remoção fúnebre de qualquer sindicalista veterano.



Este mesmo sindicato que já ingressou na justiça para permitir a cobrança “por fora” da tabela do SUS e briga com o Prefeito Fortunati contra a criação di Instituto do PSF, omite da sociedade riograndense que sua turma do Jaleco Branco atende muito mau os pacientes do SUS quando estão nas unidades básicas de saúde (Postos de Saúde).



Antes de declinar minha opinião sobre estas duas demandas fundamentais para a solução da crise de gestão porque passa a saúde pública no Brasil quero fazer algumas pleliminares.



O PSF (Programa de Saúde da Família) é o modelo de saúde Cubano que foi acapitalizado pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso utilizando meios privatizantes para executar este programa puramente coletivo e socialmente justo. Desde então nenhum Governante Federal ou estadual teve vontade política para recolocar o PSF a disposição do publico sendo dirigido e controlado por aqueles que dele necessitam.



Os defensores do sistema capitalista brasileiro defendem com unhas e dentes que todos os serviços públicos sejam privatizados e principalmente os serviços relacionados à saúde pública para isto criaram mecanismos como as OSIPS, Fundações e ou os Institutos de direito privado para executarem as tarefas relacionadas à saúde que genuinamente é um serviço público de competência Estatal.



Temos vários maus exemplos de privatização realizado ao longo dos anos onde podemos pegar os ocorridos aqui no RS, em Porto Alegre temos o caso, até hoje sem explicação, da Solos e em Viamão a Faurgs onde os médicos se demitiram porque não queriam cumprir às 8 horas contratadas por um salário de aproximadamente R$ 8.000,00 mensais e até hoje não foram repostos novos profissionais, só dois exemplos, mas tem muito mais.



O PSF é o ideal para desafogar os serviços secundários e terciários do SUS, pois ele foi concebido para atender a população delimitada por área geográfica compreendendo o atendimento, em casa, de em torno de 700 famílias por equipe: Um médico comunitário, um enfermeiro, três tec. em enfermagem e quatro agentes comunitários de saúde, estes tem que serem moradores da área. Esta equipe é capacitada tecnicamente para atender todos os casos e hierarquizando os casos mais complexos aos níveis secundários e terciários.



Após o atendimento dos níveis secundário ou terciário também é de competência desta equipe dar seguimento ao tratamento do paciente em questão.



É dever do Estado/Município/União garantir toda a estrutura para manter tantas quantas equipes for necessária para cobrir todo o território na proporção acima definida. Uma vez todo o território coberto pelas ESF terá uma significativa redução dos serviços hospitalares e consecutivamente os custos serão reduzidos.



Então o problema da saúde pública é de gestão política. O fato de ser ou não ser servidor público é mera cortina de fumaça para justificar  a privatização dos serviços públicos de saúde, portanto cabe ao poder público contratar, via concurso público, os profissionais necessários e faze-los cumprir o contrato com qualidade e profissionalismo.



Aqueles que não querem cumprir o contratado que não se habilite ou se exonere. Sobre este “detalhe” debateremos num outro momento.







quarta-feira, 3 de março de 2010

Alerta! PSDB eDEM usam dinheiro do SUS para fazer ajuste fiscal.






Saúde

PSDB e DEM usam recursos do SUS para fazer ajuste fiscal

Os governos de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos do PSDB, mais o do Distrito Federal, do DEM (ex-PFL), nos últimos quatro anos vêm utilizando recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) no mercado financeiro. A denúncia foi publicada na edição desta semana da revista Carta Capital.

"A manobra serviu aparentemente para incrementar programas estaduais de choques de gestão, como manda a cartilha liberal, e políticas de déficit zero, em detrimento do atendimento a uma população estimada em 74,8 milhões de habitantes", diz a revista.

As irregularidades foram constatadas por um grupo de técnicos do Departamento Nacional de Auditorias do Sistema Único de Saúde (Denasus), do Ministério da Saúde.

O Denasus listou uma série de exemplos de desrespeito à Constituição, a normas do Ministério da Saúde e de utilização ilegal de verbas do SUS em outras áreas de governo. "Ao todo, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passa de 6,5 bilhões de reais, sem falar nas consequências para seus usuários, justamente os brasileiros mais pobres", diz a reportagem.

Na avaliação do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), a atitude dos governadores do PSDB e do DEM mostra bem o modelo de gestão demo-tucana de acumulação de capital em detrimento das políticas sociais.

"O resultado dessa auditoria nos faz compreender o jeito de governar dos tucanos e democratas, que priorizam a ciranda financeira enquanto a população sofre sem assistência básica de saúde e sem medicamentos", afirmou.

Segundo Dr. Rosinha, o resultado da auditoria torna clara a política econômica adotada pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que "favoreceu o grande capital e prejudicou o sistema público de saúde".

Para Dr. Rosinha, a constatação dos técnicos do Denasus também deve servir de alerta para a população, de modo a não se permitir a volta dos neoliberais ao comando do Brasil.

O deputado Pepe Vargas (PT-RS) considerou grave o resultado da auditoria. Ele já havia solicitado uma cópia dela para verificar a não aplicação dos recursos públicos federais em ações de saúde.

"A situação é ainda mais grave: além de os estados incluírem na rubrica saúde outros serviços, estamos verificando que, enquanto a população sofre com a falta de medicamentos e atendimento básico de saúde, a verba vem sendo utilizada de forma sistemática e a longo prazo para melhorar o caixa único dos governos estaduais", afirmou.

Pepe Vargas defende mais rigor na fiscalização destes repasses. Ele sugere que o Ministério Público, Ministério da Fazenda e o Banco Central façam um acompanhamento rigoroso do caminho destes recursos.

"É necessário analisar e apurar a situação com rigor, até porque há suspeição do modus operandi dos estados governados pelo PDSB e pelo DEM. Eles teriam recebido a mesma consultoria para fazer o ajuste fiscal com déficit zero por meio destas aplicações", ressaltou.

Resultados -

As auditorias, realizadas nos 26 estados e no DF, foram iniciadas no fim de março de 2009 e entregues ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em 10 de janeiro deste ano. Ao todo, cinco equipes do Denasus percorreram o País para cruzar dados contábeis e fiscais com indicadores de saúde.

A intenção era saber quanto cada estado recebeu do SUS e, principalmente, o que fez com os recursos federais. Na maioria das unidades visitadas, foi constatado o não cumprimento da Emenda Constitucional nº 29, de 2000, que obriga a aplicação em saúde de 12% da receita líquida de todos os impostos estaduais. Essa legislação ainda precisa ser regulamentada.

Segundo a Carta Capital, ao analisar as contas, os técnicos ficaram surpresos com o volume de recursos federais do SUS aplicados no mercado financeiro, de forma cumulativa, ou seja, em longos períodos.

Legalmente, o gestor dos recursos é, inclusive, estimulado a fazer esse tipo de aplicação, desde que antes dos prazos de utilização da verba, coisa de, no máximo, 90 dias.

Em Alagoas, governado pelo também tucano Teotônio Vilela Filho, o Denasus constatou operações semelhantes, mas sem nenhum prejuízo aos usuários do SUS.

Nos casos mais graves, foram detectadas, porém, transferências antigas de recursos manipulados, irregularmente, em contas únicas ligadas a secretarias da Fazenda. Pela legislação em vigor, cada área do SUS deve ter uma conta específica, fiscalizada pelos Conselhos Estaduais de Saúde, sob gestão da Secretaria da Saúde do estado.

O primeiro caso a ser descoberto foi o do Distrito Federal, em março de 2009, graças a uma análise preliminar nas contas do setor de farmácia básica, foco original das auditorias.

No DF, havia acúmulo de recursos repassados pelo Ministério da Saúde desde 2006, ainda nas gestões dos governadores Joaquim Roriz, então do PMDB, e Maria de Lourdes Abadia, do PSDB.

No governo do DEM, em vez de investir o dinheiro do SUS no sistema de atendimento, o ex-secretário da Saúde local Augusto Carvalho aplicou tudo em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs).

Em março do ano passado, essa aplicação somava R$ 238,4 milhões. Parte desse dinheiro, segundo investiga o Ministério Público Federal, pode ter sido usada no megaesquema de corrupção que resultou no afastamento e na prisão do governador José Roberto Arruda.

Essa constatação deixou em alerta o Ministério da Saúde. As demais equipes do Denasus, até então orientadas a analisar somente as contas dos anos 2006 e 2007, passaram a vasculhar os repasses federais do SUS feitos até 2009.

O Rio Grande do Sul foi o último estado a ser auditado, após um adiamento de dois meses solicitado pelo secretário da Saúde da governadora tucana Yeda Crusius, Osmar Terra, do PMDB.

Terra alegou dificuldades para enviar os dados porque o estado enfrentava a epidemia de gripe suína. Em agosto, quando a equipe do Denasus finalmente desembarcou em Porto Alegre, o secretário negou-se, de acordo com os auditores, a fornecer as informações.

Não permitiu sequer o protocolo na Secretaria da Saúde do ofício de apresentação da equipe.

A direção do órgão precisou recorrer ao Ministério Público Federal para descobrir que o governo estadual havia retido R$ 164,7 milhões de recursos do SUS em aplicações financeiras até junho de 2009.

Com exceção do DF, onde a maioria das aplicações com dinheiro do SUS foi feita com recursos de assistência farmacêutica, a maior parte dos recursos retidos em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul diz respeito às áreas de vigilância epidemiológica e sanitária, aí incluído o programa de combate à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Mas também há dinheiro do SUS no mercado financeiro desses três estados que deveria ter sido utilizado em programas de gestão de saúde e capacitação de profissionais do setor.

MSN:itamarssantos13@hotmail.com

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Insistentes



Assim como os sensatos, nós os insistentes, somos um grupo em extinção.

Da mesma forma não nos reunimos em grupos, fazemos as coisas por conta própria e sozinhos.

Quando acreditamos em algo vamos fundo apesar de todas as contradições apresentadas sobre o objeto em questão.

Os insistentes também dizem o que pensam sem rodeios mesmo sabendo que por isso não seram bem vindo nos lugares que freqüentam, mas se sentem satisfeitos por ter feito a coisa certa.

Eu, por exemplo, sou defensor do SUS, porque é o único sistema de saúde que tem condições projetadas para atender indiscriminadamente a todos e todas.

Apesar de apresentar vários problemas em sua gestão em suas três esferas de poder, apesar destas “autoridades” terem a saúde pública como uma despesa incomoda.

Insisto em torcer pelo mesmo time de futebol mesmo estando passando por uma fase ruim ou ter passado pela segunda divisão e por isso sofre deboches constantes dos adversários.

Permaneço a mais de 25 anos no Partido apesar das contradições apontadas durante este período com os escândalos, mensalões e alinhamentos à direita de algumas figuras publicas do partido.

É uma história que esta acima disso tudo.

Os indivíduos que realizaram estes atos repugnantes passam e a ideologia partidária permanece com uma saída viável a atual situação desumana em que sobrevivemos os nossos dias.

Insistimos em nos emocionar quando ouvimos o hino nacional, o hino riograndense ou a internacional socialista.

Da mesma forma nos emocionamos e nos indignamos ao assistir o sofrimento alheio.

Passamos a nossa vida inteira lutando para realizar o bem comum, embora isto sirva de chacota para os outros ou para aqueles que duvidem das nossas boas intenções; os quais dizem que fizemos o que fizemos é por que estamos levando vantagem financeira.

Somos insistentes por que sabemos que não podemos desistir, senão não haverá muitos a seguir fazendo do jeito que só nós sabemos fazer.

Temos que insistir porque os deslumbrados que estando passando por onde já a muito passamos não teriam a coragem e a insistência para fazer tudo outra vez e por muitas vezes se assim for necessário.

Da mesma forma que os sensatos.

Insistentes resistam!!!!

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

Publicado no www.diariodeviamao.com.br em 04/02/2010 na página 2.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Informação que não é divulgada na grande midia.

*Esta matéria foi retirada do blog "Amigos do Presidente Lula".

Em 2007, quando a Adminstração Fogaça inventou problemas com a Fundação da Ufrgs para cancelar o contrato e apresentou esta tal de Sollus, a nossa bancada na Câmara de Vereadores foi atrás de informações sobre a mesma.

Descobrimos que esta entidade já tinha vários problemas em cidades onde prestava este serviço; tinha dois endereços; e outras coisitas mais.

Uma delas é que vários dos seus diretores pertenciam à Igreja Universal que, por mera coincidência, é a mesma do senhor secretário da saúde Eliseu Santos. Tudo isto dissemos da tribuna. Não só não fomos ouvidos, como o senhor prefeito e seu secretário decidiram por contratá-la sem licitação.

E agora aparece estas outras informações.
Deu no que deu e não foi por falta de aviso.
Abraço,

Guilherme Barbosa


Publicado na terça-feira, 26 de janeiro de 2010





*Operação Pathos: suposta Organização Criminosa tem raízes no PSDB paulista de Geraldo Alckmin



A Operação Pathos detectou uma suposta organização criminosa especializada em desviar dinheiro público, na área da saúde, a partir de uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que foi contratada sem licitação pela Prefeitura de Porto Alegre. A Procuradoria da República estima que os prejuízos ao município gaúcho e ao governo federal cheguem aos R$ 9 milhões.

A OSCIP é o Instituto Sollus, sediado em São Paulo, e foi tornado de utilidade pública pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alkmin (PSDB), pelo decreto 50.191/2005.

O vice-presidente institucional do Sollus, Argemiro França Lopes, era, na época, primeiro-secretário do Secretariado do Terceiro Setor do PSDB de São Paulo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O SUS é modelo de saúde.



Ao ser aprovada no legislativo norteamericano a universalização do acesso aos serviços de saúde, o Presidente Obama, concorda com todos nós de que a mais de duas décadas militamos em defesa do Sistema Único de Saúde estamos no caminho certo.

Ao propor e lutar para que fosse este projeto se tornasse lei lá nos EUA, Obama se torna fiador do maior sistema publico de saúde no mundo, o SUS.

O importante desta história toda, não é o Presidente Obama, mas sim os 60 milhões de americanos e americanas que serão beneficiadas com esta atitude deixando de ficar a mercê dos planos privados de saúde.

Com o ingresso dos EUA na universalização de algum tipo de serviço publico fortalece a nível mundial esta pratica em todas as partes do mundo globalizado, ou seja, é um bom exemplo a serem seguidos pelos demais países.

É um exemplo a ser seguido por aqueles que afirmam ser os investimentos em saúde publica meros gastos sem retorno algum para o país.

O SUS foi concebido para atender a todos e a todas indiscriminadamente, mas a classe média que se acha mais que os pobres ficam a disposição dos planos privados de saúde até quando estiverem empregadas.

No desemprego, só lhes resta o velho e bom SUS.

Para se consolidar como o maior e o melhor sistema público no mundo os governantes brasileiros tem que colocar em pratica alguns mecanismos para estancar a privatização do publico e a estatização do custo como acontece quando os planos privados de saúde deixam de ressarcir o SUS quando este atende seus clientes sem ser devidamente remunerado pelo serviço prestado.

Assim como aconteceu quando o SUS salvou a vida do cineasta Fábio Barreto através de uma equipe de neurocirurgia de plantão na madrugada no Hospital Publico Miguel Couto, RJ.

Pela tabela de preços da rede privada de hospitais onde (não há plantões de Neurocirurgia)cobra-se R$ 100 mil pelas primeiras 12 horas de atendimento ao qual Barreto foi submetido.

O ressarcimento deste atendimento e de tantos outros em que o SUS é o único prestador de serviço como as hemodiálises, transplantes, AIDIS, as quimios e radioterapias serão devidamente cumpridas quando o Governo Federal fazer cumprir este preceito legal que esta inerte a mais de dez anos.

Para o SUS dar mais certo do que já é. O Governo Lula tem que assumir pra si esta tarefa e fazer com que as redes privadas de planos de saúde paguem o que deve ao SUS, alem de descontigenciar as verbas publicas a serem aplicadas na saúde dos brasileiros e das brasileiras.

Outro mecanismo que deve ser implementado definitivamente é o Cartão SUS, que a mais de 11 anos e R$ 400milhoes de gastos esta inacabado por culpa dos mesmos que se beneficiam dos desvios das verbas da saúde publica.

Com a universalização do Cartão SUS aos moldes da CNI - carteira nacional de identidade, alem de obrigar o devido ressarcimento dos gastos privados no publico teremos a devida referencia e contra referencia implementada no sistema, acabando assim com muitos gastos de idas e vindas dos usuários aos serviços de saúde.

MSN:itamarssantos13@hotmail.com

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Momentos



Há momentos que me questiono estou certo ou errado de ser como sou e de fazer o que faço.

Tenho um profundo sentimento de estar falando para surdos ou de estar escrevendo para cegos que vêem e ouvem aquilo que lhes convém.

Digo isto porque estou em permanente contato com as pessoas de um modo geral, no trabalho, na rua, na rádio ou na rede e invariavelmente opinando sobre os mais diversos assuntos os quais avalio possam se transformar em alguma mudança significativa no dia-a-dia das pessoas.

Às vezes fico frustrado por não atender a expectativa dessas pessoas ou de não ser compreendido, mas logo passa, principalmente quando leio ou escuto Luis Fernando Veríssimo, Frei Beto ou Moacir Scliar, pessoas muito mais importantes do que eu, opinarem sobre assuntos dos quais comungo.

Assim percebo que não estou sozinho nesta luta inglória na tentativa de contribuir de alguma forma na conscientização das pessoas.

Outro dia fui contaminado pela gripe comum a qual me derrubou por quatro dias.

Foi uma das mais fortes que já tive, com direito a dores musculares profundas que dava a impressão de doer-me os ossos.

Por estar com esta moléstia fui até o meu amigo, Dr. Paulo, ali na clinica da parada 41.

Como sempre fui muito bem atendido e alem de falarmos sobre minha gripe, brasileira e gaúcha, falamos sobre um monte de outras coisas desde a gripe suína, mexicana ou nova, passando pelo monopólio farmacêutico controlador das drogas licitas até a velha epidemia do Crack que felizmente, depois de matar milhões de pobres, foi percebido pela grande mídia.

Dentre os vários assuntos que abordamos, o Dr. Paulo declinou sua opinião de como se deveria acabar com o contagio de milhares de pessoas esmagadoramente jovens que tombam perante o livre comércio das drogas.

Ou seja, na opinião deste experiente profissional de saúde o que deveria ser feito no Brasil é a criação de um grande Projeto de Planejamento Familiar amplamente discutido com toda a população a fim de se ter uma real adequação da relação população x produção que em uma sociedade capitalista é extremamente desigual.

Um projeto com esta envergadura seria uma excelente oportunidade de se colocar de forma transparente o que realmente pensam os mais variados grupos sociais entre os quais posso citar as igrejas onde muitas delas se sustentam da proliferação de seus fieis sem ter o real conhecimento de suas vidas.

Ou até que ponto vai à discusão da liberalização do aborto que pode ser adotado como uma questão de saúde pública sem se transformar em um indiscriminado método contraceptivo a serviço da promiscuidade humana.

Entendo que o planejamento familiar deva ser um serviço público a ser oferecido pelo SUS, não como um instrumento seletivo de controle da pobreza, mas como mais uma forma de conscientização social de que há uma necessidade de pensarmos toda a nossa vida em sociedade de forma planejada em todas as áreas de atuação humana.

Mas, a epidemia do Crack esta aí e não pode ser encarada pelas autoridades de forma secundária como sendo mais um problema social.

Não podemos mais assistir reportagens e mais reportagens em todas as redes de TV’s mostrando cenas de abandono explicito de seres humanos por quem de dever tem que providenciar com urgência socorro imediato para as centenas de pessoas que se amontoam nas ruas dos grandes centros.

Realidades como aquelas da Cracolândia, em São Paulo, e aquelas que estão aqui na Av. Voluntários da Pátria, em frente à Secretaria Estadual de Segurança Pública não podem ser encaradas como se isto fosse “normal”.

Imediatamente devem-se adotar medidas de caráter emergencial e como forma de ação aplicar um verdadeiro mutirão sócio/médico/hospitalar compulsório no qual todo e qualquer doente do crack ou diagnosticado como drogadito deva ser recolhido da via pública ou de seu domicílio e encaminhado a um centro de tratamento e desintoxicação para ser tratado de forma digna.

Para que projetos como esse saiam de nossas cabeças, passem ao papel e daí a prática; o Estado brasileiro deve investir dinheiro suficiente para que se criem as condições técnicas necessárias para este fim.

E no mesmo sentido nossos médicos, psicólogos e assistentes sociais devem se despir de suas vaidades teóricas encarando esta tarefa como sendo uma verdadeira revolução em saúde pública onde todas as experiências vividas por aqueles que sofrem com esta doença e daqueles que cuidam destas pessoas sirvam como ponto de partida para a cura.

A solução de qualquer crise se inicia pela união das forças disponíveis em uma sociedade e a partir daí ir para o enfrentamento deste poderoso inimigo da humanidade.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.
Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual
Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

A Igreja Matriz de Viamão.
Referência de um Povo.
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As 10 estratégias de manipulação midiática, por Noam Chomsky

Neoliberalismo e Globalização. Saiba o que são!

Juizes e suas Mordomias! Isso o JN não mostra.

CHÊ

CHÊ
O Maior Revolucioário que já viveu!!!

Bandeira do nosso time.

Bandeira do nosso time.

Eu sou Gaúcho

Eu sou Gaúcho
Mas,bah! Tche!

fidel

fidel
Um Lider

Saramago disse:

Eu na Internet

Charges que falam por si!!!!

Charges que falam por si!!!!
Sarney

Ataque aos Trabalhadores I

Ataque aos Trabalhadores I
Bm usa cavalaria contra MST em São Gabriel.

Ataque aos Trabalhadores

Ataque aos Trabalhadores
Trabalhadores encurralados pela BM em São Gabriel.

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS
Marcas do tiro de calibre 12, arma da BM do Governo Yeda(PSDB,PMDB,PTB,PP,DEM) - Fotos do rsurgente-

Assassinato de São Gabriel

Assassinato de São Gabriel
Tiro a traição, da BM, mata trabalhador rural em São Gabriel.

A Guerra.

A Guerra.
BM usa armas de guerra contra MST em São Gabriel.

Paim prestigia ato em Viamão.

Paim prestigia ato em Viamão.
Paim observa discurso de Itamar Santos.

E o Congresso?

E o Congresso?
Sarney

Os Congressistas.

Os Congressistas.
Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

Paim em Viamão.
Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.