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sábado, 26 de janeiro de 2008

De Fidel Castro para Lula.

*Lula (Primeira Parte)
De Fidel Castro Ruz
Lula decidiu visitar Cuba de forma espontânea pela segunda vez como presidente do Brasil, ainda que minha saúde não garantisse que pudéssemos nos encontrar.
Antes, como ele mesmo disse, costumava visitar a ilha quase todos os anos. Fomos apresentados por ocasião do primeiro aniversário da revolução sandinista, na casa de Sergio Ramírez, então vice-presidente da Nicarágua. Gostaria de acrescentar que Ramírez de certa forma me enganou. Quando li seu livro "Castigo Divino", uma excelente narrativa, cheguei a acreditar que se tratasse de um caso real acontecido na Nicarágua, com todas as complicações legais que são comuns nas antigas colônias espanholas; mas ele me contou certo dia que a história era pura ficção.
Também me encontrei lá com Frei Betto, hoje crítico, mas não inimigo de Lula, e com o padre Ernesto Cardenal, militante sandinista de esquerda e atual adversário de Daniel (Ortega). Os dois escritores eram adeptos da Teologia da Libertação, uma corrente progressista na qual sempre vimos um grande passo para a união entre os revolucionários e os pobres, para além de suas filosofias e crenças, e ajustada às condições concretas de luta na América Latina e no Caribe.
Confesso, ainda assim, que via no padre Ernesto Cardenal, diferentemente de outros líderes da Nicarágua, uma estampa de sacrifício e privações semelhante à de um monge medieval. Ele era um verdadeiro protótipo de pureza. Deixo de lado outras pessoas menos conseqüentes que foram um dia revolucionário, até mesmo militante de extrema esquerda na América Central e outras áreas, e depois se bandearam de armas e bagagem para as fileiras do império, à procura de bem-estar e dinheiro.
O que a história mencionada acima tem a ver com Lula? Muito. Ele nunca foi de extrema esquerda, e tampouco ascendeu à posição de revolucionário com base em posições filosóficas. Era um operário de origem humilde e fé cristã, que trabalhou com afinco na criação de mais-valia para os outros. Karl Marx via nos operários os coveiros do sistema capitalista: "Proletários do mundo, uni-vos", ele conclamava. Marx arrazoava e demonstrava a situação com lógica irrebatível; expunha com gosto e humor o cinismo das mentiras empregadas para acusar os comunistas. Se as idéias de Marx eram justas então, quando tudo parecia depender de da luta de classes e do desenvolvimento das forças produtivas, da ciência e da técnica, que daria sustentação à criação de bens indispensáveis à satisfação das necessidades humanas, hoje existem fatores absolutamente novos que confirmam que ele estava certo, e ao mesmo tempo se opõem aos seus nobres objetivos.
Surgiram novas necessidades que podem frustrar o objetivo de uma sociedade sem exploradores nem explorados. Entre essas novas necessidades está a sobrevivência humana. Ninguém sabia das alterações climáticas, na era de Marx. Engels e ele sabiam bem que um dia o sol se apagaria depois de consumir toda sua matéria. Poucos anos depois do Manifesto nasceram outros homens que se aprofundariam no campo da ciência e nos conhecimentos das leis químicas, físicas e biológicas que regem o universo, então desconhecidas. E em mãos de quem estariam esses conhecimentos? Ainda que eles continuem a ser desenvolvidos, e superem, e contradigam e neguem parcialmente às teorias vigentes, os novos conhecimentos não estão nas mãos dos povos pobres, que hoje respondem por três quartos da população mundial. Estão em mãos de um grupo privilegiado de potências capitalistas ricas e desenvolvidas, associadas ao mais poderoso império que já existiu construído sobre a base de uma economia globalizada e regida pelas leis do capitalismo que Marx descreveu e analisou a fundo.
Hoje, porque a humanidade está sofrendo essas realidades em virtude da dialética dos acontecimentos, precisamos fazer frente a esses perigos.
Como se comportou o processo de revolução em Cuba? Nossa imprensa escreveu muito sobre diferentes episódios dessa etapa, nas últimas semanas. As datas históricas são celebradas a cada cinco ou 10 anos. Isso é justo, mas devemos evitar que, em meio à soma de tantos textos publicados por tantos veículos de acordo com seus critérios, se perca de vista o contexto do desenvolvimento histórico de nossa revolução, apesar dos magníficos esforços dos analistas de que dispomos.
Para mim, unidade significa compartilhar do combate, dos riscos, dos sacrifícios, objetivos idéias, conceitos e estratégias, aos quais chegamos por meio do debate e da análise. Unidade significa a luta comum contra os entreguistas, os vendedores da pátria, os corruptos, que nada têm a ver com um militante revolucionário. A essa unidade em torno da idéia de independência e de combate ao império que avança contra os povos da América é que sempre me referi. Alguns dias atrás voltei a ler a respeito quando o 'Granma' publicou, nas vésperas de nossas eleições, e o 'Juventud Rebelde' reproduziu em fac-símile, meu texto manuscrito sobre a idéia.
A velha idéia pré-revolucionária de unidade nada tem a ver com o conceito de que falo, pois em nosso país não existem hoje organizações políticas buscando o poder. Devemos evitar que, no enorme mar dos critérios táticos, as linhas estratégicas se diluam e imaginemos situações inexistentes.
Em um país sob intervenção dos Estados Unidos, em meio à sua luta pela independência como última colônia espanhola em companhia do irmão Porto Rico -'um pássaro de duas asas'-, os sentimentos nacionais eram muito profundos.
Os produtores reais de açúcar, que eram escravos recém-libertados e camponeses, muitos dos quais combatentes do exército de libertação convertidos em meeiros ou totalmente desprovidos de terras, se viam lançados ao corte da cana em grandes latifúndios criados por empresas norte-americanas ou proprietários rurais cubanos que herdavam, compravam ou roubavam terra. Esses trabalhadores eram matéria-prima propícia para as idéias revolucionárias.
Julio Antonio Mella, fundador do Partido Comunista em companhia de Balino -que conheceu José Martí e com ele criou o partido que conduziria à independência de Cuba- tomou a bandeira, somou a ela o entusiasmo que emergia da revolução soviética e deu por essa causa sua vida de jovem intelectual conquistado pelas idéias revolucionárias. O sangue comunista de Jesús Menéndez se somou ao de Mella, 18 anos mais tarde.
Nós, adolescentes e jovens alunos de colégios particulares, nunca ouvíramos falar de Mella. Nossa procedência de classe ou grupo social com maior renda que o restante da população nos condenava, como seres humanos, a sermos a parte egoísta e exploradora da sociedade.
Tive o privilégio de chegar à revolução pelas idéias, e de assim escapar ao tedioso destino ao qual a vida me estava conduzindo. Expliquei os motivos em outros momentos. Agora os recordo apenas no contexto daquilo que estou escrevendo.
O ódio a Batista por sua repressão e seus crimes era tão grande que ninguém reparou nas idéias que expressei em minha defesa diante do tribunal de Santiago de Cuba, entre as quais incluí um livro de Lênin impresso na União Soviética-proveniente dos créditos de que eu desfrutava na livraria do Partido Socialista Popular de Carlos III, em Havana. O livro foi encontrado entre os pertences confiscados aos combatentes 'Quem não lê Lênin é ignorante', eu provoquei em meio ao interrogatório do julgamento, quando os promotores exibiram o livro como prova da acusação. Eu continuei sendo julgado em companhia dos demais prisioneiros sobreviventes.
Será difícil compreender o que afirmo sem levar em conta que, no momento que atacamos o quartel de Moncada, em 26 de julho de 1953, uma ação que surgiu depois de esforços de organização de mais de um ano para os quais contamos apenas com nossos recursos, prevalecia na União Soviética à política de Stálin, que havia morrido repentinamente alguns meses antes. Era um militante honesto e consagrado que mais tarde cometeu erros graves que o conduziram a posições sumamente conservadoras e cautelosas. Se uma revolução como a nossa tivesse obtido sucesso naquela era, a URSS não teria feito por Cuba o que viria a fazer uma direção soviética posterior, liberta dos métodos obscuros e tortuosos e entusiasmada com a revolução socialista que eclodiu em nosso país. Isso eu compreendi bem, apesar das críticas justas que fiz a Khruschev posteriormente, por motivos sobejamente conhecidos.
A URSS tinha o mais poderoso exército entre todos os combatentes na Segunda Guerra Mundial, mas sua liderança havia sido expurgada e as tropas estavam desmobilizadas. O líder do país subestimou as ameaças e as teorias belicosas de Hitler. Da capital japonesa, um importante e prestigioso agente soviético havia anunciado a iminência do ataque, em 22 de junho de 1941. Mas o país não estava em alerta de combate e foi apanhado de surpresa. Havia muitos oficiais de licença. Muitos dos líderes mais experientes haviam sido substituídos; se estivessem presentes, e alertas, os nazistas teriam confrontado forças poderosas desde o primeiro em instante e não teriam destruído em terra a maior parte da aviação de combate soviética. Mas pior que os expurgos foi à surpresa. Os soldados soviéticos não se rendiam quando informados de que havia tanques inimigos em sua retaguarda, como foi o caso com os exércitos da Europa capitalista. Nos momentos mais críticos, com temperaturas abaixo de zero, os patriotas siberianos faziam funcionar os tornos das fábricas de armas que o previdente Stálin havia transferido a regiões remotas do território soviético.
Segundo me contaram os dirigentes mesmos da URSS quando visitei aquele grande país em 1963, os combatentes revolucionários russos, experimentados em função da luta contra a intervenção estrangeira que enviou tropas ao país para combater a revolução bolchevique, deixando o país isolado e bloqueado posteriormente, haviam estabelecido relações e trocado experiências com oficiais alemães, de tradição militarista prussiana, humilhados pelo Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.
Os serviços de inteligência da SS produziram intrigas contra muitos oficiais que, em sua imensa maioria, eram leais à revolução. Movido por uma desconfiança que se tornou patológica, Stálin expurgou três dos cinco marechais, 13 dos 15 comandantes de exército, oito dos nove almirantes, 50 dos 57 comandantes de corpos de exército, 154 dos 186 generais de divisão, 100% dos comissários de exército e 25 dos 28 comissários de corpo de exército da União Soviética, nos anos que antecederam a Grande Guerra Patriótica.
Esses graves erros custaram à URSS imensa destruição e mais de 20 milhões de vidas -27 milhões, segundo alguns.
Em 1943, a última ofensiva de primavera dos nazistas foi lançada, com atraso, contra o famoso e tentador saliente de Kursk. Os alemães tinham 900 mil soldados, 2,7 mil tanques e dois mil aviões. Os soviéticos, conhecedores da psicologia inimiga, montaram uma armadilha para aguardar o ataque, empregando 1,2 milhão de soldados, 3,3 mil tanques. 2,4 mil aviões e 20 mil peças de artilharia. Comandados por Zhukov e por Stálin mesmo, eles destroçaram a última ofensiva de Hitler.
Em 1945, os soldados soviéticos avançaram sem que nada os pudesse deter e chegaram ao topo da sede do governo alemão em Berlim, onde içaram a bandeira vermelha, tinta do sangue de tantos mortos.
Observo por um momento a gravata vermelha de Lula e perguntou se foi presente de Chávez. Ele sorri e responde que vai enviar algumas camisas ao colega, porque ele se queixa de que o colarinho das suas é duro demais. 'Vou comprar camisas de presente para ele na Bahia', diz Lula.
Ele me pediu algumas das fotos que tirei.
Quando comentou que estava muito impressionado com minha saúde, eu respondi que me dedicava a pensar e escrever. Nunca pensei tanto, em minha vida. Contei que, depois de encerrar minha visita a Córdoba, Argentina, onde participei de uma reunião com numerosos líderes, entre os quais ele, havia regressado e participado de dois atos pelo aniversário do 26 de julho. Contei que estava revisando o livro de Ramonet, e respondido todas as suas perguntas, mas sem muito entusiasmo. Acreditei que fosse algo de bem rápido, como as entrevistas com Frei Betto e Tomás Borge. Mas logo fiquei escravizado ao livro do escritor francês, que estava a ponto de ser publicado sem revisão minha e com parte das respostas tomadas de maneira improvisada. Naqueles dias, quase não dormi.
Quando adoeci gravemente, na noite de 26 e madrugada de 27 de julho, pensei que o fim havia chegado, e enquanto os médicos lutavam por minha vida o chefe de gabinete do Conselho de Estado lia o texto, por exigência minha, e ditava as devidas correções.
*Folha de S. Paulo http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u366721.shtml

“É ótimo que Fidel Castro ainda viva, pois ler seus manuscritos sempre é uma verdadeira aula de história e de profundo conhecimento da conjuntura mundial.
Fidel é um legado que ficara para sempre na memória da humanidade, embora os imperialistas queiram o seu fim o mais rápido. Mesmo vindo a faltar devido a sua saúde debilitada Fidel como tantos outros revolucionários está perpetuado como grande personalidade mundial.
Seus atos heróicos frente à Revolução Cubana, bem como sua manutenção por mais de meio século apesar do criminoso embargo político e econômico impostos pela tão festejada “democracia estadunidense” o credencia para tal”. Itamar Santos

ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 25 de janeiro de 2008.

Transporte Público.

O transporte individual é apontado pelos especialistas como o grande vilão do aquecimento global e propõe investimento em transporte público de qualidade como uma das maneiras mais eficientes para diminuir o efeito estufa.
Mas como? Temos carro porque o transporte coletivo é de péssima qualidade e muito caro que só enriquece as empresas concessionárias desse serviço que deveria ser totalmente público.
É, mas se quisermos respirar por mais alguns anos devemos iniciar a mudar os nossos conceitos sobre como devemos nos locomover. O aquecimento da nossa atmosfera tem servido para promover os agrocombustíveis ou para justificar as campanhas de “responsabilidade social” de bancos e de transnacionais que degradam a fotografia natural do Brasil com a produção desmedida de verdadeiros desertos verdes para sustentar o modo consumista de vida no capitalista.
Um dos grandes ícones desse status social é o carro que na maioria das vezes transporta um só ocupante, transformando-se em um transporte individual. Somente na cidade de São Paulo a frota deses veículos é de aproximadamente 6 milhões de unidades que engarrafam e poluem o nosso ar para transportar somente uma pessoa sendo responsáveis por 74% do gás carbônico emito pelo setor de transporte, ou seja, caminhões, ônibus e motos, juntos poluem muito menos e nas devidas proporções são mais úteis.
As fábricas de poluição criam os carros nos mais variados modelos, cores e potência geometricamente desproporcional com as condições das estradas e das cidades brasileiras e se todos os adultos tiverem como comprar um veículo, ninguém mais saíria do lugar, ou seja, o transporte individual só existe porque há desigualdade social.
Por ser um sistema irracional, o transporte individual matam nas estradas brasileiras milhares de pessoas por ano vitimas de acidentes no transito, sem contarmos os que ficam deficientes ou feridos proporcionando um dos maiores gastos do SUS e da Previdência Social.
A solução para essa catástrofe ambiental em que vivemos é substituir o sistema de transporte individual pelo transporte coletivo e público de qualidade. Não será necessária a construção de trens balas, mas a criação de uma rede ferroviária e de metrôs que diminuam as distancias para que as pessoas possam se locomover decentemente.
Além da criação de uma malha ferroviária nas mais diversas localidades do país o poder público pode e deve investir nas hidrovias aproveitando o vasto manancial hídrico existente. O transporte ferroviário e naval são de custo baixo, confortáveis, seguro e menos poluentes como os carros.
Isso significa que os Governos brasileiros deveram determinar que a indústria automobilista se adaptasse a esse novo sistema de transporte produzindo trens ao invés de carros. Para quem inventa um novo modelo a cada semestre pode se adaptar rapidamente para produzir excelentes trens para transportar os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Você já pensou em ir de trem de Viamão a Porto Alegre em 10 minutos ou ir ate Cidreira em meia hora.
Até que isso ocorra podemos dar uma forcinha andando a pé ou de bicicleta. O que você acha?
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 25 de janeiro de 2008.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Aquecimento Glogal

O nosso fim será em um diluvio, como nos relatos biblicos?
Coisas estranhas estão acontecendo: doenças antes erradicadas estão matando centenas de pessoas; dengue, febre amarela, chagas, malaria, entre outras. Doenças típicas do descontrole ambiental provocadas pelo desmatamento indiscriminado, pela poluição dos rios e mares, pela autorizada ganância pelo lucro.
Grandes empresas, na maioria multinacional monopolistas, têm a capacidade de se passarem para sociedade como grandes defensoras do meio ambientes através de pesas publicitárias auto intituladas como preocupadas com a solução da devastação da Amazônia ou na emissão de carbono na atmosfera. Entre essas empresas encontramos bancos e revendedoras de derivados de petróleo, empresas essas que mais lucram com a contaminação do meio ambiente.
Estudos divulgados em 2007 pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão ligado a ONU, não são nada animadoras com o possível aquecimento atmosférico que poderá variar de 1,8ºC a 4ºC para mais acarretará conseqüências altamente danosas para o planeta. Isso se deve a queima de combustíveis fosseis desde o inicio da era industrial a mais de dois séculos.
A discussão sobre o tema leva a uma polemica: de quem será a culpa? Todos estudiosos entende que toda essa degradação é culpa da ação humana sobre a terra, a mais lógica é aquela que aponta como a grande culpada pela catástrofe atual é a vida social imposta pela visão capitalista baseada na extensão e na acumulação infinita do capital através do lucro, num modo de consumo irracional e insustentável, ou seja, os grandes culpados desse descontrole que gera doenças e catástrofes naturais como os tsunamis são as elites do ocidente que exploram a todo custo os recursos naturais dos paises do chamado 3° mundo, leia-se ai, África, Américas Central e Latina e os países do Oriente Médio.
Para sustentar o conforto dos Norte Americanos, Canadenses e Europeus nosso sob-solo é explorado indiscriminadamente onde nossas fontes energéticas são exportadas a preços baixos para permanecer a aquecer os lares dos ricos ianques/europeus, nossas terras são “compradas” a troco de bananas para serem devastadas pelas multinacionais para ali plantarem cana-de-açúcar para produzir etanol ou alguma oleaginosa que será transformada em biodissel.
Na hipócrita ânsia de manter suas benesses os capitalistas investem pesado nas chamadas energias não poluentes, os agrocombustiveis, saída esta questionada pela própria ONU, em relatório realizado pela secretaria de Agricultura e Alimentação (FAO) onde conclui que a produção indiscriminada desses produtos para uso exclusivo na produção de combustíveis terá como conseqüência a alta nos preços dos alimentos e o aumento da fome no mundo, alem de não eliminar a emissão de gases poluentes na atmosfera.
A solução mais importante para resolver esse problema provocado pela ganância de poucos “humanos” tem que ser radical reduzindo as emissões de gases que provocam o efeito estufa, interrromper o desmatamentos na Amazônia aplicando uma política de recuperação das atuais áreas devastadas e de criminalização dos devastadores, devemos desde já mudar o sistema irracional de transporte baseado no carro individual e terrestre que são a garantia de lucros altíssimos para as indústrias automotivas, de combustíveis e seus derivados; por transportes menos poluentes e coletivos como o trem, o avião, o navio e por bicicletas; substituir a publicidade indutora do consumo obsessivo de produtos inúteis por uma publicidade verdadeiramente comprometida por um consumo sustentável.
Pode isso ser uma utopia, mas se mudarmos o modo como agimos poderemos inverter ou estancar o aquecimento global. Depende de querermos viver mais e melhor ou permanecermos dependentes desse sistema que nos levará a nossa destruição e de nossos descendentes.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 24 de janeiro de 2008.

Telenovela e Politica

Duas Caras para um só discurso.
Por Gabriel Priolli em 22/1/2008*
O ex-presidente da Radiobrás Eugenio Bucci, arguto pensador da mídia, já observou que a telenovela revela mais do Brasil do que o telejornalismo. Enquanto este enfrenta uma enorme multiplicidade de fatos, está sujeito a toda sorte de pressões e utilizam técnicas de abordagem que privilegiam a frieza de análise, o distanciamento crítico e a isenção possível, aquela opera no registro oposto. Seleciona aspectos da vida social e trata deles de forma apaixonada, visceral, pelas ações e conflitos de um grupo de personagens. É dessa forma que o Brasil real emerge, com mais clareza, do microcosmo pulsante dos folhetins do que do caos entorpecente do noticiário.
Bucci refere-se à telenovela em geral, ou àquela que busca realismo em suas tramas, mas visa particularmente à novela das 9 da Rede Globo, ainda hoje, como há quase 40 anos, o principal produto da televisão brasileira pelo volume de audiência, faturamento comercial e importância na estrutura da programação. Se a sua tese é correta, como parece, é muito preocupante o retrato do Brasil que nos oferece o título atual em exibição no horário, Duas Caras. Delineia-se ali um perfil de regressão geral no debate democrático e de fortalecimento do "pensamento único", ou do pensamento conservador que a máquina coordenada da mídia quer fazer passar por verdade universal.
O esfacelamento da diversidade no jornalismo é fato notório, desde que os grandes veículos deixaram de ter em seus quadros gente das mais variadas tendências ideológicas, preferindo dar espaço a uma infinidade de vozes que, com raríssimas exceções, apenas ecoam o pensamento liberal e fazem proselitismo de seu ideário, em absoluta sintonia com a perspectiva patronal. Agora se percebe que os colunistas de política e economia, os editorialistas, os articulistas amigos e demais zeladores do pensamento único ganharam a companhia dos autores de telenovelas. Ou, ao menos de um peso-pesado entre eles, o consagrado Aguinaldo Silva, regente da orquestra de redatores de Duas Caras.
Acusação oportunista
Antigo militante do progressismo, editor do primeiro jornal voltado à defesa dos homossexuais no Brasil (Lampião da Esquina, anos 1970), Aguinaldo Silva é agora o patrono de uma verdadeira ode ao conservadorismo, entoada ao público em capítulos diários. O tratamento que vem dando a alguns conflitos seriíssimos do cotidiano carioca, foco de sua novela, está carente de equilíbrio e longe de permitir ao telespectador um julgamento isento do que lhe é oferecido. Algumas situações e personagens são construídos por uma ótica muito restrita, totalmente discutível, que não por acaso é a mesma com a qual são pautados os produtos jornalísticos da grande imprensa, em geral.
Nos últimos dias, uma parte importante da trama gira em torno de uma acusação de racismo ao reitor Francisco Macieira (José Wilker), recém-entronizado no comando de uma instituição particular de ensino, a Universidade Pessoa de Moraes. Figura de proa na esquerda revolucionária exilou-se em Paris durante a ditadura militar e lá permaneceu depois da redemocratização do país, trabalhando como professor, até encontrar a proprietária da universidade, iniciar um romance com ela e receber o convite para voltar ao Brasil.
Macieira chega à UPM como um demiurgo da modernidade, um reformador avançado. Rapidamente entra em conflito com os professores da casa, retratados como um bando de preguiçosos corporativistas, que só querem manter privilégios, trabalhar pouco e ganhar muito. Da mesma forma, conflitam com parte dos estudantes, apresentados como marionetes dos professores espertalhões, agitadores inconseqüentes, que só querem atrapalhar a vida da universidade. Um desses estudantes – um rapaz negro com o ariano nome de Rudolf Stenzel (Diogo Almeida), sugerindo ser um órfão criado por família estrangeira, portanto um privilegiado que não deveria se queixar da boa sorte que teve na vida – tenta colocar os colegas contra o reitor "porque ele foi imposto", não foi eleito em consulta democrática.
Rudolf inscreve-se num curso de verão de Macieira, mas falta sistematicamente às aulas. No dia em que resolve aparecer na classe, o reitor ironiza a sua presença, perguntando se ele é algum zumbi, um ser errático que surge das sombras. Oportunista inescrupuloso, o rapaz distorce a acepção em que termo zumbi foi usado, enxerga nele um sentido pejorativo e acusa o reitor formalmente de racismo, dando queixa à polícia. O caso explode na mídia e Macieira está às voltas com uma grande dor de cabeça.
Destrambelhados de terceiro grau
O problema dessa história está na diferença de tratamento. Enquanto Macieira tem todas as condições para afirmar o seu discurso, justificar suas ações delinear-se como um personagem coerente, Rudolf é pouco mais que um figurante. Personagem unidimensional – como, de resto, são os seus professores –, não se sabe ou se ouve dele nada além da sua obstinação em protestar, criar caso, arrumar problemas sem razão objetiva. No episódio em questão, a sua má-fé é clara e, obviamente, suscita toda simpatia do telespectador ao seu oponente. Mas Rudolf não é apenas o "aluno-problema", como o site da novela no portal Globo.com o define. Ele representa um estereótipo abertamente negativo do estudante engajado, que é desqualificado como inconseqüente intransigente e desonesto.
Esse estereótipo começou a ser construído há algumas semanas, quando Aguinaldo Silva concebeu uma invasão estudantil à UPM, em protesto contra as mensalidades cobradas aos alunos. Inspirando-se nas ocupações do ano passado na USP, Unicamp e PUC-SP, o autor e sua equipe reproduziram o mesmo discurso da grande imprensa naqueles episódios: o de que os estudantes mobilizados são radicais, não têm uma postura construtiva e são baderneiros, depredadores do patrimônio alheio. Ainda que os casos de vandalismo tenham sido marginais nos movimentos universitários citados, foram apresentados com grande estardalhaço, como se sintetizassem a postura estudantil. Duas Caras embarcou nesse clima e providenciou o seu próprio grupo de destrambelhados de terceiro grau. Fez o estrago que desejava. Outro dia, um dirigente estudantil comentou na Unicamp que, "depois da novela, ficou impossível convencer a minha mãe que a política estudantil não é aquela baderna apresentada". Agora, tempos depois da invasão, os estudantes politizados da novela não são mais apenas baderneiros. São também mentirosos, ardilosos, desonestos.
Legítima defesa
Se Duas Caras ataca a organização estudantil e apresenta como modelo de comportamento a obediência bovina, acrítica e despolitizada dos "bons alunos" da Universidade Pessoa de Moraes, o tratamento que dá à favela da Portelinha não é muito melhor. Todos sabem que, em qualquer grande favela brasileira, do Rio de Janeiro ou alhures, o crime (em geral, o tráfico de drogas) tem um grande poder político, derivado de sua força militar e do intenso assistencialismo que promove. Tanto os "chefes de morro" quanto seus subordinados são, inequivocamente, bandidos e dessa forma são percebidos por toda a comunidade, ainda que as eventuais bondades que distribuam sejam apreciadas e usufruídas. Com absoluta certeza, qualquer morador de favela preferia se ver livre deles, se tivesse a mínima chance de obter isso.
Na favela da Portelinha, entretanto, a ambigüidade é total. O chefão Juvenal Antena (Antonio Fagundes) não é traficante nem bandido, assim como todos os seus fiéis soldados. É apenas dirigente da associação de moradores local, que toca com mão-de-ferro e democracia zero, que não impedem o povo de considerá-lo um herói.
Impossível saber como Juvenal conseguiu o milagre de, durante muitos anos, manter o crime longe de sua comunidade, sem apoio do Estado ou das milícias paramilitares que vendem segurança, e também sem usar qualquer tipo de arma.
Apenas recentemente, quando um grupo de traficantes tentou invadir a Portelinha, os moradores souberam que Juvenal estocava um verdadeiro arsenal de guerra, incluindo bazuca, de procedência ignorada. Foi o que lhes permitiu rechaçar os invasores, num combate apresentado como muito honroso travado em legítima defesa, como se os dois lados em conflito não estivessem na ilegalidade do porte e uso de armas privativas das Forças Armadas.
De braçada
Na moral ambígua de Duas Caras, em suma, a turma do bem pode transgredir a lei sem problemas, se for para combater a turma do mal. Estudantes que dissentem da orientação da universidade são radicais perniciosos, portanto formam na turma do mal. Professores idem, eles que são vagabundos e manipuladores. E um fascistóide explícito como Juvenal Antena, ainda que contestado em suas práticas antidemocráticas pelo pupilo Evilásio Caó (Lázaro Ramos), segue firme e forte na turma do bem, com direito a namorar a maior beldade da trama, a disputada Alzira (Flávia Alessandra).
OK, tudo isso é novela e não se pode levá-la tão a sério, dirão os que discordam da tese de Eugênio Bucci. Há que se conceder descontos ao autor, para que a trama possa funcionar como folhetim e a telenovela cumpra o seu papel de impelir a indústria televisiva. Mas é a própria TV Globo que se ufana do compromisso de suas novelas com a realidade brasileira, sempre exaltada em seu discurso institucional e em sua publicidade. Se for assim, suas novelas podem e devem ser levadas a sério, e criticadas com rigor no discurso que enunciam.
Anos atrás, na mesma TV Globo, O Rei do Gado de Benedito Ruy Barbosa deu grande contribuição para uma visão menos estereotipada dos trabalhadores sem-terra e suas ações. Duas Caras, ao contrário, nada de braçada no preconceito. Dificilmente será lembrada no futuro, pelo que fez ao avanço da democracia no Brasil.
*Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=469TVQ001
Yuri Soares Franco
Estudante de História da UnB
Grupo Reconstruindo o Cotidiano
www.reconstruindoocotidiano.blogspot.com

Viamão,24 de janeiro de 2008

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O Consultor

Por Jeferson Miola *
A personalização da política e a responsabilização individual nos processos políticos não são recursos úteis para a compreensão histórica dos acontecimentos. Acabam produzindo a demonização dos sujeitos políticos e operando a mistificação estalinista dos personagens.
É comum a tentação de personalizar em José Dirceu a responsabilidade exclusiva pelos erros cometidos pela antiga direção do PT, porque ele personifica em si a crise enfrentada pelo PT. José Dirceu se tornou uma espécie de caricatura da crise, a fisionomia mais identificável da corrosão ética e ideológica de alguns integrantes do PT. E o próprio José Dirceu alimenta tal fantasia personalizadora com indisfarçável satisfação: se gaba sempre que assinalada sua influência, seu prestígio, luxo e poder.
Mais do que um personagem auto-referente, José Dirceu é, no entanto, a expressão coletiva de uma corrente de pensamento no interior do PT que, sendo maioria nos últimos anos, impôs ao partido um padrão programático e ideológico distinto daquele que fundamentou sua criação nos anos 1980.
De maneira monolítica, produziram mudanças profundas no discurso, na prática e no programa do PT, especialmente após 1994, com a segunda derrota eleitoral de Lula. Fizeram com que o PT, com raras exceções - a seção do Rio Grande do Sul foi uma delas, convergisse ao centro do espectro ideológico e se mantivesse discretamente distante dos movimentos sociais e dos símbolos e valores identificados com uma esquerda autêntica.
Os fatos de 2005 demonstraram que os ganhos imediatistas almejados com a conversão do PT causaram e continuarão causando prejuízos no longo prazo. Ironicamente, essa política gerou a maior desgraça do PT, e não sua redenção. Sabemos hoje que a crise do PT, cujo comprometimento ético é conseqüência da deformação programática, é a crise do abandono dos pressupostos do PT, é a crise do distanciamento dos valores e ideais que lhe deram origem.
Ninguém conhecia a conduta de alguns dirigentes que agiam em nome próprio e sem o conhecimento das instâncias partidárias. Os implicados, todos eles sintomaticamente identificados com tal conversão do PT, não deveriam continuar usando a condição de maioria interna para bloquear o julgamento justo e a punição dos que fizeram o que fizeram. Agindo assim, até poderão proteger-se circunstancialmente, mas continuarão enfraquecendo e fragilizando o conjunto do PT, pois, enquanto os responsáveis não forem punidos, todos os petistas continuarão sendo considerados cúmplices ou culpados pelos erros de meia dúzia que agiu por conta própria.
Visto por essa ótica, é muito grave a entrevista de José Dirceu à revista Piauí, posando de consultor e atacando o PT gaúcho e a esquerda partidária com insinuações levianas. Em lugar de esclarecimentos e autocrítica, ele preferiu agredir com a arrogância que é típica de quem costuma confundir uma malta social com organização política.
Até é compreensível que tenha dito o que disse. Afinal de contas, freqüentando o universo glamouroso e opulento das consultorias e dos negócios, parece ter internalizado a regra do vale-tudo. Nesse caso, o compromisso com a verdade e a lealdade com a esquerda não passam de fetiches. Também postos à venda”.
*Ex-coordenador do 5º Fórum Social Mundial e filiado ao PT desde 1981
Miola, inteligentemente sintetiza a angustia de milhares de militantes do PT que estão à esquerda da cúpula e da maioria partidária. Estes militantes lutam para resgatar o PT das origens que anseia por uma sociedade justa, fraterna a onde não haja explorados, nem exploradores.
Eu estou incluído entre estes que lutam por um PT que transformará o Brasil em país onde a terra será distribuída para todos que dela necessitam, a saúde e a educação serão realmente publica e todos os trabalhadores terão trabalho digno para viver e conviver realmente em uma sociedade socialista.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 21 de janeiro de 2008.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Fidel Vive!!!!

Já ouvi em vários locais, e principalmente na mídia capitalista, de que o Fidel estaria revendo o socialismo. Bem, segundo esta tradução não é bem isto.
A luta por uma viva digna e justa para todos os povos é constante e diária.
Portanto a mensagem do grande Fidel Castro, traduzida abaixo, nos faz mais fortes para enfrentarmos essa luta.
Lembrando que este ano temos uma tarefa fundamental para o fortalecimento da Luta de Solidariedade a Cuba, participando da: XIV Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, nos dias 22, 23 e 24 de Maio de 2008 na cidade do Rio de Janeiro.
Itamar Santos.
Viamão 16 de janeiro de 2008.


Mensagem de Fidel à Assembléia Nacional
(Traduzido pela Equipe de Serviços de Tradutores e Intérpretes do Conselho de Estado
— ESTI).

Caro companheiro Alarcón:
Peço-te que ao começares a sessão da manhã, leias a mensagem seguinte para a Assembléia Nacional.
Um forte abraço.
Fidel Castro Ruz
27 de Dezembro de 2007
20h: 40
Companheiros da Assembléia Nacional:
O vosso trabalho é muito duro. Perante as necessidades acumuladas e crescentes que a nossa sociedade herdou da neocolónia ianque em 1 de Janeiro de 1959, muitos sonhávamos criar um país com justiça plena e independência total. Na luta árdua e desigual, chegou uma altura em que ficamos sozinhos.
Resulta legítimo o nosso orgulho quando estamos próximos de completar 50 anos da vitória, porque temos resistido durante quase meio século o império mais poderoso que foi criado na história. Na proclama que subscrevi a 31 de Julho de 2006, nenhum de vocês viu jamais nenhum acto de nepotismo nem usurpação das funções do Parlamento. Nesse ano difícil e ao mesmo tempo prometedor da Revolução, a unidade do povo, do Partido e do Estado era requisito essencial para continuar avante e encarar a ameaça declarada duma intervenção militar inimiga por parte dos Estados Unidos da América.
Na visita feita pelo companheiro Raúl, no passado dia 24 de Dezembro, a vários distritos do Município que me fez a honra de me postular como candidato ao Parlamento, constatou que todos os membros do grupo numeroso da candidatura da população que abrangia o distrito, que no passado fora famoso pela sua combatividade, ainda que de muito baixa escolaridade, eram formados de alto nível, o que lhe emocionou profundamente, como ele próprio narrou à nossa televisão.
Os quadros do Partido, do Estado, do Governo e as organizações de massas se enfrentam a novos problemas, no seu tratamento com o povo inteligente, observador e culto, que detesta os entraves burocráticos e as explicações mecânicas. No fundo, cada cidadão leva a cabo a sua própria batalha contra a tendência inata do ser humano a seguir o instinto de sobrevivência, uma lei natural que rege a vida.
Todos nascemos marcados pelo instinto que a ciência define como algo elementar. Chocar com ela é bom porque nos leva à dialéctica e à luta constante e desinteressada; torna-nos mais martianos e verdadeiros comunistas.
O que mais tem salientado a imprensa internacional sobre Cuba nos últimos dias, foi a frase em que expressei, a 17 deste mês em carta ao Director da Mesa Redonda da televisão cubana, que não sou uma pessoa aferrada ao poder. Posso acrescentar que o fui num tempo por excesso de juventude e escassez de consciência, quando sem preceptor algum ia saindo da minha ignorância política e me tornei um socialista utópico. Era uma etapa em que acreditava conhecer o que devia ser feito, e desejava poder fazê-lo! O quê me fez mudar? A própria vida, na medida em que aprofundava no pensamento de Martí e dos clássicos do socialismo. Enquanto mais lutava, mais me identificava com esses objectivos e muito antes da vitória pensava já que o meu dever era lutar por eles ou morrer no combate.
Por outro lado, sobre nós se cernem grandes perigos que ameaçam a espécie humana. É uma coisa que se tornou cada vez mais evidente para mim desde que pela primeira vez previne no Rio de Janeiro que uma espécie estava em risco de desaparecer como conseqüência da destruição das suas condições naturais de vida, há mais de 15 anos, em Junho de 1992. Ultimamente, dia após dia, é cada vez maior o número dos que compreendem esse risco real.
Um livro recente de Joseph Stiglitz, que foi Vice-presidente do Banco Mundial e assessor econômico principal do presidente Clinton até ao ano 2001, Prémio Nobel e bestseller nos Estados Unidos da América, contribui com dados sobre o tema que são irrefutáveis. Denuncia que os Estados Unidos, país que não subscreveu o convénio de Quioto, é o maior emissor de dióxido de carbono, lançando cada ano ao espaço 6 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono que transtornam a atmosfera, sem a qual resulta impossível a vida. A isto se acrescenta a condição de ser o maior emissor de outros gases de efeito estufa.
Poucas pessoas conhecem estes dados. O próprio sistema econômico que impôs o esbanjamento insustentável de energia impede que esse livro de Stiglitz seja divulgado: sua magnífica edição limita-se a uns poucos milhares para garantir as ganâncias. É uma exigência do mercado sem o qual a empresa editora não poderia existir.
Actualmente sabe-se que a vida na terra tem sido protegida pela camada de ozónio, localizada no anel exterior entre 15 e 50 quilómetros de altura na zona conhecida como estratosfera, que serve de escudo ao planeta contra as radiações solares que podem ser daninhas. Há gases de efeito estufa que têm maior poder de aquecimento que o dióxido de carbono e ampliam o buraco da camada de ozónio sobre a Antártida, que cada primavera perde até 70 por cento do seu volume, um fenómeno provocado pelo homem que tem lugar progressivamente. Para poder ter uma idéia esclarecida, é suficiente salientar que a média de carbono perca pita emitida pelo mundo é de 4.37 toneladas métricas. No caso dos Estados Unidos a média é de 20.14, quase cinco vezes a mais. Na África é de 1.17, na Ásia e Oceânia, 2.87.
Resumindo, a camada de ozónio, protege a visão, a pele e a vida dos seres humanos das radiações ultravioletas e calóricas que afectam o sistema imunológico. Em condições extremas, se essa camada for destruída pelo homem, afectaria toda forma de vida no planeta.
Outros problemas alheios a nossa pátria, ou a outra qualquer em condições similares, nos ameaçam. Uma contra-revolução o vitoriosa seria horrível, pior do que a tragédia sofrida pela Indonésia. Sukarno, derrocado em 1967, foi um líder nacionalista que desde posições leais à Indonésia dirigiu as guerrilhas que lutaram contra os japoneses.
O General Suharto, que o derrocou, foi treinado pelos ocupantes japoneses. Finalizada a Segunda Guerra Mundial, a Holanda, aliada dos Estados Unidos, restabeleceu o seu domínio sobre aquele longínquo, extenso e populoso território. Suharto manobrou. Fez suas as bandeiras do imperialismo ianque. Levou a cabo um cruel genocídio. Hoje se sabe que cumprindo instruções da CIA, não só matou centenas de milhares, mas também prendeu um milhão de comunistas e privou-os junto dos seus descendentes, de toda propriedade e direitos; acumulou uma fortuna familiar de 40 mil milhões de dólares que segundo o valor actual dessa moeda seria equivalente a centenas de milhares de milhões pela entrega dos recursos naturais e do suor dos indonésios. Ocidente pagou. O texano Lyndon Johnson, sucessor de Kennedy, era o presidente dos Estados Unidos.
As notícias que chegaram hoje a respeito do acontecido no Paquistão são mais outro exemplo dos perigos que ameaçam a espécie: o conflito interno, num país que possui armas nucleares. Isso e conseqüência das políticas aventureiras e as guerras provocadas pelos Estados Unidos para se apoderar dos recursos naturais do mundo. Esse país, envolvido num conflito que não provocou, foi ameaçado com ser levado à idade de pedra.
As circunstâncias especiais que rodeiam o Paquistão influíram logo nos preços do petróleo e nas acções das bolsas de valores. Nenhum país ou região do mundo pode se liberar das conseqüências. Temos que estar preparados para tudo.
Nem um só dia da minha vida deixei de aprender alguma coisa.
Martí nos ensinou que “toda a glória do mundo cabe em um grão de milho”. Tenho dito e repetido muita vezes aquela verdadeira cátedra de ética contida em apenas 11 palavras.
Os Cinco Heróis cubanos prisioneiros do império são paradigmas que as novas gerações devem imitar.
Felizmente as condutas exemplares sempre se multiplicam na consciência dos povos, enquanto exista nossa espécie.
Estou certo de que muitos jovens cubanos, na sua luta contra o Gigante das Sete Léguas, fariam o mesmo. Tudo pode ser comprado com dinheiro menos a alma de um povo que jamais se colocou de joelhos.
Li o discurso breve e concreto de Raúl, o qual me enviou com antecedência. É preciso continuar a marcha sem nos deter um minuto. Alçarei minha mão junto à de vocês para o apoiar.
Fidel Castro Ruz
Dezembro 27 de 2007
20h:35

6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.
Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual
Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

A Igreja Matriz de Viamão.
Referência de um Povo.

As 10 estratégias de manipulação midiática, por Noam Chomsky

Neoliberalismo e Globalização. Saiba o que são!

Juizes e suas Mordomias! Isso o JN não mostra.

CHÊ

CHÊ
O Maior Revolucioário que já viveu!!!

Bandeira do nosso time.

Bandeira do nosso time.

Eu sou Gaúcho

Eu sou Gaúcho
Mas,bah! Tche!

fidel

fidel
Um Lider

Saramago disse:

Eu na Internet

Charges que falam por si!!!!

Charges que falam por si!!!!
Sarney

Ataque aos Trabalhadores I

Ataque aos Trabalhadores I
Bm usa cavalaria contra MST em São Gabriel.

Ataque aos Trabalhadores

Ataque aos Trabalhadores
Trabalhadores encurralados pela BM em São Gabriel.

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS
Marcas do tiro de calibre 12, arma da BM do Governo Yeda(PSDB,PMDB,PTB,PP,DEM) - Fotos do rsurgente-

Assassinato de São Gabriel

Assassinato de São Gabriel
Tiro a traição, da BM, mata trabalhador rural em São Gabriel.

A Guerra.

A Guerra.
BM usa armas de guerra contra MST em São Gabriel.

Paim prestigia ato em Viamão.

Paim prestigia ato em Viamão.
Paim observa discurso de Itamar Santos.

E o Congresso?

E o Congresso?
Sarney

Os Congressistas.

Os Congressistas.
Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

Paim em Viamão.
Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.