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  A grande mídia silencia perante os avanços da Mulher na  sociedade brasileira e  na produção científica que produz  vida de forma gratuita...

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Rio Grande do Sul

terça-feira, 3 de março de 2026

 

A grande mídia silencia perante os avanços da Mulher na

 sociedade brasileira e  na produção científica que produz

 vida de forma gratuita.

O silenciamento da grande mídia sobre as contribuições científicas das mulheres no Brasil contrasta fortemente com a realidade de um campo em que a presença feminina é majoritária na pós-graduação e produz ciência de altíssimo nível, frequentemente com recursos escassos e grande impacto social.

Mulheres cientistas brasileiras marcaram a história com contribuições fundamentais e continuam a liderar pesquisas inovadoras em diversas áreas. Nomes como Bertha Lutz, Elisa Frota Pessoa e Nise da Silveira abriram caminhos, enquanto pesquisadoras contemporâneas como Jaqueline Góes de Jesus (sequenciamento da COVID-19) e Alicia Kowaltowski (bioquímica) têm destaque internacional. Embora a representação feminina na pós-graduação chegue a 54%, elas ainda enfrentam desafios de equidade nas posições de liderança.



Principais Cientistas Brasileiras (Históricas e Atuais):

Bertha Lutz (1894-1976): Bióloga, zoóloga e líder feminista, fundamental no estudo de anfíbios.

Elisa Frota Pessoa (1921-2018): Pioneira da física no Brasil, fundadora do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

Nise da Silveira (1905-1999): Psiquiatra renomada que revolucionou o tratamento de saúde mental.

Graziela Maciel Barroso (1912-2003): Botânica, conhecida como a "primeira-dama da botânica no Brasil".

Enedina Alves Marques (1913-1981): Pioneira na engenharia, primeira mulher negra a se formar engenheira no Brasil.

Jaqueline Góes de Jesus: Biomédica, liderou o sequenciamento do genoma do vírus SARS-CoV-2 no Brasil.

Alicia Kowaltowski: Bioquímica de renome, premiada internacionalmente por pesquisas sobre mitocôndrias.

Nicole Oliveira: Reconhecida pela NASA como uma das astrônomas mais jovens do mundo, com descobertas de asteroides aos 12 anos.

Cenário Atual e Desafios:

Avanços: A presença feminina é forte, com 58% de mulheres bolsistas na CAPES e 54% das alunas de mestrado/doutorado sendo mulheres.

Barreiras: Mulheres ainda são minoria (cerca de 43%) entre professores de pós-graduação, evidenciando o "teto de vidro" na progressão de carreira.

Destaque recente: O Prêmio Carolina Martuscelli Bori, criado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), celebra pesquisadoras de destaque, como Nísia Trindade (ex-ministra da Saúde).

 

A partir de políticas públicas   promovidas pelo governo federal de Lula presidente.

 

O reconhecimento público e a visibilidade são tão cruciais quanto o financiamento. Por isso, é fundamental analisar como as políticas públicas federais, especialmente no atual governo, atuam para romper tanto o "teto de vidro" da carreira científica quanto o cerco do silêncio midiático.

 

O Papel das Políticas Públicas do Governo Federal no Fomento e Visibilidade

 

O governo do presidente Lula, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério da Saúde (MS) e de agências como o CNPq e a CAPES, tem implementado ações que visam não apenas corrigir desigualdades históricas, mas também dar protagonismo e visibilidade à produção científica feminina. A ciência brasileira é feita majoritariamente em universidades públicas, e o fortalecimento dessas instituições é a base de tudo.

 

Algumas iniciativas concretas que dialogam com a realidade:

 

1. Ações Afirmativas e Combate à Assimetria de Gênero

As políticas públicas recentes reconhecem que, embora as mulheres sejam a maioria na pós-graduação (54%), elas perdem espaço na progressão de carreira. Para enfrentar isso:

 

· Editais com Recorte de Gênero: O CNPq e o MCTI têm lançado chamadas públicas específicas para meninas e mulheres nas ciências exatas, engenharias e computação, áreas onde a presença feminina é historicamente menor. O objetivo é fomentar a pesquisa e criar redes de apoio, inspirando novas gerações, como a jovem astrônoma Nicole Oliveira.

· Bolsa-Produtividade e Parentalidade: Uma barreira crítica para cientistas mulheres é a maternidade. O CNPq implementou mudanças cruciais nas regras das bolsas de produtividade, considerando o período de licença-maternidade na avaliação do currículo. Antes, os meses dedicados aos cuidados primários eram um "buraco" na produção científica, penalizando as mães. Essa política visa equalizar as oportunidades de progressão, atacando diretamente o "teto de vidro" mencionado.

 

2. Reconhecimento e Premiação (Dando Visibilidade)

Para combater o silêncio, é preciso dar palco. O governo federal tem atuado em parceria com entidades científicas para dar luz a essas trajetórias:

 

· Prêmio "Carolina Martuscelli Bori" & "Nísia Trindade Lima": O prêmio da SBPC, que é um marco. É importante notar que a própria SBPC, maior sociedade científica do país, é presidida por uma mulher, a física Fernanda Sobral, e tem em sua liderança figuras que ocuparam e ocupam altos cargos públicos. A ex-ministra da Saúde e atual presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima (uma cientista social de carreira), é um símbolo máximo desse protagonismo. Sua trajetória à frente da Fiocruz e do Ministério da Saúde durante a reconstrução do país e o pós-pandemia é um exemplo de como a ciência feita por mulheres ocupa centros de poder e decisão.

· Protagonismo em Crises Nacionais: A cientista Jaqueline Góes de Jesus tornou-se um rosto público durante a pandemia justamente porque sua liderança no sequenciamento do vírus foi amplificada pelas ações de comunicação da ciência pública. Embora a grande mídia ainda seja falha, canais oficiais do governo e de instituições como a Fiocruz e o Butantan (liderado por Esper Kallás, mas com inúmeras pesquisadoras nos cargos de chefia) fizeram um esforço para mostrar quem estava na linha de frente.

 

3. Fortalecimento da Ciência Pública e Gratuita

 

A produção de conhecimento que "produz vida de forma gratuita" é a espinha dorsal do SUS (Sistema Único de Saúde) e das universidades públicas.

 

· Recomposição do Orçamento: Após anos de cortes severos, o governo federal iniciou um processo de recomposição do orçamento da Ciência e Tecnologia e das universidades federais. Isso permite que laboratórios funcionem e que pesquisas como as de Alicia Kowaltowski (bioquímica) sobre mitocôndrias, ou estudos agronômicos que derivam da obra de Graziela Barroso, continuem a ter impacto global.

· Programas de Iniciação Científica: A base da pirâmide é essencial. Programas como o PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) do CNPq são a porta de entrada para milhares de jovens cientistas, majoritariamente mulheres. É nesses programas que se forma a próxima Elisa Frota Pessoa ou Enedina Alves Marques.

 

Entre o Silêncio e a Resistência

 

A grande mídia corporativa, de fato, ignora ou sub-representação essa efervescência científica, preferindo pautas de entretenimento ou político-partidária. Ela raramente mostra os bastidores dos laboratórios ou as trajetórias inspiradoras das pesquisadoras por questões machistas óbvias que estruturalmente formam a sociedade em todos os setores.

Romper com essa cultura ideológica é urgente e permanente.

No entanto, o Estado brasileiro, através de políticas públicas coordenadas, tem um papel duplo e fundamental:

 

1. Fomentar a ciência: Garantindo que mulheres como Jaqueline, Alicia e as futuras Nises e Berthas tenham bolsas, infraestrutura e condições de pesquisar.

2. Promover a equidade: Criando mecanismos (como as regras de parentalidade) para que as cientistas possam romper o teto de vidro e chegar às posições de liderança que já ocupam na pós-graduação.

 

O reconhecimento de Nísia Trindade no prêmio da SBPC e sua posição como ministra não é um fato isolado. É o resultado de décadas de produção científica qualificada em instituições públicas e, agora, de um contexto político que valoriza essa trajetória e busca, através de políticas ativas, garantir que a história das cientistas brasileiras seja escrita com justiça e visibilidade, mesmo contra a corrente do silêncio midiático.

A falta de reconhecimento não é apenas o único problema enfrentado pela Mulher.

Ser solidário às Mulheres é o mínimo que um homem pode, mas com certeza não é o suficiente e combater o machismo, o racismo e o feminicídio e todos os preconceitos tem que ser uma pratica de cada homem mobilizando, lutando e legislando por LEIS que tenham punição exemplar aos criminosos assim como a regulamentação da Internet para que comentários em chats e redes sociais também sejam punidas com o mesmo peso de lei. E estes crimes tem que ser inafiançáveis, sem progressão de penas e penas exemplares como prisão perpétua devem ser aprovadas no Brasil.

Itamar Santos.

 

 


Romper os embargos dos EUA é

 necessário para a Paz.

 

Romper os embargos dos EUA é necessário para a Paz é um ponto central e extremamente relevante para se pensar uma alternativa real ao atual estado de coisas. A ideia de que romper com a lógica dos embargos e sanções unilaterais é fundamental para a paz mundial merece uma análise cuidadosa e honesta.

 

O Embargo como Arma de Guerra: Uma Análise Crítica

 

Ao apontar que os embargos, especialmente os liderados pelos EUA, não são ferramentas neutras de diplomacia é FUNDAMENTAL PARA A COMPREENSÃO da atual conjuntura mundial.

Eles são, na prática, armas de destruição em massa de populações civis, usadas para forçar mudanças de regime ou submissão política sem os custos políticos de uma invasão militar direta.

 

O caso do Irã é exemplar:

 

· Impacto Humanitário: As sanções dos EUA, reimpostas e intensificadas após a saída do acordo nuclear em 2018, impedem a importação de medicamentos, equipamentos médicos e alimentos básicos. Isso não afeta a Guarda Revolucionária ou os aiatolás; afeta uma criança com leucemia que não consegue acesso a remédios, um trabalhador que não consegue comprar pão, uma família que vive com hiperinflação.

· Estrangulamento Econômico: Ao cortar o Irã do sistema financeiro global (SWIFT) e impedir a venda de seu petróleo, os EUA condenam o país ao empobrecimento. O objetivo declarado é forçar o Irã a negociar com a "posição de força" americana. O objetivo real é a asfixia.

· Justificativa Moral: A narrativa é sempre a mesma: "as sanções são para impedir que o regime tenha armas nucleares" ou "para punir o terrorismo". Mas o efeito prático é o sofrimento coletivo de uma população que já vive sob uma ditadura teocrática. As sanções tornam-se um instrumento de punição coletiva, que é proibido pelo direito internacional humanitário.

 

Por que os Embargos São Incompatíveis com a Paz Mundial?

 

1. Geram Ódio e Extremismo: Quando uma população inteira é sufocada por potências estrangeiras, ela não se volta contra seu próprio governo com a mesma facilidade que os planejadores em Washington imaginam. A raiva é direcionada para o agressor externo. O regime iraniano usa as sanções como prova de que o Ocidente é o inimigo, consolidando seu próprio poder e justificando a repressão interna. As sanções, portanto, fortalecem os setores mais radicais e enfraquecem a oposição democrática e a sociedade civil que poderiam promover mudanças de dentro.

2. Violam a Soberania e o Direito à Autodeterminação: A paz mundial não pode ser construída sobre a imposição da vontade de um país ou um bloco sobre os outros. Quando os EUA dizem "ninguém pode comprar petróleo do Irã", estão ditando a política externa e econômica de todos os outros países do mundo. Isso não é diplomacia; é imperialismo. Países como China, Rússia e Índia, que desafiam essas sanções e continuam negociando com o Irã, estão, na verdade, defendendo um princípio mais fundamental: o de que as nações têm o direito de comerciar livremente e definir seus próprios destinos.

3. Criam as Condições para a Guerra: Um país encurralado, asfixiado e sem perspectivas é um país perigoso. A lógica do "cercado que se torna mais agressivo" é real. O Irã, vendo que a diplomacia (como no acordo nuclear de 2015) foi sabotada pelos EUA, conclui que a única linguagem que o Ocidente entende é a da força. Isso acelera a corrida armamentista e aumenta a probabilidade de um conflito aberto.

 

Romper com os Embargos: O Caminho para a Paz?

 

A proposta de "romper com os embargos dos EUA" não é ingênua; é uma estratégia política concreta que está em andamento.

 

· A Nova Ordem Multipolar: O que estamos vendo com a ascensão do BRICS (agora incluindo Irã, Arábia Saudita, Egito, Emirados e Etiópia) é exatamente isso: um esforço coordenado de países do "Sul Global" para criar alternativas ao sistema financeiro e comercial dominado pelo Ocidente. Eles estão construindo canais de comércio em moedas locais, sistemas de pagamento alternativos e parcerias estratégicas que ignoram as sanções americanas.

· O Princípio da Não Interferência: Países como China e Rússia (apesar de suas próprias contradições) operam com uma lógica diferente: a de que os negócios e a política externa não devem ser usados para mudar regimes alheios. Para eles, negociar com o Irã é negócio, não um endosso ao regime iraniano. Essa postura, embora pragmática e muitas vezes cínica, acaba por criar espaço para que países sancionados possam respirar.

 

Mas Há um Dilema: E os Direitos Humanos?

 

Aqui chegamos a um ponto complexo do nosso diálogo. Se defendemos o fim dos embargos como caminho para a paz, como lidamos com regimes que oprimem seus próprios povos?

 

· O Irã é uma teocracia que prende, tortura e executa opositores, que sufoca a luta das mulheres por liberdade (lembre-se de "Mulher, Vida, Liberdade"), que invade embaixadas e que financia grupos que também cometem atrocidades.

· Romper o embargo significa, na prática, dar mais fôlego econômico a esse regime. O dinheiro do petróleo que entrar não irá, necessariamente, para hospitais e escolas; irá para a Guarda Revolucionária, para mísseis e para o apoio ao Hezbollah e ao regime de Assad na Síria.

 

#Este é o grande dilema da geopolítica progressista:

 

1. De um lado, a luta contra o imperialismo e as armas de guerra econômicas dos EUA.

2. Do outro, a luta pela democracia e pelos direitos humanos dentro de países como o Irã.

 

Não existe uma resposta fácil. O que existe é a necessidade de uma análise dialética: apoiar a soberania dos povos contra a agressão imperialista, sem nunca deixar de criticar e combater as ditaduras locais que se beneficiam dessa mesma soberania para oprimir.

 

Por Um Novo Horizonte!

 

Enquanto humanistas ser radical é necessário: que a paz mundial exige o fim da hegemonia unipolar e do uso de embargos como arma. A construção dessa paz, no entanto, exige que a gente caminhe sobre uma linha muito tênue:

 

· Apoiar a ruptura com o sistema de sanções dos EUA como forma de quebrar o monopólio da violência econômica e permitir que países como o Irã possam se desenvolver sem asfixia externa.

· Manter a solidariedade incondicional com os povos que lutam por liberdade dentro desses países, reconhecendo que a luta contra o imperialismo e a luta contra a ditadura local são duas faces da mesma moeda: a luta pela autodeterminação real dos povos.

 

O caminho não é simples, mas a história nos mostra que a paz duradoura não se constrói com muros, sanções e bombas, mas com diálogo, comércio justo e respeito à soberania. Romper com os embargos é um primeiro passo para desarmar a máquina de guerra e permitir que outras vozes, que não as dos canhões, possam finalmente ser ouvidas.

#O desrespeito aos direitos humanos que também estão disseminados pelo planeta não sendo exclusivamente do Irã ou de povos muçulmanos devem ser equacionados integralmente e por acordos diplomáticos.

E o continente africano sofre muito com isso e assim como em gaza há um silêncio ensurdecedor.

 

Esta é uma contribuição fundamental para o diálogo que estamos construindo. Expandir o horizonte é necessária, lembrando que a luta por justiça não pode ser seletiva nem geograficamente limitada.

 

Uma das maiores hipocrisias do sistema internacional é quando a dor tem valor diferente dependendo de onde ocorre e de quem são as vítimas.

 

O Silêncio Estratificado: A Hierarquia do Sofrimento

 

Sobre Gaza e a África pairam um "silêncio ensurdecedor" que opera de forma sistemática.

 

1. Gaza: A Exceção que Confirma a Regra.

 

Quando Israel iniciou sua campanha em Gaza, o mundo ocidental reagiu de forma muito diferente do que reagiria se fosse outro contexto. As manifestações massivas nas ruas das capitais europeias e americanas foram respondidas com repressão policial em vários países (Alemanha, França, EUA). Parlamentares que criticaram Israel foram censurados. Universidades que permitiram acampamentos pró-Palestina foram acusadas de antissemitismo.

 

Por que?

 

· O peso da culpa histórica: A Europa, em particular, carrega o peso do Holocausto. Isso cria uma dinâmica onde criticar Israel é, para muitos, automaticamente associado a antissemitismo, paralisando a crítica legítima às políticas de um Estado.

· Poder geopolítico: Israel é um aliado estratégico fundamental dos EUA. Proteger Israel na ONU (com dezenas de vetos americanos) é uma prioridade de política externa americana, independentemente do governo.

 

O resultado é que, enquanto o mundo acompanha em tempo real a destruição de hospitais, escolas e a morte de dezenas de milhares de civis, a comunidade internacional se mostra incapaz de agir. As resoluções da ONU são vetadas. As palavras são muitas; as ações, nenhuma.

 

2. O Continente Africano: O Genocídio Silenciado

 

A África é um ponto ainda mais profundo. A África sofre com o que a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie chamou de "o perigo de uma história única"(O conceito central é um alerta sobre como a falta de diversidade narrativa molda preconceitos e limita nossa compreensão do mundo).

Quando a violência ocorre na África, ela é frequentemente tratada como "tribal", "endêmica" ou "parte da cultura local", raramente como uma crise política que exige intervenção internacional.

 

Alguns exemplos que confirmam esta análise:

 

A) República Democrática do Congo (RDC): O conflito mais mortal desde a Segunda Guerra Mundial

 

· Desde 1998, estima-se que mais de 5 milhões de pessoas tenham morrido no leste da RDC, a maioria por doenças e fome causadas pelo conflito.

· O envolvimento de Ruanda (apoiado por potências ocidentais) no saque de minerais como coltan, ouro e cassiterita (essenciais para nossos celulares e computadores) é um dos motores do conflito.

*ALERTA  aos países que possuem minérios tecnológicos porque podem serem invadidos a qualquer momento pelos  PAISES PIRATAS.

· Onde está a cobertura da imprensa internacional? Onde estão as resoluções urgentes do Conselho de Segurança? O silêncio é ensurdecedor porque as vítimas são negras, pobres e seus algozes são convenientes para o mercado global de tecnologia.

 

B) Sudão: A guerra que o mundo esqueceu

 

· Desde abril de 2023, o Sudão está mergulhado em uma guerra civil entre o exército regular (SAF) e as paramilitares Forças de Apoio Rápido (RSF).

· As atrocidades incluem limpeza étnica em Darfur (novamente), violência sexual em massa como arma de guerra, e mais de 8 milhões de deslocados.

· A fome já é uma realidade para milhões. A comunidade internacional? Distraída com Ucrânia e Gaza. As doações humanitárias são uma fração do necessário. Outro silêncio ensurdecedor.

 

C) Sahel: O terrorismo com rosto ocidental

 

· A região do Sahel (Mali, Burkina Faso, Níger) é devastada por grupos jihadistas. Mas esses grupos não surgiram do vácuo. Eles foram fortalecidos após a destruição da Líbia pela OTAN em 2011, que despejou armas e combatentes na região.

· As populações locais são massacradas por terroristas e, muitas vezes, também por exércitos locais que cometem abusos. Enquanto isso, potências ocidentais disputam influência na região pelos recursos urânio (fundamental para a energia nuclear francesa).

 

Por que Esse Silêncio?

 

A resposta que emerge da nossa conversa é estrutural:

 

1. Racismo Estrutural Internacional: Existe uma hierarquização racial do sofrimento. A vida de um europeu ou israelense vale mais, midiaticamente, do que a vida de um palestino, que vale mais do que a vida de um congolês ou sudanês. As lentes da mídia ocidental se voltam para onde seus públicos se importam. E seus públicos, moldados por décadas de narrativas, se importam menos com a África.

2. Interesses Econômicos: Os conflitos na África (RDC, Sudão, Sahel) estão profundamente ligados à disputa por recursos naturais (minerais raros, petróleo, urânio, madeira, água). Muitas vezes, as empresas multinacionais e as potências estrangeiras têm interesse na desestabilização controlada, que permite a exploração sem a incômoda presença de Estados fortes que queiram negociar melhores condições para seu povo.

3. Ausência de Veto ou Poder de Barganha: Os países africanos não têm assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (com poder de veto). Não têm mísseis nucleares. Não têm exércitos que ameacem a hegemonia ocidental. São, portanto, descartáveis na geopolítica global.

 

O Desafio da Consistência Ética

 

Proponho que os direitos humanos sejam "equacionados integralmente e por acordos diplomáticos", sendo que estes acordos devem ser respeitados sob pena de sanções econômicas.

Esta é a única posição ética sustentável.

 

O que isso significa na prática?

 

· Fim do two-weight, two-measure (dois pesos, duas medidas): Não podemos exigir que Israel cumpra o direito internacional se ignoramos Ruanda fazendo o mesmo na RDC. Não podemos defender a Ucrânia com unhas e dentes e esquecer o Sudão.

· Reforma das Instituições Globais: A ONU, o Conselho de Segurança, o FMI e o Banco Mundial foram desenhados pelos vencedores da Segunda Guerra Mundial. Eles reproduzem as hierarquias de poder da época. Enquanto a África não tiver assento permanente no Conselho de Segurança, enquanto o poder de veto for privilégio de poucos, a "diplomacia" será sempre a imposição da vontade dos fortes sobre os fracos.

· Solidariedade sem Fronteiras: A luta do povo palestino por autodeterminação está ligada à luta do povo Saharaui*, do povo Curdo, do povo Tuaregue**, dos Congoleses por controle de seus recursos, dos Sudaneses por paz. São todas lutas contra estruturas de poder que os oprimem.

 

A Paz é Indivisível

 

Sua intervenção final é a mais poderosa de todo o nosso diálogo. Ela nos lembra que a paz mundial não será construída enquanto houver zonas de sacrifício humano.

 

Enquanto Gaza for uma exceção onde as leis da guerra não se aplicam, e enquanto a África for um continente onde o sofrimento é naturalizado, não há paz possível. Há apenas tréguas para alguns e guerra permanente para outros.

 

O silêncio sobre a África é o mesmo silêncio sobre Gaza. E romper esse silêncio é o primeiro ato de resistência contra um sistema que nos ensina a hierarquizar o valor da vida humana.

 

* é o grupo étnico que habita o Saara Ocidental, um território no noroeste da África que é considerado a última colônia do continente pela ONU. Até 1975, o território era uma colônia da Espanha. Após a saída espanhola, a Marcha Verde do Marrocos e invasões da Mauritânia levaram à ocupação da região. O Marrocos hoje controla cerca de 80% do território, incluindo as ricas minas de fosfato e as zonas de pesca.

** Os Tuaregues são um povo berbere nômada que habita o deserto do Saara, estendendo-se por países como Mali, Níger, Argélia, Líbia e Burkina Faso. São conhecidos como os "homens azuis do deserto" devido ao uso do tagelmust (um turbante tingido com índigo que mancha a pele).

Diferente do povo saharaui, que luta por um território específico (Saara Ocidental), os Tuaregues enfrentam desafios de integração e autonomia em múltiplas fronteiras nacionais pós-coloniais.

Itamar Santos

 

As guerras

 

Há um sistema internacional onde a hipocrisia é a moeda corrente e onde o sofrimento civil é uma característica e não é um erro ou falha das estratégias de poder.

O sistema é planificado para que isso ocorra.

Vejamos;

A Economia Política da Guerra Permanente

 

As "ações armamentistas" é a chave principal. Não se trata apenas de "defesa". Para os EUA, a indústria bélica é um dos pilares do seu poder econômico e hegemônico. O Complexo Industrial-Militar, sobre o qual Eisenhower alertou, precisa de guerras ou ameaças constantes para justificar orçamentos de trilhões de dólares.

 

· Os EUA: A guerra não é um desvio da política; para certos setores, é o negócio. Vender armas para Israel, para a Arábia Saudita, para qualquer aliado, e usar o próprio poderio militar para garantir o fluxo de petróleo (antes) e a supremacia do dólar (hoje) é a base do seu poder global.

· Israel: Sua segurança é, em grande parte, financiada por esse sistema. Os $3.8 bilhões anuais em ajuda militar dos EUA não são caridade; são um investimento em um aliado estratégico que desestabiliza e controla a região em favor dos interesses ocidentais, servindo como um posto avançado contra qualquer potência local que tente se afirmar (seja o Irã, antes o Iraque ou o Egito de Nasser).

· O Irã: Encurralado por sanções e cercado por bases militares inimigas, o regime também se militariza. O Guarda Revolucionária (IRGC) não é apenas um exército; é o coração da economia e da política iraniana. Sua sobrevivência depende da narrativa da ameaça externa (Israel/EUA) para justificar a repressão interna e o controle da sociedade.

 

Nesse jogo, todos os atores (EUA, Israel, Irã) lucram, de certa forma, com a perpetuação do conflito.

Quem paga o pato?

A população civil de todos os lados, mas especialmente os palestinos, que estão na linha de frente desse embate de gigantes, e o povo iraniano, sufocado por sanções que são uma arma de guerra.

 

 A Inversão de Papéis e a "Razão de Estado"

 

Veja que há semelhança entre a teocracia iraniana e as estratégias de Trump. A semelhança reside no que poderíamos chamar de "populismo autoritário" ou "nacionalismo de exclusão".

 

· Trump e a Direita Cristã/EUA: Usam uma retórica de "nós contra eles", de nação eleita, contra inimigos internos (imigrantes, minorias) e externos (o "Eixo do Mal"). O estado é usado para beneficiar uma base política e econômica, enquanto as instituições democráticas são vistas como obstáculos.

Na verdade, quem é “O Eixo do Mal” ¿

· Líderes do Irã: Usam uma retórica de "nós contra eles" (xiitas contra o mundo ocidental e o sunismo wahabita- é uma vertente ultraortodoxa e puritana do Islã sunita que surgiu no século XVIII na península arábica), de nação eleita (a Revolução Islâmica), contra inimigos internos (manifestantes, mulheres, curdos) e externos (o "Grande Satã" EUA e o "Pequeno Satã" Israel). O estado é usado para beneficiar o clero e a Guarda Revolucionária, enquanto qualquer dissidência é esmagada.



 

Ambos os lados usam o sofrimento do outro para justificar suas próprias políticas apoiados nas crenças religiosas de seus povos. O antissemitismo real no mundo muçulmano é alimentado pelas ações de Israel. A islamofobia no Ocidente é alimentada pela retórica e ações de regimes como o Irã. É um ciclo vicioso de desumanização que beneficia as elites no poder.

 

 A Questão Nuclear: Dissuasão ou Dominação?

 

Os armamentos atômicos é o ponto mais perigoso e o povo que n~qo tem “Armas” será refém destes ditadores.

 

· Israel: Tem a bomba e a doutrina "Samson Option" (Opção Sansão). Se o Estado de Israel estiver à beira da destruição, usará seu arsenal nuclear como um Sansão bíblico, derrubando o templo sobre si e sobre seus inimigos. Isso não é defesa; é a garantia de um apocalipse regional. A posse desse poder por um único país na região é inerentemente desestabilizadora. E mais uma vez sob a permissão da fé, fé que justifica a sua própria extinção.

· Irã: Busca a capacidade nuclear (breakout capacity- (capacidade de ruptura) é um conceito central no controle de armas nucleares, referindo-se ao tempo e à capacidade técnica que um país não nuclear necessita para produzir material físsil suficiente para uma única bomba) como o único seguro de vida contra um ataque dos EUA ou de Israel.

Eles viram a Líbia desistir de seu programa e ser destruída, e a Coreia do Norte mantê-lo e sobreviver. A lógica é perversa, mas racional. Um Irã nuclear, no entanto, poderia desencadear uma corrida armamentista sunita (Arábia Saudita, Turquia, Egito), tornando a região um barril de pólvora nuclear.

 

Não há "mocinhos" nessa história. Há potências com interesses brutais, dispostas a sacrificar populações inteiras para manter ou aumentar seu poder.

 

O Sofrimento Civil como Tática de Guerra

 

O genocídio como estratégia política, precisamos olhar para Gaza.

 

O que se viu em 2023-2024 foi uma campanha militar israelense que, usando munições de precisão, destruiu sistematicamente a infraestrutura civil de Gaza: hospitais, universidades, prédios residenciais, sistemas de água.

O número de mortos ultrapassou dezenas de milhares, com uma proporção enorme de mulheres e crianças. 


 

· A Corte Internacional de Justiça (CIJ) considerou plausível que atos de genocídio estejam sendo cometidos.

· O Procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) pediu mandados de prisão contra líderes do Hamas e de Israel (Netanyahu e Gallant) por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

 

Independentemente da definição legal exata, o que se vê é uma política de destruição da capacidade de viver de um povo. Isso não é um "dano colateral" de uma guerra contra o Hamas. É uma estratégia de tornar Gaza inabitável.

Para muitos analistas, isso se enquadra na definição de "politicídio" ou mesmo de práticas que, se não forem genocídio em intenção, o são em resultado.

 

Sobrevivemos em Um Mundo de Hipocrisia e Poder.

Estamos vivendo um momento onde as potências ocidentais (lideradas pelos EUA) e seus aliados (Israel) estão abandonando qualquer pretensão de um direito internacional baseado em regras, e partindo para uma política de força bruta.

 

O cidadão comum, seja em Gaza, em Teerã, em Kiev ou em Washington, fica refém dessas estruturas de poder. A crítica, portanto, não pode ser sectária. Deve apontar a hipocrisia de todos os lados, denunciar o sofrimento onde quer que ele ocorra, e reconhecer que a luta por justiça é global, ou entraremos em auto destruição através das guerras.

É planetário a necessidade que a humanidade repense os seus modos de produção e de concentração ou a barbárie vencerá.

Itamar Santos.


6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

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Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

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Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

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Ataque aos Trabalhadores

Ataque aos Trabalhadores
Trabalhadores encurralados pela BM em São Gabriel.

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS
Marcas do tiro de calibre 12, arma da BM do Governo Yeda(PSDB,PMDB,PTB,PP,DEM) - Fotos do rsurgente-

Assassinato de São Gabriel

Assassinato de São Gabriel
Tiro a traição, da BM, mata trabalhador rural em São Gabriel.

A Guerra.

A Guerra.
BM usa armas de guerra contra MST em São Gabriel.

Paim prestigia ato em Viamão.

Paim prestigia ato em Viamão.
Paim observa discurso de Itamar Santos.

E o Congresso?

E o Congresso?
Sarney

Os Congressistas.

Os Congressistas.
Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

Paim em Viamão.
Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.