O neoliberalismo foi à saída encontrada pelo capitalismo mundial para sair da crise da década de 1970, ou seja, foi o remédio auto-administrado para “curar” a sua própria doença.
O futuro a Deus pertence. Sempre dizem os mais idosos. Esse antigo e atual ditado popular é profético, pois o que ira acontecer após mais essa crise do capitalismo ninguém pode prever o que nos está reservado para o futuro.
Mas, o presente desta crise já está sendo presenciando e como toda a crise, essa é destrutiva gerando desemprego que por sua vez leva a miséria a já miserável classe trabalhadora.
Os Marxistas de plantão mais eufóricos prevêem que com essa crise o capitalismo se autodestruirá pela falta de consumo devido à superprodução e a superacumulação proveniente de toda essa ganância individualista incentivada por este sistema.
Mas, essa analise só leva em conta o caráter economicista desta crise não considerando a luta política que se trava dentro de uma crise que é por onde se define a sua saída.
A saída encontrada pelos capitalistas na crise que durou de 1929 até 1933, por exemplo, foi o avanço do fascismo e do nazismo em toda a Europa, a derrota da esquerda e a Segunda Guerra Mundial. Portanto as forças progressistas e de esquerda constituídas dentro da sociedade tem a tarefa de disputar uma saída para a crise atual que garanta à classe trabalhadora a manutenção dos empregos e de seus direitos.
Essa crise em especial coloca em discussão a hegemonia dos EUA quanto direção política, moral, cultural e ideológica perante todo o mundo devido ao seu desgaste político sistemático, o que foi acentuado durante o governo de W. Bush por ter adotado uma política unilateral que desrespeitou governos até então aliados e instituições internacionais como a ONU.
Posturas de prepotência como a invasão do Iraque, a não assinatura do Protocolo de Kyoto, moralmente afetados pela mentira das armas químicas como justificativa para invadir o Iraque e pela manutenção de presos de guerra ilegalmente na base de Guantanamo-Cuba contribuíram para aprofundar já desgastada hegemonia norte americana.
Além da perda da hegemonia política os EUA entram em um processo de perda da sua hegemonia econômica mundial devido ao aumento de sua divida externa.
O até então Império Yanke é o país que mais deve no mundo, sendo financiado pela China, Rússia, Coréia e Brasil através dos saldos das exportações desses países e da compra de títulos públicos da divida estadunidense.
Um exemplo dessa ciranda são as reservas brasileiras de 200 bilhões de dólares que estão toda lá em forma de títulos dessa divida, bem como a reserva chinesa de 1 trilhão de dólares que também está lá.
Ou seja, quem financia as loucuras políticas e econômicas dos americanos são os países chamados por eles de periféricos, mas a violência dos EUA permanece perante o mundo devido ter, a até então imbatível, força armada do mundo, mantendo assim uma hegemonia impositiva por meio da guerra.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Doença ou Remédio?
A doença que quero dialogar com você é um dos maiores males que a humanidade enfrenta há várias décadas e porque não, há séculos.
Esta doença é chamada de ‘crise’. É uma doença e ao mesmo tempo é um remédio em que o Sistema Capitalista se utiliza para se manter acumulando.
A mais de 180 dias os meios de comunicação noticiam informações de uma das maiores crises econômicas já enfrentadas e como todas as outras é diferente e ao mesmo tempo igual as demais. Esta afirmação é contraditória do mesmo modo que o capitalismo; onde ele próprio gera problemas indissolúveis.
O Sistema Capitalista só sobrevive se aumentar o seu lucro (capital) continuamente e para isso há uma concorrência entre os capitalistas os quais são funcionários do capital. E para que esse ciclo não se quebre e ele não deixe de ser capitalista, ele valoriza o capital, isso leva ao desenvolvimento das forças produtivas que aumentam a produtividade do trabalho e que eram para ser bom para todos se torna um processo inverso onde há a concentração dos capitais nas mãos de poucos.
Essa concentração centralizada onde os grandes grupos comem os menores gera uma massa de recursos que não consegue mais se valorizar produtivamente e passa a se valorizar na área da especulação financeira das ações desses grande grupos, sendo esses papeis e títulos os ‘substitutos’ da produção do trabalho.
Ao transformamos essa tendência do capitalismo em números perceberemos os ‘porquês’ dessa crise que já colocou milhares de homens e mulheres nas estatísticas de desemprego.
Em 2008 o PIB mundial foi de 48 trilhões de dólares e a dita riqueza financeira (ativos financeiros=papeis, títulos públicos e ações) foi de 167 trilhões de dólares. Essa disparidade demonstra que as pessoas tinham 167 trilhões nas mãos, mas, na real, essa riqueza não existia, pois tudo que o nosso trabalho produziu foram os 48 trilhões de dólares e ao a crise estourar, o castelo de cartas foi facilmente destroçado.
Foi a partir dessa ganância especulativa, pratica normal no capitalismo, impulsionada por decisões políticas de desregulamentação financeira de governos e de suas instituições multilaterais que foi gerada a crise atual.
Essa crise por ser encarada também como um remédio frente aos problemas enfrentados pelos capitalistas mexe propositadamente nas riquezas dos países em desenvolvimento como o caso do Brasil.
Os países ricos como os EUA, que não é tão rico assim, provocam a necessária desvalorização dos capitais e das riquezas mundiais fazendo que as ações, os títulos públicos caiam juntamente com os preços dos produtos produzidos pelos trabalhadores. Ao criarem a desvalorização da força de trabalho geram o desemprego e assim lhes proporciona recuperar o seu poder com o dinheiros desses países e de seus trabalhadores.
Um exemplo disso é o preço do petróleo que antes da crise estava em 140 dólares o barril e agora esta em 40 dólares.
Com o petróleo em baixa os EUA toma um fôlego frente à concorrência com os seus concorrentes mundiais como o Japão, Rússia, China e América do Sul onde o Brasil descobre essa riqueza em seus mares e ao mesmo tempo cria problemas internos ao seu maior adversário no Continente, Hugo Chaves; além de patrocinar a Guerra de seu aliado Israel contra os Palestinos de Gaza.
MNS: itamarssantos13@hotmail.com
Esta doença é chamada de ‘crise’. É uma doença e ao mesmo tempo é um remédio em que o Sistema Capitalista se utiliza para se manter acumulando.
A mais de 180 dias os meios de comunicação noticiam informações de uma das maiores crises econômicas já enfrentadas e como todas as outras é diferente e ao mesmo tempo igual as demais. Esta afirmação é contraditória do mesmo modo que o capitalismo; onde ele próprio gera problemas indissolúveis.
O Sistema Capitalista só sobrevive se aumentar o seu lucro (capital) continuamente e para isso há uma concorrência entre os capitalistas os quais são funcionários do capital. E para que esse ciclo não se quebre e ele não deixe de ser capitalista, ele valoriza o capital, isso leva ao desenvolvimento das forças produtivas que aumentam a produtividade do trabalho e que eram para ser bom para todos se torna um processo inverso onde há a concentração dos capitais nas mãos de poucos.
Essa concentração centralizada onde os grandes grupos comem os menores gera uma massa de recursos que não consegue mais se valorizar produtivamente e passa a se valorizar na área da especulação financeira das ações desses grande grupos, sendo esses papeis e títulos os ‘substitutos’ da produção do trabalho.
Ao transformamos essa tendência do capitalismo em números perceberemos os ‘porquês’ dessa crise que já colocou milhares de homens e mulheres nas estatísticas de desemprego.
Em 2008 o PIB mundial foi de 48 trilhões de dólares e a dita riqueza financeira (ativos financeiros=papeis, títulos públicos e ações) foi de 167 trilhões de dólares. Essa disparidade demonstra que as pessoas tinham 167 trilhões nas mãos, mas, na real, essa riqueza não existia, pois tudo que o nosso trabalho produziu foram os 48 trilhões de dólares e ao a crise estourar, o castelo de cartas foi facilmente destroçado.
Foi a partir dessa ganância especulativa, pratica normal no capitalismo, impulsionada por decisões políticas de desregulamentação financeira de governos e de suas instituições multilaterais que foi gerada a crise atual.
Essa crise por ser encarada também como um remédio frente aos problemas enfrentados pelos capitalistas mexe propositadamente nas riquezas dos países em desenvolvimento como o caso do Brasil.
Os países ricos como os EUA, que não é tão rico assim, provocam a necessária desvalorização dos capitais e das riquezas mundiais fazendo que as ações, os títulos públicos caiam juntamente com os preços dos produtos produzidos pelos trabalhadores. Ao criarem a desvalorização da força de trabalho geram o desemprego e assim lhes proporciona recuperar o seu poder com o dinheiros desses países e de seus trabalhadores.
Um exemplo disso é o preço do petróleo que antes da crise estava em 140 dólares o barril e agora esta em 40 dólares.
Com o petróleo em baixa os EUA toma um fôlego frente à concorrência com os seus concorrentes mundiais como o Japão, Rússia, China e América do Sul onde o Brasil descobre essa riqueza em seus mares e ao mesmo tempo cria problemas internos ao seu maior adversário no Continente, Hugo Chaves; além de patrocinar a Guerra de seu aliado Israel contra os Palestinos de Gaza.
MNS: itamarssantos13@hotmail.com
Defender e Amplir o SUS em Viamão.
Em 2008 fez 20 anos que foi inscrito na Constituição Federal de 1988 (CF/ 88), o conceito ampliado definindo que “a saúde é a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde.”
Este conceito acompanhado das diretrizes básicas do Sistema Único de Saúde (SUS) é o
que coloca o ser humano como ser integral e a saúde como uma qualidade de vida.
A Constituição Federal de 1988 tornou-se conhecida como a Constituição Cidadã, pois uma de suas características é o reconhecimento de muitos direito de cidadania.
Nessa perspectiva, a constituição reconhece saúde como direito de todos e dever do Estado, assumindo a relevância pública das ações e dos serviços de saúde e cria um sistema único.
Esse sistema foi idealizado/elaborado dentro de um cenário que se pautava por uma concepção de Estado Democrático de Direito; e a efetivação desse sistema tem como base o princípio da solidariedade, uma vez que seu financiamento está a cargo de toda a sociedade.
Passado duas décadas de sua criação, apesar de vários avanços, percebemos dificuldade na consolidação desse sistema, esse fato é observado na crise dos serviços de atenção à saúde, em que se misturam ingredientes perversos: filas, atendimento desumanizado, pacientes nos corredores, mortes desnecessárias, grevismo crônico motivado pela baixa remuneração dos seus trabalhadores (as) e excessiva terceirização dos serviços prestados a população, etc.
São problemas indiscutíveis, mas que não surgiram como conseqüência do SUS; ao contrário, constituem problemas históricos em nosso país e são reflexos da crise do Estado brasileiro, da crise universal do paradigma flexneriano da atenção médica (centrado no hospital, médico e na doença) e a brutal e rápida diminuição de seu financiamento, no início de sua implantação (MENDES, 2008).
Frente a esse quadro está colocado para nós, militantes na construção do SUS e defensores do ideário da Reforma Sanitária, o regaste de suas bandeiras históricas e do espírito do Movimento da Reforma Sanitária que foi responsável pela aglutinação de vários atores em torno de um projeto comum.
Logo, nesse ano, temos um marco na história de construção do SUS e também está colocada para nós da militância petista, que sempre fomos protagonistas na criação do SUS, a tarefa de ampliarmos e qualificarmos atuação da Secretaria da Saúde que estamos na direção, direta ou indiretamente, há 12 anos em Viamão.
Com a compreensão que a construção do SUS é um processo social que requer uma participação popular e que temos um papel fundamental na organização dos trabalhadores é que aqui estamos.
Queremos uma saúde como direito de todos e um Governo que tenha condições de pautar mudanças para o SUS e que consiga propor uma agenda de atividades e discussões com temas de vital importância para a efetivação de um sistema de saúde público, equânime, integral e com participação social.
Apesar de o governo Lula ter mantido a política macroeconômica do antigo governo e as políticas sociais estar fragmentadas e subordinadas a essa lógica econômica. Nessa setoriação, a concepção de seguridade social não foi valorizada, mantendo a segmentação das três políticas: saúde, assistência social e previdência social. (Bravo, 2006).
Mas, mesmo assim houve importantes iniciativas deste governo para melhorar a política de saúde, como o investimento na política de formação dos profissionais de saúde (educação permanente), o resgate dos ideais da reforma sanitária, a reafirmação da importância do controle social, reorganização do organograma do Ministério da Saúde, de forma a unificar políticas e dar mais dinamicidade.
Entretanto, a falta de embate à atual política econômica dificultou avançar nas questões da precarização do trabalho na saúde e também gerou a continuidade da focalização na política de atenção básica, onde a Estratégia de Saúde da Família não pretende reorganizá-la, mas sim se limita a cobrir as populações carentes.
Esta contradição deve ser superada a nível Federal e Municipal priorizando e fortalecendo o projeto histórico da Reforma Sanitária, tendo em vista que o Governo de Yeda (PSDB) / Feijó (Dem) prioriza o projeto neoliberal.
A governadora Yeda Crusius elegeu-se com um discurso de mudança, mas na prática o que se observa é uma mudança para pior. A reforma administrativa de Yeda é feita com a intencionalidade de diminuir as responsabilidades do estado, precarizar serviços e privatizar órgãos públicos.
O plano plurianual 2008-2011 mostra que mais uma vez que a parcela da sociedade que vai ser mais prejudicada será o povo gaúcho, pois nesse é verificado um corte de 15% nas áreas sociais. Nesse cenário de desgovernança, onde é mostrado coragem e arrogância para ignorar as necessidades do povo gaúcho, o que vemos na saúde não é muito diferente.
Durante a campanha, a deputada Yeda Crusius criticou duramente a gestão de saúde do governo Rigotto, porém ao assumir o governo manteve o secretário Osmar Terra e cortou 30% dos gastos paralisando os programas na área.
O RS é o Estado que menos aplica na Saúde em todo o país. Destinou em média 5% das receitas nos últimos quatro anos quando deveria aplicar 12%, conforme a Constituição Federal. Para o próximo ano, o governo já disse que vai destinar de 5 a 6%.
O Governo Yeda têm sido deficiente na compra de medicamentos de alto custo (obrigação do âmbito estadual), o que acaba onerando os municípios com ações do ministério público obrigando-os a arcar com os custos.
Pela primeira vez no RS é verificado casos de dengue, o governo não tinha repassado recursos suficientes para a prevenção da doença, a Secretaria Estadual de Saúde tinha sido alertada da possibilidade da doença chegar ao estado.
O Governo Yeda desrespeita e desmobiliza o Controle Social na medida em que não repassa recursos ao Conselho Estadual de Saúde (CES), o que impede suas atividades e articulações, e ainda sua participação em Plenária Nacional de Conselhos de Saúde.
Frente a esse cenário que se desenha no Estado do Rio Grande do Sul torna-se capital que tenhamos condições de organizarmos setores da sociedade para barrar o desmonte dos serviços públicos de saúde no Estado.
E também fortalecer o Controle Social para disputar políticas desse governo que coloque em pauta a Atenção Integral, a saúde de indivíduos e coletivos, acesso universal, participação social na elaboração das políticas de saúde e qualificação e humanização dos serviços de saúde.
Com esta conjuntura o Prefeito Alex Boscaini e a próxima Secretária de Saúde terão a tarefa de ampliar e qualificar o atendimento a população viamonense aprofundo os preceitos aqui apresentados tendo em vista o acumulo adquirido ao longo dos doze anos da Administração Popular na nossa Viamão.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
Este conceito acompanhado das diretrizes básicas do Sistema Único de Saúde (SUS) é o
que coloca o ser humano como ser integral e a saúde como uma qualidade de vida.
A Constituição Federal de 1988 tornou-se conhecida como a Constituição Cidadã, pois uma de suas características é o reconhecimento de muitos direito de cidadania.
Nessa perspectiva, a constituição reconhece saúde como direito de todos e dever do Estado, assumindo a relevância pública das ações e dos serviços de saúde e cria um sistema único.
Esse sistema foi idealizado/elaborado dentro de um cenário que se pautava por uma concepção de Estado Democrático de Direito; e a efetivação desse sistema tem como base o princípio da solidariedade, uma vez que seu financiamento está a cargo de toda a sociedade.
Passado duas décadas de sua criação, apesar de vários avanços, percebemos dificuldade na consolidação desse sistema, esse fato é observado na crise dos serviços de atenção à saúde, em que se misturam ingredientes perversos: filas, atendimento desumanizado, pacientes nos corredores, mortes desnecessárias, grevismo crônico motivado pela baixa remuneração dos seus trabalhadores (as) e excessiva terceirização dos serviços prestados a população, etc.
São problemas indiscutíveis, mas que não surgiram como conseqüência do SUS; ao contrário, constituem problemas históricos em nosso país e são reflexos da crise do Estado brasileiro, da crise universal do paradigma flexneriano da atenção médica (centrado no hospital, médico e na doença) e a brutal e rápida diminuição de seu financiamento, no início de sua implantação (MENDES, 2008).
Frente a esse quadro está colocado para nós, militantes na construção do SUS e defensores do ideário da Reforma Sanitária, o regaste de suas bandeiras históricas e do espírito do Movimento da Reforma Sanitária que foi responsável pela aglutinação de vários atores em torno de um projeto comum.
Logo, nesse ano, temos um marco na história de construção do SUS e também está colocada para nós da militância petista, que sempre fomos protagonistas na criação do SUS, a tarefa de ampliarmos e qualificarmos atuação da Secretaria da Saúde que estamos na direção, direta ou indiretamente, há 12 anos em Viamão.
Com a compreensão que a construção do SUS é um processo social que requer uma participação popular e que temos um papel fundamental na organização dos trabalhadores é que aqui estamos.
Queremos uma saúde como direito de todos e um Governo que tenha condições de pautar mudanças para o SUS e que consiga propor uma agenda de atividades e discussões com temas de vital importância para a efetivação de um sistema de saúde público, equânime, integral e com participação social.
Apesar de o governo Lula ter mantido a política macroeconômica do antigo governo e as políticas sociais estar fragmentadas e subordinadas a essa lógica econômica. Nessa setoriação, a concepção de seguridade social não foi valorizada, mantendo a segmentação das três políticas: saúde, assistência social e previdência social. (Bravo, 2006).
Mas, mesmo assim houve importantes iniciativas deste governo para melhorar a política de saúde, como o investimento na política de formação dos profissionais de saúde (educação permanente), o resgate dos ideais da reforma sanitária, a reafirmação da importância do controle social, reorganização do organograma do Ministério da Saúde, de forma a unificar políticas e dar mais dinamicidade.
Entretanto, a falta de embate à atual política econômica dificultou avançar nas questões da precarização do trabalho na saúde e também gerou a continuidade da focalização na política de atenção básica, onde a Estratégia de Saúde da Família não pretende reorganizá-la, mas sim se limita a cobrir as populações carentes.
Esta contradição deve ser superada a nível Federal e Municipal priorizando e fortalecendo o projeto histórico da Reforma Sanitária, tendo em vista que o Governo de Yeda (PSDB) / Feijó (Dem) prioriza o projeto neoliberal.
A governadora Yeda Crusius elegeu-se com um discurso de mudança, mas na prática o que se observa é uma mudança para pior. A reforma administrativa de Yeda é feita com a intencionalidade de diminuir as responsabilidades do estado, precarizar serviços e privatizar órgãos públicos.
O plano plurianual 2008-2011 mostra que mais uma vez que a parcela da sociedade que vai ser mais prejudicada será o povo gaúcho, pois nesse é verificado um corte de 15% nas áreas sociais. Nesse cenário de desgovernança, onde é mostrado coragem e arrogância para ignorar as necessidades do povo gaúcho, o que vemos na saúde não é muito diferente.
Durante a campanha, a deputada Yeda Crusius criticou duramente a gestão de saúde do governo Rigotto, porém ao assumir o governo manteve o secretário Osmar Terra e cortou 30% dos gastos paralisando os programas na área.
O RS é o Estado que menos aplica na Saúde em todo o país. Destinou em média 5% das receitas nos últimos quatro anos quando deveria aplicar 12%, conforme a Constituição Federal. Para o próximo ano, o governo já disse que vai destinar de 5 a 6%.
O Governo Yeda têm sido deficiente na compra de medicamentos de alto custo (obrigação do âmbito estadual), o que acaba onerando os municípios com ações do ministério público obrigando-os a arcar com os custos.
Pela primeira vez no RS é verificado casos de dengue, o governo não tinha repassado recursos suficientes para a prevenção da doença, a Secretaria Estadual de Saúde tinha sido alertada da possibilidade da doença chegar ao estado.
O Governo Yeda desrespeita e desmobiliza o Controle Social na medida em que não repassa recursos ao Conselho Estadual de Saúde (CES), o que impede suas atividades e articulações, e ainda sua participação em Plenária Nacional de Conselhos de Saúde.
Frente a esse cenário que se desenha no Estado do Rio Grande do Sul torna-se capital que tenhamos condições de organizarmos setores da sociedade para barrar o desmonte dos serviços públicos de saúde no Estado.
E também fortalecer o Controle Social para disputar políticas desse governo que coloque em pauta a Atenção Integral, a saúde de indivíduos e coletivos, acesso universal, participação social na elaboração das políticas de saúde e qualificação e humanização dos serviços de saúde.
Com esta conjuntura o Prefeito Alex Boscaini e a próxima Secretária de Saúde terão a tarefa de ampliar e qualificar o atendimento a população viamonense aprofundo os preceitos aqui apresentados tendo em vista o acumulo adquirido ao longo dos doze anos da Administração Popular na nossa Viamão.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
Os Responsáveis pela Violência.
A violência que é mantida em segredo é também praticada pelas mãos do poder privado, tendo no poder publico seu o braço legal para cumprir as ordens de despejo daqueles que não tem casa para morar ou terras para plantar e para impedir manifestações reivindicatórias das mais diversas classes profissionais que vêem seus direitos serem sonegados diariamente.
Estes são os principais instrumentos que estão a serviço das elites latinas para consagrar a expropriação dos bens e direitos dos nativos - “filhos de ninguém”.
A apropriação concentrada da terra pelos “filhos de alguém”, os fidalgos que invadiram o Brasil no século XV e mantido hoje pelos seus descendentes associados às multinacionais são fatores fundamentais para que possamos entender a lógica dominante da violência.
Os dados divulgados pela Comissão Pastoral da Terra – CPT vinculada a CNBB que consta em seu estudo “Conflitos no campo Brasil 2007” mostra que em 2006 havia dez (10) Estados com registros de expulsão de famílias do campo e que em 2007, este numero passou para quatorze (14) Estados.
O resultado desta ação estatal faz com que estas famílias que foram expulsas da terra acabem por inchar cada vez mais as cidades engrossando mais os bolsões de miséria aumentando geometricamente todos os índices sociais e entre eles os casos de violência.
Os dados não param; outro item que chama atenção no estudo realizado pela CPT/CNBB é o aumento do numero de trabalhadores submetidos à escravidão, confirmando assim a permanência da mesma ideologia dos tempos da invasão colonial mantida atualmente pelos latifundiários brasileiros associados ao capital financeiro multinacional sem terem que se preocuparem com os aspectos legais aja vista a cumplicidade dos poderes constituídos.
No ano de 2006 foram 6.930 casos denunciados; com o resgate de 3.633 trabalhadores em regime de escravidão em 16 Estados brasileiros.
Em 2007 foram 8653 casos com o resgate de 5.974 trabalhadores-escravos em 18 Unidades da Federação.
Estes dados são comprovados por tímidas matérias veiculadas na mídia patronal quando divulgam a ação da fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego quando resgataram em propriedades do setor sucro-alcooeiro 3.117 pessoas em situação de escravidão, o que representa 53% do total dos casos registrados no país.
Os 47% restantes completa-se com os casos registrados nas atividades de carvoejamento e de pecuária, também setores típicos na grande concentração de terras.
A violência no campo segue uma organicidade empresarial (assim como no crime organizado) iniciada pela grilagem da terra, seguida pelo desmatamento indiscriminado da terra e a conseqüente venda das madeiras nobres de maneira ilegal, aquelas com valor comercial depreciado são queimadas para fazer carvão vegetal. E para finalizar o ciclo de devastação financeira chegam os pecuaristas e outros agronegociantes que completam o trágico e dinâmico complexo de violência e devastação da natureza e dos seres humanos do entorno desses “empreendimentos econômicos”.
Historicamente, sempre quando há algum avanço de democratização da sociedade brasileira, como estas que estão sendo efetivada pelo Governo Lula geram das oligarquias fidalgas preocupação com o que, que o Governo possa realizar ou avançar na política de reforma agrária.
Tomados por esta paranóia perversa esta mesma oligarquia fidalga promove mais assassinatos por meio da pistolagem, mais famílias são expulsas de suas terras e aquelas que não foram expulsas são despejadas por pseudos processos judiciais altamente comprometidos pela parcialidade social como são julgadas.
Nestes “julgamentos” nota-se que infelizmente o Poder Judiciário ou em parte dele segue a mesma lógica classista tendo em vista que quem julga são os herdeiros de quem é julgado, ou seja, são oriundos da mesma fidalguia.
Sendo assim, a violência está intimamente ligada ao processo de colonização de ontem e de hoje, calcadas nas amplas expectativas de negócios lucrativos. Por isso os dados dessa violência toda ficam incontestados pelo auto denominado “Bloco de Poder técnico-científico-agroindustrial-midiático” como pode ser consultado no sitio da própria Associação Brasileira de Agrobusines (Abag) www.abag.com.br.
A violência sempre este associada ao avanço tecnológico daqueles que estão nos colonizando, fato este que subtrai todo e qualquer avanço democrático que os Governos Progressistas possam fazer e ou propor; a luta democrática é inglória frente ao poderio econômico dos colonizadores e de seus fidalgos estrangeiros ou nacionais.
MSN: itamarssantos@hotmail.com
Estes são os principais instrumentos que estão a serviço das elites latinas para consagrar a expropriação dos bens e direitos dos nativos - “filhos de ninguém”.
A apropriação concentrada da terra pelos “filhos de alguém”, os fidalgos que invadiram o Brasil no século XV e mantido hoje pelos seus descendentes associados às multinacionais são fatores fundamentais para que possamos entender a lógica dominante da violência.
Os dados divulgados pela Comissão Pastoral da Terra – CPT vinculada a CNBB que consta em seu estudo “Conflitos no campo Brasil 2007” mostra que em 2006 havia dez (10) Estados com registros de expulsão de famílias do campo e que em 2007, este numero passou para quatorze (14) Estados.
O resultado desta ação estatal faz com que estas famílias que foram expulsas da terra acabem por inchar cada vez mais as cidades engrossando mais os bolsões de miséria aumentando geometricamente todos os índices sociais e entre eles os casos de violência.
Os dados não param; outro item que chama atenção no estudo realizado pela CPT/CNBB é o aumento do numero de trabalhadores submetidos à escravidão, confirmando assim a permanência da mesma ideologia dos tempos da invasão colonial mantida atualmente pelos latifundiários brasileiros associados ao capital financeiro multinacional sem terem que se preocuparem com os aspectos legais aja vista a cumplicidade dos poderes constituídos.
No ano de 2006 foram 6.930 casos denunciados; com o resgate de 3.633 trabalhadores em regime de escravidão em 16 Estados brasileiros.
Em 2007 foram 8653 casos com o resgate de 5.974 trabalhadores-escravos em 18 Unidades da Federação.
Estes dados são comprovados por tímidas matérias veiculadas na mídia patronal quando divulgam a ação da fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego quando resgataram em propriedades do setor sucro-alcooeiro 3.117 pessoas em situação de escravidão, o que representa 53% do total dos casos registrados no país.
Os 47% restantes completa-se com os casos registrados nas atividades de carvoejamento e de pecuária, também setores típicos na grande concentração de terras.
A violência no campo segue uma organicidade empresarial (assim como no crime organizado) iniciada pela grilagem da terra, seguida pelo desmatamento indiscriminado da terra e a conseqüente venda das madeiras nobres de maneira ilegal, aquelas com valor comercial depreciado são queimadas para fazer carvão vegetal. E para finalizar o ciclo de devastação financeira chegam os pecuaristas e outros agronegociantes que completam o trágico e dinâmico complexo de violência e devastação da natureza e dos seres humanos do entorno desses “empreendimentos econômicos”.
Historicamente, sempre quando há algum avanço de democratização da sociedade brasileira, como estas que estão sendo efetivada pelo Governo Lula geram das oligarquias fidalgas preocupação com o que, que o Governo possa realizar ou avançar na política de reforma agrária.
Tomados por esta paranóia perversa esta mesma oligarquia fidalga promove mais assassinatos por meio da pistolagem, mais famílias são expulsas de suas terras e aquelas que não foram expulsas são despejadas por pseudos processos judiciais altamente comprometidos pela parcialidade social como são julgadas.
Nestes “julgamentos” nota-se que infelizmente o Poder Judiciário ou em parte dele segue a mesma lógica classista tendo em vista que quem julga são os herdeiros de quem é julgado, ou seja, são oriundos da mesma fidalguia.
Sendo assim, a violência está intimamente ligada ao processo de colonização de ontem e de hoje, calcadas nas amplas expectativas de negócios lucrativos. Por isso os dados dessa violência toda ficam incontestados pelo auto denominado “Bloco de Poder técnico-científico-agroindustrial-midiático” como pode ser consultado no sitio da própria Associação Brasileira de Agrobusines (Abag) www.abag.com.br.
A violência sempre este associada ao avanço tecnológico daqueles que estão nos colonizando, fato este que subtrai todo e qualquer avanço democrático que os Governos Progressistas possam fazer e ou propor; a luta democrática é inglória frente ao poderio econômico dos colonizadores e de seus fidalgos estrangeiros ou nacionais.
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
A "Força Sindical".
A atual crise do sistema capitalista mundial trás para o centro do debate qual (is) o(s) destino(s) da classe trabalhadora mundial e de como os seus representantes mais imediatos, os sindicatos/ sindicalistas, vão se portar frente ao enfrentamento com a classe patronal.
Representantes da classe patronal em permanente lobby aprofundam as pressões ao governo Lula afim de “precarizar” ainda mais as condições de trabalho com o que eles apelidam de “flexibilização” das leis trabalhalistas.
Em recente visita ao Presidente Lula, o Presidente da Vale (Estatal privatiza por FHC), o testa de ferro do capitalismo multinacional, Roger Agnelli apresentou-lhe a proposta patronal de “flexibilização” das leis trabalhistas que segundo ele: “seria temporário, para ajudar a ganhar tempo enquanto essa fase difícil não passa”.
A mais de 20 anos o movimento sindical brasileiro luta por dentro do projeto neoliberal para manter as vagas de trabalho já existente e repor, no mínimo, a inflação do período, luta anulada pela estratégia empresarial de demitir os trabalhadores detentores desse beneficio por novos trabalhadores com salário mais baixo e que não são sindicalizados. Com essa estratégia a classe patronal mascará os índices oficiais de emprego, criando assim uma “bolha” de estabilidade das vagas de trabalho.
Além dessa dificuldade comum no sindicalismo brasileiro, há um problema gerado pela quebra de unicidade sindical, que ao mesmo tempo democratiza os debates no interior da classe trabalhadora, mas traz um ingrediente entreguista uma vez que alguns sindicalistas que dominam sindicatos e suas centrais sindicais não são nada democráticos fazendo “acordos” nefastos à classe trabalhadora.
Esse entreguismo pode-se presenciar quanto, via imprensa patronal, somos informados de que o Presidente da Central Força Sindical Paulinho, também Deputado Federal do PDT de São Paulo, o mesmo que esta sendo acusado de desviar dinheiro do BNDES propõe ao patronato nacional tudo aquilo que os mesmos estão pressionando o governo e a sociedade para conceder-lhes.
A força sindical, central criada pela democracia social brasileira que tem como orientação ideológica o ideário capitalista-neoliberal defendido e difundido pelo PSDB, foi criada pra disputar inicialmente com a CUT e atualmente com as demais centrais de origem classista de esquerda o controle da classe trabalhadora por dentro dos sindicatos.
Com a formação da Força Sindical e adoção de seu projeto chamado de “sindicalismo de resultados” que nada mais é do que a adoção de uma política bonificativa onde a sua base sindical contenta-se com muito pouco em troca de não ser demitido. O sindicalismo brasileiro perde o seu poder de pressão frente à classe patronal que vê nesta central um aliado com poder de persuasão capaz de fazer aprovar propostas de seu interesse.
Aproveitando-se mais uma vez da crise criada pela classe dominante o “sindicalista pelego” Dep. Paulinho antecipa-se e faz coro com seus chefes e apresenta a mesma proposta apresentada por Agnelli e pela FIESP. Proposta que consiste basicamente em reduzir a jornada de trabalho associada à redução salarial, uso do já existente banco de horas, suspensão temporária do contrato de trabalho com a consequente interrupção dos direitos trabalhistas, férias coletivas e licenças remuneradas bancadas pelo dinheiro público.
Nada de novo que não seja de conhecimento de todos e de que não esteja no falido projeto neoliberal.
A Classe Trabalhadora tem que se atentar para lutar sempre em defesa dos direitos já conquistados e de que só mudamos de século, no mais é a mesma prática secular de exploração do capital em relação ao trabalho e ao trabalhador (a).
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
Public. no www.melhordetodos.com.br em 16/01/2009
Representantes da classe patronal em permanente lobby aprofundam as pressões ao governo Lula afim de “precarizar” ainda mais as condições de trabalho com o que eles apelidam de “flexibilização” das leis trabalhalistas.
Em recente visita ao Presidente Lula, o Presidente da Vale (Estatal privatiza por FHC), o testa de ferro do capitalismo multinacional, Roger Agnelli apresentou-lhe a proposta patronal de “flexibilização” das leis trabalhistas que segundo ele: “seria temporário, para ajudar a ganhar tempo enquanto essa fase difícil não passa”.
A mais de 20 anos o movimento sindical brasileiro luta por dentro do projeto neoliberal para manter as vagas de trabalho já existente e repor, no mínimo, a inflação do período, luta anulada pela estratégia empresarial de demitir os trabalhadores detentores desse beneficio por novos trabalhadores com salário mais baixo e que não são sindicalizados. Com essa estratégia a classe patronal mascará os índices oficiais de emprego, criando assim uma “bolha” de estabilidade das vagas de trabalho.
Além dessa dificuldade comum no sindicalismo brasileiro, há um problema gerado pela quebra de unicidade sindical, que ao mesmo tempo democratiza os debates no interior da classe trabalhadora, mas traz um ingrediente entreguista uma vez que alguns sindicalistas que dominam sindicatos e suas centrais sindicais não são nada democráticos fazendo “acordos” nefastos à classe trabalhadora.
Esse entreguismo pode-se presenciar quanto, via imprensa patronal, somos informados de que o Presidente da Central Força Sindical Paulinho, também Deputado Federal do PDT de São Paulo, o mesmo que esta sendo acusado de desviar dinheiro do BNDES propõe ao patronato nacional tudo aquilo que os mesmos estão pressionando o governo e a sociedade para conceder-lhes.
A força sindical, central criada pela democracia social brasileira que tem como orientação ideológica o ideário capitalista-neoliberal defendido e difundido pelo PSDB, foi criada pra disputar inicialmente com a CUT e atualmente com as demais centrais de origem classista de esquerda o controle da classe trabalhadora por dentro dos sindicatos.
Com a formação da Força Sindical e adoção de seu projeto chamado de “sindicalismo de resultados” que nada mais é do que a adoção de uma política bonificativa onde a sua base sindical contenta-se com muito pouco em troca de não ser demitido. O sindicalismo brasileiro perde o seu poder de pressão frente à classe patronal que vê nesta central um aliado com poder de persuasão capaz de fazer aprovar propostas de seu interesse.
Aproveitando-se mais uma vez da crise criada pela classe dominante o “sindicalista pelego” Dep. Paulinho antecipa-se e faz coro com seus chefes e apresenta a mesma proposta apresentada por Agnelli e pela FIESP. Proposta que consiste basicamente em reduzir a jornada de trabalho associada à redução salarial, uso do já existente banco de horas, suspensão temporária do contrato de trabalho com a consequente interrupção dos direitos trabalhistas, férias coletivas e licenças remuneradas bancadas pelo dinheiro público.
Nada de novo que não seja de conhecimento de todos e de que não esteja no falido projeto neoliberal.
A Classe Trabalhadora tem que se atentar para lutar sempre em defesa dos direitos já conquistados e de que só mudamos de século, no mais é a mesma prática secular de exploração do capital em relação ao trabalho e ao trabalhador (a).
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
Public. no www.melhordetodos.com.br em 16/01/2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Pavão.
Pavão é um animal da família das aves com protuberante cobertura de penas e plumas que as torna vistosas e multicoloridas.
Essa beleza própria faz com que essa espécie se considere, instintivamente, a mais bela entre os seus pares o que a faz exibir suas plumas pelos verdes campos que habita com ares de superioridade e exibicionismo.
Na ressaca da virada do ano a população, na sua maioria alienada aos bastidores políticos da cidade, fica sabendo que a Câmara Municipal de Vereadores elege o seu novo Presidente.
A dita eleição é produto de um dos maiores golpes já sofrido nos dois governos do companheiro Alex Boscaini que nuca imaginara que seria traído por 3 de seus Vereadores da também, sua “base aliada”.
Mas, a foto publicada na imprensa viamonense na primeira semana deste movimentado 2009 retrata que a tal “base aliada”, não é tão “aliada” assim e que o Prefeito Boscaini terá mais trabalho do que esperava com o Legislativo local.
Os vereadores Luis Armando e Éderson do PT lhe foram infiel ao articular com Eraldo (PTB - base aliada) e o restante da oposição a eleição de Éderson com Presidente da Câmara deste ano.
O que fará o Prefeito frente a essa traição praticada pelos seus liderados ou rebelados vereadores?
Para responder essa questão o Prefeito que tem entre suas leituras Maquiavel, assimilou o golpe no velho estilo: “Bom cabrito não berra...” Tratou com o então Presidente do Legislativo, ainda com custo desconhecido, a aprovação de projeto de lei que instituiu algo chamado de “reforma administrativa” (assunto para uma próxima conversa) durante chamada extraordinária dos Vereadores que estão “férias”.
O Prefeito e o PT têm instrumentos estatutários suficientes, para expulsar os vereadores: Armando, que durante esse tempo nos quadros partidários plagiou o seu próprio nome, armando seus atos em beneficio próprio, prática igualmente adotada por Éderson durante o seu mandato.
Alem de instalar o processo junto a Comissão de Ética do PT e sendo aprovada a expulsão dos referidos vereadores o PT pode ingressar no TRE solicitando a devolução do mandato partidário ocupado pelos vereadores em questão por prática de infidelidade partidária.
Ou, o partido e o Prefeito calam-se e partem para a “negociação” com a dupla de infiéis. Quanto ao terceiro vereador que compunha a dita base aliada, excelentíssimo senhor Eraldo de conhecida desobediência partidária será uma eterna pedra nos sapatos do executivo municipal e não nos surpreendemos se em breve o PTB, partido do nobre edil torne público sua indissolúvel unidade com seu patriarca Chico Gutierres.
E para ficar bem gravado nas nossas mentes observemos aquela foto onde posaram Armando e Éderson (do PT), João e Antônio (PMDB), Nadim (PP) e de Eraldo (PTB).
É a confirmação de que a nossa Câmara de Vereadores permanece povoada por representantes de uma sociedade individualista que tem como objetivo projetos de interesse pessoal e que como a ave plumada gostam de exibir seus adornos.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 10/01/2009.
Essa beleza própria faz com que essa espécie se considere, instintivamente, a mais bela entre os seus pares o que a faz exibir suas plumas pelos verdes campos que habita com ares de superioridade e exibicionismo.
Na ressaca da virada do ano a população, na sua maioria alienada aos bastidores políticos da cidade, fica sabendo que a Câmara Municipal de Vereadores elege o seu novo Presidente.
A dita eleição é produto de um dos maiores golpes já sofrido nos dois governos do companheiro Alex Boscaini que nuca imaginara que seria traído por 3 de seus Vereadores da também, sua “base aliada”.
Mas, a foto publicada na imprensa viamonense na primeira semana deste movimentado 2009 retrata que a tal “base aliada”, não é tão “aliada” assim e que o Prefeito Boscaini terá mais trabalho do que esperava com o Legislativo local.
Os vereadores Luis Armando e Éderson do PT lhe foram infiel ao articular com Eraldo (PTB - base aliada) e o restante da oposição a eleição de Éderson com Presidente da Câmara deste ano.
O que fará o Prefeito frente a essa traição praticada pelos seus liderados ou rebelados vereadores?
Para responder essa questão o Prefeito que tem entre suas leituras Maquiavel, assimilou o golpe no velho estilo: “Bom cabrito não berra...” Tratou com o então Presidente do Legislativo, ainda com custo desconhecido, a aprovação de projeto de lei que instituiu algo chamado de “reforma administrativa” (assunto para uma próxima conversa) durante chamada extraordinária dos Vereadores que estão “férias”.
O Prefeito e o PT têm instrumentos estatutários suficientes, para expulsar os vereadores: Armando, que durante esse tempo nos quadros partidários plagiou o seu próprio nome, armando seus atos em beneficio próprio, prática igualmente adotada por Éderson durante o seu mandato.
Alem de instalar o processo junto a Comissão de Ética do PT e sendo aprovada a expulsão dos referidos vereadores o PT pode ingressar no TRE solicitando a devolução do mandato partidário ocupado pelos vereadores em questão por prática de infidelidade partidária.
Ou, o partido e o Prefeito calam-se e partem para a “negociação” com a dupla de infiéis. Quanto ao terceiro vereador que compunha a dita base aliada, excelentíssimo senhor Eraldo de conhecida desobediência partidária será uma eterna pedra nos sapatos do executivo municipal e não nos surpreendemos se em breve o PTB, partido do nobre edil torne público sua indissolúvel unidade com seu patriarca Chico Gutierres.
E para ficar bem gravado nas nossas mentes observemos aquela foto onde posaram Armando e Éderson (do PT), João e Antônio (PMDB), Nadim (PP) e de Eraldo (PTB).
É a confirmação de que a nossa Câmara de Vereadores permanece povoada por representantes de uma sociedade individualista que tem como objetivo projetos de interesse pessoal e que como a ave plumada gostam de exibir seus adornos.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 10/01/2009.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Violência.
As definições são as mais variadas sobre os fatores que nos levam a estarmos passando por um período de extrema violência.
A violência está tão generalizada que se torna mais uma das tantas banalidades que presenciamos no nosso dia-a-dia.
A todo instante somos torpedeados pelos noticiosos digitalizados ou pela imprensa por fatos chocantes onde são demonstrados que a sociedade contemporânea está doente. Duplamente doente.
Doente pela insistência de se noticiar múltiplas vezes o mesmo fato, especialmente se este fato é de extrema violência.
Neste caso, doentes são todos aqueles que lucram constantemente, para não dizer exclusivamente, noticiando torturadoramente estes crimes.
Mais doentio é o consumo voraz pela grande maioria da população que hipnoticamente deixa tudo de lado para assistir esses casos de extremada violência praticados por pessoas, elogiadamente chamadas assim, sofredoras de igual transtorno.
Os casos dos pais que atiraram a filha pela janela ou dos “Bad Boys” de Brasília quando atearam fogo no índio ou aqueles espancadores de uma mulher trabalhadora no ponto de ônibus, ambos são filhos dos bacanas da classe média alta desta sociedade doente onde sobrevivemos.
A violência de hoje que está presente em nosso cotidiano tem uma explicação histórica.
Sua origem está na concentração de poder onde quanto menos pessoas possuir muito mais do que o necessário, muitas outras pessoas estarão propicias a cometerem atos criminosos só pelo instinto de sobrevivência.
Essa concentração de poder se inicia pela má distribuição de terras começando na colonização do território brasileiro a partir da instituição das capitanias hereditárias com o massacre dos povos indígenas.
Desde a invasão da América Latina pelo império espanhol e posteriormente o Brasil pelo império português os quais as elites brancas atuais apelidaram de descobridores acontece o controle das terras e de todas as suas riquezas minerais, incluindo-se a água, por uma elite colonizadora.
Este controle sempre esteve como sendo o objetivo central dos invasores europeus que criaram ardilosamente um conjunto de justificativas para legitimar toda essa apropriação indébita, estando entre elas à questão da raça um elemento central.
A justificativa para tal apropriação tinha que ter um fundamento lógico à época e o que foi encontrado para justar esta prática aos olhos europeus e a igreja católica romana, seria dar o controle das recentes riquezas aos fidalgos (os filhos de alguém - dos europeus).
Uma vez que os índios, povo original destas terras, primeiramente, e os negros seqüestrados da África posteriormente, não eram considerados seres humanos, portanto não podiam “controlar” as imensas riquezas da promissora descoberta.
Sob o signo desta discriminação racial foi fundada a base da constituição das classes sociais na America Latina e no Brasil.
Os noticiosos tupiniquins fazem questão de dissociar a origem étnico-racial deste debate, bem como quanto às classes sociais devido aos seus interesses serem comprometidos com aqueles que detêm o controle das riquezas no continente.
A violência que nos permitem saber é aquela que acontece nas regiões urbanas onde estejam envolvidos os representantes da fidalguia atual (brancos e ricos). Mas o grosso da violência fica escondido da grande maioria da população, aqueles que estão à margem da margem da miséria absoluta.
Outro importante fato subtraído das informações repassadas à população é a de que um alto índice dos crimes cometidos é de origem fidalga, tanto nos assaltos, trafico de drogas e nos chamados crimes do colarinho branco, assim deixando a população alheia a estes dados fundamentais para a identificação e responsabilização social de quem realmente pratica esses crimes.
MSN: itamarssantos@hotmail.com
Publicado em 07/01/2009 no www.melhordetodos.com.br
A violência está tão generalizada que se torna mais uma das tantas banalidades que presenciamos no nosso dia-a-dia.
A todo instante somos torpedeados pelos noticiosos digitalizados ou pela imprensa por fatos chocantes onde são demonstrados que a sociedade contemporânea está doente. Duplamente doente.
Doente pela insistência de se noticiar múltiplas vezes o mesmo fato, especialmente se este fato é de extrema violência.
Neste caso, doentes são todos aqueles que lucram constantemente, para não dizer exclusivamente, noticiando torturadoramente estes crimes.
Mais doentio é o consumo voraz pela grande maioria da população que hipnoticamente deixa tudo de lado para assistir esses casos de extremada violência praticados por pessoas, elogiadamente chamadas assim, sofredoras de igual transtorno.
Os casos dos pais que atiraram a filha pela janela ou dos “Bad Boys” de Brasília quando atearam fogo no índio ou aqueles espancadores de uma mulher trabalhadora no ponto de ônibus, ambos são filhos dos bacanas da classe média alta desta sociedade doente onde sobrevivemos.
A violência de hoje que está presente em nosso cotidiano tem uma explicação histórica.
Sua origem está na concentração de poder onde quanto menos pessoas possuir muito mais do que o necessário, muitas outras pessoas estarão propicias a cometerem atos criminosos só pelo instinto de sobrevivência.
Essa concentração de poder se inicia pela má distribuição de terras começando na colonização do território brasileiro a partir da instituição das capitanias hereditárias com o massacre dos povos indígenas.
Desde a invasão da América Latina pelo império espanhol e posteriormente o Brasil pelo império português os quais as elites brancas atuais apelidaram de descobridores acontece o controle das terras e de todas as suas riquezas minerais, incluindo-se a água, por uma elite colonizadora.
Este controle sempre esteve como sendo o objetivo central dos invasores europeus que criaram ardilosamente um conjunto de justificativas para legitimar toda essa apropriação indébita, estando entre elas à questão da raça um elemento central.
A justificativa para tal apropriação tinha que ter um fundamento lógico à época e o que foi encontrado para justar esta prática aos olhos europeus e a igreja católica romana, seria dar o controle das recentes riquezas aos fidalgos (os filhos de alguém - dos europeus).
Uma vez que os índios, povo original destas terras, primeiramente, e os negros seqüestrados da África posteriormente, não eram considerados seres humanos, portanto não podiam “controlar” as imensas riquezas da promissora descoberta.
Sob o signo desta discriminação racial foi fundada a base da constituição das classes sociais na America Latina e no Brasil.
Os noticiosos tupiniquins fazem questão de dissociar a origem étnico-racial deste debate, bem como quanto às classes sociais devido aos seus interesses serem comprometidos com aqueles que detêm o controle das riquezas no continente.
A violência que nos permitem saber é aquela que acontece nas regiões urbanas onde estejam envolvidos os representantes da fidalguia atual (brancos e ricos). Mas o grosso da violência fica escondido da grande maioria da população, aqueles que estão à margem da margem da miséria absoluta.
Outro importante fato subtraído das informações repassadas à população é a de que um alto índice dos crimes cometidos é de origem fidalga, tanto nos assaltos, trafico de drogas e nos chamados crimes do colarinho branco, assim deixando a população alheia a estes dados fundamentais para a identificação e responsabilização social de quem realmente pratica esses crimes.
MSN: itamarssantos@hotmail.com
Publicado em 07/01/2009 no www.melhordetodos.com.br
sábado, 27 de dezembro de 2008
Permites-me discordar?
Quem leu o artigo do nobre causídico, Astor Wartchow em 27 de dezembro do ano que se finda irá concordar que a inveja é e sempre será um pecado tido pela humanidade com imperdoável.
A inveja também é um dos fatores que impedem o avanço e a humanização social em uma comunidade ou país.
Lembramo-nos leitores que leram passivamente tal artigo que o gigantismo do Estado brasileiro foi aclamado pelos pares da classe alta quando este mesmo Estado interveio pesadamente para salvar os banqueiros e os grandes do agronegocio que se deram mal nas negociatas resultante da atual crise do sistema financeiro, a qual foi criada pela gula insana da iniciativa privada que atende pelo codinome de “mercado”.
O intervencionismo de Lula e dos demais governantes capitalistas globais socorreram de imediato a inteligência privatista por mais uma vez apesar ter dilapidado milhares de vagas de trabalho em todo o planeta, atirando milhares de famílias na mais profunda miséria as vésperas das festividades do nascimento de Jesus Cristo.
Aquele mesmo que há 2008 anos atrás teve que fugir dos poderosos ainda no santo ventre de sua mãe por ser o maior líder popular que se teve noticia.
A inveja está presente nos altos círculos sociais do capitalismo que não admite ser governada por um Presidente Metalúrgico, o qual retira todos os dias milhares de pessoas da miséria absoluta, coisa que a iniciativa privada não quer ver porque isto significa diminuição do seu exercito privado de miseráveis apostos para trabalhar por uns reles trocados de real.
Quem desta classe social pode acusar os órgãos públicos de serem corruptos, pois até o mais passivo dos alienados deste país sabe que a corrupção é a principal ferramenta utilizada pelos privatistas golpistas de plantão para se manterem no comando dos negócios.
Negócios e negociatas mantidas a “peso de ouro” nos irreais investimentos das “bolsas de valores”.
A inveja está presente na classe dominante e sempre pronta para impedir os avanços sociais por não suportarem ver a inclusão de milhões de pessoas no “mercado real” a partir dos programas do Governo Federal como o Bolsa Família e o Pró-uni que dão condições a estas pessoas tornarem-se independentes para caminharem sem nenhuma muleta governamental ou de alguma organização especializada em filantropia social.
A inveja está latente no seio da classe privatista por ter que admitir que o então “sapo barbudo” do passado estar entre as figuras mais influentes do mundo, fato este impossível de esconder daqueles mais alienados ideologicamente.
A sapiência intelectual tida como propriedade por aqueles que valorizam somente o que advém do privado, o que não o impedem de colocarem seus herdeiros na UFRGS por ser esta uma das melhores Universidades do Brasil, não consegue explicar como um de seus lideres, guru dos lucrativos investimentos, pessoa de ilibada ética e de refinada moral possa ter praticado o maior golpe já visto na histérica atividade financeira. Fato que deixo no chinelo o ladrão do trem pagador inglês.
A inatingível inteligência dos experientes investidores no mercado de capitais de nada serviu para impedir que o até então Guru do privatismo mundial, Bernard Madoff, praticasse o maior roubo já praticado no globo financeirizado, que segundo o governo dos EUA, o golpe chamado de “pirâmide financeira” lhe redeu mais de 60 bilhões de dólares.
Quem são os verdadeiros paranóicos e esquizofrênicos?
Paranóia (do grego antigo παράνοια, "loucura", composto de παρα-, "desordem" e do tema afim a νοῦς "mente") é uma psicose que se caracteriza pelo desenvolvimento de um delírio crônico (de grandeza, de perseguição, de zelo etc.), lúcido e sistemático, dotado de uma lógica interna própria, não estando associado a alucinações. A paranóia não acarreta o deterioramento das funções psíquicas externas à atividade delirante. Estas duas últimas características a distinguem da esquizofrenia paranóide.
Já a esquizofrenia é uma doença mental grave que se carateriza classicamente por uma colecção de sintomas, entre os quais avultam alterações do pensamento, alucinações (sobretudo auditivas), delírios e embotamento emocional com perda de contacto com a realidade, podendo causar um disfuncionamento social crônico.
Sabendo destes conceitos cientificos destas duas molestias da humanidade poderemos disernir quem são os alucinados nesta sociedade.
Ainda não nos permitimos viver em um Estado gigantesco que impedisse de sobrevivermos ao lado de miseráveis que morrem de fome ou morrem por terem comido barro com margarina fritos ao sol escaldante do Haiti.
Mas, somos obrigados a sobreviver sob o julgo do Estado minimo defendido pelos inteligentes privatistas causadores de todos os males de lesa humanidade que este sistema proporciona onde o objetivo central é o lucro.
Lucro este controlado e usufruidos por poucos e que nunca corrigiu nenhuma deformação social profocada pela ganacia financeira a qual tanto deforma a humanidade.
Suponhamos que os “empreendedores” privados fossem criativos o suficiente e socializassem uma pequena percentagem de seus faraonicos lucros; não haveriam pobres no Brasil e no mundo.
Suponhamos que a liberdade das atuais conceções estatais nas areas de rodovias, portos e aviação, exploração de minerais entre tantas fossem em beneficio da maioria do povo brasileiro, não haveria a necessidade de se lutar por um mundo mais justo socialmente, pois toda a liberdade concedida ao poder privado estaria a serviço de todos.
Mas, infelizmente por mais liberdade que os privatistas dipuserem nunca estará a serviço público pois sua genetica impede-os de se livrarem da paranóia lucrativa e da esquizofrênica ansia de ganhar cada vez mais sem nenhum custo.
Paranóico e esquizofrênico é o diagnostico apropriado a todo aquele que tem a coragem e consciência de defender o sistema vigente, pois este sistema é excludente, desumano e injusto por natureza.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 27/12/2008.
A inveja também é um dos fatores que impedem o avanço e a humanização social em uma comunidade ou país.
Lembramo-nos leitores que leram passivamente tal artigo que o gigantismo do Estado brasileiro foi aclamado pelos pares da classe alta quando este mesmo Estado interveio pesadamente para salvar os banqueiros e os grandes do agronegocio que se deram mal nas negociatas resultante da atual crise do sistema financeiro, a qual foi criada pela gula insana da iniciativa privada que atende pelo codinome de “mercado”.
O intervencionismo de Lula e dos demais governantes capitalistas globais socorreram de imediato a inteligência privatista por mais uma vez apesar ter dilapidado milhares de vagas de trabalho em todo o planeta, atirando milhares de famílias na mais profunda miséria as vésperas das festividades do nascimento de Jesus Cristo.
Aquele mesmo que há 2008 anos atrás teve que fugir dos poderosos ainda no santo ventre de sua mãe por ser o maior líder popular que se teve noticia.
A inveja está presente nos altos círculos sociais do capitalismo que não admite ser governada por um Presidente Metalúrgico, o qual retira todos os dias milhares de pessoas da miséria absoluta, coisa que a iniciativa privada não quer ver porque isto significa diminuição do seu exercito privado de miseráveis apostos para trabalhar por uns reles trocados de real.
Quem desta classe social pode acusar os órgãos públicos de serem corruptos, pois até o mais passivo dos alienados deste país sabe que a corrupção é a principal ferramenta utilizada pelos privatistas golpistas de plantão para se manterem no comando dos negócios.
Negócios e negociatas mantidas a “peso de ouro” nos irreais investimentos das “bolsas de valores”.
A inveja está presente na classe dominante e sempre pronta para impedir os avanços sociais por não suportarem ver a inclusão de milhões de pessoas no “mercado real” a partir dos programas do Governo Federal como o Bolsa Família e o Pró-uni que dão condições a estas pessoas tornarem-se independentes para caminharem sem nenhuma muleta governamental ou de alguma organização especializada em filantropia social.
A inveja está latente no seio da classe privatista por ter que admitir que o então “sapo barbudo” do passado estar entre as figuras mais influentes do mundo, fato este impossível de esconder daqueles mais alienados ideologicamente.
A sapiência intelectual tida como propriedade por aqueles que valorizam somente o que advém do privado, o que não o impedem de colocarem seus herdeiros na UFRGS por ser esta uma das melhores Universidades do Brasil, não consegue explicar como um de seus lideres, guru dos lucrativos investimentos, pessoa de ilibada ética e de refinada moral possa ter praticado o maior golpe já visto na histérica atividade financeira. Fato que deixo no chinelo o ladrão do trem pagador inglês.
A inatingível inteligência dos experientes investidores no mercado de capitais de nada serviu para impedir que o até então Guru do privatismo mundial, Bernard Madoff, praticasse o maior roubo já praticado no globo financeirizado, que segundo o governo dos EUA, o golpe chamado de “pirâmide financeira” lhe redeu mais de 60 bilhões de dólares.
Quem são os verdadeiros paranóicos e esquizofrênicos?
Paranóia (do grego antigo παράνοια, "loucura", composto de παρα-, "desordem" e do tema afim a νοῦς "mente") é uma psicose que se caracteriza pelo desenvolvimento de um delírio crônico (de grandeza, de perseguição, de zelo etc.), lúcido e sistemático, dotado de uma lógica interna própria, não estando associado a alucinações. A paranóia não acarreta o deterioramento das funções psíquicas externas à atividade delirante. Estas duas últimas características a distinguem da esquizofrenia paranóide.
Já a esquizofrenia é uma doença mental grave que se carateriza classicamente por uma colecção de sintomas, entre os quais avultam alterações do pensamento, alucinações (sobretudo auditivas), delírios e embotamento emocional com perda de contacto com a realidade, podendo causar um disfuncionamento social crônico.
Sabendo destes conceitos cientificos destas duas molestias da humanidade poderemos disernir quem são os alucinados nesta sociedade.
Ainda não nos permitimos viver em um Estado gigantesco que impedisse de sobrevivermos ao lado de miseráveis que morrem de fome ou morrem por terem comido barro com margarina fritos ao sol escaldante do Haiti.
Mas, somos obrigados a sobreviver sob o julgo do Estado minimo defendido pelos inteligentes privatistas causadores de todos os males de lesa humanidade que este sistema proporciona onde o objetivo central é o lucro.
Lucro este controlado e usufruidos por poucos e que nunca corrigiu nenhuma deformação social profocada pela ganacia financeira a qual tanto deforma a humanidade.
Suponhamos que os “empreendedores” privados fossem criativos o suficiente e socializassem uma pequena percentagem de seus faraonicos lucros; não haveriam pobres no Brasil e no mundo.
Suponhamos que a liberdade das atuais conceções estatais nas areas de rodovias, portos e aviação, exploração de minerais entre tantas fossem em beneficio da maioria do povo brasileiro, não haveria a necessidade de se lutar por um mundo mais justo socialmente, pois toda a liberdade concedida ao poder privado estaria a serviço de todos.
Mas, infelizmente por mais liberdade que os privatistas dipuserem nunca estará a serviço público pois sua genetica impede-os de se livrarem da paranóia lucrativa e da esquizofrênica ansia de ganhar cada vez mais sem nenhum custo.
Paranóico e esquizofrênico é o diagnostico apropriado a todo aquele que tem a coragem e consciência de defender o sistema vigente, pois este sistema é excludente, desumano e injusto por natureza.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 27/12/2008.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'
'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'.
Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro.
Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'.
Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.
Diário - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.
Com que objetivo?
A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.
Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação?
Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa?
Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal.
Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos,
o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos.. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.
Dê um exemplo.
Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis.
De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão.
O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de
passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão'.
Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?
Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari.
Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente.
As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um
serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando
a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.
Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.
Eles testaram você?
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito
que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias.. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
Itamar Santos
MSN:itamarssantos13@hotmail.com
'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'.
Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro.
Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'.
Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.
Diário - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.
Com que objetivo?
A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.
Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação?
Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa?
Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal.
Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos,
o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos.. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.
Dê um exemplo.
Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis.
De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão.
O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de
passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão'.
Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?
Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari.
Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente.
As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um
serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando
a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.
Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.
Eles testaram você?
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito
que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias.. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
Itamar Santos
MSN:itamarssantos13@hotmail.com
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Saúde: Um Direito visto como despesa.
No Artigo 196 da Constituição Federal está consagrado: “A saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.”
Por ser um Direito a saúde pública está garantido para ricos e pobres independente de raça, crédulo ou paixões clubisticas, tendo que sermos atendidos em hospitais e nos postos de saúde sem desembolsar nada.
Ao mesmo tempo em que não pagamos nada no ato do atendimento isso não significa que este serviço seja grátis ou algo filantrópico, mera caridade daqueles auto intitulados de filantropos apesar da hipocrisia que os denuncia.
A Saúde grafada na Constituição Federal está longe de existir na sua plenitude aja vista a fenomenal crise porque passa o SUS em todo o país. Mesmo com esse quadro desalentador é este sistema que sustenta a maioria dos tratamentos de baixa a alta complexidade estando por detrás de todos aqueles chamados de “filantrópicos” com os repasses de cada procedimento realizados, de cada esparadrapo gasto.
Isto sem contabilizar os milhões de reais em isenções de tributos dados para que estes estabelecimentos ofereçam um serviço digno aos seus usuários, os verdadeiros pagadores desses custos bem como do lucro advindo desse serviço.
A saúde brasileira sempre foi relegada a sua própria sorte e graças aos trabalhadores e trabalhadoras que apesar de tudo são os verdadeiros militantes desta causa fazendo verdadeiros milagres para manter um serviço digno.
Dinheiro todos nós sabemos que há, sabemos também que falta é vontade política de nossos governantes para aplicar estes recursos na saúde pública, pois a Emenda 29 da C.F garante a origem destes recursos.
Mas, infelizmente há uma prática vigente onde inclui a Saúde como sendo um pesado custo para a sociedade.
Por isso sempre é bom lembrar que se há dinheiro; esse dinheiro tem que chegar até os serviços de saúde desvinculados de qualquer artifício como os colocados pela Lei de Responsabilidade Fiscal-LRF que limitam os gastos como os servidores públicos em 54% dos orçamentos municipais empurrando os serviços de saúde para as mãos gananciosas da terceirização extremamente desqualificada.
Se há problemas orçamentários, principalmente, nos governos federais e estaduais é na saúde que vem o maior corte.
Isto acontece para pagar os juros de uma divida que já foi paga varias vezes, dando para essa desfaçatez o nome de “superávit primário”.
Por causa desta prática nada caridosa vemos no Brasil o retorno de doenças a mais de 50 anos erradicadas, como a febre amarela e a dengue alem das filas intermináveis dos postos de saúde até para as cirurgias hospitalares que na maioria dos casos causa a morte prematura dos pacientes.
A partir deste quadro podemos perceber qual é o grau de importância que os governos dão a saúde do povo.
Cabe ao Município através de seu Secretário de Saúde e de seu Prefeito em conjunto a população adotarem uma ampla campanha em defesa da saúde publica que inclua:
# a imediata correção imediata da tabela de procedimentos do SUS;
# pela aplicação efetiva da Emenda 29 pela União e pelo Estado e pelo fim da vinculação dos gastos com os salários dos servidores da saúde impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Somente com a desvinculação dos gastos com os salários dos servidores da saúde o Município de Viamão, por exemplo, poderia contratar via concurso publico todos os servidores para as 52 equipes do Programa de Saúde da Família-PSF, no mínimo, e os agentes de combate ao mosquito da dengue entre tantos outros que atualmente só podem ser contratados temporariamente ou por terceirizadas.
Imposição típica da LRF que oculta uma conhecida pratica liberal que direciona o dinheiro publico para os bolsos capitalistas.
Infelizmente num mundo globalizado pela exploração do homem pelo homem em nada nos favorecem termos no Brasil 118 faculdades de medicina, pois a maioria destas fábricas de “doutores”, entre elas estão às públicas, forma profissionais interessados em adquirir sua renda pessoal e status social sem nenhum compromisso ético de servir a saúde do povo.
Esta triste realidade será transformada no momento em que o povo perceber que a transformação faz parte da sua ação, da sua luta por mais saneamento básico, por água potável, pelo respeito ao meio ambiente e pela exigência de cumprimento de seus direitos.
Itamar Santos.
itamarssantos13@hotmail.com
Por ser um Direito a saúde pública está garantido para ricos e pobres independente de raça, crédulo ou paixões clubisticas, tendo que sermos atendidos em hospitais e nos postos de saúde sem desembolsar nada.
Ao mesmo tempo em que não pagamos nada no ato do atendimento isso não significa que este serviço seja grátis ou algo filantrópico, mera caridade daqueles auto intitulados de filantropos apesar da hipocrisia que os denuncia.
A Saúde grafada na Constituição Federal está longe de existir na sua plenitude aja vista a fenomenal crise porque passa o SUS em todo o país. Mesmo com esse quadro desalentador é este sistema que sustenta a maioria dos tratamentos de baixa a alta complexidade estando por detrás de todos aqueles chamados de “filantrópicos” com os repasses de cada procedimento realizados, de cada esparadrapo gasto.
Isto sem contabilizar os milhões de reais em isenções de tributos dados para que estes estabelecimentos ofereçam um serviço digno aos seus usuários, os verdadeiros pagadores desses custos bem como do lucro advindo desse serviço.
A saúde brasileira sempre foi relegada a sua própria sorte e graças aos trabalhadores e trabalhadoras que apesar de tudo são os verdadeiros militantes desta causa fazendo verdadeiros milagres para manter um serviço digno.
Dinheiro todos nós sabemos que há, sabemos também que falta é vontade política de nossos governantes para aplicar estes recursos na saúde pública, pois a Emenda 29 da C.F garante a origem destes recursos.
Mas, infelizmente há uma prática vigente onde inclui a Saúde como sendo um pesado custo para a sociedade.
Por isso sempre é bom lembrar que se há dinheiro; esse dinheiro tem que chegar até os serviços de saúde desvinculados de qualquer artifício como os colocados pela Lei de Responsabilidade Fiscal-LRF que limitam os gastos como os servidores públicos em 54% dos orçamentos municipais empurrando os serviços de saúde para as mãos gananciosas da terceirização extremamente desqualificada.
Se há problemas orçamentários, principalmente, nos governos federais e estaduais é na saúde que vem o maior corte.
Isto acontece para pagar os juros de uma divida que já foi paga varias vezes, dando para essa desfaçatez o nome de “superávit primário”.
Por causa desta prática nada caridosa vemos no Brasil o retorno de doenças a mais de 50 anos erradicadas, como a febre amarela e a dengue alem das filas intermináveis dos postos de saúde até para as cirurgias hospitalares que na maioria dos casos causa a morte prematura dos pacientes.
A partir deste quadro podemos perceber qual é o grau de importância que os governos dão a saúde do povo.
Cabe ao Município através de seu Secretário de Saúde e de seu Prefeito em conjunto a população adotarem uma ampla campanha em defesa da saúde publica que inclua:
# a imediata correção imediata da tabela de procedimentos do SUS;
# pela aplicação efetiva da Emenda 29 pela União e pelo Estado e pelo fim da vinculação dos gastos com os salários dos servidores da saúde impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Somente com a desvinculação dos gastos com os salários dos servidores da saúde o Município de Viamão, por exemplo, poderia contratar via concurso publico todos os servidores para as 52 equipes do Programa de Saúde da Família-PSF, no mínimo, e os agentes de combate ao mosquito da dengue entre tantos outros que atualmente só podem ser contratados temporariamente ou por terceirizadas.
Imposição típica da LRF que oculta uma conhecida pratica liberal que direciona o dinheiro publico para os bolsos capitalistas.
Infelizmente num mundo globalizado pela exploração do homem pelo homem em nada nos favorecem termos no Brasil 118 faculdades de medicina, pois a maioria destas fábricas de “doutores”, entre elas estão às públicas, forma profissionais interessados em adquirir sua renda pessoal e status social sem nenhum compromisso ético de servir a saúde do povo.
Esta triste realidade será transformada no momento em que o povo perceber que a transformação faz parte da sua ação, da sua luta por mais saneamento básico, por água potável, pelo respeito ao meio ambiente e pela exigência de cumprimento de seus direitos.
Itamar Santos.
itamarssantos13@hotmail.com
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Solidariedade a Santa Catarina.
A Cruz Vermelha Brasileira, em atenção às vítimas da recente tragédia que se abateu sobre as famílias do Estado de Santa Catarina mobiliza Federação Internacional e lança neste momento sua Campanha de Arrecadação para o socorro das populações atingidas nas áreas de risco daquele estado.
A Federação Internacional da Cruz Vermelha e o movimento internacional do Crescente Vermelho já enviaram uma delegada para apoio das ações da Cruz Vermelha Brasileira nesta tragédia ocorrida em Santa Catarina, que despertou um sentimento de solidariedade em todo o País. Diversas organizações, empresas e pessoas físicas estão se mobilizando para assistência às vítimas.
Porém, é necessário que o sentimento de solidariedade se transforme em ações e que as doações se concretizem, não apenas em espécie, mas também em dinheiro que em qualquer quantidade ou valor serão bem vindas.
Necessitamos prioritariamente de kits de higiene/limpeza, água, alimentos não perecíveis a serem encaminhados para às milhares de pessoas desabrigadas. As doações destes materiais podem ser entregues nas Filiais da Cruz Vermelha de sua cidade e nos endereços indicados pela Defesa Civil.
Necessitamos de sua colaboração nesta causa, veiculando as reais necessidades daquela população atingida, bem como direcionando a Cruz Vermelha Brasileira às empresas colaboradoras na área de transporte, suprimento e logística de modo a criarmos uma ação integrada e sinérgica.
Contribua com esta campanha
A Cruz Vermelha possui uma conta bancária específica, sob supervisão do Poder Judiciário, para as doações destinadas ao socorro das vítimas de Santa Catarina.
Doações podem ser feitas por depósito bancário ou DOC (é necessário mencionar o CNPJ da Cruz Vermelha Brasileira - CNPJ: 33.651.803/0001-65).
Efetuado o depósito, pedimos que seja enviado um e-mail à Cruz Vermelha Brasileira, no nome de Antônio Espiñel Moreira - Diretor Tesoureiro (cvbrasileira@terra.com.br) informando o nome do doador e o valor depositado.
CRUZ VERMELHA BRASILEIRA
CNPJ: 33.651.803/0001-65
BANCO DO BRASIL
AGENCIA: 2865-7
CONTA: 400087-0
--
Wesley Fasollo
Communications Manager / Gerente de Comunicação
Cruz Vermelha Brasileira
Bazilian Red Cross
21 2221-0658 - ramal 29
21 7127-1440
itamarssantos13@hotmail.com
A Federação Internacional da Cruz Vermelha e o movimento internacional do Crescente Vermelho já enviaram uma delegada para apoio das ações da Cruz Vermelha Brasileira nesta tragédia ocorrida em Santa Catarina, que despertou um sentimento de solidariedade em todo o País. Diversas organizações, empresas e pessoas físicas estão se mobilizando para assistência às vítimas.
Porém, é necessário que o sentimento de solidariedade se transforme em ações e que as doações se concretizem, não apenas em espécie, mas também em dinheiro que em qualquer quantidade ou valor serão bem vindas.
Necessitamos prioritariamente de kits de higiene/limpeza, água, alimentos não perecíveis a serem encaminhados para às milhares de pessoas desabrigadas. As doações destes materiais podem ser entregues nas Filiais da Cruz Vermelha de sua cidade e nos endereços indicados pela Defesa Civil.
Necessitamos de sua colaboração nesta causa, veiculando as reais necessidades daquela população atingida, bem como direcionando a Cruz Vermelha Brasileira às empresas colaboradoras na área de transporte, suprimento e logística de modo a criarmos uma ação integrada e sinérgica.
Contribua com esta campanha
A Cruz Vermelha possui uma conta bancária específica, sob supervisão do Poder Judiciário, para as doações destinadas ao socorro das vítimas de Santa Catarina.
Doações podem ser feitas por depósito bancário ou DOC (é necessário mencionar o CNPJ da Cruz Vermelha Brasileira - CNPJ: 33.651.803/0001-65).
Efetuado o depósito, pedimos que seja enviado um e-mail à Cruz Vermelha Brasileira, no nome de Antônio Espiñel Moreira - Diretor Tesoureiro (cvbrasileira@terra.com.br) informando o nome do doador e o valor depositado.
CRUZ VERMELHA BRASILEIRA
CNPJ: 33.651.803/0001-65
BANCO DO BRASIL
AGENCIA: 2865-7
CONTA: 400087-0
--
Wesley Fasollo
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Bazilian Red Cross
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Novelas...
Ou “merchandising político.”
Durante a ditadura militar a cultura popular e seus produtores militantes se utilizavam de metáforas para burlar a crivo ditatorial da época e assim poderem expressar suas opiniões e denunciar as atrocidades cometidas pelos generais do sistema.
Assim eram nas musicas de Chico Buarque, Milton Nascimento e de tantos outros que por meio de suas musicas passavam mensagens de esperança ao povo torturado e oprimido por longos anos.
Passaram mais de 40 anos deste triste período e este artifício, antes usado por aqueles que lutavam por democracia, agora é utilizado pela grande mídia empresarial que seleciona aspectos da vida social e trata deles de forma apaixonada, visceral, pelas ações e conflitos de um grupo de personagens.
É dessa forma que o Brasil real emerge, com mais clareza, menos traumático ao invés do caos entorpecente do noticiário.
As telenovelas em geral buscam realismo em suas tramas, ainda hoje, como há quase 40 anos, o principal produto da televisão brasileira pelo volume de audiência, faturamento comercial e importância na estrutura da programação.
Amparadas pela imensa audiência as redes de TVs se utilizam deste expediente para atuar sobre a população a fim de alienar um numero maior de tele noveleiros possível, através da busca sonhadora de que um dia poderá ser ou viver como os galãs e as atrizes famosas da TV.
As novelas se tornaram um instrumento importante de introdução ideológica em horário nobre como se pôde perceber no capitulo que foi exibido no dia 4 de outubro deste ano na novela ‘A Favorita’, da Rede Globo. O diálogo entre as personagens de Claudia Raia e José Mayer foi uma bela metáfora ou ‘merchandising social’, como queiram, a favor das empresas como a Aracruz Celulose e a Stora Enso.
Na cena o personagem de Mayer resiste em vender seu lote de terra para a exploração de eucalipto para uma empresa de celulose de propriedade do personagem do ator Mauro Mendonça o que a personagem de Claudia Raia diz: “Que que tem? Todo mundo precisa de papel” e “pelo que sei, são tudo 100% reflorestado” numa clara omissão por parte do escritor da novela e da Rede Globo de TV em não informar que na vida real empresas como estas são acusadas de corrupção e condenadas por desmatamentos ilegais.
Além dessa clara opção ideológica pelas indústrias papeleiras a indústria de entretenimento introduz por dentro da trama fictícia comerciais de todo o tipo de produtos.
Os quais mecanicamente, as pessoas passam a consumir desnecessariamente somente porque é consumido pelos personagens da novela das seis, sete, nove, e das dez que estrategicamente são os ditos horários nobres que compreende o período em que as famílias retornam as suas casas vindas da escola e do trabalho.
Ao transformarem os enredos em verdadeiras peças publicitárias, agora os escritores introduzem, obedecendo a seus patrões, os quais não satisfeitos em terem seus produtos consumidos por bilhões de telespectadores passam a introduzir aspectos da ideologia dominante, produzindo o chamado “merchandising político”.
Isso fica claro nesta novela e nas anteriores como Duas Caras que teve um perfil de regressão geral no debate democrático e de fortalecimento do "pensamento único", ou do pensamento conservador que a máquina coordenada da mídia quer fazer passar por verdade universal.
A proibição, mesmo que negada,da diversidade no jornalismo é fato notório, desde que os grandes veículos deixaram de ter em seus quadros gente das mais variadas tendências ideológicas, preferindo dar espaço a uma infinidade de vozes que, com raríssimas exceções, apenas ecoam o pensamento liberal e fazem proselitismo de seu ideário, em absoluta sintonia com a perspectiva patronal.
Agora se percebe que os colunistas de política e economia, os editorialistas, os articulistas amigos e demais zeladores do pensamento único ganharam a companhia dos autores de telenovelas. Ou, ao menos de um peso-pesado entre eles, o consagrado Aguinaldo Silva, regente da orquestra de redatores da rede globo.
Mas, a Rede Globo não está mais sozinha neste rendoso mercado.
No mesmo horário a Rede Record estabelece uma forte concorrência com a continuação da novela “Caminhos do Coração - Os Mutantes” que esta carregada de efeitos especiais e de seres quiméricos.
Efeitos estes muito utilizados nas produções norte americanas como X-Men, Heroes, Guerra nas Estrelas entre outras do tipo.
A Rede do “Bispo” trás através desta pesa de ficção temas que devem ser observados na sutileza em que são abordados pelo grupo de escritores.
Nesta faze a novela aborda uma pretensa dominação da terra por seres extraterrestres chamados de “Repitilianos” que para os ufólogos seria possível de acontecer.
Na trama estes seres estão em busca de água e para isso escolhe o Brasil como país base desta invasão por ser um país que está entre os mais ricos deste bem em todo o mundo.
Apesar de ser uma novela deslocada da vida real o seu enredo aborda temas importantes como a questão da escassez da água, a questão da transgenia e da mutação de seres vivos que explorada por pessoas inescrupulosas podem causar sérios males na vida real.
A novela aborda a luta entre os policiais do bem e aqueles que seguem a linha de que “bandido bom é bandido morto”, representados na trama por “vampiro bom é vampiro morto”.
Nossas opções estão monopolizadas nas mãos de algumas famílias que controlam as telecomunicações no país, portanto temos que estar atento aquilo que nos fazem assistir.
Itamar Santos.
Publicado em 03/12/2008 no www.melhordetodos.com.br
itamarssantos13@hotmail.com
Durante a ditadura militar a cultura popular e seus produtores militantes se utilizavam de metáforas para burlar a crivo ditatorial da época e assim poderem expressar suas opiniões e denunciar as atrocidades cometidas pelos generais do sistema.
Assim eram nas musicas de Chico Buarque, Milton Nascimento e de tantos outros que por meio de suas musicas passavam mensagens de esperança ao povo torturado e oprimido por longos anos.
Passaram mais de 40 anos deste triste período e este artifício, antes usado por aqueles que lutavam por democracia, agora é utilizado pela grande mídia empresarial que seleciona aspectos da vida social e trata deles de forma apaixonada, visceral, pelas ações e conflitos de um grupo de personagens.
É dessa forma que o Brasil real emerge, com mais clareza, menos traumático ao invés do caos entorpecente do noticiário.
As telenovelas em geral buscam realismo em suas tramas, ainda hoje, como há quase 40 anos, o principal produto da televisão brasileira pelo volume de audiência, faturamento comercial e importância na estrutura da programação.
Amparadas pela imensa audiência as redes de TVs se utilizam deste expediente para atuar sobre a população a fim de alienar um numero maior de tele noveleiros possível, através da busca sonhadora de que um dia poderá ser ou viver como os galãs e as atrizes famosas da TV.
As novelas se tornaram um instrumento importante de introdução ideológica em horário nobre como se pôde perceber no capitulo que foi exibido no dia 4 de outubro deste ano na novela ‘A Favorita’, da Rede Globo. O diálogo entre as personagens de Claudia Raia e José Mayer foi uma bela metáfora ou ‘merchandising social’, como queiram, a favor das empresas como a Aracruz Celulose e a Stora Enso.
Na cena o personagem de Mayer resiste em vender seu lote de terra para a exploração de eucalipto para uma empresa de celulose de propriedade do personagem do ator Mauro Mendonça o que a personagem de Claudia Raia diz: “Que que tem? Todo mundo precisa de papel” e “pelo que sei, são tudo 100% reflorestado” numa clara omissão por parte do escritor da novela e da Rede Globo de TV em não informar que na vida real empresas como estas são acusadas de corrupção e condenadas por desmatamentos ilegais.
Além dessa clara opção ideológica pelas indústrias papeleiras a indústria de entretenimento introduz por dentro da trama fictícia comerciais de todo o tipo de produtos.
Os quais mecanicamente, as pessoas passam a consumir desnecessariamente somente porque é consumido pelos personagens da novela das seis, sete, nove, e das dez que estrategicamente são os ditos horários nobres que compreende o período em que as famílias retornam as suas casas vindas da escola e do trabalho.
Ao transformarem os enredos em verdadeiras peças publicitárias, agora os escritores introduzem, obedecendo a seus patrões, os quais não satisfeitos em terem seus produtos consumidos por bilhões de telespectadores passam a introduzir aspectos da ideologia dominante, produzindo o chamado “merchandising político”.
Isso fica claro nesta novela e nas anteriores como Duas Caras que teve um perfil de regressão geral no debate democrático e de fortalecimento do "pensamento único", ou do pensamento conservador que a máquina coordenada da mídia quer fazer passar por verdade universal.
A proibição, mesmo que negada,da diversidade no jornalismo é fato notório, desde que os grandes veículos deixaram de ter em seus quadros gente das mais variadas tendências ideológicas, preferindo dar espaço a uma infinidade de vozes que, com raríssimas exceções, apenas ecoam o pensamento liberal e fazem proselitismo de seu ideário, em absoluta sintonia com a perspectiva patronal.
Agora se percebe que os colunistas de política e economia, os editorialistas, os articulistas amigos e demais zeladores do pensamento único ganharam a companhia dos autores de telenovelas. Ou, ao menos de um peso-pesado entre eles, o consagrado Aguinaldo Silva, regente da orquestra de redatores da rede globo.
Mas, a Rede Globo não está mais sozinha neste rendoso mercado.
No mesmo horário a Rede Record estabelece uma forte concorrência com a continuação da novela “Caminhos do Coração - Os Mutantes” que esta carregada de efeitos especiais e de seres quiméricos.
Efeitos estes muito utilizados nas produções norte americanas como X-Men, Heroes, Guerra nas Estrelas entre outras do tipo.
A Rede do “Bispo” trás através desta pesa de ficção temas que devem ser observados na sutileza em que são abordados pelo grupo de escritores.
Nesta faze a novela aborda uma pretensa dominação da terra por seres extraterrestres chamados de “Repitilianos” que para os ufólogos seria possível de acontecer.
Na trama estes seres estão em busca de água e para isso escolhe o Brasil como país base desta invasão por ser um país que está entre os mais ricos deste bem em todo o mundo.
Apesar de ser uma novela deslocada da vida real o seu enredo aborda temas importantes como a questão da escassez da água, a questão da transgenia e da mutação de seres vivos que explorada por pessoas inescrupulosas podem causar sérios males na vida real.
A novela aborda a luta entre os policiais do bem e aqueles que seguem a linha de que “bandido bom é bandido morto”, representados na trama por “vampiro bom é vampiro morto”.
Nossas opções estão monopolizadas nas mãos de algumas famílias que controlam as telecomunicações no país, portanto temos que estar atento aquilo que nos fazem assistir.
Itamar Santos.
Publicado em 03/12/2008 no www.melhordetodos.com.br
itamarssantos13@hotmail.com
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Classes Sociais.
A divisão da sociedade em classes sociais é um antigo artifício utilizado pelos capitalistas para gerarem uma permanente disputa entre as pessoas.
Há pessoas que tem renda familiar de R$ 3.000,00 mensais e se dizem de classe média alta apoiada por “estudos” que apontam esta faixa salarial como sendo incluída nesta parte da pirâmide social.
Na verdade esta faixa só serve para que seja taxado pelo Imposto de Renda em 27%, imposto este que deveria ser chamado de “Imposto de Salário”, pois imprime uma taxação na classe assalariada desproporcional se comparada com a minoria que vive de “renda”, a verdadeira classe alta.
Por isso a urgência de se fazer uma verdadeira reforma tributária no Brasil onde o Importo de Renda seja cobrado proporcional ao lucro e não como é hoje, sobre o salário.
Projeto este que está parado no Congresso Federal sem que seja votado, pois ira influir no lucro daqueles que estão no topo da pirâmide social.
Apesar de ter diminuído o numero de miseráveis desde o ano de 2003, graças às políticas sociais implementadas pelo Governo Federal (PT) onde ocorreram aumentos do salário mínimo acima da inflação, aumento do numero de empregos com carteira assinada, entre outros, que proporcionaram uma queda de 39,6% em 2002 para 20,1% em 2007 de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (PNAD).
Mas, estes estudos incluem pessoas como sendo de classe media-media ou media-alta aquelas que recebem salários entre R$ 1.482,00 a 2.965,00, seguindo a mesma lógica perversa de se utilizarem desses indivíduos para manterem a concorrência entre os seres humanos e assim introduzirem sentimentos inverídicos nestas mentes que “se acham” superiores aos demais, mas na real está na mesma classe social.
Essas pessoas se acham que estão em um nível social, mas não estão. Seu status é mantido como o saldo do cheque especial no limite, anda de carro com parcelamento em longas prestações e o carro é chamado de popular.
E mesmo assim esta gente se acha o máximo e não percebe que é explorado pelo seu patrão, o qual lucra bilhões com o seu trabalho e paga proporcionalmente o mesmo imposto do que esta pessoa que não deixa de ser um trabalhador assalariado diferenciando-se daqueles que recebem a bolsa família porque ainda não foi demitido.
Sua ignorância e arrogância não lhes permitem perceber que o seu adversário imediato não está no governo Lula o qual realiza um trabalho social direcionado aos miseráveis porque estes não têm trabalho, negado por aquele da classe alta, detentor dos meios de produção, ou seja, são os ricos que não tem interesse em dar trabalho aqueles que necessitam de trabalhar.
Esta pratica mantém uma enorme distância financeira entre as pessoas proporcionando uma forte concentração de renda nas mãos de poucos, os quais não são molestados, pois entre eles e os miseráveis, estão os da classe média que se acha e fica bravo ao ver os miseráveis saírem minimamente da miséria absoluta.
Querer solidariedade de rico é ser ingênuo, mas o que falta a classe média é ser mais fraterna com os que têm menos do que ela e se unir a estes para juntos conquistarem uma vida mais digna e fraterna.
Unir-se para exigir do Presidente Lula que pressione os congressistas a realizarem a reforma tributária que taxe o lucro ao invés de taxar os salários e exigir dos ricos que repassem aos salários os mesmos índices que são majorados aos seus produtos.
Só isso já seria um grande avanço para uma classe que teve acesso a muitas coisas em relação a aqueles que sobrevivem da caridade governamental ou de seus iguais.
Itamar Santos
ver.itamarsantos@bol.com.br
Há pessoas que tem renda familiar de R$ 3.000,00 mensais e se dizem de classe média alta apoiada por “estudos” que apontam esta faixa salarial como sendo incluída nesta parte da pirâmide social.
Na verdade esta faixa só serve para que seja taxado pelo Imposto de Renda em 27%, imposto este que deveria ser chamado de “Imposto de Salário”, pois imprime uma taxação na classe assalariada desproporcional se comparada com a minoria que vive de “renda”, a verdadeira classe alta.
Por isso a urgência de se fazer uma verdadeira reforma tributária no Brasil onde o Importo de Renda seja cobrado proporcional ao lucro e não como é hoje, sobre o salário.
Projeto este que está parado no Congresso Federal sem que seja votado, pois ira influir no lucro daqueles que estão no topo da pirâmide social.
Apesar de ter diminuído o numero de miseráveis desde o ano de 2003, graças às políticas sociais implementadas pelo Governo Federal (PT) onde ocorreram aumentos do salário mínimo acima da inflação, aumento do numero de empregos com carteira assinada, entre outros, que proporcionaram uma queda de 39,6% em 2002 para 20,1% em 2007 de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (PNAD).
Mas, estes estudos incluem pessoas como sendo de classe media-media ou media-alta aquelas que recebem salários entre R$ 1.482,00 a 2.965,00, seguindo a mesma lógica perversa de se utilizarem desses indivíduos para manterem a concorrência entre os seres humanos e assim introduzirem sentimentos inverídicos nestas mentes que “se acham” superiores aos demais, mas na real está na mesma classe social.
Essas pessoas se acham que estão em um nível social, mas não estão. Seu status é mantido como o saldo do cheque especial no limite, anda de carro com parcelamento em longas prestações e o carro é chamado de popular.
E mesmo assim esta gente se acha o máximo e não percebe que é explorado pelo seu patrão, o qual lucra bilhões com o seu trabalho e paga proporcionalmente o mesmo imposto do que esta pessoa que não deixa de ser um trabalhador assalariado diferenciando-se daqueles que recebem a bolsa família porque ainda não foi demitido.
Sua ignorância e arrogância não lhes permitem perceber que o seu adversário imediato não está no governo Lula o qual realiza um trabalho social direcionado aos miseráveis porque estes não têm trabalho, negado por aquele da classe alta, detentor dos meios de produção, ou seja, são os ricos que não tem interesse em dar trabalho aqueles que necessitam de trabalhar.
Esta pratica mantém uma enorme distância financeira entre as pessoas proporcionando uma forte concentração de renda nas mãos de poucos, os quais não são molestados, pois entre eles e os miseráveis, estão os da classe média que se acha e fica bravo ao ver os miseráveis saírem minimamente da miséria absoluta.
Querer solidariedade de rico é ser ingênuo, mas o que falta a classe média é ser mais fraterna com os que têm menos do que ela e se unir a estes para juntos conquistarem uma vida mais digna e fraterna.
Unir-se para exigir do Presidente Lula que pressione os congressistas a realizarem a reforma tributária que taxe o lucro ao invés de taxar os salários e exigir dos ricos que repassem aos salários os mesmos índices que são majorados aos seus produtos.
Só isso já seria um grande avanço para uma classe que teve acesso a muitas coisas em relação a aqueles que sobrevivem da caridade governamental ou de seus iguais.
Itamar Santos
ver.itamarsantos@bol.com.br
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Acabaram as férias.
Ótimo!
Acabaram as férias do L.F Veríssimo, teremos mais uma coluna escrita com inigualável clareza na abordagem dos fatos.
Quisera que todos que se dizem inteligentes fossem burros como ele quando esta de férias.
Os jornais e os jornalistas informariam bem melhor os seus leitores que garantem seus empregos.
Durante as suas merecidas férias a grande mídia esteve e está inundada de matérias referentes às eleições brasileiras e das norte americanas, com obvia predominância para as ultimas.
Outro tema que esta ocupando generosos espaços midiáticos são as noticias sobre a crise econômica a qual como a AIDS infectou todo o mundo.
Dizem que sempre quando as coisas estão ruins a algum aprendizado e para isso esta crise está servindo. Com ela confirma-se que os ricos nunca podem perder porque se não eles irão demitir os trabalhadores seguindo uma lógica perversa onde quem pode perder são os pobres.
As obviedades não param por aí.
Lá nos EUA também são os pobres e assalariados que estão perdendo com mais esta crise, principalmente os negros e imigrantes latinos ilegais os quais são a maior parcela da população atingida, ou seja, a escravidão não acabou tanto lá como aqui.
Há uma tentativa de nos fazer crer que essa crise é culpa daqueles sonhadores em obter a casa própria.
Segundo as informações este sonho se transformou em um pesadelo haja vista que uma casa com dois quartos e um banheiro custava 200 mil dólares e hoje tentam vende-la por 120 mil dólares, mas não há compradores. (dólar=2,16 reais)
Muitos destes trabalhadores não conseguindo vender o imóvel acabaram abandonando por não poderem pagar indo morar com familiares, quando os tem.
Um aluguel em Miami é de 600 dólares por mês; o quilo da picanha é de aproximadamente 8 dólares; valor que nós pagamos aqui um bom rodízio em uma churrascaria.
Contasta-se que a exploração é uma prática nas terras do Tio Sam.
Aqui na terrinha varonil mesmo que o Presidente Lula diga acertadamente que as empresas que praticaram a “jogatina” merecem o “castigo”, ou seja, deva arcar com os prejuízos, o BNDES liberou 4 bilhões de reais ao setor da construção civil; o Banco Central entregou 1,6 bilhões de dólares das reservas do país a quatro bancos financiarem as empresas exportadoras com juros de 4% ao ano.
Isto póooode!!!
Apesar de todas essas benesses oferecidas pelo governo federal, ainda há representantes empresariais pressionando para que o governo libere mais recursos para “amenizar” seus prejuízos, leia-se redução de lucro.
Infelizmente vivemos num país em que a Constituição Federal é lembrada somente quando os ricos estão à mercê de sua própria ganância e com isso estão impedidos temporariamente de lucrarem o que pretendiam. Deveriam estes que se arvora em citar a Constituição a fim de obrigar o governo a ceder mais recursos para cobrir mais esta pirataria do capital financeiro, ler o Título II, Capitulo 5. 6 e 7 e cumpri-los em sua integra para termos uma vida mais humana aqueles que sobrevivem neste rico pobre país.
Conforme dados da FGV registro-se nova onda de aumentos de preços no atacado onde o IGP-M de 10 de outubro atingiu 9,4%, em 2008, de inflação e no acumulado dos últimos 12 meses foi de 12,1%.
É bom lembrar aos burros por opção de que o IGP-M é o índice mais utilizado nos reajustes dos contratos de alugueis e das tarifas, enquanto os salários, quando são majorados, os índices utilizados não ultrapassam 7%, ou sela, aos ricos tudo e aos pobres nada.
Esta passada à hora dos grandes empresários e os banqueiros deste País e do mundo assumirem o risco de suas jogatinas arcando com as conseqüências e deixarem de lucrarem em cima dos desprovidos.
Se não for pedir muito!!!!
Ao bradarem aos quatro cantos do planeta que o capitalismo é o sistema mais democrático e por si só se auto gestiona chegou o momento de banqueiros e empresários acordarem a divisão dos prejuízos advindos desta crise e democraticamente dividirem os prejuízos provocados pelos ”derivativos e pelos contratos cambiais no mercado futuro”.
Quando terem esta atitude responderam a seguinte questão:
What is the good of that?
Ou renda-se concordando que a ganância de ambos não permite este fio tênue de solidariedade entre seres humanos.
Até a próxima crônica, Veríssimo.
ver.itamarsantos@bol.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 40/11/2008.
Acabaram as férias do L.F Veríssimo, teremos mais uma coluna escrita com inigualável clareza na abordagem dos fatos.
Quisera que todos que se dizem inteligentes fossem burros como ele quando esta de férias.
Os jornais e os jornalistas informariam bem melhor os seus leitores que garantem seus empregos.
Durante as suas merecidas férias a grande mídia esteve e está inundada de matérias referentes às eleições brasileiras e das norte americanas, com obvia predominância para as ultimas.
Outro tema que esta ocupando generosos espaços midiáticos são as noticias sobre a crise econômica a qual como a AIDS infectou todo o mundo.
Dizem que sempre quando as coisas estão ruins a algum aprendizado e para isso esta crise está servindo. Com ela confirma-se que os ricos nunca podem perder porque se não eles irão demitir os trabalhadores seguindo uma lógica perversa onde quem pode perder são os pobres.
As obviedades não param por aí.
Lá nos EUA também são os pobres e assalariados que estão perdendo com mais esta crise, principalmente os negros e imigrantes latinos ilegais os quais são a maior parcela da população atingida, ou seja, a escravidão não acabou tanto lá como aqui.
Há uma tentativa de nos fazer crer que essa crise é culpa daqueles sonhadores em obter a casa própria.
Segundo as informações este sonho se transformou em um pesadelo haja vista que uma casa com dois quartos e um banheiro custava 200 mil dólares e hoje tentam vende-la por 120 mil dólares, mas não há compradores. (dólar=2,16 reais)
Muitos destes trabalhadores não conseguindo vender o imóvel acabaram abandonando por não poderem pagar indo morar com familiares, quando os tem.
Um aluguel em Miami é de 600 dólares por mês; o quilo da picanha é de aproximadamente 8 dólares; valor que nós pagamos aqui um bom rodízio em uma churrascaria.
Contasta-se que a exploração é uma prática nas terras do Tio Sam.
Aqui na terrinha varonil mesmo que o Presidente Lula diga acertadamente que as empresas que praticaram a “jogatina” merecem o “castigo”, ou seja, deva arcar com os prejuízos, o BNDES liberou 4 bilhões de reais ao setor da construção civil; o Banco Central entregou 1,6 bilhões de dólares das reservas do país a quatro bancos financiarem as empresas exportadoras com juros de 4% ao ano.
Isto póooode!!!
Apesar de todas essas benesses oferecidas pelo governo federal, ainda há representantes empresariais pressionando para que o governo libere mais recursos para “amenizar” seus prejuízos, leia-se redução de lucro.
Infelizmente vivemos num país em que a Constituição Federal é lembrada somente quando os ricos estão à mercê de sua própria ganância e com isso estão impedidos temporariamente de lucrarem o que pretendiam. Deveriam estes que se arvora em citar a Constituição a fim de obrigar o governo a ceder mais recursos para cobrir mais esta pirataria do capital financeiro, ler o Título II, Capitulo 5. 6 e 7 e cumpri-los em sua integra para termos uma vida mais humana aqueles que sobrevivem neste rico pobre país.
Conforme dados da FGV registro-se nova onda de aumentos de preços no atacado onde o IGP-M de 10 de outubro atingiu 9,4%, em 2008, de inflação e no acumulado dos últimos 12 meses foi de 12,1%.
É bom lembrar aos burros por opção de que o IGP-M é o índice mais utilizado nos reajustes dos contratos de alugueis e das tarifas, enquanto os salários, quando são majorados, os índices utilizados não ultrapassam 7%, ou sela, aos ricos tudo e aos pobres nada.
Esta passada à hora dos grandes empresários e os banqueiros deste País e do mundo assumirem o risco de suas jogatinas arcando com as conseqüências e deixarem de lucrarem em cima dos desprovidos.
Se não for pedir muito!!!!
Ao bradarem aos quatro cantos do planeta que o capitalismo é o sistema mais democrático e por si só se auto gestiona chegou o momento de banqueiros e empresários acordarem a divisão dos prejuízos advindos desta crise e democraticamente dividirem os prejuízos provocados pelos ”derivativos e pelos contratos cambiais no mercado futuro”.
Quando terem esta atitude responderam a seguinte questão:
What is the good of that?
Ou renda-se concordando que a ganância de ambos não permite este fio tênue de solidariedade entre seres humanos.
Até a próxima crônica, Veríssimo.
ver.itamarsantos@bol.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 40/11/2008.
sábado, 1 de novembro de 2008
Um Partido Eclético?
Este partido político é um dos mais antigos do Brasil.
Tá difícil de descobrir?
Vou lhes dar mais algumas pistas então!!!
Existe desde o golpe militar de 1964, quando serviu como uma espécie de guarda-chuvas para vários políticos se abrigarem nele, apesar desses ser domesticados para não molestarem o sistema e ainda servirem de propaganda a “democracia” da ditadura militar.
Deve ser vicio de origem, pois atualmente vive grudado no poder igual a uma grande sangue suga.
Afeito a cargos políticos que rendam polpudos recursos financeiros sempre encontraremos seus caciques ocupando verdadeiros latifúndios regados pelo dinheiro do contribuinte.
Seus ocupantes ocupam esses cargos durante todo o mandato, pois os governos de quem são aliados se vêem refém da gula insaciável deste partido.
Sua lógica frente às eleições é a de esperar para ver quem vai ser o ganhador e aí negociar uma fatia do tamanho de sua voraz gula no próximo governo.
Seus “negociadores” são hábeis na arte da chantagem política e nas vésperas das eleições presidenciais sempre dão sinais de independência como as que já estão dando nas eleições para as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados sem nunca se afastarem dos cargos ofertados pelo governo federal.
Que isso fique bem entendido, Né!!!
Em todas as eleições presidenciais que já tivemos, eles fazem um “H” que terão candidato próprio, mas não passa de mais um blefe que todos os outros partidos caem.
Por ser um partido de vários caciques regionais que se mantém na política através da imposição do dinheiro e em muitas regiões chegam a formar enormes currais eleitorais mantidos pelo medo.
Esta pratica faz com que este partido seja o maior do Brasil, possuindo a maior bancada na Câmara dos Deputados, no Senado, na maioria das Assembléias Legislativas Estaduais e nas Câmaras Municipais, o maior numero de Prefeituras e Governos Estaduais.
Por ser uma verdadeira confederação de interesses este partido poderá até vir a compor na futura chapa a Presidência da Republica em 2010, mas com certeza ocupará cargos no governo do vencedor mesmo não tendo participado da campanha eleitoral.
Seus caciques muito espertos que são, usa de uma velha tática política.
Dividem-se e o apoio fica meia boca, mas na hora de comer a boca é inteira.
Este é um retrato muito antigo e apesar de mostrar o seu real fisiologismo e a corrupção praticada esse partido se mantêm forte e firme alimentando a gula de seus caciques abençoados pelo voto do povo num ato de concordância com esta pratica apesar de condená-la contraditoriamente.
O único remédio para que acabemos com isso na política brasileira passa por uma ampla mobilização popular que exija uma grande reforma política no Brasil.
Reforma que termine com as coligações partidárias, que introduza a fidelidade partidária, acabe com a reeleição majoritária e estipule apenas dois mandatos no mesmo cargo legislativo consecutivos, estabeleça o financiamento publico de campanha através de uma emenda a Constituição Federal proposta pelo povo como determina o dispositivo constitucional da Iniciativa Popular.
ver.itamarsantos@bol.com.br
Tá difícil de descobrir?
Vou lhes dar mais algumas pistas então!!!
Existe desde o golpe militar de 1964, quando serviu como uma espécie de guarda-chuvas para vários políticos se abrigarem nele, apesar desses ser domesticados para não molestarem o sistema e ainda servirem de propaganda a “democracia” da ditadura militar.
Deve ser vicio de origem, pois atualmente vive grudado no poder igual a uma grande sangue suga.
Afeito a cargos políticos que rendam polpudos recursos financeiros sempre encontraremos seus caciques ocupando verdadeiros latifúndios regados pelo dinheiro do contribuinte.
Seus ocupantes ocupam esses cargos durante todo o mandato, pois os governos de quem são aliados se vêem refém da gula insaciável deste partido.
Sua lógica frente às eleições é a de esperar para ver quem vai ser o ganhador e aí negociar uma fatia do tamanho de sua voraz gula no próximo governo.
Seus “negociadores” são hábeis na arte da chantagem política e nas vésperas das eleições presidenciais sempre dão sinais de independência como as que já estão dando nas eleições para as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados sem nunca se afastarem dos cargos ofertados pelo governo federal.
Que isso fique bem entendido, Né!!!
Em todas as eleições presidenciais que já tivemos, eles fazem um “H” que terão candidato próprio, mas não passa de mais um blefe que todos os outros partidos caem.
Por ser um partido de vários caciques regionais que se mantém na política através da imposição do dinheiro e em muitas regiões chegam a formar enormes currais eleitorais mantidos pelo medo.
Esta pratica faz com que este partido seja o maior do Brasil, possuindo a maior bancada na Câmara dos Deputados, no Senado, na maioria das Assembléias Legislativas Estaduais e nas Câmaras Municipais, o maior numero de Prefeituras e Governos Estaduais.
Por ser uma verdadeira confederação de interesses este partido poderá até vir a compor na futura chapa a Presidência da Republica em 2010, mas com certeza ocupará cargos no governo do vencedor mesmo não tendo participado da campanha eleitoral.
Seus caciques muito espertos que são, usa de uma velha tática política.
Dividem-se e o apoio fica meia boca, mas na hora de comer a boca é inteira.
Este é um retrato muito antigo e apesar de mostrar o seu real fisiologismo e a corrupção praticada esse partido se mantêm forte e firme alimentando a gula de seus caciques abençoados pelo voto do povo num ato de concordância com esta pratica apesar de condená-la contraditoriamente.
O único remédio para que acabemos com isso na política brasileira passa por uma ampla mobilização popular que exija uma grande reforma política no Brasil.
Reforma que termine com as coligações partidárias, que introduza a fidelidade partidária, acabe com a reeleição majoritária e estipule apenas dois mandatos no mesmo cargo legislativo consecutivos, estabeleça o financiamento publico de campanha através de uma emenda a Constituição Federal proposta pelo povo como determina o dispositivo constitucional da Iniciativa Popular.
ver.itamarsantos@bol.com.br
Vencedores e Vencidos.
Já dizia o velho Dino Sane técnico de futebol “em futebol a gente ganha, perde ou empata”.
Na política não há empates, mas nem todos os vencidos são perdedores devido à criação das coligações partidárias.
Odiadas por uns e tão amadas por outros, geralmente aqueles que ganham, com raras exceções.
Com a liberação das coligações o cenário político brasileiro tornou-se um grande composto gelatinoso ao sabor daqueles que o compõe, ou seja, os ingredientes foram previamente acertados e a receita desta culinária política é guardada a sete chaves.
Neste angu quem sai perdendo, como sempre, é o povo por ser abobalhadamente alienado e acessível à corrupção, às vezes sendo o proponente.
Perde por não tomar partido e por fazer a escolha pela embalagem em detrimento do conteúdo, perde porque não vê suas necessidades mais urgentes realizadas durante os quatros de mandato dos eleitos democraticamente com o seu voto.
Prova disso está no elevado índice de abstenções (18,09%) em todo o Brasil neste segundo turno que em síntese tinham-se duas visões de cidade para que o povo escolhesse.
Vejamos Viamão como exemplo: Total de eleitores= 153.660; Comparecimento para Votar= 132.399; Votos Válidos= 111.527 (descontados os nulos e os brancos); Votos Nulos= 7.738; Votos Brancos=13.134 e Abstenções= 21.261(eleitores que não foram votar).
Ao somarmos os votos nulos, em branco e as abstenções teremos um total de 42.133 eleitores ou 27,44% do total de eleitores aptos (153.660) com essa quantia se elegeria o Prefeito e mudaria consideravelmente a composição da Câmara de Viamão.
A rejeição dos eleitores contida nestes passa pela política de alianças adotada não só aqui, mas em todo o país onde partidos com histórico de antagonismo ideológico se aliançaram meramente por questões pontuais e administrativas.
No mesmo momento que aqui em Viamão o PT se coliga com o PTB contra o PP, em Alvorada e Canoas o PT se coliga com o PP contra o PTB e vice-versa e em Porto Alegre todos contra o PT.
Dizem os “especialistas” que são “ecléticos” os partidos que consegue essa façanha de se camuflar como um camaleão conforme a onda.
Ainda segundo os “de-formadores” de opinião o partido mais eclético destas eleições foi o PP que ganhou em Pelotas co Fetter Jr., em Canoas com a Vice Beth Colombo na chapa de Jairo Jorge do PT e em Porto Alegre apoiando Fogaça no segundo turno. (eclético é: Ausência de discernimento, ser não pensante, sem posição definida, ser que gosta de tudo).
O povo vê em não ir votar ou nulo e em branco, formas de protestarem contra este tipo de fazer política.
Mas infelizmente este protesto não gera eco, pois legitima este sistema eleitoral totalmente antidemocrático ao invés de protestar para o fim deste modo e conquistar um novo processo eleitoral onde sejam privilegiados Partidos e políticos que defendam programas amplamente discutidos com a população estabelecendo assim o fim destas coligações que em nada dignificam a democracia brasileira.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 01/11/2008.
Na política não há empates, mas nem todos os vencidos são perdedores devido à criação das coligações partidárias.
Odiadas por uns e tão amadas por outros, geralmente aqueles que ganham, com raras exceções.
Com a liberação das coligações o cenário político brasileiro tornou-se um grande composto gelatinoso ao sabor daqueles que o compõe, ou seja, os ingredientes foram previamente acertados e a receita desta culinária política é guardada a sete chaves.
Neste angu quem sai perdendo, como sempre, é o povo por ser abobalhadamente alienado e acessível à corrupção, às vezes sendo o proponente.
Perde por não tomar partido e por fazer a escolha pela embalagem em detrimento do conteúdo, perde porque não vê suas necessidades mais urgentes realizadas durante os quatros de mandato dos eleitos democraticamente com o seu voto.
Prova disso está no elevado índice de abstenções (18,09%) em todo o Brasil neste segundo turno que em síntese tinham-se duas visões de cidade para que o povo escolhesse.
Vejamos Viamão como exemplo: Total de eleitores= 153.660; Comparecimento para Votar= 132.399; Votos Válidos= 111.527 (descontados os nulos e os brancos); Votos Nulos= 7.738; Votos Brancos=13.134 e Abstenções= 21.261(eleitores que não foram votar).
Ao somarmos os votos nulos, em branco e as abstenções teremos um total de 42.133 eleitores ou 27,44% do total de eleitores aptos (153.660) com essa quantia se elegeria o Prefeito e mudaria consideravelmente a composição da Câmara de Viamão.
A rejeição dos eleitores contida nestes passa pela política de alianças adotada não só aqui, mas em todo o país onde partidos com histórico de antagonismo ideológico se aliançaram meramente por questões pontuais e administrativas.
No mesmo momento que aqui em Viamão o PT se coliga com o PTB contra o PP, em Alvorada e Canoas o PT se coliga com o PP contra o PTB e vice-versa e em Porto Alegre todos contra o PT.
Dizem os “especialistas” que são “ecléticos” os partidos que consegue essa façanha de se camuflar como um camaleão conforme a onda.
Ainda segundo os “de-formadores” de opinião o partido mais eclético destas eleições foi o PP que ganhou em Pelotas co Fetter Jr., em Canoas com a Vice Beth Colombo na chapa de Jairo Jorge do PT e em Porto Alegre apoiando Fogaça no segundo turno. (eclético é: Ausência de discernimento, ser não pensante, sem posição definida, ser que gosta de tudo).
O povo vê em não ir votar ou nulo e em branco, formas de protestarem contra este tipo de fazer política.
Mas infelizmente este protesto não gera eco, pois legitima este sistema eleitoral totalmente antidemocrático ao invés de protestar para o fim deste modo e conquistar um novo processo eleitoral onde sejam privilegiados Partidos e políticos que defendam programas amplamente discutidos com a população estabelecendo assim o fim destas coligações que em nada dignificam a democracia brasileira.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 01/11/2008.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Defensores de um Sistema Perverso.
Uma primavera nada boa aos auto denominados geradores da riqueza mundial.
No principio do mês de outubro milhares de dólares e euros foram pulverizados da noite para o dia, seguido de anúncios de liberação de “pacotes” para resgatarem a credibilidade dos maiores bancos internacionais.
Na Alemanha a liberação chegou a ser de 470 bilhões de euros; no Reino Unido foram 37 bilhões de libras ou 64 bilhões de dólares; na Áustria 100 bilhões de euros; na França outros 300 bilhões de euros e no Brasil a liberação foi fornecida através da diminuição do compulsório irrigando inicialmente com 100 bilhões de reais o setor financeiro, sem computar os bilhões liberados aos exportadores e ao agronegócio como “capital de giro”.
Mesmo com toda essa moleza e a juros baixíssimos há aqueles que dizem que o capitalismo está sendo “atacado por uma maioria esmagadora de socialistas frustrados pela derrocada fatal dos regimes comunistas e socialistas e pelo triunfo implacável dos regimes democrático/capitalista” (artigo publicado em ZH 30-10-2008 por Rafael Sá - Presidente do Inst.. de Estudos Empresariais – IEE).
O Pós-doutor em Direito e Economia, Cristiano Carvalho, um dia antes publicou, no mesmo diário, um artigo com o titulo hipócrita de “É culpa do “neoliberalismo”?”.
A cega defesa do capitalismo por estes senhores, subordinados ao sistema é tamanha que margeia ao ridículo.
O Doutor Cristiano vai alem e afirma que tanto “crise de 1929 como a atual o maior culpado é o intervencionismo do Estado”. Segue afirmando que “o Fed, ao determinar juros baixíssimo, sinalizou uma situação que não era a de equilíbrio, incentivando os consumidores a gastar e os bancos a conceder financiamentos baratos”.
Mas caro doutor, o mercado não é o ente que sabe tudo?
Como será que caiu nesta armadilha?
Cabe-nos indagar!
Ou os senhores querem nos fazer crer que os culpados por mais esta crise do sistema capitalista são os ultrapassados socialistas ou dos caloteiros trabalhadores norte americanos que creram no sonho da casa própria.
Esquecem-se, os senhores que nos EUA o índice de desemprego é altíssimo para um país que se diz o xerife do mundo e por isso a impossibilidade daqueles trabalhadores em quitar suas dividas e até perderem suas casas engrossando o numero também alto, de sem tetos naquele país.
Esses milhares de bilhões de dólares foram parar no bolso de alguém, pois as casas do povo norte americano foi construído com tijolos, areia e cimento e tudo como manda a lei da “oferta e demanda”, regra basilar do mercado, portanto proporcionando o lucro único objetivo do sistema capitalista.
Esquecem-se os senhores de informar a opinião publica de que o quê houve foi produto da ganância de alguns que transformaram hipotecas em papeis comercializados mundo a fora, pelo preço que o mercado disse valer e nisso não há o “intervencionismo estatal”, tão reclamado pelos senhores.
Esta pratica nos prova que não há transparência nos negócios “regulados pelo mercado” onde ser “esperto” é sinônimo de inteligência e não de mau caratismo.
Enquanto jogam-se bilhões nas “mãos enriquecedora do mercado” e trilhões nas guerras promovidas pelo “satã” dos EUA a “ONU informa que 40% dos africanos vivem na pobreza extrema; “o secretario geral da ONU afirmou que a África precisa de 72 bilhões de dólares para alcançar a meta do milênio”; atualmente, 1 milhão de pessoas perde a vida todos os anos para a malaria e para eliminá-la em nível mundial, seriam necessários 5 bilhões de dólares até o final de 2009; a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) informou que os altos preços dos alimentos levaram mais 75 milhões de pessoas a passar fome no mundo. Em 2007 o numero de famintos foi de 923 milhões.” (Jornal Brasil de Fato n° 294- Artigo de Sandra Quintela- Socioeconomista da Rede Jubileu Sul.)
Ao pegarmos o dado da FAO observaremos que enquanto o numero de famintos aumentam a cada ano, diminuem geometricamente o numero das empresas multinacionais que exploram toda a cadeia produtiva do setor de alimentação gerando uma profunda concentração de poder nas mãos de meia dúzia de S/A controladoras da semente a venda do alimento nas gôndolas dos hiper mercados.
Estes são os números que devem ter uma urgente intervenção do Estado e da mão santa do mercado, o qual, como o rei Midas, onde tudo toca vira ouro.
E se esta é mais uma das crises normais do capitalismo e dela brotaram riquezas imensas, bem que parte deste lucro fosse para socorrer os famintos do mundo, os desabrigados pelas intempéries da natureza, aqueles que sofrem de AIDS nos hospitais espalhados pelo planeta e para tantos outros que estão à margem dessa riqueza.
Ah!!! Se houvesse uma maioria realmente socialista no Brasil, seriamos um país mais solidário, fraterno e menos hipócrita.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 30-10-2008,
No principio do mês de outubro milhares de dólares e euros foram pulverizados da noite para o dia, seguido de anúncios de liberação de “pacotes” para resgatarem a credibilidade dos maiores bancos internacionais.
Na Alemanha a liberação chegou a ser de 470 bilhões de euros; no Reino Unido foram 37 bilhões de libras ou 64 bilhões de dólares; na Áustria 100 bilhões de euros; na França outros 300 bilhões de euros e no Brasil a liberação foi fornecida através da diminuição do compulsório irrigando inicialmente com 100 bilhões de reais o setor financeiro, sem computar os bilhões liberados aos exportadores e ao agronegócio como “capital de giro”.
Mesmo com toda essa moleza e a juros baixíssimos há aqueles que dizem que o capitalismo está sendo “atacado por uma maioria esmagadora de socialistas frustrados pela derrocada fatal dos regimes comunistas e socialistas e pelo triunfo implacável dos regimes democrático/capitalista” (artigo publicado em ZH 30-10-2008 por Rafael Sá - Presidente do Inst.. de Estudos Empresariais – IEE).
O Pós-doutor em Direito e Economia, Cristiano Carvalho, um dia antes publicou, no mesmo diário, um artigo com o titulo hipócrita de “É culpa do “neoliberalismo”?”.
A cega defesa do capitalismo por estes senhores, subordinados ao sistema é tamanha que margeia ao ridículo.
O Doutor Cristiano vai alem e afirma que tanto “crise de 1929 como a atual o maior culpado é o intervencionismo do Estado”. Segue afirmando que “o Fed, ao determinar juros baixíssimo, sinalizou uma situação que não era a de equilíbrio, incentivando os consumidores a gastar e os bancos a conceder financiamentos baratos”.
Mas caro doutor, o mercado não é o ente que sabe tudo?
Como será que caiu nesta armadilha?
Cabe-nos indagar!
Ou os senhores querem nos fazer crer que os culpados por mais esta crise do sistema capitalista são os ultrapassados socialistas ou dos caloteiros trabalhadores norte americanos que creram no sonho da casa própria.
Esquecem-se, os senhores que nos EUA o índice de desemprego é altíssimo para um país que se diz o xerife do mundo e por isso a impossibilidade daqueles trabalhadores em quitar suas dividas e até perderem suas casas engrossando o numero também alto, de sem tetos naquele país.
Esses milhares de bilhões de dólares foram parar no bolso de alguém, pois as casas do povo norte americano foi construído com tijolos, areia e cimento e tudo como manda a lei da “oferta e demanda”, regra basilar do mercado, portanto proporcionando o lucro único objetivo do sistema capitalista.
Esquecem-se os senhores de informar a opinião publica de que o quê houve foi produto da ganância de alguns que transformaram hipotecas em papeis comercializados mundo a fora, pelo preço que o mercado disse valer e nisso não há o “intervencionismo estatal”, tão reclamado pelos senhores.
Esta pratica nos prova que não há transparência nos negócios “regulados pelo mercado” onde ser “esperto” é sinônimo de inteligência e não de mau caratismo.
Enquanto jogam-se bilhões nas “mãos enriquecedora do mercado” e trilhões nas guerras promovidas pelo “satã” dos EUA a “ONU informa que 40% dos africanos vivem na pobreza extrema; “o secretario geral da ONU afirmou que a África precisa de 72 bilhões de dólares para alcançar a meta do milênio”; atualmente, 1 milhão de pessoas perde a vida todos os anos para a malaria e para eliminá-la em nível mundial, seriam necessários 5 bilhões de dólares até o final de 2009; a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) informou que os altos preços dos alimentos levaram mais 75 milhões de pessoas a passar fome no mundo. Em 2007 o numero de famintos foi de 923 milhões.” (Jornal Brasil de Fato n° 294- Artigo de Sandra Quintela- Socioeconomista da Rede Jubileu Sul.)
Ao pegarmos o dado da FAO observaremos que enquanto o numero de famintos aumentam a cada ano, diminuem geometricamente o numero das empresas multinacionais que exploram toda a cadeia produtiva do setor de alimentação gerando uma profunda concentração de poder nas mãos de meia dúzia de S/A controladoras da semente a venda do alimento nas gôndolas dos hiper mercados.
Estes são os números que devem ter uma urgente intervenção do Estado e da mão santa do mercado, o qual, como o rei Midas, onde tudo toca vira ouro.
E se esta é mais uma das crises normais do capitalismo e dela brotaram riquezas imensas, bem que parte deste lucro fosse para socorrer os famintos do mundo, os desabrigados pelas intempéries da natureza, aqueles que sofrem de AIDS nos hospitais espalhados pelo planeta e para tantos outros que estão à margem dessa riqueza.
Ah!!! Se houvesse uma maioria realmente socialista no Brasil, seriamos um país mais solidário, fraterno e menos hipócrita.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 30-10-2008,
terça-feira, 28 de outubro de 2008
A Politica do Coitadismo.
A coluna de Martha Medeiros, de ZH, de 22 de outubro de 2008 foi oportuna em abordar mais uma vez o tema sobre a criança e adolescente.
Há meses varias opiniões já passaram por diversos meios de comunicação sobre este tema, fato este que vem a qualificar cada vez mais o debate que não pode ser esquecido como tantos outros.
O caso emblemático do momento como todos já sabemos é o assassinato da menina Eloá.
Alem de tudo que já foi falado por especialistas e especulado por quem nunca sofreu na pele este tipo de crime cabe salientar que tudo está sendo feito de maneira errônea na condução da Política de Proteção da Criança e do Adolescente.
Institui-se oficiosamente que não se pode fazer nada que imponha limites as crianças. O Presidente Lula decretou que não pode haver trabalho escravo para menor de 18 anos, no outro dia os ditos “formadores de opinião” já estavam bradando que mães e pais não podem atribuir tarefas domésticas a seus filhos em suas casas e assim se deturpam todas as legislações que existem para proteger as crianças e adolescentes.
Mas, o que é para discutir não é discutido por falta de uma política publica que ordene esta demanda.
Observa-se no caso da menina Eloá que ela já “NAMORAVA” desde os 12 anos de idade com o seu algoz, Lindemberg, sete anos mais velho.
Sobre isso nada é dito; onde já se viu uma criança namorar com essa idade. Idade essa de estar brincando com bonecas e não de estar fazendo neném.
Este debate não importa, pois crianças desta idade estão trabalhando nas tele novelas e para isto não é proibido, podem beijar na boca, usar roupas sensuais, fatos que provocam na sociedade um desregramento brutal.
Sociedade esta que é regida pelo consumismo desenfreado onde que as próprias famílias influenciam seus filhos a serem o que ainda não devem ser; só estarem “na moda”.
Esta prática favorece as grandes marcas e aos barões do tráfico de drogas que sempre estão apostos para cuidarem dos nossos filhos se assim nós não o fizemos por imposição de uma sociedade altamente cruel e competitiva.
Quando acontecem tragédias como a de Eloá abre-se espaços para ver quem errou, sem se dar conta que todos erraram.
Errou a família que permitiu que uma criança mantivesse relações afetivas com um adulto; errou o GATE que utilizou a estratégia inadequada ao caso que menosprezou “um jovem sem antecedentes”, até aquele momento e errou o Estado que aplica a política do coitadismo as crianças e adolescentes como se estes fossem seres desprovidos de inteligência e por isto serem incapazes de responderem por seus atos.
Tudo que uma criança venha fazer sempre tem alguém para afirmar como verdade: “Isso é coisa de Criança”.
No domingo passado estava no ponto de ônibus quando chegou uma turma de adolescentes, em torno de 10, entre meninas e meninos, todos embriagados.
Um ato chamou a minha atenção e de todas as demais pessoas que esperavam o coletivo.
Por varias vezes duas meninas deste grupo, que se vestem de preto-com maquiagem também preta, se beijaram na boca.
Não pense você que era só um “Celinho” inofensivo; era um beijão com troca abundante de saliva.
Tento ser um cara aberto para as opções sexuais das pessoas, mas esta sendo antecipada essa descoberta. Há uma precoce mudança na constituição da família nas ultimas décadas por causa do descontrole social imposto pelo consumismo desenfreado e sua conseqüente deformação da nossa juventude que como bem disse a colunista “Pó, todos os meus amigos podem!”. “Ah, então tudo bem.”
Nesta lógica estamos vivendo com mães e pais com idade de criança, “criando outras crianças”.
Outro fato ocorrido com um adolescente (18 anos) que foi assassinado dentro de sua própria casa por outro jovem de 20 anos, que presenciei quando da entrevista com a Promotora de Justiça do Foro de Viamão com a minha cunha, mãe do menino assassinado naquele dia, 19 de fevereiro de 2006, onde esta lhe disse: “mãezinha, infelizmente foi um triste acidente de duas crianças”, sentenciando o criminoso apenas a um PSC (Prestação de Serviço a Comunidade), pena nunca cumprida.
Só que a excelentíssima causídica não sabia e não quis saber que a “criança” em questão já era um assassino em potencial, fato este comprovado a mais ou menos um mês quando este individuo foi preso por porte de arma, drogas e suspeita de assassinato, enquanto nossa família após longos 2 anos 8 meses e 3 dias choramos a morte de nossa criança.
Enquanto o Estado não intervir fortemente no tratamento integral as famílias e as famílias não perceberem que estão perdendo os seus filhos para o consumismo fácil e daí para o crime e para droga escreveremos muitas noticias e crônicas sobre este mesmo assunto.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Há meses varias opiniões já passaram por diversos meios de comunicação sobre este tema, fato este que vem a qualificar cada vez mais o debate que não pode ser esquecido como tantos outros.
O caso emblemático do momento como todos já sabemos é o assassinato da menina Eloá.
Alem de tudo que já foi falado por especialistas e especulado por quem nunca sofreu na pele este tipo de crime cabe salientar que tudo está sendo feito de maneira errônea na condução da Política de Proteção da Criança e do Adolescente.
Institui-se oficiosamente que não se pode fazer nada que imponha limites as crianças. O Presidente Lula decretou que não pode haver trabalho escravo para menor de 18 anos, no outro dia os ditos “formadores de opinião” já estavam bradando que mães e pais não podem atribuir tarefas domésticas a seus filhos em suas casas e assim se deturpam todas as legislações que existem para proteger as crianças e adolescentes.
Mas, o que é para discutir não é discutido por falta de uma política publica que ordene esta demanda.
Observa-se no caso da menina Eloá que ela já “NAMORAVA” desde os 12 anos de idade com o seu algoz, Lindemberg, sete anos mais velho.
Sobre isso nada é dito; onde já se viu uma criança namorar com essa idade. Idade essa de estar brincando com bonecas e não de estar fazendo neném.
Este debate não importa, pois crianças desta idade estão trabalhando nas tele novelas e para isto não é proibido, podem beijar na boca, usar roupas sensuais, fatos que provocam na sociedade um desregramento brutal.
Sociedade esta que é regida pelo consumismo desenfreado onde que as próprias famílias influenciam seus filhos a serem o que ainda não devem ser; só estarem “na moda”.
Esta prática favorece as grandes marcas e aos barões do tráfico de drogas que sempre estão apostos para cuidarem dos nossos filhos se assim nós não o fizemos por imposição de uma sociedade altamente cruel e competitiva.
Quando acontecem tragédias como a de Eloá abre-se espaços para ver quem errou, sem se dar conta que todos erraram.
Errou a família que permitiu que uma criança mantivesse relações afetivas com um adulto; errou o GATE que utilizou a estratégia inadequada ao caso que menosprezou “um jovem sem antecedentes”, até aquele momento e errou o Estado que aplica a política do coitadismo as crianças e adolescentes como se estes fossem seres desprovidos de inteligência e por isto serem incapazes de responderem por seus atos.
Tudo que uma criança venha fazer sempre tem alguém para afirmar como verdade: “Isso é coisa de Criança”.
No domingo passado estava no ponto de ônibus quando chegou uma turma de adolescentes, em torno de 10, entre meninas e meninos, todos embriagados.
Um ato chamou a minha atenção e de todas as demais pessoas que esperavam o coletivo.
Por varias vezes duas meninas deste grupo, que se vestem de preto-com maquiagem também preta, se beijaram na boca.
Não pense você que era só um “Celinho” inofensivo; era um beijão com troca abundante de saliva.
Tento ser um cara aberto para as opções sexuais das pessoas, mas esta sendo antecipada essa descoberta. Há uma precoce mudança na constituição da família nas ultimas décadas por causa do descontrole social imposto pelo consumismo desenfreado e sua conseqüente deformação da nossa juventude que como bem disse a colunista “Pó, todos os meus amigos podem!”. “Ah, então tudo bem.”
Nesta lógica estamos vivendo com mães e pais com idade de criança, “criando outras crianças”.
Outro fato ocorrido com um adolescente (18 anos) que foi assassinado dentro de sua própria casa por outro jovem de 20 anos, que presenciei quando da entrevista com a Promotora de Justiça do Foro de Viamão com a minha cunha, mãe do menino assassinado naquele dia, 19 de fevereiro de 2006, onde esta lhe disse: “mãezinha, infelizmente foi um triste acidente de duas crianças”, sentenciando o criminoso apenas a um PSC (Prestação de Serviço a Comunidade), pena nunca cumprida.
Só que a excelentíssima causídica não sabia e não quis saber que a “criança” em questão já era um assassino em potencial, fato este comprovado a mais ou menos um mês quando este individuo foi preso por porte de arma, drogas e suspeita de assassinato, enquanto nossa família após longos 2 anos 8 meses e 3 dias choramos a morte de nossa criança.
Enquanto o Estado não intervir fortemente no tratamento integral as famílias e as famílias não perceberem que estão perdendo os seus filhos para o consumismo fácil e daí para o crime e para droga escreveremos muitas noticias e crônicas sobre este mesmo assunto.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Acabaram as eleições.
Entre concorrentes e não concorrentes todos retomam suas vidas como se nada tivesse acorrido.
Na sexta-feira voltara ser o dia de tomar todas no botequim da esquina sem aquela enchesão de saco de ter sempre algum político pedindo o voto.
No sábado enfim dormir até mais tarde sem ser acordado por um estridente carro de som com aquela mesma repetição, isto se a ressaca da sexta-feira fruto da beberagem com os velhos amigos permitir.
E no domingo lavar o carro que ainda será pago por mais trinta e tantas prestações as quais mais são um aluguel, a tarde jogar uma bolinha, com os mesmo amigos da sexta-feira, no campo de terra da vila, sem deixar de tomar umas e outras após a pelada. Só então ir para a casa dormir porque na segunda-feira é dia de “são pega.”
Esta é a rotina da maioria das pessoas que sobrevivem alienadas em uma sociedade altamente excludente, consumista e competitiva acabando por transformar pessoas em humanóides manipulados por um processo político que move esta mesma sociedade sem que seja nela realizada qualquer tipo de mudança significativa na vida daqueles que ali residem.
O segundo turno das eleições na capital dos gaúchos e das gaúchas teve com vencedor o atual Prefeito José Fogaça e é prova desta manipulação.
Eleito em 2004 pelo PPS, partido que abriga ícones da política dos pampas como o ex-governador Antônio Britto, um dos idealizadores/executores das maiores privatizações do RS, companheiro de Cesar Busatto grampeado pelo atual Vice-Governador Paulo Feijó (DEM) no escândalo do DETRAN.
Fogaça troca de partido no limite da lei eleitoral retornado ao PMDB que já lhe deu guarida, bem como aos demais, ou seja, todos elles são velhos conhecidos e mui amigos. O seu primeiro mandato passa no mais profundo ostracismo sem ser importunado nem pelo seu passado político e muito menos pela impressa escrita e falada.
Quatro anos se passaram e a fotografia de Porto Alegre continua a mesma, problemas comuns a qualquer cidade do porte de uma metrópole não foram divulgados e nem debatidos na mídia empresarial.
Somente após ter garantido a sua reeleição foi que o seu maior aliado, o PM (Partido da Mídia), falou e escreveu aquilo que se calou durante os seus longos quatro anos na Prefeitura de Porto Alegre.
Disse textualmente uma das mais importantes analistas de política no dia seguinte a apuração eleitoral:
“Os pontos fracos do governo (Fogaça) mostrados por Onyx no primeiro turno e por Rosário no segundo turno devem servir de reflexão para o Prefeito e sua equipe pensarem o segundo mandato. Porto Alegre precisa planejar obras estruturais antes que o trânsito entre em colapso, atacar os problemas sociais antes que as malezas tornem a cidade inabitável, investir maciçamente em habitação antes que as favelas se multipliquem sem controle. Diz o slogan da campanha vencedora de Fogaça que “a mudança não pode parar”. Os eleitores acreditaram nessa idéia. Agora, é cobrar para que as obras não apareçam às vésperas das eleições de 2012. ”(Rosane de Oliveira - ZH 27/10/08)
Esta bela analise do que foi a campanha e o governo de Fogaça frente à Prefeitura de Porto Alegre, realizada pela manipuladora articulista, deveria ter sido realizado durante o Primeiro Turno das eleições assim o porto-alegrense talvez tivesse votado em Onyx e em Maria do Rosário para disputarem o Segundo Turno tendo um resultado bem diferente daquele que as urnas deflagraram.
Mas hipocritamente manifesto-se um dia após a reeleição do candidato do seu partido (PM) para posar perante a ingênua opinião publica como uma jornalista democrática e imparcial.
Sabedor de sua incompetência, Fogaça já disse que precisa do apoio do PT para realizar os investimentos que Porto Alegre necessita.
Enfim será o PT que governará Porto Alegre, menos mal.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 28/10/2008.
Na sexta-feira voltara ser o dia de tomar todas no botequim da esquina sem aquela enchesão de saco de ter sempre algum político pedindo o voto.
No sábado enfim dormir até mais tarde sem ser acordado por um estridente carro de som com aquela mesma repetição, isto se a ressaca da sexta-feira fruto da beberagem com os velhos amigos permitir.
E no domingo lavar o carro que ainda será pago por mais trinta e tantas prestações as quais mais são um aluguel, a tarde jogar uma bolinha, com os mesmo amigos da sexta-feira, no campo de terra da vila, sem deixar de tomar umas e outras após a pelada. Só então ir para a casa dormir porque na segunda-feira é dia de “são pega.”
Esta é a rotina da maioria das pessoas que sobrevivem alienadas em uma sociedade altamente excludente, consumista e competitiva acabando por transformar pessoas em humanóides manipulados por um processo político que move esta mesma sociedade sem que seja nela realizada qualquer tipo de mudança significativa na vida daqueles que ali residem.
O segundo turno das eleições na capital dos gaúchos e das gaúchas teve com vencedor o atual Prefeito José Fogaça e é prova desta manipulação.
Eleito em 2004 pelo PPS, partido que abriga ícones da política dos pampas como o ex-governador Antônio Britto, um dos idealizadores/executores das maiores privatizações do RS, companheiro de Cesar Busatto grampeado pelo atual Vice-Governador Paulo Feijó (DEM) no escândalo do DETRAN.
Fogaça troca de partido no limite da lei eleitoral retornado ao PMDB que já lhe deu guarida, bem como aos demais, ou seja, todos elles são velhos conhecidos e mui amigos. O seu primeiro mandato passa no mais profundo ostracismo sem ser importunado nem pelo seu passado político e muito menos pela impressa escrita e falada.
Quatro anos se passaram e a fotografia de Porto Alegre continua a mesma, problemas comuns a qualquer cidade do porte de uma metrópole não foram divulgados e nem debatidos na mídia empresarial.
Somente após ter garantido a sua reeleição foi que o seu maior aliado, o PM (Partido da Mídia), falou e escreveu aquilo que se calou durante os seus longos quatro anos na Prefeitura de Porto Alegre.
Disse textualmente uma das mais importantes analistas de política no dia seguinte a apuração eleitoral:
“Os pontos fracos do governo (Fogaça) mostrados por Onyx no primeiro turno e por Rosário no segundo turno devem servir de reflexão para o Prefeito e sua equipe pensarem o segundo mandato. Porto Alegre precisa planejar obras estruturais antes que o trânsito entre em colapso, atacar os problemas sociais antes que as malezas tornem a cidade inabitável, investir maciçamente em habitação antes que as favelas se multipliquem sem controle. Diz o slogan da campanha vencedora de Fogaça que “a mudança não pode parar”. Os eleitores acreditaram nessa idéia. Agora, é cobrar para que as obras não apareçam às vésperas das eleições de 2012. ”(Rosane de Oliveira - ZH 27/10/08)
Esta bela analise do que foi a campanha e o governo de Fogaça frente à Prefeitura de Porto Alegre, realizada pela manipuladora articulista, deveria ter sido realizado durante o Primeiro Turno das eleições assim o porto-alegrense talvez tivesse votado em Onyx e em Maria do Rosário para disputarem o Segundo Turno tendo um resultado bem diferente daquele que as urnas deflagraram.
Mas hipocritamente manifesto-se um dia após a reeleição do candidato do seu partido (PM) para posar perante a ingênua opinião publica como uma jornalista democrática e imparcial.
Sabedor de sua incompetência, Fogaça já disse que precisa do apoio do PT para realizar os investimentos que Porto Alegre necessita.
Enfim será o PT que governará Porto Alegre, menos mal.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 28/10/2008.
domingo, 26 de outubro de 2008
O Abalo dos Muros
Por: FREI BETTO
O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo. Mas quem se preocupa com os pobres?
NO PRÓXIMO ano, completa-se 20 anos da queda do Muro de Berlim, símbolo da bipolaridade do mundo dividido em dois sistemas: capitalista e socialista. Agora assistimos ao declínio de Wall Street (Rua do Muro), na qual se concentram as sedes dos maiores bancos e instituições financeiras.
O muro que dá nome à Rua de Nova York foi erguido pelos holandeses em 1652 e derrubado pelos ingleses em 1699.
Nova Amsterdam deu lugar à Nova York.
O apocalipse ideológico no Leste Europeu, jamais previsto pelos analistas, fortaleceu a idéia de que fora do capitalismo não há salvação. Agora, a crise do sistema financeiro derruba o dogma da imaculada concepção do livre mercado como única panacéia para o bom andamento da economia.
Ainda não é o fim do capitalismo, mas talvez seja a agonia do caráter neoliberal que hipertrofiou o sistema financeiro.
Acumular fortunas tornou-se mais importante que produzir bens e serviços. A bolha especulativa inflou e, súbito, estourou.
Repete-se, contudo, a velha receita: após privatizar os ganhos, o sistema socializa os prejuízos.
Desmorona a cantilena do "menos Estado e mais iniciativa privada".
Na hora da crise, apela-se ao Estado como bóia de salvamento na forma de US$ 700 bilhões (5% do PIB dos EUA ou o custo de todo o petróleo consumido em um ano naquele país) a serem injetados para anabolizar o sistema financeiro.
O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo.
Mas quem se preocupa com os pobres? Devido ao aumento dos preços dos alimentos, nos últimos 12 meses, o número de famintos crônicos subiu de 854 milhões para 950 milhões, segundo Jacques Diouf, diretor-geral da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
Quem pagará a fatura do Proer usamericano?
A resposta é óbvia: o contribuinte. Prevê-se o desemprego imediato de 11 milhões de pessoas vinculadas ao mercado de capitais e à construção civil. Os fundos de pensão, descapitalizados, não terão como honrar os direitos de milhões de aposentados, sobretudo de quem investiu em previdência privada.
A restrição do crédito tende a inibir a produção e o consumo. Os bancos de investimentos colocam as barbas de molho. Os impostos sofrerão aumentos. O mercado ficará sob regime de liberdade vigiada: vale agora o modelo chinês de controle político da economia, e não mais o controle da política pela economia, como ocorre no neoliberalismo.
Em 1967, J.K. Galbraith chamava a atenção para a crise do caráter industrial do capitalismo.
Nomes como Ford, Rockefeller, Carnegie ou Guggenheim, exemplos de empreendedores, desapareciam do cenário econômico para dar lugar à ampla rede de acionistas anônimos. O valor da empresa deslocava-se do parque industrial para a Bolsa de Valores.
Na década seguinte, Daniel Bell alertaria para a íntima associação entre informação e especulação e apontaria as contradições culturais do capitalismo: o ascetismo (= acumulação) em choque com o estímulo consumista; os valores da modernidade destronados pelo caráter iconoclasta das inovações científicas e tecnológicas; lei e ética em antagonismo quanto mais o mercado se arvora em árbitro das relações econômicas e sociais.
Se a queda do Muro de Berlim trouxe ao Leste Europeu mais liberdade e menos justiça, introduzindo desigualdades gritantes, o abalo de Wall Street obriga o capitalismo a se repensar. O cassino global torna o mundo mais feliz? Óbvio que não.
O fracasso do socialismo real significa vitória do capitalismo virtual (real para apenas um terço da humanidade)?
Também não.
Não se mede o fracasso do capitalismo por suas crises financeiras, e sim pela exclusão - de acesso a bens essenciais de consumo e direitos de cidadania, como alimentação, saúde e educação - de dois terços da humanidade. São 4 bilhões de pessoas que, segundo a ONU, vivem entre a miséria e a pobreza, com renda diária inferior a US$ 2.
Há, sim, que buscar, com urgência, um outro mundo possível, economicamente justo, politicamente democrático e ecologicamente sustentável.
CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 64, frade dominicano e escritor, é autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004).
Fonte:Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal.
Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no WWW.melhordetodos.com.br em 26/10/2008.
O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo. Mas quem se preocupa com os pobres?
NO PRÓXIMO ano, completa-se 20 anos da queda do Muro de Berlim, símbolo da bipolaridade do mundo dividido em dois sistemas: capitalista e socialista. Agora assistimos ao declínio de Wall Street (Rua do Muro), na qual se concentram as sedes dos maiores bancos e instituições financeiras.
O muro que dá nome à Rua de Nova York foi erguido pelos holandeses em 1652 e derrubado pelos ingleses em 1699.
Nova Amsterdam deu lugar à Nova York.
O apocalipse ideológico no Leste Europeu, jamais previsto pelos analistas, fortaleceu a idéia de que fora do capitalismo não há salvação. Agora, a crise do sistema financeiro derruba o dogma da imaculada concepção do livre mercado como única panacéia para o bom andamento da economia.
Ainda não é o fim do capitalismo, mas talvez seja a agonia do caráter neoliberal que hipertrofiou o sistema financeiro.
Acumular fortunas tornou-se mais importante que produzir bens e serviços. A bolha especulativa inflou e, súbito, estourou.
Repete-se, contudo, a velha receita: após privatizar os ganhos, o sistema socializa os prejuízos.
Desmorona a cantilena do "menos Estado e mais iniciativa privada".
Na hora da crise, apela-se ao Estado como bóia de salvamento na forma de US$ 700 bilhões (5% do PIB dos EUA ou o custo de todo o petróleo consumido em um ano naquele país) a serem injetados para anabolizar o sistema financeiro.
O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo.
Mas quem se preocupa com os pobres? Devido ao aumento dos preços dos alimentos, nos últimos 12 meses, o número de famintos crônicos subiu de 854 milhões para 950 milhões, segundo Jacques Diouf, diretor-geral da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
Quem pagará a fatura do Proer usamericano?
A resposta é óbvia: o contribuinte. Prevê-se o desemprego imediato de 11 milhões de pessoas vinculadas ao mercado de capitais e à construção civil. Os fundos de pensão, descapitalizados, não terão como honrar os direitos de milhões de aposentados, sobretudo de quem investiu em previdência privada.
A restrição do crédito tende a inibir a produção e o consumo. Os bancos de investimentos colocam as barbas de molho. Os impostos sofrerão aumentos. O mercado ficará sob regime de liberdade vigiada: vale agora o modelo chinês de controle político da economia, e não mais o controle da política pela economia, como ocorre no neoliberalismo.
Em 1967, J.K. Galbraith chamava a atenção para a crise do caráter industrial do capitalismo.
Nomes como Ford, Rockefeller, Carnegie ou Guggenheim, exemplos de empreendedores, desapareciam do cenário econômico para dar lugar à ampla rede de acionistas anônimos. O valor da empresa deslocava-se do parque industrial para a Bolsa de Valores.
Na década seguinte, Daniel Bell alertaria para a íntima associação entre informação e especulação e apontaria as contradições culturais do capitalismo: o ascetismo (= acumulação) em choque com o estímulo consumista; os valores da modernidade destronados pelo caráter iconoclasta das inovações científicas e tecnológicas; lei e ética em antagonismo quanto mais o mercado se arvora em árbitro das relações econômicas e sociais.
Se a queda do Muro de Berlim trouxe ao Leste Europeu mais liberdade e menos justiça, introduzindo desigualdades gritantes, o abalo de Wall Street obriga o capitalismo a se repensar. O cassino global torna o mundo mais feliz? Óbvio que não.
O fracasso do socialismo real significa vitória do capitalismo virtual (real para apenas um terço da humanidade)?
Também não.
Não se mede o fracasso do capitalismo por suas crises financeiras, e sim pela exclusão - de acesso a bens essenciais de consumo e direitos de cidadania, como alimentação, saúde e educação - de dois terços da humanidade. São 4 bilhões de pessoas que, segundo a ONU, vivem entre a miséria e a pobreza, com renda diária inferior a US$ 2.
Há, sim, que buscar, com urgência, um outro mundo possível, economicamente justo, politicamente democrático e ecologicamente sustentável.
CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 64, frade dominicano e escritor, é autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004).
Fonte:Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal.
Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
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Publicado no WWW.melhordetodos.com.br em 26/10/2008.
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