A alegria do Presidente Lula com o projeto dos biocombustíveis parece ser de quem inventou a roda. Só que o Presidente não se flagrou que essa estória é bem antiga, o Pró-Álcool ou Programa Nacional do Álcool foi um programa de substituição em larga escala dos combustíveis veiculares derivados de petróleo álcool, financiado pelo governo do Brasil a partir de 1975 devido à crise do petróleo em 1973 e mais agravante depois da crise de 1979.
O Programa substituiu por álcool etílico a gasolina, o que gerou 10 milhões de automóveis a gasolina a menos rodando no Brasil, diminuindo a dependência do país ao petróleo importado. A decisão de produzir etanol a partir da cana-de-açúcar por via fermentativa foi por causa da baixa nos preços do açúcar na época.
Foram testadas outras alternativas de fonte de matéria-prima, como por exemplo, a mandioca. A produção de álcool no Brasil no período de 1975-76 foi de 600 milhões de litros; no período de 1979-80 foi de 3,4 bilhões e de 1986-87 chegou ao auge, com 12,3 bilhões de litros e já tivemos até equipe de formula I com o nome de “Coopersucar” para impulsionar o programa brasileiro.
E diante da fome e da escassez de água potável, o que significa plantar energia? Essa seria uma boa pergunta ao nosso Presidente e aqueles que mandam no mundo.
A utilização de parcela crescente das terras agriculturáveis do mundo para o plantio de matéria prima de biocombustíveis levanta questão sobre os problemas da fome e da falta d’água que atingem cerca de um bilhão de pessoas, de acordo com a ONU que está sendo ampla e hipocritamente veiculada pela imprensa capitalista mundial com se isso estivesse acontecendo somente agora. Essa hipocrisia se esquece de que tantos tombaram defendendo a Amazônia, como por exemplo, CHICO MENDES.
O etanol, combustível muito na moda depois da recente divulgação das perspectivas sombrias do aquecimento global, há tempos tem jogado um papel importante no cenário agrícola mundial, uma vez que se trata de energia produzida, basicamente, a partir da cana de açúcar, do milho e de madeira. Segundo o pesquisador Luis Cortez, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o mercado mundial produz atualmente algo como 40 bilhões de litros de etanol; para se substituir 10% da gasolina no mundo, será preciso aumentar este volume para cerca de 150 bilhões de litros.
E para que isso aconteça quanta mata terá que ser derrubada? Outra pergunta pro Lula responder. Alem disso se deixará de plantar arroz, feijão, frutas e também haverá mais contaminação do solo e das águas devido ao aumento de agrotóxicos, e mais concentração de terras nas mãos de grandes empresas multinacionais que têem interesse em controlar a produção de energia em escala mundial.
Hoje visualizamos mamona nos terrenos baldios e não damos importância alguma, mas em breve esse inço valerá uma fortuna.
Se fosse só o preço da mamona que vai encarecer não seria problema, um exemplo disso é o milho mexicano. Por ser fornecedor dos EUA que fabrica o etanol desse produto o preço do grão do milho que é a base da alimentação do povo teve reajuste de mais de 100% em algumas regiões do país bem como houve aumento da ração animal e das sementes também.
Esse é um dos milhares de problemas que se enfrentará com mais essa política centrada no agronegócio agravada pela forte iminência de ter-se transferida a propriedade da terra para as mãos de grandes empresas multinacionais as quais já controlam as finanças, a indústria e logo, logo estarão controlando a terra e o subsolo brasileiro.
Ao invés de promover um desenvolvimento sustentável baseado na agricultura familiar voltado para a produção de alimentos, Lula deixa-se iludir pelo canto da sereia de Bush e pode estar entrando na maior cilada de sua carreira política e o que é pior, vai levar junto consigo todo o povo brasileiro que permanecerá dependente do capital. O que está posto é se os governos têm o direito de transformar a agricultura produtora de alimentos que saciam a fome de milhões de pessoas em produtora de combustível para sustentar o doentio e insustentável padrão de consumo dos países ricos.
Em nome dessas insanidades consumistas dos mais ricos abriremos mão de comer e beber?
veritasantos@brturbo.com.br.
Viamão 06 de abril de 2007.
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sábado, 7 de abril de 2007
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Socialismo do Século XXI.
As eleições de vários governos de esquerda na América Latina na ultima década tem demonstrado que o povo latino americano está atento as maledicências promovidas pelo capitalismo através neoliberalismo.
A grande liderança ideológica de esquerda que desponta neste cenário é sem duvida nenhuma o Presidente Hugo Chaves, da Venezuela, apesar de todas as criticas que possa pairar sobre ele. Essa polemica e todas as outras provocadas pelas atitudes populares de seu governo faz com que seja retomado o debate sobre o socialismo, o Socialismo do século XXI, chamado assim por Chaves.
As experiências socialistas até hoje realizadas foram desconfiguradas por grupos oportunistas que se instalaram nos governos ou nos partidos operários transformando-os em meros instrumentos de beneficiamento individual e pequenos grupos que ao chegarem ao poder traíram gritantemente todos os seus princípios de classe que lhes oportunizaram galgar os postos que adquiriram.
Atualmente temos varias praticas de mudança social que crescem no interior dos movimentos populares nos mais diversos lugares e setores da sociedade, são criações autenticas dos indígenas, dos sem-terra, dos desempregados e de todos os pobres que estão à margem nas periferias urbanas e que lutam contra a acumulação de capital.
Essas lutas se transformam em práticas educativas, de saúde e de produções construídas a partir de novas relações sociais e não capitalistas.
São operários de fabricas falidas que produzem sem chefes e reinventam formas de divisão do trabalho que não geram hierarquias; são camponeses que formam assentamentos que supõem uma verdadeira revolução na vida rural; são indígenas que recuperam suas crenças e seus curandeiros; são os desempregados que criam mercadorias e as trocam com outros desempregados. Essas podem ser iniciativas populares que não têem comprovação empírica, mas poderá ser a germinação de um novo modo de se viver.
Ainda não sabemos como será o socialismo de século XXI porque como já disse Marx, o socialismo vai tomando forma conforme as diferentes experiências populares no momento em que vão acontecendo (é dialético). A humanidade tem vários caminhos a seguir sendo três deles conhecidos em parte, o caminho do neoliberalismo é esse que estamos vivendo onde “quem tem mais chora menos” ou da lei do “dente por dente”, onde dizem que vivemos em uma “democracia”, só que ela termina quando acaba o seu dinheiro.
O outro caminho é o caminho do Socialismo que esta em permanente debate e seus defensores não consegue chegar a lugar algum. Cada teórico tem um “modelo perfeito” do “seu socialismo”, mas uma coisa tem-se que concordar. Não dá mais pra viver sob a égide de tirania do capitalismo que mata em nome de um crescimento para poucos.
Ou a humanidade se percebe disso e parte para a construção de uma sociedade socialista que lhe garanta participação nas decisões, onde os pobres (os de baixo) tenham vez e voz e que suas iniciativas sejam colocadas em pratica, onde não há modelos prontos. A onde todos aprendam a se governar, acabando de vez com o Estado ou criando um Estado que não reproduza novas formas de opressão construindo de fato e de direito uma sociedade socialista que seja comum para todos e todas.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 02 de abril de 2007.
A grande liderança ideológica de esquerda que desponta neste cenário é sem duvida nenhuma o Presidente Hugo Chaves, da Venezuela, apesar de todas as criticas que possa pairar sobre ele. Essa polemica e todas as outras provocadas pelas atitudes populares de seu governo faz com que seja retomado o debate sobre o socialismo, o Socialismo do século XXI, chamado assim por Chaves.
As experiências socialistas até hoje realizadas foram desconfiguradas por grupos oportunistas que se instalaram nos governos ou nos partidos operários transformando-os em meros instrumentos de beneficiamento individual e pequenos grupos que ao chegarem ao poder traíram gritantemente todos os seus princípios de classe que lhes oportunizaram galgar os postos que adquiriram.
Atualmente temos varias praticas de mudança social que crescem no interior dos movimentos populares nos mais diversos lugares e setores da sociedade, são criações autenticas dos indígenas, dos sem-terra, dos desempregados e de todos os pobres que estão à margem nas periferias urbanas e que lutam contra a acumulação de capital.
Essas lutas se transformam em práticas educativas, de saúde e de produções construídas a partir de novas relações sociais e não capitalistas.
São operários de fabricas falidas que produzem sem chefes e reinventam formas de divisão do trabalho que não geram hierarquias; são camponeses que formam assentamentos que supõem uma verdadeira revolução na vida rural; são indígenas que recuperam suas crenças e seus curandeiros; são os desempregados que criam mercadorias e as trocam com outros desempregados. Essas podem ser iniciativas populares que não têem comprovação empírica, mas poderá ser a germinação de um novo modo de se viver.
Ainda não sabemos como será o socialismo de século XXI porque como já disse Marx, o socialismo vai tomando forma conforme as diferentes experiências populares no momento em que vão acontecendo (é dialético). A humanidade tem vários caminhos a seguir sendo três deles conhecidos em parte, o caminho do neoliberalismo é esse que estamos vivendo onde “quem tem mais chora menos” ou da lei do “dente por dente”, onde dizem que vivemos em uma “democracia”, só que ela termina quando acaba o seu dinheiro.
O outro caminho é o caminho do Socialismo que esta em permanente debate e seus defensores não consegue chegar a lugar algum. Cada teórico tem um “modelo perfeito” do “seu socialismo”, mas uma coisa tem-se que concordar. Não dá mais pra viver sob a égide de tirania do capitalismo que mata em nome de um crescimento para poucos.
Ou a humanidade se percebe disso e parte para a construção de uma sociedade socialista que lhe garanta participação nas decisões, onde os pobres (os de baixo) tenham vez e voz e que suas iniciativas sejam colocadas em pratica, onde não há modelos prontos. A onde todos aprendam a se governar, acabando de vez com o Estado ou criando um Estado que não reproduza novas formas de opressão construindo de fato e de direito uma sociedade socialista que seja comum para todos e todas.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 02 de abril de 2007.
domingo, 25 de março de 2007
Ditados Populares.
A vivência popular é sábia e para exemplificar os fatos ocorridos no dia-dia utiliza expressões que ficam marcadas por várias gerações.
E tem uma que retrata muito bem o momento político vivido no Brasil, após a reeleição do Presidente Lula, no primeiro semestre de 2007: “Me digas com quem andas que te direi quem tu és’.
Apesar de ser um Presidente carismático e com grande apelo popular, Lula põe em pratica um “governo de coalizão” de inexplicável composição. O Presidente nomeia como Ministros de seu governo indivíduos de conduta duvidosa e de posição política antagônica a sua e de seu partido (PT) sem o mínimo de justificativa programática.
A apresentação para tal formação não é de toda justificada pelo Plano de Aceleração do Crescimento - PAC haja vista que esse nada mais é do que um conjunto de “ofertas” aos empresários a investir basicamente em infra-estrutura na forma das parcerias público privado PPP’s. O que nada mais é do que uma forma disfarçada de privatização dos serviços públicos.
As nomeações de José Gomes Temporão (PMDB) para o Ministério da Saúde, de Gedbel Vieira Lima para o Ministério da Integração Nacional (PMDB): este um dos maiores críticos de Lula ate bem pouco tempo, a indicação primeira de Obilio Balbinotti (PMDB) que acusado de falsidade ideológica e enriquecimento ilícito renunciou ao convite de ser Ministro da Agricultura, sendo substituído por Reinhold Stephanes, histórico militante da direita brasileira desde os verdes anos da ARENA braço político da ditadura militar em nada se justificam.
Não há nenhum projeto estratégico que vá permitir uma conquista importante para a classe trabalhadora (realizar a reforma agrária e colocar todos os trabalhadores sem terra do Brasil na terra) que exija de Lula essa aliança com o PMDB, PTB, PP, até porque são esses partidos que não querem essa reforma. Alem desses senhores há outros de trajetórias duvidosas quanto a sua fidelidade ao Presidente Lula.
Pois no passado recente eram ferozes opositores ao governo federal e agora estão em funções de vital importância no governo onde Walfrido dos Mares Guia (PTB) é o Ministro da Articulação Política, e José Múcio, também do PTB com líder de governo no Congresso.
Esses componentes são de um partido que apóia qualquer Presidente ou Governador só para usufruírem das benesses individuais que os cargos lhes dão, condição essa seguida pelo PP e pelo PMDB onde todos estão em Brasília e no RS com sendo base de apoio.
Apesar do esforço de Lula de ter um governo igual ao de Yeda, notamos que mesmo com todos esses males o Presidente faz um Governo mais popular e é por isso que ainda o ditado popular acima citado não está de todo comprovado.
O Governo Lula não será igual aos governos da direita devido ele ser um representante das classes mais humildes dessa Nação e porque esta classe está atenta a qualquer escorregam do nosso Presidente.
Viamão, 25 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
E tem uma que retrata muito bem o momento político vivido no Brasil, após a reeleição do Presidente Lula, no primeiro semestre de 2007: “Me digas com quem andas que te direi quem tu és’.
Apesar de ser um Presidente carismático e com grande apelo popular, Lula põe em pratica um “governo de coalizão” de inexplicável composição. O Presidente nomeia como Ministros de seu governo indivíduos de conduta duvidosa e de posição política antagônica a sua e de seu partido (PT) sem o mínimo de justificativa programática.
A apresentação para tal formação não é de toda justificada pelo Plano de Aceleração do Crescimento - PAC haja vista que esse nada mais é do que um conjunto de “ofertas” aos empresários a investir basicamente em infra-estrutura na forma das parcerias público privado PPP’s. O que nada mais é do que uma forma disfarçada de privatização dos serviços públicos.
As nomeações de José Gomes Temporão (PMDB) para o Ministério da Saúde, de Gedbel Vieira Lima para o Ministério da Integração Nacional (PMDB): este um dos maiores críticos de Lula ate bem pouco tempo, a indicação primeira de Obilio Balbinotti (PMDB) que acusado de falsidade ideológica e enriquecimento ilícito renunciou ao convite de ser Ministro da Agricultura, sendo substituído por Reinhold Stephanes, histórico militante da direita brasileira desde os verdes anos da ARENA braço político da ditadura militar em nada se justificam.
Não há nenhum projeto estratégico que vá permitir uma conquista importante para a classe trabalhadora (realizar a reforma agrária e colocar todos os trabalhadores sem terra do Brasil na terra) que exija de Lula essa aliança com o PMDB, PTB, PP, até porque são esses partidos que não querem essa reforma. Alem desses senhores há outros de trajetórias duvidosas quanto a sua fidelidade ao Presidente Lula.
Pois no passado recente eram ferozes opositores ao governo federal e agora estão em funções de vital importância no governo onde Walfrido dos Mares Guia (PTB) é o Ministro da Articulação Política, e José Múcio, também do PTB com líder de governo no Congresso.
Esses componentes são de um partido que apóia qualquer Presidente ou Governador só para usufruírem das benesses individuais que os cargos lhes dão, condição essa seguida pelo PP e pelo PMDB onde todos estão em Brasília e no RS com sendo base de apoio.
Apesar do esforço de Lula de ter um governo igual ao de Yeda, notamos que mesmo com todos esses males o Presidente faz um Governo mais popular e é por isso que ainda o ditado popular acima citado não está de todo comprovado.
O Governo Lula não será igual aos governos da direita devido ele ser um representante das classes mais humildes dessa Nação e porque esta classe está atenta a qualquer escorregam do nosso Presidente.
Viamão, 25 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
quarta-feira, 21 de março de 2007
Reduzir a maioridade?
Pra que?
São tantas as mortes estúpidas e tantos são estúpidos aqueles meios de comunicação que através de programas conduzidos por apresentadores sensacionalistas. Estes estão preocupados apenas nos índices do ibope e no estrelismo individual sem um pingo de pensamento lógico que utilizam as mortes praticadas por adolescentes para difundirem a idéia de pena de morte e diminuição da idade penal.
Aproveitam-se do momento de fragilidade dos familiares das vitimas envolvendo-as em “campanhas” de defesa desse tipo de propostas incentivando sentimentos de vingança em toda a população como se fosse à solução para estes crimes. Com a morte do João Helio, no Rio de Janeiro, a proposta era reduzir a maioridade penal para 16 anos e agora após o também brutal assassinato de uma criança de 3 anos praticado por outra criança de apenas 8 anos. O que eles vão propor?
Devemos nos ater ao que diz o ECA quando determina que toda a criança que tenha 12 anos e cometa um ato infracional (crime) devera ser internado e julgado pelo Juizado da Criança e da Juventude onde receberá uma medida sócio educativa (Pena), sendo encaminhada para uma instituição publica de resocialização (presídio).
É ai que começa o problema, há visões técnicas que para serem politicamente corretas ou para não serem “ofensivas” aos direitos humanos acham que o “guri” já foi punido o suficiente e não exigem responsabilidade desse adolescente que se sente cada vez mais castigado ao invés de se sentir útil e recuperável.
As medidas sócio educativas ou de proteção não estão meramente aplicada quando do oferecimento de um local para abrigagem. As medidas estabelecidas pelo ECA devem ser cumpridas efetivamente sob pena de se estar só fazendo de conta, mascarando o grande problema pelo qual passa esse tipo de programa no Estado.
Toda criança tem o direito a educação e é responsabilidade do Estado em garantir o acesso a ela, mas também é responsabilidade da família fazer com que os seus filhos freqüentem a escola. Certo. Mas quando esta família não consegue cumprir um isso entre outras coisa entra o Estado, autorizado pela justiça, para fazer cumprir este direito. Até ai tudo certo.
O problema não esta solucionado, pois é no abrigo que as divergências continuam e as crianças acabam tendo mais “direitos” do que “deveres”. Muito disso é por deficiência do Estado que não tem numero suficiente de pessoal para atender mais de 800 abrigados (as) atualmente em seus estabelecimentos, alem da baixa remuneração dos funcionários existentes e também pela falta de um projeto comum a todos do quadro funcional que permita um manejo mais uniforme frente aos sérios problemas enfrentados no dia-dia.
Problemas como a falta de referencia familiar que deixa as crianças desprovidas de valores morais e éticos, problemas de drogadição e de ociosidade no turno inverso ao da escola, entre tantos outros produzidos pela própria sociedade e reproduzidos indiscriminadamente pela TV. Entre esses destaco a questão da drogadição que permanece mesmo após a criança ou o adolescente estar “abrigado” tendo em vista que a “tese” (optativa) defendida por alguns técnicos é aquela que deixa a critério do adolescente a opção de ir fazer um tratamento de desintoxicação ou não.
Nestes casos os abrigos que não estão amparados legalmente pelo ECA não podem conter esse adolescente, impedindo-o de circular livremente na comunidade ou ainda pela inexistência de um pratica comum que possibilitaria um convencimento mais rápido desse jovem a se tratar. Portanto fica-se impossibilitado de tratar e ou recuperar os jovens que ainda não cometeram um ato infracional, mas que logo o fará e hipocritamente institui-se a pena de morte uma vez que se permite a um doente optar em ser tratado ou não ser curado.
Por isso e muito mais, reduzir a maioridade penal não é a solução. Para iniciar a solucionar esse grave problema social da humanidade temos que exigir dos governantes que todas as crianças tenham escola de qualidade e com professores bem pagos (hoje quase três milhões de crianças estão fora da escola) e outras tantas sem saúde por omissão do Estado.
E quantas outras abandonadas, abusadas sexualmente dentro do próprio lar, exploradas no trabalho na cidade e no campo (mais ou menos 7. 5 milhões) por omissão da família e da sociedade que não exige do Estado à solução dos seus problemas sendo tolerante como toda a sociedade que fica inerte frente a toda essa problemática.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão, 21 de março de 2007.
São tantas as mortes estúpidas e tantos são estúpidos aqueles meios de comunicação que através de programas conduzidos por apresentadores sensacionalistas. Estes estão preocupados apenas nos índices do ibope e no estrelismo individual sem um pingo de pensamento lógico que utilizam as mortes praticadas por adolescentes para difundirem a idéia de pena de morte e diminuição da idade penal.
Aproveitam-se do momento de fragilidade dos familiares das vitimas envolvendo-as em “campanhas” de defesa desse tipo de propostas incentivando sentimentos de vingança em toda a população como se fosse à solução para estes crimes. Com a morte do João Helio, no Rio de Janeiro, a proposta era reduzir a maioridade penal para 16 anos e agora após o também brutal assassinato de uma criança de 3 anos praticado por outra criança de apenas 8 anos. O que eles vão propor?
Devemos nos ater ao que diz o ECA quando determina que toda a criança que tenha 12 anos e cometa um ato infracional (crime) devera ser internado e julgado pelo Juizado da Criança e da Juventude onde receberá uma medida sócio educativa (Pena), sendo encaminhada para uma instituição publica de resocialização (presídio).
É ai que começa o problema, há visões técnicas que para serem politicamente corretas ou para não serem “ofensivas” aos direitos humanos acham que o “guri” já foi punido o suficiente e não exigem responsabilidade desse adolescente que se sente cada vez mais castigado ao invés de se sentir útil e recuperável.
As medidas sócio educativas ou de proteção não estão meramente aplicada quando do oferecimento de um local para abrigagem. As medidas estabelecidas pelo ECA devem ser cumpridas efetivamente sob pena de se estar só fazendo de conta, mascarando o grande problema pelo qual passa esse tipo de programa no Estado.
Toda criança tem o direito a educação e é responsabilidade do Estado em garantir o acesso a ela, mas também é responsabilidade da família fazer com que os seus filhos freqüentem a escola. Certo. Mas quando esta família não consegue cumprir um isso entre outras coisa entra o Estado, autorizado pela justiça, para fazer cumprir este direito. Até ai tudo certo.
O problema não esta solucionado, pois é no abrigo que as divergências continuam e as crianças acabam tendo mais “direitos” do que “deveres”. Muito disso é por deficiência do Estado que não tem numero suficiente de pessoal para atender mais de 800 abrigados (as) atualmente em seus estabelecimentos, alem da baixa remuneração dos funcionários existentes e também pela falta de um projeto comum a todos do quadro funcional que permita um manejo mais uniforme frente aos sérios problemas enfrentados no dia-dia.
Problemas como a falta de referencia familiar que deixa as crianças desprovidas de valores morais e éticos, problemas de drogadição e de ociosidade no turno inverso ao da escola, entre tantos outros produzidos pela própria sociedade e reproduzidos indiscriminadamente pela TV. Entre esses destaco a questão da drogadição que permanece mesmo após a criança ou o adolescente estar “abrigado” tendo em vista que a “tese” (optativa) defendida por alguns técnicos é aquela que deixa a critério do adolescente a opção de ir fazer um tratamento de desintoxicação ou não.
Nestes casos os abrigos que não estão amparados legalmente pelo ECA não podem conter esse adolescente, impedindo-o de circular livremente na comunidade ou ainda pela inexistência de um pratica comum que possibilitaria um convencimento mais rápido desse jovem a se tratar. Portanto fica-se impossibilitado de tratar e ou recuperar os jovens que ainda não cometeram um ato infracional, mas que logo o fará e hipocritamente institui-se a pena de morte uma vez que se permite a um doente optar em ser tratado ou não ser curado.
Por isso e muito mais, reduzir a maioridade penal não é a solução. Para iniciar a solucionar esse grave problema social da humanidade temos que exigir dos governantes que todas as crianças tenham escola de qualidade e com professores bem pagos (hoje quase três milhões de crianças estão fora da escola) e outras tantas sem saúde por omissão do Estado.
E quantas outras abandonadas, abusadas sexualmente dentro do próprio lar, exploradas no trabalho na cidade e no campo (mais ou menos 7. 5 milhões) por omissão da família e da sociedade que não exige do Estado à solução dos seus problemas sendo tolerante como toda a sociedade que fica inerte frente a toda essa problemática.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão, 21 de março de 2007.
Água, um bem insubstituível.
A semana da água teve seu inicio em 20 de março e vai ate o dia 26 e o no dia 22 de março também é comemorado o dia mundial da água. Portando sempre é bom lembrar que o planeta terra possui aproximadamente 1,36 bilhões de metros cúbicos de volume desses liquido, dos quais 97,2% são salgadas e 2,8% são doces.
Sendo deste total de água doce 2,15% em geleiras e 0,65% disponíveis como água subterrânea, deste total subdividido em 0,31% de águas subterrâneas profundas, ou seja, fora do alcance da crosta terrestre e de 0,34% de águas subterrâneas acessíveis e superficiais.
Os padrões internacionais de distribuição de água consideram que a escassez deste elemento, para uma determinada coletividade, se dá a partir do momento que a disponibilidade chega a uma média de um mil m³ por habitante /ano.
Apesar da média planetária de disponibilidade hídrica ser de 7,4 m³ habitante/ano a distribuição desigual de água doce no globo nos leva a uma realidade preocupante.
Do percentual de água doce disponível no mundo o Brasil possui 16% entretanto, devido á sua dimensão continental, esta água esta distribuída de maneira desigual, o que leva a encontrarmos regiões do Brasil com disponibilidade hídrica inferior a 1,7 mil m³ por habitante/ano, ou seja, em estado de alerta ou em muitos casos já em estado de seca.
O Aqüífero Guarani é um dos maiores reservatórios de água subterrânea do globo terrestre. Sua área é de 1.250,00 km², dos quais 850.000 se situam no território brasileiro (VIAMÃO FAZ PARTE DESSE TERRITÓRIO) e o restante no Paraguai, Uruguai e Argentina.
O Iraque vendia um barril de petróleo por U$ 28 e compra o barril de água por U$ 80. Isso significa o quanto é preciso este líquido. Podemos substituir o petróleo por outros produtos e até viver sem ele; no entanto, não podemos viver sem água.
Segundo a ONU, no fim do século XX um bilhão de seres humanos não dispõe de água potável de qualidade; desde 2005 um terço da humanidade está sem este liquido.
Esses dados aumentam a responsabilidade sobre o uso correto da água, a preservação da natureza é a necessidade de fazer com que ela seja mantida como um bem público, acessível a toda população.
A importância da água é ressaltada na própria Bíblia, na qual aparecem mais de 90 citações sobre este precioso líquido. Uma de suas primeiras manifestações da ação criadora de Deus foi quando ele fez a água. E só a partir daí a vida começou a existir em nosso planeta.
Ainda hoje todas as religiões cristãs continuam batizando com água. Isso significa que a água além de ser fonte de vida natural, também tem uma simbologia de vida espiritual.
Todo o ser humano tem direito, independente de classe social, de ter acesso à água e de qualidade. E para ter este direito o saneamento Público deve continuar Público.
É através dos serviços de saneamento que as populações têm acesso à água e ao serviço de esgoto, portanto estes serviços devem permanecer sendo prestados por empresas Públicas que não visam lucro.
Não podemos admitir que um bem tão essencial seja transformado em mercadoria e em objeto de lucro para empresas particulares.
Aqui em Viamão temos algo parecido com isso, visto que a cervejaria BRAHMA produz milhares de litros de cerveja e refrigerante utilizando a água do nosso subsolo e não paga nada por isto, não informa a ninguém o quanto gasta desta reserva natural que é insubstituível.
Portanto é fundamental que assumamos publicamente a defesa da água como um bem universal, a defesa de nossas reservas hídricas, a defesa da Titularidade dos municípios na prestação dos serviços de água e esgoto.
A pressão popular, num passado recente, já surtiu efeito, impedindo a privatização do saneamento público, mais uma vez é chegada à hora das forças democráticas e populares, contrárias à entrega destes serviços à iniciativa privada, unirem-se em defesa da água e do saneamento público.
O Prêmio Nobel da Paz de 1980, Adolfo Perez Esquivel, denuncia o interesse dos Estados Unidos, em dispor do Aqüífero Guarani, a maior reserva de água doce da América do Sul, está por trás da intenção de instalar forças militares na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. ”Neste momento, estamos muito próximos de um totalitarismo globalizado, que deverá agudezar os conflitos mundiais”, frisou o pacifista. (matéria C. Povo-14/01/05). Este alerta comprova que, além das disputas por petróleo os EUA estão de olho em outros recursos naturais como a água, a biodiversidade contida em nossas matas, etc....
E para que isso se concretize utiliza as armas mais sórdidas inimagináveis como as noticias do Jornal “O Globo” que a partir de 04 de março fez uma serie de reportagens SOBRE A TRIPLICE FRONTEIRA DE, TODOS OS DIAS CAPAS E PAGINAS INTEIRAS, sobre o que eles chamam de terrorismo.
A REVISTA ÉPOCA, DO MESMO GRUPO EMPRESARIAL DE O GLOBO, NA SUA EDIÇÃO DE 12 DE MARÇO, TEM COMO CAPA
“TERRORISTAS ISLAMICOS ESTÃO ESCONDIDOS NO BRASIL?"
Essas ofensivas das organizações Globo não são mera coincidência, tendo em vista a investida dos EUA na América do Sul representada pela recente visita de Bush ao continente. Agora a desculpa para invadir a região é os árabes e muçulmanos de Voz do Iguaçu que são os terroristas, mais uma mentira racista desse presidente insano aplaudida pela imprensa brasileira que faz coro com mais essa aberração.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 20/01/2005, e atualizado em 20/03/07.
Sendo deste total de água doce 2,15% em geleiras e 0,65% disponíveis como água subterrânea, deste total subdividido em 0,31% de águas subterrâneas profundas, ou seja, fora do alcance da crosta terrestre e de 0,34% de águas subterrâneas acessíveis e superficiais.
Os padrões internacionais de distribuição de água consideram que a escassez deste elemento, para uma determinada coletividade, se dá a partir do momento que a disponibilidade chega a uma média de um mil m³ por habitante /ano.
Apesar da média planetária de disponibilidade hídrica ser de 7,4 m³ habitante/ano a distribuição desigual de água doce no globo nos leva a uma realidade preocupante.
Do percentual de água doce disponível no mundo o Brasil possui 16% entretanto, devido á sua dimensão continental, esta água esta distribuída de maneira desigual, o que leva a encontrarmos regiões do Brasil com disponibilidade hídrica inferior a 1,7 mil m³ por habitante/ano, ou seja, em estado de alerta ou em muitos casos já em estado de seca.
O Aqüífero Guarani é um dos maiores reservatórios de água subterrânea do globo terrestre. Sua área é de 1.250,00 km², dos quais 850.000 se situam no território brasileiro (VIAMÃO FAZ PARTE DESSE TERRITÓRIO) e o restante no Paraguai, Uruguai e Argentina.
O Iraque vendia um barril de petróleo por U$ 28 e compra o barril de água por U$ 80. Isso significa o quanto é preciso este líquido. Podemos substituir o petróleo por outros produtos e até viver sem ele; no entanto, não podemos viver sem água.
Segundo a ONU, no fim do século XX um bilhão de seres humanos não dispõe de água potável de qualidade; desde 2005 um terço da humanidade está sem este liquido.
Esses dados aumentam a responsabilidade sobre o uso correto da água, a preservação da natureza é a necessidade de fazer com que ela seja mantida como um bem público, acessível a toda população.
A importância da água é ressaltada na própria Bíblia, na qual aparecem mais de 90 citações sobre este precioso líquido. Uma de suas primeiras manifestações da ação criadora de Deus foi quando ele fez a água. E só a partir daí a vida começou a existir em nosso planeta.
Ainda hoje todas as religiões cristãs continuam batizando com água. Isso significa que a água além de ser fonte de vida natural, também tem uma simbologia de vida espiritual.
Todo o ser humano tem direito, independente de classe social, de ter acesso à água e de qualidade. E para ter este direito o saneamento Público deve continuar Público.
É através dos serviços de saneamento que as populações têm acesso à água e ao serviço de esgoto, portanto estes serviços devem permanecer sendo prestados por empresas Públicas que não visam lucro.
Não podemos admitir que um bem tão essencial seja transformado em mercadoria e em objeto de lucro para empresas particulares.
Aqui em Viamão temos algo parecido com isso, visto que a cervejaria BRAHMA produz milhares de litros de cerveja e refrigerante utilizando a água do nosso subsolo e não paga nada por isto, não informa a ninguém o quanto gasta desta reserva natural que é insubstituível.
Portanto é fundamental que assumamos publicamente a defesa da água como um bem universal, a defesa de nossas reservas hídricas, a defesa da Titularidade dos municípios na prestação dos serviços de água e esgoto.
A pressão popular, num passado recente, já surtiu efeito, impedindo a privatização do saneamento público, mais uma vez é chegada à hora das forças democráticas e populares, contrárias à entrega destes serviços à iniciativa privada, unirem-se em defesa da água e do saneamento público.
O Prêmio Nobel da Paz de 1980, Adolfo Perez Esquivel, denuncia o interesse dos Estados Unidos, em dispor do Aqüífero Guarani, a maior reserva de água doce da América do Sul, está por trás da intenção de instalar forças militares na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. ”Neste momento, estamos muito próximos de um totalitarismo globalizado, que deverá agudezar os conflitos mundiais”, frisou o pacifista. (matéria C. Povo-14/01/05). Este alerta comprova que, além das disputas por petróleo os EUA estão de olho em outros recursos naturais como a água, a biodiversidade contida em nossas matas, etc....
E para que isso se concretize utiliza as armas mais sórdidas inimagináveis como as noticias do Jornal “O Globo” que a partir de 04 de março fez uma serie de reportagens SOBRE A TRIPLICE FRONTEIRA DE, TODOS OS DIAS CAPAS E PAGINAS INTEIRAS, sobre o que eles chamam de terrorismo.
A REVISTA ÉPOCA, DO MESMO GRUPO EMPRESARIAL DE O GLOBO, NA SUA EDIÇÃO DE 12 DE MARÇO, TEM COMO CAPA
“TERRORISTAS ISLAMICOS ESTÃO ESCONDIDOS NO BRASIL?"
Essas ofensivas das organizações Globo não são mera coincidência, tendo em vista a investida dos EUA na América do Sul representada pela recente visita de Bush ao continente. Agora a desculpa para invadir a região é os árabes e muçulmanos de Voz do Iguaçu que são os terroristas, mais uma mentira racista desse presidente insano aplaudida pela imprensa brasileira que faz coro com mais essa aberração.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 20/01/2005, e atualizado em 20/03/07.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Governo de Coalizão.
Governo de coalizão é aquele em que o governo é composto por partidos que não fazem oposição ao partido do Chefe de Governo. Ou seja, para que um Governo tenha maioria consistente no legislativo, é preciso compor uma coalizão (aliança) com homogeneidade ideológica e uma agenda de convergência. O Governo de Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), por exemplo, tinha condições propícias à formação e operação de uma maioria governamental consistente, pois apresentava essas condições descritas.
FHC tinha esses ingredientes que nos oito anos de governo privatizou tudo no Brasil, mas o governo Lula, aparentemente, não tem nenhuma destas afinidades ideológicas, muito menos uma agenda política que lhe obrigue a formar uma coalizão com partidos e políticos afetos ao clientelismo, ao beneficio próprio como o PMDB, PP, PTB e outros de menor expressão com o mesmo apetite.
Lula na sua primeira eleição, em 2002, obteve 53 milhões de votos sob o álibi da “Carta aos Brasileiros” documento que flexibilizava as propostas radicais que deram origem ao PT e o elevaram a condição de maior liderança operaria do século XX.
Nas ultimas eleições a estratégia utilizada pela direção nacional fez com que Lula não se reelegesse no 1º turno, exigindo que essa prática do “Lulinha paz e amor” agregada com praticas antiéticas praticadas por integrantes das forças até então majoritárias no partido e do governo obrigou que o então candidato Lula recuperasse o discurso original do PT.
Com o discurso popular e de esquerda Lula, carismático, empolga novamente o povo elegendo-se pela 2ª vez Presidente da Republica. Mas, 2007 nem tinha gozado o carnaval e o Presidente já “trabalhava” para formar o seu “governo de coalizão” tendo como principal parceiro o PMDB e mais uma vez Lula, não houve os seus verdadeiros companheiros convidando para o seu ministério indivíduos ligados ao latifúndio, envolvidos com ilicitudes (roubo).
O governo de coalizão permanece recheado de “más companhias” como dissera o ex-governador Olívio Dutra e retira do PT o papel que por direito teria, de ser o principal partido desse governo. O PT tem no seu III Congresso Nacional, de agosto próximo, o momento de reverter este quadro aterrador de distanciamento do governo do partido e das propostas que fizeram com que esse partido seja o maior partido da esquerda da América Latina, quem sabe do mundo.
É preciso construir políticas de longo prazo. Para isto, o Congresso deve ser um momento de diálogo do PT consigo mesmo, com sua experiência e tradição, erros e acertos, com sua base social e eleitoral, com seus aliados, com a militância política e social de esquerda, no Brasil e no mundo.
Recuperar a capacidade de elaboração teórica, pois nos anos 1990 o mundo, o Brasil e a esquerda sofreram enormes transformações, que ainda não foram adequadamente interpretadas. Este é o caso do debate acerca do capitalismo, do socialismo, do internacionalismo e da “teoria sobre o Brasil”. A defesa do socialismo baseia-se, exatamente, na crítica ao capitalismo, aos seus efeitos destruidores sobre a natureza e sobre a humanidade. A destruição ambiental, a barbárie social, as guerras, a incompatibilidade cada vez maior entre o capitalismo e as liberdades democráticas são alguns dos motivos que tornam urgente a luta e a construção do socialismo.
O socialismo é a alternativa tanto aos grandes problemas da humanidade, quanto aos grandes dilemas do Brasil. Num mundo organizado pela busca do lucro e dominado por meia dúzia de nações e algumas centenas de empresas, é imprescindível reafirmar a necessidade da socialização do poder político e da propriedade dos grandes meios de produção, cabendo distinguir “socialização” de “estatização”. Viamão 19 de março de 2007.
veritamarsantos@brturbo.com.br
FHC tinha esses ingredientes que nos oito anos de governo privatizou tudo no Brasil, mas o governo Lula, aparentemente, não tem nenhuma destas afinidades ideológicas, muito menos uma agenda política que lhe obrigue a formar uma coalizão com partidos e políticos afetos ao clientelismo, ao beneficio próprio como o PMDB, PP, PTB e outros de menor expressão com o mesmo apetite.
Lula na sua primeira eleição, em 2002, obteve 53 milhões de votos sob o álibi da “Carta aos Brasileiros” documento que flexibilizava as propostas radicais que deram origem ao PT e o elevaram a condição de maior liderança operaria do século XX.
Nas ultimas eleições a estratégia utilizada pela direção nacional fez com que Lula não se reelegesse no 1º turno, exigindo que essa prática do “Lulinha paz e amor” agregada com praticas antiéticas praticadas por integrantes das forças até então majoritárias no partido e do governo obrigou que o então candidato Lula recuperasse o discurso original do PT.
Com o discurso popular e de esquerda Lula, carismático, empolga novamente o povo elegendo-se pela 2ª vez Presidente da Republica. Mas, 2007 nem tinha gozado o carnaval e o Presidente já “trabalhava” para formar o seu “governo de coalizão” tendo como principal parceiro o PMDB e mais uma vez Lula, não houve os seus verdadeiros companheiros convidando para o seu ministério indivíduos ligados ao latifúndio, envolvidos com ilicitudes (roubo).
O governo de coalizão permanece recheado de “más companhias” como dissera o ex-governador Olívio Dutra e retira do PT o papel que por direito teria, de ser o principal partido desse governo. O PT tem no seu III Congresso Nacional, de agosto próximo, o momento de reverter este quadro aterrador de distanciamento do governo do partido e das propostas que fizeram com que esse partido seja o maior partido da esquerda da América Latina, quem sabe do mundo.
É preciso construir políticas de longo prazo. Para isto, o Congresso deve ser um momento de diálogo do PT consigo mesmo, com sua experiência e tradição, erros e acertos, com sua base social e eleitoral, com seus aliados, com a militância política e social de esquerda, no Brasil e no mundo.
Recuperar a capacidade de elaboração teórica, pois nos anos 1990 o mundo, o Brasil e a esquerda sofreram enormes transformações, que ainda não foram adequadamente interpretadas. Este é o caso do debate acerca do capitalismo, do socialismo, do internacionalismo e da “teoria sobre o Brasil”. A defesa do socialismo baseia-se, exatamente, na crítica ao capitalismo, aos seus efeitos destruidores sobre a natureza e sobre a humanidade. A destruição ambiental, a barbárie social, as guerras, a incompatibilidade cada vez maior entre o capitalismo e as liberdades democráticas são alguns dos motivos que tornam urgente a luta e a construção do socialismo.
O socialismo é a alternativa tanto aos grandes problemas da humanidade, quanto aos grandes dilemas do Brasil. Num mundo organizado pela busca do lucro e dominado por meia dúzia de nações e algumas centenas de empresas, é imprescindível reafirmar a necessidade da socialização do poder político e da propriedade dos grandes meios de produção, cabendo distinguir “socialização” de “estatização”. Viamão 19 de março de 2007.
veritamarsantos@brturbo.com.br
Lições que vem do povo.
Ano após ano, tem eleições de sindico de condomínio a Presidente da Republica e o povo não vê melhoras em nada, nem no “feijão com arroz” do dia-dia, fica tudo na mesma.
O povo sofrido e descrente com essa democracia implementada pelos “de cima”, onde os “de baixo” ficam cada vez mais pra baixo estão tomando para si os seus próprios destinos.Essa ação é percebida através das várias frentes de lutas travadas pelos Movimentos Populares na atualidade, onde o MST mantém as ocupações de terra denunciando o latifúndio improdutivo e forçando o governo federal a fazer de uma vez por todas a tão necessária reforma agrária.
A CNBB inteligentemente lança a Campanha da Fraternidade com o Lema: Vida e Missão neste chão e como tema: Fraternidade e Amazônia para chamar a atenção de todos, mas em especial a atenção dos católicos para o extermínio da maior e mais rica reserva natural do mundo. Ao mobilizar essa campanha, nós católicos, estamos mostrando aos governantes do Brasil e do mundo que eles estão na contra mão da história, pois só se preocupam em produzir mais energia para produzir mais bens manufaturados ou simplesmente para mover os motores de seus parques industriais.
Estamos mostrando que ao invés de plantarem cana-de-açúcar ou mamona para produzir etanol, o povo quer e precisa de feijão e arroz no campo e na cidade para sacear a sua fome, estamos dizendo que ao invés de plantar eucaliptos para produzir papel higiênico para os gringos, queremos é que não derrubem uma só arvore de nossas matas.
O MNLM ocupa o prédio situado na Rua Caldas Júnior esquina com a Av. Mauá, desde 20 de Novembro de 2006. Este prédio foi construído pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) e privatizado pela Caixa Econômica Federal que o vendeu ao dono das relojoarias De Conto que o revendeu pelo dobro do preço para o crime organizado (PCC) que o usou para tentativa de assalto ao Banrisul no ano passado.
A exemplo da lei que garante a expropriação de propriedades rurais usadas para fins ilícitos que as coloca a disposição da reforma agrária, o MNLM propõe uma nova lei nos mesmos moldes para imóveis urbanos e com esse movimento demonstra que a inércia governamental está intimamente ligada aos poderosos, aos capitalistas.
O Movimento dos Atingidos por Barragens, o MST, a Via Campesina, Coordenação dos Movimentos Sociais e outros movimentos urbanos lançaram a CAMPANHA CONTRA OS ALTOS PREÇOS DA ENERGIA ELETRICA para poder dialogar diretamente com a população urbana a fim de mostrar o roubo legalizado que é o preço da nossa conta de luz. Só para se ter uma idéia, as grandes empresas pagam R$ 0, 074 centavos por KW, ou seja, sete vezes mais barato que nós.
Para acabarem com essa farra e contra a inércia dos governos Estadual e Federal os Movimentos Populares estão nas ruas a fim de mobilizar toda a população para dilatar os limites impostos, principalmente, ao Governo do Presidente Lula por ter optado equivocadamente na formação de um “governo de coalizão” que em nada vai beneficiar os pobres desse imenso Brasil.
Tem também a CAMPANHANHA DE CANCELAMENTO DA TAXA DE TELEFONE FIXO que é só ligar para o numero 0800-619619, das 8 às 20 horas e diga para quem atender que quer vota no PL.Nº. 5476 esse telefone é do Congresso Nacional.
Façamos a nossa para, vamos à luta!!!
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão, 19 de março de 2007.
O povo sofrido e descrente com essa democracia implementada pelos “de cima”, onde os “de baixo” ficam cada vez mais pra baixo estão tomando para si os seus próprios destinos.Essa ação é percebida através das várias frentes de lutas travadas pelos Movimentos Populares na atualidade, onde o MST mantém as ocupações de terra denunciando o latifúndio improdutivo e forçando o governo federal a fazer de uma vez por todas a tão necessária reforma agrária.
A CNBB inteligentemente lança a Campanha da Fraternidade com o Lema: Vida e Missão neste chão e como tema: Fraternidade e Amazônia para chamar a atenção de todos, mas em especial a atenção dos católicos para o extermínio da maior e mais rica reserva natural do mundo. Ao mobilizar essa campanha, nós católicos, estamos mostrando aos governantes do Brasil e do mundo que eles estão na contra mão da história, pois só se preocupam em produzir mais energia para produzir mais bens manufaturados ou simplesmente para mover os motores de seus parques industriais.
Estamos mostrando que ao invés de plantarem cana-de-açúcar ou mamona para produzir etanol, o povo quer e precisa de feijão e arroz no campo e na cidade para sacear a sua fome, estamos dizendo que ao invés de plantar eucaliptos para produzir papel higiênico para os gringos, queremos é que não derrubem uma só arvore de nossas matas.
O MNLM ocupa o prédio situado na Rua Caldas Júnior esquina com a Av. Mauá, desde 20 de Novembro de 2006. Este prédio foi construído pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) e privatizado pela Caixa Econômica Federal que o vendeu ao dono das relojoarias De Conto que o revendeu pelo dobro do preço para o crime organizado (PCC) que o usou para tentativa de assalto ao Banrisul no ano passado.
A exemplo da lei que garante a expropriação de propriedades rurais usadas para fins ilícitos que as coloca a disposição da reforma agrária, o MNLM propõe uma nova lei nos mesmos moldes para imóveis urbanos e com esse movimento demonstra que a inércia governamental está intimamente ligada aos poderosos, aos capitalistas.
O Movimento dos Atingidos por Barragens, o MST, a Via Campesina, Coordenação dos Movimentos Sociais e outros movimentos urbanos lançaram a CAMPANHA CONTRA OS ALTOS PREÇOS DA ENERGIA ELETRICA para poder dialogar diretamente com a população urbana a fim de mostrar o roubo legalizado que é o preço da nossa conta de luz. Só para se ter uma idéia, as grandes empresas pagam R$ 0, 074 centavos por KW, ou seja, sete vezes mais barato que nós.
Para acabarem com essa farra e contra a inércia dos governos Estadual e Federal os Movimentos Populares estão nas ruas a fim de mobilizar toda a população para dilatar os limites impostos, principalmente, ao Governo do Presidente Lula por ter optado equivocadamente na formação de um “governo de coalizão” que em nada vai beneficiar os pobres desse imenso Brasil.
Tem também a CAMPANHANHA DE CANCELAMENTO DA TAXA DE TELEFONE FIXO que é só ligar para o numero 0800-619619, das 8 às 20 horas e diga para quem atender que quer vota no PL.Nº. 5476 esse telefone é do Congresso Nacional.
Façamos a nossa para, vamos à luta!!!
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão, 19 de março de 2007.
quarta-feira, 7 de março de 2007
Heróis.
“E agora vamos falar com os nossos heróis”. Esta é a infeliz, saudação que Pedro Bial usa toda a vez que fala com os participantes do programa BBB.
É com curiosidade que imagino o que esse cidadão de importante papel social define como sendo um “herói”, pois eu tenho como Herói um sentido bem diferente do dele.
Herói pra mim é a Dra. Vanessa Remy-Piccolo,, jovem pediatra francesa de 28 anos que abriu mão do seu conforto para ser voluntária dos Médicos Sem Fronteira e atuar na África. Por lá, diz a médica, que as crianças pesam 3.6kg com um ano de idade, peso este de um recém nascido; que muitas mães chegam até ela dizendo que levam os alimentos doados para casa, mas seus filhos parecem que desaprenderam de comer e se recusam a abrir a boca por não ter alimentação diária.
Herói é o médico Martial Ledecq, cirurgião, também voluntário dos Médicos Sem Fronteiras que arrisca a sua vida em meio aos bombardeios atendendo as vítimas no Hospital de Tebnine, no Sul do Líbano...
Meu caro Bial e todos aqueles que crêem nele, Herói, é quem nestes dias desleais em que vivemos, enxerga o sofrimento alheio e se prontifica a amenizá-lo no que estiver ao seu alcance...
Herói são aqueles que abrem mão dos confortos pessoais em prol do coletivo, aqueles plenos de uma vida na qual a paixão é maior do que a omissão...
Herói é aquele que é solidário, que partilha dons e bens... Mas há também muitos Heróis que falam a nossa língua e não são as “celebridades” instantâneas do BBB, embora estejam bem pertinho da “casa mais vigiada do Brasil”.
Heróis brasileiros como a enfermeira Jacinta, do projeto meio-fio, provido pelos Médicos Sem Fronteiras no Rio de Janeiro que atende mães e filhos, moradores de rua, podemos dizer até que estão ao lado da tal casa e dos Heróis criados por essa fabrica de alienados que não se incomodam de vê-los todos os dias...
Heróis como a médica Renata e como o educador Altayr que partilham o seu saber com os moradores de rua do Rio de Janeiro, a dita cidade maravilhosa, só que da casa do BBB ou de algum cartaz de propaganda turística...
Heróis como a psicóloga Andréia, que, a exemplo da pediatra francesa, semeia saúde e esperança por onde passa...
Heróis como a enfermeira Eriedna que atende o seu Nilton no núcleo de atendimento dos Médicos Sem fronteiras que com o apoio recebido conseguiu encontrar trabalho e hoje não mora mais nas ruas...
Heróis são todos aqueles anônimos catadores que catam, o que os heróis fabricados pelo Bial chamam de lixo; Heróis são todos os trabalhadores e trabalhadoras que madrugam para catar latas ou para virar concreto na obra todos os dias, só parando ao anoitecer....
Até que ponto um ser humano pode ir, pois quando um cara que já foi um dos mais brilhantes repórteres do país vibra e discute namoricos e todas aquelas futilidades como fosse importantes é sinal de que algo está lamentavelmente errado.
E o pior disso tudo é que milhares de pessoas de todas as idades estão ligados no programa e outros milhares pagam para ter o prazer sarcástico de “eliminar” alguém.
É preciso acreditar que outro mundo é possível e que pequenos gestos poderão produzir mudanças significativas. Um ato simples, que certamente poderá resultar em benefícios concretos, será o de iniciar uma campanha de conscientização para que ninguém mais atenda aos chamados amexecanizado do Pedro Bial.
A campanha é simples: não ligue para votar em “eliminar” um BBB, ligue para salvar uma vida contribuindo para entidades que atuam em prol de causas sociais. A cada paredão as ligações chegam, em média, a 29 milhões que custam R$0,30 cada ligação, que é igual a R$8.700.000,00 (oito milhões e setecentos mil reais) por paredão, fora as ligações que são dadas para escolher qual a fantasia que os “irmãos” devem usar a cada semana, isso tudo servirá para engordar ainda mais as milionárias fortunas dos donos, diretores e apresentadores televisivos.
Entre nessa campanha fale com os seus familiares, amigos e colegas e pesam para eles doarem a uma entidade social e se vocês não conhecem nenhuma acessem o www.unicef.org/brazil/lista_projetos06.htm. Ainda se achar muito complicado faça a sua doação para a Associação do seu bairro que efetua um bom trabalho social, para o Clube de Mães que mantém uma creche comunitária ou para as Pastorais Sociais das mais diversas religiões que existem em todas as nossas vilas.
Nosso auxilio vai fazer a diferença e vai recuperar o valor da vida dos tantos excluídos pela sociedade.
Pois, a final. Quem são os teus verdadeiros Heróis?
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 07 de Março de 2007.
É com curiosidade que imagino o que esse cidadão de importante papel social define como sendo um “herói”, pois eu tenho como Herói um sentido bem diferente do dele.
Herói pra mim é a Dra. Vanessa Remy-Piccolo,, jovem pediatra francesa de 28 anos que abriu mão do seu conforto para ser voluntária dos Médicos Sem Fronteira e atuar na África. Por lá, diz a médica, que as crianças pesam 3.6kg com um ano de idade, peso este de um recém nascido; que muitas mães chegam até ela dizendo que levam os alimentos doados para casa, mas seus filhos parecem que desaprenderam de comer e se recusam a abrir a boca por não ter alimentação diária.
Herói é o médico Martial Ledecq, cirurgião, também voluntário dos Médicos Sem Fronteiras que arrisca a sua vida em meio aos bombardeios atendendo as vítimas no Hospital de Tebnine, no Sul do Líbano...
Meu caro Bial e todos aqueles que crêem nele, Herói, é quem nestes dias desleais em que vivemos, enxerga o sofrimento alheio e se prontifica a amenizá-lo no que estiver ao seu alcance...
Herói são aqueles que abrem mão dos confortos pessoais em prol do coletivo, aqueles plenos de uma vida na qual a paixão é maior do que a omissão...
Herói é aquele que é solidário, que partilha dons e bens... Mas há também muitos Heróis que falam a nossa língua e não são as “celebridades” instantâneas do BBB, embora estejam bem pertinho da “casa mais vigiada do Brasil”.
Heróis brasileiros como a enfermeira Jacinta, do projeto meio-fio, provido pelos Médicos Sem Fronteiras no Rio de Janeiro que atende mães e filhos, moradores de rua, podemos dizer até que estão ao lado da tal casa e dos Heróis criados por essa fabrica de alienados que não se incomodam de vê-los todos os dias...
Heróis como a médica Renata e como o educador Altayr que partilham o seu saber com os moradores de rua do Rio de Janeiro, a dita cidade maravilhosa, só que da casa do BBB ou de algum cartaz de propaganda turística...
Heróis como a psicóloga Andréia, que, a exemplo da pediatra francesa, semeia saúde e esperança por onde passa...
Heróis como a enfermeira Eriedna que atende o seu Nilton no núcleo de atendimento dos Médicos Sem fronteiras que com o apoio recebido conseguiu encontrar trabalho e hoje não mora mais nas ruas...
Heróis são todos aqueles anônimos catadores que catam, o que os heróis fabricados pelo Bial chamam de lixo; Heróis são todos os trabalhadores e trabalhadoras que madrugam para catar latas ou para virar concreto na obra todos os dias, só parando ao anoitecer....
Até que ponto um ser humano pode ir, pois quando um cara que já foi um dos mais brilhantes repórteres do país vibra e discute namoricos e todas aquelas futilidades como fosse importantes é sinal de que algo está lamentavelmente errado.
E o pior disso tudo é que milhares de pessoas de todas as idades estão ligados no programa e outros milhares pagam para ter o prazer sarcástico de “eliminar” alguém.
É preciso acreditar que outro mundo é possível e que pequenos gestos poderão produzir mudanças significativas. Um ato simples, que certamente poderá resultar em benefícios concretos, será o de iniciar uma campanha de conscientização para que ninguém mais atenda aos chamados amexecanizado do Pedro Bial.
A campanha é simples: não ligue para votar em “eliminar” um BBB, ligue para salvar uma vida contribuindo para entidades que atuam em prol de causas sociais. A cada paredão as ligações chegam, em média, a 29 milhões que custam R$0,30 cada ligação, que é igual a R$8.700.000,00 (oito milhões e setecentos mil reais) por paredão, fora as ligações que são dadas para escolher qual a fantasia que os “irmãos” devem usar a cada semana, isso tudo servirá para engordar ainda mais as milionárias fortunas dos donos, diretores e apresentadores televisivos.
Entre nessa campanha fale com os seus familiares, amigos e colegas e pesam para eles doarem a uma entidade social e se vocês não conhecem nenhuma acessem o www.unicef.org/brazil/lista_projetos06.htm. Ainda se achar muito complicado faça a sua doação para a Associação do seu bairro que efetua um bom trabalho social, para o Clube de Mães que mantém uma creche comunitária ou para as Pastorais Sociais das mais diversas religiões que existem em todas as nossas vilas.
Nosso auxilio vai fazer a diferença e vai recuperar o valor da vida dos tantos excluídos pela sociedade.
Pois, a final. Quem são os teus verdadeiros Heróis?
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 07 de Março de 2007.
Os Partidos da Classe Operária.
A organização da Classe Operária ocorreu desde os primórdios da industrialização, através do confronto direto com as formas de produção capitalista - representada pela fábrica - ou com as instituições criadas pelo modo de produção capitalista para dar vida às relações de produção - o Estado, a polícia, as leis, etc.
Neste momento, a Classe Operária lutou para alterar as péssimas condições de sua existência. Mas as Lutas Operárias surgiram sem que houvesse uma orientação ideológica para tal. Pertencem a esta fase a luta pelo direito de organização sindical, pelo direito de voto (o “Cartismo” inglês), o início dos conflitos pela redução da jornada de trabalho, melhorias salariais, entre outros.
Na segunda metade do século XIX, o desenvolvimento generalizado e vigoroso do Capitalismo em escala planetária gerou uma ampliação e transformação qualitativa das Lutas Operárias. Vários países passam a ter fortes Classes Operárias no seu interior, quebrando a quase exclusividade inglesa na ocorrência de agudos conflitos trabalhistas.
Além disso, nota-se que a presença da Classe Operária produziu a necessidade por parte do próprio Capitalismo em administrar este novo segmento social no interior da vida política e institucional das nações. Em muitos países esta situação desembocou na institucionalização de partidos políticos da classe operária. Tais agremiações foram lentamente obtendo o direito de voto e de elegibilidade dos operários ou de seus representantes.
É neste momento que ocorre a aproximação mais íntima do Socialismo, enquanto projeto social, e o Movimento Operário, enquanto agente deste processo. Mas, como veremos abaixo, a História do Socialismo no século XIX vivenciou também uma transformação profunda desta orientação: da busca do Socialismo por meios revolucionários para a convivência com o Capitalismo e a espera que condições mais propícias operassem a transição pacífica para o Socialismo.
Até o surgimento dos partidos políticos operários, o Socialismo foi tido pela Classe Operária como um projeto de revolução, tal como a Revolução Francesa, que eliminou definitivamente a predominância do Feudalismo, a Revolução Socialista era a perspectiva da maior parte do Movimento Operário militante para a destruição do Capitalismo. Mas as Revoluções de 1848 não obtiveram o intento de derrubar o Capitalismo.
Por essa razão tornou-se viável a institucionalização do Socialismo enquanto uma forma de expressão da representação política da Classe Operária dentro dos marcos da sociedade capitalista.
A maior expressão desta situação ocorreu na Alemanha. Neste país, o Partido Social Democrata tornou-se um grande partido político operário inspirado no Socialismo, mas, contraditoriamente, atuando exclusivamente dentro dos marcos da vida política do Capitalismo. O ambiente intelectual de desenvolvimento das idéias socialistas sob a influência da "social-democracia européia" (expressão que reflete a predominância do Partido Social Democrata Alemão no interior da 2ª Internacional) foi fortemente impactado pela capacidade do Movimento Operário alemão de conquistar de forma legal e não violenta os meios materiais que propiciaram melhorias das condições de vida e trabalho da Classe Operária dentro do Capitalismo.
Grande parte dos militantes social-democratas avaliou que a temática da Revolução Operária não era mais necessária. Foi criada no interior do Movimento Operário uma tendência que defendeu uma transição pacífica e legalista em direção ao Socialismo. Tais aspirações baseavam-se no contínuo avanço eleitoral do Partido Social Democrata Alemão, que era tomado como modelo final para todo o restante do Movimento Operário.
Calcado no intenso desenvolvimento das forças produtivas no interior da Alemanha, bem como da necessidade de regulação dos fatores produtivos face à competitividade que a economia alemã começava a enfrentar no mercado capitalista mundial, o Estado alemão incorporou o partido político da Classe Operária ao conjunto instituições que administravam o Capitalismo naquele país. Vale lembrar que o crescimento do papel econômico e político da Alemanha no contexto internacional exigiam uma paz social interna que propiciasse condições para a ocorrência do investimento capitalista.
Esta situação não foi, porém, considerada por amplas camadas da social-democracia. Estas pugnavam por uma posição de cooperação com a burguesia e o Estado alemão e alimentavam a esperança de que as contínuas vitórias eleitorais do Movimento Operário alemão desaguassem automaticamente no Socialismo. Este seria, nas palavras do seu principal teórico, Eduard Bernstein, o "Socialismo Evolucionário".
O "reformismo" ou "revisionismo", tal como ficou conhecida esta corrente, foi uma das principais interpretações teóricas e práticas do Socialismo após o advento do Marxismo. Suas intenções eram, inclusive, a de negação das premissas básicas do Marxismo, tal como a existência da Luta de Classes.
A influência desta visão de Social-democracia foi expressiva. Até a eclosão da 1ª Guerra Mundial a predominância dos social-democratas nos países de Capitalismo mais avançado induziu, não sem muitos atritos com outras correntes socialistas (como os Anarco-sindicalistas e Marxistas), a uma política de "colaboração de classes". Isto levou até mesmo o apoio destes partidos aos governantes que declararam a guerra.
Esta situação causou a maior divisão já vivida pela esquerda européia, uma vez que um dos marcos da organização da Classe Operária era a solidariedade da classe oprimida para além das fronteiras nacionais. A guerra de 1914 a 1918 significou um imenso revés nesta perspectiva devido às matanças realizadas pelos exércitos nacionais, compostos em sua maioria por operários mobilizados. Assim, o Nacionalismo venceu o Socialismo.
Somente a eclosão da Revolução Russa, em 1917, recriou as expectativas de solidariedade entre as classes oprimidas contra os opressores. De qualquer forma, a divisão entre as duas perspectivas foi definitiva e vivida intensamente em todo o século XX.
Após a 2ª Guerra Mundial, com a eclosão da Guerra Fria, a Social-democracia ascendeu a uma posição ainda mais expressiva no interior dos países capitalistas, pois ela "atraiu" para a sua órbita as políticas sociais implementadas pelos Estados capitalistas que ficaram conhecidas com o nome de welfare-state (estado de bem estar).
A marca mais característica desta situação é o que ficou conhecido como Eurocomunismo. Nele, uma perspectiva crítica do Socialismo praticado no leste europeu, enfatizando a falta de Democracia, fortaleceu e sedimentou a concepção evolucionista e legalista de atuação do partido político da Classe Operária no interior da sociedade capitalista.
Atualmente, podemos constatar que a Social-democracia européia abdicou ainda mais das proposições socialistas ao incorporar ao seu programa partidário as diversas conquistas que as forças voltadas para a reconstituição do mercado (e, portanto, contrárias às conquistas sociais obtidas pelo Movimento Operário) lograram obter desde os anos 80. A partir da Inglaterra, base das reformas neoliberais, onde foi formulada a denominação oficial desta situação, a 3ª Via consolida um movimento secular de aproximação das idéias socialistas dos partidos políticos voltados para a representação da Classe Operária com as instituições capitalistas.
Esta situação não é privilégio europeu, pois no Brasil os detentores do poder fazem questão de patrocinar esse tipo de política através da grande imprensa introduzindo nas mentes populares que tudo e todos são iguais e pertencentes a uma grande geléia ideológica. Fato este que cabe a sociedade em geral, manifestar-se contrariamente através dos processos eleitorais e de sua auto-organização em forma de mobilização em defesa da cidadania como um direito de todos e para todos.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 04 de Março de 2007.
Neste momento, a Classe Operária lutou para alterar as péssimas condições de sua existência. Mas as Lutas Operárias surgiram sem que houvesse uma orientação ideológica para tal. Pertencem a esta fase a luta pelo direito de organização sindical, pelo direito de voto (o “Cartismo” inglês), o início dos conflitos pela redução da jornada de trabalho, melhorias salariais, entre outros.
Na segunda metade do século XIX, o desenvolvimento generalizado e vigoroso do Capitalismo em escala planetária gerou uma ampliação e transformação qualitativa das Lutas Operárias. Vários países passam a ter fortes Classes Operárias no seu interior, quebrando a quase exclusividade inglesa na ocorrência de agudos conflitos trabalhistas.
Além disso, nota-se que a presença da Classe Operária produziu a necessidade por parte do próprio Capitalismo em administrar este novo segmento social no interior da vida política e institucional das nações. Em muitos países esta situação desembocou na institucionalização de partidos políticos da classe operária. Tais agremiações foram lentamente obtendo o direito de voto e de elegibilidade dos operários ou de seus representantes.
É neste momento que ocorre a aproximação mais íntima do Socialismo, enquanto projeto social, e o Movimento Operário, enquanto agente deste processo. Mas, como veremos abaixo, a História do Socialismo no século XIX vivenciou também uma transformação profunda desta orientação: da busca do Socialismo por meios revolucionários para a convivência com o Capitalismo e a espera que condições mais propícias operassem a transição pacífica para o Socialismo.
Até o surgimento dos partidos políticos operários, o Socialismo foi tido pela Classe Operária como um projeto de revolução, tal como a Revolução Francesa, que eliminou definitivamente a predominância do Feudalismo, a Revolução Socialista era a perspectiva da maior parte do Movimento Operário militante para a destruição do Capitalismo. Mas as Revoluções de 1848 não obtiveram o intento de derrubar o Capitalismo.
Por essa razão tornou-se viável a institucionalização do Socialismo enquanto uma forma de expressão da representação política da Classe Operária dentro dos marcos da sociedade capitalista.
A maior expressão desta situação ocorreu na Alemanha. Neste país, o Partido Social Democrata tornou-se um grande partido político operário inspirado no Socialismo, mas, contraditoriamente, atuando exclusivamente dentro dos marcos da vida política do Capitalismo. O ambiente intelectual de desenvolvimento das idéias socialistas sob a influência da "social-democracia européia" (expressão que reflete a predominância do Partido Social Democrata Alemão no interior da 2ª Internacional) foi fortemente impactado pela capacidade do Movimento Operário alemão de conquistar de forma legal e não violenta os meios materiais que propiciaram melhorias das condições de vida e trabalho da Classe Operária dentro do Capitalismo.
Grande parte dos militantes social-democratas avaliou que a temática da Revolução Operária não era mais necessária. Foi criada no interior do Movimento Operário uma tendência que defendeu uma transição pacífica e legalista em direção ao Socialismo. Tais aspirações baseavam-se no contínuo avanço eleitoral do Partido Social Democrata Alemão, que era tomado como modelo final para todo o restante do Movimento Operário.
Calcado no intenso desenvolvimento das forças produtivas no interior da Alemanha, bem como da necessidade de regulação dos fatores produtivos face à competitividade que a economia alemã começava a enfrentar no mercado capitalista mundial, o Estado alemão incorporou o partido político da Classe Operária ao conjunto instituições que administravam o Capitalismo naquele país. Vale lembrar que o crescimento do papel econômico e político da Alemanha no contexto internacional exigiam uma paz social interna que propiciasse condições para a ocorrência do investimento capitalista.
Esta situação não foi, porém, considerada por amplas camadas da social-democracia. Estas pugnavam por uma posição de cooperação com a burguesia e o Estado alemão e alimentavam a esperança de que as contínuas vitórias eleitorais do Movimento Operário alemão desaguassem automaticamente no Socialismo. Este seria, nas palavras do seu principal teórico, Eduard Bernstein, o "Socialismo Evolucionário".
O "reformismo" ou "revisionismo", tal como ficou conhecida esta corrente, foi uma das principais interpretações teóricas e práticas do Socialismo após o advento do Marxismo. Suas intenções eram, inclusive, a de negação das premissas básicas do Marxismo, tal como a existência da Luta de Classes.
A influência desta visão de Social-democracia foi expressiva. Até a eclosão da 1ª Guerra Mundial a predominância dos social-democratas nos países de Capitalismo mais avançado induziu, não sem muitos atritos com outras correntes socialistas (como os Anarco-sindicalistas e Marxistas), a uma política de "colaboração de classes". Isto levou até mesmo o apoio destes partidos aos governantes que declararam a guerra.
Esta situação causou a maior divisão já vivida pela esquerda européia, uma vez que um dos marcos da organização da Classe Operária era a solidariedade da classe oprimida para além das fronteiras nacionais. A guerra de 1914 a 1918 significou um imenso revés nesta perspectiva devido às matanças realizadas pelos exércitos nacionais, compostos em sua maioria por operários mobilizados. Assim, o Nacionalismo venceu o Socialismo.
Somente a eclosão da Revolução Russa, em 1917, recriou as expectativas de solidariedade entre as classes oprimidas contra os opressores. De qualquer forma, a divisão entre as duas perspectivas foi definitiva e vivida intensamente em todo o século XX.
Após a 2ª Guerra Mundial, com a eclosão da Guerra Fria, a Social-democracia ascendeu a uma posição ainda mais expressiva no interior dos países capitalistas, pois ela "atraiu" para a sua órbita as políticas sociais implementadas pelos Estados capitalistas que ficaram conhecidas com o nome de welfare-state (estado de bem estar).
A marca mais característica desta situação é o que ficou conhecido como Eurocomunismo. Nele, uma perspectiva crítica do Socialismo praticado no leste europeu, enfatizando a falta de Democracia, fortaleceu e sedimentou a concepção evolucionista e legalista de atuação do partido político da Classe Operária no interior da sociedade capitalista.
Atualmente, podemos constatar que a Social-democracia européia abdicou ainda mais das proposições socialistas ao incorporar ao seu programa partidário as diversas conquistas que as forças voltadas para a reconstituição do mercado (e, portanto, contrárias às conquistas sociais obtidas pelo Movimento Operário) lograram obter desde os anos 80. A partir da Inglaterra, base das reformas neoliberais, onde foi formulada a denominação oficial desta situação, a 3ª Via consolida um movimento secular de aproximação das idéias socialistas dos partidos políticos voltados para a representação da Classe Operária com as instituições capitalistas.
Esta situação não é privilégio europeu, pois no Brasil os detentores do poder fazem questão de patrocinar esse tipo de política através da grande imprensa introduzindo nas mentes populares que tudo e todos são iguais e pertencentes a uma grande geléia ideológica. Fato este que cabe a sociedade em geral, manifestar-se contrariamente através dos processos eleitorais e de sua auto-organização em forma de mobilização em defesa da cidadania como um direito de todos e para todos.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 04 de Março de 2007.
Ideologia.
Ideologia: Eu quero uma pra viver! Cantou Cazuza que possivelmente morreu sem ter encontrado uma para sua vida que teve uma passagem meteórica entre nós.
Gramaticalmente ideologia significa: o estudo de idéias. E na política pode ser definida como o estudo e aplicação de ideais que podem ser formados por nós mesmos ou recebidos de alguma forma através da escola, da cultura regional, meio de comunicação, etc...
Quando esse conjunto de idéias nos é imposta recebemos as respostas prontas e somos castigados se não aceitamos a ideologia que geralmente acaba nos dominando. Os detentores dessa ideologia são aqueles que controlam o poder político, os meios de comunicação e de produção chamados de Classe Dominante.
Têm-se na sociedade uma classe que domina, portanto temos uma classe que é dominada, chamada de Classe Trabalhadora. A existência de classes sociais provoca antagonismos que geram disputas e com o ingrediente da globalização onde esse processo age diretamente sobre a humanidade as conseqüências sociais e econômicas acabam transformando o modo de vida no planeta de forma imprevisível para a nossa existência.
Algo tem que ser feito sob pena de em muito breve não se ter mais condições de sobreviver na terra devido ao alto grau de agressão sofrida pelo nosso planeta. Com todos esses agravantes é impossível deixar de lutar dentro da disputa ideológica que nos são apresentadas. Atualmente Capitalistas e Socialistas apresentam propostas opostas de como devemos viver em sociedade.
De um lado está o atual modelo, o Capitalismo, como toda a sua estrutura de dominação onde os valores éticos e morais, conceitos políticos e sociais, tudo enfim que foi criado pela humanidade há milênios está sendo destruída por esse modelo onde o controle da produção fica concentrado nas mãos de poucos e, portanto o capital (dinheiro/riqueza) também.
Contrariamente a esse modelo retorna a ser debatido o modelo Socialista que teve seu ensaio cientifico no século XIX com Karl Marx e Friedrich Engels que apresentaram pela primeira vez a grande proposta do Socialismo como alternativa para a classe trabalhadora que eles chamaram de Proletariado. O Socialismo apresentado por eles se baseia em um método de analise do sistema capitalista e de toda a história da humanidade a que foi chamado de “Materialismo Dialético”, ou seja, que tudo pode sofrer transformações.
Tendo como base a Economia como sendo o meio de dominação capitalista propuseram a sua total transformação, onde esta seria planejada e seu produto dividido equanimente entre todo o povo até que finalmente se terá uma sociedade sem classes.
O Socialismo será a superação da barbárie humana, pois viveremos sem disputas fratricidas e os valores de solidariedade, igualdade e fraternidade serão inerentes a condição humana.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 05 de março de 2007.
Gramaticalmente ideologia significa: o estudo de idéias. E na política pode ser definida como o estudo e aplicação de ideais que podem ser formados por nós mesmos ou recebidos de alguma forma através da escola, da cultura regional, meio de comunicação, etc...
Quando esse conjunto de idéias nos é imposta recebemos as respostas prontas e somos castigados se não aceitamos a ideologia que geralmente acaba nos dominando. Os detentores dessa ideologia são aqueles que controlam o poder político, os meios de comunicação e de produção chamados de Classe Dominante.
Têm-se na sociedade uma classe que domina, portanto temos uma classe que é dominada, chamada de Classe Trabalhadora. A existência de classes sociais provoca antagonismos que geram disputas e com o ingrediente da globalização onde esse processo age diretamente sobre a humanidade as conseqüências sociais e econômicas acabam transformando o modo de vida no planeta de forma imprevisível para a nossa existência.
Algo tem que ser feito sob pena de em muito breve não se ter mais condições de sobreviver na terra devido ao alto grau de agressão sofrida pelo nosso planeta. Com todos esses agravantes é impossível deixar de lutar dentro da disputa ideológica que nos são apresentadas. Atualmente Capitalistas e Socialistas apresentam propostas opostas de como devemos viver em sociedade.
De um lado está o atual modelo, o Capitalismo, como toda a sua estrutura de dominação onde os valores éticos e morais, conceitos políticos e sociais, tudo enfim que foi criado pela humanidade há milênios está sendo destruída por esse modelo onde o controle da produção fica concentrado nas mãos de poucos e, portanto o capital (dinheiro/riqueza) também.
Contrariamente a esse modelo retorna a ser debatido o modelo Socialista que teve seu ensaio cientifico no século XIX com Karl Marx e Friedrich Engels que apresentaram pela primeira vez a grande proposta do Socialismo como alternativa para a classe trabalhadora que eles chamaram de Proletariado. O Socialismo apresentado por eles se baseia em um método de analise do sistema capitalista e de toda a história da humanidade a que foi chamado de “Materialismo Dialético”, ou seja, que tudo pode sofrer transformações.
Tendo como base a Economia como sendo o meio de dominação capitalista propuseram a sua total transformação, onde esta seria planejada e seu produto dividido equanimente entre todo o povo até que finalmente se terá uma sociedade sem classes.
O Socialismo será a superação da barbárie humana, pois viveremos sem disputas fratricidas e os valores de solidariedade, igualdade e fraternidade serão inerentes a condição humana.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 05 de março de 2007.
Adjetivos
Os adjetivos servem para adicionar algumas qualidades aos substantivos, modificando-os. Portanto utilizamos muito desse instrumento de linguagem para expressar aquilo que queremos diz sobre algum assunto.
Neste ano de 2007 será um ano especial, principalmente àqueles que militam no PT, pois estará acontecendo o III Congresso do Partido dos Trabalhadores. Como são costumeiros em nosso partido os filiados produzem teses que são publicadas internamente onde é travado um debate que vem a qualificar as decisões que serão tomadas quando da realização do congresso em junho/julho do corrente ano.
Nestes meses que antecedem o referido congresso temos contato com textos de boníssima qualidade intelectual que só vem a qualificar o debate e a produzir uma boa estratégia para o próximo período. A partir de então quero colaborar humildemente com o debate fazendo algumas considerações.
Inicio a minha reflexão com o final do texto da companheira Iole Ilíada, membro da comissão de ética nacional do PT: “Talvez seja a hora, mais do que nunca, de assumir a defesa, sem constrangimentos e sem meias palavras, diríamos uma defesa mais substantiva da atualidade do socialismo”.
Para defender seus pontos de vistas companheiros de antiga militância no partido se utilizam de vocabulários requintados para de certa forma aveludar o seu real pensamento. Alguns beiram os limites da ironia para afirmar, embora contraditoriamente, a sua opinião, que por uma opção tática lhe é conveniente.
Para muitos o socialismo já é coisa do passado, marxismo, nem se falar, eles o adjetivam de “anacrônico” para justificar que está fora de moda. E por falar em moda outro adjetivo muito utilizado nesse debate tem sido o “republicano” que é derivado do substantivo feminino “republica”, que significa uma forma de governo em que o povo é representado por governantes com mandatos de duração fixa, ou seja, como é hoje a forma de governo no Brasil.
Até aí nada de novo. Só que os companheiros querem inovar utilizando o termo republicano como sendo um adjetivo do substantivo Socialismo, como se por si só o Socialismo não representasse os “valores republicanos” de Liberdade, Igualdade e Fraternidade ou que fosse menos democrático que o atual regime brasileiro.
A tudo isso conceituo como falta de coragem para afirmar que o regime Socialista é atualíssimo e que temos que ter a mesma coragem de defendê-lo publicamente sem floreios ou se utilizando de adjetivos para em nada mudar o atual estado das coisas no país.
Refutamos sim tudo aquilo que vá contrario a defesa do Socialismo que por si só é democrático, republicano, justo, igualitário, fraterno e libertário de todas as amarras que imobilizam o povo no sistema capitalista. Situação semelhante a que passamos no PT teve sua maior expressão ocorreu na Alemanha. Neste país, o Partido Social Democrata tornou-se um grande partido político operário inspirado no Socialismo, mas, contraditoriamente, atuando exclusivamente dentro dos marcos da vida política do Capitalismo.
O ambiente intelectual de desenvolvimento das idéias socialistas sob a influência da "social democracia européia" (expressão onde reflete a predominância do Partido Social Democrata Alemão no interior da 2ª Internacional) foi fortemente impactado pela capacidade do Movimento Operário alemão de conquistar de forma legal e não violenta os meios materiais que propiciaram melhorias das condições de vida e trabalho da Classe Operária dentro do Capitalismo.
Fator cultivado por importante parcela da pequena burguesia intectualizada que transita no interior do PT e que se nega a abrir mão de possíveis benefícios individuais oportunizados por estar no governo.
Nossos valores estão centrados nos valores Marxista-Leninistas e no Socialismo que propõem ao povo uma nova forma de estabelecer a produção, a divisão dessa produção a todos e a todas de forma que a igualdade seja o seu maior valor. Que a representação popular seja direta através de conselhos populares por locais de moradia e de trabalho, transformando de fato a nossa democracia em participativa, onde todos e todas sejam respeitados independentes de raça, sexo ou opção religiosa.
Numa sociedade socialista a democracia representativa dá lugar à democracia participativa e esta por sua vez deixa de ser mera homologatória do orçamento público hoje exemplificado no Orçamento Participativo. Proposta esta aplicada pelas mais diversas formas de implementação nos mais variados governos petistas que na maioria das ocasiões fica em débito com a população devido às imposições legais da legislação burguesa que prioriza o pagamento dos juros escorchantes da divida externa em detrimento da implantação de políticas públicas necessárias aos trabalhadores.
Nossas duvidas a respeito do Socialismo devem estar discipadas, portanto desculpas de que o Socialismo Real não deu certo, não cola mais tendo em vista que esse discurso teve seu auge quando o leste europeu foi golpeado por um grupo de neocapitalistas que se perpetuaram no poder, lugar que nunca se afastaram desde os tempos do “antidemocrático” comunismo; como se o capitalismo fosse o supra-sumo da democracia.
E outra, socialismo aqui no Brasil nunca foi praticado, portanto um dos seus valores é o de respeitar as particularidades regionais e/ou nacionais. Nosso socialismo não deve ser comparado com nenhum outro. Pelo simples motivo que ele não foi colocado em pratica, portanto afirmar que o socialismo cubano é ruim, que Chaves é um ditador ou de que o comunismo chinês é exemplar corremos o risco de simplificar a discussão, pois todas essas experiências, como aquelas aplicadas no século XX, tem o seu valor histórico que deve ser respeitado.
Para finalizar quero ir um pouco mais alem do que a companheira Iole. Tenho certeza de que é a hora de assumirmos a defesa, sem meias palavras da necessidade de implantarmos o socialismo no Brasil, na América e no Mundo sob pena de não se ter mais mundo.
Viamão 04 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Neste ano de 2007 será um ano especial, principalmente àqueles que militam no PT, pois estará acontecendo o III Congresso do Partido dos Trabalhadores. Como são costumeiros em nosso partido os filiados produzem teses que são publicadas internamente onde é travado um debate que vem a qualificar as decisões que serão tomadas quando da realização do congresso em junho/julho do corrente ano.
Nestes meses que antecedem o referido congresso temos contato com textos de boníssima qualidade intelectual que só vem a qualificar o debate e a produzir uma boa estratégia para o próximo período. A partir de então quero colaborar humildemente com o debate fazendo algumas considerações.
Inicio a minha reflexão com o final do texto da companheira Iole Ilíada, membro da comissão de ética nacional do PT: “Talvez seja a hora, mais do que nunca, de assumir a defesa, sem constrangimentos e sem meias palavras, diríamos uma defesa mais substantiva da atualidade do socialismo”.
Para defender seus pontos de vistas companheiros de antiga militância no partido se utilizam de vocabulários requintados para de certa forma aveludar o seu real pensamento. Alguns beiram os limites da ironia para afirmar, embora contraditoriamente, a sua opinião, que por uma opção tática lhe é conveniente.
Para muitos o socialismo já é coisa do passado, marxismo, nem se falar, eles o adjetivam de “anacrônico” para justificar que está fora de moda. E por falar em moda outro adjetivo muito utilizado nesse debate tem sido o “republicano” que é derivado do substantivo feminino “republica”, que significa uma forma de governo em que o povo é representado por governantes com mandatos de duração fixa, ou seja, como é hoje a forma de governo no Brasil.
Até aí nada de novo. Só que os companheiros querem inovar utilizando o termo republicano como sendo um adjetivo do substantivo Socialismo, como se por si só o Socialismo não representasse os “valores republicanos” de Liberdade, Igualdade e Fraternidade ou que fosse menos democrático que o atual regime brasileiro.
A tudo isso conceituo como falta de coragem para afirmar que o regime Socialista é atualíssimo e que temos que ter a mesma coragem de defendê-lo publicamente sem floreios ou se utilizando de adjetivos para em nada mudar o atual estado das coisas no país.
Refutamos sim tudo aquilo que vá contrario a defesa do Socialismo que por si só é democrático, republicano, justo, igualitário, fraterno e libertário de todas as amarras que imobilizam o povo no sistema capitalista. Situação semelhante a que passamos no PT teve sua maior expressão ocorreu na Alemanha. Neste país, o Partido Social Democrata tornou-se um grande partido político operário inspirado no Socialismo, mas, contraditoriamente, atuando exclusivamente dentro dos marcos da vida política do Capitalismo.
O ambiente intelectual de desenvolvimento das idéias socialistas sob a influência da "social democracia européia" (expressão onde reflete a predominância do Partido Social Democrata Alemão no interior da 2ª Internacional) foi fortemente impactado pela capacidade do Movimento Operário alemão de conquistar de forma legal e não violenta os meios materiais que propiciaram melhorias das condições de vida e trabalho da Classe Operária dentro do Capitalismo.
Fator cultivado por importante parcela da pequena burguesia intectualizada que transita no interior do PT e que se nega a abrir mão de possíveis benefícios individuais oportunizados por estar no governo.
Nossos valores estão centrados nos valores Marxista-Leninistas e no Socialismo que propõem ao povo uma nova forma de estabelecer a produção, a divisão dessa produção a todos e a todas de forma que a igualdade seja o seu maior valor. Que a representação popular seja direta através de conselhos populares por locais de moradia e de trabalho, transformando de fato a nossa democracia em participativa, onde todos e todas sejam respeitados independentes de raça, sexo ou opção religiosa.
Numa sociedade socialista a democracia representativa dá lugar à democracia participativa e esta por sua vez deixa de ser mera homologatória do orçamento público hoje exemplificado no Orçamento Participativo. Proposta esta aplicada pelas mais diversas formas de implementação nos mais variados governos petistas que na maioria das ocasiões fica em débito com a população devido às imposições legais da legislação burguesa que prioriza o pagamento dos juros escorchantes da divida externa em detrimento da implantação de políticas públicas necessárias aos trabalhadores.
Nossas duvidas a respeito do Socialismo devem estar discipadas, portanto desculpas de que o Socialismo Real não deu certo, não cola mais tendo em vista que esse discurso teve seu auge quando o leste europeu foi golpeado por um grupo de neocapitalistas que se perpetuaram no poder, lugar que nunca se afastaram desde os tempos do “antidemocrático” comunismo; como se o capitalismo fosse o supra-sumo da democracia.
E outra, socialismo aqui no Brasil nunca foi praticado, portanto um dos seus valores é o de respeitar as particularidades regionais e/ou nacionais. Nosso socialismo não deve ser comparado com nenhum outro. Pelo simples motivo que ele não foi colocado em pratica, portanto afirmar que o socialismo cubano é ruim, que Chaves é um ditador ou de que o comunismo chinês é exemplar corremos o risco de simplificar a discussão, pois todas essas experiências, como aquelas aplicadas no século XX, tem o seu valor histórico que deve ser respeitado.
Para finalizar quero ir um pouco mais alem do que a companheira Iole. Tenho certeza de que é a hora de assumirmos a defesa, sem meias palavras da necessidade de implantarmos o socialismo no Brasil, na América e no Mundo sob pena de não se ter mais mundo.
Viamão 04 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
sexta-feira, 2 de março de 2007
Lula e o mercado.
O povo brasileiro nem tinha sambado nos sambódromos em fevereiro de 2007 e os recadistas da direita se aproveitavam para criticarem o PAC, plano de crescimento divulgado pelo Presidente Lula.
Esses representantes criticam o plano naquilo que não lhes interessa, criticam que o governo federal vai reajustar o salário mínimo de acordo com o índice de inflação mais o crescimento do PIB, ou seja, tudo aquilo que foi produzido no Brasil no ano anterior.
Criticas como essa comprovam que a classe proprietária brasileira não quer repartir nenhum tostão de seus ganhos com os trabalhadores. Reclamam do governo que as isenções concedidas pelo PAC ao setor privado são insuficientes para estimular o tão esperado crescimento econômico que desde os verdes anos de Delfim Neto, Ministro da ditadura, está sendo aguardado para ser dividido o tal do bolo que nunca cresce.
E foi com ironia que Delfim publicou um artigo onde tenta colocar Lula contra Chaves dizendo que: “Lula nunca foi aprisionado no dogmático marxismo de pé quebrado.” Afirmações como essa são o reflexo do avanço da esquerda na América Latina que tem sua maior liderança na figura de Hugo Chaves, Presidente da Venezuela, seguido pelos Presidentes da Bolívia e mais recentemente do Equador que aplicam em seus países uma economia socialista onde as decisões partem da efetiva participação do povo.
Delfim se esquece de lembrar aos mais jovens que durante os verdes anos da ditadura ele era peça fundamental na aplicação da política econômica que tanto dilapidou o patrimônio público do país e do seu silêncio frente às atrocidades, ainda impunes, realizadas pelos generais da época.
Apesar desses e de outros “formadores de opinião” dizer que Lula entregou-se a “ortodoxia” ou de que ele está “convertido ao mercado”, eles sabem e temem o seu governo, por ser um governante que tem respaldo popular de um país continental, com a maior economia das Américas. Por esses motivos o Governo do Presidente Lula deixa a direta capitalista em sobre saltos constantes, amedrontada com uma possível rebeldia presidencial.
Aqueles, como Delfim, que cobram de Fidel e de Chaves democracia, nos tempos da ditadura bateram palmas para tudo que advinha dela, mas quando se fala em revisar a constituição a favor do mercado é democrático. A favor das maiorias excluídas, é ditadura.
A grande imprensa empresarial faz o jogo dos patrões quando conceitua a democracia, ou seja, a democracia para a direta é igual a ela governando; quando ela não está no governo, é sempre ditadura.
Quando a iniciativa privada desmonta o Estado é democracia. Quando o povo reage elegendo um governo que é contra isso e a favor dos excluídos, é ditadura.
Enfim tudo aquilo que digamos contra aos interesses da classe dominante vai se divulgado pela imprensa como sendo uma falta de democracia, a não ser que a ditadura de Estado seja favorável ao capital como é a economia chinesa que tem um governo comunista que explora seu povo para beneficiar uma casta dirigente e os especuladores da bolsa de valores. A isso a imprensa burguesa informa como se fosse normal, correto e democrático.
Liberdade para eles é: falarem o que quiser dos outros, mas quando os outros falam contra eles é que estão querendo tolher a liberdade de imprensa e, portanto não é democrático, é ditadura.
Fiquem sempre atentas (os) as informações e as opiniões que chegam até você. Faça você o seu julgamento livremente.
Viamão 02 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Esses representantes criticam o plano naquilo que não lhes interessa, criticam que o governo federal vai reajustar o salário mínimo de acordo com o índice de inflação mais o crescimento do PIB, ou seja, tudo aquilo que foi produzido no Brasil no ano anterior.
Criticas como essa comprovam que a classe proprietária brasileira não quer repartir nenhum tostão de seus ganhos com os trabalhadores. Reclamam do governo que as isenções concedidas pelo PAC ao setor privado são insuficientes para estimular o tão esperado crescimento econômico que desde os verdes anos de Delfim Neto, Ministro da ditadura, está sendo aguardado para ser dividido o tal do bolo que nunca cresce.
E foi com ironia que Delfim publicou um artigo onde tenta colocar Lula contra Chaves dizendo que: “Lula nunca foi aprisionado no dogmático marxismo de pé quebrado.” Afirmações como essa são o reflexo do avanço da esquerda na América Latina que tem sua maior liderança na figura de Hugo Chaves, Presidente da Venezuela, seguido pelos Presidentes da Bolívia e mais recentemente do Equador que aplicam em seus países uma economia socialista onde as decisões partem da efetiva participação do povo.
Delfim se esquece de lembrar aos mais jovens que durante os verdes anos da ditadura ele era peça fundamental na aplicação da política econômica que tanto dilapidou o patrimônio público do país e do seu silêncio frente às atrocidades, ainda impunes, realizadas pelos generais da época.
Apesar desses e de outros “formadores de opinião” dizer que Lula entregou-se a “ortodoxia” ou de que ele está “convertido ao mercado”, eles sabem e temem o seu governo, por ser um governante que tem respaldo popular de um país continental, com a maior economia das Américas. Por esses motivos o Governo do Presidente Lula deixa a direta capitalista em sobre saltos constantes, amedrontada com uma possível rebeldia presidencial.
Aqueles, como Delfim, que cobram de Fidel e de Chaves democracia, nos tempos da ditadura bateram palmas para tudo que advinha dela, mas quando se fala em revisar a constituição a favor do mercado é democrático. A favor das maiorias excluídas, é ditadura.
A grande imprensa empresarial faz o jogo dos patrões quando conceitua a democracia, ou seja, a democracia para a direta é igual a ela governando; quando ela não está no governo, é sempre ditadura.
Quando a iniciativa privada desmonta o Estado é democracia. Quando o povo reage elegendo um governo que é contra isso e a favor dos excluídos, é ditadura.
Enfim tudo aquilo que digamos contra aos interesses da classe dominante vai se divulgado pela imprensa como sendo uma falta de democracia, a não ser que a ditadura de Estado seja favorável ao capital como é a economia chinesa que tem um governo comunista que explora seu povo para beneficiar uma casta dirigente e os especuladores da bolsa de valores. A isso a imprensa burguesa informa como se fosse normal, correto e democrático.
Liberdade para eles é: falarem o que quiser dos outros, mas quando os outros falam contra eles é que estão querendo tolher a liberdade de imprensa e, portanto não é democrático, é ditadura.
Fiquem sempre atentas (os) as informações e as opiniões que chegam até você. Faça você o seu julgamento livremente.
Viamão 02 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Mulheres em Ação.
Entra ano e sai ano e parece que as coisas ficam cada vez pior, violência é o substantivo que melhor simboliza todos os nossos problemas.
A violência não é uma doença, como insistem em afirmar algumas autoridades, mas é a causadora de varias doenças que por vez encarecem os serviços públicos de saúde e prejudicam a todos nós.
Frente a esse quadro catastrófico que nos é apresentado a cada dia nesse 8 de março as Mulheres de todo o Mundo irão sair às ruas mais uma vez para protestar e reivindicar direitos para si e para toda a humanidade.
A luta das Mulheres vai alem da importante defesa das questões relacionadas ao gênero e com inteligência e perspicácia se transforma em mais uma frente de lutas de Mulheres e Homens em devesa da plena cidadania humana.
E essa grande sacada se dá aqui em nossa Viamão quando a Coordenadoria da Mulher promove em conjunto com a Rede de Atenção a Mulher, Secretaria Municipal de Saúde e com o apoio da Prefeitura Municipal o dia Internacional da Mulher. As atividades vão desde a atenção a saúde feminina, bem como palestras sobre a recente criada Lei Maria da Penha e atividades culturais com musica na praça e exposições das Mulheres artistas de Viamão.
Mas, usando uma gíria do futebol para melhor retratar as atividades, o golaço, se dá no lema escolhido para o evento: “Quem gera a vida, não mata, nem desmata. Mulheres em defesa da ecologia.”
Com essa definição as Mulheres de nossa cidade dão uma enorme demonstração de visão sobre as reais necessidades da população, não limitando a luta a meras questões coorporativas.
Quando estabelecem o lema atendem lutas importantes estabelecendo a acirrada defesa da vida como pré suposto básico de toda a existência onde ficam englobadas as lutas pelo fim da violência sofrida pelas Mulheres, jovens, idosos e homens.
As Mulheres ao fazerem uma opção pela vida compram uma boa briga pela rejeição da pena de morte, contraria a redução da maioridade penal e em defesa da preservação da natureza. Pois ecologia significa “o estudo dos ecossistemas”, ou seja, o lugar onde nós vivemos, a nossa casa que dela faz parte o nosso quintal, o arroio que corre nos fundos, a praça, as árvores do bosque que assamos o churrasco nos finais de semana.
A defesa da Amazônia cruelmente atacada a todo instante e a defesa de uma alimentação saudável para nós e para os nossos filhos livres de transgênicos. Essas lutas são a demonstração de amplitude desse 8 de março muito bem encaminhado pelas valorosas companheiras/lutadoras de nossa cidade que iniciaram mais essa caminhada no dia 5 de março e que se estenderá até o dia 12 com atividades em todos os distritos de Viamão.
Sendo marcado pelo grande ato do dia 8 em frente à 3ª DP, pda 43, onde chamaram a atenção sobre o descaso do governo do Estado que deixou de enviar em torno de 300 mil reais para a construção da casa de passagem da mulher vitima de violência no ano passado. Verba essa definida na consulta popular do ano de 2005 e pela falta de estrutura da Delegacia da Mulher junto a essa DP que foi sucateada pelo governo Rigotto e ainda esquecida pelo governo Yeda/Feijó que até o momento só faz propaganda sobre a segurança pública.
Boa luta companheiras!!!
Homens de luta, essa também é nossa.
veritasantos@brturbo.com.br
A violência não é uma doença, como insistem em afirmar algumas autoridades, mas é a causadora de varias doenças que por vez encarecem os serviços públicos de saúde e prejudicam a todos nós.
Frente a esse quadro catastrófico que nos é apresentado a cada dia nesse 8 de março as Mulheres de todo o Mundo irão sair às ruas mais uma vez para protestar e reivindicar direitos para si e para toda a humanidade.
A luta das Mulheres vai alem da importante defesa das questões relacionadas ao gênero e com inteligência e perspicácia se transforma em mais uma frente de lutas de Mulheres e Homens em devesa da plena cidadania humana.
E essa grande sacada se dá aqui em nossa Viamão quando a Coordenadoria da Mulher promove em conjunto com a Rede de Atenção a Mulher, Secretaria Municipal de Saúde e com o apoio da Prefeitura Municipal o dia Internacional da Mulher. As atividades vão desde a atenção a saúde feminina, bem como palestras sobre a recente criada Lei Maria da Penha e atividades culturais com musica na praça e exposições das Mulheres artistas de Viamão.
Mas, usando uma gíria do futebol para melhor retratar as atividades, o golaço, se dá no lema escolhido para o evento: “Quem gera a vida, não mata, nem desmata. Mulheres em defesa da ecologia.”
Com essa definição as Mulheres de nossa cidade dão uma enorme demonstração de visão sobre as reais necessidades da população, não limitando a luta a meras questões coorporativas.
Quando estabelecem o lema atendem lutas importantes estabelecendo a acirrada defesa da vida como pré suposto básico de toda a existência onde ficam englobadas as lutas pelo fim da violência sofrida pelas Mulheres, jovens, idosos e homens.
As Mulheres ao fazerem uma opção pela vida compram uma boa briga pela rejeição da pena de morte, contraria a redução da maioridade penal e em defesa da preservação da natureza. Pois ecologia significa “o estudo dos ecossistemas”, ou seja, o lugar onde nós vivemos, a nossa casa que dela faz parte o nosso quintal, o arroio que corre nos fundos, a praça, as árvores do bosque que assamos o churrasco nos finais de semana.
A defesa da Amazônia cruelmente atacada a todo instante e a defesa de uma alimentação saudável para nós e para os nossos filhos livres de transgênicos. Essas lutas são a demonstração de amplitude desse 8 de março muito bem encaminhado pelas valorosas companheiras/lutadoras de nossa cidade que iniciaram mais essa caminhada no dia 5 de março e que se estenderá até o dia 12 com atividades em todos os distritos de Viamão.
Sendo marcado pelo grande ato do dia 8 em frente à 3ª DP, pda 43, onde chamaram a atenção sobre o descaso do governo do Estado que deixou de enviar em torno de 300 mil reais para a construção da casa de passagem da mulher vitima de violência no ano passado. Verba essa definida na consulta popular do ano de 2005 e pela falta de estrutura da Delegacia da Mulher junto a essa DP que foi sucateada pelo governo Rigotto e ainda esquecida pelo governo Yeda/Feijó que até o momento só faz propaganda sobre a segurança pública.
Boa luta companheiras!!!
Homens de luta, essa também é nossa.
veritasantos@brturbo.com.br
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Na Geral.
Temos que estar sempre atentos quando lemos, ouvimos ou assistimos aos noticiários. Preste atenção quando as noticias são referentes à Prefeitura de Porto Alegre ou ao Governo estadual.
Outro dia, li que a Prefeitura de Porto Alegre está se gabando de fazer uma gestão muito enxuta, muito econômica.
Ao que parece, a Prefeitura de Porto Alegre está satisfeita com sua atuação, pois vou dizer: nunca, desde que os casais açorianos chegaram ao canal onde os escravos ergueriam a Ponte de Pedra, em 1845, nunca, desde então, Porto Alegre esteve tão ruim como está agora.
Você duvida? Então observe! Nunca houve tanta gente abandonada nesta cidade, nunca se viu tantos mendigos esmolando pelas esquinas, tantos sem-teto dormindo debaixo das marquises, famílias morando dentro de canos, gente emergindo dos esgotos feitos ratazanas subnutridas, e pior, muito, muitíssimo pior: nunca houve tantos meninos e meninas vagando sozinhos pelas ruas, de pés descalços, imundos, ranhentos, tratados como cachorros nas sinaleiras. Essa é a gestão da Prefeitura de Porto Alegre.
No segundo final de semana do mês de fevereiro, um jornal de grande circulação da capital publicou por três dias consecutivos a historia da vida do seu Renato Luccas e de sua família que estavam morando em um cano. A reportagem enfoca sensacionalisticamente o drama do casal e de seu filho desconsiderando as causas que lhe proporcionaram estar daquele jeito.
O editor não questionou se a família do desabrigado era só ele, a esposa e o menino Douglas. Você pode indagar o que tem a ver para o editor essa informação? Para o jornal, digamos que não tenha nenhuma importância, mas para o Conselho Tutelar tem, para a FASC tem e para o Estado também tem.
Ao fazer essas pesquisas saberiam que o seu Renato é pai de mais de dez filhos e filhas, que duas jovens já passaram pela FEBEM e quatro estão abrigados atualmente em um abrigo da Fundação de Proteção Especial do Rio Grande do Sul. Isso as que eu conheço. E o mais grotesco descuido estatal se dá quando não trata primeiramente a doença que aflige o seu Renato, o alcoolismo.
Enquanto esse senhor não for tratado contra o vicio do álcool, ele não vai conseguir se estabilizar na condução de sua vida e de seus dependentes e vai trocar por cachaça a casa que dizem que lhe deram como já vez em outras oportunidades.
É pensando e sabendo disso, nesses meninos, nessa gente abandonada, que me irrito com o debate que mais uma vez a imprensa escrita e falada pautou no país, desde a morte brutal do pequeno João no Rio. Pois, sempre que acontece esse tipo de aberrações criminosas provocadas por pobres e negros só se fala em construção de presídios, em aumento do rigor das punições, em mudança do código penal, pena de morte e redução da idade penal para jovens.
Mas quando os assassinos são de “alta classe”, como no caso de Suzana Richohofen, onde ela planejou a morte de seus pais sempre aparece alguém de peso para relativizar o acontecido dizendo que a jovem tem problemas emocionais. Outro exemplo é o caso da morte do índio pataxó que foi barbaramente assassinado, literalmente assado, pelos “pleibois” brasilienses quando o feito foi desqualificado por “respeitável” Juíza do DF que mencionou que os rapazes queriam “brincar” como o índio. Aí eles se esquecem de condenar exemplarmente os criminosos ricos. Esta é a prova cabal de que há no Brasil uma ferrenha luta de classes, de um lado os pobres, lutando para sobreviver e de outro os ricos explorando os pobres e sustentando o trafico de drogas e a corrupção neste país.
O telespectador chocado com todas essas barbáries vê inertes os “formadores de opinião” discutir as conseqüências, esquecendo-se propositadamente das causas. A idéia é punir quem faz. Não evitar que se faça. É possível evitar que se faça. Basta tirar esses meninos das ruas. Basta que a gestão seja voltada para as pessoas, não para o balanço contábil.
O Brasil clama por rigor contra o crime? Eu também. Sejamos rigorosos contra o crime antes que o crime seja cometido. Em vez de confinar menores nos presídios, vamos OBRIGÁ-LOS a ir para a escola. Em vez de lutar para que a legislação permita a detenção de meninos de 16 anos, vamos lutar para que a legislação torne OBRIGATÓRIA a internação de TODAS as crianças na escola, o dia inteiro. Inclusive o filho do rico. Inclusive o seu filho, minha senhora. Vamos criar uma legislação que determine que o tratamento de viciados deva ser COMPULSORIO E DEVER DO ESTADO e com campanhas como às realizadas contra a AIDS. Não há dinheiro para tanta coisa?Há, sim. Existe disposição na comunidade para um projeto de salvação nacional. Existe solidariedade de sobra no Brasil. Os jogadores de futebol são exemplos notórios, tantos deles que montam instituições de caridade, que querem, mas não sabem como ajudar. Se o Estado não tem recursos, o Estado deve deixar de pagar a divida interna e externa para salvar o povo e tem liderança para orientar as pessoas com vontade de ajudar, para mobilizar a comunidade, os empresários, os trabalhadores, nós todos.
Eu acredito que seja possível. Desde que se queira.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 16 de favereiro de 2007.
Outro dia, li que a Prefeitura de Porto Alegre está se gabando de fazer uma gestão muito enxuta, muito econômica.
Ao que parece, a Prefeitura de Porto Alegre está satisfeita com sua atuação, pois vou dizer: nunca, desde que os casais açorianos chegaram ao canal onde os escravos ergueriam a Ponte de Pedra, em 1845, nunca, desde então, Porto Alegre esteve tão ruim como está agora.
Você duvida? Então observe! Nunca houve tanta gente abandonada nesta cidade, nunca se viu tantos mendigos esmolando pelas esquinas, tantos sem-teto dormindo debaixo das marquises, famílias morando dentro de canos, gente emergindo dos esgotos feitos ratazanas subnutridas, e pior, muito, muitíssimo pior: nunca houve tantos meninos e meninas vagando sozinhos pelas ruas, de pés descalços, imundos, ranhentos, tratados como cachorros nas sinaleiras. Essa é a gestão da Prefeitura de Porto Alegre.
No segundo final de semana do mês de fevereiro, um jornal de grande circulação da capital publicou por três dias consecutivos a historia da vida do seu Renato Luccas e de sua família que estavam morando em um cano. A reportagem enfoca sensacionalisticamente o drama do casal e de seu filho desconsiderando as causas que lhe proporcionaram estar daquele jeito.
O editor não questionou se a família do desabrigado era só ele, a esposa e o menino Douglas. Você pode indagar o que tem a ver para o editor essa informação? Para o jornal, digamos que não tenha nenhuma importância, mas para o Conselho Tutelar tem, para a FASC tem e para o Estado também tem.
Ao fazer essas pesquisas saberiam que o seu Renato é pai de mais de dez filhos e filhas, que duas jovens já passaram pela FEBEM e quatro estão abrigados atualmente em um abrigo da Fundação de Proteção Especial do Rio Grande do Sul. Isso as que eu conheço. E o mais grotesco descuido estatal se dá quando não trata primeiramente a doença que aflige o seu Renato, o alcoolismo.
Enquanto esse senhor não for tratado contra o vicio do álcool, ele não vai conseguir se estabilizar na condução de sua vida e de seus dependentes e vai trocar por cachaça a casa que dizem que lhe deram como já vez em outras oportunidades.
É pensando e sabendo disso, nesses meninos, nessa gente abandonada, que me irrito com o debate que mais uma vez a imprensa escrita e falada pautou no país, desde a morte brutal do pequeno João no Rio. Pois, sempre que acontece esse tipo de aberrações criminosas provocadas por pobres e negros só se fala em construção de presídios, em aumento do rigor das punições, em mudança do código penal, pena de morte e redução da idade penal para jovens.
Mas quando os assassinos são de “alta classe”, como no caso de Suzana Richohofen, onde ela planejou a morte de seus pais sempre aparece alguém de peso para relativizar o acontecido dizendo que a jovem tem problemas emocionais. Outro exemplo é o caso da morte do índio pataxó que foi barbaramente assassinado, literalmente assado, pelos “pleibois” brasilienses quando o feito foi desqualificado por “respeitável” Juíza do DF que mencionou que os rapazes queriam “brincar” como o índio. Aí eles se esquecem de condenar exemplarmente os criminosos ricos. Esta é a prova cabal de que há no Brasil uma ferrenha luta de classes, de um lado os pobres, lutando para sobreviver e de outro os ricos explorando os pobres e sustentando o trafico de drogas e a corrupção neste país.
O telespectador chocado com todas essas barbáries vê inertes os “formadores de opinião” discutir as conseqüências, esquecendo-se propositadamente das causas. A idéia é punir quem faz. Não evitar que se faça. É possível evitar que se faça. Basta tirar esses meninos das ruas. Basta que a gestão seja voltada para as pessoas, não para o balanço contábil.
O Brasil clama por rigor contra o crime? Eu também. Sejamos rigorosos contra o crime antes que o crime seja cometido. Em vez de confinar menores nos presídios, vamos OBRIGÁ-LOS a ir para a escola. Em vez de lutar para que a legislação permita a detenção de meninos de 16 anos, vamos lutar para que a legislação torne OBRIGATÓRIA a internação de TODAS as crianças na escola, o dia inteiro. Inclusive o filho do rico. Inclusive o seu filho, minha senhora. Vamos criar uma legislação que determine que o tratamento de viciados deva ser COMPULSORIO E DEVER DO ESTADO e com campanhas como às realizadas contra a AIDS. Não há dinheiro para tanta coisa?Há, sim. Existe disposição na comunidade para um projeto de salvação nacional. Existe solidariedade de sobra no Brasil. Os jogadores de futebol são exemplos notórios, tantos deles que montam instituições de caridade, que querem, mas não sabem como ajudar. Se o Estado não tem recursos, o Estado deve deixar de pagar a divida interna e externa para salvar o povo e tem liderança para orientar as pessoas com vontade de ajudar, para mobilizar a comunidade, os empresários, os trabalhadores, nós todos.
Eu acredito que seja possível. Desde que se queira.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 16 de favereiro de 2007.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Juventude.
A juventude ou a adolescência é o melhor período da vida, mas iremos descobrir isso depois que passou, às vezes, sendo muito tarde para recuperarmos o que possamos ter deixado de fazer ou de ter feito de forma errada.
A definição técnica desse tempo de nossas vidas aponta como sendo o período de mudanças da puberdade, ou seja, a transição entre a infância e a fase adulta que se inicia. Mas, nas ultimas décadas a adolescência vem sendo considerada o momento mais importante do desenvolvimento de uma pessoa porque é nele que fica registrada a imagem corporal definitiva e a estruturação da personalidade a qual levaremos para o restante de nossas vidas.
É neste período que fizemos as nossas descobertas, descobrimos a nós mesmos; é a partir e após de muita indecisão que escolhemos o que queremos ser profissionalmente. É o tempo das grandes paixões e das grandes lutas, somos revoltados como tudo e com todos (sentimentos que voltaremos a ter outra vez após os 40 anos).
A juventude por ser esse período de descobertas nos coloca em situações que nossa prudência não é considerada e por não conhecer todos os riscos que teremos que enfrentar, nos coloca em situações embaraçosas ou às vezes de perigo eminente.
Na atual sociedade em que vivemos os jovens principalmente, são bombardeados por verdadeiras guerras midiáticas impondo-lhes “modelos” de como se devem portar frente a sua comunidade ou grupo social.
A impaciência com a lentidão do mundo dos adultos e a pressa em querer resolver imediatamente os problemas que acha ter. Faz com que na maioria das vezes acabe se dando mal, em ter optado por relações que julgam benéficas, mas ao conviver mais próximos desses que acha serem seus “amigos” percebe que não são e pode ocasionar em atos de extrema violência.
As dificuldades impostas pela sociedade capitalista fazem com que os nossos jovens se sintam abatidos e desanimados por não ter encontrado retorno para suas reivindicações. A sociedade não lhes oferece oportunidades de lazer, educação e de trabalho o que lhes causa mais revolta.
Essa revolta poder ser o ingrediente decisivo aos jovens que não possuem um ambiente familiar estruturado, pois essas negativas sociais, para ele, são sinais de preconceito e de permanente exclusão social podendo ser utilizada como justificativa para a sua iniciação no mundo da criminalidade.
Outro fator fundamental na formação da juventude e que deve ser observado por aqueles que são os responsáveis por essa fase da vida está localizada e focalizada na limitação atribuída aos jovens. As regras e os limites devem fazer parte da construção da juventude, bem como o oferecimento de bons valores morais e éticos.
Deve-se ter cuidado para não criarmos situações forçadas para as nossas crianças impondo-lhes responsabilidades ou transferindo-lhes sonhos que nós não conseguimos realizar. Uma menina de 8 ou 10 anos deve se vestir como uma menina dessa idade, não como se fosse uma daquelas modelos que as revistas de moda ou as novelas vendem como sendo o biotipo da perfeição ou ainda se o seu filho não é nenhum Ronaldinho, não lhe exija como se ele tem que ser só porque você quer que ele seja.
Então o controle de nossas vontades e possuirmos a autoridade sobre os nossos filhos são fundamentais na sua formação como cidadãos. Se isso for deixado de lado, com certeza o vicio e o crime organizado substituirá a sua autoridade e você perderá o bem mais precioso que temos, os exemplos estão acontecendo diariamente. Você pode ser o próximo!!!!
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão, 12 de janeiro de 2007.
A definição técnica desse tempo de nossas vidas aponta como sendo o período de mudanças da puberdade, ou seja, a transição entre a infância e a fase adulta que se inicia. Mas, nas ultimas décadas a adolescência vem sendo considerada o momento mais importante do desenvolvimento de uma pessoa porque é nele que fica registrada a imagem corporal definitiva e a estruturação da personalidade a qual levaremos para o restante de nossas vidas.
É neste período que fizemos as nossas descobertas, descobrimos a nós mesmos; é a partir e após de muita indecisão que escolhemos o que queremos ser profissionalmente. É o tempo das grandes paixões e das grandes lutas, somos revoltados como tudo e com todos (sentimentos que voltaremos a ter outra vez após os 40 anos).
A juventude por ser esse período de descobertas nos coloca em situações que nossa prudência não é considerada e por não conhecer todos os riscos que teremos que enfrentar, nos coloca em situações embaraçosas ou às vezes de perigo eminente.
Na atual sociedade em que vivemos os jovens principalmente, são bombardeados por verdadeiras guerras midiáticas impondo-lhes “modelos” de como se devem portar frente a sua comunidade ou grupo social.
A impaciência com a lentidão do mundo dos adultos e a pressa em querer resolver imediatamente os problemas que acha ter. Faz com que na maioria das vezes acabe se dando mal, em ter optado por relações que julgam benéficas, mas ao conviver mais próximos desses que acha serem seus “amigos” percebe que não são e pode ocasionar em atos de extrema violência.
As dificuldades impostas pela sociedade capitalista fazem com que os nossos jovens se sintam abatidos e desanimados por não ter encontrado retorno para suas reivindicações. A sociedade não lhes oferece oportunidades de lazer, educação e de trabalho o que lhes causa mais revolta.
Essa revolta poder ser o ingrediente decisivo aos jovens que não possuem um ambiente familiar estruturado, pois essas negativas sociais, para ele, são sinais de preconceito e de permanente exclusão social podendo ser utilizada como justificativa para a sua iniciação no mundo da criminalidade.
Outro fator fundamental na formação da juventude e que deve ser observado por aqueles que são os responsáveis por essa fase da vida está localizada e focalizada na limitação atribuída aos jovens. As regras e os limites devem fazer parte da construção da juventude, bem como o oferecimento de bons valores morais e éticos.
Deve-se ter cuidado para não criarmos situações forçadas para as nossas crianças impondo-lhes responsabilidades ou transferindo-lhes sonhos que nós não conseguimos realizar. Uma menina de 8 ou 10 anos deve se vestir como uma menina dessa idade, não como se fosse uma daquelas modelos que as revistas de moda ou as novelas vendem como sendo o biotipo da perfeição ou ainda se o seu filho não é nenhum Ronaldinho, não lhe exija como se ele tem que ser só porque você quer que ele seja.
Então o controle de nossas vontades e possuirmos a autoridade sobre os nossos filhos são fundamentais na sua formação como cidadãos. Se isso for deixado de lado, com certeza o vicio e o crime organizado substituirá a sua autoridade e você perderá o bem mais precioso que temos, os exemplos estão acontecendo diariamente. Você pode ser o próximo!!!!
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão, 12 de janeiro de 2007.
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Águas de Janeiro.
Todo ano a historia se repete. Entra governo, sai governo, o sudeste e o nordeste brasileiro são castigados por verdadeiros dilúvios produzidos pela incompetência dos governantes que saíram porque passaram quatro anos sem resolver o problema e dos governantes que entram que também não resolveram o mesmo problema causado pelas enxurradas de verão.
Em especial, São Paulo é o Estado que mais danos proporcionam a seus moradores que sempre se encontram as voltas com as enchentes, ou por causa da ganância da privataria que sempre quer lucrar mais reduzindo custos na execução de obras faraônicas como essa ultima envolvendo o metro.
Tragédias como o desabamento das obras do metrô em São Paulo, ocorrido no dia 12 de janeiro, são responsabilidade das empresas que executam as obras em pouco tempo e com baixos custos, a fim de aumentar seus lucros.
O MAB (Mov. Atingidos por Barragens) tem experiência em acidentes ocorridos em obras executadas por empreiteiras como Odebrecht e Camargo Correa. Segundo o movimento desde outubro de 2005, o movimento denunciava o vazamento na barragem de Campos Novos, localizada na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em junho do ano passado, o vazamento aumentou, esvaziando o lago da barragem e colocando em risco a população da região. A obra era de responsabilidade das empresas Votorantim, Bradesco, Camargo Correa e Companhia Brasileira de Alumínio.
Pense bem. Qual é o objetivo das empresas? É ganhar muito dinheiro. Então, elas se articulam com o Estado, como foi neste caso de São Paulo, onde a própria empresa é que fiscaliza a obra, se favorecendo para ganhar dinheiro e desconsideração os aspectos da segurança, do bem-estar da população.
É isso que tem acontecido. E é contra esse modelo que a população deve lutar o mais urgente possível, porque se não esses acidentes vão ocorrer cada vez mais, vão matar cada vez mais gente, vão destruir cada vez mais o meio-ambiente e aí não adianta fazer campanha na TV para salvar o planeta da catástrofe geral.
São inúmeros os casos de abuso do poder econômico onde esses desastres acontecem e a população que levou a vida toda para adquirir a sua moradia vê-se a espera de indenizações que por anos a fio ficam emperradas em intermináveis processos jurídicos como o caso envolvendo o ex-deputado Sérgio Naia que nunca pagou um tostão aos proprietários do Palace II e o que é pior, Naia está livre para gozar o dinheiro que roubou.
E o que é interessante é que todos os últimos acidentes ocorrem em obras controladas pelo mesmo grupo de empreiteiras, assim foi em de Minas Gerais, onde houve o vazamento de uma mineradora atolando todos e contaminando a água dos rios até o Estado do Rio de Janeiro, já houve no Nordeste, no ano de 2006 ou 2005, o estouro de uma barragem que inundou também cidades.
A Odebrecht, a Alcoa, a Votorantim, esses são os grupos envolvidos nestes desastres e mais uma vez, o chamado consórcio Via Amarela, responsável pelas obras no metrô paulistano, é formado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. O contrato assinado com o governo paulista, na época de Geraldo Alckmin (PSDB), permitia que as empresas fiscalizassem o próprio trabalho. Casualmente, as cinco empresas que formam o consórcio Via Amarela doaram mais de R$ 16 milhões a candidatos nas últimas eleições, de acordo com informações prestadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O atual governador, José Serra (PSDB), recebeu R$ 1,7 milhão somente da Camargo Correa, da Odebrecht e da OAS.
A população deve lutar contra esse modelo de desenvolvimento, em que o Estado, via PPP, se retira de setores estratégicos para o País, entregando toda a responsabilidade para as empresas, que só visam ao lucro.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 22 de janeiro de 2007.
Em especial, São Paulo é o Estado que mais danos proporcionam a seus moradores que sempre se encontram as voltas com as enchentes, ou por causa da ganância da privataria que sempre quer lucrar mais reduzindo custos na execução de obras faraônicas como essa ultima envolvendo o metro.
Tragédias como o desabamento das obras do metrô em São Paulo, ocorrido no dia 12 de janeiro, são responsabilidade das empresas que executam as obras em pouco tempo e com baixos custos, a fim de aumentar seus lucros.
O MAB (Mov. Atingidos por Barragens) tem experiência em acidentes ocorridos em obras executadas por empreiteiras como Odebrecht e Camargo Correa. Segundo o movimento desde outubro de 2005, o movimento denunciava o vazamento na barragem de Campos Novos, localizada na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em junho do ano passado, o vazamento aumentou, esvaziando o lago da barragem e colocando em risco a população da região. A obra era de responsabilidade das empresas Votorantim, Bradesco, Camargo Correa e Companhia Brasileira de Alumínio.
Pense bem. Qual é o objetivo das empresas? É ganhar muito dinheiro. Então, elas se articulam com o Estado, como foi neste caso de São Paulo, onde a própria empresa é que fiscaliza a obra, se favorecendo para ganhar dinheiro e desconsideração os aspectos da segurança, do bem-estar da população.
É isso que tem acontecido. E é contra esse modelo que a população deve lutar o mais urgente possível, porque se não esses acidentes vão ocorrer cada vez mais, vão matar cada vez mais gente, vão destruir cada vez mais o meio-ambiente e aí não adianta fazer campanha na TV para salvar o planeta da catástrofe geral.
São inúmeros os casos de abuso do poder econômico onde esses desastres acontecem e a população que levou a vida toda para adquirir a sua moradia vê-se a espera de indenizações que por anos a fio ficam emperradas em intermináveis processos jurídicos como o caso envolvendo o ex-deputado Sérgio Naia que nunca pagou um tostão aos proprietários do Palace II e o que é pior, Naia está livre para gozar o dinheiro que roubou.
E o que é interessante é que todos os últimos acidentes ocorrem em obras controladas pelo mesmo grupo de empreiteiras, assim foi em de Minas Gerais, onde houve o vazamento de uma mineradora atolando todos e contaminando a água dos rios até o Estado do Rio de Janeiro, já houve no Nordeste, no ano de 2006 ou 2005, o estouro de uma barragem que inundou também cidades.
A Odebrecht, a Alcoa, a Votorantim, esses são os grupos envolvidos nestes desastres e mais uma vez, o chamado consórcio Via Amarela, responsável pelas obras no metrô paulistano, é formado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. O contrato assinado com o governo paulista, na época de Geraldo Alckmin (PSDB), permitia que as empresas fiscalizassem o próprio trabalho. Casualmente, as cinco empresas que formam o consórcio Via Amarela doaram mais de R$ 16 milhões a candidatos nas últimas eleições, de acordo com informações prestadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O atual governador, José Serra (PSDB), recebeu R$ 1,7 milhão somente da Camargo Correa, da Odebrecht e da OAS.
A população deve lutar contra esse modelo de desenvolvimento, em que o Estado, via PPP, se retira de setores estratégicos para o País, entregando toda a responsabilidade para as empresas, que só visam ao lucro.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 22 de janeiro de 2007.
Quando a violência bate na sua porta.
“Não basta ter Policia, tem que ter investimento”. Essa frase é do Delegado Carlos Miguel Xavier, que foi entrevistado pelo repórter policial, Luiz Carlos Lopes do jornal Diário de Viamão, na segunda quinzena de janeiro.
Cabe parabenizar o Delegado pela coragem de falar o que realmente enfrenta no seu dia-dia na entrevista e ao repórter por ter realizado um ótimo trabalho jornalístico.
As palavras do Delegado Xavier dizem tudo àquilo que todos nós sabemos, mas não temos unidade suficiente para transformar essa realidade em uma luta contra a impunidade e em defesa dos trabalhadores da segurança pública, bem como do próprio serviço público.
Sou prova viva daquilo que o Delegado afirmou em sua entrevista, como todo aquele cidadão que um dia teve que utilizar os serviços de um delegacia onde os servidores das delegacias de nossa cidade ainda datilografam em maquinas que mais se assemelham a peças de museu. Estamos em curso da revolução cibernética e nossos governantes impõem a seus servidores equipamentos obsoletos, alem de lhes remunerarem muito mal.
O Delegado detalha as dificuldades enfrentadas no trabalho pela falta de pessoal, falta de tecnologias de ponta e de equipamentos para o enfrentamento contra o crime organizado. Com clareza aponta a necessidade de mais investimentos sociais para amenizar a violência e o crime onde o desemprego, as drogas e a carência de uma melhor qualidade de vida das pessoas são fatores que elevam os índices da criminalidade, colocando Viamão em quarto lugar entre as cidades mais violentas do Estado.
A violência está batendo nas nossas portas; no sábado 20, mais um jovem de 18 anos, o Buiu, foi estupidamente assassinado no Jardim Universitário e como ele vários outros também o foram e nada aconteceu.
A justiça não foi feita como está acontecendo no caso do assassinato do nosso amigo, sobrinho e filho Marcos Roberto Alf (18 anos) assassinado a sangue frio dentro de sua própria casa no dia 19 de fevereiro de 2006.
Nossos filhos, amigos e parentes estão sendo exterminados pelas drogas e pelos bandidos e a justiça permanece literalmente cega perante essa catástrofe social, inerte sem pelo menos levar os culpados a julgamento.
Mais uma vez venho reivindicar da comunidade viamonense união para que juntos possamos enfrentar a ousadia dos criminosos pressionando as autoridades a cumprirem com o que prometeram proporcionando aos nosso jovens escola, saúde e emprego para que possamos vencer essa dura luta contra as drogas e contra os criminosos.
Viamão 28 de janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Cabe parabenizar o Delegado pela coragem de falar o que realmente enfrenta no seu dia-dia na entrevista e ao repórter por ter realizado um ótimo trabalho jornalístico.
As palavras do Delegado Xavier dizem tudo àquilo que todos nós sabemos, mas não temos unidade suficiente para transformar essa realidade em uma luta contra a impunidade e em defesa dos trabalhadores da segurança pública, bem como do próprio serviço público.
Sou prova viva daquilo que o Delegado afirmou em sua entrevista, como todo aquele cidadão que um dia teve que utilizar os serviços de um delegacia onde os servidores das delegacias de nossa cidade ainda datilografam em maquinas que mais se assemelham a peças de museu. Estamos em curso da revolução cibernética e nossos governantes impõem a seus servidores equipamentos obsoletos, alem de lhes remunerarem muito mal.
O Delegado detalha as dificuldades enfrentadas no trabalho pela falta de pessoal, falta de tecnologias de ponta e de equipamentos para o enfrentamento contra o crime organizado. Com clareza aponta a necessidade de mais investimentos sociais para amenizar a violência e o crime onde o desemprego, as drogas e a carência de uma melhor qualidade de vida das pessoas são fatores que elevam os índices da criminalidade, colocando Viamão em quarto lugar entre as cidades mais violentas do Estado.
A violência está batendo nas nossas portas; no sábado 20, mais um jovem de 18 anos, o Buiu, foi estupidamente assassinado no Jardim Universitário e como ele vários outros também o foram e nada aconteceu.
A justiça não foi feita como está acontecendo no caso do assassinato do nosso amigo, sobrinho e filho Marcos Roberto Alf (18 anos) assassinado a sangue frio dentro de sua própria casa no dia 19 de fevereiro de 2006.
Nossos filhos, amigos e parentes estão sendo exterminados pelas drogas e pelos bandidos e a justiça permanece literalmente cega perante essa catástrofe social, inerte sem pelo menos levar os culpados a julgamento.
Mais uma vez venho reivindicar da comunidade viamonense união para que juntos possamos enfrentar a ousadia dos criminosos pressionando as autoridades a cumprirem com o que prometeram proporcionando aos nosso jovens escola, saúde e emprego para que possamos vencer essa dura luta contra as drogas e contra os criminosos.
Viamão 28 de janeiro de 2007.
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Tarifa Zero*
Tarifa Zero é o projeto que sintetiza a luta de vários movimentos em todo o mundo adotado principalmente pelo movimento estudantil que se organiza contra o aumento das passagens de ônibus, trem e do metrô e pela implementação do passe livre.
O projeto Tarifa Zero foi apresentado pela primeira vez durante o governo municipal de Luiza Erundina (1989-1992) na cidade de São Paulo, pelo ex-secretário municipal de transportes, Lúcio Gregori que foi duramente criticado pela imprensa empresarial e até por setores do PT que desde aquela época já estavam gostando de ser “poder”.
O projeto vem para inverter a lógica atual, colocando os usuários do transporte coletivo como os verdadeiros beneficiados, dando o mesmo tratamento dispensado em todos os outros serviços público aqueles que utilizam o transporte coletivo.
O Tarifa Zero reivindica para si o mesmo direito que os demais serviços público dispensam a seus usuários. Você quando vai ao postinho de saúde ou quando matricula o seu filho na escola não paga no ato.
O pagamento de todos esses serviços público é pago pelo conjunto de impostos e taxas municipais que são cobradas de todos nós, o único serviço público que nós pagamos quando usamos é a passagem do ônibus.
Para ser como qualquer outro serviço público tem que se ter vontade política do Prefeito da cidade e dos Vereadores para enfrentarem os interesses econômicos/financeiro do empresariado do transporte coletivo de passageiros. Um projeto dessa envergadura requer a criação de um Fundo Municipal de Transportes que deve ter uma percentagem definida no orçamento municipal para pagar os serviços prestados pelas empresas que ganhassem a licitação pública, como é feito com todos os outros serviços públicos em que a Prefeitura não executa diretamente a obra.
Com certeza apareceram vozes contrarias a esse tipo de projeto toca profundamente na concepção de qual deve ser o papel do Estado perante o seu povo. Para implantar o Tarifa Zero deve-se fazer uma reforma tributaria, devido à despeza gerada com a sua implantação, onde se deve cobrar mais de quem tem mais e não cobrar de que não tem nada.
Partindo do conceito de que os beneficiários do transporte coletivo são os proprietários das atividades econômicas da cidade e não os passageiros que não têem outro meio de se locomover para ir ao trabalho, médico ou a até o mercado esse é o meio mais justo que se tem para fazer de fato a verdadeira distribuição de renda na sociedade brasileira.
Aí você já percebeu que um projeto com essa abrangência fere muitos interesses, pois impõe um a reforma tributaria para valer e reformula todas as políticas publicas contrariando a ideologia vigente e nos chamando para cada vez mais nos mobilizar em busca de nossos direitos.*Crônica inspirada na entrevista (o direito à tarifa zero) concedida ao BF (www.brasildefato.com.br) por Lúcio Gregori.
Viamão 28 de janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
O projeto Tarifa Zero foi apresentado pela primeira vez durante o governo municipal de Luiza Erundina (1989-1992) na cidade de São Paulo, pelo ex-secretário municipal de transportes, Lúcio Gregori que foi duramente criticado pela imprensa empresarial e até por setores do PT que desde aquela época já estavam gostando de ser “poder”.
O projeto vem para inverter a lógica atual, colocando os usuários do transporte coletivo como os verdadeiros beneficiados, dando o mesmo tratamento dispensado em todos os outros serviços público aqueles que utilizam o transporte coletivo.
O Tarifa Zero reivindica para si o mesmo direito que os demais serviços público dispensam a seus usuários. Você quando vai ao postinho de saúde ou quando matricula o seu filho na escola não paga no ato.
O pagamento de todos esses serviços público é pago pelo conjunto de impostos e taxas municipais que são cobradas de todos nós, o único serviço público que nós pagamos quando usamos é a passagem do ônibus.
Para ser como qualquer outro serviço público tem que se ter vontade política do Prefeito da cidade e dos Vereadores para enfrentarem os interesses econômicos/financeiro do empresariado do transporte coletivo de passageiros. Um projeto dessa envergadura requer a criação de um Fundo Municipal de Transportes que deve ter uma percentagem definida no orçamento municipal para pagar os serviços prestados pelas empresas que ganhassem a licitação pública, como é feito com todos os outros serviços públicos em que a Prefeitura não executa diretamente a obra.
Com certeza apareceram vozes contrarias a esse tipo de projeto toca profundamente na concepção de qual deve ser o papel do Estado perante o seu povo. Para implantar o Tarifa Zero deve-se fazer uma reforma tributaria, devido à despeza gerada com a sua implantação, onde se deve cobrar mais de quem tem mais e não cobrar de que não tem nada.
Partindo do conceito de que os beneficiários do transporte coletivo são os proprietários das atividades econômicas da cidade e não os passageiros que não têem outro meio de se locomover para ir ao trabalho, médico ou a até o mercado esse é o meio mais justo que se tem para fazer de fato a verdadeira distribuição de renda na sociedade brasileira.
Aí você já percebeu que um projeto com essa abrangência fere muitos interesses, pois impõe um a reforma tributaria para valer e reformula todas as políticas publicas contrariando a ideologia vigente e nos chamando para cada vez mais nos mobilizar em busca de nossos direitos.*Crônica inspirada na entrevista (o direito à tarifa zero) concedida ao BF (www.brasildefato.com.br) por Lúcio Gregori.
Viamão 28 de janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
domingo, 28 de janeiro de 2007
Violência.
Novamente a sociedade brasileira está em pânico diante de novos ataques do crime organizado. Desta vez o cenário não é a "terra da garoa" e sim a "cidade maravilhosa" – o principal cartão postal brasileiro, exatamente na alta temporada de verão, gerando graves danos ao turismo. Mais uma vez, alguns políticos, de várias vertentes, lançam suas bravatas e atuam com demagogia para ludibriar a opinião pública. Especialistas de ocasião, sensacionalistas e oportunistas de plantão também aparecem defendendo soluções milagrosas, principalmente pugnando pela elaboração de mais leis que jamais sairão do papel. Certamente, dentro de duas semanas, tudo será esquecido, nenhuma medida será tomada até a chegada de uma nova onda de ataques.
Por outro lado, o crime organizado se aproveita do cenário de desentendimento entre os governantes, da corrupção que toma conta das instituições que deveriam combater o crime, das transições nos governos, da ressaca e do recesso de início de ano e até do turismo do verão para impor o terror e depois negociar uma trégua. Em São Paulo, um dos ingredientes que motivou a atuação do crime organizado, além de alguns dos citados acima, foi o período pré-eleitoral, quando os governos ficam totalmente perdidos e tudo se torna motivo para disputas e ataques recíprocos. No Rio de Janeiro atuam as milícias criminosas com a conivência da polícia. Em São Paulo atuaram os grupos de extermínio, também com a complacência das forças policiais.
O poder público restringiu a fiscalização que poderia ser realizada por organizações de direitos humanos, impedindo a entrada de muitos de seus representantes nas prisões. Contando com a corrupção corrente nos vários escalões do sistema prisional, a organização de detentos se transformou realmente numa facção criminosa sustentada por crimes e contravenções dentro e fora do sistema penitenciário, explorando presos e seus familiares, fortalecendo e se abastecendo do tráfico de drogas, impondo medo, terror e mortes aos seus desafetos e até para seus próprios seguidores, ganhando alguns adeptos na advocacia, o funcionalismo público do sistema prisional, nas polícias e em variados segmentos da sociedade. Somavam, assim, todos os ingredientes do que podemos definir como crime organizado.
Diante do crescimento da organização criminosa, o Estado se manteve praticamente inoperante e até colaborou indiretamente para o seu fortalecimento instituindo e reconhecendo "líderes", "vozes" e "faxinas" no sistema prisional. Mantendo um constante diálogo com negociações e acordos recíprocos. Para o próprio Estado sempre interessou que os próprios detentos estabelecessem sistemas de autogestão do controle interno. Isso sempre foi muito mais cômodo. Realmente é mais fácil garantir trabalho, boa alimentação, aparelhos de TV, condições de estudo e assistência judiciária para alguns do que para todos. Quando não, com a corrupção, a entrada de drogas, dinheiro e celulares. E, assim, negociar com esses poucos "privilegiados" para que eles controlassem os demais. Essa rotina manteve uma aparente calmaria no sistema por alguns anos. Durante esse período, as autoridades divulgavam com orgulho a diminuição de fugas e as poucas rebeliões. Também davam publicidade a desativação de carceragens em delegacias e a inauguração de novos estabelecimentos penitenciários considerados modelos. Porém, o crime organizado nos presídios cresceu rapidamente conforme a ambição das lideranças antigas e emergentes da facção criminosa majoritária, fugindo totalmente do controle do Estado. Vários sinais demonstraram isso antes dos ataques contra as forças policiais em maio de 2006. A principal prova de força do grupo criminoso ocorreu na megarrebelião de fevereiro de 2001, que envolveu 29 presídios no Estado de São Paulo, na qual o centro da articulação foi o complexo penitenciário do Carandiru.
Aqui no RS “O novo jeito de governar” diz que a violência é um problema de saúde.
Não se surpreendam, ao entrar em alguma farmácia do RS, se o vendedor lhes oferecer Pílulas Antiviolência. O "novo jeito de governar" de Yeda Crusius inclui a descoberta de que a violência não tem causas sociais, tem causa viral.
A governadora e o secretário da saúde Osmar Terra já anunciaram seus planos para acabar com a violência. Enquanto a Brigada Militar trabalha no trabalho "repressivo" (palavra usada por Osmar Terra), correndo atrás de quem já está infectado, a Secretaria da Saúde cumprirá seu papel imunizando as pessoas e livrando-as desse maligno vírus que já é tratado como epidêmico.
Talvez, até o fim do governo Yeda já tenhamos o selo "Zona Livre de Violência", nos mesmos moldes das "Zonas Livres de Febre Aftosa".
Nem Yeda Crusius, nem seu partido, PSDB, nem seu secretário da saúde podem acreditar de verdade naquilo que estão apregoando por aí.
Nesse caso, só posso concluir que depois de caírem às teses biológicas e genéticas da violência, estão tentando criar uma tese bacteriológica que, provavelmente, desenvolve-se nos morros, nas favelas e nos guetos do RS.
Como pudemos conviver tanto tempo sem esse "novo jeito de governar"?
Vou ficar esperando ansioso o anúncio de que desemprego é contagioso e de que fome é apenas um distúrbio causado pela bipolaridade estomacal.
A proposta divulgada na imprensa do Rio Grande pelo secretário de saúde Osmar Terra, no ultimo dia 11 de janeiro de 2007 onde ele afirma que a violência é uma doença, uma epidemia.
Sinceramente, eu queira concordar com o secretário, mas não posso ser simplista a esse ponto e aceitar que a violência se tornou uma doença epidêmica e que para curá-la basta ser medicado e ficaremos livres desse mal que assola a sociedade brasileira, em especial, os mais pobres.
A proposta do “belo programa” tem como fato gerador dos casos de violência o consumo de álcool que realmente é uma doença, bem como todas aquelas derivadas dos vícios, mas se apegar neste caso isolado é achar que somos desinformados.
A violência da forma como esta sendo praticada na sociedade é muito mais complexa do que uma simples embriagues de botequim. Estamos falando de crime organizado, de cumplicidade da sociedade que é testemunha de roubos e se cala ou por medo ou por cumplicidade mesmo, estamos falando de altos índices de corrupção envolvendo desde o soldado mal remunerado que permite a entrada do celular no presídio até os doutores juízes que expelem habeas corpus aos montes, principalmente para os bandidos endinheirados (aos burgueses).
O projeto é altamente preconceituoso, pois criminaliza a pobreza e não cria formas de solucionar esse grande problema da humanidade.
Viamão 12 de janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Esta crônica foi o Editorial do Programa Espaço Sindical, na Rádio Santa Isabel-91.7FM de 17/01/2007.
Por outro lado, o crime organizado se aproveita do cenário de desentendimento entre os governantes, da corrupção que toma conta das instituições que deveriam combater o crime, das transições nos governos, da ressaca e do recesso de início de ano e até do turismo do verão para impor o terror e depois negociar uma trégua. Em São Paulo, um dos ingredientes que motivou a atuação do crime organizado, além de alguns dos citados acima, foi o período pré-eleitoral, quando os governos ficam totalmente perdidos e tudo se torna motivo para disputas e ataques recíprocos. No Rio de Janeiro atuam as milícias criminosas com a conivência da polícia. Em São Paulo atuaram os grupos de extermínio, também com a complacência das forças policiais.
O poder público restringiu a fiscalização que poderia ser realizada por organizações de direitos humanos, impedindo a entrada de muitos de seus representantes nas prisões. Contando com a corrupção corrente nos vários escalões do sistema prisional, a organização de detentos se transformou realmente numa facção criminosa sustentada por crimes e contravenções dentro e fora do sistema penitenciário, explorando presos e seus familiares, fortalecendo e se abastecendo do tráfico de drogas, impondo medo, terror e mortes aos seus desafetos e até para seus próprios seguidores, ganhando alguns adeptos na advocacia, o funcionalismo público do sistema prisional, nas polícias e em variados segmentos da sociedade. Somavam, assim, todos os ingredientes do que podemos definir como crime organizado.
Diante do crescimento da organização criminosa, o Estado se manteve praticamente inoperante e até colaborou indiretamente para o seu fortalecimento instituindo e reconhecendo "líderes", "vozes" e "faxinas" no sistema prisional. Mantendo um constante diálogo com negociações e acordos recíprocos. Para o próprio Estado sempre interessou que os próprios detentos estabelecessem sistemas de autogestão do controle interno. Isso sempre foi muito mais cômodo. Realmente é mais fácil garantir trabalho, boa alimentação, aparelhos de TV, condições de estudo e assistência judiciária para alguns do que para todos. Quando não, com a corrupção, a entrada de drogas, dinheiro e celulares. E, assim, negociar com esses poucos "privilegiados" para que eles controlassem os demais. Essa rotina manteve uma aparente calmaria no sistema por alguns anos. Durante esse período, as autoridades divulgavam com orgulho a diminuição de fugas e as poucas rebeliões. Também davam publicidade a desativação de carceragens em delegacias e a inauguração de novos estabelecimentos penitenciários considerados modelos. Porém, o crime organizado nos presídios cresceu rapidamente conforme a ambição das lideranças antigas e emergentes da facção criminosa majoritária, fugindo totalmente do controle do Estado. Vários sinais demonstraram isso antes dos ataques contra as forças policiais em maio de 2006. A principal prova de força do grupo criminoso ocorreu na megarrebelião de fevereiro de 2001, que envolveu 29 presídios no Estado de São Paulo, na qual o centro da articulação foi o complexo penitenciário do Carandiru.
Aqui no RS “O novo jeito de governar” diz que a violência é um problema de saúde.
Não se surpreendam, ao entrar em alguma farmácia do RS, se o vendedor lhes oferecer Pílulas Antiviolência. O "novo jeito de governar" de Yeda Crusius inclui a descoberta de que a violência não tem causas sociais, tem causa viral.
A governadora e o secretário da saúde Osmar Terra já anunciaram seus planos para acabar com a violência. Enquanto a Brigada Militar trabalha no trabalho "repressivo" (palavra usada por Osmar Terra), correndo atrás de quem já está infectado, a Secretaria da Saúde cumprirá seu papel imunizando as pessoas e livrando-as desse maligno vírus que já é tratado como epidêmico.
Talvez, até o fim do governo Yeda já tenhamos o selo "Zona Livre de Violência", nos mesmos moldes das "Zonas Livres de Febre Aftosa".
Nem Yeda Crusius, nem seu partido, PSDB, nem seu secretário da saúde podem acreditar de verdade naquilo que estão apregoando por aí.
Nesse caso, só posso concluir que depois de caírem às teses biológicas e genéticas da violência, estão tentando criar uma tese bacteriológica que, provavelmente, desenvolve-se nos morros, nas favelas e nos guetos do RS.
Como pudemos conviver tanto tempo sem esse "novo jeito de governar"?
Vou ficar esperando ansioso o anúncio de que desemprego é contagioso e de que fome é apenas um distúrbio causado pela bipolaridade estomacal.
A proposta divulgada na imprensa do Rio Grande pelo secretário de saúde Osmar Terra, no ultimo dia 11 de janeiro de 2007 onde ele afirma que a violência é uma doença, uma epidemia.
Sinceramente, eu queira concordar com o secretário, mas não posso ser simplista a esse ponto e aceitar que a violência se tornou uma doença epidêmica e que para curá-la basta ser medicado e ficaremos livres desse mal que assola a sociedade brasileira, em especial, os mais pobres.
A proposta do “belo programa” tem como fato gerador dos casos de violência o consumo de álcool que realmente é uma doença, bem como todas aquelas derivadas dos vícios, mas se apegar neste caso isolado é achar que somos desinformados.
A violência da forma como esta sendo praticada na sociedade é muito mais complexa do que uma simples embriagues de botequim. Estamos falando de crime organizado, de cumplicidade da sociedade que é testemunha de roubos e se cala ou por medo ou por cumplicidade mesmo, estamos falando de altos índices de corrupção envolvendo desde o soldado mal remunerado que permite a entrada do celular no presídio até os doutores juízes que expelem habeas corpus aos montes, principalmente para os bandidos endinheirados (aos burgueses).
O projeto é altamente preconceituoso, pois criminaliza a pobreza e não cria formas de solucionar esse grande problema da humanidade.
Viamão 12 de janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Esta crônica foi o Editorial do Programa Espaço Sindical, na Rádio Santa Isabel-91.7FM de 17/01/2007.
Por um Transpote, realmente Público.
O transporte público compreende os meios de transporte em que os passageiros não são os proprietários dos mesmos, sendo servidos por terceiros. Os serviços de transporte público são de competência do poder público federal, estadual ou municipal que podem conceder, via licitação, a empresas privadas que deve prestar esse serviço a população usuária.
Os meios de transporte são: ônibus, bonde, metrô, trem, balsa, avião, elevador, escada rolante, helicóptero e táxi. Os mais usados no Brasil pela população pobre é o ônibus, o metrô e o trem que deveriam ser de boa qualidade, seguros e rápidos, mas o que vimos são equipamentos sucateados, trabalhadores mal remunerados, sob constante pressão dos patrões e com excesso de horas trabalhadas.
Os representantes do poder público na sua grande maioria em vez de zelar pelo bom aceso do povo nesse tipo de serviço fazem justamente o contrario, ou seja, zelam por manter o “equilíbrio econômico” dos proprietários das empresas prestadoras desse serviço.
Infelizmente essa é a realidade de todo o trabalhador que sai de madrugada de sua casa para poder chegar no horário no local de trabalho, gastando para isso em torno de duas horas para ir e mais duas horas para retornar ao seu lar.
Há possibilidades concretas de mudar essa realidade, basta para isso os governantes deixarem de fazer obras faraônicas e super faturadas como as linhas dos metrôs de São Paulo que desde os governos de Maluf vem causando acidentes catastróficos com inúmeras vidas perdidas e também catástrofes financeiras irrecuperáveis pelo poder público local.
Nossos Prefeitos e Governadores deveriam se empenhar em construírem meios de transporte de massa que propiciasse aos seus usuários qualidade, rapidez e segurança.
Aqui no Rio Grande do Sul temos a Trensurb empresa pública federal que está há vários governos para iniciar a extensão de sua linha até a cidade de Novo Hamburgo, iniciar as obras da linha dois da Trensurb via Avenida Assis Brasil para atender as cidades do vale do Gravataí. E também tem condições de ser criada uma proposta de uma terceira linha da Trensurb ligando POA até Quintão passando aqui por Viamão tendo em toda a sua extensão estações de embarque e desembarque facilitando a vida de milhares de pessoas que se deslocam para trabalhar na capital dos gaúchos.
Propostas como essas devem ser debatidas pela população e a partir daí mobilizarmos toda a sociedade para em conjunto fazer pressão em nossos eleitos para que projetos como esses saiam do papel. Outro projeto que baratearia o valor da passagem é o aeromóvel que há décadas está parado sem nenhuma iniciativa da Prefeitura de POA ou o Governo do Estado em fazer com que se concretize esse outro meio de transporte público que segundo informações é movido pelo ar.
Ou será por isso que ainda não saiu do papel? Porque não é “viável economicamente” para as multinacionais do petróleo, dos pneus ou para as empresas de ônibus que monopolizam o mercado do transporte de passageiros.
Entre todos os serviços públicos o transporte coletivo é um dos únicos, se não o único que é pago pelo usuário. Na Europa e em varias capitais brasileiras há grandes mobilizações pelo direito a tarifa zero o que significa inverter a lógica atual afirmando que os beneficiários com esse serviço público são os usuários, portanto deve ser custeado pelo poder público.
Pense nisso!!!
Viamão 26 de janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Os meios de transporte são: ônibus, bonde, metrô, trem, balsa, avião, elevador, escada rolante, helicóptero e táxi. Os mais usados no Brasil pela população pobre é o ônibus, o metrô e o trem que deveriam ser de boa qualidade, seguros e rápidos, mas o que vimos são equipamentos sucateados, trabalhadores mal remunerados, sob constante pressão dos patrões e com excesso de horas trabalhadas.
Os representantes do poder público na sua grande maioria em vez de zelar pelo bom aceso do povo nesse tipo de serviço fazem justamente o contrario, ou seja, zelam por manter o “equilíbrio econômico” dos proprietários das empresas prestadoras desse serviço.
Infelizmente essa é a realidade de todo o trabalhador que sai de madrugada de sua casa para poder chegar no horário no local de trabalho, gastando para isso em torno de duas horas para ir e mais duas horas para retornar ao seu lar.
Há possibilidades concretas de mudar essa realidade, basta para isso os governantes deixarem de fazer obras faraônicas e super faturadas como as linhas dos metrôs de São Paulo que desde os governos de Maluf vem causando acidentes catastróficos com inúmeras vidas perdidas e também catástrofes financeiras irrecuperáveis pelo poder público local.
Nossos Prefeitos e Governadores deveriam se empenhar em construírem meios de transporte de massa que propiciasse aos seus usuários qualidade, rapidez e segurança.
Aqui no Rio Grande do Sul temos a Trensurb empresa pública federal que está há vários governos para iniciar a extensão de sua linha até a cidade de Novo Hamburgo, iniciar as obras da linha dois da Trensurb via Avenida Assis Brasil para atender as cidades do vale do Gravataí. E também tem condições de ser criada uma proposta de uma terceira linha da Trensurb ligando POA até Quintão passando aqui por Viamão tendo em toda a sua extensão estações de embarque e desembarque facilitando a vida de milhares de pessoas que se deslocam para trabalhar na capital dos gaúchos.
Propostas como essas devem ser debatidas pela população e a partir daí mobilizarmos toda a sociedade para em conjunto fazer pressão em nossos eleitos para que projetos como esses saiam do papel. Outro projeto que baratearia o valor da passagem é o aeromóvel que há décadas está parado sem nenhuma iniciativa da Prefeitura de POA ou o Governo do Estado em fazer com que se concretize esse outro meio de transporte público que segundo informações é movido pelo ar.
Ou será por isso que ainda não saiu do papel? Porque não é “viável economicamente” para as multinacionais do petróleo, dos pneus ou para as empresas de ônibus que monopolizam o mercado do transporte de passageiros.
Entre todos os serviços públicos o transporte coletivo é um dos únicos, se não o único que é pago pelo usuário. Na Europa e em varias capitais brasileiras há grandes mobilizações pelo direito a tarifa zero o que significa inverter a lógica atual afirmando que os beneficiários com esse serviço público são os usuários, portanto deve ser custeado pelo poder público.
Pense nisso!!!
Viamão 26 de janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
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