Quem sou eu

Minha foto
Viamão, RS, Brazil
Trabalhador, de Esquerda e Socialista!

Total de visualizações de página

Postagem em destaque

  A grande mídia silencia perante os avanços da Mulher na  sociedade brasileira e  na produção científica que produz  vida de forma gratuita...

1 ª CVS RS

1 ª CVS RS
Fetag RS

O Nosso Estado.

O Nosso Estado.
Rio Grande do Sul

sexta-feira, 2 de março de 2007

Lula e o mercado.

O povo brasileiro nem tinha sambado nos sambódromos em fevereiro de 2007 e os recadistas da direita se aproveitavam para criticarem o PAC, plano de crescimento divulgado pelo Presidente Lula.
Esses representantes criticam o plano naquilo que não lhes interessa, criticam que o governo federal vai reajustar o salário mínimo de acordo com o índice de inflação mais o crescimento do PIB, ou seja, tudo aquilo que foi produzido no Brasil no ano anterior.
Criticas como essa comprovam que a classe proprietária brasileira não quer repartir nenhum tostão de seus ganhos com os trabalhadores. Reclamam do governo que as isenções concedidas pelo PAC ao setor privado são insuficientes para estimular o tão esperado crescimento econômico que desde os verdes anos de Delfim Neto, Ministro da ditadura, está sendo aguardado para ser dividido o tal do bolo que nunca cresce.
E foi com ironia que Delfim publicou um artigo onde tenta colocar Lula contra Chaves dizendo que: “Lula nunca foi aprisionado no dogmático marxismo de pé quebrado.” Afirmações como essa são o reflexo do avanço da esquerda na América Latina que tem sua maior liderança na figura de Hugo Chaves, Presidente da Venezuela, seguido pelos Presidentes da Bolívia e mais recentemente do Equador que aplicam em seus países uma economia socialista onde as decisões partem da efetiva participação do povo.
Delfim se esquece de lembrar aos mais jovens que durante os verdes anos da ditadura ele era peça fundamental na aplicação da política econômica que tanto dilapidou o patrimônio público do país e do seu silêncio frente às atrocidades, ainda impunes, realizadas pelos generais da época.
Apesar desses e de outros “formadores de opinião” dizer que Lula entregou-se a “ortodoxia” ou de que ele está “convertido ao mercado”, eles sabem e temem o seu governo, por ser um governante que tem respaldo popular de um país continental, com a maior economia das Américas. Por esses motivos o Governo do Presidente Lula deixa a direta capitalista em sobre saltos constantes, amedrontada com uma possível rebeldia presidencial.
Aqueles, como Delfim, que cobram de Fidel e de Chaves democracia, nos tempos da ditadura bateram palmas para tudo que advinha dela, mas quando se fala em revisar a constituição a favor do mercado é democrático. A favor das maiorias excluídas, é ditadura.
A grande imprensa empresarial faz o jogo dos patrões quando conceitua a democracia, ou seja, a democracia para a direta é igual a ela governando; quando ela não está no governo, é sempre ditadura.
Quando a iniciativa privada desmonta o Estado é democracia. Quando o povo reage elegendo um governo que é contra isso e a favor dos excluídos, é ditadura.
Enfim tudo aquilo que digamos contra aos interesses da classe dominante vai se divulgado pela imprensa como sendo uma falta de democracia, a não ser que a ditadura de Estado seja favorável ao capital como é a economia chinesa que tem um governo comunista que explora seu povo para beneficiar uma casta dirigente e os especuladores da bolsa de valores. A isso a imprensa burguesa informa como se fosse normal, correto e democrático.
Liberdade para eles é: falarem o que quiser dos outros, mas quando os outros falam contra eles é que estão querendo tolher a liberdade de imprensa e, portanto não é democrático, é ditadura.
Fiquem sempre atentas (os) as informações e as opiniões que chegam até você. Faça você o seu julgamento livremente.
Viamão 02 de março de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br

Mulheres em Ação.

Entra ano e sai ano e parece que as coisas ficam cada vez pior, violência é o substantivo que melhor simboliza todos os nossos problemas.
A violência não é uma doença, como insistem em afirmar algumas autoridades, mas é a causadora de varias doenças que por vez encarecem os serviços públicos de saúde e prejudicam a todos nós.
Frente a esse quadro catastrófico que nos é apresentado a cada dia nesse 8 de março as Mulheres de todo o Mundo irão sair às ruas mais uma vez para protestar e reivindicar direitos para si e para toda a humanidade.
A luta das Mulheres vai alem da importante defesa das questões relacionadas ao gênero e com inteligência e perspicácia se transforma em mais uma frente de lutas de Mulheres e Homens em devesa da plena cidadania humana.
E essa grande sacada se dá aqui em nossa Viamão quando a Coordenadoria da Mulher promove em conjunto com a Rede de Atenção a Mulher, Secretaria Municipal de Saúde e com o apoio da Prefeitura Municipal o dia Internacional da Mulher. As atividades vão desde a atenção a saúde feminina, bem como palestras sobre a recente criada Lei Maria da Penha e atividades culturais com musica na praça e exposições das Mulheres artistas de Viamão.
Mas, usando uma gíria do futebol para melhor retratar as atividades, o golaço, se dá no lema escolhido para o evento: “Quem gera a vida, não mata, nem desmata. Mulheres em defesa da ecologia.”
Com essa definição as Mulheres de nossa cidade dão uma enorme demonstração de visão sobre as reais necessidades da população, não limitando a luta a meras questões coorporativas.
Quando estabelecem o lema atendem lutas importantes estabelecendo a acirrada defesa da vida como pré suposto básico de toda a existência onde ficam englobadas as lutas pelo fim da violência sofrida pelas Mulheres, jovens, idosos e homens.
As Mulheres ao fazerem uma opção pela vida compram uma boa briga pela rejeição da pena de morte, contraria a redução da maioridade penal e em defesa da preservação da natureza. Pois ecologia significa “o estudo dos ecossistemas”, ou seja, o lugar onde nós vivemos, a nossa casa que dela faz parte o nosso quintal, o arroio que corre nos fundos, a praça, as árvores do bosque que assamos o churrasco nos finais de semana.
A defesa da Amazônia cruelmente atacada a todo instante e a defesa de uma alimentação saudável para nós e para os nossos filhos livres de transgênicos. Essas lutas são a demonstração de amplitude desse 8 de março muito bem encaminhado pelas valorosas companheiras/lutadoras de nossa cidade que iniciaram mais essa caminhada no dia 5 de março e que se estenderá até o dia 12 com atividades em todos os distritos de Viamão.
Sendo marcado pelo grande ato do dia 8 em frente à 3ª DP, pda 43, onde chamaram a atenção sobre o descaso do governo do Estado que deixou de enviar em torno de 300 mil reais para a construção da casa de passagem da mulher vitima de violência no ano passado. Verba essa definida na consulta popular do ano de 2005 e pela falta de estrutura da Delegacia da Mulher junto a essa DP que foi sucateada pelo governo Rigotto e ainda esquecida pelo governo Yeda/Feijó que até o momento só faz propaganda sobre a segurança pública.
Boa luta companheiras!!!
Homens de luta, essa também é nossa.
veritasantos@brturbo.com.br

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Na Geral.

Temos que estar sempre atentos quando lemos, ouvimos ou assistimos aos noticiários. Preste atenção quando as noticias são referentes à Prefeitura de Porto Alegre ou ao Governo estadual.
Outro dia, li que a Prefeitura de Porto Alegre está se gabando de fazer uma gestão muito enxuta, muito econômica.
Ao que parece, a Prefeitura de Porto Alegre está satisfeita com sua atuação, pois vou dizer: nunca, desde que os casais açorianos chegaram ao canal onde os escravos ergueriam a Ponte de Pedra, em 1845, nunca, desde então, Porto Alegre esteve tão ruim como está agora.
Você duvida? Então observe! Nunca houve tanta gente abandonada nesta cidade, nunca se viu tantos mendigos esmolando pelas esquinas, tantos sem-teto dormindo debaixo das marquises, famílias morando dentro de canos, gente emergindo dos esgotos feitos ratazanas subnutridas, e pior, muito, muitíssimo pior: nunca houve tantos meninos e meninas vagando sozinhos pelas ruas, de pés descalços, imundos, ranhentos, tratados como cachorros nas sinaleiras. Essa é a gestão da Prefeitura de Porto Alegre.
No segundo final de semana do mês de fevereiro, um jornal de grande circulação da capital publicou por três dias consecutivos a historia da vida do seu Renato Luccas e de sua família que estavam morando em um cano. A reportagem enfoca sensacionalisticamente o drama do casal e de seu filho desconsiderando as causas que lhe proporcionaram estar daquele jeito.
O editor não questionou se a família do desabrigado era só ele, a esposa e o menino Douglas. Você pode indagar o que tem a ver para o editor essa informação? Para o jornal, digamos que não tenha nenhuma importância, mas para o Conselho Tutelar tem, para a FASC tem e para o Estado também tem.
Ao fazer essas pesquisas saberiam que o seu Renato é pai de mais de dez filhos e filhas, que duas jovens já passaram pela FEBEM e quatro estão abrigados atualmente em um abrigo da Fundação de Proteção Especial do Rio Grande do Sul. Isso as que eu conheço. E o mais grotesco descuido estatal se dá quando não trata primeiramente a doença que aflige o seu Renato, o alcoolismo.
Enquanto esse senhor não for tratado contra o vicio do álcool, ele não vai conseguir se estabilizar na condução de sua vida e de seus dependentes e vai trocar por cachaça a casa que dizem que lhe deram como já vez em outras oportunidades.
É pensando e sabendo disso, nesses meninos, nessa gente abandonada, que me irrito com o debate que mais uma vez a imprensa escrita e falada pautou no país, desde a morte brutal do pequeno João no Rio. Pois, sempre que acontece esse tipo de aberrações criminosas provocadas por pobres e negros só se fala em construção de presídios, em aumento do rigor das punições, em mudança do código penal, pena de morte e redução da idade penal para jovens.
Mas quando os assassinos são de “alta classe”, como no caso de Suzana Richohofen, onde ela planejou a morte de seus pais sempre aparece alguém de peso para relativizar o acontecido dizendo que a jovem tem problemas emocionais. Outro exemplo é o caso da morte do índio pataxó que foi barbaramente assassinado, literalmente assado, pelos “pleibois” brasilienses quando o feito foi desqualificado por “respeitável” Juíza do DF que mencionou que os rapazes queriam “brincar” como o índio. Aí eles se esquecem de condenar exemplarmente os criminosos ricos. Esta é a prova cabal de que há no Brasil uma ferrenha luta de classes, de um lado os pobres, lutando para sobreviver e de outro os ricos explorando os pobres e sustentando o trafico de drogas e a corrupção neste país.
O telespectador chocado com todas essas barbáries vê inertes os “formadores de opinião” discutir as conseqüências, esquecendo-se propositadamente das causas. A idéia é punir quem faz. Não evitar que se faça. É possível evitar que se faça. Basta tirar esses meninos das ruas. Basta que a gestão seja voltada para as pessoas, não para o balanço contábil.
O Brasil clama por rigor contra o crime? Eu também. Sejamos rigorosos contra o crime antes que o crime seja cometido. Em vez de confinar menores nos presídios, vamos OBRIGÁ-LOS a ir para a escola. Em vez de lutar para que a legislação permita a detenção de meninos de 16 anos, vamos lutar para que a legislação torne OBRIGATÓRIA a internação de TODAS as crianças na escola, o dia inteiro. Inclusive o filho do rico. Inclusive o seu filho, minha senhora. Vamos criar uma legislação que determine que o tratamento de viciados deva ser COMPULSORIO E DEVER DO ESTADO e com campanhas como às realizadas contra a AIDS. Não há dinheiro para tanta coisa?Há, sim. Existe disposição na comunidade para um projeto de salvação nacional. Existe solidariedade de sobra no Brasil. Os jogadores de futebol são exemplos notórios, tantos deles que montam instituições de caridade, que querem, mas não sabem como ajudar. Se o Estado não tem recursos, o Estado deve deixar de pagar a divida interna e externa para salvar o povo e tem liderança para orientar as pessoas com vontade de ajudar, para mobilizar a comunidade, os empresários, os trabalhadores, nós todos.
Eu acredito que seja possível. Desde que se queira.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 16 de favereiro de 2007.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Juventude.

A juventude ou a adolescência é o melhor período da vida, mas iremos descobrir isso depois que passou, às vezes, sendo muito tarde para recuperarmos o que possamos ter deixado de fazer ou de ter feito de forma errada.
A definição técnica desse tempo de nossas vidas aponta como sendo o período de mudanças da puberdade, ou seja, a transição entre a infância e a fase adulta que se inicia. Mas, nas ultimas décadas a adolescência vem sendo considerada o momento mais importante do desenvolvimento de uma pessoa porque é nele que fica registrada a imagem corporal definitiva e a estruturação da personalidade a qual levaremos para o restante de nossas vidas.
É neste período que fizemos as nossas descobertas, descobrimos a nós mesmos; é a partir e após de muita indecisão que escolhemos o que queremos ser profissionalmente. É o tempo das grandes paixões e das grandes lutas, somos revoltados como tudo e com todos (sentimentos que voltaremos a ter outra vez após os 40 anos).
A juventude por ser esse período de descobertas nos coloca em situações que nossa prudência não é considerada e por não conhecer todos os riscos que teremos que enfrentar, nos coloca em situações embaraçosas ou às vezes de perigo eminente.
Na atual sociedade em que vivemos os jovens principalmente, são bombardeados por verdadeiras guerras midiáticas impondo-lhes “modelos” de como se devem portar frente a sua comunidade ou grupo social.
A impaciência com a lentidão do mundo dos adultos e a pressa em querer resolver imediatamente os problemas que acha ter. Faz com que na maioria das vezes acabe se dando mal, em ter optado por relações que julgam benéficas, mas ao conviver mais próximos desses que acha serem seus “amigos” percebe que não são e pode ocasionar em atos de extrema violência.
As dificuldades impostas pela sociedade capitalista fazem com que os nossos jovens se sintam abatidos e desanimados por não ter encontrado retorno para suas reivindicações. A sociedade não lhes oferece oportunidades de lazer, educação e de trabalho o que lhes causa mais revolta.
Essa revolta poder ser o ingrediente decisivo aos jovens que não possuem um ambiente familiar estruturado, pois essas negativas sociais, para ele, são sinais de preconceito e de permanente exclusão social podendo ser utilizada como justificativa para a sua iniciação no mundo da criminalidade.
Outro fator fundamental na formação da juventude e que deve ser observado por aqueles que são os responsáveis por essa fase da vida está localizada e focalizada na limitação atribuída aos jovens. As regras e os limites devem fazer parte da construção da juventude, bem como o oferecimento de bons valores morais e éticos.
Deve-se ter cuidado para não criarmos situações forçadas para as nossas crianças impondo-lhes responsabilidades ou transferindo-lhes sonhos que nós não conseguimos realizar. Uma menina de 8 ou 10 anos deve se vestir como uma menina dessa idade, não como se fosse uma daquelas modelos que as revistas de moda ou as novelas vendem como sendo o biotipo da perfeição ou ainda se o seu filho não é nenhum Ronaldinho, não lhe exija como se ele tem que ser só porque você quer que ele seja.
Então o controle de nossas vontades e possuirmos a autoridade sobre os nossos filhos são fundamentais na sua formação como cidadãos. Se isso for deixado de lado, com certeza o vicio e o crime organizado substituirá a sua autoridade e você perderá o bem mais precioso que temos, os exemplos estão acontecendo diariamente. Você pode ser o próximo!!!!
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão, 12 de janeiro de 2007.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Águas de Janeiro.

Todo ano a historia se repete. Entra governo, sai governo, o sudeste e o nordeste brasileiro são castigados por verdadeiros dilúvios produzidos pela incompetência dos governantes que saíram porque passaram quatro anos sem resolver o problema e dos governantes que entram que também não resolveram o mesmo problema causado pelas enxurradas de verão.
Em especial, São Paulo é o Estado que mais danos proporcionam a seus moradores que sempre se encontram as voltas com as enchentes, ou por causa da ganância da privataria que sempre quer lucrar mais reduzindo custos na execução de obras faraônicas como essa ultima envolvendo o metro.
Tragédias como o desabamento das obras do metrô em São Paulo, ocorrido no dia 12 de janeiro, são responsabilidade das empresas que executam as obras em pouco tempo e com baixos custos, a fim de aumentar seus lucros.
O MAB (Mov. Atingidos por Barragens) tem experiência em acidentes ocorridos em obras executadas por empreiteiras como Odebrecht e Camargo Correa. Segundo o movimento desde outubro de 2005, o movimento denunciava o vazamento na barragem de Campos Novos, localizada na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em junho do ano passado, o vazamento aumentou, esvaziando o lago da barragem e colocando em risco a população da região. A obra era de responsabilidade das empresas Votorantim, Bradesco, Camargo Correa e Companhia Brasileira de Alumínio.
Pense bem. Qual é o objetivo das empresas? É ganhar muito dinheiro. Então, elas se articulam com o Estado, como foi neste caso de São Paulo, onde a própria empresa é que fiscaliza a obra, se favorecendo para ganhar dinheiro e desconsideração os aspectos da segurança, do bem-estar da população.
É isso que tem acontecido. E é contra esse modelo que a população deve lutar o mais urgente possível, porque se não esses acidentes vão ocorrer cada vez mais, vão matar cada vez mais gente, vão destruir cada vez mais o meio-ambiente e aí não adianta fazer campanha na TV para salvar o planeta da catástrofe geral.
São inúmeros os casos de abuso do poder econômico onde esses desastres acontecem e a população que levou a vida toda para adquirir a sua moradia vê-se a espera de indenizações que por anos a fio ficam emperradas em intermináveis processos jurídicos como o caso envolvendo o ex-deputado Sérgio Naia que nunca pagou um tostão aos proprietários do Palace II e o que é pior, Naia está livre para gozar o dinheiro que roubou.
E o que é interessante é que todos os últimos acidentes ocorrem em obras controladas pelo mesmo grupo de empreiteiras, assim foi em de Minas Gerais, onde houve o vazamento de uma mineradora atolando todos e contaminando a água dos rios até o Estado do Rio de Janeiro, já houve no Nordeste, no ano de 2006 ou 2005, o estouro de uma barragem que inundou também cidades.
A Odebrecht, a Alcoa, a Votorantim, esses são os grupos envolvidos nestes desastres e mais uma vez, o chamado consórcio Via Amarela, responsável pelas obras no metrô paulistano, é formado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. O contrato assinado com o governo paulista, na época de Geraldo Alckmin (PSDB), permitia que as empresas fiscalizassem o próprio trabalho. Casualmente, as cinco empresas que formam o consórcio Via Amarela doaram mais de R$ 16 milhões a candidatos nas últimas eleições, de acordo com informações prestadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O atual governador, José Serra (PSDB), recebeu R$ 1,7 milhão somente da Camargo Correa, da Odebrecht e da OAS.
A população deve lutar contra esse modelo de desenvolvimento, em que o Estado, via PPP, se retira de setores estratégicos para o País, entregando toda a responsabilidade para as empresas, que só visam ao lucro.
veritasantos@brturbo.com.br
Viamão 22 de janeiro de 2007.

Quando a violência bate na sua porta.

“Não basta ter Policia, tem que ter investimento”. Essa frase é do Delegado Carlos Miguel Xavier, que foi entrevistado pelo repórter policial, Luiz Carlos Lopes do jornal Diário de Viamão, na segunda quinzena de janeiro.
Cabe parabenizar o Delegado pela coragem de falar o que realmente enfrenta no seu dia-dia na entrevista e ao repórter por ter realizado um ótimo trabalho jornalístico.
As palavras do Delegado Xavier dizem tudo àquilo que todos nós sabemos, mas não temos unidade suficiente para transformar essa realidade em uma luta contra a impunidade e em defesa dos trabalhadores da segurança pública, bem como do próprio serviço público.
Sou prova viva daquilo que o Delegado afirmou em sua entrevista, como todo aquele cidadão que um dia teve que utilizar os serviços de um delegacia onde os servidores das delegacias de nossa cidade ainda datilografam em maquinas que mais se assemelham a peças de museu. Estamos em curso da revolução cibernética e nossos governantes impõem a seus servidores equipamentos obsoletos, alem de lhes remunerarem muito mal.
O Delegado detalha as dificuldades enfrentadas no trabalho pela falta de pessoal, falta de tecnologias de ponta e de equipamentos para o enfrentamento contra o crime organizado. Com clareza aponta a necessidade de mais investimentos sociais para amenizar a violência e o crime onde o desemprego, as drogas e a carência de uma melhor qualidade de vida das pessoas são fatores que elevam os índices da criminalidade, colocando Viamão em quarto lugar entre as cidades mais violentas do Estado.
A violência está batendo nas nossas portas; no sábado 20, mais um jovem de 18 anos, o Buiu, foi estupidamente assassinado no Jardim Universitário e como ele vários outros também o foram e nada aconteceu.
A justiça não foi feita como está acontecendo no caso do assassinato do nosso amigo, sobrinho e filho Marcos Roberto Alf (18 anos) assassinado a sangue frio dentro de sua própria casa no dia 19 de fevereiro de 2006.
Nossos filhos, amigos e parentes estão sendo exterminados pelas drogas e pelos bandidos e a justiça permanece literalmente cega perante essa catástrofe social, inerte sem pelo menos levar os culpados a julgamento.
Mais uma vez venho reivindicar da comunidade viamonense união para que juntos possamos enfrentar a ousadia dos criminosos pressionando as autoridades a cumprirem com o que prometeram proporcionando aos nosso jovens escola, saúde e emprego para que possamos vencer essa dura luta contra as drogas e contra os criminosos.
Viamão 28 de janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br

Tarifa Zero*

Tarifa Zero é o projeto que sintetiza a luta de vários movimentos em todo o mundo adotado principalmente pelo movimento estudantil que se organiza contra o aumento das passagens de ônibus, trem e do metrô e pela implementação do passe livre.
O projeto Tarifa Zero foi apresentado pela primeira vez durante o governo municipal de Luiza Erundina (1989-1992) na cidade de São Paulo, pelo ex-secretário municipal de transportes, Lúcio Gregori que foi duramente criticado pela imprensa empresarial e até por setores do PT que desde aquela época já estavam gostando de ser “poder”.
O projeto vem para inverter a lógica atual, colocando os usuários do transporte coletivo como os verdadeiros beneficiados, dando o mesmo tratamento dispensado em todos os outros serviços público aqueles que utilizam o transporte coletivo.
O Tarifa Zero reivindica para si o mesmo direito que os demais serviços público dispensam a seus usuários. Você quando vai ao postinho de saúde ou quando matricula o seu filho na escola não paga no ato.
O pagamento de todos esses serviços público é pago pelo conjunto de impostos e taxas municipais que são cobradas de todos nós, o único serviço público que nós pagamos quando usamos é a passagem do ônibus.
Para ser como qualquer outro serviço público tem que se ter vontade política do Prefeito da cidade e dos Vereadores para enfrentarem os interesses econômicos/financeiro do empresariado do transporte coletivo de passageiros. Um projeto dessa envergadura requer a criação de um Fundo Municipal de Transportes que deve ter uma percentagem definida no orçamento municipal para pagar os serviços prestados pelas empresas que ganhassem a licitação pública, como é feito com todos os outros serviços públicos em que a Prefeitura não executa diretamente a obra.
Com certeza apareceram vozes contrarias a esse tipo de projeto toca profundamente na concepção de qual deve ser o papel do Estado perante o seu povo. Para implantar o Tarifa Zero deve-se fazer uma reforma tributaria, devido à despeza gerada com a sua implantação, onde se deve cobrar mais de quem tem mais e não cobrar de que não tem nada.
Partindo do conceito de que os beneficiários do transporte coletivo são os proprietários das atividades econômicas da cidade e não os passageiros que não têem outro meio de se locomover para ir ao trabalho, médico ou a até o mercado esse é o meio mais justo que se tem para fazer de fato a verdadeira distribuição de renda na sociedade brasileira.
Aí você já percebeu que um projeto com essa abrangência fere muitos interesses, pois impõe um a reforma tributaria para valer e reformula todas as políticas publicas contrariando a ideologia vigente e nos chamando para cada vez mais nos mobilizar em busca de nossos direitos.*Crônica inspirada na entrevista (o direito à tarifa zero) concedida ao BF (www.brasildefato.com.br) por Lúcio Gregori.
Viamão 28 de janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br

domingo, 28 de janeiro de 2007

Violência.

Novamente a sociedade brasileira está em pânico diante de novos ataques do crime organizado. Desta vez o cenário não é a "terra da garoa" e sim a "cidade maravilhosa" – o principal cartão postal brasileiro, exatamente na alta temporada de verão, gerando graves danos ao turismo. Mais uma vez, alguns políticos, de várias vertentes, lançam suas bravatas e atuam com demagogia para ludibriar a opinião pública. Especialistas de ocasião, sensacionalistas e oportunistas de plantão também aparecem defendendo soluções milagrosas, principalmente pugnando pela elaboração de mais leis que jamais sairão do papel. Certamente, dentro de duas semanas, tudo será esquecido, nenhuma medida será tomada até a chegada de uma nova onda de ataques.
Por outro lado, o crime organizado se aproveita do cenário de desentendimento entre os governantes, da corrupção que toma conta das instituições que deveriam combater o crime, das transições nos governos, da ressaca e do recesso de início de ano e até do turismo do verão para impor o terror e depois negociar uma trégua. Em São Paulo, um dos ingredientes que motivou a atuação do crime organizado, além de alguns dos citados acima, foi o período pré-eleitoral, quando os governos ficam totalmente perdidos e tudo se torna motivo para disputas e ataques recíprocos. No Rio de Janeiro atuam as milícias criminosas com a conivência da polícia. Em São Paulo atuaram os grupos de extermínio, também com a complacência das forças policiais.
O poder público restringiu a fiscalização que poderia ser realizada por organizações de direitos humanos, impedindo a entrada de muitos de seus representantes nas prisões. Contando com a corrupção corrente nos vários escalões do sistema prisional, a organização de detentos se transformou realmente numa facção criminosa sustentada por crimes e contravenções dentro e fora do sistema penitenciário, explorando presos e seus familiares, fortalecendo e se abastecendo do tráfico de drogas, impondo medo, terror e mortes aos seus desafetos e até para seus próprios seguidores, ganhando alguns adeptos na advocacia, o funcionalismo público do sistema prisional, nas polícias e em variados segmentos da sociedade. Somavam, assim, todos os ingredientes do que podemos definir como crime organizado.
Diante do crescimento da organização criminosa, o Estado se manteve praticamente inoperante e até colaborou indiretamente para o seu fortalecimento instituindo e reconhecendo "líderes", "vozes" e "faxinas" no sistema prisional. Mantendo um constante diálogo com negociações e acordos recíprocos. Para o próprio Estado sempre interessou que os próprios detentos estabelecessem sistemas de autogestão do controle interno. Isso sempre foi muito mais cômodo. Realmente é mais fácil garantir trabalho, boa alimentação, aparelhos de TV, condições de estudo e assistência judiciária para alguns do que para todos. Quando não, com a corrupção, a entrada de drogas, dinheiro e celulares. E, assim, negociar com esses poucos "privilegiados" para que eles controlassem os demais. Essa rotina manteve uma aparente calmaria no sistema por alguns anos. Durante esse período, as autoridades divulgavam com orgulho a diminuição de fugas e as poucas rebeliões. Também davam publicidade a desativação de carceragens em delegacias e a inauguração de novos estabelecimentos penitenciários considerados modelos. Porém, o crime organizado nos presídios cresceu rapidamente conforme a ambição das lideranças antigas e emergentes da facção criminosa majoritária, fugindo totalmente do controle do Estado. Vários sinais demonstraram isso antes dos ataques contra as forças policiais em maio de 2006. A principal prova de força do grupo criminoso ocorreu na megarrebelião de fevereiro de 2001, que envolveu 29 presídios no Estado de São Paulo, na qual o centro da articulação foi o complexo penitenciário do Carandiru.
Aqui no RS “O novo jeito de governar” diz que a violência é um problema de saúde.
Não se surpreendam, ao entrar em alguma farmácia do RS, se o vendedor lhes oferecer Pílulas Antiviolência. O "novo jeito de governar" de Yeda Crusius inclui a descoberta de que a violência não tem causas sociais, tem causa viral.
A governadora e o secretário da saúde Osmar Terra já anunciaram seus planos para acabar com a violência. Enquanto a Brigada Militar trabalha no trabalho "repressivo" (palavra usada por Osmar Terra), correndo atrás de quem já está infectado, a Secretaria da Saúde cumprirá seu papel imunizando as pessoas e livrando-as desse maligno vírus que já é tratado como epidêmico.
Talvez, até o fim do governo Yeda já tenhamos o selo "Zona Livre de Violência", nos mesmos moldes das "Zonas Livres de Febre Aftosa".
Nem Yeda Crusius, nem seu partido, PSDB, nem seu secretário da saúde podem acreditar de verdade naquilo que estão apregoando por aí.
Nesse caso, só posso concluir que depois de caírem às teses biológicas e genéticas da violência, estão tentando criar uma tese bacteriológica que, provavelmente, desenvolve-se nos morros, nas favelas e nos guetos do RS.
Como pudemos conviver tanto tempo sem esse "novo jeito de governar"?
Vou ficar esperando ansioso o anúncio de que desemprego é contagioso e de que fome é apenas um distúrbio causado pela bipolaridade estomacal.
A proposta divulgada na imprensa do Rio Grande pelo secretário de saúde Osmar Terra, no ultimo dia 11 de janeiro de 2007 onde ele afirma que a violência é uma doença, uma epidemia.
Sinceramente, eu queira concordar com o secretário, mas não posso ser simplista a esse ponto e aceitar que a violência se tornou uma doença epidêmica e que para curá-la basta ser medicado e ficaremos livres desse mal que assola a sociedade brasileira, em especial, os mais pobres.
A proposta do “belo programa” tem como fato gerador dos casos de violência o consumo de álcool que realmente é uma doença, bem como todas aquelas derivadas dos vícios, mas se apegar neste caso isolado é achar que somos desinformados.
A violência da forma como esta sendo praticada na sociedade é muito mais complexa do que uma simples embriagues de botequim. Estamos falando de crime organizado, de cumplicidade da sociedade que é testemunha de roubos e se cala ou por medo ou por cumplicidade mesmo, estamos falando de altos índices de corrupção envolvendo desde o soldado mal remunerado que permite a entrada do celular no presídio até os doutores juízes que expelem habeas corpus aos montes, principalmente para os bandidos endinheirados (aos burgueses).
O projeto é altamente preconceituoso, pois criminaliza a pobreza e não cria formas de solucionar esse grande problema da humanidade.
Viamão 12 de janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br
Esta crônica foi o Editorial do Programa Espaço Sindical, na Rádio Santa Isabel-91.7FM de 17/01/2007.

Por um Transpote, realmente Público.

O transporte público compreende os meios de transporte em que os passageiros não são os proprietários dos mesmos, sendo servidos por terceiros. Os serviços de transporte público são de competência do poder público federal, estadual ou municipal que podem conceder, via licitação, a empresas privadas que deve prestar esse serviço a população usuária.
Os meios de transporte são: ônibus, bonde, metrô, trem, balsa, avião, elevador, escada rolante, helicóptero e táxi. Os mais usados no Brasil pela população pobre é o ônibus, o metrô e o trem que deveriam ser de boa qualidade, seguros e rápidos, mas o que vimos são equipamentos sucateados, trabalhadores mal remunerados, sob constante pressão dos patrões e com excesso de horas trabalhadas.
Os representantes do poder público na sua grande maioria em vez de zelar pelo bom aceso do povo nesse tipo de serviço fazem justamente o contrario, ou seja, zelam por manter o “equilíbrio econômico” dos proprietários das empresas prestadoras desse serviço.
Infelizmente essa é a realidade de todo o trabalhador que sai de madrugada de sua casa para poder chegar no horário no local de trabalho, gastando para isso em torno de duas horas para ir e mais duas horas para retornar ao seu lar.
Há possibilidades concretas de mudar essa realidade, basta para isso os governantes deixarem de fazer obras faraônicas e super faturadas como as linhas dos metrôs de São Paulo que desde os governos de Maluf vem causando acidentes catastróficos com inúmeras vidas perdidas e também catástrofes financeiras irrecuperáveis pelo poder público local.
Nossos Prefeitos e Governadores deveriam se empenhar em construírem meios de transporte de massa que propiciasse aos seus usuários qualidade, rapidez e segurança.
Aqui no Rio Grande do Sul temos a Trensurb empresa pública federal que está há vários governos para iniciar a extensão de sua linha até a cidade de Novo Hamburgo, iniciar as obras da linha dois da Trensurb via Avenida Assis Brasil para atender as cidades do vale do Gravataí. E também tem condições de ser criada uma proposta de uma terceira linha da Trensurb ligando POA até Quintão passando aqui por Viamão tendo em toda a sua extensão estações de embarque e desembarque facilitando a vida de milhares de pessoas que se deslocam para trabalhar na capital dos gaúchos.
Propostas como essas devem ser debatidas pela população e a partir daí mobilizarmos toda a sociedade para em conjunto fazer pressão em nossos eleitos para que projetos como esses saiam do papel. Outro projeto que baratearia o valor da passagem é o aeromóvel que há décadas está parado sem nenhuma iniciativa da Prefeitura de POA ou o Governo do Estado em fazer com que se concretize esse outro meio de transporte público que segundo informações é movido pelo ar.
Ou será por isso que ainda não saiu do papel? Porque não é “viável economicamente” para as multinacionais do petróleo, dos pneus ou para as empresas de ônibus que monopolizam o mercado do transporte de passageiros.
Entre todos os serviços públicos o transporte coletivo é um dos únicos, se não o único que é pago pelo usuário. Na Europa e em varias capitais brasileiras há grandes mobilizações pelo direito a tarifa zero o que significa inverter a lógica atual afirmando que os beneficiários com esse serviço público são os usuários, portanto deve ser custeado pelo poder público.
Pense nisso!!!
Viamão 26 de janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br

Bilhetagem Eletrônica.

A bilhetagem eletrônica será mais uma “inovação” das tantas que os gaúchos e as gaúchas receberam em breve porque já foi lançado em dezembro de 2006 pelo governo do Estado o Sistema de Bilhetagem Eletrônica da região metropolitana de Porto Alegre o qual está previsto para ser implementado entre os meses de fevereiro e junho de 2007.
Os defensores desse sistema afirmam que o mesmo ira garantir a democratização da mobilidade de um maior numero de pessoas, diminuição dosa valores pagos devido à integração entre as linhas, em fim um monte de promessas.
Essa proposta já é antiga; aqui no Estado o então governador Collares construiu, no final do seu mandato, varias estações de transbordo que serviriam de pontos de embarque e desembarque de passageiros onde muitas dessas estações foram depredadas devido ao abando do governo e pela inconsistência do projeto.
Agora vêem outra vez com a mesma proposta adicionada de nova tecnologia que como tantas outras irão gerar mais desemprego e mais precarização do trabalho. Onde cobradores e fiscais de ônibus serão demitidos e outros admitidos por um salário bem inferior ao pago atualmente.
A bilhetagem eletrônica é uma forma automatizada a ser utilizada para recebimento das passagens no ônibus, isto é, as passagens serão pagas através de cartões magnéticos que substituíram o dinheiro e os vales transportes. Ao entrarem no ônibus o passageiro introduzirá esse cartão no equipamento(validadores) que fará a cobrança da tarifa diminuindo do total dos créditos que você tem no seu cartão, como se fosse um cartão de telefone que você nunca sabe quando e como são debitados os seus créditos.
Uma das cidades brasileiras que é pioneira na adoção desse sistema é Campinas, que desde 1997 adotou essa novidade, por lá funciona sob controle privado através da Tranasurc que é a Associação das duas empresas que detém o controle do transporte coletivo da cidade. Aqui em Viamão você já pensou, será beneficiada a única empresa existente porque detém o monopólio.
Todas as inovações tecnológicas introduzidas nas nossas vidas em pouco nos beneficiaram, todas elas foram pensadas para aumentar o lucro daqueles que já tem muito dinheiro aja visto os caixas eletrônicos que não reduziram as filas nos bancos, mas reduziram os operadores dos caixas. Os cartões telefônicos também é outra inovação que não dá garantias aos seus usuários, bem como as grandes mecanizações feitas nas montadoras de carros e assim por diante.
Informações que nos chegam de São Paulo e de Minas Gerais, alias, Estados que são exemplo ao governo de Yeda, afirmam que esse projeto é extremamente excludente de mão de obra, pois ocorreu demissões em massa de cobradores e de fiscais a onde esse sistema foi implementado.
Mais uma vez nossos “governantes” vem com propostas que penalizam os trabalhadores e beneficiam os patrões. Bem que poderiam propor na área do transporte coletivo propostas que realmente melhorariam a vida de todos quando fossem adotado o transporte publico de trens de superfície(Trensurb), imagine um trem que ligue Quintão até Porto Alegre com estações por toda a RS 40 e a adoção da tarifa zero onde a passagem seria paga pelo poder público.
Viamão 26 de Janeiro de 2007.
veritasantos@brturbo.com.br

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Educação!

É a saída.
Um país que não propicia educação ao seu povo sempre será um país de escravos. Isso todo mundo sabe, mas ninguém faz nada para que essa realidade se transforme.
Se deixarmos para nossos governantes não passaremos de uma simples transferência de recursos públicos (nossos) para os donos das faculdades privadas, via os pró-unis, e ainda ficaremos gratos por mais esse grandioso programa governamental.
De acordo com a ultima pesquisa do IBGE no RS existe mais 650 mil analfabetos, isso que somos o Estado mais culto do país.
O direito a educação e uma nova proposta educacional têm que vir juntamente com o protagonismo do povo por meio de suas entidades, ou seja, tem que nascer das lutas e das realidades do povo brasileiro.
É um direito que deve nascer com a luta para se ter outros direitos, como: água, terra, moradia, transporte, saúde e muitos outros.
O Brasil desde a sua formação nunca abandono a submissão de ser um país colônia, pensadores como Florestan Fernandes, Caio Prado Jr. e Celso Furtado identificam através de diferentes formas de mudança neste contexto com a necessidade de criação de um Projeto de Nação brasileiro que rompa como o atual modelo econômico tendo duas fases a serem cumpridas. A primeira se refere ao fortalecimento dos mecanismos internos de decisão a respeito de qual modelo econômico que enfrente os problemas que tornaram o Brasil em um país submisso e que produza uma crescente uniformização da sociedade proporcionando o aceso aos direitos básicos a toda a população superando as desigualdades sociais.
A segunda tarefa é a necessidade de superação dos bloqueios culturais impostos pelo patrimonialismo como subproduto do escravismo colonial, negador da humanidade dos sujeitos que naturaliza a negação do direito, assim como da constituição das relações de poder baseados na indistinção entre o publico e o privado que mantém o povo em domínio.
A educação é um processo de formação do ser humano enquanto individuo que se reproduz em diferentes espaços. A escola é um desses lugares cujo papel é o de promover a escolarização e também ações que contribuam nesse processo educativo de forma a contribuir para a formação de toda a comunidade escolar interferindo no meio social e político no qual está inserida.
Para que um projeto novo de educação seja construído haverá a necessidade da atuação de muita gente imbuída desse trabalho, os professores têm que querer fazer a transformação de novas gerações em verdadeiros cidadãos livres da cultura colonialista que atualmente subjuga todo o povo brasileiro. A nova proposta de educação deve contemplar, juntamente com a escolarização, a consciência popular sobre os seus direitos valorizando a sua identidade e os saberes.
No momento em que o Brasil alcançar o índice zero em analfabetismo e seu povo ser protagonista de seus direitos seremos um país livre, seremos um povo autônomo que tem história, enfim que tem cultura e que a respeita, não necessitando de ter exemplos estrangeiros para se espelhar.
Em 21 de dezembro de 2006.
veritasantos@brturbo.com.br



sábado, 20 de janeiro de 2007

O Comércio da Fé.

O Comércio da Fé.

Toda religião quando levada ao absurdo do fundamentalismo ela se torna prejudicial aos seus seguidores, pois a meu ver os seus fiés não percebem os limites e os valores do certo e do errado.

Ao longo da historia humana a religião sempre esteve a serviço de maus governantes servindo como instrumento alienador do pensamento crítico de populações inteiras e de pessoas inescrupulosas que se utilizam da “boa fé” do outro para se beneficiar financeiramente.

Já tivemos em nossa historia recente escândalos envolvendo padres pedófilos e pastores evangélicos enriquecendo a custa de seus humildes seguidores como aconteceu com o bispo Macedo e mais recentemente a Pastora Sônia Hernandes e seu esposo o também bispo Estevam, fundadores da Igreja Renascer que foram presos ao entrarem nos EUA com a bagatela de 56,5 mil dólares subtraídos dos bons e fiés brasileiros.

Segundo o IBGE o Brasil tem cerca de 75% de sua população formada por católicos, portanto uma ampla maioria de pessoas cristãs. Mas esse fato não significa que não se tenha grandes contradições envolvendo a religião, economia e comportamento.

As maiores contradições aparecem nas festas natalinas, que teoricamente seriam para relembrar o nascimento de Jesus.

Mas o Natal, que tem 17 séculos e foi instituído pelo Papa Libério, em 354 dC substituindo as festas pagãs que celebravam a solstício de inverno foi transformado em uma data meramente consumista e pagã, onde a adoração ao consumo é o mais importante. O Natal passou a ser só uma desculpa para se consumir mais, muito mais do que o necessário.

O capitalismo tem aproximadamente uns 250 anos e a desenfreada “vontade de consumir” ou o consumismo surgiu a partir do século passado (XX) com o advento da produção industrial que transforma o que até então era uma produção de subsistência para uma produção em massa que fez gerar um consumo também em massa. No momento em que se produz mais, tem que se vender mais e para que isso aconteça se produz, ou melhor, se induz as pessoas a comprar mais, mesmo sem necessidade.

Aí se criou a propaganda, que gerou uma lógica funesta nas pessoas criando a necessidade do tipo: “compro, logo existo” e o Papai Noel é o símbolo dessa associação entre Natal e consumo.

Essa associação nada tem a ver com o real sentido da data. Segundo o teólogo e filosofo Claudemiro Godoy do Nascimento mesmo a Igreja Católica tendo adquirido territórios na Idade Média e tendo controlado muita riqueza, o lucro sempre foi mal visto pela teologia católica por se tratar de acumulação de bens. (ver BF. Ed.199)

Aponta também que há uma transformação no catolicismo, puxado pelos carismáticos que assumem a teologia da prosperidade, mesma teologia dos grupos protestantes pentecostais que compram o Deus e o Jesus que querem deixando de lado a ética católica da Doutrina Social e a teologia da partilha.

Com ou sem religião os cristãos de boa fé tem sempre que ter em mente de que os ensinamentos do Cristianismo nos dizem para mantermos o espírito natalino partilhando momentos com aqueles que não têm condições ou de celebrarmos a boa colheita ou o novo emprego que saciará a fome do desempregado. Afinal aqui não tem neve para se adorar Papai Noel.

Ou muda-se essa lógica perversa ou se assume na pior das hipóteses o espírito explorador do capitalismo e suas conseqüências como as explorações desenvolvidas pelos Macedos, Sônias e Estevam que sempre estarão à espreita para manipular e explorar um ser desesperado.

veritasantos@brturbo.com.br

Lobo em pele de cordeiro.

Lobo em pele de cordeiro.

Utilizo mais um ditado popular par demonstrar que os fatos que pesquisei apontam para a vida real e de como muitas pessoas se utilizam da ingenuidade dos outros para se passar por bem intencionados, por isso o trocadilho.

Estou falando do recente reeleito governador do Mato Grosso, Blairo Maggi que é considerado pelo movimento ambientalista de ser o garoto propaganda da mentalidade predatória.

Maggi é conhecido como o rei da soja por ser o maior produtor mundial dessa leguminosa, só que para ter esse titulo o seu Estado, no qual ele é governador pela segunda vez, foi por três anos consecutivos o campeão de desmatamento no Brasil, feito que lhe rendeu outro titulo o Motosserra de Ouro, concedido pelo Greenpeace.

Maggi, além de ser governador do Mato grosso é também proprietário de mais de 400 mil hectares, em três gigantescas propriedades e varias outros menores, fornece credito e adquire soja de cerca de 900 outros produtores. Ele é dono do Grupo André Maggi que herdou de seu pai André que participou da abertura da fronteira agrícola no Mato Grosso, onde fundou um império no setor do agronegócio.

E sua ascensão econômica se deu juntamente com a aceleração do desmatamento no Brasil, assim como a sua emergência como potencia agrícola global

Herdeiro desse império, Maggi se coloca como sendo um produtor ecologicamente correto, fato esse que pode confundir toda sociedade brasileira. Não podemos nos enganar com essas atitudes ‘benéficas’ de Maggi, pois é alarmante a quantidade de agrotóxicos que se infiltram na bacia hidrográfica da região, bem como a alta quantidade de cal para neutralizar a acidez do solo, assim como os fertilizantes, pesticidas e herbicidas utilizados nas enormes plantações de soja.

Ah! Não se esqueçamos de uma de suas fazendas, com mais de 80 mil hectares está localizada na nascente do rio Xingu, um elemento de forte preocupação para os povos indígenas que convivem com o envenenamento da água e com a conseqüente mortandade dos peixes.

Na verdade ninguém sabe por quanto tempo os solos ácidos e superficiais da Amazônia podem ser enriquecidos artificialmente e sendo assim a possibilidade de que o fim disso tudo possa ser duas catástrofes, uma ambiental e a outra econômica e tudo isso em nome da insânia ganância de homens como esse que fazem parte a elite privilegiada do país. Esse é o grande risco que corremos.

Mas, não são só os Maggi que lucram com a soja. A John Deere, fabricante americana de maquinas agrícolas esta instalada ao longo da BR 163 onde domina as vendas desse tipo de equipamento, alem da ADM, Bunge e da Cargill, todas as empresas multinacionais americanas que também transformam o verde da soja brasileira e dólares americanos também verdinhos.

Outro fato de que o Governo Brasileiro tem que ficar atento é para como a infinidade de “ONG’s” internacionais que se colocam como defensoras da Amazônia. Vindas de onde vem. Ter precaução, sempre é bom.

veritasantos@brturbo.com.br

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

O que queremos?

O que queremos?

Inicialmente quero afirmar que o debate ora em curso não significa medir quem empiricamente domina os conhecimentos sobre socialismo, comunismo ou outro modo de se viver. Ficando isso claro entre nós quero continuar afirmando que todo o conhecimento teórico que dispomos deve nos servir para incorporá-los a nossa pratica. Se nos reivindicamos socialistas, no mínimo devemos ser solidários e o mesmo serve para a questão da democracia, não a burguesa que está aí, mas a democracia que nasça do debate com a classe trabalhadora e para que isso ocorra requer que as nossas direções partidárias, sindicais e populares estejam imbuídas dessa pratica.

Tendo isso como objetivo, estou claro que já é passado da hora de termos entre nós bem claro a conceituação do que é ser de direita ou de esquerda, que esta intimamente ligado a pratica de cada individuo e a parti desse para a sua entidade. Então companheiros o exemplo de Serra esta colado a direita, pois a sua pratica é de Direita, ou seja, contraria aos interesses da classe trabalhadora (trabalho, distribuição de renda e tantos outros). Não nos é permitido como direção ou como base utilizar dessa dualidade.

Desde que, ainda jovem sem saber muito bem sobre as questões teóricas da política, optei pelo PT sempre compreendi que eu era e sou um individuo de esquerda e isso não significa que não podemos discordar entre nós.

Por sermos uma tendência e estarmos dentro de um partido que mais se a próxima de uma frente política é que me convenço de que em nossas direções devam estar representadas todas as posições filosóficas e ideológicas que formam o conjunto da tendência e/ou do partido.

Nossas diferenças e divergências se concentram explicitamente neste distanciamento entre direção e base, pois também pode ser avaliado como demagógica a simplista definição de que basta se tiver direção ou quadros altamente intelectualizados para que ocorram as transformações que tanto lutamos para que aconteça. As Direções devem estar em permanente contato com a sua base e vice-versa para que o movimento (Partido ou Mov. Popular) esteja em permanente atividade.

Nossa contribuição vai de encontro com a necessidade que temos de realmente refundar o PT e os pensamentos de esquerda nos preceitos revolucionários aproveitando aquilo que de bom que cada um deles apresentou a classe trabalhadora. Um Partido como o PT tem que se recompor proporcionando uma nova estrutura que rompa com essa atual onde os quadros dirigentes e intelectualizados criaram uma classe eletizada que se utiliza do poder para obter privilégios. Um Partido que se reivindica dos trabalhadores tem que romper com essa estrutura verticalizada e se constituir a partir de uma nova organização horizontal e isso não significa ser basista unicamente, isso implica em estar em permanente processo de construção e de organização onde dirigentes e não dirigentes tenha responsabilidades de propor e executar as tarefas que foram decididas por consenso, partindo para um patamar acima daquele representada pela democracia de proporcionalidade.

A partir da refundação de um Partido que realmente tenha interesse em abrigar as massas operarias e como ela fazer as transformações de que a sociedade brasileira precisa, já é passada a hora de propormos as mudanças necessárias para que aconteçam transformações estruturais.

Nossa tarefa deve passar pelo rompimento com essa sociedade em que vivemos onde predomina a economia de acumulação que impede o desenvolvimento de uma sociedade igualitária, na qual as diferenças possam ser reduzidas até o fim das tensões sociais. Um dos caminhos para conquistarmos essas mudanças é fortalecer a educação e entregar a população os instrumentos do conhecimento. È por isso que é fundamental estarmos em partido institucional e com possibilidades concretas de estando no “poder” local direcionar seus esforços para fins coletivos e não individuais os de “grupos de amigos.”

O PT já teve inúmeras experiências administrativas, em especial a Presidência da Republica, portanto devemos dar uma basta aos discursos e iniciar um novo processo de embate com a classe dominante no Brasil é preciso tomar ações concretas, temos que colocar o serviço público realmente a serviço do publico, temos que aprofundar a reforma agrária e a defesa da internacionalização da luta dos povos oprimidos pelo imperialismo norte americano e israelense.

Alem de lutas programáticas, devemos contribuir decisivamente para eliminar a burocracia e a corrupção para se possa construir uma nova institucionalidade. Todas essas lutas devem ser propostas ao povo através das nossas ações enquanto militantes de base, de direções ou como representante do povo a frente das instituições publicas sendo os agentes dessa transformação.

Todos os nossos esforços para avançarmos em nossos governos devem estar intimamente ligados a participação popular na concepção da palavra, onde o povo seja o sujeito das transformações, sendo assim instrumentos como o orçamento participativo deve estar à disposição daqueles que realmente precisam sendo suas demandas sejam realmente executadas.

O PT deve retomar o seu papel dirigente dos governos em que administra e frente ao processo político de transformação da sociedade brasileira em uma sociedade socialista para isso é necessário que trabalhe com afinco na conscientização de seus militantes, dos servidores públicos propondo a mudanças nos valores éticos das pessoas. Todo processo revolucionário requer um partido bem estruturado e para isso nele devemos ter quadros políticos qualificados capazes de dirigir qualquer organização (Foi uma falha quando assumimos os governos, os quadros foram absorvidos e o partido fica a mercê de oportunistas); por isso a necessidade da aproximação entre direção e base.

Um partido realmente revolucionário tem que abdicar das decisões de cúpulas, tudo deve ser discutido com a base (Nós já praticamos isso nos primórdios do PT), tem que ter a participação do povo.

A refundação do PT como partido dirigente passa pelo papel de ser o promotor dos meios de potencializar a democracia e a igualdade na sociedade. E refundar não significa negar o projeto socialista, mas sim reafirmá-lo, aprofundá-lo.

Não se trata aqui de renegar as direções e sim impor uma nova forma de atuação onde a horizontalidade seja pré suposto básico para a sua formação, isto é, outro modo de propor direção e organização onde, repito as bases e suas direções possam deliberar em conjunto.

Quanto a vir assumir um cargo de direção isso deve ser uma preocupação que todo dirigente deve ter em produzir consciência em seus militantes afim de que eles tenham condições de dirigir o partido, a tendência ou o sindicato, criando assim os famosos rodízios coletivos onde todos tenham as mesmas oportunidades e possam assim adquirir experiências. Se isso é fazer o que quiser sem discussão, nós não estamos falando o mesmo idioma, pois a minha tese é justamente o contrario, quanto mais participação, mais democracia e unidade teremos.

E quanto ao subcomandante Marcos, só o fato dele ter esse pensamento já merece a nossa admiração, pois o EZLN teve e tem um papel importante na luta da esquerda da América Latina, bem como Ortega teve durante a revolução Sandinista na Nicarágua, apesar da conciliada que deu após quando foi governo.

Comunismo e anarquismos são estágios superiores ao socialismo, portanto, primeiramente me satisfaço em construir o socialismo sabendo que ele não é o fim, mas o meio de se atingir a perfeição da humanidade em sociedade.

veritasantos@brturbo.com.br

ESCOLI A N°01

ESCOLI A N° 01

Mais uma vez recebi uma carta eletrônica que vou dividi-la com você porque achei que é a pura realidade.

Entrei apressado e com muita fome no restaurante.

Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia atribulado, para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias que há tempos não sei o que são.

Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um suco de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime né?

Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:

- Tio, dá um trocado?

- Não tenho menino.

- Só uma moedinha para comprar um pão.

- Está bem, compro um para você.

Para variar, minha caixa de entrada esta lotada de e-mails.

Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas. Ah! Essa musica me leva a Londres e às boas lembranças de tempos idos.

- Tio, pede para colocar margarina e queijo também. Percebo que o menino tinha ficado ali.

- Ok. Vou pedir, mas depois me deixe trabalhar, estou muito ocupado, tá?

Chega a minha refeição e junto com ela meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir embora. Meus resquícios de consciência, me impedem de dizer.

Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele.

Então ele sentou à minha frente e perguntou:

- Tio o que esta fazendo?

- Estou lendo uns e-mails.

- O que são e-mails?

- São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de maiores questionários desses):

- É como se fosse uma carta, só que via Internet.

- Tio você tem Internet?

- Tenho sim, essencial ao mundo de hoje.

- O que é Internet?

- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender.

Tem de tudo no mundo virtual.

- E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.

- Virtual é um local que imaginamos algo que não podemos pegar tocar.

É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer.

Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.

- Legal isso. Gostei!

- Mocinho, você entendeu que é virtual?

- Sim, também vivo neste mundo virtual.

- Você tem computador?

- Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo, eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome e eu dou água para ele pensar que é sopa, minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, pois ela sempre volta com o corpo, meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de natal e eu indo ao colégio para virar médico um dia. Isso é virtual não é tio???

Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado.

Esperei que o menino terminasse de literalmente "devorar" o prato dele, peguei a conta, e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um "Brigado tio você é legal!".

Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!"

Se for História ou Estória, não importa. O que importa é a Msg.

Você, agora, tem duas escolhas...

1. Enviar esta mensagem aos amigos e amigas ou

2. Apagá-la, fingindo que não foi por ela tocado.

Como pode ver, escolhi a nº. 1.

veritasantos@brturbo.com.br

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

AMAZÔNIA

AMAZÔNIA.

Está na moda falar, ler e ver a Amazônia na TV, só que as novelas ou as varias reportagens sobre o continente verde não se reportam a verdadeira realidade pela qual a floresta passa e o grande risco em que o planeta sofre com a sua destruição.

Com a tal da globalização as grandes corporações nacionais e estrangeiras estão invadindo a Amazônia e acelerando a sua destruição, muitas vidas já tombaram na tentativa de defendê-la, entre vários nos lembramos de Chico Mendes e da Irmã Doroty que morreram porque não concordaram com tamanha destruição.

Nos últimos 40 anos, 20% da floresta amazônica foram derrubadas, isso é mais que em todos os 450 anos anteriores, desde a colonização do país e os cientistas prevêem que outros 20% das arvores sejam eliminadas nas próximas duas décadas se continuar o ritmo destrutivo de derrubada de 150 campos de futebol a cada 10 minutos. Todo esse crime é para que a fronteira agrícola avance em uma terra que a lei é dominada por armas, motos serras e tratores, onde os funcionários e agentes do governo são ineficazes porque são mal equipados, mal remunerados e por isso com grande probabilidade de serem corruptos também.

Ah! E por mencionar estes fatos, você já gravou esses programas, não. Pois bem, grave. Porque daqui a uns trinta ou quarenta anos não veremos mais arvores como as seringueiras ou os jatobás da Amazônia. Estarão todos transformados em moveis luxuosos que foram roubados do nosso país e vendidos a preço de ouro aos europeus e aos norte americano ou simplesmente transformado em carvão para satisfazer a ganância da elite brasileira.

A Amazônia está sendo roubada pela apropriação ilegal de suas terras, possibilitada pela corrupção, por táticas violentas e escrituras forjadas a que se deu um nome especifico para isso de grilagem (nome advindo da pratica de se colocar as escrituras falsas nas gavetas para que os grilos as comecem e assim ficassem com aparência de ser antiga).

Serrarias clandestinas e falsificação de documentos para liberação de madeira são alguns dos instrumentos do desmatamento ilegal da floresta que precisa ser socorrida com urgência. Se o governo federal não intervier com firmeza a lei do coronelismo se manterá, tendo em vista a gritante ausência do Estado Brasileiro naqueles confins.

Chico Mendes e a freira Doroty Stang foram assassinados porque defendiam um modo diferente de explorar a floresta que propunha uma agricultura familiar capaz de permitir a subsistência sem devastá-la e que para isso era preciso organizar os colonos ao longo da Transamazônica em comunidades unidas, combativas e ambientalmente esclarecidas, prontas a enfrentar os violentos bandos de fazendeiros e especuladores interessados em se apoderar das terras. Este modelo deve ser seguido pelo governo federal já no atual mandato do Presidente Lula a bem de que as futuras gerações possam ter a oportunidade que nós tivemos de beber um dia água potável ou de ouvir o canto dos pássaros.

Ou se nada for feito não teremos tempo nem de rezar como vez a Irmã Doroty quando percebeu que a morte era o seu fim: ”Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos” (Evangelho de São Mateus, cap.5) disse a freira antes dos assassinos puxarem o gatilho.

veritasantos@brturbo.com.br

A Farra Continua.

A Farra Continua.

A mídia nacional tem valorizado muito em seus noticiários o fato de parlamentares suplentes assumirem cadeiras no Congresso Nacional durante o período de um mês.

A forma como circulam as notícias, causam a falsa impressão de que foi dado um "jeitinho" para gastar mais um pouco de dinheiro público. Mas as coisas não são bem assim: 1) O Congresso Nacional é formado por 513 Deputados Federais e 81 Senadores e tem previsão orçamentária relativa a esse número de parlamentares, ou seja, não importa quanto tempo ou quantas vezes suplentes assumem, o orçamento é o mesmo; 2) Mesmo havendo recesso (que não significa férias), o país segue não podendo abrir mão do funcionamento de seu parlamento, sob pena de quebrar o equilíbrio entre os poderes.

No processo eleitoral de 2006, mudaram os governos e parlamentos nas esferas nacional e estadual no Brasil. O poder executivo assume no dia 1º de janeiro. Com isso, os parlamentares que se elegeram governadores ou assumiram secretarias nos seus respectivos estados tiveram, obrigatoriamente, que se licenciaram de suas cadeiras no Congresso. Como o legislativo somente muda a legislatura em 1º de fevereiro, obrigatoriamente os suplentes (que também foram votados em 2002 para essa tarefa) devem assumir até o fim de janeiro.

É do jogo e da necessidade democrática. O problema nesse processo é de outra monta. A verdadeira "farra" não está sendo debatida na mídia: Nelson Proença, Deputado Federal eleito pelo PPS aceitou ser secretário de Desenvolvimento do governo Yeda-Feijó no RS; Proença, 4 dias depois de assumir a pasta de Desenvolvimento do Estado, licenciou-se até o dia 1º de fevereiro, deixando o diretor-geral da pasta respondendo "oficialmente" pela Secretaria.

O mesmo caminho foi trilhado por José Fortunati, do PDT. Na lista de suplentes que assumiriam cadeira no Congresso até fins de janeiro, Fortunati licenciou-se da Secretaria de Planejamento da prefeitura de Porto Alegre para poder assumir o "mandato-tampão".

Essa é a morada da verdadeira "Farra de Janeiro". Nelson Proença e José Fortunati abandonam o Desenvolvimento do RS e o Planejamento de Porto Alegre, tarefas que lhes foram confiadas, com o único objetivo de aumentar seus rendimentos à custa de dinheiro público.

E a farra continua aqui no legislativo local também, como somente foi reduzido o numero de vereadores, mas o dinheiro que o executivo manda para a câmara é o mesmo eles arrumam um “jeitinho” de gasta-lo em beneficio próprio. Já teve de tudo, desde estagiário e CC fantasma e agora a Câmara tem uma conta num posto de gasolina de mais R$ 100.000,00 por mês.

A Câmara Municipal de Vereadores tem carro? No que é gasto toda essa gasolina? E os vereadores que contrataram os funcionários fantasmas já foram julgados?

Pois, os dias de 2007 passarão rapinho e em 2008 tem novas eleições que pode reeleger os mesmos de sempre para a imprensa, como sempre, botar a culpa nos políticos novamente e tudo fica assim.

veritasantos@brturbo.com.br

Este texto foi o Editorial do Programa Espaço Sindical de 10 de janeiro de 2007, na Radio Sta. Isabel 91.7FM.

6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.
Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual
Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

A Igreja Matriz de Viamão.
Referência de um Povo.
Powered By Blogger

As 10 estratégias de manipulação midiática, por Noam Chomsky

Neoliberalismo e Globalização. Saiba o que são!

Juizes e suas Mordomias! Isso o JN não mostra.

CHÊ

CHÊ
O Maior Revolucioário que já viveu!!!

Bandeira do nosso time.

Bandeira do nosso time.

Eu sou Gaúcho

Eu sou Gaúcho
Mas,bah! Tche!

fidel

fidel
Um Lider

Saramago disse:

Eu na Internet

Charges que falam por si!!!!

Charges que falam por si!!!!
Sarney

Ataque aos Trabalhadores I

Ataque aos Trabalhadores I
Bm usa cavalaria contra MST em São Gabriel.

Ataque aos Trabalhadores

Ataque aos Trabalhadores
Trabalhadores encurralados pela BM em São Gabriel.

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS
Marcas do tiro de calibre 12, arma da BM do Governo Yeda(PSDB,PMDB,PTB,PP,DEM) - Fotos do rsurgente-

Assassinato de São Gabriel

Assassinato de São Gabriel
Tiro a traição, da BM, mata trabalhador rural em São Gabriel.

A Guerra.

A Guerra.
BM usa armas de guerra contra MST em São Gabriel.

Paim prestigia ato em Viamão.

Paim prestigia ato em Viamão.
Paim observa discurso de Itamar Santos.

E o Congresso?

E o Congresso?
Sarney

Os Congressistas.

Os Congressistas.
Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

Paim em Viamão.
Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.