Quem sou eu

Minha foto
Viamão, RS, Brazil
Trabalhador, de Esquerda e Socialista!

Total de visualizações de página

Postagem em destaque

  A grande mídia silencia perante os avanços da Mulher na  sociedade brasileira e  na produção científica que produz  vida de forma gratuita...

1 ª CVS RS

1 ª CVS RS
Fetag RS

O Nosso Estado.

O Nosso Estado.
Rio Grande do Sul

terça-feira, 31 de março de 2009

Um Governo de Ricos e para os Ricos do RS.



Desde que assumiu em 1° de janeiro de 2007, a Governadora Yeda Crusius adotou como prática a repressão policial contra os movimentos populares do Rio Grande do Sul a fim de aplicar o já valido projeto neoliberal no Estado.

Em 2008 não foi diferente já iniciando com a apresentação, por parte da Governadora Tucana, da proposta do reajuste tributário desmentindo a própria campanha eleitoral de 2006, passando pelo reajuste ZERO aos funcionários públicos; fechamento de escolas públicas e de turmas (enturmação) de estudantes; desrespeito as leis ambientais para beneficiar empresas multinacionais do setor da celulose (as papeleiras) e a proposta de prorrogação dos pedágios por mais 15 anos sem licitação, demonstrando desavergonhadamente o seu perfil preferencial a classe empresarial e industrial seus principais patrocinadores na campanha eleitoral.

Outra marca do dês-governo Yeda (PSDB) foi à corrupção descoberta pela Policia Federal através da Operação Rodin que investigou a subtração de R$ 44 milhões do DETRAN-RS e a fraude na aplicação da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) onde estão envolvidos Secretários de Estado; e a compra inexplicável da mansão/Yeda.

Uma de suas grandes marcas foi à repressão policial às mobilizações dos movimentos sociais, onde sob o comando bestial do então Coronel Mendes, a BM bateu muito nos pobres, nos Sem Terra, nos Pequenos Agricultores, nos moradores de rua, professoras, sindicalistas, e bancários que reivindicaram seus direitos desrespeitados pelo dês-governo Yeda. Essa violência toda atingiu até setores sociais de pouca organicidade como os caminhoneiros que em novembro passado protestaram contra a prorrogação dos pedágios.

Alem dos aliados no Poder Legislativo e na grande mídia empresarial, Yeda e o PSDB contaram com aliados ideológicos importantes no Poder Judiciário e no Conselho Superior do Ministério Público do RS que se posicionou publicamente contrário ao MST; chegando a solicitar a dissolução deste movimento contrariando o papel do Ministério Público que foi criado para proteger e cuidar dos pobres.

Este declínio ideológico do Poder Judiciário-MP comprova a contaminação de todo esse Poder que tem como “Juízes” indivíduos nascidos em berços das velhas estâncias dos latifúndios farroupilhas onde a Justiça é feita por e para os ricos e geralmente está baseada na injustiça para os pobres.

Em setembro de 2008, foi descoberta pelos movimentos sociais a existência da Instrução Operacional n° 6 da BM onde determina que os policiais devam fazer a identificação dos integrantes dos movimentos sociais rurais e urbanos, o monitoramento (espionamento) de suas sedes, evitarem todo e qualquer tipo de protesto ou ocupação nem que para isto seja necessário o uso da força.

Esta ordem relembrou as táticas usadas pelo Exército durante a ditadura civil-militar brasileira tão combatida e comprovou mais uma vez a prática da gestão de Yeda Crusius de aniquilar sindicatos e movimentos sociais.

Tudo bem ao estilo tucano de governar como já sentimos na pele nos dois governos de FHC e nos governos estaduais de São Paulo e de Minas Gerais onde o PSDB impõe essa ação.

Toda essa ditadura é para por em prática o seu programa neoliberal denominado de déficit zero que mantém o Estado endividado, pois apenas alongou sua divida quando adquiriu o tão badalado empréstimo de 1 bilhão de dólares juntamente com as imposições de arrocho do Banco Mundial.

Os quais se podem constatar nas mais de 120 escolas fechadas, na insuficiência de recursos para a saúde implicando na não aplicação dos mínimos constitucionais nestas duas áreas, na falta absoluta de uma política habitacional que amenizasse o déficit do setor evitando tragédias como a que aconteceu na Vila Chocolatão recentemente.

E para piorar ainda mais a vida do povo gaúcho a governadora paulista adotou uma política de desenvolvimento voltado para as grandes empresas, em especial aquelas de celulose como as papeleiras Aracruz Celulose e Votorantim Celulose e Papel que já demitiram mais de mil trabalhadores gaúchos, reduziram investimentos, além dos prejuízos ambientais provocados pela monocultura de pínus e eucalipto.

Esta desastrosa política econômica e a consequente paralisação das empresas de celulose estão entre as principais derrotas do projeto neoliberal da dês-governadora Yeda Crusius.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

A Esquerda e a Crise.



Aqui pelos pampas a forte repressão policial do Governo neoliberal de Yeda Crusius contra os movimentos sociais contribuiu para que fosse formada uma aliança entre os trabalhadores do campo e da cidade.

Essa aliança ficou bastante fortalecida, pois se conseguiu uma articulação que há muito tempo não se tinha devido à fragmentação da esquerda a partir do surgimento de vários partidos políticos de diferentes correntes ideológicas o que provocou a desarticulação da classe trabalhadora.

A esquerda brasileira deve se concentrar na busca da unidade para estimular a construção de um projeto popular para ser apresentado ao povo brasileiro a partir do fortalecimento de alianças como as praticadas durante o ano de 2008 no interior da classe trabalhadora.

Além da construção de um projeto popular a unidade servirá também como forma de superação da fragmentação por que passam as forças de esquerda hoje no Brasil.

Esta unidade se faz necessário para que a classe trabalhadora possa enfrentar o próximo período que será de pressão patronal pela flexibilização dos direitos trabalhistas levando a perda de renda dos trabalhadores.

E para que se possa sair desta sinuca de bico temos como desafio que propor como alternativa a crise econômica um projeto popular de cunho anticapitalista-imperialista que privilegie investimentos públicos em áreas econômicas de maior abrangência social como as de habitações populares, transportes, saneamento básico, saúde e educação entre outras.

Além dessa proposta afirmativa de unidade das esquerdas, esta unidade se faz necessário para o enfrentamento ao Governo Yeda tendo em vista que em 2009, este governo irá seguir tentando buscar a sua reeleição mesmo sem abrir mão de suas políticas neoliberais.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

quarta-feira, 18 de março de 2009

Itamar Santos


Aos camaradas e leitores deste espaço!!!!

Cabe ressaltar que sou um cidadão envolvido com a politica deste os tempo de escola, na Colégio Estadual Júlio de Castilhos. O Julinho, em POA, desde então já se vão mais de 30 anos nesta militancia.

Já fui Diretor Geral da Saúde de Viamão de 1997 até 2000 e vereador de Viamão de 2001até 2004 e atualmente sou funcionário da FUNPERGS (Antiga FEBEM) onde trabalho desde o ano de 1993 como monitor.

Atuo militantemente como colaborador na Rádio Itapuã 89.7 FM com comentários nas 2ª,4ª, e 6ª,as 9:15 min da manhã no programa Noticias do Bairro-www.itapuafm.com.br.

Gosto de democratizar minhas opiniões nas paginas eletrônicas com essa do Espinafrando e nos sitios como: www.portalviamao.com.br , www.melhordetodos.com.br e no www.noticiasdobairro.com.br.

Quero agradecer a todos pela visita e pelos comentários aqui postados.

Saudações Socialistas e Militantes!

Itamar Santos.

domingo, 8 de março de 2009

Transformando a Saúde em Viamão.



A tarefa inicial de mais uma recondução popular do PT e da Frente Popular e com a autoridade que 52 mil votos conferem ao companheiro Prefeito Alex Boscaini é de fomentar a POLITIZAÇÃO DA QUESTÃO SAÚDE e o FORTALECIMENTO DO CONTROLE SOCIAL em Viamão.

O movimento da reforma sanitária traz para o cenário nacional e municipal a discussão de um conceito de saúde ampliado, que se baseia na construção social da saúde, apoiada no fortalecimento do cuidado, na ação intersetorial e na crescente autonomia das populações em relação aos serviços.

Sendo assim, saúde não é a ausência de doença, e tal compreendimento requer pensar políticas e serviços de saúde que operacionalizam com a intencionalidade de mediar processos de autonomia de indivíduos e coletivos; para tanto, torna-se capital que possamos fortalecer a participação social na elaboração das políticas e nos espaços de discussão e deliberação do Estado/Município e da Sociedade através de construção de espaços de diálogo e de acúmulo coletivos dos temas sanitários.

Além de empreendermos esforços para tentar superar o modelo biomédico através da organização de serviço e da atenção em saúde que tenha como eixo a integralidade da atenção.

A politização a saúde é necessária para aprofundar o nível de consciência sanitária da população, alcançar visibilidade necessária para inclusão de suas demandas na agenda governamental e garantir o apoio político à implementação das transformações necessárias.

O Governo Municipal do PT e da Frente Popular deve acompanhar e participar das reuniões do Conselho Municipal de Saúde, além de organizar a sua militância e participar ativamente das Conferências de Saúde, seja para fortalecer o controle social criando os Conselhos Locais de Saúde, ou seja, para disputar a sociedade ao projeto popular de cunho participativo e solidário.

A defesa do SUS é um dos elementos centrais estruturantes do nosso projeto de desenvolvimento para o Brasil que, no limite, busca a defesa da vida das pessoas.

Um Sistema Público de Saúde universal para todos os brasileiros, expresso na norma da saúde como direito de todos e dever do Estado, é a concretização de um projeto social radicalmente democrático, baseado nos princípios da solidariedade social, que defendemos para o país/município, ao contrário de modelos que consagram a exclusão social e são calcados em valores individualistas de mercado.

Dessa forma devemos criar espaços e aproveitar oportunidades políticas para promover iniciativas de defesa dos princípios basilares do SUS e resgatar a relação construída com os movimentos sociais, ampliando a discussão para fora dos limites institucionais do SUS.

Outra maneira de se defender o SUS é a manutenção dos serviços públicos sendo gerido pelo poder público, no nosso caso, pela PMV através de sua Secretaria de Municipal de Saúde.

A defesa de serviços de propriedade pública, com direção e gestão públicas, subordinados a órgãos públicos de sua área de atuação, aos controles públicos externos e internos, às leis que regulamentam as instituições públicas de setor de saúde (leis 8080 e 8142/90), aos princípios da administração pública, com recursos públicos e trabalhadores que são servidores públicos é a garantia da universalidade do sistema.


A sustentação financeira do SUS é outra luta que deve ser enfrentada pelo nosso Governo Municipal ao defender a aprovação definitiva e cumprimento da Emenda Constitucional n.º 29, que disciplina o financiamento das ações e serviços públicos de saúde.

E a aprovação do Projeto de Lei Complementar que regulamenta o controle da alocação de recursos orçamentários, bem como o gradativo aumento do percentual alocado pela União é fundamental para consolidar o Sistema de Saúde no Município e na Nação.

Além disso, é necessária a discussão com a comunidade sobre o financiamento do Setor Saúde frente a não aprovação da CPMF para que possamos apontar alternativas, para que assim seja possível ampliar e qualificar os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde.

Defender o financiamento adequado do SUS pelas três esferas de governo, por meio da regulamentação da EC 29, nos termos do PLP 01/2003, já aprovado pela Câmara dos Deputados, com definição do montante de recursos a serem aplicados pela União negociados com o governo e Revisar tipos e cotas de serviços complementares ao SUS são pontos fundamentais de consolidação deste projeto.

O porte desta luta requer a aglutinação de forças políticas interessadas e defensoras deste projeto político de saúde pública através da união dos Prefeitos e Secretários (as) de Saúde que se estende de Viamão, passando por Gravataí e Canoas até o Vale dos Sinos formando uma poderosa LINHA VERMELHA composta por Governos que detém a hegemonia petista em sua composição.

A nível Nacional este conjunto de administrações populares terão, também, a tarefa de reivindicar a regulação da saúde suplementar junto ao Ministério da Saúde, que por intermédio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), deve ampliar vigorosamente as atividades de ressarcimento ao SUS, previstas na legislação em vigor.

Mediante o cruzamento dos bancos de dados de usuários de operadoras de planos e seguros de saúde e dos bancos de dados de usuários atendidos nos estabelecimentos de saúde do SUS que possuem planos e seguros de saúde.

A nível Municipal é fundamental efetivar um levantamento real junto a Rede de Saúde Municipal de todos os tipos de procedimentos e de exames laboratoriais solicitados/executados em todos os seus grãos de complexidade. Esse trabalho servirá para se preparar para a disputa com o Governo do Estado quanto à definição dos Tetos de Exames de todos os tipos bem como das Especialidades necessárias para que Viamão venha a assumir a Municipalização da Saúde.

A efetivação do SUS como sistema de saúde pública passa necessariamente pela FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS para a saúde.

Uma atenção integral em saúde que desenvolva projetos terapêuticos e de cuidado que considerem fatores sociais, culturais e econômicos necessita que pensemos de forma diferente a construção de conhecimento e tecnologias nas instituições formadoras, nas esferas de serviços e gestão do SUS.

Para tanto, é preciso que se elaborem articulações entre gestão - controle social - serviços de saúde- formação, que se privilegiem espaços de construção de conhecimentos interdisciplinares, trabalho em equipe multiprofissional e a Educação Permanente como metodologia para a construção do conhecimento.


Além disso, ter a Educação Permanente como uma estratégia que permite o desenvolvimento do protagonismo dos trabalhadores na reformulação permanente das práticas de trabalho, na implicação dos trabalhadores na implementação da Reforma Sanitária.

E a revisão da teoria do trabalho em saúde o pode e deve ser feito através convênios com as Universidades públicas, filantrópicas e privadas disponibilizando campo de estagio aos formandos junto a Rede Municipal de Saúde.

Contribuir para o fortalecimento do Controle Social do SUS e pela liberdade e autonomia dos segmentos dentro das conferências e dos conselhos de saúde;

Valorizar e fortalecer parcerias com conselhos representativos da comunidade;

Defender a discussão sobre a geração de tecnologia e insumos para a saúde e a incorporação tecnológica no SUS, com investimento no desenvolvimento de inovações e tecnologias sociais;

Defender a gestão estatal do SUS e o fortalecimento do papel do Estado na prestação de serviços de saúde;

Lutar para que o SUS não seja administrado por gestores e gerentes que não possuam dedicação exclusiva ao sistema público de saúde;

Incentivar e defender a valorização do trabalhador da saúde através da criação do Plano de Carreira especifica e quadro especial promovendo o ingresso neste quadro através de concurso público;

Dar sequência na Reforma Psiquiátrica radicalizando na defesa da atenção à saúde mental fundada na produção da autonomia e da cidadania ativa dos indivíduos e coletividades, promovendo o engajamento dos familiares e da população em geral nesta luta. E ampliar e potencializar os Centros de Atenção Psico-Social (CAPS)-tendo em vista o grande aumento da demanda do município no CAPS Adulto, credenciar o CAPS Infantil e adequar o seu espaço físico;

Ampliar o atendimento de saúde dos povos (indígena, sem terra, quilombolas, GLBT, população em situação de rua, ciganos, etc.;

Introduzir no diagnostico médico a prática da violência em seus vários aspectos em crianças e os adolescentes, nas mulheres e de raça como gravo de saúde;

Implementar e ampliar na rede municipal de saúde a política pública de atenção ao hipertenso e ao portador de diabetes mellitus para combater os elevados índices de mortalidade por cardiopatia isquêmica e de infarto agudo do miocárdio predominantemente causado por hipertensão;

Promover a Informatização da rede de serviços de saúde permitindo o acompanhamento integral ao paciente/usuário do sistema;

Adotar como estratégia de saúde pública o investimento em promoção e prevenção da saúde como inibidor de seus agravos;

Ampliar o acesso dos cidadãos ao sistema de saúde, informando de como se dá o processo;

Adequar e qualificar o transporte de emergência/urgência e social de pacientes;

Ampliar o programa saúde da família (PSF) levando em consideração o espaço físico adequando-o a carga horária dos seus trabalhadores elevando o numero de comunidades atendidas;

Potencializar o programa de atenção a pessoa portadora de HIV desenvolvendo projetos para promoção e prevenção nesta área, hoje existe um laboratório altamente adequado para o atendimento, sendo necessária a contratação via concurso público de mais profissionais e adquirir uma Unidade Móvel para ampliar esse serviço já existente em Viamão;

Manter e Ampliar o Convênio com o Hospital de Viamão, ampliando serviços, principalmente, no pronto-atendimento e/ou criar no mínimo, mais um atendimento 24 horas na Rede Municipal de Saúde com maior aporte de recursos e com garantia de acesso a demanda reprimida do município;

Ampliar a descentralização da gestão da saúde conforme discussão no OP, CMS e conselhos locais de saúde, este processo importantíssimo se dará automaticamente pelo pacto da saúde (municipalização), devendo ser observados os valores repassados ao município pelo Estado e pela União para manutenção deste tipo de sistema;

Descentralização Financeira do Orçamento da Saúde, implementando o Fundo Municipal de Saúde sob a Ordenação de despesas pelo Secretário (a) Municipal de Saúde;

Municipalização Plena do Sistema Municipal de Saúde (pacto da saúde), tendo em vista a necessidade premente desta ação para a consolidação do SUS em Viamão bem como a discusão já estar avançada com o Estado e com a União;

Implementar a política dos idosos observando o cumprimento do Estatuto do Idoso;

Potencializar programa de atenção a saúde da mulher, ampliando o acesso ao pré-natal e atenção ao planejamento familiar, hoje o projeto já está sendo desenvolvido na SMS, com uma Unidade Ginecológica, palestras em conjunto com o Programa Meninas de Viamão e Clubinho do Bebê;

Potencializar programas de prevenção e acompanhamento junto com diagnóstico sobre doenças específicas à comunidade negra a fim de estabelecer o diagnóstico precoce da anemia falciforme com a introdução de exame laboratorial específico no teste do pézinho na rede municipal de saúde;

Permanecer qualificando a acolhida e o atendimento nas Unidades de Saúde no município.

Hoje há a integração de todos os funcionários novo-antigos da SMS, com informações sobre o processo na rede de saúde pública através da realização de capacitações o que deverá ser potencializado sempre a fim de superarmos o modelo biomédico que se preocupa mais com a doença do que com a educação e prevenção para a saúde.

MSN: itamarssantos@hotmail.com

terça-feira, 3 de março de 2009

Fora Roth.



A chiadeira é geral o técnico do Grêmio é muito ruim e no ultimo grenal se confirmou esta máxima em mais uma derrota gremista.

Celso Roth já entrou em campo perdendo por ter escalado um time para não atacar.

No primeiro tempo o time armado pelo ignóbil não chutou uma boa no gol colorado e não saiu perdendo porque tem um excelente goleiro que se chama Vitor, mas bem que poderia ser “São Vitor”. Aliás!!! Dos 14 que entraram em campo ele foi o único que jogou.

Durante todo o jogo a zaga formada por três jerivás, Léo, Rever, e Rafael Marques ficaram plantados no solo como se em seus pés estivesse um grilhão; os caras não ganharam uma da dupla Nilmar e Taison.

Este menino Taison é muito bom, mas é muito debochado e em parceria com Guinazu fizeram o que quiseram com o juiz Gaciba e com os bandeirinhas, eles apitaram o jogo.

E por falar em apitar, o juiz é colorado.

Mas o problema não é o juiz ou os jogadores do Inter. O problema está no banco de reservas do Grêmio e se chama Roth que acabou acertando após o Rui ter errado uma linha de impedimento e o Índio vez o gol colorado.

Ao Substituir Léo por Fábio Santos e Diogo por Jonas e mantendo Jadilson o burro do Celso acertou, realizou o diferente, ousou, arriscou e deu tão certo que logo em seguida gritamos o golaço de Alex Mineiro fez com a escorada do Jonas que acabara de entrar.

Mas, aí vem outra vez a desinteligência do Roth e saca o Jadilson, a jogada pela ponta, o drible a técnica enfim um pouco de futebol e coloca o Héverton.

Lembro-me da frase do Jô Soares: “Bota ponta, bota ponta Têle” em alusão a teimosia do saudoso Têle Santana que em nada se assemelha a burrice do Roht.

Foi nesta troca em que o Grêmio perdeu mais um grenal.

Fora Roht Já!!!!
MSN: itamarssantos13@hotamail.com

Publicado no www.melhordetodos.com.br em 03/03/2009.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Do Nazismo ao Sionismo.



Nossa geração não acompanhou as barbáries cometidas pelo 3° Reich de Hitler contra os judeus durante a 2° Guerra e também não presenciou a formação do Estado Judaico a mais de 60 anos, mas a história se encarregou de nos contar, em parte, como ocorreram as duas praticas fundamentalistas que se espalharam por todo o mundo aterrorizando até hoje gerações inteiras.

As sandices de Adolf Hitler ainda não foram banidas da face da terra, pois há em atividade grupos neonazistas espalhados por todo o planeta saudoso dos ensinamentos de seu mestre que tinha com objetivo central a transformação da humanidade em uma única raça.

A raça ariana, superior, branca, altiva e poderosa que dominaria todos os poderes da sociedade humana que para isso ser alcançado era necessária exterminar o povo judeu que já dominava vários setores produtivos da sociedade capitalista mundial.

Já o fundamentalismo Judaico se justifica até os dias de hoje como sendo o “pobre povo perseguido” que secularmente está à espera da “terra prometida” por Abraão, bem como da “vinda de seu Deus salvador”.

E para isso se utiliza de todos os meios possíveis e imagináveis para atingir o seu o objetivo político/econômico que em muito pouco se diferencia daquele defendido por Hitler. Seu inimigo imediato não é o seu algoz do recente passado, mas seu meio irmão árabe, ou seja, o povo Palestino que se vê em seu território invadido.


Essa guerra inexplicável contra os palestinos advém dos séculos iniciais, contados a partir do nascimento de Jesus Cristos que dividiu os povos árabes entre Cristãos, Mulçumanos e Judeus entre tantas outras crenças fundamentalistas. Guerra esta deflagrada quando Jesus Cristo expulsou os Sábios Sacerdotes judeus que utilizavam os Templos como se fossem seus pontos comerciais, culminando com a entrega de Jesus ao Imperador Pilatos e sua consequente morte na cruz, dados bíblicos que retratam essa passagem histórica.

Ingredientes importantes mantêm essa loucura atualíssima, desta vez sob o patrocínio do nunca ausente EUA e seu poderio político – econômico – militar que sustenta política e financeiramente a política terrorista israelense contra o povo palestino.

O ultimo massacre praticado por Israel contra o povo da Faixa de Gaza que segundo dados oficiais (divulgados pelas agências de noticias internacionais que estão sob controle sionista) já mataram 1.400 pessoas, em sua maioria, civis, incluindo aí centenas de crianças e mais de 5.000 feridos.


Apesar de todos os apelos da ONU para que Israel cessasse os bombardeios a Gaza, a desobediência foi o que imperou. Essa desobediência se justifica devido ao apoio siamês dado pelos governos estadunidenses (Democratas e/ou Republicanos) que veta qualquer sansão aos governantes direitistas israelenses que mantém sob o primeiro um grande lobby.

O lobby sionista mantém uma forte pressão política tanto no Poder Legislativo como no Executivo e Judiciário, não somente através das polpudas “doações” nas campanhas eleitorais, mas através de uma vasta rede de indivíduos e organizações com infra-estrutura para penetrarem em toda instituição possível, governamental ou privada a modo de influenciar, pressionar e/ou defender os interesses israelenses.


O poderoso lobby sionista tem ramificações estratégicas que influenciam o debate no interior do poder de Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário) e através das mídias e das Universidades influenciam o debate público, ou seja, formam opinião pública, convencendo a população estadunidense de que a “causa israelense” é a correta.

Um dos maiores grupos, pró Israel, em solo norte americano é o Comitê de Assuntos Públicos Israel-estadunidense (AIPAC) que possui em torno de 60 mil membros sendo considerado um dos mais poderosos lobby’s de Washington, atrás apenas da Associação dos Aposentados dos EUA.

Quando há campanhas eleitorais esta Associação banca milhões de dólares aos futuros congressistas independente de ser Democratas ou Republicanos desde que apóiem a agenda direitista pró Israel, bem como os candidatos a Presidente.

Portanto Barack Obama, apesar de ser de origem negra e mulçumana, esta comprometido com os objetivos israelenses quando, em um encontro que participou na sede da AIPAC em 4 de julho de 2008, logo após ter sido indicado pelo Partido Democrata como candidato a Presidente dos EUA, prometeu “eliminar” a ameaça representada pelo Irã ao Estado judeu.

Segundo dados de John Mearsheimer e Stephen Walt, escritores do livro The Israel Lobby and U.S Foreign Policy (London Review of Books, março de 2006)-(Jornal BF n°310) o poder do lobby sionista fica mais claro a partir destes números:

Desde a 2ª Guerra Mundial, Israel recebeu dos EUA mais de 140 bilhões de dólares até 2004;

Em 1973, na guerra de Yom Kipur, os EUA enviaram a Israel 2,2 bilhões de dólares em assistência militar de emergência;

Anualmente, Israel recebe 3 bilhões de dólares em assistência direta, número que representa 20% orçamento público americano para a “ajuda externa”;

Israel é autorizado a gastar 25% desta ajuda que recebe na própria indústria de defesa, ou seja, não há retorno as indústrias estadunidenses;

Os EUA já forneceram a Israel aproximadamente 3 bilhões de dólares para o desenvolvimento de sistemas de armamento e de equipamentos de guerra como os helicópteros Blackhawk e jatos F-16;

Desde 1982, os EUA vetaram 32 resoluções do Conselho de Segurança da ONU que eram críticas a Israel. Esse n° é maior que o total de vetos de todos os outros membros do organismo (os EUA têm poder de veto no CS);

Os eleitores judeus representam cerca de 3% da população estadunidense, mas é os responsáveis por levantar 60% dos recursos financeiros destinados às campanhas dos candidatos democratas a Presidência, de acordo com o jornal Washington Post;

Em maio de 2002, após Israel ter invadido novas áreas na Cisjordânia, a Câmara de Representantes dos EUA aprovou uma concessão de 200 milhões de dólares ao Estado judeu, para ser usado no combate ao “terrorismo”. Desde que os terroristas sejam os outros, nunca a ortodoxia judia.

Estes são alguns números onde fica demonstrado o enorme poder exercido pelo Estado judeu junto aos poderes constituídos nos EUA, maior potência bélica e econômica mundial.

O que sobra aos demais países que de igual ao maior peso abrigam em seus territórios colônias israelenses que por analogia agem estrategicamente de igual forma para alcançar seus objetivos influenciando e decidindo os destinos de nações inteiras em todos os poderes e setores constituídos, legais ou ilegais.

A essa imposição de um pensamento altamente fundamentalista e ortodoxo todos nós nos calamos como se isto fosse normal, só que essa apatia coletiva nos poderá levar a desfechos cada vez mais alarmantes.


MSN: itamarssantos@hotmail.com

Um Obama brasileiro


Um Obama brasileiro

* Carlos Chagas


Está aparecendo um Obama brasileiro, de origem social mais humilde que o presidente americano, igualmente senador e tão preocupado quanto ele diante da pobreza e do desemprego. Negro, também.
É o senador Paulo Paim, do PT gaúcho. Vem de longe sua luta em favor dos aposentados, dos idosos, dos humilhados e ofendidos. Não se inclui na confraria do presidente Lula, apesar de haverem morado juntos nos tempos de deputados-constituintes. Dividiam um apartamento em Brasília, junto com Tarso Genro. Faz tempo que Paim deixou de ser incluído na comitiva presidencial, quando das visitas ao Rio Grande do Sul. Jantar no palácio da Alvorada, ainda não jantou. Tudo por haver-se tornado um crítico permanente da política econômica neoliberal, uma espécie de ferrinho de dentista posto diante do PT.
O desemprego em massa que começou a assolar o país tornou-se a preocupação maior do senador Paim. Todos os dias, da tribuna do Senado, ele atualiza os números e cobra providências efetivas do governo dos trabalhadores. No recente recesso parlamentar, percorreu diversos estados, reunindo-se com sindicalistas, aposentados e, em especial, jovens, nas universidades. Para ele, os assalariados são as maiores vítimas da crise, junto com as pequenas e médias empresas. Se o governo ajuda as grandes empresas, aquelas que mais demitem, por que não impõe a condição de evitar demissões?
Paim se candidato à Presidência da República, seria a segunda tentativa de mudanças fundamentais em nossas estruturas, agora em meio à crise. Representaria uma segunda onda depois de a primeira, com todo o respeito, muitas vezes parecer uma marolinha, em termos de justiça social. A expectativa é de que não venha a bandear-se para o outro lado, o lado dos bancos.
Sonho impossível, hipótese irreal, tendo em vista que a popularidade do Lula levou o PT a consagrar desde já Dilma Rousseff? Pode ser que não, caso os companheiros decidam realizar prévias junto às suas bases. Deve a decisão imperial de o presidente considerar-se definitiva? Talvez. Mas o senador tem diante dele um espaço que a chefe da Casa Civil não ocupou e dificilmente ocupará: tornar-se o candidato dos sem-nome, dos que vem sendo demitidos aos montes. Em suas palavras, o desemprego está destruindo famílias, multiplicando a violência no campo e nas cidades, fazendo aumentar a criminalidade. Sem alarmismo, é preciso enfrentar a nova questão que se coloca. Vamos aguardar.
Para continuar no tema, é bom prestar atenção num grupo que, no PT, longe de insurgir-se contra o presidente Lula, imagina poder abrir alternativas. De Paulo Paim à senadora Marina Silva e ao senador Eduardo Suplicy, começam a assustar. São olhados de soslaio e pejorativamente chamados de "exército brancaleone", referência a um dos maiores filmes do século passado. Mas podem pegar, na medida em que opõem o diálogo junto às bases diante das imponentes visitas e inaugurações do presidente Lula, com Dona Dilma a tiracolo. Defendem, na hora apropriada, uma escolha democrática da candidatura do PT. De baixo para cima.
Corre no Congresso que os tribunais superiores concederão a seus ministros um reajuste de 13,50%. O salário mínimo foi reajustado em 11% e os aposentados, em 5,9%. A ser verdadeira a informação, salta aos olhos a evidência da prática de dois pesos e duas medidas em vigência no país. Não que os ministros dos tribunais superiores sejam marajás. Recebem até menos do que merecem. O problema é a dicotomia. Ou não serão os brasileiros todos iguais em direitos?
Os tucanos resolveram estrilar diante da óbvia abertura da campanha sucessória pelo presidente Lula, viajando, inaugurando, fiscalizando e aparecendo com Dilma Rousseff a tiracolo. Age com cuidado, o chefe do governo, para não ferir a legislação eleitoral, mas deixa claro estar empenhado na exposição da candidata.
O que deveria fazer a oposição? Utilizar as mesmas armas, como sugeriu o ex-presidente Fernando Henrique. Levar José Serra às mesmas práticas, e não apenas nos limites de São Paulo, onde suas prerrogativas são iguais às do Lula, proporcionalmente. Adianta muito pouco o PSDB ficar protestando e denunciando a exposição explícita da candidata do PT. Serra tem o direito de fazer o mesmo, assim como Aécio Neves.

*Artigo veiculado em vários jornais.

Com as devidas cautelas quanto à posição ideológica do jornalista; a crônica acima e a candidatura do camarada companheiro e Senador Paulo Paim abre um debate importante ao PT e para toda a população pobre do Brasil que é: Qual é o governo e governante que queremos?

Para quem este governo e governante tem que cuidar? Daqueles que sempre ganharam ou dos trabalhadores que se acha de classe média, mas que não ultrapassam o nível de assalariados quando estão empregados e é claro daqueles que nunca estiveram incluídos nestas categorias?

O povo deve exercer esta função que a democracia nos propicia, chega de sermos serviçais daqueles que controlam o capital porque sem o trabalho que nós dispomos o capital deles não servirá para nada.

O ano de 2010 promete ser muito importante para a classe trabalhadora como esta sendo a primeira década deste século XXI para os povos latinos americanos que estão revolucionando os seus países. Agora chegou a nossa hora de transformar o Brasil ou não temos a garra castelhana necessária para isso?

MSN: itamassantos13@hotmail.com

Publicado no www.melhordetodos.com.br em 27/02/09

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Em Memória do Deputado Adão Pretto


Por Frei Pilato Pereira




Todos que sentimos a morte do companheiro Deputado Adão Pretto, sentimos porque foi uma pessoa que tão cedo partiu.

E sentimos muito porque foi um companheiro especial.

Quando mencionamos o nome de Adão Pretto, temos consciência de que ele foi um autêntico militante.

E sentimos por sua morte porque a sua vida era um exemplo, um exemplo que muitos ainda deveriam conhecer e com ele aprender a arte de fazer a política da defesa da vida e não a política do interesse.

Adão Pretto morreu como parlamentar, mas a sua vida foi marcada como um militante social.

O Deputado que nunca deixou de ser militante e levou para o Congresso Nacional as bandeiras que o tornaram um líder popular.

Fez jus ao lema que dizia: "Um pé na luta outro no parlamento".

Na Igreja Adão Pretto deu testemunho da sua fé ajudando a organizar as Comunidades Eclesiais de Base.

O pequeno agricultor, dedicado à vida de sua comunidade, homem de fé, poeta e pai de família, se desperta para o compromisso maior, que é a construção de uma nova sociedade.

Lendo os sinais dos tempos e compreendendo seu dever histórico, Adão Pretto começou sua militância no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Miraguaí e na Pastoral da Terra, a CPT.

Ajudou a criar o maior movimento social da América Latina, o MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

E, percebendo a importância de atuar na via política partidária, optou pelo Partido dos Trabalhadores, o PT, onde construiu uma história de lutas e conquistas em favor dos pobres da terra.

Foi um dos primeiros deputados estaduais eleitos pelo PT no Rio Grande do Sul, sendo Deputado Constituinte.

Depois, atendendo aos apelos dos movimentos sociais do campo, passou a atuar no Congresso Nacional, sendo um dos mais atuantes deputados federais.

Na Câmara dos Deputados, o companheiro Adão lutou pela Reforma Agrária, pela dignidade dos pequenos e excluídos de nossa sociedade.

Como testemunhou o presidente Lula, Adão Pretto sempre defendeu "os anseios e as aspirações dos mais pobres e desamparados".

Lula também lembrou que Adão Pretto foi um dos militantes mais ativos que conheceu. E isso muitos de nós podemos testemunhar.

Adão, cujo nome quer dizer "humano, feito do humos, do barro da terra", o humano moldado pelas mãos de Deus, que o soprou o Espírito da vida; Adão Pretto lutou pela liberdade da Terra e dos filhos dela.

Ele não foi um simples militante, mas aquele que abriu caminhos.

O companheiro Adão Pretto sempre soube valorizar a sabedoria e a vontade popular. E saciou sua sede nas fontes da água viva que brota do povo.

Foi um fermento nas massas, uma chama de utopia, otimismo, fé e esperança. Sabia lutar com mística, com ternura e vigor.

Com muita capacidade de dialogo, também sempre foi corajoso no enfrentamento, combativo, firme e fiel aos seus princípios e valores.

E na noite escura da América Latina, Adão Pretto foi poeta e trovador e com sua poesia nos ajudou a dissipar a dor e o medo e alimentar os sonhos e a coragem de lutar em busca do novo amanhecer.

Publicado originalmente no www.olharecologico.blogspot.com

MSN:itamarssantos13@hotmail.com

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Tá tudo dominado.

Não é a toa que a atriz global, Regina Casé, inicia pela periferia da África Portuguesa uma mega reportagem sobre as periferias do mundo, salientando o seu jeito de dançar, seus gostos, sua moda, seus ritmos e crenças até chegar aos morros brasileiros onde se concentram a esmagadora maioria da pobreza brasileira.

A aparente inocência da tele reportagem global é mais uma das tantas artimanhas da burguesia nacional e internacional para conhecer de dentro o que pensam e como agem, os costumes das pessoas que vivem nas periferias das grandes metrópoles capitalistas.

A cultura é uma das tantas maneiras de expressão social e política de um povo e é a partir disso que a indústria cultural quer ampliar a sua produção capitalista.

Ao mesmo tempo em que aprofunda a sua dominação e exploração implementa a sua visão ideológica através de cooptação da população pobre que até então permanece excluída do processo de consumo capitalista.

Dentre as expressões artísticas a que se tornou um fenômeno de massas é o FUNK que por trazer em suas letras a valorização dos problemas das favelas e denunciar as questões sociais e políticas do Brasil foram caracterizadas pelos seus adversários ideológicos como sendo um ritmo maldito e discriminados.

Por ser um campo de fácil atração as populações que se identificam com essa forma de expressão cultural associada à extrema pobreza e com nenhuma presença estatal nestas periferias foi imediato o controle por parte do crime organizado e a sua consequente exploração comercial dos chamados bailes funks.

Esta criminalização inicial do Funk tem muito haver com todo um processo racial que ainda é mantido pelos herdeiros dos antigos perseguidores dos negros das senzalas, dos batuques e da capoeira a fim de impedir as potencialidades rebeldes e conscientes deste ritmo que vem das favelas.

Como tudo na sociedade contemporânea brasileira, o funk, esta em disputa por no mínimo três grupos: a indústria cultural de mercado monopolizada por poucos empresários que dominam gravadoras, produtoras de DVD’s, programas de TV e rádio na grande mídia. A dominação passa pela imposição da moda, das letras musicais (geralmente são alienantes e com apelos sexuais pornográficos) e da manutenção ideologia vigente.

Estando “tudo dominado”, o poder desses grupos “empresariais” desrespeita as leis de direitos autorais, estabelecem contratos prejudiciais aos artistas que na sua maioria são muito jovens e com pouco ou sem estudo, descartando os artistas que se negam a seguir estas regras.
Com isso esse mercado impõe a lógica da mesmice, do descartável e do pancadão alienado que só traz aspectos pejorativos que em nada contribui para a construção de uma tradição funkeira solidificada com força política e cultural para influenciar na vida das pessoas das periferias.

A criminalização imposta pelo Estado neoliberal/capitalista faz com que o grupo controlado pelo crime organizado permaneça com grande influencia sob a cultura funkeira aja visto que há uma perversa substituição do Estado de Bem Estar pelo Estado Penal onde aos pobres é destinada a força policial ou a cadeia.

Esta pratica nada mais é do que um estratagema das classes dominantes para manter uma mão-de-obra barata e dependente tanto aos “patrões” do crime organizado como aos patrões das grandes empresas “senhores de ilibada conduta”.

Esta promiscua relação entre a elite brasileira e o crime organizado coloca no abandono milhares de brasileiros e brasileiros que se vêem abandonados de seus sonhos de se incorporar a sociedade de consumo aatravés do emprego restando-lhes o lugar de humanidade supérflua, menos humana do que as pessoas, da dita, “boa sociedade”.

Quanto maior a desigualdade social, mais perigo a pobreza representa para a ordem capitalista.

Mas para criminalizar a pobreza é necessário convencer a sociedade como um todo de que o pobre é uma ameaça e como ameaça deve ser contida com instrumentos assassinos como o “caveirão” que espalha corpos pelo chão das favelas e também criminalizar o seu modo de vida, seus valores e sua cultura.

No meio deste processo está o Funk.

Apesar de toda esta disputa há luzes no final deste túnel.

O Funk produz movimentos próprios e autônomos reivindicatórios em busca de leis que assegurem o funk como expressão cultural de caráter popular que impeça a sua criminalização; associações profissionais de MCs e DJs que buscam assegurar os seus direitos como artistas; discussões sobre raízes que torne o funk menos refém do mercado e mais autônomo nos seus circuitos de criação e divulgação musical; organização de rodas de funk que se asemelhança ao samba buscando unir gerações criando espaço de trocas de experiências e de sociabilidade/solidariedade entre os artistas; criação de festivais alternativos nas favelas buscando estimular a criação musical e o fortalecimento do diálogo com outras tradições culturais populares, como o samba e o hip hop.
Essa é uma tarefa para militantes que acreditam na tradição daqueles que foram vencidos no processo histórico, mas que deixaram como herança suas lutas para os oprimidos de hoje.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

Blog: www.itamarsantos.blogspot.com

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O Semeador.

Semeador é assim que deve ser definida a vida e morte do meu amigo e companheiro de sonhos e de lutas Adão Pretto. Nascido em Coronel Bicaco em 18 de Dezembro de 1945, ainda pequeno mudou-se com a família de agricultores para a cidade de Miraguaí, aos cinco anos já trabalhava na roça.

A vida dura de colono, a inexistência de direitos e todas as dificuldades de sobreviver foram às primeiras lições que o companheiro Adão Pretto teve e que serviram como adubo na semeadura em que se tornou toda a sua vida.

Os ensinamentos da vida fizeram com que Adão se tornasse um homem temente aos mandamentos de Deus e o fizeram seguir os passos de seu filho Jesus Cristo.

Como Ministro da Eucaristia e membro da Pastoral Rural da Igreja Católica e depois quando Sindicalista do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Miraguaí teve inicio a luta pelos seus sonhos de ver uma viva boa para todos os homens e mulheres de todas as raças ou cores.

Adão Pretto não teve uma despedida, mas sim uma Homenagem a altura da sua luta pela posse da terra.

Respeitado no meio político e junto aos movimentos sociais, o deputado foi homenageado com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e até mesmo por adversários políticos.

A governadora Yeda Crusius decretou luto oficial de três dias no Estado do Rio Grande do Sul pela sua morte.

O afeto dos companheiros, dos amigos, dos familiares e de políticos marcou os últimos momentos de vida, o velório e o enterro do homem que empenhou a vida em defesa dos oprimidos.

Aos 63 anos, Adão Pretto morreu de panqueatrite às 7h45min de quinta-feira (5) de fevereiro de 2009 e foi velado no salão Júlio de Castilhos da Assembléia Legislativa. Por volta das 9 h desta sexta-feira (6), o corpo, num carro de bombeiros, e o cortejo fúnebre seguiram até o Cemitério Jardim da Paz, onde ele foi enterrado às 12h05.

Adão Pretto deixou nove filhos, nove netos e um bisneto.

A Homenagem e a Vida do Deputado Adão Pretto deve ser lembrada como sendo de um grande ser humano que nunca se deixou comprar por dinheiro algum, de quem teve sempre o compromisso como o povo pobre do campo e da cidade, de quem cumpriu em vida o socialismo que sempre pregou e defendeu com bravura.

Numa destas tantas campanhas eleitorais em que o meu amigo me ajudou pedindo votos para mim aqui em Viamão ele disse: “Todos vocês deste assentamento tem o dever de votar nos candidatos do PT, porque foi graças ao PT que vocês têm esta terra e agora comemoram muitas colheitas.”

Eu digo mais, não foi só por causa do PT, foi por causa do Adão Pretto que sempre estará dentro do PT que centenas de milhares de famílias têm terra hoje no Brasil.


Os filhos, representados, por Edgar Pretto e pelo Luizinho, meus irmãos de sonhos, relataram situações do convívio íntimo com o pai.

Edgar lembrou que, a data da cerimônia de posse dos assentados na Fazenda Southal, dia 18 de dezembro, coincidiu com o aniversário de Adão Pretto.

“Ele nos disse que aquele tinha sido o maior presente recebido durante toda a sua vida”.

Edgar pediu ao presidente Lula para manter programas de combate à fome e ações que orgulhem o povo brasileiro.

A palavra foi aberta para homenagens de amigos e companheiros de Pretto durante a Homenagem.

Fundador do MST junto com o deputado, Darci Máschio se lembrou do trabalho de ambos na construção dos núcleos iniciais do movimento.

Já o ex-deputado Antônio Marangon, que concorreu em dobradinha com Pretto - o primeiro para estadual e o segundo para federal - afirmou que ele "realmente viveu o sonho de construir uma nova sociedade".


Dom Tomaz Balduino disse que ao invés da governadora decretar luto oficial deveria suspender a repressão aos movimentos populares e reivindicou ao Presidente Lula que realize a Reforma Agrária de fato e de direito no Brasil.

Uma multidão foi ao Cemitério Jardim da Paz para acompanhar o último adeus em agradecimento ao deputado, camponeses da Pastoral da Juventude, da Pastoral da Terra, do Movimento dos Atingidos por Barragens, da Via Campesina carregaram milho, feijão, bandeiras e foices, simbolizando os direitos dos trabalhadores do campo e da cidade e criticando o latifúndio.

Mística esta indecifrável por aqueles que não vivem o sonho dos lutadores sociais, mas durante todo o tempo da cerimônia, três horas, fez com estas pessoas compreendesse que há sim possibilidades de se ter um outro mundo, melhor para toda a humanidade.

O corpo foi encomendado por religiosos, liderados pelo Frei Orestes, que trabalha com o deputado Dionilso Marcon (PT).

Amigos e companheiros se despediram de Adão Pretto ao som da música "Pra não dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré.

As últimas palavras foram proferidas por João Stedile, da direção nacional do MST, pouco antes de companheiros e amigos pulverizarem terra do assentamento Sepé Tiaraju no caixão de Adão Pretto e de realizarem a mais recente semeadura na terra perpétua deste nobre lutador que com certeza regara mais essa plantação.


Uma multidão de anônimos lutadores da terra e da cidade se misturou a ministros, deputados federais e estaduais de diversos partidos, aos senadores Paulo Paim e Aloísio Mercadante, representantes dos movimentos sociais, amigos, companheiros, integrantes do MST, prefeitos, músicos e religiosos, para acompanhar a cerimônia.

Eleitos com Adão Pretto para a primeira bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembléia, o vice-prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti, o deputado Raul Pont e o assessor da presidência da República, Selvino Heck, também estiveram no local para darem um até breve ao nosso amigo e companheiros.


Adão você sabe e nós sabemos que há muita luta pela frente, então sempre contaremos com o teu exemplo de fé, coragem e vontade de vencer.

MSN: itamassantos13@hotmail.com

Publicado no www.melhordetodos.com.br em 08 de fevereiro de 2009.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

100 % SUS

O “S” da Saúde.

A última semana de janeiro deste 2009 traz para a comunidade riograndense o debate sobre a exclusividade do SUS.

Em artigo na imprensa (ZH de 29/01) o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão anunciou a construção de 126 unidades de pronto atendimento (UPA’s) para este ano em todo o Brasil e de pelo menos mais 500 UPA’s até 2011 em todos os Estados.

Aqui no RS serão construídos cincos unidades com um investimento de R$ 8,8 milhões, sendo duas UPA’s em POA, Canoas, Pelotas e Santa Maria com uma unidade em cada destas cidades.

Mas, o grande debate foi provocado, no bom sentido da palavra, pelo MPF através da Procuradoria da Republica (ZH 30/01), representada pelas Promotoras Suzete Bragagnolo e Ana Paula Carvalho de Medeiros quando ajuízam uma ação civil visando que o Hospital de Clinicas de Porto Alegre direcione 100% de seus leitos e de todos os procedimentos médicos e de diagnósticos (matéria ZH 31/01 pág.24).

A ação das Promotoras desnuda uma importante discusão que até então estava sendo escamoteada da população que ao não ter atendidas suas necessidades pelos serviços públicos de saúde protestam, com razão, contra a incapacidade resolutiva do sistema único de saúde.

O centro do debate está na promiscua mistura entre o que são público e o que é privado.

Neste sentido a ação ajuizada tem pleno sentido apesar dos números apresentados pela diretoria do HCPA, pois a verba advinda dos atendimentos conveniados impõe ao hospital público a diferenciação no atendimento entre o paciente do SUS e o paciente conveniado-privado.


Esta prática vem a comprovar uma ilegalidade perante o sistema único de saúde comprometendo o princípio da universalidade no acesso aos serviços de saúde e da igualdade, previstos no artigo 196 da Constituição Federal.

Alem de comprometer princípios basilares de nossa Constituição esta prática deixa obscura a real finalidade das verbas públicas, em especial as da saúde. É só observarmos a má gestão das verbas públicas dos hospitais da Ulbra que apesar de ter incentivos fiscais do governo por ser uma universidade de cunho “filantrópico” não teve a capacidade de administrar seus recursos.

Neste sentido defendo que estas entidades que detêm o certificado de filantropia o qual lhes beneficiam com a generosa isenção de 75% de seus tributos e impostos devam dedicar 100% de seus serviços de saúde ao SUS, discordando fraternalmente do articulado colunista Paulo Sant’ana que propõe a manutenção dos 11% dos leitos do HCPA destinados a convênios em sua coluna de ZH de 31/01.

Ao concluir esta crônica tenho a grata satisfação de ler em ZH de 01/02 o artigo “Saúde Pública ” de Paul Krugman, economista, Prêmio Nobel de Economia de 2008, professor e colunista do The New York Times onde do alto de sua importância mundial cobra as promessas de campanha do recente eleito Presidente Obama.

Ou seja, o cumprimento de sua mais importante promessa de campanha que é a reforma do sistema de saúde daquele país.

Tal promessa visa tornar o sistema de saúde universal como forma de enfrentar a crise econômica que atinge os trabalhadores estadunidenses; com o desemprego em massa e por isso a consequente perca do que eles chamam de “seguro saúde”, pois a saúde por aquelas terras é privilégio de quem está empregado.

O artigo de Paul Krugman, personagem de suma importância intelectual, referenda a ação ora ajuizada pelas Promotoras Públicas do Rio Grande do Sul ao exigir exclusividade por parte do HCPA no atendimento dos pacientes do SUS. Discussão que deve desencadear um salutar debate sobre a importância da saúde pública como política pública de assistência médica a população brasileira sob o controle e financiamento estatais.

Somente assim consolidaremos o SUS como o sistema público de saúde de maior abrangência em nível mundial ficando atrás somente do sistema cubado em termos de solidariedade internacional, posto facilmente recuperável se as autoridades políticas e acadêmicas tiverem vontade para tal e desprendimento ideológico.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

Os efeitos da crise.

Os efeitos da atual crise econômica mundial já eram previsíveis, mas nem o mais sábio dos economistas poderia prever que ela seria tão rápida e de tamanho efeito destruidor.

Quinze dias depois de deflagrada a foracidade capitalista consumiu com nada mais do que 7 trilhões de dólares de recursos públicos para “salvar” suas empresas, mesmo que os seus governantes negassem possuir toda esta fortuna que serviria para acabar com a fome e a miséria a nível mundial.

Apesar desse derrame de dinheiro público para salvar as empresas, que são as culpadas por essa crise de proporções planetárias, não foram suficientes para evitar o desemprego de milhares de homens e mulheres como aqueles 502 trabalhadores demitidos na fabrica da John Deere em Horizontina (RS); a perda de direitos e da redução de salários como o ocorrido da Rando em Caxias do Sul (RS) e da Valeo em São Paulo onde os trabalhadores aceitam reduzir a jornada de trabalho e de salário para não serem demitidos, mas sem nada que lhes dêem plena estabilidade no emprego.

A crise econômico/financeira internacional apesar de desmoralizar o discurso neoliberal e de ampliar espaços para as posições progressistas e socialistas nos impõe tarefas urgentes frente ao avanço das investidas demissionários dos patrões e do silêncio ensurdecedor do governo federal e estadual.

Todos nós que nos reivindicamos de esquerda temos que demonstrar ao povo que essa crise não é mais uma crise de governo e sim é a primeira grande crise do Sistema Capitalista Mundial.

A partir daí e de acordo com as nossas ações enquanto militante dos movimentos sociais, sindical e partidários poderá ser revertida na criação de um projeto popular e socialista tendo em vista a hegemonia estadunidense e capitalista estar sob forte pressão por não resolverem os problemas elementares das populações miseráveis do mundo.


A criação deste projeto deverá ter no centro os movimentos sociais através da deflagração de mobilizações em defesa dos direitos sociais que a classe trabalhadora já conquistou há décadas, contra os retrocessos que estão sendo postos nas “mesas de negociações” pela classe patronal e na pressão aos governos Federal e Estadual.


A pressão popular aos Governos se faz necessário para que a crise não seja usada por estes entes reguladores, como desculpa de não investir ou como sempre é dito: “reduzir os gastos governamentais”. As futuras mobilizações sociais devem ser recheadas com ações que indique que os investimentos públicos devem ser mantidos nas áreas sociais, na geração e proteção de empregos e na ampliação de recursos nas pequenas propriedades incentivando a produção de alimentos visando o mercado interno.


Esta pressão tem um significado educativo frente à grande disputa que se concentra em torno do Governo do Presidente Lula.

A pressão popular terá um papel importante de apoio para que o Presidente Lula conclua a reforma agrária e de andamento acelerado a reforma urbana utilizando-se para isso da criação de grandes conjuntos habitacionais que atenda as populações que tenham renda familiar inferior e/ou igual a R$100,00 mensais, vinculado a transmissão hereditária.


A conjunção de pressão e apoio ao Governo Lula é a receita necessária para que a crise não afete mais do que já está afetando a classe trabalhadora tendo em vista a manutenção dos elevados índices de consumo durante o mês de janeiro, inicio desse 2009.

Números que não justificam as demissões efetuadas desde novembro de 2008 pelas empresas, predominantemente, multinacionais que já remeteram cifras astronômicas de seus lucros as suas matrizes que jogaram e perderam fortunas na ciranda financeira sempre apoiadas por estas mesmas empresas.

Ao Governo Lula cabe agir de forma contundente a fim de interromper as demissões ora em curso mesmo que para isso seja necessário utilizar mecanismo que condicione empréstimos públicos a não demissão e a estabilidade destes trabalhadores nas empresas solicitantes.

E que estes recursos sejam única e exclusivamente para investimento em território brasileiro sendo proibido o envio desses recursos e do lucro gerado as suas matrizes norte americanas, européias ou asiáticas.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Já vi este filme!!!

A primeira década do século XXI reservou àqueles que se conduzem pela matemática dos sonhos e da esperança a terem bons momentos para comemorar, principalmente na esfera política.

O povo latino americano foi o que mais avançou na busca pela democracia reafirmando a Revolução Cubana apesar da grave doença que debilitou Fidel Castro, seu maior lidere ao permanente bloqueio econômico imposto pelos EUA.

O mesmo aconteceu com Hugo Chaves - Venezuela que foi referendado pelo povo daquele país apesar das agressões patrocinadas pelo Governo do Ex-presidente dos EUA, Busch e pelas multinacionais e entre estas as empresas de comunicação.

Os ventos da democracia trouxeram governos populares para o Equador, Bolívia, El Salvador, Paraguai e neste rastro, mas com um perfil apenas progressistas de origem popular temos os Governos do Chile, Argentina e do Presidente Lula, no Brasil.

A chegada desses governantes ao poder por força da vontade popular, muitas vezes frustraram as nossas expectativas aja visto que os nossos países permaneceram seguindo as regras do sistema capitalista.

Mas mesmo assim a cada ano que se inicia este mesmo povo renova suas esperanças para através das lutas populares pressionarem esses governos a realizarem novas transformações sociais reclamadas há muitos anos pelas suas classes trabalhadoras.

Hipocritamente a grande mídia capitalista utiliza essa origem popular e de certa forma humilde e excepcional de governantes como Lula para em alguns casos ridicularizá-lo perante a sociedade e em especial a sua classe de origem. Mas é os mais humildes que mantém o Presidente Metalúrgico no topo de todas as pesquisas realizadas pelos patrões capitalistas, fato que fazem com que essa minoria tenha calafrios diários.

De certa forma, esta mesma imprensa capitalista investiu suas fixas na figura do recente empossado Presidente Barack Obama, o primeiro negro, a assumir a Presidência do país mais racista do planeta.

Por ser Negro, Árabe e Muçulmano o Presidente Obama terá sobre sim e seu Governo todos os olhos humanos e eletrônicos do mundo para no primeiro ato que saia da cartilha capitalista, crucificá-lo.

Obama é o ator perfeito para desempenhar o papel do Presidente que mudará a vida dos desprovidos do mundo.

É assim que os articulistas do Partido Democrata dos Estados Unidos pensaram o seu escripite por isso não nos iludamos que Obama fará milagres aos negros e brancos pobres do seu país e muito menos pelos milhões de negros e negras, crianças e adultos do continente africano, terra natal de seu pai.

A vitória de Obama, patrocinada pelas maiores empresas norte americanas é fundamental para a tentativa de reconstrução política da hegemonia até agora abalada dos EUA.

A eleição de um Presidente negro é “o diferente” para que o capitalismo norte americano retome sua hegemonia econômica e permaneça tudo igual como era antes da crise que assola as terras de Tio Sam. A sua eleição foi a mais cara da história estadunidense.

Barack Obama ganhou mais dinheiro das empresas transnacionais e do capital financeiro do que qualquer outro candidato e se fortaleceu com o estouro da crise se tornando o “cara certo, na hora certa” para os poderosos dos EUA.

Obama tem muitas diferenças em relação aos Presidentes Latinos Americanos e a principal delas é a de ser um capitalista e como tal se portará para defender seus interesses com garras e bicos ilustrados em seus símbolos patrióticos.

Mesmo que Barack Obama quisesse transformar racialmente a vida dos pobres norte americanos e qui Sá dos famintos irmãos africanos, não lhe permitiriam encomendando sua morte ao débil fundamentalista e capitalista qualquer como já fizeram com John Kennedy.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

Publicado no www.melhordetodos.com.br em 23/01/2009.

Lendo e Dialogando.

Adquiri o bom habito de ler e a partir daí leio tudo o que posso desde que contribua com a minha cidadania.

O jornal ZH tem dedicado em suas páginas, em especial, em seus artigos e temas para debate um espaço democrático aqueles que têm algo importante para dizer. Onde contempla não somente o conhecimento empírico das matérias e de quem as escreve, mas principalmente o conhecimento real, vivido, a prática daqueles que as escrevem apenas com a intenção de auxiliar no crescimento cidadão das pessoas e da sociedade como um todo.

Neste sábado, 17/01/2009 tivemos o prazer de ler em suas páginas o artigo “Crimes juvenis: destinos do ódio” de Rose Gurski – Psicanalista e Psicóloga do Programa de Prevenção à Violência que com a grandeza de quem tem a humildade como principio, deixa sem respostas questões importantes no trato de crianças e adolescentes em conflito com a lei.

Questões estas, digamos, insolúveis socialmente apesar da Dra Rose ter diagnosticado perfeitamente o quadro vivido por aquela adolescente de 13 que articulou, premeditou e convenceu outro adolescente de 17 anos a matar uma terceira de apenas 14 anos de idade.

Neste mesmo dia e jornal, na pagina policial noticia-se que um garoto de 14 anos é suspeito de atear fogo em um idoso, cadeirante, de 61 anos, em Viamão, praticamente meu vizinho, devido à proximidade; além desse menino estava outro de 15 e um de 19 anos.

Apesar ser uma criança de 14 anos de idade, o menino já tem longa experiência criminosa com prática violenta.

Em ambos os caso a Lei 8.069/1990-Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que tanto a menina de 13 anos, o menino de 14 anos mentores e executores de crimes hediondos cumpriram “medidas socioeducativas” com privação da liberdade não podendo exceder a três anos de internação conforme o seu artigo 121, parágrafo 3° e no parágrafo 5° a liberdade será compulsória aos 21 anos de idade. Assim como os menores de 18 anos de idade.

A estrutura oferecida pelo Estado para cumprir com os direitos estabelecidos nos demais artigos da presente lei são muito aquém da real necessidade destes infratores aja visto que eles só têm direitos e nenhum dever explícito no papel legal. Esta relação legal de direitos e deveres são fundamentais na execução de tal “medidas socioeducativas”, bem como na recuperação social destes jovens.

Mas na prática as coisas são diferentes, pois são poucos os técnicos que tem a coragem da Dra Rose de não ter respostas as questões muito bem levantadas em seu artigo. Nestes casos práticos os procedimentos técnicos são de acordo com aqueles grafados na lei o que em tese permite ao infrator o “direito” de não ter deveres, de não querer estudar ou de não se tratar para se curar do vicio das drogas, por exemplo.

Quem sabe as respostas para os questionamentos ora em aberto passam pelo aprimoramento do ECA no quesito “deveres”: tem que estudar, tem que se tratar, tem que ter cuidados com a higiene pessoal e tem que ter por parte do Estado e de seus profissionais a coragem de diagnosticar casos irrecuperáveis e a partir disso implantar atendimentos permanentes a estes casos.

Essas mudanças passam pela elaboração da reformulação do ECA com a inclusão do capitulo referente aos deveres das crianças e dos adolescentes a partir de ampla discusão com o envolvimento de toda a sociedade, principalmente com aqueles (monitores, educadores sociais e auxiliares de enfermagem, entre outros) que são os reais guardiões destas crianças e adolescentes que sofrem de triste sina criminosa.

Finalizo afirmando que umas das respostas aos questionamentos muito bem apontados pela autora estão no artigo do professor Carlos Alberto Barcelos, “O Valor do diálogo”, na mesma página do mesmo jornal.

E.T: Informe o nome desta Escola para que sirva de exemplo essa façanha.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

O Fim do Neoliberalismo.

O neoliberalismo foi à saída encontrada pelo capitalismo mundial para sair da crise da década de 1970, ou seja, foi o remédio auto-administrado para “curar” a sua própria doença.

O futuro a Deus pertence. Sempre dizem os mais idosos. Esse antigo e atual ditado popular é profético, pois o que ira acontecer após mais essa crise do capitalismo ninguém pode prever o que nos está reservado para o futuro.

Mas, o presente desta crise já está sendo presenciando e como toda a crise, essa é destrutiva gerando desemprego que por sua vez leva a miséria a já miserável classe trabalhadora.

Os Marxistas de plantão mais eufóricos prevêem que com essa crise o capitalismo se autodestruirá pela falta de consumo devido à superprodução e a superacumulação proveniente de toda essa ganância individualista incentivada por este sistema.

Mas, essa analise só leva em conta o caráter economicista desta crise não considerando a luta política que se trava dentro de uma crise que é por onde se define a sua saída.

A saída encontrada pelos capitalistas na crise que durou de 1929 até 1933, por exemplo, foi o avanço do fascismo e do nazismo em toda a Europa, a derrota da esquerda e a Segunda Guerra Mundial. Portanto as forças progressistas e de esquerda constituídas dentro da sociedade tem a tarefa de disputar uma saída para a crise atual que garanta à classe trabalhadora a manutenção dos empregos e de seus direitos.

Essa crise em especial coloca em discussão a hegemonia dos EUA quanto direção política, moral, cultural e ideológica perante todo o mundo devido ao seu desgaste político sistemático, o que foi acentuado durante o governo de W. Bush por ter adotado uma política unilateral que desrespeitou governos até então aliados e instituições internacionais como a ONU.

Posturas de prepotência como a invasão do Iraque, a não assinatura do Protocolo de Kyoto, moralmente afetados pela mentira das armas químicas como justificativa para invadir o Iraque e pela manutenção de presos de guerra ilegalmente na base de Guantanamo-Cuba contribuíram para aprofundar já desgastada hegemonia norte americana.

Além da perda da hegemonia política os EUA entram em um processo de perda da sua hegemonia econômica mundial devido ao aumento de sua divida externa.

O até então Império Yanke é o país que mais deve no mundo, sendo financiado pela China, Rússia, Coréia e Brasil através dos saldos das exportações desses países e da compra de títulos públicos da divida estadunidense.

Um exemplo dessa ciranda são as reservas brasileiras de 200 bilhões de dólares que estão toda lá em forma de títulos dessa divida, bem como a reserva chinesa de 1 trilhão de dólares que também está lá.

Ou seja, quem financia as loucuras políticas e econômicas dos americanos são os países chamados por eles de periféricos, mas a violência dos EUA permanece perante o mundo devido ter, a até então imbatível, força armada do mundo, mantendo assim uma hegemonia impositiva por meio da guerra.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

Doença ou Remédio?

A doença que quero dialogar com você é um dos maiores males que a humanidade enfrenta há várias décadas e porque não, há séculos.

Esta doença é chamada de ‘crise’. É uma doença e ao mesmo tempo é um remédio em que o Sistema Capitalista se utiliza para se manter acumulando.

A mais de 180 dias os meios de comunicação noticiam informações de uma das maiores crises econômicas já enfrentadas e como todas as outras é diferente e ao mesmo tempo igual as demais. Esta afirmação é contraditória do mesmo modo que o capitalismo; onde ele próprio gera problemas indissolúveis.

O Sistema Capitalista só sobrevive se aumentar o seu lucro (capital) continuamente e para isso há uma concorrência entre os capitalistas os quais são funcionários do capital. E para que esse ciclo não se quebre e ele não deixe de ser capitalista, ele valoriza o capital, isso leva ao desenvolvimento das forças produtivas que aumentam a produtividade do trabalho e que eram para ser bom para todos se torna um processo inverso onde há a concentração dos capitais nas mãos de poucos.

Essa concentração centralizada onde os grandes grupos comem os menores gera uma massa de recursos que não consegue mais se valorizar produtivamente e passa a se valorizar na área da especulação financeira das ações desses grande grupos, sendo esses papeis e títulos os ‘substitutos’ da produção do trabalho.

Ao transformamos essa tendência do capitalismo em números perceberemos os ‘porquês’ dessa crise que já colocou milhares de homens e mulheres nas estatísticas de desemprego.

Em 2008 o PIB mundial foi de 48 trilhões de dólares e a dita riqueza financeira (ativos financeiros=papeis, títulos públicos e ações) foi de 167 trilhões de dólares. Essa disparidade demonstra que as pessoas tinham 167 trilhões nas mãos, mas, na real, essa riqueza não existia, pois tudo que o nosso trabalho produziu foram os 48 trilhões de dólares e ao a crise estourar, o castelo de cartas foi facilmente destroçado.

Foi a partir dessa ganância especulativa, pratica normal no capitalismo, impulsionada por decisões políticas de desregulamentação financeira de governos e de suas instituições multilaterais que foi gerada a crise atual.

Essa crise por ser encarada também como um remédio frente aos problemas enfrentados pelos capitalistas mexe propositadamente nas riquezas dos países em desenvolvimento como o caso do Brasil.

Os países ricos como os EUA, que não é tão rico assim, provocam a necessária desvalorização dos capitais e das riquezas mundiais fazendo que as ações, os títulos públicos caiam juntamente com os preços dos produtos produzidos pelos trabalhadores. Ao criarem a desvalorização da força de trabalho geram o desemprego e assim lhes proporciona recuperar o seu poder com o dinheiros desses países e de seus trabalhadores.

Um exemplo disso é o preço do petróleo que antes da crise estava em 140 dólares o barril e agora esta em 40 dólares.

Com o petróleo em baixa os EUA toma um fôlego frente à concorrência com os seus concorrentes mundiais como o Japão, Rússia, China e América do Sul onde o Brasil descobre essa riqueza em seus mares e ao mesmo tempo cria problemas internos ao seu maior adversário no Continente, Hugo Chaves; além de patrocinar a Guerra de seu aliado Israel contra os Palestinos de Gaza.

MNS: itamarssantos13@hotmail.com

Defender e Amplir o SUS em Viamão.

Em 2008 fez 20 anos que foi inscrito na Constituição Federal de 1988 (CF/ 88), o conceito ampliado definindo que “a saúde é a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde.”

Este conceito acompanhado das diretrizes básicas do Sistema Único de Saúde (SUS) é o
que coloca o ser humano como ser integral e a saúde como uma qualidade de vida.

A Constituição Federal de 1988 tornou-se conhecida como a Constituição Cidadã, pois uma de suas características é o reconhecimento de muitos direito de cidadania.

Nessa perspectiva, a constituição reconhece saúde como direito de todos e dever do Estado, assumindo a relevância pública das ações e dos serviços de saúde e cria um sistema único.

Esse sistema foi idealizado/elaborado dentro de um cenário que se pautava por uma concepção de Estado Democrático de Direito; e a efetivação desse sistema tem como base o princípio da solidariedade, uma vez que seu financiamento está a cargo de toda a sociedade.

Passado duas décadas de sua criação, apesar de vários avanços, percebemos dificuldade na consolidação desse sistema, esse fato é observado na crise dos serviços de atenção à saúde, em que se misturam ingredientes perversos: filas, atendimento desumanizado, pacientes nos corredores, mortes desnecessárias, grevismo crônico motivado pela baixa remuneração dos seus trabalhadores (as) e excessiva terceirização dos serviços prestados a população, etc.

São problemas indiscutíveis, mas que não surgiram como conseqüência do SUS; ao contrário, constituem problemas históricos em nosso país e são reflexos da crise do Estado brasileiro, da crise universal do paradigma flexneriano da atenção médica (centrado no hospital, médico e na doença) e a brutal e rápida diminuição de seu financiamento, no início de sua implantação (MENDES, 2008).

Frente a esse quadro está colocado para nós, militantes na construção do SUS e defensores do ideário da Reforma Sanitária, o regaste de suas bandeiras históricas e do espírito do Movimento da Reforma Sanitária que foi responsável pela aglutinação de vários atores em torno de um projeto comum.

Logo, nesse ano, temos um marco na história de construção do SUS e também está colocada para nós da militância petista, que sempre fomos protagonistas na criação do SUS, a tarefa de ampliarmos e qualificarmos atuação da Secretaria da Saúde que estamos na direção, direta ou indiretamente, há 12 anos em Viamão.

Com a compreensão que a construção do SUS é um processo social que requer uma participação popular e que temos um papel fundamental na organização dos trabalhadores é que aqui estamos.

Queremos uma saúde como direito de todos e um Governo que tenha condições de pautar mudanças para o SUS e que consiga propor uma agenda de atividades e discussões com temas de vital importância para a efetivação de um sistema de saúde público, equânime, integral e com participação social.

Apesar de o governo Lula ter mantido a política macroeconômica do antigo governo e as políticas sociais estar fragmentadas e subordinadas a essa lógica econômica. Nessa setoriação, a concepção de seguridade social não foi valorizada, mantendo a segmentação das três políticas: saúde, assistência social e previdência social. (Bravo, 2006).

Mas, mesmo assim houve importantes iniciativas deste governo para melhorar a política de saúde, como o investimento na política de formação dos profissionais de saúde (educação permanente), o resgate dos ideais da reforma sanitária, a reafirmação da importância do controle social, reorganização do organograma do Ministério da Saúde, de forma a unificar políticas e dar mais dinamicidade.

Entretanto, a falta de embate à atual política econômica dificultou avançar nas questões da precarização do trabalho na saúde e também gerou a continuidade da focalização na política de atenção básica, onde a Estratégia de Saúde da Família não pretende reorganizá-la, mas sim se limita a cobrir as populações carentes.

Esta contradição deve ser superada a nível Federal e Municipal priorizando e fortalecendo o projeto histórico da Reforma Sanitária, tendo em vista que o Governo de Yeda (PSDB) / Feijó (Dem) prioriza o projeto neoliberal.

A governadora Yeda Crusius elegeu-se com um discurso de mudança, mas na prática o que se observa é uma mudança para pior. A reforma administrativa de Yeda é feita com a intencionalidade de diminuir as responsabilidades do estado, precarizar serviços e privatizar órgãos públicos.

O plano plurianual 2008-2011 mostra que mais uma vez que a parcela da sociedade que vai ser mais prejudicada será o povo gaúcho, pois nesse é verificado um corte de 15% nas áreas sociais. Nesse cenário de desgovernança, onde é mostrado coragem e arrogância para ignorar as necessidades do povo gaúcho, o que vemos na saúde não é muito diferente.

Durante a campanha, a deputada Yeda Crusius criticou duramente a gestão de saúde do governo Rigotto, porém ao assumir o governo manteve o secretário Osmar Terra e cortou 30% dos gastos paralisando os programas na área.

O RS é o Estado que menos aplica na Saúde em todo o país. Destinou em média 5% das receitas nos últimos quatro anos quando deveria aplicar 12%, conforme a Constituição Federal. Para o próximo ano, o governo já disse que vai destinar de 5 a 6%.

O Governo Yeda têm sido deficiente na compra de medicamentos de alto custo (obrigação do âmbito estadual), o que acaba onerando os municípios com ações do ministério público obrigando-os a arcar com os custos.

Pela primeira vez no RS é verificado casos de dengue, o governo não tinha repassado recursos suficientes para a prevenção da doença, a Secretaria Estadual de Saúde tinha sido alertada da possibilidade da doença chegar ao estado.

O Governo Yeda desrespeita e desmobiliza o Controle Social na medida em que não repassa recursos ao Conselho Estadual de Saúde (CES), o que impede suas atividades e articulações, e ainda sua participação em Plenária Nacional de Conselhos de Saúde.

Frente a esse cenário que se desenha no Estado do Rio Grande do Sul torna-se capital que tenhamos condições de organizarmos setores da sociedade para barrar o desmonte dos serviços públicos de saúde no Estado.

E também fortalecer o Controle Social para disputar políticas desse governo que coloque em pauta a Atenção Integral, a saúde de indivíduos e coletivos, acesso universal, participação social na elaboração das políticas de saúde e qualificação e humanização dos serviços de saúde.

Com esta conjuntura o Prefeito Alex Boscaini e a próxima Secretária de Saúde terão a tarefa de ampliar e qualificar o atendimento a população viamonense aprofundo os preceitos aqui apresentados tendo em vista o acumulo adquirido ao longo dos doze anos da Administração Popular na nossa Viamão.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

Os Responsáveis pela Violência.

A violência que é mantida em segredo é também praticada pelas mãos do poder privado, tendo no poder publico seu o braço legal para cumprir as ordens de despejo daqueles que não tem casa para morar ou terras para plantar e para impedir manifestações reivindicatórias das mais diversas classes profissionais que vêem seus direitos serem sonegados diariamente.

Estes são os principais instrumentos que estão a serviço das elites latinas para consagrar a expropriação dos bens e direitos dos nativos - “filhos de ninguém”.

A apropriação concentrada da terra pelos “filhos de alguém”, os fidalgos que invadiram o Brasil no século XV e mantido hoje pelos seus descendentes associados às multinacionais são fatores fundamentais para que possamos entender a lógica dominante da violência.

Os dados divulgados pela Comissão Pastoral da Terra – CPT vinculada a CNBB que consta em seu estudo “Conflitos no campo Brasil 2007” mostra que em 2006 havia dez (10) Estados com registros de expulsão de famílias do campo e que em 2007, este numero passou para quatorze (14) Estados.

O resultado desta ação estatal faz com que estas famílias que foram expulsas da terra acabem por inchar cada vez mais as cidades engrossando mais os bolsões de miséria aumentando geometricamente todos os índices sociais e entre eles os casos de violência.

Os dados não param; outro item que chama atenção no estudo realizado pela CPT/CNBB é o aumento do numero de trabalhadores submetidos à escravidão, confirmando assim a permanência da mesma ideologia dos tempos da invasão colonial mantida atualmente pelos latifundiários brasileiros associados ao capital financeiro multinacional sem terem que se preocuparem com os aspectos legais aja vista a cumplicidade dos poderes constituídos.

No ano de 2006 foram 6.930 casos denunciados; com o resgate de 3.633 trabalhadores em regime de escravidão em 16 Estados brasileiros.

Em 2007 foram 8653 casos com o resgate de 5.974 trabalhadores-escravos em 18 Unidades da Federação.

Estes dados são comprovados por tímidas matérias veiculadas na mídia patronal quando divulgam a ação da fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego quando resgataram em propriedades do setor sucro-alcooeiro 3.117 pessoas em situação de escravidão, o que representa 53% do total dos casos registrados no país.

Os 47% restantes completa-se com os casos registrados nas atividades de carvoejamento e de pecuária, também setores típicos na grande concentração de terras.

A violência no campo segue uma organicidade empresarial (assim como no crime organizado) iniciada pela grilagem da terra, seguida pelo desmatamento indiscriminado da terra e a conseqüente venda das madeiras nobres de maneira ilegal, aquelas com valor comercial depreciado são queimadas para fazer carvão vegetal. E para finalizar o ciclo de devastação financeira chegam os pecuaristas e outros agronegociantes que completam o trágico e dinâmico complexo de violência e devastação da natureza e dos seres humanos do entorno desses “empreendimentos econômicos”.

Historicamente, sempre quando há algum avanço de democratização da sociedade brasileira, como estas que estão sendo efetivada pelo Governo Lula geram das oligarquias fidalgas preocupação com o que, que o Governo possa realizar ou avançar na política de reforma agrária.

Tomados por esta paranóia perversa esta mesma oligarquia fidalga promove mais assassinatos por meio da pistolagem, mais famílias são expulsas de suas terras e aquelas que não foram expulsas são despejadas por pseudos processos judiciais altamente comprometidos pela parcialidade social como são julgadas.

Nestes “julgamentos” nota-se que infelizmente o Poder Judiciário ou em parte dele segue a mesma lógica classista tendo em vista que quem julga são os herdeiros de quem é julgado, ou seja, são oriundos da mesma fidalguia.

Sendo assim, a violência está intimamente ligada ao processo de colonização de ontem e de hoje, calcadas nas amplas expectativas de negócios lucrativos. Por isso os dados dessa violência toda ficam incontestados pelo auto denominado “Bloco de Poder técnico-científico-agroindustrial-midiático” como pode ser consultado no sitio da própria Associação Brasileira de Agrobusines (Abag) www.abag.com.br.

A violência sempre este associada ao avanço tecnológico daqueles que estão nos colonizando, fato este que subtrai todo e qualquer avanço democrático que os Governos Progressistas possam fazer e ou propor; a luta democrática é inglória frente ao poderio econômico dos colonizadores e de seus fidalgos estrangeiros ou nacionais.

MSN: itamarssantos@hotmail.com

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A "Força Sindical".

A atual crise do sistema capitalista mundial trás para o centro do debate qual (is) o(s) destino(s) da classe trabalhadora mundial e de como os seus representantes mais imediatos, os sindicatos/ sindicalistas, vão se portar frente ao enfrentamento com a classe patronal.

Representantes da classe patronal em permanente lobby aprofundam as pressões ao governo Lula afim de “precarizar” ainda mais as condições de trabalho com o que eles apelidam de “flexibilização” das leis trabalhalistas.

Em recente visita ao Presidente Lula, o Presidente da Vale (Estatal privatiza por FHC), o testa de ferro do capitalismo multinacional, Roger Agnelli apresentou-lhe a proposta patronal de “flexibilização” das leis trabalhistas que segundo ele: “seria temporário, para ajudar a ganhar tempo enquanto essa fase difícil não passa”.

A mais de 20 anos o movimento sindical brasileiro luta por dentro do projeto neoliberal para manter as vagas de trabalho já existente e repor, no mínimo, a inflação do período, luta anulada pela estratégia empresarial de demitir os trabalhadores detentores desse beneficio por novos trabalhadores com salário mais baixo e que não são sindicalizados. Com essa estratégia a classe patronal mascará os índices oficiais de emprego, criando assim uma “bolha” de estabilidade das vagas de trabalho.

Além dessa dificuldade comum no sindicalismo brasileiro, há um problema gerado pela quebra de unicidade sindical, que ao mesmo tempo democratiza os debates no interior da classe trabalhadora, mas traz um ingrediente entreguista uma vez que alguns sindicalistas que dominam sindicatos e suas centrais sindicais não são nada democráticos fazendo “acordos” nefastos à classe trabalhadora.

Esse entreguismo pode-se presenciar quanto, via imprensa patronal, somos informados de que o Presidente da Central Força Sindical Paulinho, também Deputado Federal do PDT de São Paulo, o mesmo que esta sendo acusado de desviar dinheiro do BNDES propõe ao patronato nacional tudo aquilo que os mesmos estão pressionando o governo e a sociedade para conceder-lhes.

A força sindical, central criada pela democracia social brasileira que tem como orientação ideológica o ideário capitalista-neoliberal defendido e difundido pelo PSDB, foi criada pra disputar inicialmente com a CUT e atualmente com as demais centrais de origem classista de esquerda o controle da classe trabalhadora por dentro dos sindicatos.

Com a formação da Força Sindical e adoção de seu projeto chamado de “sindicalismo de resultados” que nada mais é do que a adoção de uma política bonificativa onde a sua base sindical contenta-se com muito pouco em troca de não ser demitido. O sindicalismo brasileiro perde o seu poder de pressão frente à classe patronal que vê nesta central um aliado com poder de persuasão capaz de fazer aprovar propostas de seu interesse.

Aproveitando-se mais uma vez da crise criada pela classe dominante o “sindicalista pelego” Dep. Paulinho antecipa-se e faz coro com seus chefes e apresenta a mesma proposta apresentada por Agnelli e pela FIESP. Proposta que consiste basicamente em reduzir a jornada de trabalho associada à redução salarial, uso do já existente banco de horas, suspensão temporária do contrato de trabalho com a consequente interrupção dos direitos trabalhistas, férias coletivas e licenças remuneradas bancadas pelo dinheiro público.

Nada de novo que não seja de conhecimento de todos e de que não esteja no falido projeto neoliberal.

A Classe Trabalhadora tem que se atentar para lutar sempre em defesa dos direitos já conquistados e de que só mudamos de século, no mais é a mesma prática secular de exploração do capital em relação ao trabalho e ao trabalhador (a).

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

Public. no www.melhordetodos.com.br em 16/01/2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

Pavão.

Pavão é um animal da família das aves com protuberante cobertura de penas e plumas que as torna vistosas e multicoloridas.

Essa beleza própria faz com que essa espécie se considere, instintivamente, a mais bela entre os seus pares o que a faz exibir suas plumas pelos verdes campos que habita com ares de superioridade e exibicionismo.

Na ressaca da virada do ano a população, na sua maioria alienada aos bastidores políticos da cidade, fica sabendo que a Câmara Municipal de Vereadores elege o seu novo Presidente.

A dita eleição é produto de um dos maiores golpes já sofrido nos dois governos do companheiro Alex Boscaini que nuca imaginara que seria traído por 3 de seus Vereadores da também, sua “base aliada”.

Mas, a foto publicada na imprensa viamonense na primeira semana deste movimentado 2009 retrata que a tal “base aliada”, não é tão “aliada” assim e que o Prefeito Boscaini terá mais trabalho do que esperava com o Legislativo local.

Os vereadores Luis Armando e Éderson do PT lhe foram infiel ao articular com Eraldo (PTB - base aliada) e o restante da oposição a eleição de Éderson com Presidente da Câmara deste ano.

O que fará o Prefeito frente a essa traição praticada pelos seus liderados ou rebelados vereadores?

Para responder essa questão o Prefeito que tem entre suas leituras Maquiavel, assimilou o golpe no velho estilo: “Bom cabrito não berra...” Tratou com o então Presidente do Legislativo, ainda com custo desconhecido, a aprovação de projeto de lei que instituiu algo chamado de “reforma administrativa” (assunto para uma próxima conversa) durante chamada extraordinária dos Vereadores que estão “férias”.

O Prefeito e o PT têm instrumentos estatutários suficientes, para expulsar os vereadores: Armando, que durante esse tempo nos quadros partidários plagiou o seu próprio nome, armando seus atos em beneficio próprio, prática igualmente adotada por Éderson durante o seu mandato.

Alem de instalar o processo junto a Comissão de Ética do PT e sendo aprovada a expulsão dos referidos vereadores o PT pode ingressar no TRE solicitando a devolução do mandato partidário ocupado pelos vereadores em questão por prática de infidelidade partidária.

Ou, o partido e o Prefeito calam-se e partem para a “negociação” com a dupla de infiéis. Quanto ao terceiro vereador que compunha a dita base aliada, excelentíssimo senhor Eraldo de conhecida desobediência partidária será uma eterna pedra nos sapatos do executivo municipal e não nos surpreendemos se em breve o PTB, partido do nobre edil torne público sua indissolúvel unidade com seu patriarca Chico Gutierres.

E para ficar bem gravado nas nossas mentes observemos aquela foto onde posaram Armando e Éderson (do PT), João e Antônio (PMDB), Nadim (PP) e de Eraldo (PTB).

É a confirmação de que a nossa Câmara de Vereadores permanece povoada por representantes de uma sociedade individualista que tem como objetivo projetos de interesse pessoal e que como a ave plumada gostam de exibir seus adornos.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

Publicado no www.melhordetodos.com.br em 10/01/2009.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Violência.

As definições são as mais variadas sobre os fatores que nos levam a estarmos passando por um período de extrema violência.

A violência está tão generalizada que se torna mais uma das tantas banalidades que presenciamos no nosso dia-a-dia.

A todo instante somos torpedeados pelos noticiosos digitalizados ou pela imprensa por fatos chocantes onde são demonstrados que a sociedade contemporânea está doente. Duplamente doente.

Doente pela insistência de se noticiar múltiplas vezes o mesmo fato, especialmente se este fato é de extrema violência.


Neste caso, doentes são todos aqueles que lucram constantemente, para não dizer exclusivamente, noticiando torturadoramente estes crimes.

Mais doentio é o consumo voraz pela grande maioria da população que hipnoticamente deixa tudo de lado para assistir esses casos de extremada violência praticados por pessoas, elogiadamente chamadas assim, sofredoras de igual transtorno.

Os casos dos pais que atiraram a filha pela janela ou dos “Bad Boys” de Brasília quando atearam fogo no índio ou aqueles espancadores de uma mulher trabalhadora no ponto de ônibus, ambos são filhos dos bacanas da classe média alta desta sociedade doente onde sobrevivemos.

A violência de hoje que está presente em nosso cotidiano tem uma explicação histórica.

Sua origem está na concentração de poder onde quanto menos pessoas possuir muito mais do que o necessário, muitas outras pessoas estarão propicias a cometerem atos criminosos só pelo instinto de sobrevivência.

Essa concentração de poder se inicia pela má distribuição de terras começando na colonização do território brasileiro a partir da instituição das capitanias hereditárias com o massacre dos povos indígenas.

Desde a invasão da América Latina pelo império espanhol e posteriormente o Brasil pelo império português os quais as elites brancas atuais apelidaram de descobridores acontece o controle das terras e de todas as suas riquezas minerais, incluindo-se a água, por uma elite colonizadora.

Este controle sempre esteve como sendo o objetivo central dos invasores europeus que criaram ardilosamente um conjunto de justificativas para legitimar toda essa apropriação indébita, estando entre elas à questão da raça um elemento central.

A justificativa para tal apropriação tinha que ter um fundamento lógico à época e o que foi encontrado para justar esta prática aos olhos europeus e a igreja católica romana, seria dar o controle das recentes riquezas aos fidalgos (os filhos de alguém - dos europeus).

Uma vez que os índios, povo original destas terras, primeiramente, e os negros seqüestrados da África posteriormente, não eram considerados seres humanos, portanto não podiam “controlar” as imensas riquezas da promissora descoberta.

Sob o signo desta discriminação racial foi fundada a base da constituição das classes sociais na America Latina e no Brasil.

Os noticiosos tupiniquins fazem questão de dissociar a origem étnico-racial deste debate, bem como quanto às classes sociais devido aos seus interesses serem comprometidos com aqueles que detêm o controle das riquezas no continente.

A violência que nos permitem saber é aquela que acontece nas regiões urbanas onde estejam envolvidos os representantes da fidalguia atual (brancos e ricos). Mas o grosso da violência fica escondido da grande maioria da população, aqueles que estão à margem da margem da miséria absoluta.

Outro importante fato subtraído das informações repassadas à população é a de que um alto índice dos crimes cometidos é de origem fidalga, tanto nos assaltos, trafico de drogas e nos chamados crimes do colarinho branco, assim deixando a população alheia a estes dados fundamentais para a identificação e responsabilização social de quem realmente pratica esses crimes.

MSN: itamarssantos@hotmail.com

Publicado em 07/01/2009 no www.melhordetodos.com.br

6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.
Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual
Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

A Igreja Matriz de Viamão.
Referência de um Povo.
Powered By Blogger

As 10 estratégias de manipulação midiática, por Noam Chomsky

Neoliberalismo e Globalização. Saiba o que são!

Juizes e suas Mordomias! Isso o JN não mostra.

CHÊ

CHÊ
O Maior Revolucioário que já viveu!!!

Bandeira do nosso time.

Bandeira do nosso time.

Eu sou Gaúcho

Eu sou Gaúcho
Mas,bah! Tche!

fidel

fidel
Um Lider

Saramago disse:

Eu na Internet

Charges que falam por si!!!!

Charges que falam por si!!!!
Sarney

Ataque aos Trabalhadores I

Ataque aos Trabalhadores I
Bm usa cavalaria contra MST em São Gabriel.

Ataque aos Trabalhadores

Ataque aos Trabalhadores
Trabalhadores encurralados pela BM em São Gabriel.

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS
Marcas do tiro de calibre 12, arma da BM do Governo Yeda(PSDB,PMDB,PTB,PP,DEM) - Fotos do rsurgente-

Assassinato de São Gabriel

Assassinato de São Gabriel
Tiro a traição, da BM, mata trabalhador rural em São Gabriel.

A Guerra.

A Guerra.
BM usa armas de guerra contra MST em São Gabriel.

Paim prestigia ato em Viamão.

Paim prestigia ato em Viamão.
Paim observa discurso de Itamar Santos.

E o Congresso?

E o Congresso?
Sarney

Os Congressistas.

Os Congressistas.
Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

Paim em Viamão.
Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.