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Rio Grande do Sul

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Politica do Coitadismo.

A coluna de Martha Medeiros, de ZH, de 22 de outubro de 2008 foi oportuna em abordar mais uma vez o tema sobre a criança e adolescente.

Há meses varias opiniões já passaram por diversos meios de comunicação sobre este tema, fato este que vem a qualificar cada vez mais o debate que não pode ser esquecido como tantos outros.

O caso emblemático do momento como todos já sabemos é o assassinato da menina Eloá.

Alem de tudo que já foi falado por especialistas e especulado por quem nunca sofreu na pele este tipo de crime cabe salientar que tudo está sendo feito de maneira errônea na condução da Política de Proteção da Criança e do Adolescente.


Institui-se oficiosamente que não se pode fazer nada que imponha limites as crianças. O Presidente Lula decretou que não pode haver trabalho escravo para menor de 18 anos, no outro dia os ditos “formadores de opinião” já estavam bradando que mães e pais não podem atribuir tarefas domésticas a seus filhos em suas casas e assim se deturpam todas as legislações que existem para proteger as crianças e adolescentes.

Mas, o que é para discutir não é discutido por falta de uma política publica que ordene esta demanda.

Observa-se no caso da menina Eloá que ela já “NAMORAVA” desde os 12 anos de idade com o seu algoz, Lindemberg, sete anos mais velho.

Sobre isso nada é dito; onde já se viu uma criança namorar com essa idade. Idade essa de estar brincando com bonecas e não de estar fazendo neném.

Este debate não importa, pois crianças desta idade estão trabalhando nas tele novelas e para isto não é proibido, podem beijar na boca, usar roupas sensuais, fatos que provocam na sociedade um desregramento brutal.

Sociedade esta que é regida pelo consumismo desenfreado onde que as próprias famílias influenciam seus filhos a serem o que ainda não devem ser; só estarem “na moda”.

Esta prática favorece as grandes marcas e aos barões do tráfico de drogas que sempre estão apostos para cuidarem dos nossos filhos se assim nós não o fizemos por imposição de uma sociedade altamente cruel e competitiva.

Quando acontecem tragédias como a de Eloá abre-se espaços para ver quem errou, sem se dar conta que todos erraram.

Errou a família que permitiu que uma criança mantivesse relações afetivas com um adulto; errou o GATE que utilizou a estratégia inadequada ao caso que menosprezou “um jovem sem antecedentes”, até aquele momento e errou o Estado que aplica a política do coitadismo as crianças e adolescentes como se estes fossem seres desprovidos de inteligência e por isto serem incapazes de responderem por seus atos.

Tudo que uma criança venha fazer sempre tem alguém para afirmar como verdade: “Isso é coisa de Criança”.

No domingo passado estava no ponto de ônibus quando chegou uma turma de adolescentes, em torno de 10, entre meninas e meninos, todos embriagados.

Um ato chamou a minha atenção e de todas as demais pessoas que esperavam o coletivo.

Por varias vezes duas meninas deste grupo, que se vestem de preto-com maquiagem também preta, se beijaram na boca.

Não pense você que era só um “Celinho” inofensivo; era um beijão com troca abundante de saliva.

Tento ser um cara aberto para as opções sexuais das pessoas, mas esta sendo antecipada essa descoberta. Há uma precoce mudança na constituição da família nas ultimas décadas por causa do descontrole social imposto pelo consumismo desenfreado e sua conseqüente deformação da nossa juventude que como bem disse a colunista “Pó, todos os meus amigos podem!”. “Ah, então tudo bem.”

Nesta lógica estamos vivendo com mães e pais com idade de criança, “criando outras crianças”.

Outro fato ocorrido com um adolescente (18 anos) que foi assassinado dentro de sua própria casa por outro jovem de 20 anos, que presenciei quando da entrevista com a Promotora de Justiça do Foro de Viamão com a minha cunha, mãe do menino assassinado naquele dia, 19 de fevereiro de 2006, onde esta lhe disse: “mãezinha, infelizmente foi um triste acidente de duas crianças”, sentenciando o criminoso apenas a um PSC (Prestação de Serviço a Comunidade), pena nunca cumprida.

Só que a excelentíssima causídica não sabia e não quis saber que a “criança” em questão já era um assassino em potencial, fato este comprovado a mais ou menos um mês quando este individuo foi preso por porte de arma, drogas e suspeita de assassinato, enquanto nossa família após longos 2 anos 8 meses e 3 dias choramos a morte de nossa criança.

Enquanto o Estado não intervir fortemente no tratamento integral as famílias e as famílias não perceberem que estão perdendo os seus filhos para o consumismo fácil e daí para o crime e para droga escreveremos muitas noticias e crônicas sobre este mesmo assunto.

ver.itamarsantos@terra.com.br

Acabaram as eleições.

Entre concorrentes e não concorrentes todos retomam suas vidas como se nada tivesse acorrido.

Na sexta-feira voltara ser o dia de tomar todas no botequim da esquina sem aquela enchesão de saco de ter sempre algum político pedindo o voto.

No sábado enfim dormir até mais tarde sem ser acordado por um estridente carro de som com aquela mesma repetição, isto se a ressaca da sexta-feira fruto da beberagem com os velhos amigos permitir.

E no domingo lavar o carro que ainda será pago por mais trinta e tantas prestações as quais mais são um aluguel, a tarde jogar uma bolinha, com os mesmo amigos da sexta-feira, no campo de terra da vila, sem deixar de tomar umas e outras após a pelada. Só então ir para a casa dormir porque na segunda-feira é dia de “são pega.”

Esta é a rotina da maioria das pessoas que sobrevivem alienadas em uma sociedade altamente excludente, consumista e competitiva acabando por transformar pessoas em humanóides manipulados por um processo político que move esta mesma sociedade sem que seja nela realizada qualquer tipo de mudança significativa na vida daqueles que ali residem.

O segundo turno das eleições na capital dos gaúchos e das gaúchas teve com vencedor o atual Prefeito José Fogaça e é prova desta manipulação.

Eleito em 2004 pelo PPS, partido que abriga ícones da política dos pampas como o ex-governador Antônio Britto, um dos idealizadores/executores das maiores privatizações do RS, companheiro de Cesar Busatto grampeado pelo atual Vice-Governador Paulo Feijó (DEM) no escândalo do DETRAN.

Fogaça troca de partido no limite da lei eleitoral retornado ao PMDB que já lhe deu guarida, bem como aos demais, ou seja, todos elles são velhos conhecidos e mui amigos. O seu primeiro mandato passa no mais profundo ostracismo sem ser importunado nem pelo seu passado político e muito menos pela impressa escrita e falada.

Quatro anos se passaram e a fotografia de Porto Alegre continua a mesma, problemas comuns a qualquer cidade do porte de uma metrópole não foram divulgados e nem debatidos na mídia empresarial.

Somente após ter garantido a sua reeleição foi que o seu maior aliado, o PM (Partido da Mídia), falou e escreveu aquilo que se calou durante os seus longos quatro anos na Prefeitura de Porto Alegre.
Disse textualmente uma das mais importantes analistas de política no dia seguinte a apuração eleitoral:

“Os pontos fracos do governo (Fogaça) mostrados por Onyx no primeiro turno e por Rosário no segundo turno devem servir de reflexão para o Prefeito e sua equipe pensarem o segundo mandato. Porto Alegre precisa planejar obras estruturais antes que o trânsito entre em colapso, atacar os problemas sociais antes que as malezas tornem a cidade inabitável, investir maciçamente em habitação antes que as favelas se multipliquem sem controle. Diz o slogan da campanha vencedora de Fogaça que “a mudança não pode parar”. Os eleitores acreditaram nessa idéia. Agora, é cobrar para que as obras não apareçam às vésperas das eleições de 2012. ”(Rosane de Oliveira - ZH 27/10/08)

Esta bela analise do que foi a campanha e o governo de Fogaça frente à Prefeitura de Porto Alegre, realizada pela manipuladora articulista, deveria ter sido realizado durante o Primeiro Turno das eleições assim o porto-alegrense talvez tivesse votado em Onyx e em Maria do Rosário para disputarem o Segundo Turno tendo um resultado bem diferente daquele que as urnas deflagraram.

Mas hipocritamente manifesto-se um dia após a reeleição do candidato do seu partido (PM) para posar perante a ingênua opinião publica como uma jornalista democrática e imparcial.

Sabedor de sua incompetência, Fogaça já disse que precisa do apoio do PT para realizar os investimentos que Porto Alegre necessita.

Enfim será o PT que governará Porto Alegre, menos mal.

ver.itamarsantos@terra.com.br

Publicado no www.melhordetodos.com.br em 28/10/2008.

domingo, 26 de outubro de 2008

O Abalo dos Muros

Por: FREI BETTO

O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo. Mas quem se preocupa com os pobres?

NO PRÓXIMO ano, completa-se 20 anos da queda do Muro de Berlim, símbolo da bipolaridade do mundo dividido em dois sistemas: capitalista e socialista. Agora assistimos ao declínio de Wall Street (Rua do Muro), na qual se concentram as sedes dos maiores bancos e instituições financeiras.

O muro que dá nome à Rua de Nova York foi erguido pelos holandeses em 1652 e derrubado pelos ingleses em 1699.

Nova Amsterdam deu lugar à Nova York.
O apocalipse ideológico no Leste Europeu, jamais previsto pelos analistas, fortaleceu a idéia de que fora do capitalismo não há salvação. Agora, a crise do sistema financeiro derruba o dogma da imaculada concepção do livre mercado como única panacéia para o bom andamento da economia.

Ainda não é o fim do capitalismo, mas talvez seja a agonia do caráter neoliberal que hipertrofiou o sistema financeiro.

Acumular fortunas tornou-se mais importante que produzir bens e serviços. A bolha especulativa inflou e, súbito, estourou.

Repete-se, contudo, a velha receita: após privatizar os ganhos, o sistema socializa os prejuízos.

Desmorona a cantilena do "menos Estado e mais iniciativa privada".

Na hora da crise, apela-se ao Estado como bóia de salvamento na forma de US$ 700 bilhões (5% do PIB dos EUA ou o custo de todo o petróleo consumido em um ano naquele país) a serem injetados para anabolizar o sistema financeiro.

O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo.

Mas quem se preocupa com os pobres? Devido ao aumento dos preços dos alimentos, nos últimos 12 meses, o número de famintos crônicos subiu de 854 milhões para 950 milhões, segundo Jacques Diouf, diretor-geral da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).

Quem pagará a fatura do Proer usamericano?

A resposta é óbvia: o contribuinte. Prevê-se o desemprego imediato de 11 milhões de pessoas vinculadas ao mercado de capitais e à construção civil. Os fundos de pensão, descapitalizados, não terão como honrar os direitos de milhões de aposentados, sobretudo de quem investiu em previdência privada.


A restrição do crédito tende a inibir a produção e o consumo. Os bancos de investimentos colocam as barbas de molho. Os impostos sofrerão aumentos. O mercado ficará sob regime de liberdade vigiada: vale agora o modelo chinês de controle político da economia, e não mais o controle da política pela economia, como ocorre no neoliberalismo.


Em 1967, J.K. Galbraith chamava a atenção para a crise do caráter industrial do capitalismo.

Nomes como Ford, Rockefeller, Carnegie ou Guggenheim, exemplos de empreendedores, desapareciam do cenário econômico para dar lugar à ampla rede de acionistas anônimos. O valor da empresa deslocava-se do parque industrial para a Bolsa de Valores.

Na década seguinte, Daniel Bell alertaria para a íntima associação entre informação e especulação e apontaria as contradições culturais do capitalismo: o ascetismo (= acumulação) em choque com o estímulo consumista; os valores da modernidade destronados pelo caráter iconoclasta das inovações científicas e tecnológicas; lei e ética em antagonismo quanto mais o mercado se arvora em árbitro das relações econômicas e sociais.

Se a queda do Muro de Berlim trouxe ao Leste Europeu mais liberdade e menos justiça, introduzindo desigualdades gritantes, o abalo de Wall Street obriga o capitalismo a se repensar. O cassino global torna o mundo mais feliz? Óbvio que não.

O fracasso do socialismo real significa vitória do capitalismo virtual (real para apenas um terço da humanidade)?

Também não.
Não se mede o fracasso do capitalismo por suas crises financeiras, e sim pela exclusão - de acesso a bens essenciais de consumo e direitos de cidadania, como alimentação, saúde e educação - de dois terços da humanidade. São 4 bilhões de pessoas que, segundo a ONU, vivem entre a miséria e a pobreza, com renda diária inferior a US$ 2.

Há, sim, que buscar, com urgência, um outro mundo possível, economicamente justo, politicamente democrático e ecologicamente sustentável.

CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 64, frade dominicano e escritor, é autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004).

Fonte:Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal.
Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br


ver.itamarsantos@terra.com.br

Publicado no WWW.melhordetodos.com.br em 26/10/2008.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Votar ou não votar.

Eis a questão!!!

No ano em que a Constituição Federal completa 20 anos presenciamos uma eleição em que a profissionalização foi predominante desde o fim da ditadura militar.

A nossa tão sofrida democracia, conquistada através do sacrifício de vários companheiros (as) que deram a vida para hoje podermos exercê-la esta no principio de sua juventude e tanto fazem para nela o povo venha desacreditar.

São tantos desvios éticos e morais, intromissões judiciais parciais fazem com que a nova geração de eleitores coloque em duvida se votar é um direito ou uma imposição.


A parte mais importante do sistema democrático é as eleições, mas tudo está sendo proibido pela Justiça Eleitoral, menos a livre prática do poder econômico que comprou a política.

Nestas eleições os partidos foram meros coadjuvantes sendo substituídos por marqueteiros que ditaram o que fazer, dizer e como fazer e dizer, os militantes históricos foram substituídos por sonolentos diaristas que seguraram as bandeiras mais rendáveis financeiramente sem intromissão alguma da Justiça Eleitoral.

A mesma Justiça que delimitou a propaganda visual em 4 metros quadrados, mas permaneceram cegos para a prática descontrolavel dos mega investimentos de algumas campanhas em especial as de vereadores (as).

Esta foi à eleição em que o poder econômico ditou as regras, pouco se viu de debate de projetos e muito se viu de qual candidato tinha maior visual nas ruas e esquinas.

As coligações foram “da hora”, sem o mínimo de conteúdo programático-ideologico, chegando ao absurdo de em um município partido antagônicos estar coligados e fazerem juras de fidelidade permanentes e em outro não poderem dividir a mesma calçada.

Há aqueles que defendem que o voto deva ser facultativo para se exigir mais dos políticos, mas se analisarmos que temos a faculdade de votar em branco ou de anular o voto e até de se abster de votar observaremos que estes votos têm índices baixos em relação à dita rejeição popular frente às eleições.

Isto é um sinal que o eleitor apesar de reclamar dos políticos muito pela carga negativa que recebe via meios de comunicação acaba votando em alguém mesmo que esse voto seja alienado pelo desinteresse pré concebido pela ditadura midiática incutida em suas mente de que todo político é ladrão.

Quando não é por esse motivo pode ser pelo mimo que recebeu do candidato, ou pela promessa de emprego fácil, pois infelizmente a cultura eleitoral incutida em grande parte dos eleitores é a velha “Lei de Gerson”.

Aqueles que avaliam faltar elementos consolidantes no processo eleitoral deve se unir par exigir o fim do abuso econômico, o fim das coligações, a constituição de partidos fortes que tenham programas e ideologias claras, fim da reeleição, fim do 2° turno e que o eleitor dê mais valor ao seu voto e não o venda por preço algum.

O voto é o maior e o melhor de todos os direitos arduamente conquistados durante a ditadura militar.

Acabamos com a maior ditadura militar da América Latina, acabaremos com a ditadura financeira que deforma a democracia onde todos devem ter os mesmos direitos e deveres.

ver.itamarsantos@terra.com.br

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

“O Petróleo tem que ser Nosso.”

Todas as atenções do mundo estão voltadas para a crise econômica mundial como se o capitalismo fosse acabar num estalar de dedos.

Esta é mais uma das tantas crises pelo qual o sistema capitalista criou desde a 1ª Grande Guerra Mundial, pelo simples fato deste sistema não produzir soluções permanentes para as suas próprias malesas como a miséria e a corrupção, por exemplo.

Esta crise nada mais é do que uma grande cortina de fumaça, um bode na sala, para encobrir a destrutível corrupção incorporada no capitalismo onde os governos não passam de meros coadjuvantes coniventes com os grandes especuladores, verdadeiros sanguessugas do tal de mercado.

Outro objetivo por de trás desta “crise” está à enorme dependência energética dos EUA o que os torna vulneráveis perante os seus interesses imperialistas.

Podemos dizer que alguns fatos são no mínimo, coincidentes.

No momento em que o Brasil oficializa a descoberta da maior reserva de petróleo, em que Cuba reforça a sua opção pelo socialismo, que Ortega é Presidente da Nicarágua, que a América do Sul é governada por dirigentes como Hugo Chaves, Lula, Correa, Kircher, Morales e Lugo oriundos das classes populares formando um bloco a fim de reduzir a dependência do Continente em relação aos EUA acontece à reativação da Quarta Frota pelo Governo Bush filho.

A Quarta Frota foi criada em 1943 visando derrotar o nazismo nos mares do Atlântico Sul sendo extinta em 1950 e recriada recentemente em 12 de Julho.

O perigo desta investida militarista norte americana está explicita na composição deste instrumento de guerra formado por 4 navios cruzadores munidos de mísseis; 4 destróieres com mísseis; 13 fragatas carregadas de mísseis e um navio hospital totalizando 22 navios de alto poder destrutivo.

Todo este aparato bélico tem como justificativa apresentada pelos ianques como sendo meramente a realização de “ações humanitárias” na região, achando que somos todos uns débeis mentais.

Está claro como água pura que o objetivo do “império do mal” é o de conter o avanço das forças democráticas de esquerda na nossa AMÉRICA LATINA e também assaltar as nossas reservas petrolíferas no pré-sal sob o álibi de estarem “realizando ações humanitárias ou combatendo o terrorismo” atitudes já demonstradas em vários países Africanos, no Iraque e no Afeganistão.

A criação e a ação da Quarta Frota é um grave risco a soberania nacional verbalizado em discurso no ultimo 18 de Setembro, em Rio Grande, pelo Presidente Lula diante de dois mil trabalhadores que construíram a Plataforma P-53 da Petrobras.

Lá por Brasília circulam boatos de que os EUA estariam questionando as 200 milhas da nossa costa marítima.

A sandice imperialista IANQUE conjugada com a sua dependência extrema do petróleo que lhe dá o titulo de maior importador mundial deste liquido indica que a voracidade de seus governantes e das corporações do império está direcionada para invadirem o Brasil e os países que não concordarem com as suas imposições.

Desde 1970, técnicos da Petrobras já suspeitavam de que teríamos essa riqueza toda sob as águas profundas da nossa costa, fato somente confirmado agora com o avanço tecnológico e da visão estratégica do Presidente Lula, maior incentivador deste projeto.

A gula imperialista está localizada na descoberta, desde novembro de 2006, da megajazida de petróleo na bacia de Santos chamada de Tupi, seguida da descoberta de reservas que se estendem do Espírito Santo a Santa Catariana compreendendo uma área de aproximadamente 160 mil quilômetros quadrados, a sete mil metros abaixo da superfície nas entranhas rochosas do pré-sal (por isso o nome de “camada de pré-sal ‘).

Estudos apontam para a interligação de toda esta riqueza transformando-se em um único campo petrolífero, componente importantíssimo no momento da exploração, com capacidade de produzir entre 70 e 100 bilhões de barris de óleo de ótima qualidade que elevara o Brasil da posição 240 para a 8ª ou 9ª posição do ranque das maiores reservas petrolíferas do planeta, posição ocupada hoje por Venezuela e Nigéria.

Transformando isto tudo em dólares, com o barril custando US$ 100, temos então sob o pré-sal do nosso mar azul um tesouro de US$ 9 Trilhões que serão investidos no combate a miséria e na formação educacional do povo brasileiro como já afirmou recentemente o Presidente Lula.

Esta fortuna é praticamente todo o PIB dos EUA, ou seja, tudo aquilo que elles “produzem” através da especulação e da expropriação alheia. Isto provoca cada vez mais a ganância capitalista sobre as riquezas escondidas em nossa vasta natureza.

Toda esta riqueza pode ser a independência do povo brasileiro como também pode ser a nossa colonização definitiva. Tudo dependerá de como se comportara o Governo do Presidente Lula quando for regulamentar a exploração desta finita riqueza, bem como a nossa mobilização popular em defesa de que este PETROLEO TEM QUE SER NOSSO e de ser utilizado em beneficio do povo brasileiro.

A ameaça eminente está na invasão do império, isto é o nosso grande perigo e para isto temos que estar preparados.

ver.itamarsantos@terra.com.br

sábado, 18 de outubro de 2008

Saúde, direito de todos! Dever do Estado.

Já se passaram 20 anos de muitas lutas para que a cada dia reafirmarmos este princípio constitucional “Saúde, direito de todos; dever do Estado”. Direito este totalmente contrário àqueles que se orientam pelo ideário neoliberal que tem como projeto político-ideológico o desmonte do Estado e a retirada de conquistas como o SUS arduamente conquistado na Constituição Federal de 1988.

Ao vasculharmos a história brasileira podemos notar que a política de saúde sempre foi subordinada à política econômica, portanto, estabelecedora de modelos.

Nos primórdios do século XX, havia o modelo sanitarista-campanhista que se caracterizou por práticas sanitárias voltadas para a expansão do setor agro-exportador promovendo o controle de endemias e epidemias para saneamento dos espaços onde circulavam as mercadorias de exportação e de combate às doenças transmissíveis para controle daquelas que prejudicavam a exportação do café.

Entre os anos 50 e 70, houve no Brasil a aceleração da industrialização e com isso era importante manter os trabalhadores saudáveis, para que isso fosse possível surge a Medicina Previdenciária e o modelo médico-assistencial privatista.

Neste modelo privatista a um limite, ou seja, o atendimento era oferecido somente àqueles que estavam trabalhando formalmente em detrimento do atendimento coletivo que privilegia as ações coletivas de promoção, prevenção, recuperação e proteção à saúde.

Os recursos da então Previdência Social eram investidos na assistência médica individual para permitir o rápido retorno ao trabalho dos empregados doentes ou acidentados. Percebemos nesta pratica que o dinheiro recolhido dos trabalhadores estava a serviço dos ricos industriais.

Nestes últimos 20 anos a resistência a esse modelo excludente está presente na luta dos movimentos populares, sindical, das mulheres, nas organizações setorial de saúde, no movimento pela Reforma Sanitária que culminaram na garantia constitucional de que a Saúde é um direito de todos e dever do Estado.

Estado representado pela União, Estados e Município onde cada um tem o dever de manter financeiramente o SUS como sistema universal que valoriza a vida.
Com a implementação do SUS a saúde pública se desvincula da lógica econômica para ser vinculada a uma visão coletiva e universal onde a figura do Estado tem papel fundamental por isso é dever desses entes manterem o atendimento universalizado e de qualidade.

Atualmente ainda passamos por vários problemas relacionados à falta de atendimento e de vagas nos hospitais e alem disto há também falta de médicos, especialmente em cidades das regiões metropolitanas como a cidade de Viamão.

Para que este problema comece a ser solucionado será necessário que haja uma forte reação da sociedade, a começar pela introdução de mecanismos que oriente a todos os formandos de medicina a contribuírem com a saúde pública do país, trabalhando e estagiando em Unidades de Saúde em municípios pobres e necessitados.

Para termos uma pequena idéia, a remuneração inicial de um (a) médico (a) na PMV é em torno de R$ 4.000,00 para uma carga horária de 15 hs semanais e no Hospital de Viamão é de R$ 360,00 por cada plantão de 12 hs. Como se vê é uma boa remuneração, portanto a classe médica deve se comprometer mais com a saúde pública, principalmente aqueles que cursaram uma Universidade Pública.


ver.itamarsantos@terra.com.br

Publicado no www.melhordetodos.com.br em 16/10/2008.

Teus alunos serão os meus abrigados.

Na edição de ZH de 11 de setembro de 2008, li um artigo com o titulo “Para onde irão nossos alunos”, de autoria da Pedagoga, Psicopedagoga e Supervisora Escolar Graciela Costa da Silva que retrata perfeitamente a realidade vivida nas escolas e nas Instituições Públicas responsáveis pela reeducação de jovens em conflito com a lei (infratores).

Com propriedade a educadora torna público aquilo que toda a sociedade gaúcha sabe e faz que não vê, ou seja, a falta de regras e de limites da juventude e para a juventude.

Falta esta constatada em todas as classes sociais fique bem claro, ora casos como da jovem que matou os pais com auxilio do namorado e do jovem universitário preso recentemente aqui em Santa Maria que matou o pai e a madrasta.

Mas, nas escolas e nas instituições como a Fase e a Funpergs, herdeiras da extinta FEBEM há como regra a falta destas e de limites.

Na Fase-Fundação de Atendimento Sócio educativo há regras e limites impostos pela estrutura prisional onde as grades são um forte aliado dos (as) monitores (as), educadores diretos destes jovens e os quais correm mais ricos entre aqueles servidores que atendem nestas instituições.

Relatos de colegas dão conta que atualmente a manutenção dos serviços prestados a esses jovens está sendo precarizado pelo Governo do Estado a ponto de não haver papel higiênico para ir ao banheiro, além das casas estarem super lotadas com celas que abrigam um jovem, terem três ou mais ocupando o mesmo espaço.

Sou monitor da Funpergs-Fundação de Proteção especial do Rio Grande do Sul criada com o objetivo de atender crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, ou seja, crianças abandonadas por suas “famílias” ou de rua.

Objetivo este deslocado do idealizado, tendo em vista que temos em nossos abrigos residenciais adolescentes cumprindo medidas sócio-educativas encaminhadas pelo Juizado da Criança e da Juventude derivadas de pequenos furtos, agressões, tráfico e consumo de drogas juntas com crianças abandonadas e portadoras de necessidades especiais.

Com a criação da Fundação de Proteção foi desativado os grandes abrigos atendendo uma das diretrizes do ECA, mas para que isto fosse possível o Estado alugou casas residenciais nos mais diversos bairros de POA as quais não comportam o numero elevado de ocupantes onde há em média 15 crianças de zero a dezoito anos e mais 8 ou 10 servidores por dia causando sérios problemas estruturais no imóvel e o que é bem pior; o relacionamento entres os(as) abrigados(as) fica complicado por estarem na fase de descobertas corporais e comportamentais.

Além disto, há uma falta de regras e de limites amenizadas por parte de uma equipe técnica e de diretores (as) incapazes de resolverem a problemática enfrentada pela criançada, chegam ao desplante de verbalizarem que as insubordinações e tentativas de agressões por parte dos abrigados (as) contra os servidores não passam de “coisa de criança” ou do tipo: “Você não saber cuidar de menina, porque só tem filho homem”.
Na Funpergs a mistura de medidas sócio-educativas promovidas pelo Juizado da Criança e da Juventude e a falta de regras e limites como brinde por não atender a demanda da gurizada atenuadas pelos técnicos são os maiores problemas enfrentados pelos servidores que os atendem e que na maioria dos casos são desautorizados pelos seus superiores na frente das crianças.

Finalmente quero fazer coro com o que disse a educadora Graciela; de que é urgente restabelecermos regras de disciplina e de convívio social em nossa escolas e em nossos abrigos as quais já constam no ECA, basta fazer uma releitura deste importante instrumento legal e trabalhando em conjunto as causas do abandono e desta violência aparentemente imotivada.

Nesta lógica a família tem que ser tratada e reestrutura; se isso não acontecer os alunos da Professora Graciela serão no futuro os meus abrigados ou os infratores da Fase.

ver.itamarsantos@terra.com.br

Publicado na ZH de 12 de setembro de 2008.

Publicado no www.melhordetodos.com.br em 10/10/2008.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Karl Marx manda lembança!!!

*Karl Marx manda lembrança.

O que estamos vendo não são erro nem acidente. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Em meados do século 19, Karl Marx já havia revelado como este jogo se dá.

As economias modernas criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam "comportamento racional". Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma sofisticação.

Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três tendências da sociedade que então desabrochava:

(a) ela seria compelida a aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria;

(b) ela seria compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço seria todo o planeta;

(c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e novas necessidades; como as "necessidades do estômago" são poucas, esses novos bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à fantasia, que é ilimitada. Para aumentar a potência produtiva e expandir o espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria um sistema-mundo.



Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum obstáculo externo a deteria.

Havia, porém, obstáculos internos, que seriam, sucessivamente, superados e repostos. Pois, para valorizar-se, o capital precisa abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção, organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de uso.

Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro.

Marx denominou D - D” essa forma de acumulação e viu que ela teria peso crescente.

À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois a valorização sem trabalho é fictícia.

E o potencial civilizatório do sistema começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente organizador da sociedade.

Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais desenvolvida, mas desconectada de fins humanos.

Dependendo de quais forças sociais predominasse, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie (com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo, maior o poder destrutivo.


O que estamos vendo não são erro nem acidente. Ao vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D".

Abandonou as mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Karl Marx manda lembranças.

*CESAR BENJAMIN, 53, editor da Editora Contraponto e doutor honoris causa da Universidade Bicentenária de Aragua (Venezuela), é autor de "Bom Combate" (Contraponto, 2006).

ver.itamarsantos@terra.com.br

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A CRISE.

A coluna do jornalista David Coimbra, pág. 3, de ZH, desta sexta-feira 10 de outubro de 2008 faz um balanço muito interessante sobre as posições ideológicas de jornalistas e dos proprietários da chamada grande imprensa amarrando ao final com a séria crise econômica provocada pelos caloteiros norte-americanos.

Mas o caro jornalista se esqueceu de frisar que não há mais jornalistas comunistas nas redações dos grandes jornais pela simples imposição patronal ditada pelo tal mercado que com a atual crise deixa de ser um ente invisível para mostrar sua cara que todos sabiam e não tinham ordens para denunciá-la.

Concordo caro jornalista que os bilhões de dólares rapidamente dispensados aos banqueiros são mais um dos tantos desfalques já cometidos contra os trabalhadores e as trabalhadoras de todo o mundo (inclusive os jornalistas) e mais uma vez vemos que os capitalistas de qualquer estirpe querem o que sempre tiveram: estatizar os seus prejuízos.

Pegar dinheiro do BNDES a juros baixíssimos para socorrer banqueiro e latifundiário pooode!!!!


Investir no combate a pobreza através da Bolsa Família é paternalismo; isso não pooode!!!

O Governo do nosso Presidente Lula, infelizmente não foge a regra dos grandes países especuladores e corre para “socorrer” o agronegócio, os exportadores e os banqueiros.

Ser capitalista assim é uma beleza, diria certa deputada, não há risco; eles especulam enquanto os Governos com o dinheiro do povo pagam a conta.

Não haveria nada de mal nisto se estes “senhores” pagassem o mesmo juro que ganham com os seus negócios e tivessem o compromisso de não demitirem em massa utilizando-se da desculpa da “crise”.

No Governo o compromisso deve ser de que não haverá corte no orçamento público em especial na saúde, educação, previdência social e nas políticas de combate a pobreza.

Mas o que chega ao conhecimento da plebe é que não há garantias porque alguns “formadores de opinião” estão interessados em manterem intocáveis as ditas políticas de “liberdade de mercado” em detrimento dos jornalistas, dos professores, dos brigadianos, dos monitores, das crianças, dos idosos e de todos aqueles que trabalham dia a dia sem especular e nem explorar ninguém.

Para finalizar caro jornalista; o caminho com certeza não é o do meio, pois vivemos em um mundo em que há somente dois lados: o lado dos ricos exploradores (banqueiros, latifundiários, multinacionais, etc...) e o lado dos pobres, o nosso, onde estão os brigadianos, os pedreiros, os professores e toda a classe trabalhadora assalariada que sempre paga a conta.

Enquanto o lado que paga a conta não ser invertido não haverá liberdade com democracia.

ver.itamarsantos@terra.com.br

Noticias do CEPERS Sindicato.

De: Sec.Geral secgeral@cpers.org.br>


GOVERNADORA YEDA DESPEJA COM VIOLENCIA, DE NOITE, PROFESSORES EM FGREVE DEFOME, POR ATRAZO DE 9 meses de salario..
13.10.2008 - 20h45


BATALHÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS DESPEJA EDUCADORES EM JEJUM

Educadores de áreas da Reforma Agrária que realizam Jejum por melhores condições de ensino na Secretaria de Educação foram despejados no início da noite pelo BOE-Brigada Militar.


A Governadora do Estado e a Secretaria de Educação acionaram o Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar para despejar os Vinte e Sete educadores de áreas de reforma agrária que realizam jejum no prédio da SEC.


Pouco antes do despejo, os educadores foram recebidos em audiência pela Secretária de Educação, que comprometeu-se com parte do pagamento dos salários nove meses atrasados e com uma nova audiência em vinte dias.


Os educadores anunciaram que se retirariam do prédio, mas prosseguiriam o jejum fora da estrutura administrativa. Mesmo assim, a Brigada Militar despejou os manifestantes por volta das 19h30.


Os educadores iniciaram o jejum em protesto pelos nove meses sem salários e pela falta de estrutura nas escolas itinerantes dos acampamentos, onde as crianças não contam com livros, cadernos ou materiais didáticos.


Não é a primeira vez que o Governo do Estado age com intolerência com educadores ou com trabalhadores Sem Terras. Trabalhadores da educação do CPERS-Sindicato já foram algemados e estudantes agredidos no mesmo prédio no ano passado.


Neste ano, o Governo do Estado reduziu 8,3 mil turnos em escolas públicas, com a enturmação e multisseriação.

O processo de "enturmação" usou 47,9 mil turmas para agrupar 1,3 milhão de alunos. No mesmo período, a SEC fechou ou transferiu às prefeituras 122 instituições — a maioria localizada em áreas rurais.

Além disso, a Governadora Yeda Crusius se recusa a implementar o piso nacional do Magistério e em cumprir a Constituição Federal que exige 35% das verbas para educação, orçando apenas 26% para 2009.

Noticias do MST.

Fonte: "Setor de Comunicação MST RS"


EDUCADORES INICIAM JEJUM EM DEFESA DAS ESCOLAS ITINERANTES.


EDUCADORES DA REFORMA AGRÁRIA INICIAM JEJUM NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO


Vinte e Sete professores de áreas de reforma agrária iniciam, às 15h30,
uma greve de fome por melhores condições nas escolas itinerantes.

Há nove meses sem salários, os educadores de reforma agrária de nove
acampamentos do Rio Grande do Sul iniciam nesta segunda-feira, às 15h30,
uma greve de fome por melhores condições de trabalho nas escolas
itinerantes.

As escolas itinerantes foram criadas no Rio Grande do Sul há doze anos e
são reconhecidas pelo Conselho Estadual de Educação e seu funcionamento
é de responsabilidade do Governo do Estado, como qualquer escola pública.

Além da falta de pagamento dos educadores, as escolas itinerantes convivem com a falta de material didático e merenda escolar.

A situação das Escolas Itinerantes é resultado da política educacional
do Governo do Estado.

Em um ano, a SEC fechou ou transferiu às prefeituras 122 instituições — a maioria localizada em áreas rurais.

O processo de "enturmação" usou 47,9 mil turmas para agrupar 1,3 milhão de alunos. Além de fechar núcleos de educação de jovens e adultos,bibliotecas e laboratórios nas escolas e de se recusar a adotar o piso nacional do magistério.

A proposta orçamentária do Estado para 2009, não cumprirá a determinação da Constituição Federal que exige 35% das verbas para educação, orçando apenas 26%. Todos os cortes atingem de forma mais grave as escolas de áreas rurais.

Noticia da AGAPAN

Amigos,



Agradecemos os apoios recebido pelo Movimento em Defesa da Orla do Guaíba, contra a privatização de seu uso e descaracterização da paisagem da cidade, enfatizamos a necessidade de que vocês entrem nesta luta de corpo presente, com pessoas, faixas, e muita disposição para vencer.



Nesta quarta-feira, dia 15, será votada a emenda que pretende alterar a legislação municipal sobre a Ponta do Melo, a fim de permitir a construção da muralha de concreto que é chamada de Pontal do Estaleiro – seis edifícios com volumetria similar ao nosso Hospital de Clínicas, cada um!



Essa votação pode ocorrer a qualquer momento, a partir das 14 horas.



Decidimos, portanto, montar uma vigília ao prédio da Câmara, com acampamento, material expositivo e cidadãos de Porto Alegre, para aumentar nossa visibilidade, nossa capacidade de pressão e exercer o direito do cidadão comum ser ouvido .




Precisamos – repetimos – da presença física de vocês, de suas entidades, para termos sucesso na empreitada.




A vigília começa às 8 horas da manhã e se estende todo o dia. Às 14 horas, precisamos de um bom contingente para lotar o plenário da Câmara. Podem trazer a família inteira e os vizinhos, e desfrutar de alguns momentos de descontração e camaradagem no acampamento, antes do horário de votação, acertando e articulando novos passos – porque a luta ambiental e do direito do cidadão ser ouvido vai longe, esta é apenas a primeira grande batalha.





As novas gerações, especialmente as futuras, esperam isso de nós para termos uma cidade melhor, mais justa e com melhor qualidade de vida!




NÃO ESQUEÇAM: QUEM CALA, CONSENTE.



Saudações








Fórum Municipal de Entidades
Porto Alegre RS

Ainda não temos página na internet. Por enquanto acesse os Blogs:


Porto Alegre Vive: http://poavive.wordpress.com/

Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho:http://goncalodecarvalho.blogspot.com/
Ong Solidariedade

Viva Gasometro
Rio Guahyba
Agapan:http://agapan.blogspot.com/

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O Muro da Hora

Quem militava em 1989, passou parte de sua vida tentando compreender e explicar por quais motivos aconteceu o desmanche do chamado campo socialista.

Os que militam hoje estão diante da necessidade de compreender, explicar e principalmente intervir na crise que tem por epicentro dos Estados Unidos.

Além do interessante debate acerca das causas "micro" da crise e sobre a dinâmica da economia estado-unidense, é preciso levar em conta o enquadramento "macro".

Em primeiro lugar, a crise atual tem origem nos anos 1970: foi para reagir à crise de então, que o grande capital e os governos dos Estados Unidos e Inglaterra desencadearam um movimento ideológico, político, militar e econômico que produziu o que chamamos de hegemonia neoliberal.

Quase quarenta anos depois, assistimos a crise e ao esgotamento daquela "solução" neoliberal. Mas não voltamos ao ponto de partida. O mundo atual é muito mais capitalista do que o mundo dos anos 1970, uma vez que foram removidas as limitações impostas pela existência do "campo socialista" e pela força da esquerda no interior dos países desenvolvidos.

Também por isto, a crise atual será muito mais complexa e muito mais profunda. Até porque não se trata de uma crise meramente "financeira", entre outros motivos porque o crescimento da especulação financeira é em si mesmo uma conseqüência da própria dinâmica contraditória da acumulação capitalista.

Em segundo lugar, o esgotamento do neoliberalismo coincide com o declínio relativo da hegemonia dos Estados Unidos, sem que haja no horizonte um substituto e sem que as instituições políticas formadas na pós-Segunda Guerra sejam capazes de "administrar" a situação.

Declínio relativo: os EUA continuam sendo a potência hegemônica no terreno ideológico, político, militar e econômico inclusive. Mas esta hegemonia enfrenta crescentes problemas e contestações, parte deles (ironicamente) decorrentes da grande vitória que os EUA obtiveram contra os socialistas, social-democratas e nacional-desenvolvimentistas, ao longo dos anos 80. Evidentemente, não está nos planos dos EUA perder influência. O pano de fundo das eleições presidenciais de novembro deste ano não é como "organizar a retirada", pelo contrário. Não se deve descartar que desta crise surja uma hegemonia renovada, tanto do capitalismo, quanto até mesmo dos Estados Unidos.

Por tudo isto, muito ao contrário do fim da história, o que vivemos e seguiremos vivendo pelo próximo período é uma brutal instabilidade. Inclusive porque o intenso "desenvolvimento" econômico da era neoliberal e suas conseqüências (ambientais, sociais, militares, políticas) enfraqueceram e transbordaram todas as instituições políticas.

Qual a duração, qual a profundidade e quais as repercussões da crise?
Não está claro, ainda. Mas é notável que, no lugar do catastrofismo de esquerda, estejamos assistindo ao catastrofismo de direita: de respeitáveis acadêmicos até especuladores profissionais, cresceu o número e a estridência dos que vaticinam o caos sistêmico, apontando na situação a mistura de traços do pré-Primeira Guerra com a crise dos anos 1930 nos EUA, cujos efeitos –sempre é bom lembrar— não foram totalmente superados pelo New Deal, mas sim pela Segunda Guerra.

Mesmo que descontemos a ignorância, o oportunismo e o pânico presentes em algumas destas análises, especialmente as tupiniquins, que no fundo querem é estimular o caos para com base nele fazer oposição a Lula, é preciso lembrar que onde há muita fumaça, algum fogo há. Até porque eles sabem, às vezes melhor do que nós, o tamanho da lambança feita nos mercados financeiros que, até ontem, eram prova máxima do "engenho criativo" e do "espírito animal" do capitalismo.

Por isso, um olho no gato e outro no peixe. Estamos em melhores condições de enfrentar esta crise, em alguma medida porque o atual governo (especialmente no segundo mandato) adotou políticas distintas do receituário clássico neoliberal. Mas o tamanho da crise não permite discursos ingênuos sobre o "tamanho das reservas", nem crenças tolas nos supostos bons procedimentos das grandes empresas nacionais.

Do que precisamos é dobrar a aposta no mercado interno e na integração continental; estabelecer controles sobre a entrada e saída de capitais; alterar a política de juros; fortalecer pesadamente o Estado e a soberania nacional sobre os recursos estratégicos, por exemplo, ampliando o controle da União sobre as ações da Petrobrás. Medidas em defesa das maiorias, o que inclui manter e ampliar as políticas sociais e as políticas orientadas ao desenvolvimento econômico.
O sonho nada secreto da direita é realizar, em 2009-2010, aquilo que eles desde 1989 diziam que aconteceria durante o governo Lula: o caos, a crise, o desgoverno. É preciso lembrar que a crise atual foi provocada pelas políticas que eles sempre defenderam; e que o Brasil está mais protegido, porque recusou estas políticas. Ou ninguém se lembra da Alca?

Não basta, entretanto, lembrar que estávamos certos nas batalhas ideológicas de ontem e seguimos certos nas de hoje. É preciso, também, travar a batalha do futuro, acerca do redesenho da ordem internacional. E fazê-lo de uma perspectiva socialista, pois afinal de contas o que está aí é uma crise do sistema capitalista. E só nós faltava, na hora da crise, ajudar o bicho a se levantar de novo.

Valter Pomar
Secretário de relações internacionais do PT

ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 10/10/08.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O tostão X o milhão.

Primeiramente quero agradecer a todos e a todas que votaram em mim, bem como aqueles (as) que me ajudaram de uma forma ou outra nesta campanha eleitoral. Muito Obrigado!!!!

Com uma campanha do tostão contra o milhão, eu enfrentei uma campanha árdua e desleal onde o capital se manteve a frente da boa política.

O eleitorado contaminado pelo discurso fácil da grande mídia de que “todo político é ladrão” acabou se traído e votou naquele(s) que mais utilizaram de expedientes incluídos no rol de crimes eleitorais sendo co-autores desse mesmo ato ilícito.

Numa eleição desfigurada pelo uso de muito dinheiro, houve abuso do poder econômico de diversos candidatos com campanhas milionárias financiadas sabe-se lá por que tipo de “investidores”. No meu caso foi muito difícil atingir o número necessário de votantes para que fossemos eleito.

Nossa campanha foi muito simples onde os companheiros e companheiras que nos ajudaram voluntariamente, nas horas de folga dos seus trabalhos, fizeram um belíssimo trabalho que fez com que atingíssemos 551 votos.

Espero que os eleitos para o Legislativo Viamonense possam honrar a nossa cidade denunciando toda e qualquer ilicitude que possa ocorrer nos poderes públicos locais. Assim sendo deixaremos de assistir cenas vergonhosas como as noticiadas nos jornais de grande circulação estadual, denunciadas pelos próprios participantes de tal crime eleitoral no instante em que foram encerrados os trabalhos de apuração dos votos.

Além desse fato lastimável e que chegou até ao conhecimento da Justiça, há muitos outros que provavelmente tenham acontecido e não são de conhecimento das autoridades, como o pagamento de “cabos eleitorais”, o transporte de eleitores no dia do pleito, distribuição de “brindes” dos mais diversos tipos, enfim, essa foi a eleição mais capitalista que já participei.

Infelizmente a Justiça Eleitoral proibiu varias formas de abuso do poder econômico, mas deixaram de fora outras tantas que foram amplamente utilizadas e não foram fiscalizadas.

Espero também que a nossa população possa analisar melhor as propostas apresentadas durante o processo eleitoral porque sempre haverá eleições e o povo que acha que está vendendo o seu voto está profundamente enganada devida esta venda não ter nota fiscal e assim sendo não poderá reclamar ou trocar de produto (vereador).

A Câmara de Vereadores será pelos próximos quatro anos a cara da maioria da população viamonense porque mais de 111 mil eleitores (as) votaram em algum candidato (A) de algum Partido político que contribuiu com a eleição dos mais votados.

Caberá aos Partidos políticos avaliar melhor a idoneidade de seus filiados e possíveis candidatos e a sociedade exigir que seja realizada urgentemente uma grande Reforma Política onde seja exigido dos Partidos e de seus partidários fidelidade programático-partidária, o fim das coligações e financiamento público de campanhas. Só assim teremos eleições democráticas, caso isso não aconteça, o tostão sempre será engolido pelo milhão.

ver.itamarsantos@terra.com.br

sábado, 27 de setembro de 2008

Boletim Eletrônico 6

Saúde, direito de Todos! Dever do Estado!

Já se passaram 20 anos de muitas lutas para que a cada dia reafirmarmos este princípio constitucional “Saúde, direito de todos; dever do Estado”. Direito este totalmente contrário àqueles que se orientam pelo ideário neoliberal que tem como projeto político-ideológico o desmonte do Estado e a retirada de conquistas como o SUS arduamente conquistado na Constituição Federal de 1988.
Ao vasculharmos a história brasileira podemos notar que a política de saúde sempre foi subordinada à política econômica, portanto, estabelecedora de modelos.
Nos primórdios do século XX, havia o modelo sanitarista-campanhista que se caracterizou por práticas sanitárias voltadas para a expansão do setor agro-exportador promovendo o controle de endemias e epidemias para saneamento dos espaços onde circulavam as mercadorias de exportação e de combate às doenças transmissíveis para controle daquelas que prejudicavam a exportação do café.
Entre os anos 50 e 70, houve no Brasil a aceleração da industrialização e com isso era importante manter os trabalhadores saudáveis, para que isso fosse possível surge a Medicina Previdenciária e o modelo médico-assistencial privatista.
Neste modelo privatista a um limite, ou seja, o atendimento era oferecido somente àqueles que estavam trabalhando formalmente em detrimento do atendimento coletivo que privilegia as ações coletivas de promoção, prevenção, recuperação e proteção à saúde.
Os recursos da então Previdência Social eram investidos na assistência médica individual para permitir o rápido retorno ao trabalho dos empregados doentes ou acidentados. Percebemos nesta pratica que o dinheiro recolhido dos trabalhadores estava a serviço dos ricos industriais.
Nestes últimos 20 anos a resistência a esse modelo excludente está presente na luta dos movimentos populares, sindical, das mulheres, nas organizações setorial de saúde, no movimento pela Reforma Sanitária que culminaram na garantia constitucional de que a Saúde é um direito de todos e dever do Estado.
Estado representado pela União, Estados e Município onde cada um tem o dever de manter financeiramente o SUS como sistema universal que valoriza a vida.
Com a implementação do SUS a saúde pública se desvincula da lógica econômica para ser vinculada a uma visão coletiva e universal onde a figura do Estado tem papel fundamental por isso é dever desses entes manterem o atendimento universalizado e de qualidade.
Atualmente ainda passamos por vários problemas relacionados à falta de atendimento e de vagas nos hospitais e alem disto há também falta de médicos, especialmente em cidades das regiões metropolitanas como a cidade de Viamão. Para que este problema comece a ser solucionado será necessário que haja uma forte reação da sociedade, a começar pela introdução de mecanismos que oriente a todos os formandos de medicina a contribuírem com a saúde pública do país, trabalhando e estagiando em Unidades de Saúde em municípios pobres e necessitados.
Para termos uma pequena idéia, a remuneração inicial de um (a) médico (a) na PMV é em torno de R$ 4.000,00 para uma carga horária de 15 hs semanais e no Hospital de Viamão é de R$ 360,00 por cada plantão de 12 hs. Como se vê é uma boa remuneração, portanto a classe médica deve se comprometer mais com a saúde pública, principalmente aqueles que cursaram uma Universidade Pública.




ver.itamarsantos@terra.com.br

Boletim Eletrônico 5





CONSTRUINDO O PRESENTE, GARANTINDO DIREITOS.

O Brasil passa por um período de transição onde a democracia esta sendo levada radicalmente a sério pelo Governo Lula.
Nunca neste país os políticos e os poderosos foram tão investigados como nestes últimos anos e a partir disso a grande mídia implementou uma poderosa campanha de “moralidade” onde inclui todos os políticos como sendo corruptos.
É nesta conjuntura que iremos escolher o nosso Prefeito, o Vice-Prefeito e 14 Vereadores para administrarem nossa Viamão. A pesar do descrédito dos políticos nós sabemos que há homens e mulheres sérias neste país e em nossa cidade, onde eu me incluo e você é testemunha fiel disto, pois me conhece e sabe quem sou.
Neste sentido solicito o teu apoio para que indique aos teus amigos (as) e parentes o meu nome nestas eleições para Vereador e o nome do Prefeito Alex a reeleição porque apesar de teus amigos não me conhecerem pessoalmente, eles conhecem você e sabem és uma pessoa honesta e idônea.
Assim sendo estará realizando uma grande frente de apoio a um político que tem como ideal a ética, a transparência e a democracia participativa.
Muito grato pelo apoio e até a vitória dos homens e das mulheres de bem deste município de deste imenso Brasil.
Vote para que Viamão melhore cada vez mais.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

BOLETIM ELETRÔNICO 4.







CONSTRUINDO O PRESENTE, GARANTIDO DIREITOS.

ITAMAR SILVA DOS SANTOS tem 46 anos e é Morador da Vila São Tomé- VIAMÃO-RS, trabalha na Fundação Estadual De Proteção Especial do RS. (antiga FEBEM).
ITAMAR SANTOS foi comentarista Político na Radio Comunitária ARACOUPAMA-87.9 FM - da Vila Cecília; a partir de Dezembro de 2004 até julho de 2006 e de Novembro de 2006 atuando na Radio Santa Isabel FM 91.7; e na Radio Velha Capital desde Junho de 2007(licenciado).

Colunista do Jornal Tri Bom (semanário) a partir de dezembro de 2004 com a Coluna ESPINAFRANDO (licenciado).

Sua militância política iniciou no movimento estudantil em 1977, quando estudava no Julinho, a militância partidária se deu a partir de 1985 quando ingressou no PT de Viamão onde foi Vice Presidente, Secretário Geral e atualmente é integrante do diretório municipal.

Ativista Sindical teve sua primeira participação como Fundador e Presidente da AFIG-Frig. Líder São Tomé. 1987/1993, sendo eleito Secretário de Divulgação do Sind. Dos Trab. Nas Ind. Da Alimentação, onde contribuiu na criação do Jornal AlimentAÇÃO e do Boletim BOCA LIVRE. 1990/1992.

Já como funcionário Público Estadual foi eleito Presidente do Cons. De Repr. Da AFUFE-1994/1995 e como Diretor do Cons. Geral do SEMAPI-1995/1996.
Nas eleições de 1996 foi Suplente de Vereador - PT- conquistando 771 votos, assumindo como Diretor Geral e Secretário Substituto da SMSCAS (Sec. Municipal de SAÚDE de Viamão)-1997/2000.

Durante esse período colaborou decisivamente na construção da saúde pública e da assistência social no município de Viamão. A frente desta secretaria contribuiu na implementação de toda a rede municipal de saúde, na construção dos dois Abrigos Municipais para crianças e adolescentes em risco social existentes em nossa cidade que possui 21 Unidades de Saúde, 3 Unidades Móveis de Saúde e Odonto, 2 Caps de adulto e um Caps Infantil alem de diversos programas o atendimento aos portadores do vírus HIV-Aids.

Em 2000 foi eleito Vereador com 975 votos-2001/2004 mandato marcado pelo compromisso com a participação popular e a defesa da classe trabalhadora.

Seu gabinete esteve a serviço das populações que ocuparam áreas desocupadas no Parque Schoenwald, Castelinho e na Estalagem, se colocou ao lado dos moradores do Pró Morar e do loteamento Parque Arbom na luta pela regularização das casas e do loteamento respectivamente.

Durante este mandato foram aprovadas varias leis de autoria do Vereador Itamar Santos, onde se destaca aquelas que criaram diversos Conselhos Populares como: O Conselho Viamonense do Meio Ambiente – COVIMA - Lei Municipal N° 3004/2001; a Lei Municipal Nº 3.155 /2003 que “Institui o Conselho Viamonense de Segurança Alimentar e Nutricional-CONVISAN, e dá outras providências; a Lei Municipal Nº 3.285/2004 que “Institui o Conselho Viamonense de Habitação e Acesso a Terra – CONVIHAT e dá outras providencias”.

Lei municipal Nº. 3.025/2001: Dispõe sobre as atividades de danos entre usuários de drogas endovenosas, visando prevenir e reduzir a transmissão de doenças da síndrome da Imunodeficiência Adquirida AIDS/SIDA e dá outras providências.

Lei Municipal n° 3.030/2001: “Dispõe sobre as atividades de atendimento de saúde e proteção às vítimas de violência sexual e dá outras providências.”

Lei Municipal Nº 3. 099/2002: “Institui a Semana Municipal Antidrogas e dá outras providências”.

Lei Municipal Nº 3. 139/2003: “Institui o Banco de Alimentos e regula a Distribuição e o Aproveitamento de Gêneros Alimentícios Apreendidos pela Vigilância Sanitária Municipal ou não consumidos e das outra Providência”.

Lei Municipal N° 3.140/2003: “Cria critérios para a prática da Eutanásia em animais no Município de Viamão e da outras providências”.

Lei Municipal Nº 3. 141/2003: “Estabelece condições para criação e condução de animais da espécie canina no Município de Viamão e dá outras Providências”.

Lei Municipal N°. 3.283/2004: “Institui o Banco de Terras de Viamão e dá outras providências”.

Lei Municipal N°. 3.284/2004: “Dispõe sobre a concessão de uso especial de àrea urbana no Município de Viamão e dá outras providências”.

A PALAVRA DO CANDIDATO.

“Nossa campanha transcorre de maneira simples e direta com você eleitor, eleitora.

Desta forma, sem uma mega estrutura que ostente uma condição financeira em desacordo com a nossa origem que advem da classe trabalhadora é que venho reivindicar a tua confiança, o teu voto e o teu apoio.

Peço-te que repasse este boletim eletrônico da nossa campanha para todos os teus amigos e amigas de forma que possamos criar uma grande rede cidadã eleitoral onde votaremos em uma pessoa que quer e tem condições, já demonstradas, de mudar ética e moralmente o perfil daqueles que nos representam na Câmara Viamonense de Vereadores.

Até a Vitória!!!

Itamar Santos.

E-mail: veritasantos@terra.com.br,

ver.itamarsantos13665@yahoo.com.br,

ver.itamarsantos@bol.com.br.

Blog:www.itamarsantos.blogspot.com

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

BOLETIM ELETRÔNICO N° 3














Construindo o Presente, Garantindo Direitos.



PROPOSTAS DE INTERESSE POPULAR.

Saúde Coletiva:

Lutar pela Implantação da municipalização Plena do Sistema de Saúde, possibilitando ao Município um atendimento de qualidade.
Lutar pela Implementação do Programa de Saúde da Família-PSF e do Programa de Agentes Comunitários de Saúde-PACS em todas as regiões de Viamão.

Assistência Social:

Valorizar os Conselhos Municipais existentes e criar aqueles que ainda faltam.
Lutar para criar condições para retirar todas as crianças das ruas matriculando-as nas escolas e proporcionando atividades no turno inverso, combater e denunciar o trabalho infantil.
Lutar para que seja construída a Casa de Passagem da Mulher Vitima de Maus Tratos, com atendimento integral e assessoria jurídica gratuita.

Geração de Trabalho e Renda:

Incentivar e auxiliar a criação de Cooperativas de Trabalho como as de Reciclagem de Lixo.
Lutar pela criação de uma Central de Abastecimento em Viamão para que nossos produtores possam vender seus produtos aqui.

Habitação:

Incentivar as Cooperativas Habitacionais.
Lutar para que a Prefeitura realize loteamentos populares através da desapropriação de terras dos grandes devedores de impostos municipais.
Criar leis que facilitem a regularização fundiária provocada pelo grande numero de loteamentos clandestinos em Viamão.
Lutar pela implementação das Áreas Especiais de Interesse Social-AEIS como um dos instrumentos de diminuição do déficit habitacional em Viamão.


A PALAVRA DO CANDIDATO.

“Nossa campanha transcorre de maneira simples e direta com você eleitor, eleitora.
Desta forma, sem uma mega estrutura que ostente uma condição financeira em desacordo com a nossa origem que advem da classe trabalhadora é que venho reivindicar a tua confiança, o teu voto e o teu apoio.
Peço-te que repasse este boletim eletrônico da nossa campanha para todos os teus amigos e amigas de forma que possamos criar uma grande rede cidadã eleitoral onde votaremos em uma pessoa que quer e tem condições, já demonstradas, de mudar ética e moralmente o perfil daqueles que nos representam na Câmara Viamonense de Vereadores. “

Até a Vitória!!!

Itamar Santos.

ver.itamarsantos13665@yahoo.com.br

Vote: Para Prefeito em ALEX 13
Vote em ATIDOR para Vice
FRENTE POPULAR- PT, PSB, PTB, PR, PRB.
Para Vereador Vote em:

ITAMAR SANTOS
13665

BOLETIM ELETRÔNICO N° 2

A Origem sindical marca a trajetória de Itamar Santos.

Transparência, ética e compromisso com a participação popular definem a atuação do companheiro Itamar Santos como vereador Petista.


Ao mesmo tempo em que defende o projeto popular e democrático de seu Governo, mobiliza as comunidades para que defendesse os seus direitos.

Seu gabinete esteve a serviço das populações que ocuparam áreas desocupadas no Parque Schoenwald, Castelinho e na Estalagem se colocou ao lado dos moradores do Pró Morar e do loteamento Parque Arbom na luta pela regularização das casas e do loteamento respectivamente.

Sua origem sindical e de funcionário público estadual sempre lhe colocaram na defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras municipais como estes sendo agentes de transformação importantes na vida das comunidades viamonenses e na aplicação das políticas públicas definidas através da participação popular.

Essa pratica ficou comprovada quando foi Diretor Geral da Secretaria Municipal de Saúde (1997 – 2000) e na defesa dos Municipários na Câmara de Vereadores durante o seu mandato (2001- 2004).


O conjunto de projetos apresentados pelo Vereador Itamar Santos e transformados em Leis Municipais demonstram como deve ser um Mandato Popular.



Vote: Para Prefeito em ALEX 13
Vote em ATIDOR para Vice
FRENTE POPULAR- PT, PSB, PTB, PR, PRB.

LEIS DE AUTORIA DO VEREADOR ITAMAR SANTOS NO MANDATO DE 2001 ATÉ 2004.

1-LEI MUNICIPAL Nº. 2.992/2001 - DISPÕE SOBRE A ISENÇÃO DE TARIFA NO TRANSPORTE COLETIVO MUNICIPAL AOS ABRIGADOS (AS) EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS MUNICIPAIS, ESTADUAIS, FILANTÓPICAS E ESTUDANTES MATRICULADOS EM ESCOLAS ABERTAS LOCALIZADAS NO MUNICÍPIO DE VIAMÃO.

2-LEI MUNICIPAL Nº. 3.002/2001: DISPÕE SOBRE A EXIGÊNCIA DE ATESTADO MÉDICO ADMISSIONAL E DEMISSIONAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

3-LEI MUNICIPAL Nº. 3.004/2001: CRIA O CONSELHO VIAMONENSE DO MEIO AMBIENTE (COVIMA).

4-LEI MUNICIPAL Nº. 3.025/2001: DISPÕE SOBRE AS ATIVIDADES DE DANOS ENTRE USUÁRIOS DE DROGAS ENDOVENOSAS, VISANDO PREVENIR E REDUZIR A TRANSMISÃO DE DOENÇAS DA SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA AIDS/SIDA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

5-Lei Municipal n° 3.030/2001: “Dispõe sobre as atividades de atendimento de saúde e proteção às vítimas de violência sexual e dá outras providências.”

6-LEI MUNICIPAL Nº3. 052/2002: “ALTERA O ARTIGO PRIMEIRO DA LEI MUNICIPAL n°2.992/2001.

7-LEI MUNICIPAL Nº 3.079/2002: DENOMINA LOGRADOUROS PÚBLICOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

8-LEI MUNICIPAL Nº 3. 099/200: “INTITUI A SEMANA MUNICIPAL ANTIDROGAS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.

9-LEI MUNICIPAL Nº 3. 139/2003: “Institui o Banco de Alimentos e regula a Distribuição e o Aproveitamento de Gêneros Alimentícios Apreendidos pela Vigilância Sanitária Municipal ou não consumidos e das outra Providência”.

10-LEI MUNICIPAL N° 3.140/2003: “Cria critérios para a prática da Eutanásia em animais no Município de Viamão e da outras providências”.

11-LEI MUNICIPAL Nº 3. 141/2003: “Estabelece condições para criação e condução de animais da espécie canina no Município de Viamão e dá outras Providências”.

12-LEI MUNICIPAL Nº 3.155 /2003: “Institui o Conselho Viamonense de Segurança Alimentar e Nutricional-CONVISAN, e dá outras providências”.

13-LEI MUNICIPAL N°. 3.283/2004: “INSTITUI O BANCO DE TERRAS DE VIAMÃO E DÁS OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.

14-LEI MUNICIPAL N°. 3.284/2004: “DISPÕE SOBRE A CONCESSÃO DE USO ESPECIAL DE ÁREA URBANA NO MUNICÍPIO DE VIAMÃO E DÁS OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.

15-LEI MUNICIPAL Nº 3.285/2004: “INSTITUI O CONSELHO VIAMONENSE DE HABITAÇÃO ACESSO A TERRA–CONVIHAT E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

A PALAVRA DO CANDIDATO.

“Nossa campanha transcorre de maneira simples e direta com você eleitor, eleitora.
Desta forma, sem uma mega estrutura que ostente uma condição financeira em desacordo com a nossa origem que advem da classe trabalhadora é que venho reivindicar a tua confiança, o teu voto e o teu apoio.
Peço-te que repasse este boletim eletrônico da nossa campanha para todos os teus amigos e amigas de forma que possamos criar uma grande rede cidadã eleitoral onde votaremos em uma pessoa que quer e tem condições, já demonstradas, de mudar ética e moralmente o perfil daqueles que nos representam na Câmara Viamonense de Vereadores. “

Até a Vitória!!!

Itamar Santos.

ver.itamarsantos13665@yahoo.com.br





VOTE EM Itamar Santos 13665 PARA VEREADOR.

BOLETIM ELETRÔNICO N° 1

CONSTRUINDO O PRESENTE; GARANTINDO DIREITOS.


Quem é ITAMAR SANTOS?

Itamar Santos cresceu e vive na Vila São Tomé, estudou o primeiro grau na Escola Estadual Barão de Lucena e o segundo grau no Julinho onde iniciou sua militância política no Mov. Estudantil vindo a concluir o ensino médio no Inst. de Educação Flores da Cunha em Poa.

Itamar Santos nasceu em 13 de abril de 1962, trabalha como monitor da Fundação Estadual de Proteção Especial do RS (Antiga FEBEM) desde 1993 onde atende crianças e adolescentes em situação de risco e ou vulnerabilidade social.
Itamar Santos tem uma vida política longa e atuante: Filiado no PT desde 1988 e militante desde 1985;

Fundador e Presidente da AFIG-Frig. Líder São Tomé. 1987/1993;

Secretário de Divulgação do Sind. Dos Trab. Nas Ind. Da Alimentação, onde contribuiu na criação do Jornal AlimentAÇÃO e do Boletim BOCA LIVRE. 1990/1992;

Presidente do Cons. De Repr. Da AFUFE-1994/1995; Diretor do Cons. Geral do SEMAPI-1995/1996;

Suplente de Vereador - PT-1996/ Com 771 votos.

Diretor Geral e Secretário Substituto da SMSCAS (Sec. Municipal de SAÚDE de Viamão)-1997/2000;

Vice-Presidente do PT de Viamão; Secretário Geral do PT de Viamão-2001/2005; Vereador eleito com 975 votos-2001/2004;

De Dezembro de 2004 a Julho de 2006 foi Comentarista Político na Radio Comunitária ARACOUPAMA-87.9 FM - da Vila Cecília;

De Novembro de 2006 até Dezembro de 2007 manteve o Programa Espaço Sindical na Radio Santa Isabel FM 91.7; Disputou as eleições de 2004, obtendo 926 votos.

Atualmente atua voluntariamente na Radio Velha Capital 105.1 FM desde Junho de 2007 no Programa Voz da Comunidade todos os Sábados das 12 às 14hs e é Colunista do Jornal Tri Bom (semanário) desde dezembro de 2004 com a Coluna ESPINAFRANDO; atua também como colaborador nos sites www.vilasantaisabel.com.br, no www.viamaohoje.com.br e no www.melhordetodos.com.br onde escreve seus textos de opinião que também podem ser vistos em seu Blog www.itamarsantos.blogspot.com.




A PALAVRA DO CANDIDATO.

“Nossa campanha transcorre de maneira simples e direta com você eleitor, eleitora.
Desta forma, sem uma mega estrutura que ostente uma condição financeira em desacordo com a nossa origem que advem da classe trabalhadora é que venho reivindicar a tua confiança, o teu voto e o teu apoio.
Peço-te que repasse este boletim eletrônico da nossa campanha para todos os teus amigos e amigas de forma que possamos criar uma grande rede cidadã eleitoral onde votaremos em uma pessoa que quer e tem condições, já demonstradas, de mudar ética e moralmente o perfil daqueles que nos representam na Câmara Viamonense de Vereadores. “

Até a Vitória!!!

Itamar Santos.


Vote: Para Prefeito em ALEX 13
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FRENTE POPULAR- PT, PSB, PTB, PR, PRB.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Ofensiva Capitalista.

É bem assim, isso que está acontecendo no Rio Grande do Sul sob ordens diretas da Governadora Yeda Crusius é só um ensaio da direita, o pior está por vir.

Desde 1984 a vida dos trabalhadores sem terra no Brasil foi e é uma vida de muita luta e de muito sofrimento. Desde o massacre de Carajás vem sendo endurecido a ação policial contra os movimentos sociais ao estilo da Ditadura Militar e em especial contra o MST.

E não é por acaso que os EUA refundaram a Quarta Frota de Naval, tendo em vista que elles perderam o “controle” da América do Sul onde se proliferam Governos ligados aos movimentos populares. Movimentos Populares que tem personalidade política e organizativa própria não dependendo dos partidos políticos para sua organização.

A partir desta constatação a direita brasileira se rearticula a nível internacional e lança mão de instrumentos enterrados com o fim da ditadura militar e dá inicio a uma grande ofensiva contra os movimentos sociais da cidade e do campo, em especial ao MST.

Sendo assim a combinação das ações entre o Poder Judiciário, o MP e as policias militares são articuladamente pensadas e executadas sob orientação do imperialismo mundial, pois é através dos movimentos sociais que a população marginalizada pelo sistema capitalista identifica uma ferramenta confiável para travar a partir daí suas lutas mais emergentes.

A redemocratização no Brasil institui a livre organização partidária que nos primórdios dos anos 80 foram ferramentas importantes para impulsionar as lutas dos Trabalhadores e das Trabalhadoras por melhores condições de vida e de trabalho.

A partir dos anos 90 o capitalismo internacional e nacional lança mão do projeto neoliberal que destrói toda a indústria nacional, privatiza todos os serviços públicos de telefonia, comunicações, de vigilância por satélite (SISVAN), minérios e petróleo entre tantos outros, gerando desemprego em massa e a hiperinflação acompanhada das primeiras ações corruptivas durante os governos de Collor e de FHC.


Atualmente a América Latina tem a maioria de seus países com governos de perfil progressista e com um amplo respaldo popular e são países que detém as maiores reservas energéticas e alimentar de todo o planeta.

A América Latina é uma ameaça ao capitalismo estadunidense, pois com a vitória de vários governos populares no continente o imperialismo ianque resolveu se arvorar como o “defensor das democracias” e por meio de desculpas estapafúrdias de combate ao terrorismo e ao narco tráfico ataca o Equador através da Colômbia.

Onde mantém uma de sua bases de guerra, espionou também o povo Palestino que vive em Voz do Iguaçu por puro preconceito e interesse em dominar o subsolo da região rico em água doce.

Mas, estes espaços estão sendo retomados pelos Governos eleitos democraticamente como aconteceu no Brasil onde o Presidente Lula não renovou o contrato da Base de Alcântara, no Maranhão e impediu o estabelecimento da ALCA.

No Paraguai, o Presidente Lugo que já avisou que não ira aceitar a presença militar norte americana na tríplice fronteira e da mesma forma o Presidente do Equador, Rafael Correa impedirá a renovação da base militar de Manta.

Estes são só alguns motivos para que o imperialismo se rearticule contra a insurgência dos povos Latinos Americanos.

Portando os últimos acontecimentos ocorridos no em especial Rio Grande do Sul são ações articuladas sob as orientações do imperialismo mundial onde os poderes Executivo e Judiciário demonstram através de suas manifestações de que lado estão, alem de desrespeitar a Constituição Federal deliberando nos seus julgamentos de forma ideológica.

A Democracia Brasileira foi brutalmente abalada não restando para a classe trabalhadora nem o recurso intermediatório do Ministério Publico Estadual onde parte de seus Procuradores pautaram-se neste caso também de forma ideológica.

Ao tomarem essa atitude fica provado que infelizmente há no interior do Poder Judiciário e do Ministério Publico Estadual um serio vinculo ideológico deslegitimando o seu verdadeiro papel que é o de julgar em conformidade com a lei e a Constituição Federal tornando-se assim poderes parciais, os quais julgam conforme os seus interesses de classe.

Interesses esses que representam a elite brasileira proprietária dos latifúndios, dos oligopólios empresariais e dos banqueiros, relegando ao restante da população a miséria e a escravidão.

ver.itamarsantos@terra.com.br

Publicado no www.melhordetodos em 27/06/2008.

sábado, 21 de junho de 2008

" O Aprendiz."

É mais um programa que passa aos seus telespectadores o objetivo de dominação capitalista onde “os fins justificam os meios.“


Assim com o BBB global a rede Record de TV apresenta pela quinta vezes esse programa que isola, desta vez, 16 participantes em luxuoso hotel paulista dividindo-os em dois grupos que competem entre sim.


Ao grupo ganhador um grandioso prêmio que nunca aqueles participantes irão ter condições de usufruir, mesmo sendo “sócio de Roberto Justos” e aos perdedores o martírio da “sala de reuniões” onde o apresentador e seus “conselheiros” destroçam os participantes como pessoas e jogando-os um contra o outro numa nítida disputa pelo poder, doa a quem doer.

Mas, segundo o próprio Roberto Justos, dentro da ética. Antes de falar em nisso, vamos ver que é Justos?

Roberto Luiz Justus, (30 de abril de 1955 ) nascido em SP, é um publicitário e empresário brasileiro. Filho de imigrantes judeus hungáros, é formado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzi de São Paulo. Foi casado três vezes. A união mais famosa foi com a apresentadora Adriane Galisteu, em 1998. A relação durou apenas oito meses. Também foi noivo da apresentadora Eliana. É atualmente casado com a modelo e atriz Ticiane Pinheiro (filha da Garota de Ipanema Helô Pinheiro).

Roberto Justus está entre os principais administradores de agencia de publicidade do Brasil. Empreendedor nato, iniciou sua carreira na área em 1981, quando fundou a Fischer, Justos Comunicações. Depois de 18 anos, deixou a sociedade para iniciar um novo desafio, a Newcomm Comunicação, hoje Grupo Newcomm. Em 23 anos, sempre à frente de agências que produziram campanhas memoráveis, revelou inúmeros talentos criativos e entrou para a história da publicidade brasileira, que hoje desfruta grande respeito internacional. (Fonte WiKipédia)

Personagem perfeita para apresentar um programa deste perfil que atribui como sendo ético as pessoas abdicar de seus sentimentos e valores morais e éticos onde o objetivo principal é o de ganhar 2 milhões de reais e ser sócio deste empresário que representa muito bem o papel de como é ser um capitalista. Ao iniciar cada programa a frase de chamada é: “Quem eu vou demitir hoje?”

Apesar de vivermos ou sobrevivermos em uma sociedade que ninguém respeita o seu próximo, onde todos os muros foram literalmente derrubados, onde não há mais fronteiras com o advento da internet e da globalização econômica onde os grandes subjugam os pequenos assistirmos um programa desse estilo nos faz pensar que algo necessita mudar urgentemente.

Mas, nem tudo esta perdido, pois duas participantes negaram-se a continuar participando do “realyt show”. Uma porque não suportou a saudades de seu filho recentemente nascido e outra por não concordar com os critérios de escolha utilizados pelo Senhor Justos no qual o mesmo demitiu uma colega de grupo sua em vez de outro participante que em sua avaliação é uma pessoa machista, sem ética, autoritário, centralizador e nem um pouco humilde.

E Suzana, disse ao Senhor Justos, mais ou menos assim: “Se é esse o perfil de sócio que o Senhor quer, não quero ser sua sócia”. Mulher de fibra a meu ver, pois ela não seria demitida, mas mesmo assim se demitiu deixando o onipotente empresário muito bravo que neste momento deixou cair mais uma de suas várias mascaras; a da raiva, a da maldade por não suportar tal insubordinação de uma simples participante.

Infelizmente sobrevivemos em tempos do tudo pode, mas ainda acredito que mais vale os meus princípios do que esse “vale tudo” imposto por programações como essa onde tratam pessoas como maquinas que para ganhar pode até ir contra o maior dos sentimentos que é o amor.

ver.itamarsantos@terra.com.br

Publicado no www.viamaohoje.com.br em 20-06-2008;

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ser mulher em um país mulçumano e ocupado.

No texto que segue, abaixo, quatro ativistas falam sobre a situação das mulheres no Iraque, Afeganistão e Kurdistão. Reivindicam a separação da religião do Estado e afirmam que “todas as religiões discriminam o ser humano e as mulheres muito mais”.

Colocam a nu uma das justificativas usadas para legitimar as guerras contra esses países, isto é, a de que as mulheres muçulmanas são vítimas indefesas e que para salvá-las seria necessária uma intervenção militar para libertá-las.

Elas denunciam que as “Las fuerzas de ocupación no diferencian entre hombres, mujeres y niños (…) cuando bombardean ciudades o cuando arrestan a gente”. “Hay miles de mujeres en las prisiones iraquíes sin ningún tipo de procedimiento legal”, denuncia Jamás y añade : “tratan a las iraquíes como tratan a todo el pueblo iraquí : como enemigas”. Mehmuda declara que actualmente : “la violencia contra las mujeres es peor que en los tiempos de los talibanes”

Os depoimentos também destacam o papel da mulher na ação contra a invasão e na luta por direitos, ampliando, desta maneira, a visão da mulher muçulmana para além daquela percepção reduzida destas como vítimas e sem capacidade de resistência individual ou coletiva.

Ser mulher em um país muçulmano e ocupado.
Sarah Babiker e Hazel Healy


Quem não tem ouvido teorizações sobre as muçulmanas? A escritora iraquiana Bahira Abdulatif se revela diante desta questão inexistente: Quem se atreveria a falar das mulheres cristãs?

Falamos com quatro mulheres que possui em comum o fato de terem nascido em países de maioria muçulmana e em situação de conflito. Muitas outras coisas as diferenciam. Elas nos falam do que conhecem e do que pensam. Bahira Abdulatif, tradutora e escritora; sua compatriota, a ativista e jornalista Imán Jamás; a jornalista kurda Zekine Turkeri; e uma integrante da organização feminista afegã Rawa, a quem chamaremos de Mehmuda, coincidem na necessidade de separar religião e Estado. Ainda que não parecesse estar na agenda de muitos países muçulmanos: prova disso é o Iraque, com um governo colaboracionista que impõe “seus próprios pontos de vista e atitudes muito reacionárias (...) à sociedade iraquiana”, como denuncia Jamas.

Mehmuda [zanja?] da questão com simplicidade: entende a religião como algo “muito privado”. A aplicação da sharia (lei islâmica) como expressão extrema do governo da religião na vida pública provoca uma rejeição unânime. A idéia da mulher muçulmana como eterna vítima dos homens muçulmanos, mais que empatia gera lástima, e a lástima sem mais nos afasta o respeito. “Damos por certo que as mulheres nos países de cultura muçulmana são inferiores?”, interroga Turkeri. Abdulatif sublinha que “a lista de direitos que o Islã garantia as mulheres no princípio dele”, que era avançada a respeito das religiões monoteístas precedentes, “tem diminuído ao largo dos séculos”.

Abdulatif adverte de que o machismo, “fenômeno global”, nos leva a outro tema, o de “tergiversar os versos corânicos para manter a supremacia do homem sobre a mulher”. Turkeri vai mais além: “todas as religiões discriminam o ser humano e as mulheres muito mais”. Em todo caso recorrem a uma análise mais complexa: a religião é somente um fator. “Os problemas das mulheres no Afeganistão são políticos”, afirma Mehmuda. “As pautas sociais e tribais (...) são muito mais fortes que as pautas religiosas”, diz Abdulatif. Por sua parte, a jornalista kurda aponta para as causas econômicas como vetor de discriminação.

Variáveis evidentes para análises aos se abordar a situação das mulheres em qualquer outra parte do mundo. No entanto, quando se trata das muçulmanas parece que o Islã obscurece toda essa conjuntura. Esta incapacidade de análise seria, segundo Turkeri, um problema que não escapa a ninguém: “A esquerda européia para alguns assuntos (o Islã, as mulheres muçulmanas, os imigrantes) creio que não sabe o que fazer, algumas vezes para não ‘ferir’ (...) deixam de serem claros diretos”

O conflito

Se as mulheres muçulmanas são vítimas indefesas, vamos salvá-las: era um dos argumentos “auxiliares” esgrimidos por aqueles que invadiram o Iraque e o Afeganistão. Logo se evidencia a falácia de castigar um país com a desculpa de proteger suas mulheres: “As forças de ocupação não diferenciam entre homens, mulheres e crianças (...) quando bombardeiam cidades ou quando prendem a gente”. “Há milhares de mulheres presas nas prisões iraquianas sem nenhum tipo de procedimento legal”, denuncia Jamas e acrescenta: “tratam as iraquianas como tratam todo o povo iraquiano: como inimigas”.

Mehmuda declara que atualmente: “a violência contra as mulheres é pior que nos tempos dos talibãs”. Elas são vítimas, porém também agem: quando detiveram a Turkeri junto com uma amiga, ambas, muito jovens, exerciam o jornalismo: “nos levaram a uma seção moral de uma delegacia, aonde nos ficharam como prostitutas”. Em 1944 Mehmuda fugiu de um Afeganistão em guerra civil aonde “se matava e violentava as crianças e mulheres”. Voltou como ativista pelas mãos da Rawa. Em 1995, Bahira abandonava o Iraque (e seu trabalho na universidade de Bagdá) devido à perseguição de Sadam Hussein, a barbárie resultante da invasão lhe tem impedido de voltar. Recordam as mulheres que caíram ali: “Elas lutam cotidianamente, não somente para sobreviver, mas também para reivindicar seus direitos”. Não lutam somente por elas: “Sem o apoio das mulheres a resistência não haveria chegado até onde tem chegado”, conclui Jamas, ex-diretora do Centro de Observação da Ocupação em Bagdá.

Em um conflito as mulheres também podem ser vítimas estratégicas: sua humilhação se converte numa arma de guerra contra seus companheiros, famílias ou comunidades. No Iraque as forças de ocupação e o Governo colaboracionista: “prendem as famílias dos combatentes e infligem às suas mulheres torturas e abusos”, insultando assim sua honra, denuncia Jamas. Ou como afirma Turkeri: “As mulheres não podem eleger, seu destino está ligado ao dos homens”. A comunidade “dá certa proteção ao indivíduo, por isso este tem que sacrificar parte da sua liberdade, de sue espaço individual ao da comunidade”. “Numa sociedade islâmica não estarás sozinho ante uma situação difícil”, porém “o espaço de liberdades individuais se reduzem muito pelo mesmo motivo”, pondera Abdulatif. Mehmuda reflete: “parte de nossa luta é mudar as nossas famílias, porque elas também formam parte da sociedade”.

Tradução:Marcos Jakobi
Fonte: www.rebelion.org

ver.itamarsantos@terra.com.br

Viamão-RS em 16-06-2008.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

" Pregando num Deserto."

Estou republicando essa crônica recebida de uma companheira lutadora ambiental


Esta crônica foi escrita em 3.6.1960, por Henrique Luís Roessler. Militante Ambiental já percebia a importância da preservação do ambiente natural. Lutador da causa junto com Lutzenberger e Augusto Carneiro (este ainda grande militante)


Sobrevivência da Humanidade Ameaçada.
Dos atuais 2,7 bilhões de habitantes da terra, apenas a quinta parte pode se alimentar satisfatoriamente. Os demais passam fome crônica desde o nascimento até a morte. Nalgumas regiões há excessos de alimentos, tendo havido ocasiões em que estas sobras são destruídas pelo fogo, para manter preços altos, enquanto em outras ainda morrem de fome diariamente milhares de pessoas, porque não há meios de transporte para distribuição desses recursos alimentares. Em geral ainda desperdiçam-se 10 vezes mais bens da terra do que se aproveitam.

As principais causas dessa ameaça de fome que se alastra sempre mais pelo mundo todo são a devastação irracional das matas e o fogo florestal, que estão desfertilizando a terra produtiva, os maiores crimes insanáveis contra a terra.

Dizem os cientistas que para produzir uma camada de terr-mãe de apenas 3 centímetros de grossura, a natureza precisa de 300 a 1000 anos.

Já foi esgotada mais da metade da superfície arável do mundo. Até na América do Norte 40% da outrora camada fértil hoje não é mais aproveitada. 400 milhões de hectares estão se transformando em desertos. 5 milhões de toneladas de terra de cultivo estão sendo levadas anualmente pelos ventos e pelas águas. Só em 1947-1948 os incêndios florestais nos Estados Unidos consumiram 9 milhões de hectares de mata virgem, o que representa mais do que o consumo de madeira durante 10 anos.

Na Alemanha as forças de ocupação em 3 anos procederam ao corte raso de 700.000 hectares de matas, as quais, entretanto, já foram reflorestadas com 7 milhões de mudinhas, mas este crime fez secar num só ano na Floresta Negra 600 fontes.

Calculam que até o ano de 2000 a população terrestre terá atingido 6 bilhões de habitantes e que para garantir a alimentação dessa massa humana seriam precisos diariamente 130.000 hectares de terra nova. No entanto perdem-se por dia nada menos do que 200.000ha de chão arável, pelo esgotamento da fertilidade, aumento das cidades, alagamento pelas represas, alargamento das estradas, maiores campos de treinamento militar, novos campos de aviação, espaços para novos quartéis e institutos de educação, etc.,

A área florestal está sendo reduzida cada vez mais. Baixou de 9/10 para 2/10 da superfície da terra. Paralelamente baixaram os níveis da água subterrânea e secaram os rios, como também acontece no Nordeste Brasileiro.

A Humanidade, encabeçada pelos seus dirigentes, todos movidos pelo egoísmo e materialismo, empenhada na caça ao dinheiro e posições, ignora ou não quer ver gravidade nesse problema supremo da sobrevivência.

A situação do nosso país também está ficando alarmante, porque a desgraça marcha rapidamente. Já não temos auto-suficiência de produção de alimentos para nossa população de apenas 70 milhões. Um país tão ricamente dotado pela natureza com sua população vivendo na miséria, com um Governo endividado e moeda inflacionada, os políticos se assanhando pela eleição de novo presidente, esquecendo tudo o mais e desviando a atenção do povo do principal problema.

Que o desenvolvimento da agricultura e a renovação dos recursos naturais, cujo ponto principal é o reflorestamento da terra devastada, não o simbólico do Dia da Árvore, mas o real e prático lá no interior das colônias, onde as florestas são imprescindíveis, mas imprevidentemente foram destruídas pela cobiça ou ignorância.

Unicamente no Estado de São Paulo compreenderam a realidade da situação e por isto estão tomando medidas bem drásticas de salvação, realizando um reflorestamento em proporções fantásticas, nunca visto no Brasil e fazendo a restauração da fertilidade da terra com emprego e recursos extraordinários.

Achamos que quando no Rio Grande do Sul os dorminhocos se acordarem será tarde demais para travar a derrocada, que atingirá especialmente os humildes e inocentes, porque os grandes e responsáveis, de recursos, fugirão de avião como temos exemplos em todo o Universo.

Apesar de convencidos que estamos pregando num deserto, não podíamos deixar de dar mais este brado de alerta.

3 de junho de 1960.

Hoje podemos repetir com a mesma intensidade e o mesmo sentimento:
-"Apesar de convencidos que estamos pregando num deserto, não poderíamos deixar de dar mais este brado de alerta".

Este aprendizado vem de longe. Os Ecos estão ficando roucos. Mas a luta continua!

Preservar nossos bens livres é uma questão de sobrevivência!

Saudações Eco-socialistas
Mara

ver.itamarsantos@terra.com.br


Viamão em 05-06-2008.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Retalhos de uma História.

Recebi por correio eletrônico estou publicando para que possamos perceber desde quando a nossa natureza esta sendo agredida.

Companheiras e Companheiros,

Trago para vocês alguns dados escritos e relembrados há muitos e muitos anos por Henrique Luís Roessler, gaúcho que percebia a importância da natureza e que dedicou sua vida a causa ambiental.

Um trecho de uma de suas crônicas: 15.8.58

"A Verdade Sobre o Problema Florestal"

1º - O Presidente do Estado, Dr. Júlio Prates de Castilhos, em 14.1.1898, justificando um Decreto sobre Terras Públicas, Colonização e Florestas do Rio Grande do Sul, escreve: “No Rio Grande do Sul, como em qualquer outro ponto do território da União, os governos não cuidaram nunca de atenuar as maléficas conseqüências da destruição das matas, nem cogitaram jamais de um conjunto de medidas regulamentares destinadas a harmonizar o imediato interesse da exploração delas com a conveniência permanente da respectiva conservação, mediante o replantio metodicamente efetuado. Dessa incúria, que vem de longe, resultou o tristonho aspecto que já oferecem vastas extensões das nossas fertilíssimas zonas florestais. Deplorem-se os descuidos do passado, mas acautemem-se solicitamente para o futuro, inestimáveis elementos que mui de perto correspondem à riqueza pública.”
Nota - Se visse hoje, decorridos 60 anos, os míseros restolhos das nossas florestas. (nota do autor)

3º - O Padre Balduino Rabo, S.J., renomado cientista e naturalista, em 1941, escreveram no seu livro “Ensaio de Monografia Natural”: Não se pode acentuar bastante - O Mato rio-grandense está em Grave Perigo - E não são apenas as derrubadas da agricultura; é também a indústria madeireira que, mais tempo, menos tempo, despojará as selvas de madeira de lei do vale do Rio Uruguai de seus gigantes mais expressivos e acabará por transformar os soberbos pinhais em tristes fachinais. Levanta-se o problema do reflorestamento - Por que não promover a renovação das matas destruídas com madeira de lei? Crescem devagar, sim, mas o esforço frutificará tanto mais para as gerações do porvir. Conviria conservar duas regiões como Parques Florestais - Um trecho da selva virgem do Alto Uruguai; outro nos Aparatos da Serra.
Nota - Em 1947 foi criado o Parque Florestal do Rio Turvo, divisando com o Rio Uruguai, mas deixado muitos anos sem guardas residentes, o que motivou o intrusamento e derrubada de árvores em grande escala. No ano passado foi criado o Parque Florestal de Taimbezinho, nos Aparados da Serra, medida sugerida em 1944 pelo ex-delegado florestal regional do R.G.do Sul. Foram encontradas em plena atividade dentro da área desapropriada 6 serrarias, que já haviam derrubado a maioria dos pinhais. O governo sempre age tarde demais e descuida de proteger o que é seu.

28º - De um Editorial do Correio do Povo sob o título “POESIA E POLÍCIA" - A dolorosa verdade é essa, digamo-lo sem rebuços: O brasileiro não ama a árvore. Estupidamente não sabe o que ela representa de substancial e amável para a existência do homem. Derruba-a e não a replanta. “Com uma inconsciência de doer, com uma despreocupação que raia pela imbecilidade, prepara ou deixa que preparem os desertos do futuro”.
Nota: Em vez de poesia, o articulista recomenda a efetiva e concreta aplicação do poder de polícia aos "gangsters" da derrubada de matas, (ou dos plantadores de eucaliptos, eu diria), o que consideramos como única medida acertada para conseguir algo.

E por aí vai. É de longa data este descaso com as questões ambientais. Noutro dia enviarei um texto dos anos 50 quando ele fala só das plantações de eucaliptos.
Comandante Mendes deveria levar sua fúria contra os plantadores de eucaliptos que estão destruindo a vida do Bioma Pampa.

Boa luta companheiras e companheiros

Saudações Ecosocialistas

Liga Eco-marxista
Enviado por Mara.

ver.itamarsantos@terra.com.br

Viamão, em 21/05/2008.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Movimentos Sociais da Cidade e do Campo se unem.

No Dia 7 de maio de 2008, na Inter Sindical de Viamão se reuniram trabalhadores e trabalhadoras de Viamão, Alvorada, Gravataí e Cachoeirinha para prepararem a grande manifestação que ocorrerá entre 10 e 13 de junho, próximo em todo o Brasil.

Com a presença de lideranças do Movimento Sindical, do MST, do MAB (mov. Dos Atingidos por Barragens), Via Campesina, CPT (Comissão Pastoral da Terra, vinculada a Igreja Católica), MPA (Mov. Dos Pequenos Produtores), Associação dos Trabalhadores Aposentados de Viamão, CEPERS Sindicato e MMC (Mov. Das Mulheres Camponesas) foi debatido as dificuldades e os problemas enfrentados pela classe trabalhadora.

O Presidente da Federação dos Trabalhares dos Metalúrgicos do RS, Milton Viário realizou uma profunda análise da conjuntura atual pela qual nós passamos e quais os movimentos estratégicos que deveram ser feitos para que a Classe Trabalhadora do Campo e da Cidade enfrente essa nova realidade.

Analiso-se que todas as esperanças do povo trabalhador foram direcionadas no processo eleitoral, após os longos anos de ditadura militar. Com a redemocratização do Brasil os partidos políticos ganharam notoriedade e respeito popular, mas com o passar dos anos e com a proposital banalização/corrupção das eleições pela mídia capetalista em conjunto com as oligarquias regionais o povo percebe que com essa realidade não basta só eleger o Presidente da República ou o Vereador do seu Município.

Mas tem é que participar e ir para a luta contra o seu maior adversário; o capitalista detentor dos meios de produção (bancos, fazendeiros, indústria e comércio), os quais manipulam todo o tipo de produtos ditando o valor a ser pago por um quilo de arroz, por exemplo.

Participação esta que está representada na atuação dos movimentos populares como o MST, MAB, MPA, MNLM, CPT, Via Campesina, MMC e do Movimento Estudantil entre tantos outros.

Os estudantes universitários ocuparam a USP por mais de 40 dias ininterruptos e derrotou o governo tucano de Serra, os militantes do MST reuniram em Brasília, entre 11 e 15 de Junho de 2007 mais de 17.500 delegados no seu 5° Congresso onde definiram uma nova estratégia no enfrentamento com a burguesia nacional e internacional.

Numa conjuntura onde as grandes transnacionais se aliam aos fazendeiros capitalistas, não basta lutar só pela terra. As lutas são por saúde, educação, meio ambiente e por uma alimentação saudável para toda a classe trabalhadora são de todos os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

Com o avanço do agronegócio, do capital financeiro e das transnacionais os trabalhadores rurais definiram aprofundar as articulações com setores urbanos na construção de um projeto popular para o país onde se tenha uma reforma agrária de qualidade e se possa ter nas cidades uma vida melhor. Alem de conquistar a terra o MST acaba com analfabetismo nos assentamentos/acampamentos onde já foram 50 mil sem-terras alfabetizados.

Os movimentos populares conquistaram confiabilidade dos seus militantes, o MST se propõe a conquistar a terra, vai e faz, ocupa e distribui à terra conquistada, o mesmo faz o MNLM-Mov. Nacional de Luta pela Moradia, ocupa, organiza o povo em cooperativa, enfim faz acontecer e assim o Mov. Dos Atingidos por Barragens - MAB que luta por aqueles que perderam suas terras para as hidrelétricas e contra os preços abusivos cobrados pela energia elétrica residencial enquanto as grandes indústrias têm a luz praticamente de graça.

E assim todos os demais movimentos populares que realizam aquilo que se propuseram a fazer onde cada militante sabe o quanto é importante para o movimento dar certo. Ao adquirir essa consciência de classe passamos a nos organizar como tal e em junho realizar uma grande manifestação nacional contra o sistema capitalista em que somos explorados.

veritasantos@bol.com.br e ver.itamarsantos@terra.com.br

Viamão, 07 de maio de 2008.

6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.
Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual
Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

A Igreja Matriz de Viamão.
Referência de um Povo.
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As 10 estratégias de manipulação midiática, por Noam Chomsky

Neoliberalismo e Globalização. Saiba o que são!

Juizes e suas Mordomias! Isso o JN não mostra.

CHÊ

CHÊ
O Maior Revolucioário que já viveu!!!

Bandeira do nosso time.

Bandeira do nosso time.

Eu sou Gaúcho

Eu sou Gaúcho
Mas,bah! Tche!

fidel

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Um Lider

Saramago disse:

Eu na Internet

Charges que falam por si!!!!

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Sarney

Ataque aos Trabalhadores I

Ataque aos Trabalhadores I
Bm usa cavalaria contra MST em São Gabriel.

Ataque aos Trabalhadores

Ataque aos Trabalhadores
Trabalhadores encurralados pela BM em São Gabriel.

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS
Marcas do tiro de calibre 12, arma da BM do Governo Yeda(PSDB,PMDB,PTB,PP,DEM) - Fotos do rsurgente-

Assassinato de São Gabriel

Assassinato de São Gabriel
Tiro a traição, da BM, mata trabalhador rural em São Gabriel.

A Guerra.

A Guerra.
BM usa armas de guerra contra MST em São Gabriel.

Paim prestigia ato em Viamão.

Paim prestigia ato em Viamão.
Paim observa discurso de Itamar Santos.

E o Congresso?

E o Congresso?
Sarney

Os Congressistas.

Os Congressistas.
Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

Paim em Viamão.
Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.