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O Nosso Estado.

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Rio Grande do Sul

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sem Limites.



A coluna do Paulo Sant’ana, desta quarta-20/01/10 em ZH, "Ultrapassou o limite" foi impressionante no que diz respeito ao preconceito com o governo federal onde o mesmo responsabiliza somente o Governo Federal pelo "caos da emergência do GHC".

É difícil se ter liberdade de expressão quando só lemos e assistimos uma única posição política através de uma grande empresa de informação como a ZH.

Liberdade de quem e pra quem?

Mas, retornado a coluna, o competente cronista deixa de informar a seus leitores de que o Governo Estadual deixa de investir os 12% constitucionais na saúde do RS, que este mesmo governo impede que os hospitais da extinta Ulbra sejam encampados pelo GHC e pelo HCPA.

Abstém-se de informar que o Governo de POA esta envolvida em mau uso de verbas da saúde no programa de saúde da família onde contratou sem licitação a “OSCIPI” (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Sollus, a qual tem sede no Estado de São Paulo, além de omitir que os ditos hospitais filantrópicos, que deveriam suplementar o SUS, fecham as suas emergências sem critério e sem aviso prévio.

E não toca em uma virgula da questão da caga horária médica que na maioria das ocasiões não é cumprida conforme o contrato de trabalho e muito menos na ética deste profissional quando muitos atendem mal seus pacientes por serem pobres e, portanto menos iguais.

Os limites foram ultrapassados mesmo em todos os setores e em especial na comunicação onde à liberdade de expressão se dá somente para aqueles que estão de acordo com a opinião do proprietário da empresa.

Isso é comprovado quando assisti o Jornal do Almoço deste mesmo dia onde o comentarista e advogado Lasier Martins edita o debate ocorrido entre a Presidente do GHC Jussara Cony e a vice-presidente do SIMERS na noite anterior na TV COM, subsidiaria do mesmo grupo RBS-monopolista da informação no RS-, onde o mesmo é apresentador, privilegia a fala da médica (representante do SIMERS) numa clara parcialidade a fim de desinformar os telespectadores.

Esta é uma atitude idealizada pela grande mídia e muito bem executado pelos seus serviçais bem remunerados.

Quando não dá mais como omitir da sociedade os escândalos cometidos pelos seus representantes nos governos do estado e no município de Porto Alegre que desde 2007 foi atacado por uma verdadeira quadrilha que já roubou em torno de 9 milhões de reais dos cofres da municipalidade este meio de comunicação, concessionário do poder público exige em seu editorial “Por fim importa ainda que a investigação seja procedida com o máximo de eficiência e objetividade sem a deformação dos interesses eleitorais”.

Esta exigência nas entre linhas de um grande órgão que deveria informar com imparcialidade a sociedade induz esta mesma sociedade a desacreditar nas forças policiais e judiciais como se nestas instituições só existissem agentes corruptos numa clara intenção de desacreditar o povo em relação as suas instituições democráticas pavimentando o caminho para a conformação com possíveis investidas ditatoriais.

É real. Estão sem Limites.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

RS, primeiro lugar em tudo





DE:Jan 21st, 2010 by Marco Aurélio Weissheimer.

O Grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade espalhou diversos outdoors pelas ruas de Porto Alegre estampando a frase: RS 1° lugar em tudo e logo em seguida traz alguns dados dos recordes negativos, como a que afirma que Porto Alegre é a capital brasileira com o maior número de Aids por habitante do país.

O objetivo do grupo foi chamar a atenção da população, das autoridades e, principalmente, dos participantes do Fórum Social Mundial, para a má gestão da saúde no Estado e na Prefeitura de Porto Alegre, que tem contribuído para deixar o Rio Grande do Sul e Porto Alegre - com o maior número de casos por cada 100 mil habitantes.

Mesmo após a coletiva no SIMERS – Sindicato Médico do Rio Grande do Sul no último dia 11 de janeiro, onde foi deliberado o encaminhamento das denúncias ao Ministério Público Federal e Estadual, nada foi resolvido.

Gustavo Bernardes, coordenador Geral do SOMOS tem recebido diariamente denúncias de diversas pessoas que vivem com aAds que tem ido procurar seus resultados de exames de carga viral e CD 4 feitos no LACEN e que os mesmos não estão sendo realizados no prazo previsto.

“Tem pessoas vindo do interior do Estado buscar seus exames e eles não estão prontos e dizem que os exames feitos em dezembro terão que ser descartados e refeitos, causando enormes transtornos para população que vive com HIV/Aids”, afirma.

Sobram problemas na gestão Estadual e Municipal. No Estado a Política não tem nem coordenação e os recursos de prevenção para as ONGs estão parados desde 2008.

No município o gestor não investe em prevenção e falta diálogo com a sociedade civil, denuncia ainda a entidade. Para monitorar e reunir as informações sobre o tema foi criado um blog http://www.rsprimeirolugaremtudo.blogspot.com

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O SUS é modelo de saúde.



Ao ser aprovada no legislativo norteamericano a universalização do acesso aos serviços de saúde, o Presidente Obama, concorda com todos nós de que a mais de duas décadas militamos em defesa do Sistema Único de Saúde estamos no caminho certo.

Ao propor e lutar para que fosse este projeto se tornasse lei lá nos EUA, Obama se torna fiador do maior sistema publico de saúde no mundo, o SUS.

O importante desta história toda, não é o Presidente Obama, mas sim os 60 milhões de americanos e americanas que serão beneficiadas com esta atitude deixando de ficar a mercê dos planos privados de saúde.

Com o ingresso dos EUA na universalização de algum tipo de serviço publico fortalece a nível mundial esta pratica em todas as partes do mundo globalizado, ou seja, é um bom exemplo a serem seguidos pelos demais países.

É um exemplo a ser seguido por aqueles que afirmam ser os investimentos em saúde publica meros gastos sem retorno algum para o país.

O SUS foi concebido para atender a todos e a todas indiscriminadamente, mas a classe média que se acha mais que os pobres ficam a disposição dos planos privados de saúde até quando estiverem empregadas.

No desemprego, só lhes resta o velho e bom SUS.

Para se consolidar como o maior e o melhor sistema público no mundo os governantes brasileiros tem que colocar em pratica alguns mecanismos para estancar a privatização do publico e a estatização do custo como acontece quando os planos privados de saúde deixam de ressarcir o SUS quando este atende seus clientes sem ser devidamente remunerado pelo serviço prestado.

Assim como aconteceu quando o SUS salvou a vida do cineasta Fábio Barreto através de uma equipe de neurocirurgia de plantão na madrugada no Hospital Publico Miguel Couto, RJ.

Pela tabela de preços da rede privada de hospitais onde (não há plantões de Neurocirurgia)cobra-se R$ 100 mil pelas primeiras 12 horas de atendimento ao qual Barreto foi submetido.

O ressarcimento deste atendimento e de tantos outros em que o SUS é o único prestador de serviço como as hemodiálises, transplantes, AIDIS, as quimios e radioterapias serão devidamente cumpridas quando o Governo Federal fazer cumprir este preceito legal que esta inerte a mais de dez anos.

Para o SUS dar mais certo do que já é. O Governo Lula tem que assumir pra si esta tarefa e fazer com que as redes privadas de planos de saúde paguem o que deve ao SUS, alem de descontigenciar as verbas publicas a serem aplicadas na saúde dos brasileiros e das brasileiras.

Outro mecanismo que deve ser implementado definitivamente é o Cartão SUS, que a mais de 11 anos e R$ 400milhoes de gastos esta inacabado por culpa dos mesmos que se beneficiam dos desvios das verbas da saúde publica.

Com a universalização do Cartão SUS aos moldes da CNI - carteira nacional de identidade, alem de obrigar o devido ressarcimento dos gastos privados no publico teremos a devida referencia e contra referencia implementada no sistema, acabando assim com muitos gastos de idas e vindas dos usuários aos serviços de saúde.

MSN:itamarssantos13@hotmail.com

O ambiente é nossa responsabilidade.


Terminou oficialmente neste sábado, 19 de dezembro, a 15a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que teve como principal resultado o “Acordo de Copenhague”, elaborado por alguns países na noite de sexta-feira e formalmente aceito pela ONU.

Acordo este feito ao apagar das luzes que não será respeitado pelos paises desenvolvidos (ricos= Eua, China, Alemanha, Inglaterra, etc.), mesmo sendo acolhido pela ONU.

Neste encontro ficou mais uma vez claro de que há no planeta terra duas visões de mundo muito bem identificado pelo Frei Leonardo Boff lá em Copenhague.

Os ricos deixam isso muito evidente sempre.

Fizeram isso na 15ª Conferência do Meio Ambiente, na Dinamarca, onde compareceram para dizer não às propostas apresentadas para salvar o Planeta.

Já por aqui entre os dias 9 e 12 de dezembro de 2009 mais de 1000 pessoas, representantes de todo o Brasil discutiram e aprovaram importantes diretrizes e ações estratégicas com vistas a tornar saudável a Saúde Ambiental do Brasil.

Das varias propostas aprovadas na 1ª Conferencia Nacional de Saúde Ambiental (CNSA) destaco uma das mais importantes diretrizes com suas ações estratégicas:

“Mudança no modelo de desenvolvimento econômico de modo a promover a qualidade de vida e a preservação do ambiente, e a saúde desta e das futuras gerações com a proteção da agrobiodiversidade e da biodiversidade urbana e rural, visando a sustentabilidade socioambiental responsável”.

Acompanhada de duas ações estratégicas:

* “Executar políticas públicas de incentivo a permacultura como método de desenvolvimento urbano e rural, incentivando a utilização de energias limpas, o aproveitamento da água das chuvas, programas de uso múltiplo das águas e combate ao desperdício, o reuso e a reciclagem de materiais, através da utilização de ferramentas de incentivo fiscal e fomento de projetos, tais como destinação prioritária do ICMS ecológico para estes fins e IPTU proporcional ao impacto ambiental e promover políticas de educação e obrigatoriedade da implementação da logística reversa pelas empresas de modo a estimular produção e consumo consciente, minimizando desperdícios, resíduos e esgotamento dos bens ambientais com consequentes problemas ao meio ambiente e à saúde, e a adequação da Lei 8666, das licitações públicas, obrigando a compra de produtos oriundos de processos produtivos sustentáveis, nas três esferas governamentais”.

* “Rever o modelo de produção atual dos projetos de infraestrutura, do setor industrial, agrícola e extrativistas minerais, vegetais e animal, garantindo de forma sustentável a geração de renda e qualidade de vida, aumentando o rigor no processo de licenciamento, implantação, avaliação e monitoramento de indústrias e exploração de bens naturais, e com especial atenção aos empreendimentos de grande impacto ambiental e social, fortalecendo modelos de produção que promovam a qualidade de vida, a fim de superar as desigualdades étnicas e socioeconômicas, com o reconhecimento de áreas prestadoras de serviços ambientais”.


Com a aprovação de propostas transformadoras a 1ª CNSA se consolida na vanguarda da saúde ambiental do planeta dando demonstrações de que os brasileiros têm capacidade de realizarem as mudanças necessárias a fim de salvarmos o planeta terra.

Seguindo esta demonstração de consciência ecológica de seu povo o Presidente Lula tem o compromisso de colocar em pratica as propostas que apresentou em Copenhague em solo brasileiro, bem como transformar em leis e projetos de estado as diretrizes e as ações estratégicas aprovadas nos estados e na plenária final da 1ª CNSA.

Que todos tenhamos muita força para ingressarmos em 2010 com muito mais força para lutarmos por um mundo melhor para se viver.

MSN: itamarssantos13@hotmaol.com

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

DOIS ADVOGADOS GAÚCHOS CONTRA DOIS SENADORES E 3.883 SERVIDORES DO SENADO FEDERAL (07.04.09)



Os advogados gaúchos Irani Mariani e Marco Pollo Giordani ajuizaram, na Justiça Federal, uma ação que pretende discutir as horas extras pagas e não trabalhadas, no Senado, e outras irregularidades que estão sendo cometidas naquela Casa.

A ação tramita na 5a. Vara da Justiça Federal de Porto Alegre e tem como réus a União, os senadores Garibaldi Alves e Efraim Morais e "todos os 3.883 funcionários do Senado Federal, cuja nominata, para serem citados, posteriormente, deverá ser fornecida pelo atual presidente do Senado Federal, senador José Sarney".

O ponto nuclear da ação é que durante o recesso de janeiro deste ano (2009), em que nenhum senador esteve em Brasília, 3,8 mil servidores do Senado, sem exceção, receberam, juntos, R$ 6,2 milhões em horas extras não trabalhadas - segundo a petição inicial..Os senadores Garibaldi e Efraim são, respectivamente, o ex-presidente e o ex-secretário da Mesa do Senado.

Foram eles que autorizaram o pagamento das horas extras por serviços não prestados.
A ação popular também busca "a revisão mensal do valor que cada senador está custando: R$ 16.500,00 (13º, 14º e 15º salários); mais R$ 15.000,00 (verba de gabinete isenta de impostos); mais R$ 3.800,00 de auxílio moradia; mais R$ 8.500,00 de cotas para materiais gráficos; mais R$ 500,00 para telefonia fixa residencial, mais onze assessores parlamentares (ASPONES) com salários a partir de R$ 6.800,00; mais 25 litros/DIA de combustível, com carro e motorista; mais cota de cinco a sete passagens aéreas, ida e volta, para visitar a 'base eleitoral'; mais restituição integral de despesas médicas para si e todos os seus dependentes, sem limite de valor; mais cota de R$ 25.000,00 ao ano para tratamentos odontológicos e psicológicos" .

Esse conjunto de gastos está - segundo os advogados Mariani e Giordani - "impondo ao erário uma despesa anualem todo o Senado, de:

- R$ 406.400.000, 00; ou

- R$ 5.017.280,00para cada senador.


Tais abusos acarretam uma despesa paga pelo suado dinheiro do contribuinte em média de:

- R$ 418.000,00 por mês, como custo de cada senador da República".

Mariani disse ao 'Espaço Vital' que, "como a ação popular também tem motivação pedagógica, estamos trabalhando na divulgação do inteiro teor da petição inicial, para que a população saiba que existem meios legais para se combater a corrupção".

Cópia da peça está sendo disponibilizada por este site.

A causa será conduzida pela juízaVânia Hack de Almeida. (Proc. nº 2009.71.00.009197- 9)
AÇÃO POPULAR Nº 2009.71.00.009197- 9 (RS)

Data de autuação: 31/03/2009

Juiz: Vania Hack de Almeida

Órgão Julgador: JUÍZO FED. DA 05A VF DE PORTO ALEGRE

Órgão Atual: 05a VF DE PORTO ALEGRE

Localizador: GAB03B

Situação: MOVIMENTO-AGUARDA DESPACHO

Valor da causa: R$6.200.000, 00

Assuntos:
1. Adicional de horas extras
2. Horas Extras

AUTOR: IRANI MARIANI
Advogado: IRANI MARIANI
AUTOR: MARCO POLLO GIORDANI
Advogado: IRANI MARIANI

RÉUS:
1 - UNIÃO - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
2 - GARIBALDI ALVES FILHO
3 - EFRAIM DE ARAUJO MORAIS
4 - FUNCIONARIOS DO SENADO FEDERAL

REPASSE A TODOS, PARA QUE O BRASIL INTEIRO FIQUE ATENTO E ACOMPANHE ESTA INICIATIVA.

SE DEPENDER DA "GRANDE MÍDIA", NINGUÉM FICARÁ SABENDO DE NADA.

MORALIZAR O LEGISLATIVO É UMA TAREFA HERCÚLEA, PELA QUAL TODOS DEVEMOS DAR O MELHOR DE NÓS MESMOS.

sábado, 9 de janeiro de 2010

O embate entre o governo Lula e a rede Globo.




O embate entre Lula e a Globo poderia ser resumido como uma disputa pela verossimilhança, um bem escasso no mercado noticioso brasileiro.

Ao participar quase que diariamente de atos ou eventos públicos, o presidente dialoga de forma direta com a população, estabelecendo um contrato de confiança que contrasta com a obstinação dos meios dominantes em montar um discurso noticioso divorciado dos fatos que, às vezes, beira a ficção. O artigo é de Dario Pignotti, publicado originalmente no Le Monde Diplomatique (Edição Cone Sul e Espanha).


Dario Pignotti - Le Monde Diplomatique (Cone Sul e Espanha)

No início da década de 1980, centenas de milhares de brasileiros cantaram em coro “O povo não é bobo, abaixo a rede Globo!”, quando a corporação na qual se apoiou a ditadura militar censurou as mobilizações populares contra o regime militar, utilizando fotonovelas e futebol para tentar anestesiar a opinião pública. Hoje, um segmento crescente do público brasileiro expressa seu descontentamento frente o grupo midiático hegemônico. Medições de audiência e investigações acadêmicas detectaram um dado, em certa medida inédito, sobre as relações de produção e consumo de informação: a credibilidade da rede Globo, inquestionável durante décadas, começa a dar sinais de erosão.

Contudo, é possível perceber uma diferença substantiva entre a indignação atual e o descontentamento daqueles que repudiavam a Globo durante as mobilizações de três décadas atrás em defesa das eleições diretas (1).

Em 1985, José Sarney, primeiro presidente civil desde o golpe de Estado de 1964, obstruiu qualquer pretensão de iniciativa reformista relativa à estrutura de propriedade midiática e ao direito à informação, em cumplicidade com a família Marinho – proprietária da Globo, da qual, aliás, era sócio.

O atual chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, parece disposto a iniciar a ainda pendente transição em direção à democracia na área da comunicação.

No início de 2009, no Fórum Social Mundial realizado na cidade de Belém, Lula convocou uma Conferência Nacional de Comunicação.

A partir daí, mais de 10 mil pessoas discutiram em assembléias realizadas em todo o país os rumos da comunicação e definiram propostas para levar para a Conferência, realizada de 14 a 17 de dezembro, em Brasília.

“É a primeira vez que o governo, a sociedade civil e os empresários discutem a comunicação; isso, por si só, já é uma derrota para a Globo e sua política de manter esse tema na penumbra (...)

O presidente Lula demonstrou estar determinado a instalar na sociedade um debate sobre a democratização das comunicações; creio que isso terá um efeito pedagógico e poderá converter-se em um dos temas da campanha” (de 2010), assinala Joaquim Palhares, diretor da Carta Maior e delegado na Conferência.

O embate entre Lula e a Globo poderia ser resumido como uma disputa pela verossimilhança, um bem escasso no mercado noticioso brasileiro.

Ao participar quase que diariamente de atos ou eventos públicos, o presidente dialoga de forma direta com a população, estabelecendo um contrato de confiança que contrasta com a obstinação dos meios dominantes em montar um discurso noticioso divorciado dos fatos que, às vezes, beira a ficção.

Lula configura um “fenômeno comunicacional singular; o povo acredita nele, não só porque fala a linguagem da gente simples, mas porque as pessoas mais carentes foram beneficiadas com seus programas sociais; isso é concreto, o Bolsa Família atende a 45 milhões de brasileiros que não prestam muita atenção ao que diz a Globo”, observa a professora Zélia Leal Adghirni, doutora em Comunicação e coordenadora do programa de investigação sobre Jornalismo e Sociedade da Universidade de Brasília..

“Por que Lula ganhou duas vezes as eleições (2002 e 2006), uma delas contra a manifesta vontade da Globo?

Por que Lula tem uma popularidade de 80%?”, pergunta Adghirni (2), para quem “as teorias de comunicação clássica que estudamos na universidade não são aplicadas ao fenômeno Lula.

Desde a teoria da ‘agulha hipodérmica’ até a da ‘agenda setting’, dizia-se que os meios formam a opinião ou pautam o temário do público, mas com Lula isso não ocorre: os meios de comunicação estão perdendo o monopólio da palavra”.

Por outro lado, como se sabe, a construção de consensos sociais não se galvaniza só com mensagens racionais ou versões críveis da realidade, também é necessário trabalhar no imaginário das massas, um território no qual a Globo segue sendo praticamente imbatível.

A empresa do clã Marinho controla o patrimônio simbólico brasileiro: é a principal produtora de novelas e detém os direitos de transmissão das principais partidas de futebol e do carnaval carioca (3).

Frente à gigantesca indústria de entretenimento da Globo, o governo é praticamente impotente.

Não obstante, a imagem do presidente-operário provavelmente ganhará contornos míticos em 2010, com o lançamento do longa-metragem Lula, o filho do Brasil, que será exibido no circuito comercial e em um outro alternativo (sindicatos e igrejas).

O produtor Luis Carlos Barreto prevê que cerca de 20 milhões de pessoas assistirão à história do ex-torneiro mecânico que se tornou presidente, o que seria a maior bilheteria da história no país.

O balanço provisório da política de comunicação de Lula indica que esta tem sido errática. Em seu primeiro mandato (2203-2007), impulsionou a criação de um Conselho de Ética informativa, iniciativa que arquivou diante da reação empresarial.

Após essa tentativa fracassada, o governo não voltou a incomodar as “cinco famílias” proprietárias da grande imprensa local, até o final de sua primeira gestão.

Em seu segundo governo – iniciado em 1° de janeiro de 2007, Lula nomeou Hélio Costa como ministro das Comunicações, um ex-jornalista da Globo que atua como representante oficioso da empresa no ministério.

Mas enquanto a designação de Costa enviava um sinal conciliador aos grupos privados, Lula seguia uma linha de ação paralela.

Em março de 2008, o Senado, com a oposição cerrada do PSDB, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aprovou o projeto do Executivo para a criação da Empresa Brasileira de Comunicações, um conglomerado público de meios que inclui a interessante TV Brasil, para a qual, em 2010, o Estado destinará cerca de 250 milhões de dólares.

O generoso orçamento e a defesa da nova televisão pública feita pelos parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) indicavam que Lula havia decidido enfrentar a direita política e midiática.

Ao mesmo tempo em que media forças com a Globo – ainda que não de forma aberta -, Lula aproximou posições com as empresas de telefonia (interessadas em participar do mercado de conteúdos e disputar terreno com a Globo) e algumas televisões privadas, como a TV Record -de propriedade de uma igreja evangélica (4).

A estratégia foi tomando contornos mais firmes no final do mês de outubro quando Lula defendeu, durante uma cerimônia de inauguração dos novos estúdios da Record no Rio de Janeiro, o fim do ‘pensamento único’ capitaneado por alguns formadores de opinião (em óbvia alusão à Globo) e a construção de um modelo mais plural.

Dias mais tarde, o mesmo Lula afirmava: “Quanto mais canais de TV e quanto mais debate político houver, mais democracia teremos (...) e menos monopólio na comunicação” (5).

Com um discurso monolítico e repleto de ressonâncias ideológicas próprias da Doutrina de Segurança Nacional (como associar qualquer objeção à liberdade de imprensa empresarial com ocultas maquinações “sovietizantes”), o grupo Globo lançou uma ofensiva, por meios de seus diversos veículos gráficos e eletrônicos, contra a incipiente tentativa do governo de estimular o debate sobre a atual ordem informativa, que alguns definem como um “latifúndio” eletrônico.

O primeiro passo neste sentido, assinala Joaquim Palhares, foi “esvaziar e boicotar a Conferência Nacional de Comunicação, retirando-se dela, dando um soco na mesa e saindo impestivamente para tentar deslegitimá-la”, movimento seguido por outros grupos midiáticos.

O segundo movimento consistiu em articular um discurso institucional para fazer um cerco sanitário contra o contágio de iniciativas adotadas por governos sulamericanos como os da Argentina, Equador e Venezuela, orientadas na direção de uma reformulação do cenário midiático.

A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABERT) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) “temem que o que ocorreu na Argentina se repita no Brasil; eles vêem essa lei como uma ameaça e começaram a manifestar sua solidariedade com a imprensa da Argentina”, afirma Zélia Leal Adghirni.

O receio expresso pelas entidades representativas dos grandes conglomerados midiáticos é o seguinte: se o descontentamento regional contra a concentração informática ganha força junto à opinião pública brasileira, poderia romper-se a cadeia de inércia e conformismo que já dura décadas e, quem sabe, iniciar-se um gradual – nunca abrupto – processo de democratização.

O inverso também se aplica: se o Brasil, liderado por Lula, finalmente assumir como suas as teses do direito à informação e à democracia comunicacional, é certo que essa corrente de opinião, atualmente dispersa na América Sul, poderá adquirir uma vertebração e uma legitimidade de proporções continentais.

NOTAS

(1) Esse objetivo finalmente foi frustrado pelo regime, socorrido pela Globo, que montou um simulacro eleitoral proibindo o voto direto, graças ao qual os generais deixaram o poder sem sobressaltos nem investigações sobre violações de direitos humanos.

(2) A respeito da vitória de Lula nas eleições de 2006, ler Bernardo Kucinski, “O antilulismo na campanha de 2006 e suas raízes”, in. Venício Lima (compilador), “A mídia nas eleições de 2006”, Perseu Abramo, São Paulo, 2007.

(3) Em 1989, o então candidato à presidência Lula foi objeto de um golpe midiático, perpetrado pela Globo que, para impedir sua vitória, fabricou a candidatura de Fernando Collor de Mello, que deixaria o mandato em 1992, cercado de escândalos de corrupção. Dario Pignotii, “Globo: o partido mais poderoso do Brasil”, Le Monde Diplomatique, edição Cone Sul, Buenos Aires, setembro de 2007.

(4) Nos últimos anos, a TV Record, que pertence a neopetencostal Igreja Universal do Reino de Deus, arrebatou parte da audiência cativa da TV Globo, contra a qual iniciou uma guerra de denúncias. A Record veiculou um programa especial sobre a Globo, onde repassou seus vínculos com a ditadura. Por sua parte, a Globo denunciou calotes cometidos pela Record que, segundo investigações judiciais, estaria desviando dinheiro do dízimo dos fiéis.

(5) Luiz Inácio Lula da Silva, declarações na inauguração da nova sede do canal Rede TV, em Osasco, área metropolitana de São Paulo, 13/11/2009.

(*) Jornalista, Brasília, Doutor em Comunicação pela Universidade de São Paulo

Le Monde Diplomatique, edição Cone Sul.

Tradução: Katarina Peixoto


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"O Ser Humano do futuro não vai querer ganhar e possuir coisas; vai querer sentir, criar, construir, aprender sem limites. Não vai querer possuir, ter, controlar; esse humano compreenderá que há milhões de formas de desenvolver a emoção e o pensamento, que há uma inimaginável diversidade de formas de sentir e pensar."
Mário Rodrigues Cobos - SILO
M U I T A P A Z , F O R Ç A E A L E G R I A . . . S E M P R E ! !

Os anos 10.




Às 24 horas de 31 de dezembro de 2009, encerrou-se a primeira década do terceiro milênio.

Nestes dez anos profecias caíram por terra, roeu também a prepotência financeira norteamericana, o holocausto africano e na faixa de gaza aprofundou-se com a conivência mundial e mudanças importantes brotam da América Latina, a cinquentenária Cuba consolida o socialismo apesar de todos os embargos do mundo capitalista.

Os anos 2000 marcaram grandes mudanças de cunho democrático no continente latinoamericano apesar dos permanentes ataques promovidos pelas grandes redes de comunicação social patrocinadas pelos grandes latifundiários sócios das multinacionais produtoras de sementes transgênicas e de agrotóxicos.

Apesar dos avanços na democracia local ainda serem tímidos, os avessos a esta pratica popular esbravejam contra as parcas conquistas populares promovidas nesta ultima década.

Mesmo assim há aqueles que só se lembram do dia 11 de setembro de 2001 e afirmam que este periodo pode ser chamado de “a década perdida”.

Estes mesmos mercenários da mídia patronal dizem que a crise financeira que promoveu a derrocada do neoliberalismo e do chamado “consenso de Washington” não passa de “conversa fiada”.

Dizer que nestes dez anos não surgiu nada de bom, nada de importante, é no mínimo debochar do povo brasileiro.

É obvio que os altos índices de aprovação do Presidente –Trabalhador - Lula não agradam a estes mercenários e a seus representados, mas as duas eleições do Trabalhador Lula como Presidente do maior país da América Latina é uma estrondosa vitória do povo pobre deste país continente e de suma importância para a consolidação do projeto democrático e popular em nosso país, bem como no continente latinoamericano.

O povo brasileiro e latinoamericano exercitaram amplamente nesta década a democracia elegendo em seus países representantes comprometidos com as causa dos menos favorecidos.

As eleições e reeleições de Presidentes vinculados aos pobres na Venezuela-Hugo Chaves, na Argentina-Cristina, na Bolívia-Evo Morales, no Equador-Rafael Correa e no Uruguai que primeiramente elegeu Tavare Vasques e reelege Mujica um ex-guerrilheiro como Presidente e no Paraguai o ex-Padre é reeleito para mais um mandato reafirmam a vontade popular em manter as mudanças até aqui conquistadas a fim de consolidá-las nos próximos anos.

Para quem ainda está iludido de que nada de novo aconteceu nestes primeiros anos do novo milênio e de que os anos 10 não seram importantes para que se consolide este avanço até que o capitalismo seja transformado em socialismo definitivamente deixo alguns dados para serem comparados entre os dois sistemas econômicos em disputa:

Os índices que mais impressionam são os produzidos pela violência, na América Central para cada 100 mil pessoas, 23 são assassinadas; no Brasil este número é de 31/100 mil habitantes e em Cuba este numero cai drasticamente para 5,8/100 mil hab. /ano.

Ao ver estes números vêm logo a nossa descrente mente uma obvia pergunta. Como que em Cuba, um país miserável há menos assassinatos do que no Brasil, um país em franco desenvolvimento?

A resposta para esta questão não esta relacionada à pobreza e sim a riqueza, pois Cuba socializa seus recursos com o seu povo, enquanto ainda, no Brasil o que é dividido é a miséria.

Enquanto Cuba assegura gratuitamente a 11 milhões de pessoas, cestas básicas, saúde e educação de qualidade, aqui no Brasil criticam-se o Governo do Presidente Trabalhador por atender os miseráveis com a Bolsa Família, sucateia o SUS e roubam as provas do ENEM a fim de desprestigiar uma nova forma de educar os brasileiros e as brasileiras.

É por estas e outras razões que os Cubanos estão livres do analfabetismo e na 51º no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – índice medido pela ONU em 182 países- e enquanto o Brasil esta em 75ª posição.

2010 será o primeiro ano de uma nova década que vira com a tarefa de consolidar todas esta mudanças realizadas ao longo do século passado e como ferramentas para esta transformação teremos eleições gerais no Brasil, o 10º Fórum Social Mundial acontecerá entre os dias 25 e 29 deste Janeiro, aqui no RS, é ano do 9º Congresso do Partido Comunista Cubano onde será avaliado o meio século de resistência socialista no mundo definindo novas estratégias econômicas e éticas com vista ao novo momento político porque passa o planeta e entre outras tantas atividades importantes o mundo ira debater na semana mundial da saúde a partir de 7 de abril a “Saúde da Terra”.

Então não venham com diz que diz. Estamos em plena ebulição transformadora e fazemos parte desta mudança com certeza.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Eu faço parte desta mudança.





Chegamos no aeroporto internacional de Brasília-DF na noite de 09 de dezembro de 2009.

Já se passava das 21 horas de terça-feira e estava instalada uma grande indignação nos mais de 500 delegados e delegadas dos mais diversos estados brasileiros que não tinham certeza de onde iriam pernoitar para que no dia seguinte pudessem credenciar-se na 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental (CNSA).

Apesar desta desorganização inicial, a 1ª CNSA foi uma importante demonstração da vontade e da determinação de centenas de militantes sociais de todo o país.

Aqueles que estavam torcendo para que as adversidades postas à frente desta conferência desmobilizassem seus participantes, enganaram-se redondamente.

O produto desta tentativa de retardar ou de até desconstituir a realização da 1ª CNSA foi o combustível que alimentou a vontade e a garra do conjunto dos militantes presentes.



Devido à falta de locais centrais para alojar a totalidade das delegações Estaduais o Ministério das Cidades, de responsabilidade do Ministro Marcio Fortes (PP), foi obrigado a interiorizar a hospedagem dos delegados e das delegadas.

Ao encaminhar mais de duas centenas de pessoas para cidades da grande Brasília, distantes da área central uns 60 KM.

Com estas viagens de ida e vinda para o local de realização dos debates, os viajantes puderam perceber que a realidade vista pelas janelas dos coletivos eram as mesmas sofridas por todos os habitantes do nosso Brasil continente.

Ficou claro àqueles que por ventura acreditassem em uma Brasília rica e maravilhosa; de que esta realidade não passava de contos irreais.

Este convívio das delegações como o dia-dia nos resgatou para a realidade de fato fazendo com que percebêssemos de como era fundamental a nossa presença naquela conferência onde seria discutidas a saúde ambiental do Brasil e isto estava intimamente ligado à vida de cada um de nós.

Ter participado da 1ª CNSA foi um privilegio para todos nós que tivemos a oportunidade de ser a vanguarda brasileira e mundial que construiu a mudança de paradigma nas questões que envolvem a saúde do ambiente.

A política pública de Saúde Ambiental vem para inovar e transformar o modo de fazer e pensar a convivência entre os humanos e o ambiente em que vivemos por ser um processo de desenvolvimento saudável que tem seu inicio nos municípios, através de redes harmônicas articulando Governos, setor privado, sociedade civil organizada e população em geral, visando a criação e a implementação de políticas públicas intersetoriais, equitativas, transversais e sustentáveis que respeite as potencialidades, as diversidades, as vulnerabilidades ambientais e sócio-culturais de cada local.

A 1 ª CNSA teve seu inicio nas etapas municipais e estaduais, culminando com a sua realização em Brasília onde debateu e a provou diretrizes e ações estratégicas em seis temas:

1) Processos produtivos e consumo sustentável;
2) Infraestrutura;
3) Articulação interinstitucional, ações interligadas e controle social;
4) Territórios sustentáveis, planejamento e gestão integrada;
5) Educação, informação, comunicação e produção de conhecimento;
6) Marco regulatório e fiscalização.


Fazer parte desta história nos satisfaz e nos deixa com o sentimento de ser e de estar na vanguarda de mais uma importante mudança que chega ao Brasil.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fórum Social Mundial 10 anos - Grande Porto Alegre

No período de 26 a 29 de janeiro de 2010 estará ocorrendo o Fórum Social Mundial 10 anos - Grande Porto Alegre, que será um evento em comemoração aos 10 anos de FSM, refletindo sobre alternativas a globalização neoliberal e construindo caminhos diferentes para a construção de um outro mundo possível.

Nesta edição os debates, as conferências e as atividades culturais ocorrerão em mais cinco cidades da região metropolitana de Porto Alegre: Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga e Gravataí.

Em São Leopoldo realizaremos duas grandes atividades político-culturais:

2ª Reunião Pública Mundial de Cultura

A 2ª Reunião Pública Mundial de Cultura, será a segunda edição de uma reunião que ocorreru em Porto Alegre em 2003 e que reuniu gestores culturais de diversos países do mundo para discutir uma plataforma de cultura para as gestões locais.

Este movimento desembocou na reunião de Barcelona que aprovou a Agenda 21 da Cultura - Um compromisso das cidades e dos governos locais para o desenvolvimento cultural.

Os dois objetivos principais da 2ª RPMC são:

Avaliar os cinco anos da aprovação da Agenda 21 da Cultura e ampliar sua abrangência e conhecimento em relação a cidades e territórios da América Latina e Caribe, e

avaliar e fortalecer a implantação da Convenção sobre a proteção e promoção da Diversidade das Expressões Culturais - aprovada em 2005 pela UNESCO - em nosso continente.

Nesta atividade temos presença já confirmada de palestrantes e convidados das seguintes Redes e Instituições:

- Fórum Nacional de Secretários de Cultura das Capitais
- Fórum de Secretários Estaduais de Cultura - Brasil
- Fórum de Gestores de Cultura Sub-Nacionais do Mercosul
- Unidade Temática de Cultura da Rede Mercocidades
- Rede Interlocal de Gestores de Cultura - Ibero-Americana
- Comissão de Cultura da CGLU - Organização das Cidades e Governos Locias Unidos - ONU
- Associação Cultural José Martí - RS
- Embaixada de Cuba no Brasil
- Ministério da Cultura de Cuba
- Ministério da Educação e Cultura do Uruguai
- Ministério da Cultura do Brasil

O evento ocorrerá entre os dias 26 e 29 de janeiro de 2010 entre as 14h e as 19h no Centro Cultural José Pedro Boéssio - São Leopoldo - RS

Casa Cuba

A Casa Cuba, é o espaço de debate político e de intercâmbio cultural tradicional das edições barsileiras do FSM, que este ano ocorrerá paralelalamente a realização da 2ª RPMC e irá abrigar debates e reflexões sobre os 50 anos da Revolução Cubana, a conjuntura política, as perpectivas dos governos progressistas da América Latina e Caribenha e a Identidade Cultural do continente.

Além disso contará com uma grande Programação Cultural com a presença de nomes consagrados da música latino-americana como o cubano Vicente Feliú e o uruguaio Daniel Viglietti, artistas brasileiros, e artistas africanos.

A Casa Cuba é uma realização da Prefeitura Municipal de São Leopoldo, em parceria com a Associação Cultural José Martí, o Ministério da Cultura do Brasil e o Ministério da Cultura de Cuba.

O evento ocorrerá também entre os dias 26 e 29 de janeiro de 2010, sempre entre as 14h e as 24h na Praça 20 de Setembro em São Leopoldo - RS

Inscrições

Solicitamos que todos os companheiros, por favor, repassem este convite adiante. Os interessados em participar entrem em contato conosco para confirmar presença até o dia 18 de dezembro de 2009, para podermos garantir hospedagem e alimentação gratuita, para gestores públicos e militantes de movimentos culturais.

Aceitamos sugestões de debatedores.


Fonte e Contatos:

Fone: (51)35921943 e (51)35918858
Email:cultura@saoleopoldo.rs.gov.br
Inscrições no site: www.saoleopoldo.rs.gov.br
End. Rua Lindolfo Collor 439, 5° andar - Centro
São Leopoldo - RS

Pedro Vasconcellos
Diretor de Políticas Culturais e Diversidade
Novo email: pedro.cultura.rs@gmail.com
Cel: (51)97339931 - (51)35921943

Brasil é um foguete, segundo os ingleses




A ascensão econômica do Brasil é o tema da capa, de um editorial e de um especial de 14 páginas da edição desta semana da revista britânica The Economist, divulgada neste mes.

Intitulado Brazil Takes Off ("O Brasil Decola", em tradução literal), o editorial afirma que o país parece ter feito sua entrada no cenário mundial, marcada simbolicamente pela escolha do Rio como sede olímpica em 2016.

A revista diz que, se em 2003 a inclusão do Brasil no grupo de emergentes Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) surpreendeu muitos, hoje ela se mostrou acertada, já que o país vem apresentando um desempenho econômico invejável.

A The Economist afirma também que o Brasil chega a superar outros Bric. ?Ao contrário da China, é uma democracia, ao contrário da Índia, não possui insurgentes, conflitos étnicos, religiosos ou vizinhos hostis. Ao contrário da Rússia, exporta mais que petróleo e armas e trata investidores estrangeiros com respeito.

É interessante comparar o Brasil governado pelo operário "analfabeto e burro" com o que que foi comandado pelo sociólogo "letrado e intelectual".

Isso tudo na visão do The Economist...

Segundo o The Economist

Situação do Brasil antes e depois.


Nos tempos de FHC

Nos tempos de LULA



Risco Brasil
Nos tempos de FHC 2.700 pontos

Nos tempos de LULA 200 pontos


Salário Mínimo

Nos tempos de FHC 78 dólares

Nos tempos de LULA 210 dólares


Dólar

Nos tempos de FHC R$ 3,00

Nos tempos de LULA Rs$ 1,78


Dívida FMI

Nos tempos de FHC Não mexeu


Nos tempos de LULA Pagou


Indústria naval

Nos tempos de FHC Não mexeu


Nos tempos de LULA Reconstruiu


Universidades Federais Novas

Nos tempos de FHC Nenhuma

Nos tempos de LULA 10


Extensões Universitárias

Nos tempos de FHC Nenhuma

Nos tempos de LULA 45


Escolas Técnicas

Nos tempos de FHC Nenhuma

Nos tempos de LULA 214


Valores e Reservas do Tesouro Nacional

Nos tempos de FHC 185 Bilhões de Dólares Negativos

Nos tempos de LULA 160 Bilhões de Dólares Positivos


Créditos para o povo/PIB

Nos tempos de FHC 14%

Nos tempos de LULA 34%


Estradas de Ferro

Nos tempos de FHC Nenhuma

Nos tempos de LULA 3 em andamento


Estradas Rodoviárias

Nos tempos de FHC 90% danificadas

Nos tempos de LULA 70% recuperadas


Industria Automobilística

Nos tempos de FHC Em baixa, 20%

Nos tempos de LULA Em alta, 30%


Crises internacionais

Nos tempos de FHC 4, arrasando o país

Nos tempos de LULA Nenhuma, pelas reservas acumuladas


Cambio

Nos tempos de FHC Fixo, estourando o Tesouro Nacional

Nos tempos de LULA Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central


Taxas de Juros SELIC

Nos tempos de FHC 27%

Nos tempos de LULA 11%


Mobilidade Social

Nos tempos de FHC 2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza

Nos tempos de LULA 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza


Empregos


Nos tempos de FHC 780 mil

Nos tempos de LULA 11 milhões


Investimentos em infraestrutura

Nos tempos de FHC Nenhum

Nos tempos de LULA 504 Bilhões de reais previstos até 2010


Mercado internacional

Nos tempos de FHC Brasil sem crédito

Nos tempos de LULA Brasil reconhecido como investment grade.


Fonte Revista:The Ecomist.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Esquerdismo ou divisão?



Historicamente a unidade da esquerda brasileira e mundial nunca foi tudo aquilo em termos de força política com a devida consistência para enfrentar a coesão da burguesia.

Esta fragilidade permanece na epiderme do tecido social da esquerda brasileira, fato que nos divide fatalmente proporcionando derrotas nos mais importantes movimentos sociais de nossa base.

Derrotas como a ocorrida no DCE da UFRGS após uma hegemonia superior a quatro décadas por uma chapa de estudantes filiados ao PSOL demonstram a repetição histórica desta divisão da esquerda como pensamento ideológico de classe antagônica a classe dominante.

Esta divisão entre os partidos que disputam a mesa fatia no seio da classe operaria é tudo que a classe dominante necessita para galgarem vitórias como a do pleito obtida pela chapa 3 – que tem entre seus integrantes estudantes filiados a partidos como PP, PMDB e PSDB.

Este é o mais recente exemplo do que esta divisão faz no interior da classe operaria o que permite vitórias da direita tanto nos movimentos como nos governos.

Chamar esta pratica de “esquerdismo” não nos faz diferentes ou melhores daqueles companheiros que se apequenam em políticas meramente aparelhistas que visam apoderar-se dos recursos financeiros advindos das contribuições de suas bases, seja elas financeiras, políticas ou ambas.

A esquerda não perdia uma eleição no DCE da UFRGS desde os tempos da ditadura.

Ao se dividir em três chapas, vimos um grupo que rejeitava o “Fora Yeda” e prometia lutar apenas por questões acadêmicas vencer o pleito.

Quem está ficando emparedado, como nós já ficamos tempos atrás somos nós mesmos não importando a que partido possamos nos encontrar.

Com a realidade da política atual do governo federal, a percepção do Lula e por causa disto com a disputa de forças no interior da sociedade estamos perdendo adeptos, fato que não pode ser atribuído ao chamado “esquerdismo”.

Disputas com o PSTU de ser contra a criação do curso noturno de serviço social na UnB ou contra ao bolsa trabalho do governo Lula são debates a serem feitos em conjunto com a base estudantil de maneira que não divida o conjunto ideológico dos militantes, pois o objetivo maior não está em ser transformado em ponto tão específico como este.

A contra ofensiva não deve ser ao “esquerdismo” ou a aliança DS-UJS e só no Movimento Estudantil, que por ventura possa ser uma de disputa de aparelho, mas no conjunto de todos os movimentos sociais da cidade e do campo e esta luta contra hegemônica é contra o nosso inimigo incomum o qual seja a classe burguesa detentora dos poderes constituídos.

Nós, militantes que nos reivindicamos de esquerda, devemos ter claro que estas disputas de espaços tanto no ME ou no MS (sindical e Comunitário) não pode ser o fator determinante para a perda de trincheiras como a que aconteceu no pleito do DCE-UFRGS ou de algum sindicato para a Força Sindical.

Nossos esforços devem ser direcionados na busca da unidade das diversas forças que compõe a esquerda brasileira e mundial a fim de recuperar o tempo perdido em construirmos um projeto popular onde a hegemonia seja representativa da classe trabalhadora e não somente de um grupo.

No caso exemplar das eleições do DCE-UFRGS os perdedores não estão no Psol e sim em toda a esquerda. Nossa divisão será a ascensão da direita no interior dos movimentos sociais onde somos hegemônicos, status que devemos manter.


MSN: itamarssantos13@hotmail.com

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

RESULTADOS DA PRIMEIRA CONFERÊNCIA ESTADUAL DE

DELEGADOS ELEITOS NOS SEGMENTOS

TOTAL: 47

Movimentos Sociais: 15

Trabalhadores Formais e Informais: 7

Setor Empresarial: 2 (duas vagas não foi preenchida)

ONG: 4 (acrescentado mais 1 vaga por orientação do ministério)

Academia: 5

Poder Público Estadual: 5


Poder Público Municipal: 8

LISTA DOS DELEGADOS ELEITOS
Movimentos Socais
Titulares

1. LUMEN CELI BAUER DE BORBA (F)
2. ALEXANDRE GABRIEL BARBOSA (M)
3. ITAMAR SILVA DOS SANTOS (M)
4. MARIA HORACIA RIBEIRO (F)
5. PAULO STRASSER (M)
6. VLADIMIR FERNANDO DALLA COSTA RIBAS (M)
7. ALCINDO RODRIGUES PEREIRA (M)
8. MILTON DOS SANTOS (M)
9. IVONE ARETZ (F)
10. BRUNO EUGÊNIO MAHL (M)
11. EVERTON DAVI CENTURIÃO SILVA (M)
12. OSCAR PANIZ (M)
13. ROBERTO HENRIQUE REDLICH (M)
14. ROSA MARIS ROSADO (F)
15. SIMONE MOURA DE SOUZA (F)

Gênero: 10 Masculinos e 5 Femininos.
Suplentes

1. MARIA ENCARNACION MORALES ORTEGA
2. REINALDO LUIZ DOS SANTOS
3. ALZERI FREITAS
4. LAURI CAMARGO PEREIRA
5. OLÍDIA MARLENE DE OLIVEIRA
6. JOÃO TOLEDO DE ARAUJO
7. SANDRA MARA LEON

Trabalhadores Formais e Informais
Titulares

1. MARIA LUCIA SCHAFFER (F)
2. VILMA FERNANDES RIBEIRO (F)
3. FATIMA GARBINI (F)
4. LUCIANO DE SOUZA (M)
5. MARCO ANTONIO SOARES (M)
6. DANIELA T D S IDIART (F)
7. MARIA NEVES RIBEIRO AQUINO (F)

Gênero: 2 Masculinos e 5 Femininos.

Suplentes
1. SEZER CERBARO
2. ANTONIO SÉRGIO DA SILVA
3. EDIMILSON GONÇALVES DA SILVA
4. VERONI RAUBER FERNANDES
5. ROBSON BERGMULHER DA SILVA
6. ROGER HALLA

Setor Empresarial
Titulares


1. NILSON BUTTINGER (M)
2. CARLOS HENRIQUE PIRES IDIART (M)
3. MARA ELISA OLIVEIRA (F) (não preencheu SPD?)
Gênero: 2 Masculinos e 1 Feminino.

Suplentes
Não havia participantes suficientes.

ONGs
Titulares


1. GERALDO SUSIN (M)
2. ROBERTO JAKUBASZKO (M)
3. TÂNIA DIAS PEIXOTO (F)
4. DELMAR SITTONI (M)
5. ELIANE COSTA ELIAS (F)

Gênero: 3 Masculinos e 2 Femininos.

Suplentes
1. CARLOS E. KUHN
2. PAULO ROBINSON DA SILVA SAMUEL

Academia
Titulares


1. DIONE ELIZA DE ÁVILA (F)
2. MARIA MERCEDES BENDATI (F)
3. MAURO R. DOS SANTOS (M)
4. SÔNIA PINHEIRO (F)
5. RICARDO CAETANO FERNANDES (M)

Gênero: 2 Masculinos e 3 Femininos.

Suplentes

1. BEATRIZ DE CARVALHO CAVALHEIRO
2. GILSON F. LESSA
3. RAFAEL GOMES VERDUM
4. DARCI CAMPANI
5. CHRISTINANO RIBEIRO

Poder Público Estadual
Titulares


1. MAURO LORDA DORNELLES (M)
2. FLÁVIA BAVARESCO (F)
3. MARIA SCHIRLEI PINTO DE FARIA (F)
4. JOÃO CALISTO RODRIGUES (M)
5. IVONE CORVALÃO (F)

Gênero: 2 Masculinos e 3 Femininos.

Suplentes

1. PAULO RICARDO EUZÉBIO MOTA
2. RICARDO RABENO
3. ANA MARIA CRUZAT

Poder Público Municipal
Titulares


1. SÍLVIO GONÇALVES (M)
2. ANITA MARQUES (F)
3. JOSÉ ENIO DE ANDRADE (M)
4. LINDA MARIA ANTONIAZZI (F)
5. MARLI R D´AVILA PEREIRA (F)
6. REGINA MARIS R MURILO (F)
7. ROBERTO SILVA DA SILVA (M)
8. SOELI DE MATOS (F)

Gênero: 3 Masculinos e 5 Femininos.

Suplentes
1. CARLOS TABORDA
2. ALOISIO BAMBERG
3. ANA MARIA ARAÚJO CIRNE
4. JOSÉ SILVANO M. GROSS
5. VALDIR SZALANSKI SACKS
6. VERÔNICA CUNHA BATISTA
7. ADILSON JOÁO STEFFEN
8. ANDRÉ URDANGARIN BORBA

Fonte:http://www.saude.rs.gov.br/dados/1257436115755RESULTADOS%20DA%201a%20CESA.pdf

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Saúde Ambiental.






Reta final: Às vésperas da 1ª CNSA, Canal Saúde mostra como estão os preparativos finais para a etapa nacional. Participe



Canal Saúde/Fundação Oswaldo Cruz
Levando educação em saúde e cidadania para todo o Brasil


Assista ao vivo pela NBR ou WEB e ligue 0800 7018122. Antecipe perguntas - canal@fiocruz.br




O Sala de Convidados, do Canal Saúde / Fiocruz, de sexta-feira (27), às 13h, mostra como estão os preparativos finais para a 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental. Estarão no estúdio representantes dos três ministérios responsáveis pelo evento: Saúde, Meio Ambiente e Cidades. Participe ao vivo, pois essa será uma das últimas oportunidades de colaborar com a Conferência antes de sua realização, entre os dias 9 e 12 de dezembro.



A equipe de reportagem do Canal Saúde esteve em diferentes regiões do país acompanhando as etapas municipais e estaduais preparatórias para a Conferência. Veja o resumo dessas propostas e saiba o que será levado para a etapa nacional.



Interativo - No programa Sala de Convidados, o público participa ao vivo pela WEB canalsaude.fiocruz.br, no chat, ou assistindo pela NBR e ligando 0800 701 8122. Se preferir, antecipe a participação pelo canal@fiocruz.br



Convidados – para interagir com os telespectadores e internautas estarão no estúdio representantes do Ministério da Saúde, Guilherme Netto; do Ministério do Meio Ambiente, Geraldo Abreu; do Ministério das Cidades, Marta Sinoti; e da Fundação Oswaldo Cruz, Hermano Castro.



1ª CNSA – Resultado do esforço de três Ministérios (Cidades, Meio Ambiente e Saúde), a Conferência tem como proposta principal o desafio de criar um Plano Nacional de Saúde Ambiental. Constituída por decreto presidencial, a 1ª CNSA é dividida em três eixos temáticos: Desenvolvimento e sustentabilidade sócio-ambiental no campo, na cidade e na floresta; Trabalho, ambiente e saúde: desafios dos processos de produção e consumo nos territórios e Democracia, educação, saúde e ambiente: políticas para a construção de territórios sustentáveis.

As estatísticas revelam a necessidade da criação de uma estratégia relacionando saúde e meio ambiente. Estima-se que 30% dos danos à saúde estejam relacionados a fatores ambientais decorrentes da falta de esgotamento sanitário, poluição atmosférica, desastres naturais, exposição a substâncias químicas e físicas.



Onde ver – Para saber como assistir a NBR na sua cidade ou obter mais informações sobre a NBR, acesse ebcservicos.ebc.com.br/veiculos/nbr Para assistir no site do Canal Saúde, acesse , clique na TV com a inscrição “ao vivo” e participe a partir do chat associado à transmissão. Se preferir, antecipe suas perguntas: canal@fiocruz.br. O Sala de Convidados é apresentado por Renato Farias.



Fonte: Assessoria de Comunicação – Canal Saúde/Fiocruz
Marcelo de Castro Neves
(21) 3194-7700 / 3194-7704 / 0800-701-8122 / ascom@fiocruz.br

www.canalsaude.fiocruz.br / ascom@fiocruz.br

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Que “Nova Classe”?



É tão raro ler-se nos meios de comunicação tradicionais conteúdos que se dispõe a abordar uma discussão politico-ideologica.

Quando temos esta oportunidade proporcionada pelo artigo do causídico, Dr. Astor Wartchow, publicado em ZH de 19/11/2009, escrito com saber e coerência de classe isto significa uma boa oportunidade para se constituir novos elementos para motivar tal debate.

Processo de tão acanhado espaço nestes meios convencionais de comunicação ou quando surgem temas como este vem acompanhado unicamente de uma visão monolítica que não permite o contra ponto.

Ao invocar Bakunin e Djilas, o Dr. Astor tenta articular ataques e desmerecer os avanços democráticos, administrativos e políticos conquistados pela grande massa popular brasileira e Latinoamericana que pela via democratica, dentro das regras preestabelecidas pelas classes mais abastadas, com as eleições de governos locais que transitam por um heterogêneo campo ideológico que vai desde a centro-direita, centro-esquerda e passando por mandatários progressistas.

Com a exceção de Cuba, nenhum governo Latinoamericano, eleito democraticamente e reconhecidos mundialmente, abandonou o sistema capitalista e suas regras que giram em torno da “livre concorrência de mercado” desregulamentada e por isso impulsionadora da corrupção galopante que atinge intimamente o povo brasileiro. Típica do atual sistema político-econômico.

A partir disso, tentar utilizar como exemplo o anarquismo, enquanto ideologia para descaracterizar ideologicamente o socialismo, comunismo ou os movimentos populares e suas lideranças que ao chegar a alguma parcela de poder constituído, como já disse, pela classe burguesa detentora dos meios de produção, educação e comunicação é muito diminuto e nada sábio, ou seja, é mero oportunismo de classe.

O Anarquismo de Bakunin nada tem haver com os atos patrocinados por indivíduos que se locupletam do poder concedido em beneficio próprio, muito menos os socialistas, comunistas e aqueles que militam nos movimentos populares.

O ideal seria que pudéssemos viver em uma sociedade auto gestionada como esta cultuada pelos defensores do Anarquismo ideológico, mas devido aos ensinamentos seculares do capitalismo onde o lucro esta acima de tudo e de todos não sendo questionado sobre os métodos utilizados para atingir este objetivo é algo muito provável.

O lucro capitalista é conquistado a qualquer custo mesmo que para isso tenha de ser corruptor ou corrompido.

Tentar mascarar os atos corruptivos de algumas pessoas ligando-as ao seu pensamento filosófico-ideológico é atrelar o conjunto de leitores a uma legião de indivíduos de pouca inteligência e de alienada interação com a vida em comunidade.

Esta tentativa de incutir “culpas” ao pensar político das pessoas para justificar os males de uma sociedade que foi construída em cima de máximas, produzidas pela própria mídia na volúpia de lucrar cada vez, como a “Lei de Gerson” divulgada massivamente na década de 1970 no auge do golpe civil militar, princípio da industrialização multinacional no Brasil é uma das tantas praticas tendenciosa e manipuladoras da classe dominante que “socializa” somente os prejuízos com o restante da população.

A corrupção não é e nunca foi um “mal” socialista ou comunista, tendo o seu campo promissor nas ditas “grande sociedades” com seus “grandes empresários” que por conseqüência figuram entre os maiores sonegadores de impostos, de direitos e de tudo que nossa percepção possa imaginar.

Esta peste que contagia a humanidade é milenar e mesmo Cristo pagou com a vida por ter expulsado aqueles que se utilizavam dos templos sagrados para comercializar e lucrar a partir da fé.

O ato de corromper faz girar a máquina corrupta dos Estados burgueses através de suas propinas a fim de monopolizar a legalidade estatal exemplificada nas concorrências públicas, nas terceirizações e todos os mecanismos que foram criados para democratizar esta estrutura, mas que foi e esta sendo privatizada a fim de beneficiar a uma pequena casta detentora do verdadeiro poder social (econômico-financeiro).

Até gostaria de ver uma sociedade genuinamente Anarquista, onde as pessoas gerissem, por exemplo, o seu próprio lixo.

Dirão uns que isto não passa de utopia, mas é necessário acreditar que para atingir este estagio teríamos que recriar uma “nova humanidade” muitos mais solidaria e fraterna desprovida de sentimentos menores como o egoísmo e a gula em suas mais variadas maneiras.

Enquanto não temos uma sociedade superior onde todos vivam em paz, temos que lutar para democratizar cada vez mais a nossa democracia e educativamente realizarmos a depuração dos maus governantes, de seus aliados e dos empresários predadores produtos de uma deformidade burguesa que se beneficia com estas práticas.

Nossa atenção deve esta concentrada em não permitir que sistemas autoritários retornem em nome da defesa da sociedade que se vê tomada pelo crime organizado, estes sim fruto da deformação do atual sistema capitalista.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ALERTA: O PACOTE DE YEDA É ENGANOSO*







Mais uma vez a governadora Yeda Crusius tenta atacar os professores e os funcionários de escola.



Yeda tem ameaçado os educadores desde que assumiu o governo, com uma política educacional ditada pelos interesses dos empresários, que não melhora a qualidade da educação pública no Rio Grande do Sul.



Diante disso, o CPERS/Sindicato se dirige ao povo gaúcho para solicitar o apoio na defesa dos direitos de uma categoria, cujos vencimentos estão entre os mais baixos do funcionalismo público estadual.



As medidas anunciadas no pacote do governo são enganosas. Veja:

1. Os projetos não concedem qualquer reajuste salarial e têm como única finalidade desmontar as carreiras da categoria.

2. O governo se recusa a aplicar o Piso Salarial Nacional, como vencimento básico do Plano de Carreira.

3. O governo quer implantar a meritocracia, gerando queda na qualidade no ensino e, conseqüentemente, a exclusão social.

4. Os educadores estão com os salários congelados há três anos. Além disso, a proposta exclui os funcionários de escola, os professores com curso superior e congela o salário dos aposentados, rompendo com a paridade salarial entre ativos e inativos.

5. Por fim, um governo que destrói os serviços públicos e é acusado de chefiar uma “quadrilha criminosa”, não tem crédito quando diz que “valoriza o serviço público”.

O CPERS/Sindicato reafirma seu compromisso com a defesa da escola pública e de qualidade.

Alerta: só a pressão sobre o governo e os deputados poderá evitar uma greve da categoria neste final de ano.


DIA 20 DE NOVEMBRO, 13H30, PARTICIPE DA ASSEMBLEIA GERAL DO CPERS NO GIGANTINHO



Porto Alegre, 17 de novembro de 2009

Observação: este texto está publicado no correio do povo de hoje página 8.

*Fonte:CEPERS

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

The Economist:


O Brasil decola

Nov 12th 2009
From The Economist (revista britânica Economist)

Agora o risco para a grande história de sucesso da América Latina é o hubris

Quando, em 2003, os economistas da Goldman Sachs juntaram o Brasil à Rússia, Índia e China como as economias que viriam a dominar o mundo, houve muitos comentários sobre o B da sigla BRICs.

Brasil?

Um país com uma taxa de crescimento tão pequena quanto as suas roupas de banho, sujeito a qualquer crise financeira, um lugar de instabilidade política crônica, cuja infinita capacidade de desperdiçar seu potencial era tão legendária quanto seu talento para o futebol e os carnavais não parecia pertencer ao grupo dos titãs emergentes.

Agora aquele ceticismo parece mal colocado.

A China pode liderar a recuperação da economia mundial, mas o Brasil também está embalado.

Não evitou a crise, mas estava entre os últimos que entraram e os primeiros que sairam. Sua economia está crescendo de novo a uma taxa anualizada de 5%.

Deve ganhar velocidade nos próximos anos quando os grandes campos de petróleo em águas profundas começarem a produzir, num momento em que os países da Ásia ainda estarão famintos por comida e minerais das terras vastas e abundantes do Brasil.

As previsões variam, mas em algum momento da próxima década, depois de 2014 -- muito antes do previsto pela Goldman Sachs -- o Brasil deverá se tornar a quinta maior economia do mundo, superando o Reino Unido e a França.

Até 2025 São Paulo será a quinta cidade mais rica do mundo, de acordo com a empresa de consultoria PwC.

E, em outros pontos, o Brasil também supera os outros BRICs.

Ao contrário da China, é uma democracia.

Ao contrário da Índia, não tem insurgentes, nem conflitos étnicos e religiosos, nem vizinhos hostis.

Ao contrário da Rússia, exporta mais do que petróleo e armas e trata os investidores estrangeiros com respeito.

Sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, um ex-sindicalista nascido na pobreza, o governo se mexeu para reduzir as graves desigualdades que há muito tempo desfiguram o país.

De fato, quando se trata de políticas sociais inteligentes e de incentivar o consumo doméstico, o mundo em desenvolvimento tem mais a aprender no Brasil do que na China.

Em resumo, o Brasil parece ter entrado no palco mundial. Sua chegada foi marcada simbolicamente no mês passado com a conquista dos Jogos Olímpicos de 2016 pelo Rio de Janeiro; dois anos antes, o Brasil vai sediar a Copa do Mundo de futebol.

Nota do Blogueiro:

Ao ler este artigo vem vários pensamentos e entre eles quero salientar dois.
Primeiro: O mundo capitalista esta cada vez mais com suas garras de prontidão para atacar as nossas riquezas e para isso temos que estar atentos sem nos dislumbrar com estes elogios;

Segundo: Como é bom saber que os capitalistas se rendem a cada dia a um Governo dirigido por um Trabalhador, classista, pobre e com sabedoria e dignidade.

Itamar Santos em 16/11/2009.

Viva a luta dos trabalhadores!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

SOBRE MORAR EM APARTAMENTOSOBRE MORAR EM APARTAMENTO




O modus vivendi de nossos herois médio-classistas, cuja característica mestra consiste no "morar em apartamento", contribuiu para a instituição de uma nova realidade urbana não apenas pela geração dos "filhos de apartamento".

Uma outra esquisitice daí proveninente também mudaria de figura as nossas cidades: os empreendimentos imobiliários.

A evolução do "morar em apartamento" causou profundas mudanças na maneira como se constroi uma cidade.

Se antigamente um edifício era projetado e implantado por um arquiteto, sobre uma malha urbana determinada por um urbanista, e colocado de pé por um engenheiro, atualmente a Classe Média só compra imóveis projetados por publicitários.

O publicitário é uma figura de extrema relevância para a Classe.

É algo como um guru. Sua função extrapola a mera tradução dos valores do médio-classista e sua consequente materialização em forma de produto, para na verdade formatar a preferência deste cidadão e impor-lhe tudo aquilo que ele deve gostar. Se você quer ser um médio-classista normal, terá que gostar dessa situação.

Do contrário será convencido por um publicitário.

Com a cidade sendo construída pelos empreendimentos do Depto. de Marketing, o desenho urbano e as relações sociais vão tomando a cara da Classe Média.

Todo prédio tem um nome, que quando não é o nome de um médio-classista falecido (com sobrenome italiano), é um estrangeirismo.

Os idiomas preferenciais são o inglês, o francês e o próprio italiano. As exceções ocorrem quando o marqueteiro resolve batizar o prédio com o nome de um lugar que ele visitou. Publicitários só visitam o estrangeiro.

Tendo este meio de vida se instaurado e solidificado no seio da Classe Média o "filho de apartamento" passou a ser considerado uma espécie de instituição, de forma que os empreendimentos agora tentam redefinir as condições.

Médio-classistas , hoje em dia, podem escolher morar em um empreendimento chamado Château De Douceur, onde estão disponíveis nas áreas comuns o "Espaço Kids", para os pequenos brincarem o dia inteiro, o "Espaço Teen", para os adolescentes, o "Garage Band", para os filhos terem o direito de serem rebeldes enquanto a empregada leva suco e biscoitos.

Também há o "Woman's Space", para ficar vazio enquanto você frequenta o salão do momento.

O "Espaço Gourmet" para dizer aos outros que você é refinado e cozinha por prazer, enquanto a empregada deixa tudo pré-pronto em segredo, e ainda lava as panelas.

O "Fitness Center" para ficar vazio enquanto você paga uma academia perto do trabalho, e muitos outras salas com nomes estrangeiros.

O objetivo disto, além de encarecer absurdamente o condomínio, é fornecer argumentos ao publicitário para que o tamanho dos apartamentos seja cada vez mais diminuto, no pressuposto de que ninguém ficará lá dentro com tantas atividades dando sopa no pilotis.

Por fim, neste novo jeito de morar, uma coisa é imprescindível: grades. O mundo lá fora é mau.

A gente de bem está do lado de dentro. Por isso, no espaço urbano todas as características da Classe Média convergem para um único organismo, que é o "lado de dentro".

Médio-classista e vita sair na rua. Rua é pra pobre, é onde passa ônibus e onde estão os assaltantes.

O médio-classista anda de garagem em garagem, da garagem de casa para a garagem do shopping, do trabalho, da academia. Sem contato nem com o ar do lado de fora.

Filho de apartamento tem alergia a fumaça, poeira, plantas de verdade e pobre.

Assim, a cidade da Classe Média é hoje um núcleo fortificado, à espera de um ataque bárbaro a qualquer momento.

Para isso, métodos de segurança dos mais modernos foram desenvolvidos, como lanças e homens armados.

Dizem que em São Paulo uma Construtora aguarda autorização do Ibama para construir um sistema de fosso com jacarés.

Será o primeiro Eco-Security-Residence do Brasil.

sábado, 31 de outubro de 2009

Base de Yeda ameaça politica do Meio Ambiente do RS.




I – Introdução:


O PL 154, protocolado como sendo de autoria da Comissão de Agricultura Pecuária e Cooperativismo, nunca foi discutido e nem votado pelos deputados membros da comissão. O presidente Edson Brum, simplesmente coletou nove assinaturas, exceto do PT e PSB e protocolou o projeto.



O referido PL foi elaborado por um grupo de técnicos e entidades próximas do agronegócio, que também participaram das três audiências públicas realizadas pela comissão em conjunto com a presidência no interior do Estado.



A comissão de Saúde e Meio Ambiente não foi consultada sobre a proposta, mesmo sendo sua atribuição o mérito do PL 154. Registra-se que o atual Código de Meio Ambiente teve a autoria da Comissão de Saúde e Meio Ambiente e foi discutido pelas Bancadas e por entidades de todos os setores por anos.



O PL 154 propõe a criação de um Código Estadual do Meio Ambiente Único, revogando 07 leis estaduais, sendo elas: Código Estadual do Meio Ambiente, Código Florestal do Estado do RS, Organização do Sistema Estadual de Proteção Ambiental, Preservação do Solo Agrícola, Lei do Regramento de Corte de Capoeira que alterou o Código Florestal do RS, Lei que Instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos e a Lei que Dispõe sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos.



Atualmente, está em curso um grande debate nacional sobre o aperfeiçoamento do Código Florestal Brasileiro, e, portanto, qualquer alteração na legislação estadual antes das mudanças na nacional é perda de tempo e principalmente disputa política dos setores conservadores.



Sobre a idéia de um Código único, há uma contradição com o Art. 40 do Ato das Disposições constitucionais transitórias da Constituição do Estado que determina três Códigos – Código Estadual do Meio Ambiente, Código Estadual de Uso e Manejo do Solo Agrícola e Código Estadual Florestal.



A proposta contida no PL 154 é um flagrante de flexibilização de toda a legislação ambiental do Estado do RS e se coloca em desacordo com a legislação federal, em especial no que diz respeito ao Código florestal.



O projeto tem um perfil de flexibilizar tudo para a área rural, em face da origem da proposta, e acaba com conquistas históricas na área ambiental no Estado do RS.

II - Alterações promovidas pelo PL na legislação em vigor

O Deputado Edson Brum , presidente da Comissão de Agricultura tem afirmado que só fez uma compilação da legislação e que não copia o Código de Santa Catarina. O rápido apanhado a seguir mostra o contrário, que há mudanças significativas na legislação, em especial no sentido de suprimir a transparência, a participação da sociedade e o poder de fiscalização.



1. No Código de Meio Ambiente – Lei nº 10.520/2000

a - Dos dispositivos gerais: nos primeiros treze artigos, que tratam das disposições gerais, o PL retira 5 artigos e três parágrafos importantes que dizem respeito à obrigatoriedade de prestar informações à população, ou seja, os dispositivos que garantem a transparência da área ambiental estão sendo suprimidos.

b - Dos Conceitos: suprime diversos conceitos importantes, como: animais autócnes, EIA/ RIMA em projetos específicos em áreas de preservação permanente, conservação, desenvolvimento sustentável, fonte de poluição e fonte poluidora, mata atlântica, patrimônio genético e Zonas de Transição.



c - Dos instrumentos da política estadual de Meio Ambiente: no artigo 15 suprime parágrafos que são importantes instrumentos da política estadual: como “o Cadastro Técnico Rural, o “Sistema Estadual de Informações Ambientais” e o “Zoneamento de diversas atividades produtivas ou projetadas”



d - Dos Estímulos e Incentivos: suprime o artigo que estabelece que a “liberação de recursos do Estado ou de entidades financeiras estaduais somente será efetivado aos municípios que cumprirem toda a legislação ambiental e executem, na sua localidade a política estadual de meio ambiente”, ou seja, municípios que não seguirem a política de meio ambiente poderão doravante receber recursos do Estado.



e - Das Unidades de Conservação: Altera o artigo que permite a criação de uma UC por ato do Poder Público, a nova redação estabelece que só podem ser criadas por Lei ordinária. É uma forma de dificultar a criação de UC.



f - Do Licenciamento Ambiental: suprime parágrafo único do Artigo que estabelece obrigatoriedade de licenciamentos de empreendimentos localizados até 10 km do limite de uma UC. Esta obrigatoriedade é uma margem de segurança e fundamental para que não ocorram, por exemplo, “contaminações de uma cultura de transgênicos”



g - Do Estudo Prévio do Impacto Ambiental: introduz dois parágrafos ao Artigo 71: sobre a silvicultura e prorrogação do zoneamento ambiental da silvicultura.



Suprime parágrafo único do artigo que determina dar ciência do EIA ao MP e às ONGs. É coerente com a supressão da transparência.


h - Das infrações e Penalidades: Suprime o inciso do artigo que estabelece “a proibição de contratar com a Administração Pública, pelo período de até três anos as empresas que descumprirem a legislação ambiental”.

Reduz no artigo 105 o valor das multas. Atualmente de 50 reais até 50 milhões de reais para 5 UPF-RS até cem mil UPF- RS. Hoje a UPF está em torno de R$ 11,00, ou seja, a multa máxima seria de R$ 1,1 milhões.

i - Da utilização e Conservação do Ar: No artigo 152 suprime o trecho que não permite a ampliação da capacidade produtiva de uma empresa sem a adoção de medidas de controle de poluição.

j - Da fauna silvestre: suprime a parte final do artigo 165 que trata que os animais autócnes “são bens públicos de uso restrito, sendo sua utilização a qualquer título ou sob qualquer forma, estabelecida pela presente lei.”

Suprime artigo que define que a “política sobre a fauna silvestre do Estado tem por fim a sua preservação e a sua conservação com base nos conhecimentos taxonômicos, biológicos e ecológicos”

No artigo que trata dos instrumentos da política sobre a fauna silvestre, suprime os incisos III – zoneamento ecológico, VI – legislação florestal do Estado, e X- licenciamento ambiental.

Suprime artigo 178 – “a reintrodução e recomposição de população de animais silvestres no estado, inclusive aqueles apreendidos pela fiscalização, só poderão ser efetuados com o aval do órgão estadual competente'.

k - Saneamento: suprime do artigo 134, o § 5º: “os municípios deverão manter seu próprio cadastro atualizado de poços profundos e de poços rasos perfurados sob sua responsabilidade ou interveniência direta ou indireta”.

Suprime artigo 142: “nos projetos de licenciamento ambiental de qualquer obra deverão ser obrigatoriedade indicadas fontes de utilização de água subterrânea”.



2. Na Lei 10.350/94 – Recursos Hídricos

No Artigo 7º muda a Presidência do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Retira o Secretário Estadual de Meio Ambiente e passa para o Secretário de Estado do “Planejamento Territorial e Obras”, ou seja, implementa um lógica economicista à água. Ademais, hoje já não existe uma Secretaria com esta denominação.



3. Na Lei 9921/93 – resíduos sólidos

Suprime os dois parágrafos do artigo 1º, quais sejam:

§ 1º – os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta do Estado ficam obrigados à implantação da coleta segregativa interna de seus resíduos sólidos;

§ 2º - os municípios darão prioridade a processos de reaproveitamento de resíduos, através da coleta segregativa ou da implantação (…).

Suprime artigo 13 – “Será proibido o acesso a financiamento por bancos estaduais e fundos especiais de desenvolvimento aquelas empresas e órgãos públicos cuja situação, com respeito a resíduos sólidos, não estiver plenamente regularizada diante desta lei”.



4. Na lei 10330/94 –Sisepro – Sistema Estadual de Proteção Ambiental

No artigo 1º que estabelece os integrantes do sistema estadual de proteção ambiental, a nova redação exclui as ONGs.

Suprime o inciso do artigo 6º: sobre as competências do Consema: “estabelecer, com observância na lei, normas, padrões, parâmetros e critérios de avaliação, controle, manutenção, recuperação e melhoria da qualidade do meio ambiente natural, artificial e do trabalho”.



No artigo 8º altera composição do Consema: exclui Sindiágua, o Centro de biotecnologia e A Sociedade de Engenharia. E inclui os titulares da FZB, Fepam e dos Departamentos da Sema. Ou seja, amplia a representação governamental e reduz a da sociedade civil.

Ainda no artigo 8º – exclui parágrafo que que assegura a paridade de representação entre os órgãos governamentais e as entidades representativas da comunidade.

No artigo 9º exclui da competência do órgão executivo o inciso XXIV: “realizar o planejamento e o zoneamento ambiental, .......”

Ainda no artigo 9º exclui parágrafo 1º: “os órgãos ambientais poderão firmar convênios e protocolos com pessoas jurídicas de direito público e privado, visando à execução da politica ambiental”

Ainda no artigo 9º exclui parágrafo 2º: “as competências descritas neste artigo não excluem as que são ou forem atribuídas de modo específico aos órgãos executivos integrantes do Sisepro”.

Suprime artigos 13, 14 e 15: que garantem a participação da Sema nos conselhos de Estado, e a articulação do Sisepro com o Consema.



Do Fundo Est. Do Meio Ambiente: do artigo 24

suprime §1º: “o Fema tem como função prover recursos para equipar os órgãos supramencionados para que possam exercer satisfatoriamente suas atribuições no meio ambiente.

suprime § 2º o Fema poderá repassar recursos às ONGs, consórcios de municípios e comitês de bacias.





Da Proteção ao meio ambiente: papel da Brigada

Do artigo 26 suprime parágrafo único: “as ações da brigada militar deverão de preferencia atender o principio da prevenção, objetivando impedir possíveis infrações relacionadas ao meio ambiente”.

Do artigo 27 suprime inciso III: lavrar autos de constatação, encaminhando-os ao órgão ambiental competente. Ou seja, tira o poder de polícia da Brigada Militar



III - Elementos para debate:

1 – Diferenciação da Agricultura Familiar da Empresarial:

O PL 154, protocolado na AL, não faz diferenciação entre a agricultura familiar e a agricultura empresarial. No atual Código Florestal Brasileiro a agricultura familiar têm tratamento diferenciado.

As negociações conduzidas pelo MMA, que construiu um acordo com MDA, CONTAG, VIA CAMPESINA e FETRAF SUL, definem novo enquadramento para a Agricultura Familiar no Código Florestal Brasileiro, utilizando o que diz o Art. 3º da Lei 11.326, de 2006, em substituição à redação dada pela Medida Provisória 2.166-67, de 2001, no inciso I do § 2º do Art. 1º da Lei 4.771, de 1965.

Essa proposição amplia dos atuais 30 ha previstos no Código Florestal, para 4 módulos fiscais, aproximadamente 100 ha. No caso do RS, segundo o censo agropecuário de 2006, os dados preliminares apontam a existência de 442 mil estabelecimentos rurais no Estado, dos quais 400 mil são agricultores familiares com menos de 100 ha, e detêm aproximadamente 35% das terras gaúchas.

Vantagens para a agricultura familiar:

- Permite somar 100% da APP no computo da Reserva Legal;

- Permite ações de baixo impacto ambiental dentro da APP;

OBS: O CONAMA através da resolução 369 em seu Art.11 normatiza as possíveis intervenções nas APPs. O MMA quer agora transformar esta resolução em lei. O PL 154 incorpora estas questões.

- Permite manejo agroflorestal na APP;

- Permite considerar fruticultura e silvicultura como cobertura vegetal na formação da Reserva Legal;

- A averbação da reserva legal em cartório é gratuita aos agricultores familiares;

- O acordo citado anteriormente propõe um amplo programa de adequação ambiental à agricultura familiar, com crédito diferenciado e três anos para os ajustes, bem como processo simplificado para a averbação. Este mecanismo tira os agricultores familiares de qualquer risco de inadimplência por infração ambiental em dezembro de 2009.



2 – Sobre as Áreas de Preservação Permanente – APPs:

O PL 154, protocolado na AL, faz uma redução drástica das matas ciliares ao longo dos rios e córregos, propondo uma variação de 5 a 50 m, enquanto que o Código Florestal brasileiro tem como faixa mínima 30 m ao longo dos rios e córregos. Entendemos que as definições acerca deste tema devem ficar à critério da legislação federal.

Frente à crise ambiental, fruto do aquecimento global provocado pelo efeito estufa, que vem alterando de forma drástica as condições climáticas e interferindo de forma decisiva nas atividades econômicas do meio rural, bem como fazendo surgir doenças virais como a febre amarela silvestre, que se encontrava estabilizada no RS, é imprescindível a manutenção de Áreas de Preservação Permanente significativas para o equilíbrio dos agroecossistemas.

Pelo atual Código Florestal brasileiro, florestas situadas em áreas acima de 45 graus de inclinação, são consideradas APPs. O acordo citado anteriormente, visa a permitir a manutenção das atividades econômicas já consolidadas com espécies perenes lenhosas em áreas com inclinação acima de 45 graus. O PL 154 amplia para qualquer atividade já consolidada. Neste item, o acordo, não prevê pastagens perenes para a produção leiteira e outras atividades produtivas.

3 – Inclinação entre 25º e 45º graus:

Pelo atual Código Florestal, não é permitido o corte raso de vegetação situada em áreas de inclinação entre 25 a 45º graus (condição mantida pelo acordo e pelo PL 154). Só é permitida a extração de touros. O acordo do governo com as entidades permite atividades agrícolas com espécies lenhosas perenes. No PL 154 este tema não aparece, o que significa a possibilidade do desenvolvimento de qualquer atividade agrosilviopastoril nesta faixa de inclinação, possibilidade com a qual temos concordância.

4 – Reserva Legal:

Os percentuais da Reserva Legal são diferentes para os diferentes biomas, 80% na Amazônia, 35% no Cerrado e 20% para as demais regiões do país. O MMA não abre mão da Reserva Legal, pois entende que este é o principal instrumento de controle do desmatamento, em especial na Amazônia. O PL 154 simplesmente não fala em Reserva Legal, o que poderia ser entendido como extinção deste condicionante no RS, embora seja mantida a restrição nacional.

Para a agricultura familiar, será admitido, pelo órgão ambiental competente, que a vegetação nativa existente em Área de Preservação Permanente entre no computo do percentual de reserva legal.

Para cumprimento da manutenção ou compensação da área de reserva legal pelos agricultores familiares, podem ser computados os plantios de espécies perenes de fruticultura ornamentais ou comerciais e silvicultura.

A averbação da reserva legal dos agricultores familiares é gratuita.

A recuperação da Reserva Legal deve ser de 1/10 a cada 03 anos, portanto, os ruralistas estão fazendo terrorismo desnecessário.

A assessoria considera que cada estabelecimento rural deveria ter a sua própria Reserva Legal e não considerá-la em outra área dentro da mesma micro bacia ou se isso não for possível, dentro da bacia no mesmo Estado.



5 – Pagamento por serviços ambientais:

O atual Código Florestal Brasileiro, não prevê este tipo de beneficio aos agricultores. O Governo Lula já enviou ao Congresso Nacional um PL que prevê o pagamento aos agricultores familiares por serviços ambientas prestados, para quem preservar o meio ambiente, em especial as florestas. O PL 154, protocolada na AL, também prevê pagamento aos agricultores por serviços ambientais, introduzindo esta despesa no atual Fundo Estadual do Meio Ambiente e FUNDEFLOR. Essa previsão é inconstitucional, pois gera uma nova despesa aos fundos, sem previsão orçamentária anterior.

6 – Do auto de inflação administrativa ambiental:

O PL 154 propõe que ”As autoridades ambientais fiscalizadoras não licenciadoras do empreendimento que constatarem a infração administrativa ambiental deverão encaminhar ao órgão licenciador do empreendimento relatório de vistoria evidenciando a constatação da infração juntamente com parecer técnico para análise e, caso procedente, seja lavrado o respectivo “Auto de Infração”.

As modificações propostas retiram do Batalhão Ambiental – BA - da Brigada Militar – BM - o poder de emitir o Auto de Infração. Desta forma, torna praticamente nula ação do BA da BM, pois este ficará limitado a emitir relatório de vistoria constatando a infração, com parecer técnico, o qual será analisado pelo órgão licenciador, que decidirá se emite ou não o Auto de Infração. Imagine a burocracia que será gerada, o que, na prática, acaba com a fiscalização ambiental no Estado. O Batalhão Ambiental poderá ser extinto, pois perde a função pela qual foi criado.

Atualmente, toda a fiscalização da extração de areia, mineração, postos de combustíveis, industrias, hospitais, lixões, poluição sonora, queimadas, desmatamentos etc, são de competência do BA, que pode emitir o Auto de Infração.



7 – Da Composição do CONSEMA:


Pela proposta do PL 154 são eliminados do atual CONSEMA o SINDIÁGUA, a Sociedade de Engenharia do RS, o Centro de Biotecnologia do Estado e o DEFAP. Foram incluídos a Fundação Zoobotânica e um representante de cada departamento da Secretaria do Meio Ambiente. Portanto, diminui a participação da sociedade civil e aumenta a participação de governo. Desta forma, o CONSEMA deixa de ser paritário.







Fonte:Gabinete na Assembléia Legislativa - Praça Mal. Deodoro, 101 - 12º andar - Porto Alegre/RS
Fone: (51) 3210-1801 - marcon@al.rs.gov.br

6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

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Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

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Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

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Referência de um Povo.
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As 10 estratégias de manipulação midiática, por Noam Chomsky

Neoliberalismo e Globalização. Saiba o que são!

Juizes e suas Mordomias! Isso o JN não mostra.

CHÊ

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O Maior Revolucioário que já viveu!!!

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Charges que falam por si!!!!

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Sarney

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Paim observa discurso de Itamar Santos.

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Sarney

Os Congressistas.

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Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

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Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.