Este verbo é o mais utilizado pelos seguidores do sistema capitalista e especialmente pelos sociais democratas que quando no governo privatizam tudo que podem.
Esta pratica faz parte de seu programa de governo embora durante as campanhas eleitorais elles omitam dos eleitores e estes mesmo sabendo de antemão que essa é uma velha pratica dos governos do PSDB acabam elegendo-os.
Foi assim no governo de FHC nos oito anos em que esteve em Brasília e de lá privatizou a maior empresa de minério do mundo, a hoje chamada de Vale, privatizou todo o setor de telecomunicações, a energia elétrica dentre muitas outras empresas públicas de importância estratégica ao Brasil e ao seu povo brasileiro.
Este é o mesmo projeto aplicado pelos Governos Estadual tucanos aqui no Estado, em Minas Gerais e em São Paulo onde os serviços essenciais a população de baixa renda são atacados frontalmente, entre estes podemos destacar a educação, a saúde e agora a segurança pública.
As ultimas noticias sobre a possibilidade de serem privatizados os serviços carcerários no Rio Grande do Sul não são novas e sim mais uma parte da já pensada estratégia estatizante do Governo da tucana Yeda Crusius.
Há entre aqueles que ainda têm um pouco de sentido pratico há um consenso tácito de que a Justiça, os serviços Policiais e os serviços carcerários devem ser exclusivos de Estado pelo simples fato de se ter o mínimo de isenção e de justiça na execução das penas e de seus julgamentos.
Mas, esse consenso, não é tão consensuado assim haja visto que há alguns “formadores de opinião” avaliam que pelo menos uma parte deste serviço pode ser entregue as empresas privadas.
A discussão não é tão simples assim, pois o que está por de trás das privatizações dos serviços públicos não é somente a capacidade administrativa e sim para quem se administra, ou melhor, para quem se paga.
Se o serviço privado tem capacidade de implementar regras rígidas nos presídios, fornecer serviços multidisciplinares, alimentação de qualidade e controlar a disciplina interna, manter as celas bem asseadas, limitar a quantidade de presos por cela, proibir o fumo e outras drogas no interior dos presídios, assim como fornecer alimentos, material de higiene aos apenados e para isso pode cobrar mais caro.
Uma pergunta tem que ser feita. Porque o Estado não pode fazê-lo?
Alem de fazer cumpri a lei o Estado tem o dever de recuperar estas pessoas para o convívio social ou isso só serve para eleger os políticos.
Ai vão me dizer que os políticos são os culpados.
Se o são e são, então acabe com os políticos e com o Estado, ai eu quero ver quem irá pagar para as empresas privadas cuidarem dos milhares de presos espalhados por todo o nosso imenso Brasil.
Os defensores da privatização se autointitulam os maiorais em administrar, só o fazem porque sabem que há o Estado para pagar a conta.
Já os governantes que apóiam essa prática, fazem isso porque é através dela que eles têm condições de se manterem no poder para no próximo mandato continuar a transferir recursos dos nossos impostos para as grandes empresas.
Essa é a grande verdade que os chamados “formadores de opinião” omitem dos seus leitores, ouvintes e telespectadores e todo aquele político que é contra a essa pratica é acusado de ser ditador, antidemocrático, comunista e ultimamente são chamados de terroristas.
E tem mais, se há serviços privados é porque tem governantes que não investem nos serviços públicos de propósito a fim de favorecer o setor privado e porque a pratica privada é necessária para ser mantido o alto nível de exploração daqueles que tem dinheiro de mais sobre aqueles que têm de menos ou não tem nada de dinheiro.
Portanto a defesa do serviço público faz parte de um projeto político antagônico ao projeto que atualmente é desenvolvido no Rio Grande do Sul onde o trabalho deve ser valorizado e a lei respeitada em qualquer setor, ou seja, os servidores públicos devem ser valorizados como os servidores privados e vice-versa.
Ou a lei só vale para alguns?
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
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