
Nossa geração não acompanhou as barbáries cometidas pelo 3° Reich de Hitler contra os judeus durante a 2° Guerra e também não presenciou a formação do Estado Judaico a mais de 60 anos, mas a história se encarregou de nos contar, em parte, como ocorreram as duas praticas fundamentalistas que se espalharam por todo o mundo aterrorizando até hoje gerações inteiras.
As sandices de Adolf Hitler ainda não foram banidas da face da terra, pois há em atividade grupos neonazistas espalhados por todo o planeta saudoso dos ensinamentos de seu mestre que tinha com objetivo central a transformação da humanidade em uma única raça.
A raça ariana, superior, branca, altiva e poderosa que dominaria todos os poderes da sociedade humana que para isso ser alcançado era necessária exterminar o povo judeu que já dominava vários setores produtivos da sociedade capitalista mundial.
Já o fundamentalismo Judaico se justifica até os dias de hoje como sendo o “pobre povo perseguido” que secularmente está à espera da “terra prometida” por Abraão, bem como da “vinda de seu Deus salvador”.
E para isso se utiliza de todos os meios possíveis e imagináveis para atingir o seu o objetivo político/econômico que em muito pouco se diferencia daquele defendido por Hitler. Seu inimigo imediato não é o seu algoz do recente passado, mas seu meio irmão árabe, ou seja, o povo Palestino que se vê em seu território invadido.
Essa guerra inexplicável contra os palestinos advém dos séculos iniciais, contados a partir do nascimento de Jesus Cristos que dividiu os povos árabes entre Cristãos, Mulçumanos e Judeus entre tantas outras crenças fundamentalistas. Guerra esta deflagrada quando Jesus Cristo expulsou os Sábios Sacerdotes judeus que utilizavam os Templos como se fossem seus pontos comerciais, culminando com a entrega de Jesus ao Imperador Pilatos e sua consequente morte na cruz, dados bíblicos que retratam essa passagem histórica.
Ingredientes importantes mantêm essa loucura atualíssima, desta vez sob o patrocínio do nunca ausente EUA e seu poderio político – econômico – militar que sustenta política e financeiramente a política terrorista israelense contra o povo palestino.
O ultimo massacre praticado por Israel contra o povo da Faixa de Gaza que segundo dados oficiais (divulgados pelas agências de noticias internacionais que estão sob controle sionista) já mataram 1.400 pessoas, em sua maioria, civis, incluindo aí centenas de crianças e mais de 5.000 feridos.
Apesar de todos os apelos da ONU para que Israel cessasse os bombardeios a Gaza, a desobediência foi o que imperou. Essa desobediência se justifica devido ao apoio siamês dado pelos governos estadunidenses (Democratas e/ou Republicanos) que veta qualquer sansão aos governantes direitistas israelenses que mantém sob o primeiro um grande lobby.
O lobby sionista mantém uma forte pressão política tanto no Poder Legislativo como no Executivo e Judiciário, não somente através das polpudas “doações” nas campanhas eleitorais, mas através de uma vasta rede de indivíduos e organizações com infra-estrutura para penetrarem em toda instituição possível, governamental ou privada a modo de influenciar, pressionar e/ou defender os interesses israelenses.
O poderoso lobby sionista tem ramificações estratégicas que influenciam o debate no interior do poder de Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário) e através das mídias e das Universidades influenciam o debate público, ou seja, formam opinião pública, convencendo a população estadunidense de que a “causa israelense” é a correta.
Um dos maiores grupos, pró Israel, em solo norte americano é o Comitê de Assuntos Públicos Israel-estadunidense (AIPAC) que possui em torno de 60 mil membros sendo considerado um dos mais poderosos lobby’s de Washington, atrás apenas da Associação dos Aposentados dos EUA.
Quando há campanhas eleitorais esta Associação banca milhões de dólares aos futuros congressistas independente de ser Democratas ou Republicanos desde que apóiem a agenda direitista pró Israel, bem como os candidatos a Presidente.
Portanto Barack Obama, apesar de ser de origem negra e mulçumana, esta comprometido com os objetivos israelenses quando, em um encontro que participou na sede da AIPAC em 4 de julho de 2008, logo após ter sido indicado pelo Partido Democrata como candidato a Presidente dos EUA, prometeu “eliminar” a ameaça representada pelo Irã ao Estado judeu.
Segundo dados de John Mearsheimer e Stephen Walt, escritores do livro The Israel Lobby and U.S Foreign Policy (London Review of Books, março de 2006)-(Jornal BF n°310) o poder do lobby sionista fica mais claro a partir destes números:
Desde a 2ª Guerra Mundial, Israel recebeu dos EUA mais de 140 bilhões de dólares até 2004;
Em 1973, na guerra de Yom Kipur, os EUA enviaram a Israel 2,2 bilhões de dólares em assistência militar de emergência;
Anualmente, Israel recebe 3 bilhões de dólares em assistência direta, número que representa 20% orçamento público americano para a “ajuda externa”;
Israel é autorizado a gastar 25% desta ajuda que recebe na própria indústria de defesa, ou seja, não há retorno as indústrias estadunidenses;
Os EUA já forneceram a Israel aproximadamente 3 bilhões de dólares para o desenvolvimento de sistemas de armamento e de equipamentos de guerra como os helicópteros Blackhawk e jatos F-16;
Desde 1982, os EUA vetaram 32 resoluções do Conselho de Segurança da ONU que eram críticas a Israel. Esse n° é maior que o total de vetos de todos os outros membros do organismo (os EUA têm poder de veto no CS);
Os eleitores judeus representam cerca de 3% da população estadunidense, mas é os responsáveis por levantar 60% dos recursos financeiros destinados às campanhas dos candidatos democratas a Presidência, de acordo com o jornal Washington Post;
Em maio de 2002, após Israel ter invadido novas áreas na Cisjordânia, a Câmara de Representantes dos EUA aprovou uma concessão de 200 milhões de dólares ao Estado judeu, para ser usado no combate ao “terrorismo”. Desde que os terroristas sejam os outros, nunca a ortodoxia judia.
Estes são alguns números onde fica demonstrado o enorme poder exercido pelo Estado judeu junto aos poderes constituídos nos EUA, maior potência bélica e econômica mundial.
O que sobra aos demais países que de igual ao maior peso abrigam em seus territórios colônias israelenses que por analogia agem estrategicamente de igual forma para alcançar seus objetivos influenciando e decidindo os destinos de nações inteiras em todos os poderes e setores constituídos, legais ou ilegais.
A essa imposição de um pensamento altamente fundamentalista e ortodoxo todos nós nos calamos como se isto fosse normal, só que essa apatia coletiva nos poderá levar a desfechos cada vez mais alarmantes.
MSN: itamarssantos@hotmail.com