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Fotos Prisioneiros da Liberdade: de Itamar Santos |
Prisioneiros da Liberdade é uma sequencia fotográfica que produzi na manhã de 26 de outubro, deste chuvoso e frio, ano de 2011 nas ruas e avenidas de Porto Alegre.
Um dos momentos acontece em baixo da elevada da Av. João Pessoa, em frente a UFRGS, onde aproximadamente uma dezena de seres humanos dorme, ou tentam dormir, ao lado de seus “pertences”, restos que a sociedade lhes oferece sem nenhuma democracia.
Outra cena registro na Av. Borges de Medeiros, em meio aos pedestres enlouquecidos para não chegarem atrasados ao que lhes deram como trabalho e as lojas que abrem suas portas a espera de consumidores, não menos enlouquecidos por comprarem o tênis ou a blusa que seu ídolo lhes indicou na propaganda na tv, na noite anterior.
Este é o local encontrado para duas pessoas dormirem em meio às sobras desta mesma sociedade nada democrática.
Subindo a principal artéria portoalegrense me deparo com três ou quatro homens sentados na escada de um prédio conhecido. Suas aparências lhes denunciavam como sendo moradores de rua a espera de algo para comer, já que passara das nove horas da manhã do horário de verão brasileiro.
Com o caminhar frenético das pessoas que se dizem “livres” e viver nesta sociedade não lhes permite olhar para os lados, eles passam pelas pessoas que ali sobrevivem e nada fazem perante estas cenas.
Cenas que para muitos já se transformaram em banais pela simples falta de humanidade e solidariedade cultuada por praticas consumistas e individualistas que esta mesma sociedade lhes mostra a cada minuto nas redes de tv’s.
Esta manipulação lhes impede de se flagrar do auto grau de deteorização social porque passamos neste modelo de sociedade em que sobrevivemos.
Não admito que seres humanos optam por viver neste estado de miséria degradante e humilhante só para terem “liberdade”! Que em tese lhes permitiram não cumprirem as regras estabelecidas pelas leis, tanto individual como coletivamente.
Entendo que é dever do Estado em conjunto com a dita “sociedade” atender, tratar e encaminhar estas pessoas a uma vida digna.
Ao doente e viciado, tratamento, a cura e a reinserção social. Ao desempregado e sem teto, o trabalho e a moradia.
Para que isto aconteça é simples! Basta o Estado inclui-los como prioridade em seus “programas sociais” resolvendo assim os problemas desta grande parcela da tal sociedade capitalista e aos empresários cabe absorver toda esta mão-de-obra, treinando-os e lhes permitindo trabalhar com honra.
Vão dizer que para isto tudo não há vagas. Então estamos fadados a viver presos livres porque no capitalismo não há oportunidades iguais para todos e só sobrevivem os mais fortes e ricos.
Aos pobres restam, os restos sociais, a miséria e por fim a morte seletiva de uma sociedade egoísta e fraticida que deixa ao pobre só a latinha, porque o liquido já foi bebido por algum Dr.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com