Este partido político é um dos mais antigos do Brasil.
Tá difícil de descobrir?
Vou lhes dar mais algumas pistas então!!!
Existe desde o golpe militar de 1964, quando serviu como uma espécie de guarda-chuvas para vários políticos se abrigarem nele, apesar desses ser domesticados para não molestarem o sistema e ainda servirem de propaganda a “democracia” da ditadura militar.
Deve ser vicio de origem, pois atualmente vive grudado no poder igual a uma grande sangue suga.
Afeito a cargos políticos que rendam polpudos recursos financeiros sempre encontraremos seus caciques ocupando verdadeiros latifúndios regados pelo dinheiro do contribuinte.
Seus ocupantes ocupam esses cargos durante todo o mandato, pois os governos de quem são aliados se vêem refém da gula insaciável deste partido.
Sua lógica frente às eleições é a de esperar para ver quem vai ser o ganhador e aí negociar uma fatia do tamanho de sua voraz gula no próximo governo.
Seus “negociadores” são hábeis na arte da chantagem política e nas vésperas das eleições presidenciais sempre dão sinais de independência como as que já estão dando nas eleições para as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados sem nunca se afastarem dos cargos ofertados pelo governo federal.
Que isso fique bem entendido, Né!!!
Em todas as eleições presidenciais que já tivemos, eles fazem um “H” que terão candidato próprio, mas não passa de mais um blefe que todos os outros partidos caem.
Por ser um partido de vários caciques regionais que se mantém na política através da imposição do dinheiro e em muitas regiões chegam a formar enormes currais eleitorais mantidos pelo medo.
Esta pratica faz com que este partido seja o maior do Brasil, possuindo a maior bancada na Câmara dos Deputados, no Senado, na maioria das Assembléias Legislativas Estaduais e nas Câmaras Municipais, o maior numero de Prefeituras e Governos Estaduais.
Por ser uma verdadeira confederação de interesses este partido poderá até vir a compor na futura chapa a Presidência da Republica em 2010, mas com certeza ocupará cargos no governo do vencedor mesmo não tendo participado da campanha eleitoral.
Seus caciques muito espertos que são, usa de uma velha tática política.
Dividem-se e o apoio fica meia boca, mas na hora de comer a boca é inteira.
Este é um retrato muito antigo e apesar de mostrar o seu real fisiologismo e a corrupção praticada esse partido se mantêm forte e firme alimentando a gula de seus caciques abençoados pelo voto do povo num ato de concordância com esta pratica apesar de condená-la contraditoriamente.
O único remédio para que acabemos com isso na política brasileira passa por uma ampla mobilização popular que exija uma grande reforma política no Brasil.
Reforma que termine com as coligações partidárias, que introduza a fidelidade partidária, acabe com a reeleição majoritária e estipule apenas dois mandatos no mesmo cargo legislativo consecutivos, estabeleça o financiamento publico de campanha através de uma emenda a Constituição Federal proposta pelo povo como determina o dispositivo constitucional da Iniciativa Popular.
ver.itamarsantos@bol.com.br
Quem sou eu
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Eleição do CES RS

Eleito Vice Presidente do CES RS em 15-12-16
O Nosso Estado.

Rio Grande do Sul
sábado, 1 de novembro de 2008
Vencedores e Vencidos.
Já dizia o velho Dino Sane técnico de futebol “em futebol a gente ganha, perde ou empata”.
Na política não há empates, mas nem todos os vencidos são perdedores devido à criação das coligações partidárias.
Odiadas por uns e tão amadas por outros, geralmente aqueles que ganham, com raras exceções.
Com a liberação das coligações o cenário político brasileiro tornou-se um grande composto gelatinoso ao sabor daqueles que o compõe, ou seja, os ingredientes foram previamente acertados e a receita desta culinária política é guardada a sete chaves.
Neste angu quem sai perdendo, como sempre, é o povo por ser abobalhadamente alienado e acessível à corrupção, às vezes sendo o proponente.
Perde por não tomar partido e por fazer a escolha pela embalagem em detrimento do conteúdo, perde porque não vê suas necessidades mais urgentes realizadas durante os quatros de mandato dos eleitos democraticamente com o seu voto.
Prova disso está no elevado índice de abstenções (18,09%) em todo o Brasil neste segundo turno que em síntese tinham-se duas visões de cidade para que o povo escolhesse.
Vejamos Viamão como exemplo: Total de eleitores= 153.660; Comparecimento para Votar= 132.399; Votos Válidos= 111.527 (descontados os nulos e os brancos); Votos Nulos= 7.738; Votos Brancos=13.134 e Abstenções= 21.261(eleitores que não foram votar).
Ao somarmos os votos nulos, em branco e as abstenções teremos um total de 42.133 eleitores ou 27,44% do total de eleitores aptos (153.660) com essa quantia se elegeria o Prefeito e mudaria consideravelmente a composição da Câmara de Viamão.
A rejeição dos eleitores contida nestes passa pela política de alianças adotada não só aqui, mas em todo o país onde partidos com histórico de antagonismo ideológico se aliançaram meramente por questões pontuais e administrativas.
No mesmo momento que aqui em Viamão o PT se coliga com o PTB contra o PP, em Alvorada e Canoas o PT se coliga com o PP contra o PTB e vice-versa e em Porto Alegre todos contra o PT.
Dizem os “especialistas” que são “ecléticos” os partidos que consegue essa façanha de se camuflar como um camaleão conforme a onda.
Ainda segundo os “de-formadores” de opinião o partido mais eclético destas eleições foi o PP que ganhou em Pelotas co Fetter Jr., em Canoas com a Vice Beth Colombo na chapa de Jairo Jorge do PT e em Porto Alegre apoiando Fogaça no segundo turno. (eclético é: Ausência de discernimento, ser não pensante, sem posição definida, ser que gosta de tudo).
O povo vê em não ir votar ou nulo e em branco, formas de protestarem contra este tipo de fazer política.
Mas infelizmente este protesto não gera eco, pois legitima este sistema eleitoral totalmente antidemocrático ao invés de protestar para o fim deste modo e conquistar um novo processo eleitoral onde sejam privilegiados Partidos e políticos que defendam programas amplamente discutidos com a população estabelecendo assim o fim destas coligações que em nada dignificam a democracia brasileira.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 01/11/2008.
Na política não há empates, mas nem todos os vencidos são perdedores devido à criação das coligações partidárias.
Odiadas por uns e tão amadas por outros, geralmente aqueles que ganham, com raras exceções.
Com a liberação das coligações o cenário político brasileiro tornou-se um grande composto gelatinoso ao sabor daqueles que o compõe, ou seja, os ingredientes foram previamente acertados e a receita desta culinária política é guardada a sete chaves.
Neste angu quem sai perdendo, como sempre, é o povo por ser abobalhadamente alienado e acessível à corrupção, às vezes sendo o proponente.
Perde por não tomar partido e por fazer a escolha pela embalagem em detrimento do conteúdo, perde porque não vê suas necessidades mais urgentes realizadas durante os quatros de mandato dos eleitos democraticamente com o seu voto.
Prova disso está no elevado índice de abstenções (18,09%) em todo o Brasil neste segundo turno que em síntese tinham-se duas visões de cidade para que o povo escolhesse.
Vejamos Viamão como exemplo: Total de eleitores= 153.660; Comparecimento para Votar= 132.399; Votos Válidos= 111.527 (descontados os nulos e os brancos); Votos Nulos= 7.738; Votos Brancos=13.134 e Abstenções= 21.261(eleitores que não foram votar).
Ao somarmos os votos nulos, em branco e as abstenções teremos um total de 42.133 eleitores ou 27,44% do total de eleitores aptos (153.660) com essa quantia se elegeria o Prefeito e mudaria consideravelmente a composição da Câmara de Viamão.
A rejeição dos eleitores contida nestes passa pela política de alianças adotada não só aqui, mas em todo o país onde partidos com histórico de antagonismo ideológico se aliançaram meramente por questões pontuais e administrativas.
No mesmo momento que aqui em Viamão o PT se coliga com o PTB contra o PP, em Alvorada e Canoas o PT se coliga com o PP contra o PTB e vice-versa e em Porto Alegre todos contra o PT.
Dizem os “especialistas” que são “ecléticos” os partidos que consegue essa façanha de se camuflar como um camaleão conforme a onda.
Ainda segundo os “de-formadores” de opinião o partido mais eclético destas eleições foi o PP que ganhou em Pelotas co Fetter Jr., em Canoas com a Vice Beth Colombo na chapa de Jairo Jorge do PT e em Porto Alegre apoiando Fogaça no segundo turno. (eclético é: Ausência de discernimento, ser não pensante, sem posição definida, ser que gosta de tudo).
O povo vê em não ir votar ou nulo e em branco, formas de protestarem contra este tipo de fazer política.
Mas infelizmente este protesto não gera eco, pois legitima este sistema eleitoral totalmente antidemocrático ao invés de protestar para o fim deste modo e conquistar um novo processo eleitoral onde sejam privilegiados Partidos e políticos que defendam programas amplamente discutidos com a população estabelecendo assim o fim destas coligações que em nada dignificam a democracia brasileira.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 01/11/2008.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Defensores de um Sistema Perverso.
Uma primavera nada boa aos auto denominados geradores da riqueza mundial.
No principio do mês de outubro milhares de dólares e euros foram pulverizados da noite para o dia, seguido de anúncios de liberação de “pacotes” para resgatarem a credibilidade dos maiores bancos internacionais.
Na Alemanha a liberação chegou a ser de 470 bilhões de euros; no Reino Unido foram 37 bilhões de libras ou 64 bilhões de dólares; na Áustria 100 bilhões de euros; na França outros 300 bilhões de euros e no Brasil a liberação foi fornecida através da diminuição do compulsório irrigando inicialmente com 100 bilhões de reais o setor financeiro, sem computar os bilhões liberados aos exportadores e ao agronegócio como “capital de giro”.
Mesmo com toda essa moleza e a juros baixíssimos há aqueles que dizem que o capitalismo está sendo “atacado por uma maioria esmagadora de socialistas frustrados pela derrocada fatal dos regimes comunistas e socialistas e pelo triunfo implacável dos regimes democrático/capitalista” (artigo publicado em ZH 30-10-2008 por Rafael Sá - Presidente do Inst.. de Estudos Empresariais – IEE).
O Pós-doutor em Direito e Economia, Cristiano Carvalho, um dia antes publicou, no mesmo diário, um artigo com o titulo hipócrita de “É culpa do “neoliberalismo”?”.
A cega defesa do capitalismo por estes senhores, subordinados ao sistema é tamanha que margeia ao ridículo.
O Doutor Cristiano vai alem e afirma que tanto “crise de 1929 como a atual o maior culpado é o intervencionismo do Estado”. Segue afirmando que “o Fed, ao determinar juros baixíssimo, sinalizou uma situação que não era a de equilíbrio, incentivando os consumidores a gastar e os bancos a conceder financiamentos baratos”.
Mas caro doutor, o mercado não é o ente que sabe tudo?
Como será que caiu nesta armadilha?
Cabe-nos indagar!
Ou os senhores querem nos fazer crer que os culpados por mais esta crise do sistema capitalista são os ultrapassados socialistas ou dos caloteiros trabalhadores norte americanos que creram no sonho da casa própria.
Esquecem-se, os senhores que nos EUA o índice de desemprego é altíssimo para um país que se diz o xerife do mundo e por isso a impossibilidade daqueles trabalhadores em quitar suas dividas e até perderem suas casas engrossando o numero também alto, de sem tetos naquele país.
Esses milhares de bilhões de dólares foram parar no bolso de alguém, pois as casas do povo norte americano foi construído com tijolos, areia e cimento e tudo como manda a lei da “oferta e demanda”, regra basilar do mercado, portanto proporcionando o lucro único objetivo do sistema capitalista.
Esquecem-se os senhores de informar a opinião publica de que o quê houve foi produto da ganância de alguns que transformaram hipotecas em papeis comercializados mundo a fora, pelo preço que o mercado disse valer e nisso não há o “intervencionismo estatal”, tão reclamado pelos senhores.
Esta pratica nos prova que não há transparência nos negócios “regulados pelo mercado” onde ser “esperto” é sinônimo de inteligência e não de mau caratismo.
Enquanto jogam-se bilhões nas “mãos enriquecedora do mercado” e trilhões nas guerras promovidas pelo “satã” dos EUA a “ONU informa que 40% dos africanos vivem na pobreza extrema; “o secretario geral da ONU afirmou que a África precisa de 72 bilhões de dólares para alcançar a meta do milênio”; atualmente, 1 milhão de pessoas perde a vida todos os anos para a malaria e para eliminá-la em nível mundial, seriam necessários 5 bilhões de dólares até o final de 2009; a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) informou que os altos preços dos alimentos levaram mais 75 milhões de pessoas a passar fome no mundo. Em 2007 o numero de famintos foi de 923 milhões.” (Jornal Brasil de Fato n° 294- Artigo de Sandra Quintela- Socioeconomista da Rede Jubileu Sul.)
Ao pegarmos o dado da FAO observaremos que enquanto o numero de famintos aumentam a cada ano, diminuem geometricamente o numero das empresas multinacionais que exploram toda a cadeia produtiva do setor de alimentação gerando uma profunda concentração de poder nas mãos de meia dúzia de S/A controladoras da semente a venda do alimento nas gôndolas dos hiper mercados.
Estes são os números que devem ter uma urgente intervenção do Estado e da mão santa do mercado, o qual, como o rei Midas, onde tudo toca vira ouro.
E se esta é mais uma das crises normais do capitalismo e dela brotaram riquezas imensas, bem que parte deste lucro fosse para socorrer os famintos do mundo, os desabrigados pelas intempéries da natureza, aqueles que sofrem de AIDS nos hospitais espalhados pelo planeta e para tantos outros que estão à margem dessa riqueza.
Ah!!! Se houvesse uma maioria realmente socialista no Brasil, seriamos um país mais solidário, fraterno e menos hipócrita.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 30-10-2008,
No principio do mês de outubro milhares de dólares e euros foram pulverizados da noite para o dia, seguido de anúncios de liberação de “pacotes” para resgatarem a credibilidade dos maiores bancos internacionais.
Na Alemanha a liberação chegou a ser de 470 bilhões de euros; no Reino Unido foram 37 bilhões de libras ou 64 bilhões de dólares; na Áustria 100 bilhões de euros; na França outros 300 bilhões de euros e no Brasil a liberação foi fornecida através da diminuição do compulsório irrigando inicialmente com 100 bilhões de reais o setor financeiro, sem computar os bilhões liberados aos exportadores e ao agronegócio como “capital de giro”.
Mesmo com toda essa moleza e a juros baixíssimos há aqueles que dizem que o capitalismo está sendo “atacado por uma maioria esmagadora de socialistas frustrados pela derrocada fatal dos regimes comunistas e socialistas e pelo triunfo implacável dos regimes democrático/capitalista” (artigo publicado em ZH 30-10-2008 por Rafael Sá - Presidente do Inst.. de Estudos Empresariais – IEE).
O Pós-doutor em Direito e Economia, Cristiano Carvalho, um dia antes publicou, no mesmo diário, um artigo com o titulo hipócrita de “É culpa do “neoliberalismo”?”.
A cega defesa do capitalismo por estes senhores, subordinados ao sistema é tamanha que margeia ao ridículo.
O Doutor Cristiano vai alem e afirma que tanto “crise de 1929 como a atual o maior culpado é o intervencionismo do Estado”. Segue afirmando que “o Fed, ao determinar juros baixíssimo, sinalizou uma situação que não era a de equilíbrio, incentivando os consumidores a gastar e os bancos a conceder financiamentos baratos”.
Mas caro doutor, o mercado não é o ente que sabe tudo?
Como será que caiu nesta armadilha?
Cabe-nos indagar!
Ou os senhores querem nos fazer crer que os culpados por mais esta crise do sistema capitalista são os ultrapassados socialistas ou dos caloteiros trabalhadores norte americanos que creram no sonho da casa própria.
Esquecem-se, os senhores que nos EUA o índice de desemprego é altíssimo para um país que se diz o xerife do mundo e por isso a impossibilidade daqueles trabalhadores em quitar suas dividas e até perderem suas casas engrossando o numero também alto, de sem tetos naquele país.
Esses milhares de bilhões de dólares foram parar no bolso de alguém, pois as casas do povo norte americano foi construído com tijolos, areia e cimento e tudo como manda a lei da “oferta e demanda”, regra basilar do mercado, portanto proporcionando o lucro único objetivo do sistema capitalista.
Esquecem-se os senhores de informar a opinião publica de que o quê houve foi produto da ganância de alguns que transformaram hipotecas em papeis comercializados mundo a fora, pelo preço que o mercado disse valer e nisso não há o “intervencionismo estatal”, tão reclamado pelos senhores.
Esta pratica nos prova que não há transparência nos negócios “regulados pelo mercado” onde ser “esperto” é sinônimo de inteligência e não de mau caratismo.
Enquanto jogam-se bilhões nas “mãos enriquecedora do mercado” e trilhões nas guerras promovidas pelo “satã” dos EUA a “ONU informa que 40% dos africanos vivem na pobreza extrema; “o secretario geral da ONU afirmou que a África precisa de 72 bilhões de dólares para alcançar a meta do milênio”; atualmente, 1 milhão de pessoas perde a vida todos os anos para a malaria e para eliminá-la em nível mundial, seriam necessários 5 bilhões de dólares até o final de 2009; a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) informou que os altos preços dos alimentos levaram mais 75 milhões de pessoas a passar fome no mundo. Em 2007 o numero de famintos foi de 923 milhões.” (Jornal Brasil de Fato n° 294- Artigo de Sandra Quintela- Socioeconomista da Rede Jubileu Sul.)
Ao pegarmos o dado da FAO observaremos que enquanto o numero de famintos aumentam a cada ano, diminuem geometricamente o numero das empresas multinacionais que exploram toda a cadeia produtiva do setor de alimentação gerando uma profunda concentração de poder nas mãos de meia dúzia de S/A controladoras da semente a venda do alimento nas gôndolas dos hiper mercados.
Estes são os números que devem ter uma urgente intervenção do Estado e da mão santa do mercado, o qual, como o rei Midas, onde tudo toca vira ouro.
E se esta é mais uma das crises normais do capitalismo e dela brotaram riquezas imensas, bem que parte deste lucro fosse para socorrer os famintos do mundo, os desabrigados pelas intempéries da natureza, aqueles que sofrem de AIDS nos hospitais espalhados pelo planeta e para tantos outros que estão à margem dessa riqueza.
Ah!!! Se houvesse uma maioria realmente socialista no Brasil, seriamos um país mais solidário, fraterno e menos hipócrita.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 30-10-2008,
terça-feira, 28 de outubro de 2008
A Politica do Coitadismo.
A coluna de Martha Medeiros, de ZH, de 22 de outubro de 2008 foi oportuna em abordar mais uma vez o tema sobre a criança e adolescente.
Há meses varias opiniões já passaram por diversos meios de comunicação sobre este tema, fato este que vem a qualificar cada vez mais o debate que não pode ser esquecido como tantos outros.
O caso emblemático do momento como todos já sabemos é o assassinato da menina Eloá.
Alem de tudo que já foi falado por especialistas e especulado por quem nunca sofreu na pele este tipo de crime cabe salientar que tudo está sendo feito de maneira errônea na condução da Política de Proteção da Criança e do Adolescente.
Institui-se oficiosamente que não se pode fazer nada que imponha limites as crianças. O Presidente Lula decretou que não pode haver trabalho escravo para menor de 18 anos, no outro dia os ditos “formadores de opinião” já estavam bradando que mães e pais não podem atribuir tarefas domésticas a seus filhos em suas casas e assim se deturpam todas as legislações que existem para proteger as crianças e adolescentes.
Mas, o que é para discutir não é discutido por falta de uma política publica que ordene esta demanda.
Observa-se no caso da menina Eloá que ela já “NAMORAVA” desde os 12 anos de idade com o seu algoz, Lindemberg, sete anos mais velho.
Sobre isso nada é dito; onde já se viu uma criança namorar com essa idade. Idade essa de estar brincando com bonecas e não de estar fazendo neném.
Este debate não importa, pois crianças desta idade estão trabalhando nas tele novelas e para isto não é proibido, podem beijar na boca, usar roupas sensuais, fatos que provocam na sociedade um desregramento brutal.
Sociedade esta que é regida pelo consumismo desenfreado onde que as próprias famílias influenciam seus filhos a serem o que ainda não devem ser; só estarem “na moda”.
Esta prática favorece as grandes marcas e aos barões do tráfico de drogas que sempre estão apostos para cuidarem dos nossos filhos se assim nós não o fizemos por imposição de uma sociedade altamente cruel e competitiva.
Quando acontecem tragédias como a de Eloá abre-se espaços para ver quem errou, sem se dar conta que todos erraram.
Errou a família que permitiu que uma criança mantivesse relações afetivas com um adulto; errou o GATE que utilizou a estratégia inadequada ao caso que menosprezou “um jovem sem antecedentes”, até aquele momento e errou o Estado que aplica a política do coitadismo as crianças e adolescentes como se estes fossem seres desprovidos de inteligência e por isto serem incapazes de responderem por seus atos.
Tudo que uma criança venha fazer sempre tem alguém para afirmar como verdade: “Isso é coisa de Criança”.
No domingo passado estava no ponto de ônibus quando chegou uma turma de adolescentes, em torno de 10, entre meninas e meninos, todos embriagados.
Um ato chamou a minha atenção e de todas as demais pessoas que esperavam o coletivo.
Por varias vezes duas meninas deste grupo, que se vestem de preto-com maquiagem também preta, se beijaram na boca.
Não pense você que era só um “Celinho” inofensivo; era um beijão com troca abundante de saliva.
Tento ser um cara aberto para as opções sexuais das pessoas, mas esta sendo antecipada essa descoberta. Há uma precoce mudança na constituição da família nas ultimas décadas por causa do descontrole social imposto pelo consumismo desenfreado e sua conseqüente deformação da nossa juventude que como bem disse a colunista “Pó, todos os meus amigos podem!”. “Ah, então tudo bem.”
Nesta lógica estamos vivendo com mães e pais com idade de criança, “criando outras crianças”.
Outro fato ocorrido com um adolescente (18 anos) que foi assassinado dentro de sua própria casa por outro jovem de 20 anos, que presenciei quando da entrevista com a Promotora de Justiça do Foro de Viamão com a minha cunha, mãe do menino assassinado naquele dia, 19 de fevereiro de 2006, onde esta lhe disse: “mãezinha, infelizmente foi um triste acidente de duas crianças”, sentenciando o criminoso apenas a um PSC (Prestação de Serviço a Comunidade), pena nunca cumprida.
Só que a excelentíssima causídica não sabia e não quis saber que a “criança” em questão já era um assassino em potencial, fato este comprovado a mais ou menos um mês quando este individuo foi preso por porte de arma, drogas e suspeita de assassinato, enquanto nossa família após longos 2 anos 8 meses e 3 dias choramos a morte de nossa criança.
Enquanto o Estado não intervir fortemente no tratamento integral as famílias e as famílias não perceberem que estão perdendo os seus filhos para o consumismo fácil e daí para o crime e para droga escreveremos muitas noticias e crônicas sobre este mesmo assunto.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Há meses varias opiniões já passaram por diversos meios de comunicação sobre este tema, fato este que vem a qualificar cada vez mais o debate que não pode ser esquecido como tantos outros.
O caso emblemático do momento como todos já sabemos é o assassinato da menina Eloá.
Alem de tudo que já foi falado por especialistas e especulado por quem nunca sofreu na pele este tipo de crime cabe salientar que tudo está sendo feito de maneira errônea na condução da Política de Proteção da Criança e do Adolescente.
Institui-se oficiosamente que não se pode fazer nada que imponha limites as crianças. O Presidente Lula decretou que não pode haver trabalho escravo para menor de 18 anos, no outro dia os ditos “formadores de opinião” já estavam bradando que mães e pais não podem atribuir tarefas domésticas a seus filhos em suas casas e assim se deturpam todas as legislações que existem para proteger as crianças e adolescentes.
Mas, o que é para discutir não é discutido por falta de uma política publica que ordene esta demanda.
Observa-se no caso da menina Eloá que ela já “NAMORAVA” desde os 12 anos de idade com o seu algoz, Lindemberg, sete anos mais velho.
Sobre isso nada é dito; onde já se viu uma criança namorar com essa idade. Idade essa de estar brincando com bonecas e não de estar fazendo neném.
Este debate não importa, pois crianças desta idade estão trabalhando nas tele novelas e para isto não é proibido, podem beijar na boca, usar roupas sensuais, fatos que provocam na sociedade um desregramento brutal.
Sociedade esta que é regida pelo consumismo desenfreado onde que as próprias famílias influenciam seus filhos a serem o que ainda não devem ser; só estarem “na moda”.
Esta prática favorece as grandes marcas e aos barões do tráfico de drogas que sempre estão apostos para cuidarem dos nossos filhos se assim nós não o fizemos por imposição de uma sociedade altamente cruel e competitiva.
Quando acontecem tragédias como a de Eloá abre-se espaços para ver quem errou, sem se dar conta que todos erraram.
Errou a família que permitiu que uma criança mantivesse relações afetivas com um adulto; errou o GATE que utilizou a estratégia inadequada ao caso que menosprezou “um jovem sem antecedentes”, até aquele momento e errou o Estado que aplica a política do coitadismo as crianças e adolescentes como se estes fossem seres desprovidos de inteligência e por isto serem incapazes de responderem por seus atos.
Tudo que uma criança venha fazer sempre tem alguém para afirmar como verdade: “Isso é coisa de Criança”.
No domingo passado estava no ponto de ônibus quando chegou uma turma de adolescentes, em torno de 10, entre meninas e meninos, todos embriagados.
Um ato chamou a minha atenção e de todas as demais pessoas que esperavam o coletivo.
Por varias vezes duas meninas deste grupo, que se vestem de preto-com maquiagem também preta, se beijaram na boca.
Não pense você que era só um “Celinho” inofensivo; era um beijão com troca abundante de saliva.
Tento ser um cara aberto para as opções sexuais das pessoas, mas esta sendo antecipada essa descoberta. Há uma precoce mudança na constituição da família nas ultimas décadas por causa do descontrole social imposto pelo consumismo desenfreado e sua conseqüente deformação da nossa juventude que como bem disse a colunista “Pó, todos os meus amigos podem!”. “Ah, então tudo bem.”
Nesta lógica estamos vivendo com mães e pais com idade de criança, “criando outras crianças”.
Outro fato ocorrido com um adolescente (18 anos) que foi assassinado dentro de sua própria casa por outro jovem de 20 anos, que presenciei quando da entrevista com a Promotora de Justiça do Foro de Viamão com a minha cunha, mãe do menino assassinado naquele dia, 19 de fevereiro de 2006, onde esta lhe disse: “mãezinha, infelizmente foi um triste acidente de duas crianças”, sentenciando o criminoso apenas a um PSC (Prestação de Serviço a Comunidade), pena nunca cumprida.
Só que a excelentíssima causídica não sabia e não quis saber que a “criança” em questão já era um assassino em potencial, fato este comprovado a mais ou menos um mês quando este individuo foi preso por porte de arma, drogas e suspeita de assassinato, enquanto nossa família após longos 2 anos 8 meses e 3 dias choramos a morte de nossa criança.
Enquanto o Estado não intervir fortemente no tratamento integral as famílias e as famílias não perceberem que estão perdendo os seus filhos para o consumismo fácil e daí para o crime e para droga escreveremos muitas noticias e crônicas sobre este mesmo assunto.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Acabaram as eleições.
Entre concorrentes e não concorrentes todos retomam suas vidas como se nada tivesse acorrido.
Na sexta-feira voltara ser o dia de tomar todas no botequim da esquina sem aquela enchesão de saco de ter sempre algum político pedindo o voto.
No sábado enfim dormir até mais tarde sem ser acordado por um estridente carro de som com aquela mesma repetição, isto se a ressaca da sexta-feira fruto da beberagem com os velhos amigos permitir.
E no domingo lavar o carro que ainda será pago por mais trinta e tantas prestações as quais mais são um aluguel, a tarde jogar uma bolinha, com os mesmo amigos da sexta-feira, no campo de terra da vila, sem deixar de tomar umas e outras após a pelada. Só então ir para a casa dormir porque na segunda-feira é dia de “são pega.”
Esta é a rotina da maioria das pessoas que sobrevivem alienadas em uma sociedade altamente excludente, consumista e competitiva acabando por transformar pessoas em humanóides manipulados por um processo político que move esta mesma sociedade sem que seja nela realizada qualquer tipo de mudança significativa na vida daqueles que ali residem.
O segundo turno das eleições na capital dos gaúchos e das gaúchas teve com vencedor o atual Prefeito José Fogaça e é prova desta manipulação.
Eleito em 2004 pelo PPS, partido que abriga ícones da política dos pampas como o ex-governador Antônio Britto, um dos idealizadores/executores das maiores privatizações do RS, companheiro de Cesar Busatto grampeado pelo atual Vice-Governador Paulo Feijó (DEM) no escândalo do DETRAN.
Fogaça troca de partido no limite da lei eleitoral retornado ao PMDB que já lhe deu guarida, bem como aos demais, ou seja, todos elles são velhos conhecidos e mui amigos. O seu primeiro mandato passa no mais profundo ostracismo sem ser importunado nem pelo seu passado político e muito menos pela impressa escrita e falada.
Quatro anos se passaram e a fotografia de Porto Alegre continua a mesma, problemas comuns a qualquer cidade do porte de uma metrópole não foram divulgados e nem debatidos na mídia empresarial.
Somente após ter garantido a sua reeleição foi que o seu maior aliado, o PM (Partido da Mídia), falou e escreveu aquilo que se calou durante os seus longos quatro anos na Prefeitura de Porto Alegre.
Disse textualmente uma das mais importantes analistas de política no dia seguinte a apuração eleitoral:
“Os pontos fracos do governo (Fogaça) mostrados por Onyx no primeiro turno e por Rosário no segundo turno devem servir de reflexão para o Prefeito e sua equipe pensarem o segundo mandato. Porto Alegre precisa planejar obras estruturais antes que o trânsito entre em colapso, atacar os problemas sociais antes que as malezas tornem a cidade inabitável, investir maciçamente em habitação antes que as favelas se multipliquem sem controle. Diz o slogan da campanha vencedora de Fogaça que “a mudança não pode parar”. Os eleitores acreditaram nessa idéia. Agora, é cobrar para que as obras não apareçam às vésperas das eleições de 2012. ”(Rosane de Oliveira - ZH 27/10/08)
Esta bela analise do que foi a campanha e o governo de Fogaça frente à Prefeitura de Porto Alegre, realizada pela manipuladora articulista, deveria ter sido realizado durante o Primeiro Turno das eleições assim o porto-alegrense talvez tivesse votado em Onyx e em Maria do Rosário para disputarem o Segundo Turno tendo um resultado bem diferente daquele que as urnas deflagraram.
Mas hipocritamente manifesto-se um dia após a reeleição do candidato do seu partido (PM) para posar perante a ingênua opinião publica como uma jornalista democrática e imparcial.
Sabedor de sua incompetência, Fogaça já disse que precisa do apoio do PT para realizar os investimentos que Porto Alegre necessita.
Enfim será o PT que governará Porto Alegre, menos mal.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 28/10/2008.
Na sexta-feira voltara ser o dia de tomar todas no botequim da esquina sem aquela enchesão de saco de ter sempre algum político pedindo o voto.
No sábado enfim dormir até mais tarde sem ser acordado por um estridente carro de som com aquela mesma repetição, isto se a ressaca da sexta-feira fruto da beberagem com os velhos amigos permitir.
E no domingo lavar o carro que ainda será pago por mais trinta e tantas prestações as quais mais são um aluguel, a tarde jogar uma bolinha, com os mesmo amigos da sexta-feira, no campo de terra da vila, sem deixar de tomar umas e outras após a pelada. Só então ir para a casa dormir porque na segunda-feira é dia de “são pega.”
Esta é a rotina da maioria das pessoas que sobrevivem alienadas em uma sociedade altamente excludente, consumista e competitiva acabando por transformar pessoas em humanóides manipulados por um processo político que move esta mesma sociedade sem que seja nela realizada qualquer tipo de mudança significativa na vida daqueles que ali residem.
O segundo turno das eleições na capital dos gaúchos e das gaúchas teve com vencedor o atual Prefeito José Fogaça e é prova desta manipulação.
Eleito em 2004 pelo PPS, partido que abriga ícones da política dos pampas como o ex-governador Antônio Britto, um dos idealizadores/executores das maiores privatizações do RS, companheiro de Cesar Busatto grampeado pelo atual Vice-Governador Paulo Feijó (DEM) no escândalo do DETRAN.
Fogaça troca de partido no limite da lei eleitoral retornado ao PMDB que já lhe deu guarida, bem como aos demais, ou seja, todos elles são velhos conhecidos e mui amigos. O seu primeiro mandato passa no mais profundo ostracismo sem ser importunado nem pelo seu passado político e muito menos pela impressa escrita e falada.
Quatro anos se passaram e a fotografia de Porto Alegre continua a mesma, problemas comuns a qualquer cidade do porte de uma metrópole não foram divulgados e nem debatidos na mídia empresarial.
Somente após ter garantido a sua reeleição foi que o seu maior aliado, o PM (Partido da Mídia), falou e escreveu aquilo que se calou durante os seus longos quatro anos na Prefeitura de Porto Alegre.
Disse textualmente uma das mais importantes analistas de política no dia seguinte a apuração eleitoral:
“Os pontos fracos do governo (Fogaça) mostrados por Onyx no primeiro turno e por Rosário no segundo turno devem servir de reflexão para o Prefeito e sua equipe pensarem o segundo mandato. Porto Alegre precisa planejar obras estruturais antes que o trânsito entre em colapso, atacar os problemas sociais antes que as malezas tornem a cidade inabitável, investir maciçamente em habitação antes que as favelas se multipliquem sem controle. Diz o slogan da campanha vencedora de Fogaça que “a mudança não pode parar”. Os eleitores acreditaram nessa idéia. Agora, é cobrar para que as obras não apareçam às vésperas das eleições de 2012. ”(Rosane de Oliveira - ZH 27/10/08)
Esta bela analise do que foi a campanha e o governo de Fogaça frente à Prefeitura de Porto Alegre, realizada pela manipuladora articulista, deveria ter sido realizado durante o Primeiro Turno das eleições assim o porto-alegrense talvez tivesse votado em Onyx e em Maria do Rosário para disputarem o Segundo Turno tendo um resultado bem diferente daquele que as urnas deflagraram.
Mas hipocritamente manifesto-se um dia após a reeleição do candidato do seu partido (PM) para posar perante a ingênua opinião publica como uma jornalista democrática e imparcial.
Sabedor de sua incompetência, Fogaça já disse que precisa do apoio do PT para realizar os investimentos que Porto Alegre necessita.
Enfim será o PT que governará Porto Alegre, menos mal.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no www.melhordetodos.com.br em 28/10/2008.
domingo, 26 de outubro de 2008
O Abalo dos Muros
Por: FREI BETTO
O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo. Mas quem se preocupa com os pobres?
NO PRÓXIMO ano, completa-se 20 anos da queda do Muro de Berlim, símbolo da bipolaridade do mundo dividido em dois sistemas: capitalista e socialista. Agora assistimos ao declínio de Wall Street (Rua do Muro), na qual se concentram as sedes dos maiores bancos e instituições financeiras.
O muro que dá nome à Rua de Nova York foi erguido pelos holandeses em 1652 e derrubado pelos ingleses em 1699.
Nova Amsterdam deu lugar à Nova York.
O apocalipse ideológico no Leste Europeu, jamais previsto pelos analistas, fortaleceu a idéia de que fora do capitalismo não há salvação. Agora, a crise do sistema financeiro derruba o dogma da imaculada concepção do livre mercado como única panacéia para o bom andamento da economia.
Ainda não é o fim do capitalismo, mas talvez seja a agonia do caráter neoliberal que hipertrofiou o sistema financeiro.
Acumular fortunas tornou-se mais importante que produzir bens e serviços. A bolha especulativa inflou e, súbito, estourou.
Repete-se, contudo, a velha receita: após privatizar os ganhos, o sistema socializa os prejuízos.
Desmorona a cantilena do "menos Estado e mais iniciativa privada".
Na hora da crise, apela-se ao Estado como bóia de salvamento na forma de US$ 700 bilhões (5% do PIB dos EUA ou o custo de todo o petróleo consumido em um ano naquele país) a serem injetados para anabolizar o sistema financeiro.
O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo.
Mas quem se preocupa com os pobres? Devido ao aumento dos preços dos alimentos, nos últimos 12 meses, o número de famintos crônicos subiu de 854 milhões para 950 milhões, segundo Jacques Diouf, diretor-geral da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
Quem pagará a fatura do Proer usamericano?
A resposta é óbvia: o contribuinte. Prevê-se o desemprego imediato de 11 milhões de pessoas vinculadas ao mercado de capitais e à construção civil. Os fundos de pensão, descapitalizados, não terão como honrar os direitos de milhões de aposentados, sobretudo de quem investiu em previdência privada.
A restrição do crédito tende a inibir a produção e o consumo. Os bancos de investimentos colocam as barbas de molho. Os impostos sofrerão aumentos. O mercado ficará sob regime de liberdade vigiada: vale agora o modelo chinês de controle político da economia, e não mais o controle da política pela economia, como ocorre no neoliberalismo.
Em 1967, J.K. Galbraith chamava a atenção para a crise do caráter industrial do capitalismo.
Nomes como Ford, Rockefeller, Carnegie ou Guggenheim, exemplos de empreendedores, desapareciam do cenário econômico para dar lugar à ampla rede de acionistas anônimos. O valor da empresa deslocava-se do parque industrial para a Bolsa de Valores.
Na década seguinte, Daniel Bell alertaria para a íntima associação entre informação e especulação e apontaria as contradições culturais do capitalismo: o ascetismo (= acumulação) em choque com o estímulo consumista; os valores da modernidade destronados pelo caráter iconoclasta das inovações científicas e tecnológicas; lei e ética em antagonismo quanto mais o mercado se arvora em árbitro das relações econômicas e sociais.
Se a queda do Muro de Berlim trouxe ao Leste Europeu mais liberdade e menos justiça, introduzindo desigualdades gritantes, o abalo de Wall Street obriga o capitalismo a se repensar. O cassino global torna o mundo mais feliz? Óbvio que não.
O fracasso do socialismo real significa vitória do capitalismo virtual (real para apenas um terço da humanidade)?
Também não.
Não se mede o fracasso do capitalismo por suas crises financeiras, e sim pela exclusão - de acesso a bens essenciais de consumo e direitos de cidadania, como alimentação, saúde e educação - de dois terços da humanidade. São 4 bilhões de pessoas que, segundo a ONU, vivem entre a miséria e a pobreza, com renda diária inferior a US$ 2.
Há, sim, que buscar, com urgência, um outro mundo possível, economicamente justo, politicamente democrático e ecologicamente sustentável.
CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 64, frade dominicano e escritor, é autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004).
Fonte:Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal.
Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
ver.itamarsantos@terra.com.br
Publicado no WWW.melhordetodos.com.br em 26/10/2008.
O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo. Mas quem se preocupa com os pobres?
NO PRÓXIMO ano, completa-se 20 anos da queda do Muro de Berlim, símbolo da bipolaridade do mundo dividido em dois sistemas: capitalista e socialista. Agora assistimos ao declínio de Wall Street (Rua do Muro), na qual se concentram as sedes dos maiores bancos e instituições financeiras.
O muro que dá nome à Rua de Nova York foi erguido pelos holandeses em 1652 e derrubado pelos ingleses em 1699.
Nova Amsterdam deu lugar à Nova York.
O apocalipse ideológico no Leste Europeu, jamais previsto pelos analistas, fortaleceu a idéia de que fora do capitalismo não há salvação. Agora, a crise do sistema financeiro derruba o dogma da imaculada concepção do livre mercado como única panacéia para o bom andamento da economia.
Ainda não é o fim do capitalismo, mas talvez seja a agonia do caráter neoliberal que hipertrofiou o sistema financeiro.
Acumular fortunas tornou-se mais importante que produzir bens e serviços. A bolha especulativa inflou e, súbito, estourou.
Repete-se, contudo, a velha receita: após privatizar os ganhos, o sistema socializa os prejuízos.
Desmorona a cantilena do "menos Estado e mais iniciativa privada".
Na hora da crise, apela-se ao Estado como bóia de salvamento na forma de US$ 700 bilhões (5% do PIB dos EUA ou o custo de todo o petróleo consumido em um ano naquele país) a serem injetados para anabolizar o sistema financeiro.
O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo.
Mas quem se preocupa com os pobres? Devido ao aumento dos preços dos alimentos, nos últimos 12 meses, o número de famintos crônicos subiu de 854 milhões para 950 milhões, segundo Jacques Diouf, diretor-geral da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
Quem pagará a fatura do Proer usamericano?
A resposta é óbvia: o contribuinte. Prevê-se o desemprego imediato de 11 milhões de pessoas vinculadas ao mercado de capitais e à construção civil. Os fundos de pensão, descapitalizados, não terão como honrar os direitos de milhões de aposentados, sobretudo de quem investiu em previdência privada.
A restrição do crédito tende a inibir a produção e o consumo. Os bancos de investimentos colocam as barbas de molho. Os impostos sofrerão aumentos. O mercado ficará sob regime de liberdade vigiada: vale agora o modelo chinês de controle político da economia, e não mais o controle da política pela economia, como ocorre no neoliberalismo.
Em 1967, J.K. Galbraith chamava a atenção para a crise do caráter industrial do capitalismo.
Nomes como Ford, Rockefeller, Carnegie ou Guggenheim, exemplos de empreendedores, desapareciam do cenário econômico para dar lugar à ampla rede de acionistas anônimos. O valor da empresa deslocava-se do parque industrial para a Bolsa de Valores.
Na década seguinte, Daniel Bell alertaria para a íntima associação entre informação e especulação e apontaria as contradições culturais do capitalismo: o ascetismo (= acumulação) em choque com o estímulo consumista; os valores da modernidade destronados pelo caráter iconoclasta das inovações científicas e tecnológicas; lei e ética em antagonismo quanto mais o mercado se arvora em árbitro das relações econômicas e sociais.
Se a queda do Muro de Berlim trouxe ao Leste Europeu mais liberdade e menos justiça, introduzindo desigualdades gritantes, o abalo de Wall Street obriga o capitalismo a se repensar. O cassino global torna o mundo mais feliz? Óbvio que não.
O fracasso do socialismo real significa vitória do capitalismo virtual (real para apenas um terço da humanidade)?
Também não.
Não se mede o fracasso do capitalismo por suas crises financeiras, e sim pela exclusão - de acesso a bens essenciais de consumo e direitos de cidadania, como alimentação, saúde e educação - de dois terços da humanidade. São 4 bilhões de pessoas que, segundo a ONU, vivem entre a miséria e a pobreza, com renda diária inferior a US$ 2.
Há, sim, que buscar, com urgência, um outro mundo possível, economicamente justo, politicamente democrático e ecologicamente sustentável.
CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 64, frade dominicano e escritor, é autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004).
Fonte:Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal.
Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
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