O deputado Dionilso Marcon (PT), da tribuna da Assembleia Legislativa, respondeu à base do governo Yeda sobre a mobilização das mulheres camponesas no RS. No discurso, Marcon lamenta a retórica de um dos deputados da base do governo Yeda, que insinua que as mulheres camponesas eram muitos bonitas e bem vestidas para que fossem do Movimento Sem Terra e que essas mulheres seriam massa de manobra.
Veja o discurso:http://br.youtube.com/watch?v=zpjAT_pnS6k Abaixo, leia o excelente artigo do advogado e Mestre em Direito pela Unisinos Dr. Jacques Távora Alfonsin e veja, a seguir, os dados fornecidos pelo TRE/RS que comprovam que a então candidata Yeda recebeu quase meio milhão de reais das três maiores empresas de celulose do RS.
Jornalista Responsável: Kiko Machado MTBRS 9510
_________________________________________________________________
Da repressão da delinqüência à delinqüência da repressão.
Jacques Távora Alfonsin *
Uma empresa transnacional, autorizada por um interdito proibitório, acaba de obter violenta desocupação de uma de suas fazendas, no Rio Grande do Sul, contra mulheres camponesas que tinham ingressado na mesma, em protesto contra o uso e a exploração da terra que ela promove neste Estado. Entrevistado sobre a forma como agiu, a autoridade policial responsável pela repressão, disse que “delinqüente é delinqüente.” O protesto daquelas mulheres, porém, segundo suas próprias palavras, se inspirou na defesa da vida, do meio-ambiente, da segurança nacional garantida pela faixa de fronteira estabelecida na Constituição Federal (arts. 20 § 2º e 91, § 1º inc. III). Faixa essa violada pela tal empresa, que já é possuidora de imóveis rurais situadas na mesma, em território gaúcho, valendo-se até de empresas brasileiras “laranjas” para burlar a proibição constitucional. Amparo legal para proceder como procederam, então, embora a maioria da mídia tenha escondido isso, não faltava àquelas mulheres. O meio-ambiente, como o art. 225 da mesma Constituição Federal reconhece, é “bem de uso comum do povo” o que legitima qualquer cidadã/o para defendê-lo, inclusive com o uso da própria força, se o artigo 188, inciso I do Código Civil for respeitado. Ali está previsto que não constituem atos ilícitos “a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão à pessoa, a fim de remover perigo iminente.” Mais do que estranheza, pois, do ponto de vista rigorosamente jurídico, gera espanto o fato de que um interdito proibitório obtenha um reconhecimento equivalente ao da licença para ameaças e agressões que a referida empresa praticar no Rio Grande do Sul sobre seu solo, imunizando-a antecipadadamente de qualquer questionamento que se possa fazer contra os maus tratos da terra que a sua posse e propriedade vierem a deflagrar. O eucalipto é uma árvore e, como tal, não é de admirar o fato de que ele não tenha consciência da quantidade de água e de comida que o espaço terra por ele exigido, no Rio Grande do sul, vai tirar da sua população, mas é de causar indignação mais do que justificada o fato de o Poder Público, especialmente Judiciário e Executivo, com raras exceções, não considerarem como perigo atual, mais do que iminente, o que isso pode significar de impacto ambiental, de aumento da fome, da falta de teto e da pobreza que assolam o meio rural gaúcho, preferindo reprimir como delinqüentes mulheres que lutam contra a delinqüência, essa sim, de quem desrespeita a vida, o meio-ambiente e até as leis do país, costumeiramente interpretadas e acomodadas em favor dos seus interesses e do seu lucro.
*Advogado - Mestre em Direito pela Unisinos.
Papeleiras doaram quase meio milhão de Reais para a Governadora Yeda
As três principais empresas de celulose em atuação no Rio Grande do Sul doaram juntas quase meio milhão de Reais para a campanha da então candidata Yeda Crusius ao Governo do Estado. Entre elas, a empresa finlandesa acusada de compra ilegal de terras na faixa de fronteira.
A denúncia das irregularidades na aquisição de áreas foi feita ontem pelas 900 mulheres da Via Campesina que ocuparam a Fazenda Tarumã,
em Rosário do Sul, de propriedade da Stora Enso.No final da tarde, as agricultoras foram violentamente despejadas pela Brigada Militar,
pelo menos 50 agricultoras ficaram feridas por balas de borracha e estilhaços de bombas.
Abaixo, os valores das doações das papeleiras para a atual governadora, segundo dados oficiais do Tribunal
Superior Eleitoral:
ARACRUZ CELUL. S/A. 42157511003934 18/09/2006 1.000,00 Descrição das doações relativas à comercialização
ARACRUZ CELULOSE S. A. 42157511003934 18/08/2006 11.954,72 Recursos de pessoas jurídicas
ARACRUZ CELULOSE S/A. 42157511003934 05/10/2006 16.902,12 Recursos de pessoas jurídicas
ARACRUZ CELULOSE S/A. 42157511003934 11/10/2006 51.700,61 Recursos de pessoas jurídicas
ARACRUZ CELULOSE S/A. 42157511003934 20/10/2006 200.000,00 Recursos de pessoas jurídicas
STORA ENSO BRASIL LTDA. 02424298000192 16/10/2006 24.000,00 Recursos de pessoas jurídicas
VOTORANTIN PAPEL E CELULOSE LTDA. 60643228000121 23/11/2006 200.000,00 Recursos de pessoas jurídicas
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A grande mídia silencia perante os avanços da Mulher na sociedade brasileira e na produção científica que produz vida de forma gratuita...
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sábado, 8 de março de 2008
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Desenvolvimento Sustentável!
Desenvolvimento Sustentável, segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da Organização das Nações Unidas, é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas próprias necessidades.
A idéia deriva do conceito de ecodesenvolvimento, proposto nos anos 1970 por Maurice Strong e Ignacy Sachs, durante a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Estocolmo, 1972), a qual deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA. (wikepédia)
Este é o conceito aceito por todos aqueles que privilegiam a sobrevivência da espécie humana no presente e no futuro, ou seja, o desenvolvimento tem seguir essa preocupação de subsistência onde o lucro descontrolado deve ser abolido.
Mas os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram um aumento significativo do desmatamento na Amazônia. Os dados mostram que entre agosto e dezembro de 2007, 3.233 Km² da floresta foram derrubados. Este anuncio levou o governo Federal a adotar um pacote de medidas emergenciais para conter a avanço desta destruição nos 36 municípios que são responsáveis por metade da devastação da Floresta Amazônica.
Apesar da Ministra do Meio Ambiente Marina Silva apontar a expansão da fronteira agrícola, principalmente da pecuária e da soja como principal causa desse crime ecológico, provocou a reação imediata do Ministro da Agricultura, Reinhold Stepahanes (representante do agronegócio no governo de coalizão) respondendo que não houve aumento da área plantada/devastada na Amazônia, juntamente com ele outras vozes, também representantes do agronegócio, devastadoras se manifestaram contra a Ministra do Meio Ambiente. Entre essas vozes estão os Governadores do Mato Grosso, Blaio Maggi (PR), maior produtor de soja do país, e Ivo Cassol (Sem Partido), de Rondônia chamaram a Ministra de “despreparada” e os dados do INPE de “mentirosos”.
Essas falas revelam o quanto há de perverso no debate de como se deve desenvolver a Amazônia e o Brasil. O que parece ser o correto está em privilegiar um desenvolvimento que desobedeça às tais “determinações de mercado” que como sabemos se aproveitam do discurso ambientalista para destroçarem com as florestas e sua biodiversidade.
Apesar das propostas do Governo Federal serem tímidas e a Lei11. 284/2006 que estabelece a Concessão de Florestas Públicas dar a impressão de estar se colocando as “raposas para cuidar do galinheiro” algo precisa ser feito com urgência, pois a violência toma conta da região, fato este visto por todos os brasileiros pela TV em noticiário nacional. O Governo Lula tem que agir rápido, se necessário com envio de tropas do exercito para que os fiscais do IBAMA possam realizar as fiscalizações necessárias e acabar com a derrubada criminosa da Floresta Amazônica.
Os defensores desta monstruosidade desmente descaradamente os dados inquestionáveis que apontam o avanço do agronegócio como o grande responsável pelo impacto na Amazônia que entre 2003 e 2006 a área plantada de soja aumento de 4,8 milhões de hectares para 6,5 milhões de hectares o que corresponde a 40% do crescimento registrado em todo o país. Por “conhecidência” no Mato Grosso, Estado do Governador Maggi, a área de plantio de soja aumento em 1,2 milhões de hectares. Crescimento econômico a esse preço é muito caro para o país e suas gerações futuras onde restara somente devastação e injustiça social. A pergunta que temos que responder é esta: Que desenvolvimento queremos? Para que e para quem? E as respostas deveram ser segundo os interesses populares, ou seja, das populações que vivem na região, outro tipo de proposta manterá a Amazônia nas mãos dos madeireiros, pecuaristas, mineradoras, e de governantes inescrupulosos que adotam o discurso do desenvolvimento sustentável para manterem seus lucros e confundirem as populações menos informadas.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão,22/02/2008.
A idéia deriva do conceito de ecodesenvolvimento, proposto nos anos 1970 por Maurice Strong e Ignacy Sachs, durante a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Estocolmo, 1972), a qual deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA. (wikepédia)
Este é o conceito aceito por todos aqueles que privilegiam a sobrevivência da espécie humana no presente e no futuro, ou seja, o desenvolvimento tem seguir essa preocupação de subsistência onde o lucro descontrolado deve ser abolido.
Mas os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram um aumento significativo do desmatamento na Amazônia. Os dados mostram que entre agosto e dezembro de 2007, 3.233 Km² da floresta foram derrubados. Este anuncio levou o governo Federal a adotar um pacote de medidas emergenciais para conter a avanço desta destruição nos 36 municípios que são responsáveis por metade da devastação da Floresta Amazônica.
Apesar da Ministra do Meio Ambiente Marina Silva apontar a expansão da fronteira agrícola, principalmente da pecuária e da soja como principal causa desse crime ecológico, provocou a reação imediata do Ministro da Agricultura, Reinhold Stepahanes (representante do agronegócio no governo de coalizão) respondendo que não houve aumento da área plantada/devastada na Amazônia, juntamente com ele outras vozes, também representantes do agronegócio, devastadoras se manifestaram contra a Ministra do Meio Ambiente. Entre essas vozes estão os Governadores do Mato Grosso, Blaio Maggi (PR), maior produtor de soja do país, e Ivo Cassol (Sem Partido), de Rondônia chamaram a Ministra de “despreparada” e os dados do INPE de “mentirosos”.
Essas falas revelam o quanto há de perverso no debate de como se deve desenvolver a Amazônia e o Brasil. O que parece ser o correto está em privilegiar um desenvolvimento que desobedeça às tais “determinações de mercado” que como sabemos se aproveitam do discurso ambientalista para destroçarem com as florestas e sua biodiversidade.
Apesar das propostas do Governo Federal serem tímidas e a Lei11. 284/2006 que estabelece a Concessão de Florestas Públicas dar a impressão de estar se colocando as “raposas para cuidar do galinheiro” algo precisa ser feito com urgência, pois a violência toma conta da região, fato este visto por todos os brasileiros pela TV em noticiário nacional. O Governo Lula tem que agir rápido, se necessário com envio de tropas do exercito para que os fiscais do IBAMA possam realizar as fiscalizações necessárias e acabar com a derrubada criminosa da Floresta Amazônica.
Os defensores desta monstruosidade desmente descaradamente os dados inquestionáveis que apontam o avanço do agronegócio como o grande responsável pelo impacto na Amazônia que entre 2003 e 2006 a área plantada de soja aumento de 4,8 milhões de hectares para 6,5 milhões de hectares o que corresponde a 40% do crescimento registrado em todo o país. Por “conhecidência” no Mato Grosso, Estado do Governador Maggi, a área de plantio de soja aumento em 1,2 milhões de hectares. Crescimento econômico a esse preço é muito caro para o país e suas gerações futuras onde restara somente devastação e injustiça social. A pergunta que temos que responder é esta: Que desenvolvimento queremos? Para que e para quem? E as respostas deveram ser segundo os interesses populares, ou seja, das populações que vivem na região, outro tipo de proposta manterá a Amazônia nas mãos dos madeireiros, pecuaristas, mineradoras, e de governantes inescrupulosos que adotam o discurso do desenvolvimento sustentável para manterem seus lucros e confundirem as populações menos informadas.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão,22/02/2008.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
A Próxima Guerra.
RORAIMA - IMPORTANTISSIMO!
Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag. Patog. FMRP – USP
Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima.
Trata-se de um Brasil que a gente não conhece.
A PRÓXIMA GUERRA
As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um
pouco diferente, mas chegando a Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.
Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até
pessoas com um mínimo de instrução.
Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se
concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da
prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no
comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca
de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena
Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 06h00min da manhã e 06h00min da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados. Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.
Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI, mas tem dos americanos então vocês pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar uma empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia... Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: E os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: 'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam.
Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.
A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de
nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático)... Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares. Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as
terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO. Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio
daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Um grande abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa??? Acho que sim. Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos. Opinião pessoal: Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria
interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer. Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo
a fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no
envio deste e-mail.
Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP
Thiago Saraiva Guingo
NOTA: Recebi este texto por correio eletrônico e o editei para mais pessoas tenham aceso e esse tipo de fato, pois isso não é divulgado na impressa fala e escrita que chega até nós.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão,em 20/02/2008.
Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag. Patog. FMRP – USP
Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima.
Trata-se de um Brasil que a gente não conhece.
A PRÓXIMA GUERRA
As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um
pouco diferente, mas chegando a Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.
Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até
pessoas com um mínimo de instrução.
Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se
concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da
prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no
comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca
de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena
Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 06h00min da manhã e 06h00min da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados. Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.
Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI, mas tem dos americanos então vocês pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar uma empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia... Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: E os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: 'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam.
Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.
A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de
nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático)... Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares. Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as
terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO. Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio
daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Um grande abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa??? Acho que sim. Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos. Opinião pessoal: Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria
interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer. Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo
a fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no
envio deste e-mail.
Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP
Thiago Saraiva Guingo
NOTA: Recebi este texto por correio eletrônico e o editei para mais pessoas tenham aceso e esse tipo de fato, pois isso não é divulgado na impressa fala e escrita que chega até nós.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão,em 20/02/2008.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Coletivo ou Global?
Gramaticamente coletivo é um substantivo que indica diversos elementos da mesma espécie, como por exemplo: povo= nação e por ai vai.
Já o coletivismo é uma doutrina ou sistema social em que os bens de produção e consumo são igualmente distribuídos por cada membro da coletividade. Imagina-se que esse sistema venha do período dos homens das cavernas. O ato de "trabalhar e produzir para consumirmos juntos" é a principal característica do coletivismo.
Global é também uma palavra que dá a idéia de redondo, global e daí pensa-se no globo terrestre.
A tão propagada Globalização é uma derivação da palavra global, mas isso não é mera semântica porque a partir dela advem uma doutrina política que basicamente é um processo ainda em curso de integração de economias e mercados nacionais. No entanto, ela compreende mais do que o fluxo monetário e de mercadoria; implica a interdependência dos países e das pessoas, além da uniformização de padrões e está ocorrendo em todo o mundo, também no espaço social e cultural. É chamada de "terceira revolução tecnológica" (processamento, difusão e transmissão de informações) e acredita-se que a globalização define uma nova era da história humana.
A globalização é muito antiga desde os tempos colonialistas onde o comercio e o lucro expandiu o capitalismo, pode-se dizer que a multiplicação dos espaços de lucro (domínio de mercados, locais de investimento e fontes de matérias-primas) conduziu o mundo à globalização.
A partir da década de 90 a globalização se impôs como um fenômeno de dimensão realmente planetária, a partir dos Estados Unidos e da Inglaterra e de quando a tecnologia de informática se associou à de telecomunicações.
Como a interdependência dos países a nível global quando saímos com amigos comer um cheeseburger e tomar Coca-Cola no McDonald's. Em seguida, assiste a um filme de Steven Spielber e volte para casa num carro Ford ou num ônibus Mercedes. Ao chegar, o telefone toca. Você atende num aparelho fabricado pela Siemmens e ouve um amigo lembrando-o de um videoclipe que começou há instantes na televisão: Michael Jackson em seu último lançamento. Você corre e liga o aparelho da marca Mitsubishi. Ao terminar o clipe, decide ouvir um CD do grupo Simply Red gravado pela BMG Ariola Discos, de propriedade da Warner, em seu equipamento Philips.
Essas são ações que algumas pessoas privilegiadas do mundo fazem de forma corriqueira e sem se dar por conta, mas demonstra quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse curto programa de algumas horas. Na verdade, não há atividades que escapem dos efeitos da globalização do capitalismo. Nem mesmo os esportes. Nem a seleção canarinho dispensa o patrocínio da Coca-Cola, ou da Nike símbolos estridente do processo de globalização do capital.
Ao nos depararmos como outra opção de vida, o coletivismo ou socialismo, ficamos desconfiados porque não conhecemos e nunca vivenciamos esta pratica que tem o seu principio no individuo. É a partir de cada cidadão ou cidadã que os problemas do coletivo seram solucionados.
Enganam-se aqueles que avaliam que o pensamento da ideologia da globalização planeja solucionar os problemas a nível planetário, muito pelo contrario, o pensamento globalizante tem com único objetivo a exploração dos povos mais pobres através da venda de seus produtos, a exploração das riquezas do subsolo e da força de trabalho de seus povos.
Outro ledo engano é confundir coletivização com globalização no sentido político dessas palavras, pois são politicamente antagônicas e não foi à explosão demográfica que levou a tentação da coletivização e sim a globalização como forma política de dominação mundial pelas grandes potencias entre elas os EUA e a Inglaterra.
Para que o Princípio da Subsidiariedade, que equivale ao conceito de Estado supletivo. Defendido pela primeira doutrina social da Igreja Católica e próximo das teses do pluralismo inglês e do institucionalismo. Num corpo político, as parcelas, apesar de relacionarem hierarquicamente, cada uma delas desempenha a sua função, ou o seu ofício, e, para tanto, são dotadas de autonomia, a base da diversidade onde a união é conseguida pelo movimento de realização do bem comum seja aplicado obrigatoriamente teremos como povo, tomarmos consciência coletiva de que cada ação individual tem o seu valor e o coletivo deverá respeitá-la.
Portanto a individualização monopolista da produção capitalista imposta pela globalização tem que ser superada.
A tentação não se encontra no pensamento coletivista e sim, no pensamento Globalizante que prevalece o mais forte sobre o mais fraco.
ver.itamarsantos@terra.com.
Viamão,em 10/02/2008.
Já o coletivismo é uma doutrina ou sistema social em que os bens de produção e consumo são igualmente distribuídos por cada membro da coletividade. Imagina-se que esse sistema venha do período dos homens das cavernas. O ato de "trabalhar e produzir para consumirmos juntos" é a principal característica do coletivismo.
Global é também uma palavra que dá a idéia de redondo, global e daí pensa-se no globo terrestre.
A tão propagada Globalização é uma derivação da palavra global, mas isso não é mera semântica porque a partir dela advem uma doutrina política que basicamente é um processo ainda em curso de integração de economias e mercados nacionais. No entanto, ela compreende mais do que o fluxo monetário e de mercadoria; implica a interdependência dos países e das pessoas, além da uniformização de padrões e está ocorrendo em todo o mundo, também no espaço social e cultural. É chamada de "terceira revolução tecnológica" (processamento, difusão e transmissão de informações) e acredita-se que a globalização define uma nova era da história humana.
A globalização é muito antiga desde os tempos colonialistas onde o comercio e o lucro expandiu o capitalismo, pode-se dizer que a multiplicação dos espaços de lucro (domínio de mercados, locais de investimento e fontes de matérias-primas) conduziu o mundo à globalização.
A partir da década de 90 a globalização se impôs como um fenômeno de dimensão realmente planetária, a partir dos Estados Unidos e da Inglaterra e de quando a tecnologia de informática se associou à de telecomunicações.
Como a interdependência dos países a nível global quando saímos com amigos comer um cheeseburger e tomar Coca-Cola no McDonald's. Em seguida, assiste a um filme de Steven Spielber e volte para casa num carro Ford ou num ônibus Mercedes. Ao chegar, o telefone toca. Você atende num aparelho fabricado pela Siemmens e ouve um amigo lembrando-o de um videoclipe que começou há instantes na televisão: Michael Jackson em seu último lançamento. Você corre e liga o aparelho da marca Mitsubishi. Ao terminar o clipe, decide ouvir um CD do grupo Simply Red gravado pela BMG Ariola Discos, de propriedade da Warner, em seu equipamento Philips.
Essas são ações que algumas pessoas privilegiadas do mundo fazem de forma corriqueira e sem se dar por conta, mas demonstra quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse curto programa de algumas horas. Na verdade, não há atividades que escapem dos efeitos da globalização do capitalismo. Nem mesmo os esportes. Nem a seleção canarinho dispensa o patrocínio da Coca-Cola, ou da Nike símbolos estridente do processo de globalização do capital.
Ao nos depararmos como outra opção de vida, o coletivismo ou socialismo, ficamos desconfiados porque não conhecemos e nunca vivenciamos esta pratica que tem o seu principio no individuo. É a partir de cada cidadão ou cidadã que os problemas do coletivo seram solucionados.
Enganam-se aqueles que avaliam que o pensamento da ideologia da globalização planeja solucionar os problemas a nível planetário, muito pelo contrario, o pensamento globalizante tem com único objetivo a exploração dos povos mais pobres através da venda de seus produtos, a exploração das riquezas do subsolo e da força de trabalho de seus povos.
Outro ledo engano é confundir coletivização com globalização no sentido político dessas palavras, pois são politicamente antagônicas e não foi à explosão demográfica que levou a tentação da coletivização e sim a globalização como forma política de dominação mundial pelas grandes potencias entre elas os EUA e a Inglaterra.
Para que o Princípio da Subsidiariedade, que equivale ao conceito de Estado supletivo. Defendido pela primeira doutrina social da Igreja Católica e próximo das teses do pluralismo inglês e do institucionalismo. Num corpo político, as parcelas, apesar de relacionarem hierarquicamente, cada uma delas desempenha a sua função, ou o seu ofício, e, para tanto, são dotadas de autonomia, a base da diversidade onde a união é conseguida pelo movimento de realização do bem comum seja aplicado obrigatoriamente teremos como povo, tomarmos consciência coletiva de que cada ação individual tem o seu valor e o coletivo deverá respeitá-la.
Portanto a individualização monopolista da produção capitalista imposta pela globalização tem que ser superada.
A tentação não se encontra no pensamento coletivista e sim, no pensamento Globalizante que prevalece o mais forte sobre o mais fraco.
ver.itamarsantos@terra.com.
Viamão,em 10/02/2008.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
O Ano começa no dia Primeiro de Janeiro.
Realmente o cada ano inicia no dia primeiro de janeiro, mas tem muita gente que para depreciar uma milenar cultura popular diz em tom de deboche: “No Brasil tudo começa depois do carnaval.” Ditado esse que é um grande blefe, pois através do carnaval podemos perceber que esta festa popular já se transformou em uma grande indústria de lazer aos brasileiros e ao um produto atrativo de nosso turismo.
A partir desta constatação o carnaval gera emprego e renda aos seus trabalhadores, dividendos ao país e mantém viva a cultura popular que se mantém firme frente a todo este apelo comercial. O Carnaval traz para as avenidas de todo o Brasil com seus sambas enredos o resgate da historia e da contemporaneidade da vida do nosso povo demonstrando que além de uma festa é também uma forma de politizar os seus problemas sociais e políticos, desmentindo aqueles que torcem para que seja só mais uma festa alienante.
A vida produtiva e social das escolas de samba funciona o ano todo intimamente inserido na problemática da comunidade em que esta localizada, prestando em muitos casos trabalhos social de importante interesse social.
A origem do Carnaval vem desde muito tempo, estudos informam que as primeiras festas surgiram na Antiguidade.
O Carnaval originário tem início nos cultos agrários da Grécia, de 605 a 527 a.C. Com o surgimento da agricultura, os homens passaram a comemorar a fertilidade e produtividade do solo.
O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C.
O primeiro foco de concentração carnavalesca se localizava no Egito. A festa era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.
Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a necessidade de válvulas de escape, por isso a burguesia da época oferecia a seus escravos (o povo) esta festa que nesta época tinha como atrativo o sexo e bebidas.
Em seguida, o Carnaval chega a Veneza para, então, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles...
O Carnaval Cristão passa a existir quando a Igreja Católica oficializa a festa, em 590 d.C. Antes, a instituição condenava a festa por seu caráter “pecaminoso”. No entanto, as autoridades eclesiásticas da época se viram num beco sem saída. Não era mais possível proibir o Carnaval. Foi então que houve a imposição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem. Mas esse tipo de festa batia de frente com a principal característica do Carnaval: o riso, a brincadeira...
É só em 1545, no Concílio de Trento, que o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa Católica, que não pode ter data fixa para não coincidir com a Páscoa dos judeus.
O cálculo é um pouco complexo. Determina-se o equinócio da primavera, que ocorre entra os dias 21 e 22 de março no hemisfério norte. Observando a lua nova que antecede o equinócio, o primeiro domingo após o 14º dia de lua nova é o domingo de Páscoa. Como o primeiro dia da lua nova, antes de 21 de março, é entre 08 de março e 05 de abril, a Páscoa só pode ser entre 22 de março e 25 de abril. O domingo de carnaval é sempre no 7º domingo que antecede ao domingo de Páscoa.
O Carnaval brasileiro surge em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. A principal diversão dos foliões era jogar água nos outros. O primeiro registro de baile é de 1840.
Em 1855 surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba. No início século XX, já havia diversos cordões e blocos, que desfilavam pela cidade durante o Carnaval. A primeira escola de samba foi fundada em 1928 no bairro do Estácio e se chamava Deixa Falar. A partir de então, outras foram surgindo até chegarmos à grande festa que vemos hoje.
Apesar de não ser um foliam como samba no pé, preservo essa festa popular como sendo um grande passo de conscientização do povo brasileiro que pode e devem ter lazer sem se deixar alienar-se como queriam os reis da antiguidade.
Até o próximo Primeiro de Janeiro!!!!!!
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão, 10/02/2008.
A partir desta constatação o carnaval gera emprego e renda aos seus trabalhadores, dividendos ao país e mantém viva a cultura popular que se mantém firme frente a todo este apelo comercial. O Carnaval traz para as avenidas de todo o Brasil com seus sambas enredos o resgate da historia e da contemporaneidade da vida do nosso povo demonstrando que além de uma festa é também uma forma de politizar os seus problemas sociais e políticos, desmentindo aqueles que torcem para que seja só mais uma festa alienante.
A vida produtiva e social das escolas de samba funciona o ano todo intimamente inserido na problemática da comunidade em que esta localizada, prestando em muitos casos trabalhos social de importante interesse social.
A origem do Carnaval vem desde muito tempo, estudos informam que as primeiras festas surgiram na Antiguidade.
O Carnaval originário tem início nos cultos agrários da Grécia, de 605 a 527 a.C. Com o surgimento da agricultura, os homens passaram a comemorar a fertilidade e produtividade do solo.
O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C.
O primeiro foco de concentração carnavalesca se localizava no Egito. A festa era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.
Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a necessidade de válvulas de escape, por isso a burguesia da época oferecia a seus escravos (o povo) esta festa que nesta época tinha como atrativo o sexo e bebidas.
Em seguida, o Carnaval chega a Veneza para, então, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles...
O Carnaval Cristão passa a existir quando a Igreja Católica oficializa a festa, em 590 d.C. Antes, a instituição condenava a festa por seu caráter “pecaminoso”. No entanto, as autoridades eclesiásticas da época se viram num beco sem saída. Não era mais possível proibir o Carnaval. Foi então que houve a imposição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem. Mas esse tipo de festa batia de frente com a principal característica do Carnaval: o riso, a brincadeira...
É só em 1545, no Concílio de Trento, que o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa Católica, que não pode ter data fixa para não coincidir com a Páscoa dos judeus.
O cálculo é um pouco complexo. Determina-se o equinócio da primavera, que ocorre entra os dias 21 e 22 de março no hemisfério norte. Observando a lua nova que antecede o equinócio, o primeiro domingo após o 14º dia de lua nova é o domingo de Páscoa. Como o primeiro dia da lua nova, antes de 21 de março, é entre 08 de março e 05 de abril, a Páscoa só pode ser entre 22 de março e 25 de abril. O domingo de carnaval é sempre no 7º domingo que antecede ao domingo de Páscoa.
O Carnaval brasileiro surge em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. A principal diversão dos foliões era jogar água nos outros. O primeiro registro de baile é de 1840.
Em 1855 surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba. No início século XX, já havia diversos cordões e blocos, que desfilavam pela cidade durante o Carnaval. A primeira escola de samba foi fundada em 1928 no bairro do Estácio e se chamava Deixa Falar. A partir de então, outras foram surgindo até chegarmos à grande festa que vemos hoje.
Apesar de não ser um foliam como samba no pé, preservo essa festa popular como sendo um grande passo de conscientização do povo brasileiro que pode e devem ter lazer sem se deixar alienar-se como queriam os reis da antiguidade.
Até o próximo Primeiro de Janeiro!!!!!!
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão, 10/02/2008.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Viamão.
É tudo de bom!!!
Tem pessoas que residente ou até mesmo nasceram em uma cidade, mas costumam menosprezá-la criticando os seus problemas em vez de se unir a outros moradores para tentar resolve-los.
Outro dia li em algum artigo de que “Viamão não é o fim do mundo, mas dá para enxergá-lo daqui.” O texto, me parece versava sobre a falta de educação de algumas pessoas em uma das tantas ruas de nossa cidade, mas não quero me deter sobre esse assunto.
Quero é dar os parabéns ao meu amigo, Geraldo de Oliveira, atual Secretário de Agricultura (SEAGRI) do nosso município que em conjunto com os trabalhadores da Emater-Viamão pelo ótimo trabalho que estão realizando na implementação do projeto de fruticultura o qual já está com mais de 30 produtores engajados cultivando pomares de caqui, goiaba, ameixa e uva, entre outras variedades totalizando mais 30 hectares já plantados.
Foi através deste projeto que tive a oportunidade de conhecer mais um pouco do nosso município que tem dimensões continentais e uma enorme diversidade de solo, vegetação, relevo e, portanto com possibilidades imensas de crescimento econômico e social aos Viamonenses.
Essa diversidade se percebe pelo solo que possibilita a sua exploração mineral, agropecuária, agrícola e industrial. Nosso território comporta todo o tipo de situação, temos e convivemos com duas reservas indígenas e aqui abro um parêntese (o “homem branco” esta jogando lixo dentro da reserva indígena do Canta Galo), temos um grupo de famílias assentadas (375familias) no distrito de Águas Claras a onde produz alem do arroz, o leite e os produtos para a sua subsistência, um Parque de Preservação Ambiental em Itapuã e diversas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) espalhadas por todo o seu território.
Nossa fronteira geográfica em grande parte é privilegiada por ser banhada pelo Lago Guaíba e pela Lagoa dos Patos, além de estarmos na superfície do maior aqüífero de água doce do mundo, o chamado Aqüífero Guarani, motivo pelo qual temos instalado, também em Águas Claras, uma cervejaria multinacional que nos escolheu para desenvolver suas atividades devido à qualidade de nossa água e sem pagar nada a mais por isso.
Viamão por ser como é tem tudo para dar certo e em algumas coisas já está dando certo tem um grande potencial agrícola, pecuário e turístico com vários atrativos para sua coerente exploração. A grande preocupação está justamente como esta sendo explorada toda essa abundante força ecológica que a natureza nos proporcionou, pois numa destas visitas que fizemos juntamente com os demais produtores e produtoras de frutas e com os representantes/técnicos da SEAGRI e da Emater podemos presenciar uma situação desproporcional, para não dizer ilegal, passamos por quatro levantes (meio utilizado para puxar água da Lagoa dos Patos para onde querem através de potentes bombas d’água movidas a óleo diesel) na localidade da Varzinha e sem pagar nada ao Estado ou ao Município por isso e o que é mais grave, cobram 25% da produção de arroz daquele produtor que não tem em suas terras limítrofes com as águas da Lagoa.
O canal por onde essa água é sugada da Lagoa dos Patos está dentro de uma única propriedade, um único dono, por onde percorremos uma distancia de mais de 5 km e segundo informações dos produtores da região isso é uma constante e todo aquele que usa a água paga 25% da produção do outro que não tem acesso. Isso é uma subtração do livre direito de se ter acesso a água e os nossos governantes Estaduais fecham os olhos para isso quando isso é feito por grandes latifundiários.
E o que é muito preocupante é que isto que assistimos ocorre por toda extensão da Lagoa dos Patos e do Guaíba onde também a orla é privada, ou seja, a onde a terra não foi ocupada por arrozeirais, ela foi dividida pela exploração imobiliária transformando-a em “sítios de lazer” e esses “proprietários” detém a sua “praia particular” cobrando ingresso para a população poder ir à água. Tudo isto é feito sem que estes proprietários retribuam ao Município com o pagamento de algum tipo de taxa ou imposto porque continuam pagando Imposto Territorial Rural que cobrado simbolicamente pelo Governo Federal.
Deste lado da região rural de nossa bela Viamão a lei é branda para aqueles que exploram os nossos recursos naturais, ou seja, os latifundiários e os especuladores imobiliários. Mas do outro lado, no assentamento que tem aproximadamente 15 mil hectares como 10 km só de taipa da barragem que poderia irrigar mais 7 mil hectares de arroz, o Governo do Estado delimitou essa área em menos de 3 mil hectares porque segundo esse mesmo Governo a água da represa serve também para abastecer o rio Gravataí que esta poluído pelas grandes empresas e nada lhes acontece permanecendo na impunidade.
Dentro do assentamento das famílias oriundas do MST tem uma APA (área de proteção ambiental) de mais de 2 mil hectares que permanentemente é vigiada por uma equipe de servidores da SEMA (Sec.EST. de Meio Ambiente) e por satélite onde os agricultores não podem usar agrotóxicos, mas os latifundiários do outro lado da RS 40 pulverização suas plantações de avião contaminando todo o manancial de água que serve para aguar as plantações dos assentados. Do lado dos humildes, todo o rigor da lei, mas do lado dos abastados a justiça permanece cega e surda.
Quero uma Viamão por inteira onde as leis sejam aplicadas pelo Estado e cumpridas por todos, mas nem por isso acho que aqui seja o fim do mundo, muito antes pelo contrario; aqui é o começo de um novo mundo, um mundo possível de se viver sem necessitar explorar indiscriminadamente o meio ambiente em beneficio de alguns e sim explorá-lo ecologicamente em beneficio de todos e todas.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 03 de fevereiro de 2008 (Carnaval).
Tem pessoas que residente ou até mesmo nasceram em uma cidade, mas costumam menosprezá-la criticando os seus problemas em vez de se unir a outros moradores para tentar resolve-los.
Outro dia li em algum artigo de que “Viamão não é o fim do mundo, mas dá para enxergá-lo daqui.” O texto, me parece versava sobre a falta de educação de algumas pessoas em uma das tantas ruas de nossa cidade, mas não quero me deter sobre esse assunto.
Quero é dar os parabéns ao meu amigo, Geraldo de Oliveira, atual Secretário de Agricultura (SEAGRI) do nosso município que em conjunto com os trabalhadores da Emater-Viamão pelo ótimo trabalho que estão realizando na implementação do projeto de fruticultura o qual já está com mais de 30 produtores engajados cultivando pomares de caqui, goiaba, ameixa e uva, entre outras variedades totalizando mais 30 hectares já plantados.
Foi através deste projeto que tive a oportunidade de conhecer mais um pouco do nosso município que tem dimensões continentais e uma enorme diversidade de solo, vegetação, relevo e, portanto com possibilidades imensas de crescimento econômico e social aos Viamonenses.
Essa diversidade se percebe pelo solo que possibilita a sua exploração mineral, agropecuária, agrícola e industrial. Nosso território comporta todo o tipo de situação, temos e convivemos com duas reservas indígenas e aqui abro um parêntese (o “homem branco” esta jogando lixo dentro da reserva indígena do Canta Galo), temos um grupo de famílias assentadas (375familias) no distrito de Águas Claras a onde produz alem do arroz, o leite e os produtos para a sua subsistência, um Parque de Preservação Ambiental em Itapuã e diversas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) espalhadas por todo o seu território.
Nossa fronteira geográfica em grande parte é privilegiada por ser banhada pelo Lago Guaíba e pela Lagoa dos Patos, além de estarmos na superfície do maior aqüífero de água doce do mundo, o chamado Aqüífero Guarani, motivo pelo qual temos instalado, também em Águas Claras, uma cervejaria multinacional que nos escolheu para desenvolver suas atividades devido à qualidade de nossa água e sem pagar nada a mais por isso.
Viamão por ser como é tem tudo para dar certo e em algumas coisas já está dando certo tem um grande potencial agrícola, pecuário e turístico com vários atrativos para sua coerente exploração. A grande preocupação está justamente como esta sendo explorada toda essa abundante força ecológica que a natureza nos proporcionou, pois numa destas visitas que fizemos juntamente com os demais produtores e produtoras de frutas e com os representantes/técnicos da SEAGRI e da Emater podemos presenciar uma situação desproporcional, para não dizer ilegal, passamos por quatro levantes (meio utilizado para puxar água da Lagoa dos Patos para onde querem através de potentes bombas d’água movidas a óleo diesel) na localidade da Varzinha e sem pagar nada ao Estado ou ao Município por isso e o que é mais grave, cobram 25% da produção de arroz daquele produtor que não tem em suas terras limítrofes com as águas da Lagoa.
O canal por onde essa água é sugada da Lagoa dos Patos está dentro de uma única propriedade, um único dono, por onde percorremos uma distancia de mais de 5 km e segundo informações dos produtores da região isso é uma constante e todo aquele que usa a água paga 25% da produção do outro que não tem acesso. Isso é uma subtração do livre direito de se ter acesso a água e os nossos governantes Estaduais fecham os olhos para isso quando isso é feito por grandes latifundiários.
E o que é muito preocupante é que isto que assistimos ocorre por toda extensão da Lagoa dos Patos e do Guaíba onde também a orla é privada, ou seja, a onde a terra não foi ocupada por arrozeirais, ela foi dividida pela exploração imobiliária transformando-a em “sítios de lazer” e esses “proprietários” detém a sua “praia particular” cobrando ingresso para a população poder ir à água. Tudo isto é feito sem que estes proprietários retribuam ao Município com o pagamento de algum tipo de taxa ou imposto porque continuam pagando Imposto Territorial Rural que cobrado simbolicamente pelo Governo Federal.
Deste lado da região rural de nossa bela Viamão a lei é branda para aqueles que exploram os nossos recursos naturais, ou seja, os latifundiários e os especuladores imobiliários. Mas do outro lado, no assentamento que tem aproximadamente 15 mil hectares como 10 km só de taipa da barragem que poderia irrigar mais 7 mil hectares de arroz, o Governo do Estado delimitou essa área em menos de 3 mil hectares porque segundo esse mesmo Governo a água da represa serve também para abastecer o rio Gravataí que esta poluído pelas grandes empresas e nada lhes acontece permanecendo na impunidade.
Dentro do assentamento das famílias oriundas do MST tem uma APA (área de proteção ambiental) de mais de 2 mil hectares que permanentemente é vigiada por uma equipe de servidores da SEMA (Sec.EST. de Meio Ambiente) e por satélite onde os agricultores não podem usar agrotóxicos, mas os latifundiários do outro lado da RS 40 pulverização suas plantações de avião contaminando todo o manancial de água que serve para aguar as plantações dos assentados. Do lado dos humildes, todo o rigor da lei, mas do lado dos abastados a justiça permanece cega e surda.
Quero uma Viamão por inteira onde as leis sejam aplicadas pelo Estado e cumpridas por todos, mas nem por isso acho que aqui seja o fim do mundo, muito antes pelo contrario; aqui é o começo de um novo mundo, um mundo possível de se viver sem necessitar explorar indiscriminadamente o meio ambiente em beneficio de alguns e sim explorá-lo ecologicamente em beneficio de todos e todas.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 03 de fevereiro de 2008 (Carnaval).
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Ficção Ou Realidade?
Sou um telespectador assíduo, quando tenho tempo estou na frente de um aparelho de TV. Assisto tudo que as emissoras de canal aberto transmitem, das novelas aos filmes de ficção. Mas consigo fazer uma analise desse tipo de programação.
Li recentemente um artigo do ex-presidente da Radiobrás Eugenio Bucci, perspicaz pensador da mídia, o qual observa que a telenovela revela mais do Brasil do que o telejornalismo. Enquanto este enfrenta uma enorme multiplicidade de fatos, está sujeito a toda sorte de pressões e utilizam técnicas de abordagem que privilegiam a frieza de análise, o distanciamento crítico e a isenção possível, aquela opera no registro oposto. Seleciona aspectos da vida social e trata deles de forma apaixonada, visceral, pelas ações e conflitos de um grupo de personagens. É dessa forma que o Brasil real emerge, com mais clareza, do microcosmo pulsante dos folhetins do que do caos entorpecente do noticiário. Bem ao gosto dos seus exigentes patrocinadores.
É através das novelas que esses patrocinadores impõem o consumo desnecessário e compulsivo de seus produtos descartáveis. Mas algumas tramas por mais bizarras que possam nos parecer trazem a tona temas de importante relevância como: O clone, novela que foi ao ar em 1997/98 que retratou a discussão polêmica sobre a reprodução dupla do mesmo ser que poderá afetar a biodiversidade humana, imagine que você tivesse varias cópias suas sendo manipuladas por pessoas inescrupulosas ou a reprodução das mais diversas personalidades mundiais como Busch e Bin Ladem ou até a recriação de Hitler.
Seria o caos da humanidade.
Sempre é bom relembra que durante a 2ª Guerra Mundial, este manteve experiências secretas com seres humanos a fim de criar a raça ariana que segundo ele seria uma “raça pura.”
O avanço cientifico nesta área é inegável, o que torna isso preocupante. É para que? E para quem e por quem será utilizado?
Na ganância pela audiência, pelos gordos patrocínios e com a intenção de sempre alienar os tele consumidores as redes de tevês têm ao seu dispor um exercito de escritores e de artistas para realizarem as suas peças que às vezes trazem a tona assuntos que num primeiro momento pode parecer mais uma mera ficção especulativa.
Em 2007/2008 estamos presenciando mais algumas dessas construções da tele dramaturgia global que nos chama atenção pelo tema tratado, ou seja, a mutação genética que assistimos nos filme Heroes e X-Men e a novela caminhos do Coração que alguns dizem ser plagio desses filmes norte americanos, tratam das mutações genéticas em seres humanos.
“A mutação é uma alteração permanente no material genético, entretanto, ela pode ser uma modificação casual ou induzida na informação genética. Para ocorrer uma mutação é preciso que ocorra algum dano na seqüência de nucleotídeos do DNA, as células possuem um mecanismo de reparação do DNA, mas ocasionalmente ocorre algum tipo de falha neste mecanismo ou mesmo o dano é irreparável, assim as células replicam nesta condição. Após se replicarem, as células que sobrevivem carregam os danos genéticos da célula-mãe e passam a apresentar novas características, ocorrendo assim uma mutação. Outra forma de acontecer à mutação é a modificação dos genes; nas cromossômicas, mudando o número ou a estrutura dos cromossomos. No contexto biológico, a mutação é bastante importante, pois atua de forma crucial na evolução das espécies, são nestas mutações que ocorrem à origem de novas espécies ou de raças de animais domésticos ou, à diversidade de plantas cultivadas.” (Por Thiago Ribeiro, Equipe BrasilEscola.com)
Ou podem ser transformadas em verdadeiros monstros como aqueles criados pela personagem chamada de Dra. Julia Zaccarias que movem objetos como o poder da mente ou se alimentam de sangue com o personagem Vlado, o vampiro.
Como já disse são peças de ficção, mas convivemos na atualidade com pesquisas
legalizadas e ilegais. Temos a produção de Transgênicos (OGMs) onde as grandes empresas de inseticidas agrícolas produzem sementes estéres com gens de certos tipos de herbicidas. Ou seja, misturam o DNA da planta com o DNA do veneno ou da praga que seja sensível ao veneno causando um seríssimo risco a vida humana e diversidade agrícola de todo o planeta tendo em vista que esses grandes multinacionais controlam toda a produção agrícola no mundo estipulando o preço que quiser para qualquer produto.
Portanto não há nada de benéfico nessa diversidade proposta por alguns cientistas. Além disso, temos também a “nanotecnologia que está associada a diversas áreas (como a medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais) de pesquisa e produção na escala nano (escala atômica). O princípio básico da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos (os tijolos básicos da natureza). É uma área promissora, mas que dá apenas seus primeiros passos, mostrando, contudo, resultados surpreendentes (na produção de semicondutores, Nanocompósitos, Biomateriais, Chips, entre outros). Um dos instrumentos utilizados para exploração de materiais nessa escala é o microscópio eletrônico de varredura, o MEV. O objetivo principal é chegar a um controle preciso e individual dos átomos. A palavra "Nanotecnologia" foi utilizada pela primeira vez pelo professor Norio Taniguchi em 1974 para descrever as tecnologias que permitam a construção de materiais a uma escala de 1 nanômetro. Para se perceber o que isto significa, imagine uma praia com 1000 km de extensão e um grão de areia de 1 mm, este grão está para esta praia como um nanômetro está para o metro. Em alguns casos, elementos da escala periódica da química mudam seu estado, ficando até explosivos em escala nanômetrica.” (fonte: Wikipédia)
Essa é uma tecnologia que já está mudando drasticamente o modo de vida, pois é tão poderosa que pode criar sabores artificiais e seres microscópios com alto poder de espionagem e de destruição em massa.
Por isto e por muito mais devemos estar alertas naquilo que parece ficção, mas não é.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão,30 de janeiro de 2008.
Li recentemente um artigo do ex-presidente da Radiobrás Eugenio Bucci, perspicaz pensador da mídia, o qual observa que a telenovela revela mais do Brasil do que o telejornalismo. Enquanto este enfrenta uma enorme multiplicidade de fatos, está sujeito a toda sorte de pressões e utilizam técnicas de abordagem que privilegiam a frieza de análise, o distanciamento crítico e a isenção possível, aquela opera no registro oposto. Seleciona aspectos da vida social e trata deles de forma apaixonada, visceral, pelas ações e conflitos de um grupo de personagens. É dessa forma que o Brasil real emerge, com mais clareza, do microcosmo pulsante dos folhetins do que do caos entorpecente do noticiário. Bem ao gosto dos seus exigentes patrocinadores.
É através das novelas que esses patrocinadores impõem o consumo desnecessário e compulsivo de seus produtos descartáveis. Mas algumas tramas por mais bizarras que possam nos parecer trazem a tona temas de importante relevância como: O clone, novela que foi ao ar em 1997/98 que retratou a discussão polêmica sobre a reprodução dupla do mesmo ser que poderá afetar a biodiversidade humana, imagine que você tivesse varias cópias suas sendo manipuladas por pessoas inescrupulosas ou a reprodução das mais diversas personalidades mundiais como Busch e Bin Ladem ou até a recriação de Hitler.
Seria o caos da humanidade.
Sempre é bom relembra que durante a 2ª Guerra Mundial, este manteve experiências secretas com seres humanos a fim de criar a raça ariana que segundo ele seria uma “raça pura.”
O avanço cientifico nesta área é inegável, o que torna isso preocupante. É para que? E para quem e por quem será utilizado?
Na ganância pela audiência, pelos gordos patrocínios e com a intenção de sempre alienar os tele consumidores as redes de tevês têm ao seu dispor um exercito de escritores e de artistas para realizarem as suas peças que às vezes trazem a tona assuntos que num primeiro momento pode parecer mais uma mera ficção especulativa.
Em 2007/2008 estamos presenciando mais algumas dessas construções da tele dramaturgia global que nos chama atenção pelo tema tratado, ou seja, a mutação genética que assistimos nos filme Heroes e X-Men e a novela caminhos do Coração que alguns dizem ser plagio desses filmes norte americanos, tratam das mutações genéticas em seres humanos.
“A mutação é uma alteração permanente no material genético, entretanto, ela pode ser uma modificação casual ou induzida na informação genética. Para ocorrer uma mutação é preciso que ocorra algum dano na seqüência de nucleotídeos do DNA, as células possuem um mecanismo de reparação do DNA, mas ocasionalmente ocorre algum tipo de falha neste mecanismo ou mesmo o dano é irreparável, assim as células replicam nesta condição. Após se replicarem, as células que sobrevivem carregam os danos genéticos da célula-mãe e passam a apresentar novas características, ocorrendo assim uma mutação. Outra forma de acontecer à mutação é a modificação dos genes; nas cromossômicas, mudando o número ou a estrutura dos cromossomos. No contexto biológico, a mutação é bastante importante, pois atua de forma crucial na evolução das espécies, são nestas mutações que ocorrem à origem de novas espécies ou de raças de animais domésticos ou, à diversidade de plantas cultivadas.” (Por Thiago Ribeiro, Equipe BrasilEscola.com)
Ou podem ser transformadas em verdadeiros monstros como aqueles criados pela personagem chamada de Dra. Julia Zaccarias que movem objetos como o poder da mente ou se alimentam de sangue com o personagem Vlado, o vampiro.
Como já disse são peças de ficção, mas convivemos na atualidade com pesquisas
legalizadas e ilegais. Temos a produção de Transgênicos (OGMs) onde as grandes empresas de inseticidas agrícolas produzem sementes estéres com gens de certos tipos de herbicidas. Ou seja, misturam o DNA da planta com o DNA do veneno ou da praga que seja sensível ao veneno causando um seríssimo risco a vida humana e diversidade agrícola de todo o planeta tendo em vista que esses grandes multinacionais controlam toda a produção agrícola no mundo estipulando o preço que quiser para qualquer produto.
Portanto não há nada de benéfico nessa diversidade proposta por alguns cientistas. Além disso, temos também a “nanotecnologia que está associada a diversas áreas (como a medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais) de pesquisa e produção na escala nano (escala atômica). O princípio básico da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos (os tijolos básicos da natureza). É uma área promissora, mas que dá apenas seus primeiros passos, mostrando, contudo, resultados surpreendentes (na produção de semicondutores, Nanocompósitos, Biomateriais, Chips, entre outros). Um dos instrumentos utilizados para exploração de materiais nessa escala é o microscópio eletrônico de varredura, o MEV. O objetivo principal é chegar a um controle preciso e individual dos átomos. A palavra "Nanotecnologia" foi utilizada pela primeira vez pelo professor Norio Taniguchi em 1974 para descrever as tecnologias que permitam a construção de materiais a uma escala de 1 nanômetro. Para se perceber o que isto significa, imagine uma praia com 1000 km de extensão e um grão de areia de 1 mm, este grão está para esta praia como um nanômetro está para o metro. Em alguns casos, elementos da escala periódica da química mudam seu estado, ficando até explosivos em escala nanômetrica.” (fonte: Wikipédia)
Essa é uma tecnologia que já está mudando drasticamente o modo de vida, pois é tão poderosa que pode criar sabores artificiais e seres microscópios com alto poder de espionagem e de destruição em massa.
Por isto e por muito mais devemos estar alertas naquilo que parece ficção, mas não é.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão,30 de janeiro de 2008.
sábado, 26 de janeiro de 2008
De Fidel Castro para Lula.
*Lula (Primeira Parte)
De Fidel Castro Ruz
Lula decidiu visitar Cuba de forma espontânea pela segunda vez como presidente do Brasil, ainda que minha saúde não garantisse que pudéssemos nos encontrar.
Antes, como ele mesmo disse, costumava visitar a ilha quase todos os anos. Fomos apresentados por ocasião do primeiro aniversário da revolução sandinista, na casa de Sergio Ramírez, então vice-presidente da Nicarágua. Gostaria de acrescentar que Ramírez de certa forma me enganou. Quando li seu livro "Castigo Divino", uma excelente narrativa, cheguei a acreditar que se tratasse de um caso real acontecido na Nicarágua, com todas as complicações legais que são comuns nas antigas colônias espanholas; mas ele me contou certo dia que a história era pura ficção.
Também me encontrei lá com Frei Betto, hoje crítico, mas não inimigo de Lula, e com o padre Ernesto Cardenal, militante sandinista de esquerda e atual adversário de Daniel (Ortega). Os dois escritores eram adeptos da Teologia da Libertação, uma corrente progressista na qual sempre vimos um grande passo para a união entre os revolucionários e os pobres, para além de suas filosofias e crenças, e ajustada às condições concretas de luta na América Latina e no Caribe.
Confesso, ainda assim, que via no padre Ernesto Cardenal, diferentemente de outros líderes da Nicarágua, uma estampa de sacrifício e privações semelhante à de um monge medieval. Ele era um verdadeiro protótipo de pureza. Deixo de lado outras pessoas menos conseqüentes que foram um dia revolucionário, até mesmo militante de extrema esquerda na América Central e outras áreas, e depois se bandearam de armas e bagagem para as fileiras do império, à procura de bem-estar e dinheiro.
O que a história mencionada acima tem a ver com Lula? Muito. Ele nunca foi de extrema esquerda, e tampouco ascendeu à posição de revolucionário com base em posições filosóficas. Era um operário de origem humilde e fé cristã, que trabalhou com afinco na criação de mais-valia para os outros. Karl Marx via nos operários os coveiros do sistema capitalista: "Proletários do mundo, uni-vos", ele conclamava. Marx arrazoava e demonstrava a situação com lógica irrebatível; expunha com gosto e humor o cinismo das mentiras empregadas para acusar os comunistas. Se as idéias de Marx eram justas então, quando tudo parecia depender de da luta de classes e do desenvolvimento das forças produtivas, da ciência e da técnica, que daria sustentação à criação de bens indispensáveis à satisfação das necessidades humanas, hoje existem fatores absolutamente novos que confirmam que ele estava certo, e ao mesmo tempo se opõem aos seus nobres objetivos.
Surgiram novas necessidades que podem frustrar o objetivo de uma sociedade sem exploradores nem explorados. Entre essas novas necessidades está a sobrevivência humana. Ninguém sabia das alterações climáticas, na era de Marx. Engels e ele sabiam bem que um dia o sol se apagaria depois de consumir toda sua matéria. Poucos anos depois do Manifesto nasceram outros homens que se aprofundariam no campo da ciência e nos conhecimentos das leis químicas, físicas e biológicas que regem o universo, então desconhecidas. E em mãos de quem estariam esses conhecimentos? Ainda que eles continuem a ser desenvolvidos, e superem, e contradigam e neguem parcialmente às teorias vigentes, os novos conhecimentos não estão nas mãos dos povos pobres, que hoje respondem por três quartos da população mundial. Estão em mãos de um grupo privilegiado de potências capitalistas ricas e desenvolvidas, associadas ao mais poderoso império que já existiu construído sobre a base de uma economia globalizada e regida pelas leis do capitalismo que Marx descreveu e analisou a fundo.
Hoje, porque a humanidade está sofrendo essas realidades em virtude da dialética dos acontecimentos, precisamos fazer frente a esses perigos.
Como se comportou o processo de revolução em Cuba? Nossa imprensa escreveu muito sobre diferentes episódios dessa etapa, nas últimas semanas. As datas históricas são celebradas a cada cinco ou 10 anos. Isso é justo, mas devemos evitar que, em meio à soma de tantos textos publicados por tantos veículos de acordo com seus critérios, se perca de vista o contexto do desenvolvimento histórico de nossa revolução, apesar dos magníficos esforços dos analistas de que dispomos.
Para mim, unidade significa compartilhar do combate, dos riscos, dos sacrifícios, objetivos idéias, conceitos e estratégias, aos quais chegamos por meio do debate e da análise. Unidade significa a luta comum contra os entreguistas, os vendedores da pátria, os corruptos, que nada têm a ver com um militante revolucionário. A essa unidade em torno da idéia de independência e de combate ao império que avança contra os povos da América é que sempre me referi. Alguns dias atrás voltei a ler a respeito quando o 'Granma' publicou, nas vésperas de nossas eleições, e o 'Juventud Rebelde' reproduziu em fac-símile, meu texto manuscrito sobre a idéia.
A velha idéia pré-revolucionária de unidade nada tem a ver com o conceito de que falo, pois em nosso país não existem hoje organizações políticas buscando o poder. Devemos evitar que, no enorme mar dos critérios táticos, as linhas estratégicas se diluam e imaginemos situações inexistentes.
Em um país sob intervenção dos Estados Unidos, em meio à sua luta pela independência como última colônia espanhola em companhia do irmão Porto Rico -'um pássaro de duas asas'-, os sentimentos nacionais eram muito profundos.
Os produtores reais de açúcar, que eram escravos recém-libertados e camponeses, muitos dos quais combatentes do exército de libertação convertidos em meeiros ou totalmente desprovidos de terras, se viam lançados ao corte da cana em grandes latifúndios criados por empresas norte-americanas ou proprietários rurais cubanos que herdavam, compravam ou roubavam terra. Esses trabalhadores eram matéria-prima propícia para as idéias revolucionárias.
Julio Antonio Mella, fundador do Partido Comunista em companhia de Balino -que conheceu José Martí e com ele criou o partido que conduziria à independência de Cuba- tomou a bandeira, somou a ela o entusiasmo que emergia da revolução soviética e deu por essa causa sua vida de jovem intelectual conquistado pelas idéias revolucionárias. O sangue comunista de Jesús Menéndez se somou ao de Mella, 18 anos mais tarde.
Nós, adolescentes e jovens alunos de colégios particulares, nunca ouvíramos falar de Mella. Nossa procedência de classe ou grupo social com maior renda que o restante da população nos condenava, como seres humanos, a sermos a parte egoísta e exploradora da sociedade.
Tive o privilégio de chegar à revolução pelas idéias, e de assim escapar ao tedioso destino ao qual a vida me estava conduzindo. Expliquei os motivos em outros momentos. Agora os recordo apenas no contexto daquilo que estou escrevendo.
O ódio a Batista por sua repressão e seus crimes era tão grande que ninguém reparou nas idéias que expressei em minha defesa diante do tribunal de Santiago de Cuba, entre as quais incluí um livro de Lênin impresso na União Soviética-proveniente dos créditos de que eu desfrutava na livraria do Partido Socialista Popular de Carlos III, em Havana. O livro foi encontrado entre os pertences confiscados aos combatentes 'Quem não lê Lênin é ignorante', eu provoquei em meio ao interrogatório do julgamento, quando os promotores exibiram o livro como prova da acusação. Eu continuei sendo julgado em companhia dos demais prisioneiros sobreviventes.
Será difícil compreender o que afirmo sem levar em conta que, no momento que atacamos o quartel de Moncada, em 26 de julho de 1953, uma ação que surgiu depois de esforços de organização de mais de um ano para os quais contamos apenas com nossos recursos, prevalecia na União Soviética à política de Stálin, que havia morrido repentinamente alguns meses antes. Era um militante honesto e consagrado que mais tarde cometeu erros graves que o conduziram a posições sumamente conservadoras e cautelosas. Se uma revolução como a nossa tivesse obtido sucesso naquela era, a URSS não teria feito por Cuba o que viria a fazer uma direção soviética posterior, liberta dos métodos obscuros e tortuosos e entusiasmada com a revolução socialista que eclodiu em nosso país. Isso eu compreendi bem, apesar das críticas justas que fiz a Khruschev posteriormente, por motivos sobejamente conhecidos.
A URSS tinha o mais poderoso exército entre todos os combatentes na Segunda Guerra Mundial, mas sua liderança havia sido expurgada e as tropas estavam desmobilizadas. O líder do país subestimou as ameaças e as teorias belicosas de Hitler. Da capital japonesa, um importante e prestigioso agente soviético havia anunciado a iminência do ataque, em 22 de junho de 1941. Mas o país não estava em alerta de combate e foi apanhado de surpresa. Havia muitos oficiais de licença. Muitos dos líderes mais experientes haviam sido substituídos; se estivessem presentes, e alertas, os nazistas teriam confrontado forças poderosas desde o primeiro em instante e não teriam destruído em terra a maior parte da aviação de combate soviética. Mas pior que os expurgos foi à surpresa. Os soldados soviéticos não se rendiam quando informados de que havia tanques inimigos em sua retaguarda, como foi o caso com os exércitos da Europa capitalista. Nos momentos mais críticos, com temperaturas abaixo de zero, os patriotas siberianos faziam funcionar os tornos das fábricas de armas que o previdente Stálin havia transferido a regiões remotas do território soviético.
Segundo me contaram os dirigentes mesmos da URSS quando visitei aquele grande país em 1963, os combatentes revolucionários russos, experimentados em função da luta contra a intervenção estrangeira que enviou tropas ao país para combater a revolução bolchevique, deixando o país isolado e bloqueado posteriormente, haviam estabelecido relações e trocado experiências com oficiais alemães, de tradição militarista prussiana, humilhados pelo Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.
Os serviços de inteligência da SS produziram intrigas contra muitos oficiais que, em sua imensa maioria, eram leais à revolução. Movido por uma desconfiança que se tornou patológica, Stálin expurgou três dos cinco marechais, 13 dos 15 comandantes de exército, oito dos nove almirantes, 50 dos 57 comandantes de corpos de exército, 154 dos 186 generais de divisão, 100% dos comissários de exército e 25 dos 28 comissários de corpo de exército da União Soviética, nos anos que antecederam a Grande Guerra Patriótica.
Esses graves erros custaram à URSS imensa destruição e mais de 20 milhões de vidas -27 milhões, segundo alguns.
Em 1943, a última ofensiva de primavera dos nazistas foi lançada, com atraso, contra o famoso e tentador saliente de Kursk. Os alemães tinham 900 mil soldados, 2,7 mil tanques e dois mil aviões. Os soviéticos, conhecedores da psicologia inimiga, montaram uma armadilha para aguardar o ataque, empregando 1,2 milhão de soldados, 3,3 mil tanques. 2,4 mil aviões e 20 mil peças de artilharia. Comandados por Zhukov e por Stálin mesmo, eles destroçaram a última ofensiva de Hitler.
Em 1945, os soldados soviéticos avançaram sem que nada os pudesse deter e chegaram ao topo da sede do governo alemão em Berlim, onde içaram a bandeira vermelha, tinta do sangue de tantos mortos.
Observo por um momento a gravata vermelha de Lula e perguntou se foi presente de Chávez. Ele sorri e responde que vai enviar algumas camisas ao colega, porque ele se queixa de que o colarinho das suas é duro demais. 'Vou comprar camisas de presente para ele na Bahia', diz Lula.
Ele me pediu algumas das fotos que tirei.
Quando comentou que estava muito impressionado com minha saúde, eu respondi que me dedicava a pensar e escrever. Nunca pensei tanto, em minha vida. Contei que, depois de encerrar minha visita a Córdoba, Argentina, onde participei de uma reunião com numerosos líderes, entre os quais ele, havia regressado e participado de dois atos pelo aniversário do 26 de julho. Contei que estava revisando o livro de Ramonet, e respondido todas as suas perguntas, mas sem muito entusiasmo. Acreditei que fosse algo de bem rápido, como as entrevistas com Frei Betto e Tomás Borge. Mas logo fiquei escravizado ao livro do escritor francês, que estava a ponto de ser publicado sem revisão minha e com parte das respostas tomadas de maneira improvisada. Naqueles dias, quase não dormi.
Quando adoeci gravemente, na noite de 26 e madrugada de 27 de julho, pensei que o fim havia chegado, e enquanto os médicos lutavam por minha vida o chefe de gabinete do Conselho de Estado lia o texto, por exigência minha, e ditava as devidas correções.
*Folha de S. Paulo http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u366721.shtml
“É ótimo que Fidel Castro ainda viva, pois ler seus manuscritos sempre é uma verdadeira aula de história e de profundo conhecimento da conjuntura mundial.
Fidel é um legado que ficara para sempre na memória da humanidade, embora os imperialistas queiram o seu fim o mais rápido. Mesmo vindo a faltar devido a sua saúde debilitada Fidel como tantos outros revolucionários está perpetuado como grande personalidade mundial.
Seus atos heróicos frente à Revolução Cubana, bem como sua manutenção por mais de meio século apesar do criminoso embargo político e econômico impostos pela tão festejada “democracia estadunidense” o credencia para tal”. Itamar Santos
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 25 de janeiro de 2008.
De Fidel Castro Ruz
Lula decidiu visitar Cuba de forma espontânea pela segunda vez como presidente do Brasil, ainda que minha saúde não garantisse que pudéssemos nos encontrar.
Antes, como ele mesmo disse, costumava visitar a ilha quase todos os anos. Fomos apresentados por ocasião do primeiro aniversário da revolução sandinista, na casa de Sergio Ramírez, então vice-presidente da Nicarágua. Gostaria de acrescentar que Ramírez de certa forma me enganou. Quando li seu livro "Castigo Divino", uma excelente narrativa, cheguei a acreditar que se tratasse de um caso real acontecido na Nicarágua, com todas as complicações legais que são comuns nas antigas colônias espanholas; mas ele me contou certo dia que a história era pura ficção.
Também me encontrei lá com Frei Betto, hoje crítico, mas não inimigo de Lula, e com o padre Ernesto Cardenal, militante sandinista de esquerda e atual adversário de Daniel (Ortega). Os dois escritores eram adeptos da Teologia da Libertação, uma corrente progressista na qual sempre vimos um grande passo para a união entre os revolucionários e os pobres, para além de suas filosofias e crenças, e ajustada às condições concretas de luta na América Latina e no Caribe.
Confesso, ainda assim, que via no padre Ernesto Cardenal, diferentemente de outros líderes da Nicarágua, uma estampa de sacrifício e privações semelhante à de um monge medieval. Ele era um verdadeiro protótipo de pureza. Deixo de lado outras pessoas menos conseqüentes que foram um dia revolucionário, até mesmo militante de extrema esquerda na América Central e outras áreas, e depois se bandearam de armas e bagagem para as fileiras do império, à procura de bem-estar e dinheiro.
O que a história mencionada acima tem a ver com Lula? Muito. Ele nunca foi de extrema esquerda, e tampouco ascendeu à posição de revolucionário com base em posições filosóficas. Era um operário de origem humilde e fé cristã, que trabalhou com afinco na criação de mais-valia para os outros. Karl Marx via nos operários os coveiros do sistema capitalista: "Proletários do mundo, uni-vos", ele conclamava. Marx arrazoava e demonstrava a situação com lógica irrebatível; expunha com gosto e humor o cinismo das mentiras empregadas para acusar os comunistas. Se as idéias de Marx eram justas então, quando tudo parecia depender de da luta de classes e do desenvolvimento das forças produtivas, da ciência e da técnica, que daria sustentação à criação de bens indispensáveis à satisfação das necessidades humanas, hoje existem fatores absolutamente novos que confirmam que ele estava certo, e ao mesmo tempo se opõem aos seus nobres objetivos.
Surgiram novas necessidades que podem frustrar o objetivo de uma sociedade sem exploradores nem explorados. Entre essas novas necessidades está a sobrevivência humana. Ninguém sabia das alterações climáticas, na era de Marx. Engels e ele sabiam bem que um dia o sol se apagaria depois de consumir toda sua matéria. Poucos anos depois do Manifesto nasceram outros homens que se aprofundariam no campo da ciência e nos conhecimentos das leis químicas, físicas e biológicas que regem o universo, então desconhecidas. E em mãos de quem estariam esses conhecimentos? Ainda que eles continuem a ser desenvolvidos, e superem, e contradigam e neguem parcialmente às teorias vigentes, os novos conhecimentos não estão nas mãos dos povos pobres, que hoje respondem por três quartos da população mundial. Estão em mãos de um grupo privilegiado de potências capitalistas ricas e desenvolvidas, associadas ao mais poderoso império que já existiu construído sobre a base de uma economia globalizada e regida pelas leis do capitalismo que Marx descreveu e analisou a fundo.
Hoje, porque a humanidade está sofrendo essas realidades em virtude da dialética dos acontecimentos, precisamos fazer frente a esses perigos.
Como se comportou o processo de revolução em Cuba? Nossa imprensa escreveu muito sobre diferentes episódios dessa etapa, nas últimas semanas. As datas históricas são celebradas a cada cinco ou 10 anos. Isso é justo, mas devemos evitar que, em meio à soma de tantos textos publicados por tantos veículos de acordo com seus critérios, se perca de vista o contexto do desenvolvimento histórico de nossa revolução, apesar dos magníficos esforços dos analistas de que dispomos.
Para mim, unidade significa compartilhar do combate, dos riscos, dos sacrifícios, objetivos idéias, conceitos e estratégias, aos quais chegamos por meio do debate e da análise. Unidade significa a luta comum contra os entreguistas, os vendedores da pátria, os corruptos, que nada têm a ver com um militante revolucionário. A essa unidade em torno da idéia de independência e de combate ao império que avança contra os povos da América é que sempre me referi. Alguns dias atrás voltei a ler a respeito quando o 'Granma' publicou, nas vésperas de nossas eleições, e o 'Juventud Rebelde' reproduziu em fac-símile, meu texto manuscrito sobre a idéia.
A velha idéia pré-revolucionária de unidade nada tem a ver com o conceito de que falo, pois em nosso país não existem hoje organizações políticas buscando o poder. Devemos evitar que, no enorme mar dos critérios táticos, as linhas estratégicas se diluam e imaginemos situações inexistentes.
Em um país sob intervenção dos Estados Unidos, em meio à sua luta pela independência como última colônia espanhola em companhia do irmão Porto Rico -'um pássaro de duas asas'-, os sentimentos nacionais eram muito profundos.
Os produtores reais de açúcar, que eram escravos recém-libertados e camponeses, muitos dos quais combatentes do exército de libertação convertidos em meeiros ou totalmente desprovidos de terras, se viam lançados ao corte da cana em grandes latifúndios criados por empresas norte-americanas ou proprietários rurais cubanos que herdavam, compravam ou roubavam terra. Esses trabalhadores eram matéria-prima propícia para as idéias revolucionárias.
Julio Antonio Mella, fundador do Partido Comunista em companhia de Balino -que conheceu José Martí e com ele criou o partido que conduziria à independência de Cuba- tomou a bandeira, somou a ela o entusiasmo que emergia da revolução soviética e deu por essa causa sua vida de jovem intelectual conquistado pelas idéias revolucionárias. O sangue comunista de Jesús Menéndez se somou ao de Mella, 18 anos mais tarde.
Nós, adolescentes e jovens alunos de colégios particulares, nunca ouvíramos falar de Mella. Nossa procedência de classe ou grupo social com maior renda que o restante da população nos condenava, como seres humanos, a sermos a parte egoísta e exploradora da sociedade.
Tive o privilégio de chegar à revolução pelas idéias, e de assim escapar ao tedioso destino ao qual a vida me estava conduzindo. Expliquei os motivos em outros momentos. Agora os recordo apenas no contexto daquilo que estou escrevendo.
O ódio a Batista por sua repressão e seus crimes era tão grande que ninguém reparou nas idéias que expressei em minha defesa diante do tribunal de Santiago de Cuba, entre as quais incluí um livro de Lênin impresso na União Soviética-proveniente dos créditos de que eu desfrutava na livraria do Partido Socialista Popular de Carlos III, em Havana. O livro foi encontrado entre os pertences confiscados aos combatentes 'Quem não lê Lênin é ignorante', eu provoquei em meio ao interrogatório do julgamento, quando os promotores exibiram o livro como prova da acusação. Eu continuei sendo julgado em companhia dos demais prisioneiros sobreviventes.
Será difícil compreender o que afirmo sem levar em conta que, no momento que atacamos o quartel de Moncada, em 26 de julho de 1953, uma ação que surgiu depois de esforços de organização de mais de um ano para os quais contamos apenas com nossos recursos, prevalecia na União Soviética à política de Stálin, que havia morrido repentinamente alguns meses antes. Era um militante honesto e consagrado que mais tarde cometeu erros graves que o conduziram a posições sumamente conservadoras e cautelosas. Se uma revolução como a nossa tivesse obtido sucesso naquela era, a URSS não teria feito por Cuba o que viria a fazer uma direção soviética posterior, liberta dos métodos obscuros e tortuosos e entusiasmada com a revolução socialista que eclodiu em nosso país. Isso eu compreendi bem, apesar das críticas justas que fiz a Khruschev posteriormente, por motivos sobejamente conhecidos.
A URSS tinha o mais poderoso exército entre todos os combatentes na Segunda Guerra Mundial, mas sua liderança havia sido expurgada e as tropas estavam desmobilizadas. O líder do país subestimou as ameaças e as teorias belicosas de Hitler. Da capital japonesa, um importante e prestigioso agente soviético havia anunciado a iminência do ataque, em 22 de junho de 1941. Mas o país não estava em alerta de combate e foi apanhado de surpresa. Havia muitos oficiais de licença. Muitos dos líderes mais experientes haviam sido substituídos; se estivessem presentes, e alertas, os nazistas teriam confrontado forças poderosas desde o primeiro em instante e não teriam destruído em terra a maior parte da aviação de combate soviética. Mas pior que os expurgos foi à surpresa. Os soldados soviéticos não se rendiam quando informados de que havia tanques inimigos em sua retaguarda, como foi o caso com os exércitos da Europa capitalista. Nos momentos mais críticos, com temperaturas abaixo de zero, os patriotas siberianos faziam funcionar os tornos das fábricas de armas que o previdente Stálin havia transferido a regiões remotas do território soviético.
Segundo me contaram os dirigentes mesmos da URSS quando visitei aquele grande país em 1963, os combatentes revolucionários russos, experimentados em função da luta contra a intervenção estrangeira que enviou tropas ao país para combater a revolução bolchevique, deixando o país isolado e bloqueado posteriormente, haviam estabelecido relações e trocado experiências com oficiais alemães, de tradição militarista prussiana, humilhados pelo Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.
Os serviços de inteligência da SS produziram intrigas contra muitos oficiais que, em sua imensa maioria, eram leais à revolução. Movido por uma desconfiança que se tornou patológica, Stálin expurgou três dos cinco marechais, 13 dos 15 comandantes de exército, oito dos nove almirantes, 50 dos 57 comandantes de corpos de exército, 154 dos 186 generais de divisão, 100% dos comissários de exército e 25 dos 28 comissários de corpo de exército da União Soviética, nos anos que antecederam a Grande Guerra Patriótica.
Esses graves erros custaram à URSS imensa destruição e mais de 20 milhões de vidas -27 milhões, segundo alguns.
Em 1943, a última ofensiva de primavera dos nazistas foi lançada, com atraso, contra o famoso e tentador saliente de Kursk. Os alemães tinham 900 mil soldados, 2,7 mil tanques e dois mil aviões. Os soviéticos, conhecedores da psicologia inimiga, montaram uma armadilha para aguardar o ataque, empregando 1,2 milhão de soldados, 3,3 mil tanques. 2,4 mil aviões e 20 mil peças de artilharia. Comandados por Zhukov e por Stálin mesmo, eles destroçaram a última ofensiva de Hitler.
Em 1945, os soldados soviéticos avançaram sem que nada os pudesse deter e chegaram ao topo da sede do governo alemão em Berlim, onde içaram a bandeira vermelha, tinta do sangue de tantos mortos.
Observo por um momento a gravata vermelha de Lula e perguntou se foi presente de Chávez. Ele sorri e responde que vai enviar algumas camisas ao colega, porque ele se queixa de que o colarinho das suas é duro demais. 'Vou comprar camisas de presente para ele na Bahia', diz Lula.
Ele me pediu algumas das fotos que tirei.
Quando comentou que estava muito impressionado com minha saúde, eu respondi que me dedicava a pensar e escrever. Nunca pensei tanto, em minha vida. Contei que, depois de encerrar minha visita a Córdoba, Argentina, onde participei de uma reunião com numerosos líderes, entre os quais ele, havia regressado e participado de dois atos pelo aniversário do 26 de julho. Contei que estava revisando o livro de Ramonet, e respondido todas as suas perguntas, mas sem muito entusiasmo. Acreditei que fosse algo de bem rápido, como as entrevistas com Frei Betto e Tomás Borge. Mas logo fiquei escravizado ao livro do escritor francês, que estava a ponto de ser publicado sem revisão minha e com parte das respostas tomadas de maneira improvisada. Naqueles dias, quase não dormi.
Quando adoeci gravemente, na noite de 26 e madrugada de 27 de julho, pensei que o fim havia chegado, e enquanto os médicos lutavam por minha vida o chefe de gabinete do Conselho de Estado lia o texto, por exigência minha, e ditava as devidas correções.
*Folha de S. Paulo http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u366721.shtml
“É ótimo que Fidel Castro ainda viva, pois ler seus manuscritos sempre é uma verdadeira aula de história e de profundo conhecimento da conjuntura mundial.
Fidel é um legado que ficara para sempre na memória da humanidade, embora os imperialistas queiram o seu fim o mais rápido. Mesmo vindo a faltar devido a sua saúde debilitada Fidel como tantos outros revolucionários está perpetuado como grande personalidade mundial.
Seus atos heróicos frente à Revolução Cubana, bem como sua manutenção por mais de meio século apesar do criminoso embargo político e econômico impostos pela tão festejada “democracia estadunidense” o credencia para tal”. Itamar Santos
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 25 de janeiro de 2008.
Transporte Público.
O transporte individual é apontado pelos especialistas como o grande vilão do aquecimento global e propõe investimento em transporte público de qualidade como uma das maneiras mais eficientes para diminuir o efeito estufa.
Mas como? Temos carro porque o transporte coletivo é de péssima qualidade e muito caro que só enriquece as empresas concessionárias desse serviço que deveria ser totalmente público.
É, mas se quisermos respirar por mais alguns anos devemos iniciar a mudar os nossos conceitos sobre como devemos nos locomover. O aquecimento da nossa atmosfera tem servido para promover os agrocombustíveis ou para justificar as campanhas de “responsabilidade social” de bancos e de transnacionais que degradam a fotografia natural do Brasil com a produção desmedida de verdadeiros desertos verdes para sustentar o modo consumista de vida no capitalista.
Um dos grandes ícones desse status social é o carro que na maioria das vezes transporta um só ocupante, transformando-se em um transporte individual. Somente na cidade de São Paulo a frota deses veículos é de aproximadamente 6 milhões de unidades que engarrafam e poluem o nosso ar para transportar somente uma pessoa sendo responsáveis por 74% do gás carbônico emito pelo setor de transporte, ou seja, caminhões, ônibus e motos, juntos poluem muito menos e nas devidas proporções são mais úteis.
As fábricas de poluição criam os carros nos mais variados modelos, cores e potência geometricamente desproporcional com as condições das estradas e das cidades brasileiras e se todos os adultos tiverem como comprar um veículo, ninguém mais saíria do lugar, ou seja, o transporte individual só existe porque há desigualdade social.
Por ser um sistema irracional, o transporte individual matam nas estradas brasileiras milhares de pessoas por ano vitimas de acidentes no transito, sem contarmos os que ficam deficientes ou feridos proporcionando um dos maiores gastos do SUS e da Previdência Social.
A solução para essa catástrofe ambiental em que vivemos é substituir o sistema de transporte individual pelo transporte coletivo e público de qualidade. Não será necessária a construção de trens balas, mas a criação de uma rede ferroviária e de metrôs que diminuam as distancias para que as pessoas possam se locomover decentemente.
Além da criação de uma malha ferroviária nas mais diversas localidades do país o poder público pode e deve investir nas hidrovias aproveitando o vasto manancial hídrico existente. O transporte ferroviário e naval são de custo baixo, confortáveis, seguro e menos poluentes como os carros.
Isso significa que os Governos brasileiros deveram determinar que a indústria automobilista se adaptasse a esse novo sistema de transporte produzindo trens ao invés de carros. Para quem inventa um novo modelo a cada semestre pode se adaptar rapidamente para produzir excelentes trens para transportar os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Você já pensou em ir de trem de Viamão a Porto Alegre em 10 minutos ou ir ate Cidreira em meia hora.
Até que isso ocorra podemos dar uma forcinha andando a pé ou de bicicleta. O que você acha?
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 25 de janeiro de 2008.
Mas como? Temos carro porque o transporte coletivo é de péssima qualidade e muito caro que só enriquece as empresas concessionárias desse serviço que deveria ser totalmente público.
É, mas se quisermos respirar por mais alguns anos devemos iniciar a mudar os nossos conceitos sobre como devemos nos locomover. O aquecimento da nossa atmosfera tem servido para promover os agrocombustíveis ou para justificar as campanhas de “responsabilidade social” de bancos e de transnacionais que degradam a fotografia natural do Brasil com a produção desmedida de verdadeiros desertos verdes para sustentar o modo consumista de vida no capitalista.
Um dos grandes ícones desse status social é o carro que na maioria das vezes transporta um só ocupante, transformando-se em um transporte individual. Somente na cidade de São Paulo a frota deses veículos é de aproximadamente 6 milhões de unidades que engarrafam e poluem o nosso ar para transportar somente uma pessoa sendo responsáveis por 74% do gás carbônico emito pelo setor de transporte, ou seja, caminhões, ônibus e motos, juntos poluem muito menos e nas devidas proporções são mais úteis.
As fábricas de poluição criam os carros nos mais variados modelos, cores e potência geometricamente desproporcional com as condições das estradas e das cidades brasileiras e se todos os adultos tiverem como comprar um veículo, ninguém mais saíria do lugar, ou seja, o transporte individual só existe porque há desigualdade social.
Por ser um sistema irracional, o transporte individual matam nas estradas brasileiras milhares de pessoas por ano vitimas de acidentes no transito, sem contarmos os que ficam deficientes ou feridos proporcionando um dos maiores gastos do SUS e da Previdência Social.
A solução para essa catástrofe ambiental em que vivemos é substituir o sistema de transporte individual pelo transporte coletivo e público de qualidade. Não será necessária a construção de trens balas, mas a criação de uma rede ferroviária e de metrôs que diminuam as distancias para que as pessoas possam se locomover decentemente.
Além da criação de uma malha ferroviária nas mais diversas localidades do país o poder público pode e deve investir nas hidrovias aproveitando o vasto manancial hídrico existente. O transporte ferroviário e naval são de custo baixo, confortáveis, seguro e menos poluentes como os carros.
Isso significa que os Governos brasileiros deveram determinar que a indústria automobilista se adaptasse a esse novo sistema de transporte produzindo trens ao invés de carros. Para quem inventa um novo modelo a cada semestre pode se adaptar rapidamente para produzir excelentes trens para transportar os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Você já pensou em ir de trem de Viamão a Porto Alegre em 10 minutos ou ir ate Cidreira em meia hora.
Até que isso ocorra podemos dar uma forcinha andando a pé ou de bicicleta. O que você acha?
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 25 de janeiro de 2008.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Aquecimento Glogal
O nosso fim será em um diluvio, como nos relatos biblicos?
Coisas estranhas estão acontecendo: doenças antes erradicadas estão matando centenas de pessoas; dengue, febre amarela, chagas, malaria, entre outras. Doenças típicas do descontrole ambiental provocadas pelo desmatamento indiscriminado, pela poluição dos rios e mares, pela autorizada ganância pelo lucro.
Grandes empresas, na maioria multinacional monopolistas, têm a capacidade de se passarem para sociedade como grandes defensoras do meio ambientes através de pesas publicitárias auto intituladas como preocupadas com a solução da devastação da Amazônia ou na emissão de carbono na atmosfera. Entre essas empresas encontramos bancos e revendedoras de derivados de petróleo, empresas essas que mais lucram com a contaminação do meio ambiente.
Estudos divulgados em 2007 pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão ligado a ONU, não são nada animadoras com o possível aquecimento atmosférico que poderá variar de 1,8ºC a 4ºC para mais acarretará conseqüências altamente danosas para o planeta. Isso se deve a queima de combustíveis fosseis desde o inicio da era industrial a mais de dois séculos.
A discussão sobre o tema leva a uma polemica: de quem será a culpa? Todos estudiosos entende que toda essa degradação é culpa da ação humana sobre a terra, a mais lógica é aquela que aponta como a grande culpada pela catástrofe atual é a vida social imposta pela visão capitalista baseada na extensão e na acumulação infinita do capital através do lucro, num modo de consumo irracional e insustentável, ou seja, os grandes culpados desse descontrole que gera doenças e catástrofes naturais como os tsunamis são as elites do ocidente que exploram a todo custo os recursos naturais dos paises do chamado 3° mundo, leia-se ai, África, Américas Central e Latina e os países do Oriente Médio.
Para sustentar o conforto dos Norte Americanos, Canadenses e Europeus nosso sob-solo é explorado indiscriminadamente onde nossas fontes energéticas são exportadas a preços baixos para permanecer a aquecer os lares dos ricos ianques/europeus, nossas terras são “compradas” a troco de bananas para serem devastadas pelas multinacionais para ali plantarem cana-de-açúcar para produzir etanol ou alguma oleaginosa que será transformada em biodissel.
Na hipócrita ânsia de manter suas benesses os capitalistas investem pesado nas chamadas energias não poluentes, os agrocombustiveis, saída esta questionada pela própria ONU, em relatório realizado pela secretaria de Agricultura e Alimentação (FAO) onde conclui que a produção indiscriminada desses produtos para uso exclusivo na produção de combustíveis terá como conseqüência a alta nos preços dos alimentos e o aumento da fome no mundo, alem de não eliminar a emissão de gases poluentes na atmosfera.
A solução mais importante para resolver esse problema provocado pela ganância de poucos “humanos” tem que ser radical reduzindo as emissões de gases que provocam o efeito estufa, interrromper o desmatamentos na Amazônia aplicando uma política de recuperação das atuais áreas devastadas e de criminalização dos devastadores, devemos desde já mudar o sistema irracional de transporte baseado no carro individual e terrestre que são a garantia de lucros altíssimos para as indústrias automotivas, de combustíveis e seus derivados; por transportes menos poluentes e coletivos como o trem, o avião, o navio e por bicicletas; substituir a publicidade indutora do consumo obsessivo de produtos inúteis por uma publicidade verdadeiramente comprometida por um consumo sustentável.
Pode isso ser uma utopia, mas se mudarmos o modo como agimos poderemos inverter ou estancar o aquecimento global. Depende de querermos viver mais e melhor ou permanecermos dependentes desse sistema que nos levará a nossa destruição e de nossos descendentes.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 24 de janeiro de 2008.
Coisas estranhas estão acontecendo: doenças antes erradicadas estão matando centenas de pessoas; dengue, febre amarela, chagas, malaria, entre outras. Doenças típicas do descontrole ambiental provocadas pelo desmatamento indiscriminado, pela poluição dos rios e mares, pela autorizada ganância pelo lucro.
Grandes empresas, na maioria multinacional monopolistas, têm a capacidade de se passarem para sociedade como grandes defensoras do meio ambientes através de pesas publicitárias auto intituladas como preocupadas com a solução da devastação da Amazônia ou na emissão de carbono na atmosfera. Entre essas empresas encontramos bancos e revendedoras de derivados de petróleo, empresas essas que mais lucram com a contaminação do meio ambiente.
Estudos divulgados em 2007 pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão ligado a ONU, não são nada animadoras com o possível aquecimento atmosférico que poderá variar de 1,8ºC a 4ºC para mais acarretará conseqüências altamente danosas para o planeta. Isso se deve a queima de combustíveis fosseis desde o inicio da era industrial a mais de dois séculos.
A discussão sobre o tema leva a uma polemica: de quem será a culpa? Todos estudiosos entende que toda essa degradação é culpa da ação humana sobre a terra, a mais lógica é aquela que aponta como a grande culpada pela catástrofe atual é a vida social imposta pela visão capitalista baseada na extensão e na acumulação infinita do capital através do lucro, num modo de consumo irracional e insustentável, ou seja, os grandes culpados desse descontrole que gera doenças e catástrofes naturais como os tsunamis são as elites do ocidente que exploram a todo custo os recursos naturais dos paises do chamado 3° mundo, leia-se ai, África, Américas Central e Latina e os países do Oriente Médio.
Para sustentar o conforto dos Norte Americanos, Canadenses e Europeus nosso sob-solo é explorado indiscriminadamente onde nossas fontes energéticas são exportadas a preços baixos para permanecer a aquecer os lares dos ricos ianques/europeus, nossas terras são “compradas” a troco de bananas para serem devastadas pelas multinacionais para ali plantarem cana-de-açúcar para produzir etanol ou alguma oleaginosa que será transformada em biodissel.
Na hipócrita ânsia de manter suas benesses os capitalistas investem pesado nas chamadas energias não poluentes, os agrocombustiveis, saída esta questionada pela própria ONU, em relatório realizado pela secretaria de Agricultura e Alimentação (FAO) onde conclui que a produção indiscriminada desses produtos para uso exclusivo na produção de combustíveis terá como conseqüência a alta nos preços dos alimentos e o aumento da fome no mundo, alem de não eliminar a emissão de gases poluentes na atmosfera.
A solução mais importante para resolver esse problema provocado pela ganância de poucos “humanos” tem que ser radical reduzindo as emissões de gases que provocam o efeito estufa, interrromper o desmatamentos na Amazônia aplicando uma política de recuperação das atuais áreas devastadas e de criminalização dos devastadores, devemos desde já mudar o sistema irracional de transporte baseado no carro individual e terrestre que são a garantia de lucros altíssimos para as indústrias automotivas, de combustíveis e seus derivados; por transportes menos poluentes e coletivos como o trem, o avião, o navio e por bicicletas; substituir a publicidade indutora do consumo obsessivo de produtos inúteis por uma publicidade verdadeiramente comprometida por um consumo sustentável.
Pode isso ser uma utopia, mas se mudarmos o modo como agimos poderemos inverter ou estancar o aquecimento global. Depende de querermos viver mais e melhor ou permanecermos dependentes desse sistema que nos levará a nossa destruição e de nossos descendentes.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 24 de janeiro de 2008.
Telenovela e Politica
Duas Caras para um só discurso.
Por Gabriel Priolli em 22/1/2008*
O ex-presidente da Radiobrás Eugenio Bucci, arguto pensador da mídia, já observou que a telenovela revela mais do Brasil do que o telejornalismo. Enquanto este enfrenta uma enorme multiplicidade de fatos, está sujeito a toda sorte de pressões e utilizam técnicas de abordagem que privilegiam a frieza de análise, o distanciamento crítico e a isenção possível, aquela opera no registro oposto. Seleciona aspectos da vida social e trata deles de forma apaixonada, visceral, pelas ações e conflitos de um grupo de personagens. É dessa forma que o Brasil real emerge, com mais clareza, do microcosmo pulsante dos folhetins do que do caos entorpecente do noticiário.
Bucci refere-se à telenovela em geral, ou àquela que busca realismo em suas tramas, mas visa particularmente à novela das 9 da Rede Globo, ainda hoje, como há quase 40 anos, o principal produto da televisão brasileira pelo volume de audiência, faturamento comercial e importância na estrutura da programação. Se a sua tese é correta, como parece, é muito preocupante o retrato do Brasil que nos oferece o título atual em exibição no horário, Duas Caras. Delineia-se ali um perfil de regressão geral no debate democrático e de fortalecimento do "pensamento único", ou do pensamento conservador que a máquina coordenada da mídia quer fazer passar por verdade universal.
O esfacelamento da diversidade no jornalismo é fato notório, desde que os grandes veículos deixaram de ter em seus quadros gente das mais variadas tendências ideológicas, preferindo dar espaço a uma infinidade de vozes que, com raríssimas exceções, apenas ecoam o pensamento liberal e fazem proselitismo de seu ideário, em absoluta sintonia com a perspectiva patronal. Agora se percebe que os colunistas de política e economia, os editorialistas, os articulistas amigos e demais zeladores do pensamento único ganharam a companhia dos autores de telenovelas. Ou, ao menos de um peso-pesado entre eles, o consagrado Aguinaldo Silva, regente da orquestra de redatores de Duas Caras.
Acusação oportunista
Antigo militante do progressismo, editor do primeiro jornal voltado à defesa dos homossexuais no Brasil (Lampião da Esquina, anos 1970), Aguinaldo Silva é agora o patrono de uma verdadeira ode ao conservadorismo, entoada ao público em capítulos diários. O tratamento que vem dando a alguns conflitos seriíssimos do cotidiano carioca, foco de sua novela, está carente de equilíbrio e longe de permitir ao telespectador um julgamento isento do que lhe é oferecido. Algumas situações e personagens são construídos por uma ótica muito restrita, totalmente discutível, que não por acaso é a mesma com a qual são pautados os produtos jornalísticos da grande imprensa, em geral.
Nos últimos dias, uma parte importante da trama gira em torno de uma acusação de racismo ao reitor Francisco Macieira (José Wilker), recém-entronizado no comando de uma instituição particular de ensino, a Universidade Pessoa de Moraes. Figura de proa na esquerda revolucionária exilou-se em Paris durante a ditadura militar e lá permaneceu depois da redemocratização do país, trabalhando como professor, até encontrar a proprietária da universidade, iniciar um romance com ela e receber o convite para voltar ao Brasil.
Macieira chega à UPM como um demiurgo da modernidade, um reformador avançado. Rapidamente entra em conflito com os professores da casa, retratados como um bando de preguiçosos corporativistas, que só querem manter privilégios, trabalhar pouco e ganhar muito. Da mesma forma, conflitam com parte dos estudantes, apresentados como marionetes dos professores espertalhões, agitadores inconseqüentes, que só querem atrapalhar a vida da universidade. Um desses estudantes – um rapaz negro com o ariano nome de Rudolf Stenzel (Diogo Almeida), sugerindo ser um órfão criado por família estrangeira, portanto um privilegiado que não deveria se queixar da boa sorte que teve na vida – tenta colocar os colegas contra o reitor "porque ele foi imposto", não foi eleito em consulta democrática.
Rudolf inscreve-se num curso de verão de Macieira, mas falta sistematicamente às aulas. No dia em que resolve aparecer na classe, o reitor ironiza a sua presença, perguntando se ele é algum zumbi, um ser errático que surge das sombras. Oportunista inescrupuloso, o rapaz distorce a acepção em que termo zumbi foi usado, enxerga nele um sentido pejorativo e acusa o reitor formalmente de racismo, dando queixa à polícia. O caso explode na mídia e Macieira está às voltas com uma grande dor de cabeça.
Destrambelhados de terceiro grau
O problema dessa história está na diferença de tratamento. Enquanto Macieira tem todas as condições para afirmar o seu discurso, justificar suas ações delinear-se como um personagem coerente, Rudolf é pouco mais que um figurante. Personagem unidimensional – como, de resto, são os seus professores –, não se sabe ou se ouve dele nada além da sua obstinação em protestar, criar caso, arrumar problemas sem razão objetiva. No episódio em questão, a sua má-fé é clara e, obviamente, suscita toda simpatia do telespectador ao seu oponente. Mas Rudolf não é apenas o "aluno-problema", como o site da novela no portal Globo.com o define. Ele representa um estereótipo abertamente negativo do estudante engajado, que é desqualificado como inconseqüente intransigente e desonesto.
Esse estereótipo começou a ser construído há algumas semanas, quando Aguinaldo Silva concebeu uma invasão estudantil à UPM, em protesto contra as mensalidades cobradas aos alunos. Inspirando-se nas ocupações do ano passado na USP, Unicamp e PUC-SP, o autor e sua equipe reproduziram o mesmo discurso da grande imprensa naqueles episódios: o de que os estudantes mobilizados são radicais, não têm uma postura construtiva e são baderneiros, depredadores do patrimônio alheio. Ainda que os casos de vandalismo tenham sido marginais nos movimentos universitários citados, foram apresentados com grande estardalhaço, como se sintetizassem a postura estudantil. Duas Caras embarcou nesse clima e providenciou o seu próprio grupo de destrambelhados de terceiro grau. Fez o estrago que desejava. Outro dia, um dirigente estudantil comentou na Unicamp que, "depois da novela, ficou impossível convencer a minha mãe que a política estudantil não é aquela baderna apresentada". Agora, tempos depois da invasão, os estudantes politizados da novela não são mais apenas baderneiros. São também mentirosos, ardilosos, desonestos.
Legítima defesa
Se Duas Caras ataca a organização estudantil e apresenta como modelo de comportamento a obediência bovina, acrítica e despolitizada dos "bons alunos" da Universidade Pessoa de Moraes, o tratamento que dá à favela da Portelinha não é muito melhor. Todos sabem que, em qualquer grande favela brasileira, do Rio de Janeiro ou alhures, o crime (em geral, o tráfico de drogas) tem um grande poder político, derivado de sua força militar e do intenso assistencialismo que promove. Tanto os "chefes de morro" quanto seus subordinados são, inequivocamente, bandidos e dessa forma são percebidos por toda a comunidade, ainda que as eventuais bondades que distribuam sejam apreciadas e usufruídas. Com absoluta certeza, qualquer morador de favela preferia se ver livre deles, se tivesse a mínima chance de obter isso.
Na favela da Portelinha, entretanto, a ambigüidade é total. O chefão Juvenal Antena (Antonio Fagundes) não é traficante nem bandido, assim como todos os seus fiéis soldados. É apenas dirigente da associação de moradores local, que toca com mão-de-ferro e democracia zero, que não impedem o povo de considerá-lo um herói.
Impossível saber como Juvenal conseguiu o milagre de, durante muitos anos, manter o crime longe de sua comunidade, sem apoio do Estado ou das milícias paramilitares que vendem segurança, e também sem usar qualquer tipo de arma.
Apenas recentemente, quando um grupo de traficantes tentou invadir a Portelinha, os moradores souberam que Juvenal estocava um verdadeiro arsenal de guerra, incluindo bazuca, de procedência ignorada. Foi o que lhes permitiu rechaçar os invasores, num combate apresentado como muito honroso travado em legítima defesa, como se os dois lados em conflito não estivessem na ilegalidade do porte e uso de armas privativas das Forças Armadas.
De braçada
Na moral ambígua de Duas Caras, em suma, a turma do bem pode transgredir a lei sem problemas, se for para combater a turma do mal. Estudantes que dissentem da orientação da universidade são radicais perniciosos, portanto formam na turma do mal. Professores idem, eles que são vagabundos e manipuladores. E um fascistóide explícito como Juvenal Antena, ainda que contestado em suas práticas antidemocráticas pelo pupilo Evilásio Caó (Lázaro Ramos), segue firme e forte na turma do bem, com direito a namorar a maior beldade da trama, a disputada Alzira (Flávia Alessandra).
OK, tudo isso é novela e não se pode levá-la tão a sério, dirão os que discordam da tese de Eugênio Bucci. Há que se conceder descontos ao autor, para que a trama possa funcionar como folhetim e a telenovela cumpra o seu papel de impelir a indústria televisiva. Mas é a própria TV Globo que se ufana do compromisso de suas novelas com a realidade brasileira, sempre exaltada em seu discurso institucional e em sua publicidade. Se for assim, suas novelas podem e devem ser levadas a sério, e criticadas com rigor no discurso que enunciam.
Anos atrás, na mesma TV Globo, O Rei do Gado de Benedito Ruy Barbosa deu grande contribuição para uma visão menos estereotipada dos trabalhadores sem-terra e suas ações. Duas Caras, ao contrário, nada de braçada no preconceito. Dificilmente será lembrada no futuro, pelo que fez ao avanço da democracia no Brasil.
*Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=469TVQ001
Yuri Soares Franco
Estudante de História da UnB
Grupo Reconstruindo o Cotidiano
www.reconstruindoocotidiano.blogspot.com
Viamão,24 de janeiro de 2008
Por Gabriel Priolli em 22/1/2008*
O ex-presidente da Radiobrás Eugenio Bucci, arguto pensador da mídia, já observou que a telenovela revela mais do Brasil do que o telejornalismo. Enquanto este enfrenta uma enorme multiplicidade de fatos, está sujeito a toda sorte de pressões e utilizam técnicas de abordagem que privilegiam a frieza de análise, o distanciamento crítico e a isenção possível, aquela opera no registro oposto. Seleciona aspectos da vida social e trata deles de forma apaixonada, visceral, pelas ações e conflitos de um grupo de personagens. É dessa forma que o Brasil real emerge, com mais clareza, do microcosmo pulsante dos folhetins do que do caos entorpecente do noticiário.
Bucci refere-se à telenovela em geral, ou àquela que busca realismo em suas tramas, mas visa particularmente à novela das 9 da Rede Globo, ainda hoje, como há quase 40 anos, o principal produto da televisão brasileira pelo volume de audiência, faturamento comercial e importância na estrutura da programação. Se a sua tese é correta, como parece, é muito preocupante o retrato do Brasil que nos oferece o título atual em exibição no horário, Duas Caras. Delineia-se ali um perfil de regressão geral no debate democrático e de fortalecimento do "pensamento único", ou do pensamento conservador que a máquina coordenada da mídia quer fazer passar por verdade universal.
O esfacelamento da diversidade no jornalismo é fato notório, desde que os grandes veículos deixaram de ter em seus quadros gente das mais variadas tendências ideológicas, preferindo dar espaço a uma infinidade de vozes que, com raríssimas exceções, apenas ecoam o pensamento liberal e fazem proselitismo de seu ideário, em absoluta sintonia com a perspectiva patronal. Agora se percebe que os colunistas de política e economia, os editorialistas, os articulistas amigos e demais zeladores do pensamento único ganharam a companhia dos autores de telenovelas. Ou, ao menos de um peso-pesado entre eles, o consagrado Aguinaldo Silva, regente da orquestra de redatores de Duas Caras.
Acusação oportunista
Antigo militante do progressismo, editor do primeiro jornal voltado à defesa dos homossexuais no Brasil (Lampião da Esquina, anos 1970), Aguinaldo Silva é agora o patrono de uma verdadeira ode ao conservadorismo, entoada ao público em capítulos diários. O tratamento que vem dando a alguns conflitos seriíssimos do cotidiano carioca, foco de sua novela, está carente de equilíbrio e longe de permitir ao telespectador um julgamento isento do que lhe é oferecido. Algumas situações e personagens são construídos por uma ótica muito restrita, totalmente discutível, que não por acaso é a mesma com a qual são pautados os produtos jornalísticos da grande imprensa, em geral.
Nos últimos dias, uma parte importante da trama gira em torno de uma acusação de racismo ao reitor Francisco Macieira (José Wilker), recém-entronizado no comando de uma instituição particular de ensino, a Universidade Pessoa de Moraes. Figura de proa na esquerda revolucionária exilou-se em Paris durante a ditadura militar e lá permaneceu depois da redemocratização do país, trabalhando como professor, até encontrar a proprietária da universidade, iniciar um romance com ela e receber o convite para voltar ao Brasil.
Macieira chega à UPM como um demiurgo da modernidade, um reformador avançado. Rapidamente entra em conflito com os professores da casa, retratados como um bando de preguiçosos corporativistas, que só querem manter privilégios, trabalhar pouco e ganhar muito. Da mesma forma, conflitam com parte dos estudantes, apresentados como marionetes dos professores espertalhões, agitadores inconseqüentes, que só querem atrapalhar a vida da universidade. Um desses estudantes – um rapaz negro com o ariano nome de Rudolf Stenzel (Diogo Almeida), sugerindo ser um órfão criado por família estrangeira, portanto um privilegiado que não deveria se queixar da boa sorte que teve na vida – tenta colocar os colegas contra o reitor "porque ele foi imposto", não foi eleito em consulta democrática.
Rudolf inscreve-se num curso de verão de Macieira, mas falta sistematicamente às aulas. No dia em que resolve aparecer na classe, o reitor ironiza a sua presença, perguntando se ele é algum zumbi, um ser errático que surge das sombras. Oportunista inescrupuloso, o rapaz distorce a acepção em que termo zumbi foi usado, enxerga nele um sentido pejorativo e acusa o reitor formalmente de racismo, dando queixa à polícia. O caso explode na mídia e Macieira está às voltas com uma grande dor de cabeça.
Destrambelhados de terceiro grau
O problema dessa história está na diferença de tratamento. Enquanto Macieira tem todas as condições para afirmar o seu discurso, justificar suas ações delinear-se como um personagem coerente, Rudolf é pouco mais que um figurante. Personagem unidimensional – como, de resto, são os seus professores –, não se sabe ou se ouve dele nada além da sua obstinação em protestar, criar caso, arrumar problemas sem razão objetiva. No episódio em questão, a sua má-fé é clara e, obviamente, suscita toda simpatia do telespectador ao seu oponente. Mas Rudolf não é apenas o "aluno-problema", como o site da novela no portal Globo.com o define. Ele representa um estereótipo abertamente negativo do estudante engajado, que é desqualificado como inconseqüente intransigente e desonesto.
Esse estereótipo começou a ser construído há algumas semanas, quando Aguinaldo Silva concebeu uma invasão estudantil à UPM, em protesto contra as mensalidades cobradas aos alunos. Inspirando-se nas ocupações do ano passado na USP, Unicamp e PUC-SP, o autor e sua equipe reproduziram o mesmo discurso da grande imprensa naqueles episódios: o de que os estudantes mobilizados são radicais, não têm uma postura construtiva e são baderneiros, depredadores do patrimônio alheio. Ainda que os casos de vandalismo tenham sido marginais nos movimentos universitários citados, foram apresentados com grande estardalhaço, como se sintetizassem a postura estudantil. Duas Caras embarcou nesse clima e providenciou o seu próprio grupo de destrambelhados de terceiro grau. Fez o estrago que desejava. Outro dia, um dirigente estudantil comentou na Unicamp que, "depois da novela, ficou impossível convencer a minha mãe que a política estudantil não é aquela baderna apresentada". Agora, tempos depois da invasão, os estudantes politizados da novela não são mais apenas baderneiros. São também mentirosos, ardilosos, desonestos.
Legítima defesa
Se Duas Caras ataca a organização estudantil e apresenta como modelo de comportamento a obediência bovina, acrítica e despolitizada dos "bons alunos" da Universidade Pessoa de Moraes, o tratamento que dá à favela da Portelinha não é muito melhor. Todos sabem que, em qualquer grande favela brasileira, do Rio de Janeiro ou alhures, o crime (em geral, o tráfico de drogas) tem um grande poder político, derivado de sua força militar e do intenso assistencialismo que promove. Tanto os "chefes de morro" quanto seus subordinados são, inequivocamente, bandidos e dessa forma são percebidos por toda a comunidade, ainda que as eventuais bondades que distribuam sejam apreciadas e usufruídas. Com absoluta certeza, qualquer morador de favela preferia se ver livre deles, se tivesse a mínima chance de obter isso.
Na favela da Portelinha, entretanto, a ambigüidade é total. O chefão Juvenal Antena (Antonio Fagundes) não é traficante nem bandido, assim como todos os seus fiéis soldados. É apenas dirigente da associação de moradores local, que toca com mão-de-ferro e democracia zero, que não impedem o povo de considerá-lo um herói.
Impossível saber como Juvenal conseguiu o milagre de, durante muitos anos, manter o crime longe de sua comunidade, sem apoio do Estado ou das milícias paramilitares que vendem segurança, e também sem usar qualquer tipo de arma.
Apenas recentemente, quando um grupo de traficantes tentou invadir a Portelinha, os moradores souberam que Juvenal estocava um verdadeiro arsenal de guerra, incluindo bazuca, de procedência ignorada. Foi o que lhes permitiu rechaçar os invasores, num combate apresentado como muito honroso travado em legítima defesa, como se os dois lados em conflito não estivessem na ilegalidade do porte e uso de armas privativas das Forças Armadas.
De braçada
Na moral ambígua de Duas Caras, em suma, a turma do bem pode transgredir a lei sem problemas, se for para combater a turma do mal. Estudantes que dissentem da orientação da universidade são radicais perniciosos, portanto formam na turma do mal. Professores idem, eles que são vagabundos e manipuladores. E um fascistóide explícito como Juvenal Antena, ainda que contestado em suas práticas antidemocráticas pelo pupilo Evilásio Caó (Lázaro Ramos), segue firme e forte na turma do bem, com direito a namorar a maior beldade da trama, a disputada Alzira (Flávia Alessandra).
OK, tudo isso é novela e não se pode levá-la tão a sério, dirão os que discordam da tese de Eugênio Bucci. Há que se conceder descontos ao autor, para que a trama possa funcionar como folhetim e a telenovela cumpra o seu papel de impelir a indústria televisiva. Mas é a própria TV Globo que se ufana do compromisso de suas novelas com a realidade brasileira, sempre exaltada em seu discurso institucional e em sua publicidade. Se for assim, suas novelas podem e devem ser levadas a sério, e criticadas com rigor no discurso que enunciam.
Anos atrás, na mesma TV Globo, O Rei do Gado de Benedito Ruy Barbosa deu grande contribuição para uma visão menos estereotipada dos trabalhadores sem-terra e suas ações. Duas Caras, ao contrário, nada de braçada no preconceito. Dificilmente será lembrada no futuro, pelo que fez ao avanço da democracia no Brasil.
*Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=469TVQ001
Yuri Soares Franco
Estudante de História da UnB
Grupo Reconstruindo o Cotidiano
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Viamão,24 de janeiro de 2008
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
O Consultor
Por Jeferson Miola *
“A personalização da política e a responsabilização individual nos processos políticos não são recursos úteis para a compreensão histórica dos acontecimentos. Acabam produzindo a demonização dos sujeitos políticos e operando a mistificação estalinista dos personagens.
É comum a tentação de personalizar em José Dirceu a responsabilidade exclusiva pelos erros cometidos pela antiga direção do PT, porque ele personifica em si a crise enfrentada pelo PT. José Dirceu se tornou uma espécie de caricatura da crise, a fisionomia mais identificável da corrosão ética e ideológica de alguns integrantes do PT. E o próprio José Dirceu alimenta tal fantasia personalizadora com indisfarçável satisfação: se gaba sempre que assinalada sua influência, seu prestígio, luxo e poder.
Mais do que um personagem auto-referente, José Dirceu é, no entanto, a expressão coletiva de uma corrente de pensamento no interior do PT que, sendo maioria nos últimos anos, impôs ao partido um padrão programático e ideológico distinto daquele que fundamentou sua criação nos anos 1980.
De maneira monolítica, produziram mudanças profundas no discurso, na prática e no programa do PT, especialmente após 1994, com a segunda derrota eleitoral de Lula. Fizeram com que o PT, com raras exceções - a seção do Rio Grande do Sul foi uma delas, convergisse ao centro do espectro ideológico e se mantivesse discretamente distante dos movimentos sociais e dos símbolos e valores identificados com uma esquerda autêntica.
Os fatos de 2005 demonstraram que os ganhos imediatistas almejados com a conversão do PT causaram e continuarão causando prejuízos no longo prazo. Ironicamente, essa política gerou a maior desgraça do PT, e não sua redenção. Sabemos hoje que a crise do PT, cujo comprometimento ético é conseqüência da deformação programática, é a crise do abandono dos pressupostos do PT, é a crise do distanciamento dos valores e ideais que lhe deram origem.
Ninguém conhecia a conduta de alguns dirigentes que agiam em nome próprio e sem o conhecimento das instâncias partidárias. Os implicados, todos eles sintomaticamente identificados com tal conversão do PT, não deveriam continuar usando a condição de maioria interna para bloquear o julgamento justo e a punição dos que fizeram o que fizeram. Agindo assim, até poderão proteger-se circunstancialmente, mas continuarão enfraquecendo e fragilizando o conjunto do PT, pois, enquanto os responsáveis não forem punidos, todos os petistas continuarão sendo considerados cúmplices ou culpados pelos erros de meia dúzia que agiu por conta própria.
Visto por essa ótica, é muito grave a entrevista de José Dirceu à revista Piauí, posando de consultor e atacando o PT gaúcho e a esquerda partidária com insinuações levianas. Em lugar de esclarecimentos e autocrítica, ele preferiu agredir com a arrogância que é típica de quem costuma confundir uma malta social com organização política.
Até é compreensível que tenha dito o que disse. Afinal de contas, freqüentando o universo glamouroso e opulento das consultorias e dos negócios, parece ter internalizado a regra do vale-tudo. Nesse caso, o compromisso com a verdade e a lealdade com a esquerda não passam de fetiches. Também postos à venda”.
*Ex-coordenador do 5º Fórum Social Mundial e filiado ao PT desde 1981
Miola, inteligentemente sintetiza a angustia de milhares de militantes do PT que estão à esquerda da cúpula e da maioria partidária. Estes militantes lutam para resgatar o PT das origens que anseia por uma sociedade justa, fraterna a onde não haja explorados, nem exploradores.
Eu estou incluído entre estes que lutam por um PT que transformará o Brasil em país onde a terra será distribuída para todos que dela necessitam, a saúde e a educação serão realmente publica e todos os trabalhadores terão trabalho digno para viver e conviver realmente em uma sociedade socialista.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 21 de janeiro de 2008.
“A personalização da política e a responsabilização individual nos processos políticos não são recursos úteis para a compreensão histórica dos acontecimentos. Acabam produzindo a demonização dos sujeitos políticos e operando a mistificação estalinista dos personagens.
É comum a tentação de personalizar em José Dirceu a responsabilidade exclusiva pelos erros cometidos pela antiga direção do PT, porque ele personifica em si a crise enfrentada pelo PT. José Dirceu se tornou uma espécie de caricatura da crise, a fisionomia mais identificável da corrosão ética e ideológica de alguns integrantes do PT. E o próprio José Dirceu alimenta tal fantasia personalizadora com indisfarçável satisfação: se gaba sempre que assinalada sua influência, seu prestígio, luxo e poder.
Mais do que um personagem auto-referente, José Dirceu é, no entanto, a expressão coletiva de uma corrente de pensamento no interior do PT que, sendo maioria nos últimos anos, impôs ao partido um padrão programático e ideológico distinto daquele que fundamentou sua criação nos anos 1980.
De maneira monolítica, produziram mudanças profundas no discurso, na prática e no programa do PT, especialmente após 1994, com a segunda derrota eleitoral de Lula. Fizeram com que o PT, com raras exceções - a seção do Rio Grande do Sul foi uma delas, convergisse ao centro do espectro ideológico e se mantivesse discretamente distante dos movimentos sociais e dos símbolos e valores identificados com uma esquerda autêntica.
Os fatos de 2005 demonstraram que os ganhos imediatistas almejados com a conversão do PT causaram e continuarão causando prejuízos no longo prazo. Ironicamente, essa política gerou a maior desgraça do PT, e não sua redenção. Sabemos hoje que a crise do PT, cujo comprometimento ético é conseqüência da deformação programática, é a crise do abandono dos pressupostos do PT, é a crise do distanciamento dos valores e ideais que lhe deram origem.
Ninguém conhecia a conduta de alguns dirigentes que agiam em nome próprio e sem o conhecimento das instâncias partidárias. Os implicados, todos eles sintomaticamente identificados com tal conversão do PT, não deveriam continuar usando a condição de maioria interna para bloquear o julgamento justo e a punição dos que fizeram o que fizeram. Agindo assim, até poderão proteger-se circunstancialmente, mas continuarão enfraquecendo e fragilizando o conjunto do PT, pois, enquanto os responsáveis não forem punidos, todos os petistas continuarão sendo considerados cúmplices ou culpados pelos erros de meia dúzia que agiu por conta própria.
Visto por essa ótica, é muito grave a entrevista de José Dirceu à revista Piauí, posando de consultor e atacando o PT gaúcho e a esquerda partidária com insinuações levianas. Em lugar de esclarecimentos e autocrítica, ele preferiu agredir com a arrogância que é típica de quem costuma confundir uma malta social com organização política.
Até é compreensível que tenha dito o que disse. Afinal de contas, freqüentando o universo glamouroso e opulento das consultorias e dos negócios, parece ter internalizado a regra do vale-tudo. Nesse caso, o compromisso com a verdade e a lealdade com a esquerda não passam de fetiches. Também postos à venda”.
*Ex-coordenador do 5º Fórum Social Mundial e filiado ao PT desde 1981
Miola, inteligentemente sintetiza a angustia de milhares de militantes do PT que estão à esquerda da cúpula e da maioria partidária. Estes militantes lutam para resgatar o PT das origens que anseia por uma sociedade justa, fraterna a onde não haja explorados, nem exploradores.
Eu estou incluído entre estes que lutam por um PT que transformará o Brasil em país onde a terra será distribuída para todos que dela necessitam, a saúde e a educação serão realmente publica e todos os trabalhadores terão trabalho digno para viver e conviver realmente em uma sociedade socialista.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 21 de janeiro de 2008.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Fidel Vive!!!!
Já ouvi em vários locais, e principalmente na mídia capitalista, de que o Fidel estaria revendo o socialismo. Bem, segundo esta tradução não é bem isto.
A luta por uma viva digna e justa para todos os povos é constante e diária.
Portanto a mensagem do grande Fidel Castro, traduzida abaixo, nos faz mais fortes para enfrentarmos essa luta.
Lembrando que este ano temos uma tarefa fundamental para o fortalecimento da Luta de Solidariedade a Cuba, participando da: XIV Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, nos dias 22, 23 e 24 de Maio de 2008 na cidade do Rio de Janeiro.
Itamar Santos.
Viamão 16 de janeiro de 2008.
Mensagem de Fidel à Assembléia Nacional
(Traduzido pela Equipe de Serviços de Tradutores e Intérpretes do Conselho de Estado
— ESTI).
Caro companheiro Alarcón:
Peço-te que ao começares a sessão da manhã, leias a mensagem seguinte para a Assembléia Nacional.
Um forte abraço.
Fidel Castro Ruz
27 de Dezembro de 2007
20h: 40
Companheiros da Assembléia Nacional:
O vosso trabalho é muito duro. Perante as necessidades acumuladas e crescentes que a nossa sociedade herdou da neocolónia ianque em 1 de Janeiro de 1959, muitos sonhávamos criar um país com justiça plena e independência total. Na luta árdua e desigual, chegou uma altura em que ficamos sozinhos.
Resulta legítimo o nosso orgulho quando estamos próximos de completar 50 anos da vitória, porque temos resistido durante quase meio século o império mais poderoso que foi criado na história. Na proclama que subscrevi a 31 de Julho de 2006, nenhum de vocês viu jamais nenhum acto de nepotismo nem usurpação das funções do Parlamento. Nesse ano difícil e ao mesmo tempo prometedor da Revolução, a unidade do povo, do Partido e do Estado era requisito essencial para continuar avante e encarar a ameaça declarada duma intervenção militar inimiga por parte dos Estados Unidos da América.
Na visita feita pelo companheiro Raúl, no passado dia 24 de Dezembro, a vários distritos do Município que me fez a honra de me postular como candidato ao Parlamento, constatou que todos os membros do grupo numeroso da candidatura da população que abrangia o distrito, que no passado fora famoso pela sua combatividade, ainda que de muito baixa escolaridade, eram formados de alto nível, o que lhe emocionou profundamente, como ele próprio narrou à nossa televisão.
Os quadros do Partido, do Estado, do Governo e as organizações de massas se enfrentam a novos problemas, no seu tratamento com o povo inteligente, observador e culto, que detesta os entraves burocráticos e as explicações mecânicas. No fundo, cada cidadão leva a cabo a sua própria batalha contra a tendência inata do ser humano a seguir o instinto de sobrevivência, uma lei natural que rege a vida.
Todos nascemos marcados pelo instinto que a ciência define como algo elementar. Chocar com ela é bom porque nos leva à dialéctica e à luta constante e desinteressada; torna-nos mais martianos e verdadeiros comunistas.
O que mais tem salientado a imprensa internacional sobre Cuba nos últimos dias, foi a frase em que expressei, a 17 deste mês em carta ao Director da Mesa Redonda da televisão cubana, que não sou uma pessoa aferrada ao poder. Posso acrescentar que o fui num tempo por excesso de juventude e escassez de consciência, quando sem preceptor algum ia saindo da minha ignorância política e me tornei um socialista utópico. Era uma etapa em que acreditava conhecer o que devia ser feito, e desejava poder fazê-lo! O quê me fez mudar? A própria vida, na medida em que aprofundava no pensamento de Martí e dos clássicos do socialismo. Enquanto mais lutava, mais me identificava com esses objectivos e muito antes da vitória pensava já que o meu dever era lutar por eles ou morrer no combate.
Por outro lado, sobre nós se cernem grandes perigos que ameaçam a espécie humana. É uma coisa que se tornou cada vez mais evidente para mim desde que pela primeira vez previne no Rio de Janeiro que uma espécie estava em risco de desaparecer como conseqüência da destruição das suas condições naturais de vida, há mais de 15 anos, em Junho de 1992. Ultimamente, dia após dia, é cada vez maior o número dos que compreendem esse risco real.
Um livro recente de Joseph Stiglitz, que foi Vice-presidente do Banco Mundial e assessor econômico principal do presidente Clinton até ao ano 2001, Prémio Nobel e bestseller nos Estados Unidos da América, contribui com dados sobre o tema que são irrefutáveis. Denuncia que os Estados Unidos, país que não subscreveu o convénio de Quioto, é o maior emissor de dióxido de carbono, lançando cada ano ao espaço 6 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono que transtornam a atmosfera, sem a qual resulta impossível a vida. A isto se acrescenta a condição de ser o maior emissor de outros gases de efeito estufa.
Poucas pessoas conhecem estes dados. O próprio sistema econômico que impôs o esbanjamento insustentável de energia impede que esse livro de Stiglitz seja divulgado: sua magnífica edição limita-se a uns poucos milhares para garantir as ganâncias. É uma exigência do mercado sem o qual a empresa editora não poderia existir.
Actualmente sabe-se que a vida na terra tem sido protegida pela camada de ozónio, localizada no anel exterior entre 15 e 50 quilómetros de altura na zona conhecida como estratosfera, que serve de escudo ao planeta contra as radiações solares que podem ser daninhas. Há gases de efeito estufa que têm maior poder de aquecimento que o dióxido de carbono e ampliam o buraco da camada de ozónio sobre a Antártida, que cada primavera perde até 70 por cento do seu volume, um fenómeno provocado pelo homem que tem lugar progressivamente. Para poder ter uma idéia esclarecida, é suficiente salientar que a média de carbono perca pita emitida pelo mundo é de 4.37 toneladas métricas. No caso dos Estados Unidos a média é de 20.14, quase cinco vezes a mais. Na África é de 1.17, na Ásia e Oceânia, 2.87.
Resumindo, a camada de ozónio, protege a visão, a pele e a vida dos seres humanos das radiações ultravioletas e calóricas que afectam o sistema imunológico. Em condições extremas, se essa camada for destruída pelo homem, afectaria toda forma de vida no planeta.
Outros problemas alheios a nossa pátria, ou a outra qualquer em condições similares, nos ameaçam. Uma contra-revolução o vitoriosa seria horrível, pior do que a tragédia sofrida pela Indonésia. Sukarno, derrocado em 1967, foi um líder nacionalista que desde posições leais à Indonésia dirigiu as guerrilhas que lutaram contra os japoneses.
O General Suharto, que o derrocou, foi treinado pelos ocupantes japoneses. Finalizada a Segunda Guerra Mundial, a Holanda, aliada dos Estados Unidos, restabeleceu o seu domínio sobre aquele longínquo, extenso e populoso território. Suharto manobrou. Fez suas as bandeiras do imperialismo ianque. Levou a cabo um cruel genocídio. Hoje se sabe que cumprindo instruções da CIA, não só matou centenas de milhares, mas também prendeu um milhão de comunistas e privou-os junto dos seus descendentes, de toda propriedade e direitos; acumulou uma fortuna familiar de 40 mil milhões de dólares que segundo o valor actual dessa moeda seria equivalente a centenas de milhares de milhões pela entrega dos recursos naturais e do suor dos indonésios. Ocidente pagou. O texano Lyndon Johnson, sucessor de Kennedy, era o presidente dos Estados Unidos.
As notícias que chegaram hoje a respeito do acontecido no Paquistão são mais outro exemplo dos perigos que ameaçam a espécie: o conflito interno, num país que possui armas nucleares. Isso e conseqüência das políticas aventureiras e as guerras provocadas pelos Estados Unidos para se apoderar dos recursos naturais do mundo. Esse país, envolvido num conflito que não provocou, foi ameaçado com ser levado à idade de pedra.
As circunstâncias especiais que rodeiam o Paquistão influíram logo nos preços do petróleo e nas acções das bolsas de valores. Nenhum país ou região do mundo pode se liberar das conseqüências. Temos que estar preparados para tudo.
Nem um só dia da minha vida deixei de aprender alguma coisa.
Martí nos ensinou que “toda a glória do mundo cabe em um grão de milho”. Tenho dito e repetido muita vezes aquela verdadeira cátedra de ética contida em apenas 11 palavras.
Os Cinco Heróis cubanos prisioneiros do império são paradigmas que as novas gerações devem imitar.
Felizmente as condutas exemplares sempre se multiplicam na consciência dos povos, enquanto exista nossa espécie.
Estou certo de que muitos jovens cubanos, na sua luta contra o Gigante das Sete Léguas, fariam o mesmo. Tudo pode ser comprado com dinheiro menos a alma de um povo que jamais se colocou de joelhos.
Li o discurso breve e concreto de Raúl, o qual me enviou com antecedência. É preciso continuar a marcha sem nos deter um minuto. Alçarei minha mão junto à de vocês para o apoiar.
Fidel Castro Ruz
Dezembro 27 de 2007
20h:35
A luta por uma viva digna e justa para todos os povos é constante e diária.
Portanto a mensagem do grande Fidel Castro, traduzida abaixo, nos faz mais fortes para enfrentarmos essa luta.
Lembrando que este ano temos uma tarefa fundamental para o fortalecimento da Luta de Solidariedade a Cuba, participando da: XIV Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, nos dias 22, 23 e 24 de Maio de 2008 na cidade do Rio de Janeiro.
Itamar Santos.
Viamão 16 de janeiro de 2008.
Mensagem de Fidel à Assembléia Nacional
(Traduzido pela Equipe de Serviços de Tradutores e Intérpretes do Conselho de Estado
— ESTI).
Caro companheiro Alarcón:
Peço-te que ao começares a sessão da manhã, leias a mensagem seguinte para a Assembléia Nacional.
Um forte abraço.
Fidel Castro Ruz
27 de Dezembro de 2007
20h: 40
Companheiros da Assembléia Nacional:
O vosso trabalho é muito duro. Perante as necessidades acumuladas e crescentes que a nossa sociedade herdou da neocolónia ianque em 1 de Janeiro de 1959, muitos sonhávamos criar um país com justiça plena e independência total. Na luta árdua e desigual, chegou uma altura em que ficamos sozinhos.
Resulta legítimo o nosso orgulho quando estamos próximos de completar 50 anos da vitória, porque temos resistido durante quase meio século o império mais poderoso que foi criado na história. Na proclama que subscrevi a 31 de Julho de 2006, nenhum de vocês viu jamais nenhum acto de nepotismo nem usurpação das funções do Parlamento. Nesse ano difícil e ao mesmo tempo prometedor da Revolução, a unidade do povo, do Partido e do Estado era requisito essencial para continuar avante e encarar a ameaça declarada duma intervenção militar inimiga por parte dos Estados Unidos da América.
Na visita feita pelo companheiro Raúl, no passado dia 24 de Dezembro, a vários distritos do Município que me fez a honra de me postular como candidato ao Parlamento, constatou que todos os membros do grupo numeroso da candidatura da população que abrangia o distrito, que no passado fora famoso pela sua combatividade, ainda que de muito baixa escolaridade, eram formados de alto nível, o que lhe emocionou profundamente, como ele próprio narrou à nossa televisão.
Os quadros do Partido, do Estado, do Governo e as organizações de massas se enfrentam a novos problemas, no seu tratamento com o povo inteligente, observador e culto, que detesta os entraves burocráticos e as explicações mecânicas. No fundo, cada cidadão leva a cabo a sua própria batalha contra a tendência inata do ser humano a seguir o instinto de sobrevivência, uma lei natural que rege a vida.
Todos nascemos marcados pelo instinto que a ciência define como algo elementar. Chocar com ela é bom porque nos leva à dialéctica e à luta constante e desinteressada; torna-nos mais martianos e verdadeiros comunistas.
O que mais tem salientado a imprensa internacional sobre Cuba nos últimos dias, foi a frase em que expressei, a 17 deste mês em carta ao Director da Mesa Redonda da televisão cubana, que não sou uma pessoa aferrada ao poder. Posso acrescentar que o fui num tempo por excesso de juventude e escassez de consciência, quando sem preceptor algum ia saindo da minha ignorância política e me tornei um socialista utópico. Era uma etapa em que acreditava conhecer o que devia ser feito, e desejava poder fazê-lo! O quê me fez mudar? A própria vida, na medida em que aprofundava no pensamento de Martí e dos clássicos do socialismo. Enquanto mais lutava, mais me identificava com esses objectivos e muito antes da vitória pensava já que o meu dever era lutar por eles ou morrer no combate.
Por outro lado, sobre nós se cernem grandes perigos que ameaçam a espécie humana. É uma coisa que se tornou cada vez mais evidente para mim desde que pela primeira vez previne no Rio de Janeiro que uma espécie estava em risco de desaparecer como conseqüência da destruição das suas condições naturais de vida, há mais de 15 anos, em Junho de 1992. Ultimamente, dia após dia, é cada vez maior o número dos que compreendem esse risco real.
Um livro recente de Joseph Stiglitz, que foi Vice-presidente do Banco Mundial e assessor econômico principal do presidente Clinton até ao ano 2001, Prémio Nobel e bestseller nos Estados Unidos da América, contribui com dados sobre o tema que são irrefutáveis. Denuncia que os Estados Unidos, país que não subscreveu o convénio de Quioto, é o maior emissor de dióxido de carbono, lançando cada ano ao espaço 6 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono que transtornam a atmosfera, sem a qual resulta impossível a vida. A isto se acrescenta a condição de ser o maior emissor de outros gases de efeito estufa.
Poucas pessoas conhecem estes dados. O próprio sistema econômico que impôs o esbanjamento insustentável de energia impede que esse livro de Stiglitz seja divulgado: sua magnífica edição limita-se a uns poucos milhares para garantir as ganâncias. É uma exigência do mercado sem o qual a empresa editora não poderia existir.
Actualmente sabe-se que a vida na terra tem sido protegida pela camada de ozónio, localizada no anel exterior entre 15 e 50 quilómetros de altura na zona conhecida como estratosfera, que serve de escudo ao planeta contra as radiações solares que podem ser daninhas. Há gases de efeito estufa que têm maior poder de aquecimento que o dióxido de carbono e ampliam o buraco da camada de ozónio sobre a Antártida, que cada primavera perde até 70 por cento do seu volume, um fenómeno provocado pelo homem que tem lugar progressivamente. Para poder ter uma idéia esclarecida, é suficiente salientar que a média de carbono perca pita emitida pelo mundo é de 4.37 toneladas métricas. No caso dos Estados Unidos a média é de 20.14, quase cinco vezes a mais. Na África é de 1.17, na Ásia e Oceânia, 2.87.
Resumindo, a camada de ozónio, protege a visão, a pele e a vida dos seres humanos das radiações ultravioletas e calóricas que afectam o sistema imunológico. Em condições extremas, se essa camada for destruída pelo homem, afectaria toda forma de vida no planeta.
Outros problemas alheios a nossa pátria, ou a outra qualquer em condições similares, nos ameaçam. Uma contra-revolução o vitoriosa seria horrível, pior do que a tragédia sofrida pela Indonésia. Sukarno, derrocado em 1967, foi um líder nacionalista que desde posições leais à Indonésia dirigiu as guerrilhas que lutaram contra os japoneses.
O General Suharto, que o derrocou, foi treinado pelos ocupantes japoneses. Finalizada a Segunda Guerra Mundial, a Holanda, aliada dos Estados Unidos, restabeleceu o seu domínio sobre aquele longínquo, extenso e populoso território. Suharto manobrou. Fez suas as bandeiras do imperialismo ianque. Levou a cabo um cruel genocídio. Hoje se sabe que cumprindo instruções da CIA, não só matou centenas de milhares, mas também prendeu um milhão de comunistas e privou-os junto dos seus descendentes, de toda propriedade e direitos; acumulou uma fortuna familiar de 40 mil milhões de dólares que segundo o valor actual dessa moeda seria equivalente a centenas de milhares de milhões pela entrega dos recursos naturais e do suor dos indonésios. Ocidente pagou. O texano Lyndon Johnson, sucessor de Kennedy, era o presidente dos Estados Unidos.
As notícias que chegaram hoje a respeito do acontecido no Paquistão são mais outro exemplo dos perigos que ameaçam a espécie: o conflito interno, num país que possui armas nucleares. Isso e conseqüência das políticas aventureiras e as guerras provocadas pelos Estados Unidos para se apoderar dos recursos naturais do mundo. Esse país, envolvido num conflito que não provocou, foi ameaçado com ser levado à idade de pedra.
As circunstâncias especiais que rodeiam o Paquistão influíram logo nos preços do petróleo e nas acções das bolsas de valores. Nenhum país ou região do mundo pode se liberar das conseqüências. Temos que estar preparados para tudo.
Nem um só dia da minha vida deixei de aprender alguma coisa.
Martí nos ensinou que “toda a glória do mundo cabe em um grão de milho”. Tenho dito e repetido muita vezes aquela verdadeira cátedra de ética contida em apenas 11 palavras.
Os Cinco Heróis cubanos prisioneiros do império são paradigmas que as novas gerações devem imitar.
Felizmente as condutas exemplares sempre se multiplicam na consciência dos povos, enquanto exista nossa espécie.
Estou certo de que muitos jovens cubanos, na sua luta contra o Gigante das Sete Léguas, fariam o mesmo. Tudo pode ser comprado com dinheiro menos a alma de um povo que jamais se colocou de joelhos.
Li o discurso breve e concreto de Raúl, o qual me enviou com antecedência. É preciso continuar a marcha sem nos deter um minuto. Alçarei minha mão junto à de vocês para o apoiar.
Fidel Castro Ruz
Dezembro 27 de 2007
20h:35
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Natal Tucano.
Apesar dos apelos dos trabalhadores e das trabalhadoras dos vários sindicatos, entre eles o SEMAPI, não foi suficiente para sensibilizar os Deputados da base aliada (PSDB, PP, PMDB, DEM, PDT, PTB) da governadora Yeda (PSDB) que aprovaram o projeto que regulamenta a atuação das OSCIPs.
As FUNDAÇÕES PÚBLICAS e a SOCIEDADE GAÚCHA a partir da aprovação desta lei passam a correr sérios riscos de verem seus minguados serviços públicos serem, ainda mais, oferecidos inadequadamente por pessoas tecnicamente despreparadas, mal remuneradas, onde que lucrará será idealizadores das tais OCIP’s.
O dia 18 de dezembro ficará marcado na história do Rio Grande do Sul como sendo o dia que os interesses da sociedade gaúcha foram desrespeitados e seus serviços jogados a ganância da iniciativa privada.
Em uma sessão polêmica e desconsiderando o apelo de dezenas de trabalhadoras e trabalhadores que lotaram as galerias do plenário da Assembléia Legislativa na tarde/noite de terça-feira (18), a base de apoio do governo Yeda aprovou por 37 votos a 17 o Projeto de lei do Executivo Estadual que ENTREGA para a iniciativa privada as POLÍTICAS PÚBLICAS do Estado do Rio Grande do Sul.
O projeto do executivo dispõe sobre a qualificação de pessoa jurídica de direito privado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e institui o Termo de Parceria. Esse projeto altera substancialmente a estrutura estatal sem qualquer debate com a sociedade gaúcha.
As OSCIPs assumirão as funções do setor público. Com essa medida o Governo dá mais um passo no sentido de orientar a política pública pela LÓGICA DE MERCADO. Trata-se da terceirização dos serviços públicos.
Na mira do governo estão a TVE, Rádio Cultura, OSPA, CESA, FGTAS, FEE, CIENTEC, FAPERGS, FPE, FEPAM, CIENTEC, METROPLAN e até mesmo a EDUCAÇÃO e a SAÚDE PÚBLICA. Apenas fica preservado da entrega para a iniciativa privada, por enquanto, o fisco e a segurança. Mas só porque fere a constituição.
O argumento é o custo da máquina pública e a sua 'ineficácia’. ISTO É UMA MENTIRA!!!!
Em reportagem do jornal, O Estado de São Paulo, técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU) calculam que, dos R$ 3 bilhões destinados no ano passado para ONGs e OSCIPs, quase metade, ou seja, perto de R$ 1,5 bilhão foram desviados da finalidade original dos convênios (Termos de Parceria).
Apenas para termos uma idéia da “boa” técnica de gestão dos recursos, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, uma fundação com qualificação de Oscip, remunera seu Maestro/Diretor Artístico com um salário anual de mais de R$ 1 milhão de reais, dinheiro público repassado através do Termo de Parceria; aonde 74% dos recursos vieram do governo do Estado, tendo aumentado de R$ 22 milhões em 2002 para R$ 43 milhões em 2006. O mesmo acontece em Minas Gerais, em que o maior termo de parceria assinado pelo governo com uma OSCIP foi com a Associação de Desenvolvimento da Radiodifusão de Minas Gerais (ADTV), prevendo repasses de R$ 17 milhões. Há poucos meses esse valor foi suple¬mentado com mais R$ 4,7 milhões.
Aqui no RS, o que torna a situação mais alarmante é o fato de que tudo isso pode acontecer, com a aprovação desse projeto, sem passar por autorização legislativa. É um cheque em branco para um Executivo que já mostrou a que veio.
O governo de Yeda e Feijó une-se para manter seus ideais de transferência de dinheiro público para seus amigos da iniciativa privada disfarçados de “Sociedades sem fins lucrativos” mesmo após o caso do DETRAN e dos selos da Assembléia Legislativa que são órgãos que possuem um controle legal o Governo Yeda não impediu que houvesse maracutaias, imagine agora que não terá nada que impeça que isso torne a acontecer onde o Estado passa recursos financeiros, humanos e materiais, mas não especifica quais instituições e políticas serão envolvidas e, tampouco, referem-se ao estatuto que regerá os funcionários e a onde e como essas organizações poderam gastar o dinheiro recebido.
Destaca-se, ainda, a não exigência de concurso público, a não previsão de licitação e a ausência de prestação de contas ao Estado. O Governo Yeda, mais uma vez, reforça a marca do autoritarismo, do governo que não se dispõe a discutir com a sociedade os projetos relevantes para o Estado.
Com essa atitude o Governo do PSDB comprova que a sua proposta vai à contramão da inclusão social, transferindo responsabilidades e dinheiro público do Poder Estatal para a iniciativa privada omitindo que o preço disto quem irá pagar será a sociedade gaúcha.
O povo gaúcho não merece receber um presente de Natal tão ruim como esse, espero que em 2008 possamos ter um ano melhor e com um Natal com presentes de verdade.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 19 de dezembro de 2007.
As FUNDAÇÕES PÚBLICAS e a SOCIEDADE GAÚCHA a partir da aprovação desta lei passam a correr sérios riscos de verem seus minguados serviços públicos serem, ainda mais, oferecidos inadequadamente por pessoas tecnicamente despreparadas, mal remuneradas, onde que lucrará será idealizadores das tais OCIP’s.
O dia 18 de dezembro ficará marcado na história do Rio Grande do Sul como sendo o dia que os interesses da sociedade gaúcha foram desrespeitados e seus serviços jogados a ganância da iniciativa privada.
Em uma sessão polêmica e desconsiderando o apelo de dezenas de trabalhadoras e trabalhadores que lotaram as galerias do plenário da Assembléia Legislativa na tarde/noite de terça-feira (18), a base de apoio do governo Yeda aprovou por 37 votos a 17 o Projeto de lei do Executivo Estadual que ENTREGA para a iniciativa privada as POLÍTICAS PÚBLICAS do Estado do Rio Grande do Sul.
O projeto do executivo dispõe sobre a qualificação de pessoa jurídica de direito privado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e institui o Termo de Parceria. Esse projeto altera substancialmente a estrutura estatal sem qualquer debate com a sociedade gaúcha.
As OSCIPs assumirão as funções do setor público. Com essa medida o Governo dá mais um passo no sentido de orientar a política pública pela LÓGICA DE MERCADO. Trata-se da terceirização dos serviços públicos.
Na mira do governo estão a TVE, Rádio Cultura, OSPA, CESA, FGTAS, FEE, CIENTEC, FAPERGS, FPE, FEPAM, CIENTEC, METROPLAN e até mesmo a EDUCAÇÃO e a SAÚDE PÚBLICA. Apenas fica preservado da entrega para a iniciativa privada, por enquanto, o fisco e a segurança. Mas só porque fere a constituição.
O argumento é o custo da máquina pública e a sua 'ineficácia’. ISTO É UMA MENTIRA!!!!
Em reportagem do jornal, O Estado de São Paulo, técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU) calculam que, dos R$ 3 bilhões destinados no ano passado para ONGs e OSCIPs, quase metade, ou seja, perto de R$ 1,5 bilhão foram desviados da finalidade original dos convênios (Termos de Parceria).
Apenas para termos uma idéia da “boa” técnica de gestão dos recursos, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, uma fundação com qualificação de Oscip, remunera seu Maestro/Diretor Artístico com um salário anual de mais de R$ 1 milhão de reais, dinheiro público repassado através do Termo de Parceria; aonde 74% dos recursos vieram do governo do Estado, tendo aumentado de R$ 22 milhões em 2002 para R$ 43 milhões em 2006. O mesmo acontece em Minas Gerais, em que o maior termo de parceria assinado pelo governo com uma OSCIP foi com a Associação de Desenvolvimento da Radiodifusão de Minas Gerais (ADTV), prevendo repasses de R$ 17 milhões. Há poucos meses esse valor foi suple¬mentado com mais R$ 4,7 milhões.
Aqui no RS, o que torna a situação mais alarmante é o fato de que tudo isso pode acontecer, com a aprovação desse projeto, sem passar por autorização legislativa. É um cheque em branco para um Executivo que já mostrou a que veio.
O governo de Yeda e Feijó une-se para manter seus ideais de transferência de dinheiro público para seus amigos da iniciativa privada disfarçados de “Sociedades sem fins lucrativos” mesmo após o caso do DETRAN e dos selos da Assembléia Legislativa que são órgãos que possuem um controle legal o Governo Yeda não impediu que houvesse maracutaias, imagine agora que não terá nada que impeça que isso torne a acontecer onde o Estado passa recursos financeiros, humanos e materiais, mas não especifica quais instituições e políticas serão envolvidas e, tampouco, referem-se ao estatuto que regerá os funcionários e a onde e como essas organizações poderam gastar o dinheiro recebido.
Destaca-se, ainda, a não exigência de concurso público, a não previsão de licitação e a ausência de prestação de contas ao Estado. O Governo Yeda, mais uma vez, reforça a marca do autoritarismo, do governo que não se dispõe a discutir com a sociedade os projetos relevantes para o Estado.
Com essa atitude o Governo do PSDB comprova que a sua proposta vai à contramão da inclusão social, transferindo responsabilidades e dinheiro público do Poder Estatal para a iniciativa privada omitindo que o preço disto quem irá pagar será a sociedade gaúcha.
O povo gaúcho não merece receber um presente de Natal tão ruim como esse, espero que em 2008 possamos ter um ano melhor e com um Natal com presentes de verdade.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 19 de dezembro de 2007.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
1917/2007.
São 90 anos da maior revolução do séculoXX. A Revolução Russa ainda gera debates devido ao tema estar pertinente na atualidade. Assim como em 1917, quando os Russos tomaram o poder naquele país para acabar com a tirania e a exploração dos ricos sobre os pobres, hoje vivenciamos situação semelhante agravada pela internacionalização/globalização do capital através do oligopólio empresarial que dominam a economia mundial.
Aquele Outubro foi o marco para a humanidade onde milhões de pessoas alimentaram a esperança de um futuro melhor sem opressão e miséria. E é essa atualidade que deixa a atual classe dominante temerosa de que possa eclodir novamente uma revolução como aquela de 1917.
O temor se transforma em forte campanha midiática e bélica contra todo e qualquer movimento que possa ameaçar o poderio e o monopólio capitalista liderado pelos Estados Unidos, por isso tamanha importância despendida para a América Latina, em especial aos governos da Venezuela, Bolívia e Equador que travam uma revolução pacifica que está mudando os ares latinos.
A Revolução Russa foi uma vitória da economia planejada sobre a economia de mercado, onde os ideais de solidariedade, igualdade e a democracia venceram o racismo, o chauvinismo e o belicismo. Após a vitória Russa impostas aos nazistas na segunda Guerra Mundial espalha por todo o planeta a Revolução Socialista. Em 1949 o Exercito Popular de Mão Tse-Tung conquista o poder na China, em 1950 a guerra na Coréia impõe uma derrota ao imperialismo e no Vietnã as tropas lideradas por Ho Chi-Mihn derrotaram os franceses colonialistas conquistando a sua independência.
Em 1960 é a vez dos povos da África conquistar a sua independência decretando a derrocada do império Português e no final de 1959 Fidel e Ernesto Che Guevara tomam o poder em Cuba, o qual sobrevive até os dias de hoje , apesar do condenado embargo econômico imposto pelo governo dos EUA.
Apesar da contra-revolução neoliberal imposta pelos governos dos EUA através de ofensiva política, econômica, militar e ideológica nas ultimas décadas do século passado o sentimento revolucionário e comunista ainda rondam o mundo, alimentando o medo das classes dominantes e as esperanças das classes oprimidas.
Karl Marx continua atual quando alertou: se o capitalismo não fosse substituído por outro sistema, mais desenvolvido e mais humano(O Socialismo), as forças produtivas seriam transformadas em forças destrutivas. O que assistimos hoje com esse consumismo desenfreado são essas forças destrutivas.
Viamão 11 de dezembro de 2007.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Aquele Outubro foi o marco para a humanidade onde milhões de pessoas alimentaram a esperança de um futuro melhor sem opressão e miséria. E é essa atualidade que deixa a atual classe dominante temerosa de que possa eclodir novamente uma revolução como aquela de 1917.
O temor se transforma em forte campanha midiática e bélica contra todo e qualquer movimento que possa ameaçar o poderio e o monopólio capitalista liderado pelos Estados Unidos, por isso tamanha importância despendida para a América Latina, em especial aos governos da Venezuela, Bolívia e Equador que travam uma revolução pacifica que está mudando os ares latinos.
A Revolução Russa foi uma vitória da economia planejada sobre a economia de mercado, onde os ideais de solidariedade, igualdade e a democracia venceram o racismo, o chauvinismo e o belicismo. Após a vitória Russa impostas aos nazistas na segunda Guerra Mundial espalha por todo o planeta a Revolução Socialista. Em 1949 o Exercito Popular de Mão Tse-Tung conquista o poder na China, em 1950 a guerra na Coréia impõe uma derrota ao imperialismo e no Vietnã as tropas lideradas por Ho Chi-Mihn derrotaram os franceses colonialistas conquistando a sua independência.
Em 1960 é a vez dos povos da África conquistar a sua independência decretando a derrocada do império Português e no final de 1959 Fidel e Ernesto Che Guevara tomam o poder em Cuba, o qual sobrevive até os dias de hoje , apesar do condenado embargo econômico imposto pelo governo dos EUA.
Apesar da contra-revolução neoliberal imposta pelos governos dos EUA através de ofensiva política, econômica, militar e ideológica nas ultimas décadas do século passado o sentimento revolucionário e comunista ainda rondam o mundo, alimentando o medo das classes dominantes e as esperanças das classes oprimidas.
Karl Marx continua atual quando alertou: se o capitalismo não fosse substituído por outro sistema, mais desenvolvido e mais humano(O Socialismo), as forças produtivas seriam transformadas em forças destrutivas. O que assistimos hoje com esse consumismo desenfreado são essas forças destrutivas.
Viamão 11 de dezembro de 2007.
ver.itamarsantos@terra.com.br
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
O Bom Debate.
Caro Amigo!
Quero de elogiar por ter aberto exceção e ter vindo par o bom debate. Entendo a sua posição, mas discordo dela pelo simples fato de que a discussão da corrupção não passa somente pelo PT.
Sou um defensor ardoroso de que todos os casos de corrupção devam ser investigados até as ultimas conseqüências. Mas a Enquête que "alguém" colocou no site julga e condena somente o PT. Porque você não faz uma enquête sobre as fraudes descobertas pela Policia Federal (Governo Lula) no DETRAN-RS onde os envolvidos são todos dos partidos de sustentação da Governadora Yeda ou sobre o mensalão mineiro que foi denunciado pelo Procurador Geral da Republica contra o Senador Eduardo Azeredo-PSDB, ou ainda porque não sai uma linha sobre a quantas andam as denuncias de CC's e estagiários fantasmas da Câmara Municipal de Vereadores de nossa cidade. Será porque esses envolvidos também são "sem partido".
É acredito que esses envolvidos são sem partido mesmo porque a eles só interessa aquilo que lhes dêem algum retorno financeiro individual. Eles são bem diferentes de nós que estamos interessados em fazer o bom debate, há isso também tenho que te parabenisar, por colocar o site a disposição daqueles que querem debater sem medo de ser criticado.
Eu como você também nunca gostei da política desenvolvida pelo FHC e o seu PSDB, sempre a achei de direita que beneficia aos grandes capitalistas como podemos presenciar quando das privatizações das empresas de tele comunicações e da Mineradora Vale do Rio Doce. Portanto discordo quando você compara o Governo de LULA com aquele, pois é evidente que o aumento da arrecadação federal em relação ao PIB é acompanhado do mesmo aumento nas transferências de renda às famílias via Previdência Social, Seguro Desemprego, Assistência Social, Bolsa Família e mais recentemente com o programa na área de segurança publica. Isso é fato e incomoda muita gente porque LULA apesar de ter sido trucidado durante todo o primeiro governo o qual foi eleito com 52 milhões de votos, foi reeleito com 58 milhões de votos por mais quatro anos; a isso eu chamo de maciço apoio popular que lhe autoriza a fazer muito mais do está fazendo, como por exemplo: realizar a reforma agrária de uma vez por todas. A direita já está pensando em acabar com a reeleição, a mesma quer FHC corrompeu o Congresso Nacional com a bagatela de 200 milhões de reais para aprovar a emenda constitucional que lhe garantiu a reeleição.
Os representantes dos grandes capitalistas nacionais e internacionais travestidos de democratas da grande mídia nacional detestam esse governo LULA porque através desses programas social ele esta distribuindo renda e fazendo isso os que eram miseráveis já estão comendo e comendo começam a pensar e pensando tomam suas próprias decisões e deixaram de votar no cabresto.
Assustados com esse avanço do povo os defensores da livre iniciativa detestam o governo LULA e tentam ligá-lo aos corruptos de qualquer maneira como podemos ver no caso do ex- ministro Mares Guia que é do PTB, mas a imprensa empresa omite esse fato e publica como sendo um “ministro do governo Lula”.
A isso eles chamam de democracia e de “liberdade de imprensa”. Pois é meu caro amigo temos que manter vivo esse espírito de ter um bom debate, mas essas enquêtes não significam nada. O que dá algum resultado é aquilo que pensamos e o que colocamos em pratica através de nossos atos.
Bom debate e até o próximo!!!
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 28 de novembro de 2007.
Quero de elogiar por ter aberto exceção e ter vindo par o bom debate. Entendo a sua posição, mas discordo dela pelo simples fato de que a discussão da corrupção não passa somente pelo PT.
Sou um defensor ardoroso de que todos os casos de corrupção devam ser investigados até as ultimas conseqüências. Mas a Enquête que "alguém" colocou no site julga e condena somente o PT. Porque você não faz uma enquête sobre as fraudes descobertas pela Policia Federal (Governo Lula) no DETRAN-RS onde os envolvidos são todos dos partidos de sustentação da Governadora Yeda ou sobre o mensalão mineiro que foi denunciado pelo Procurador Geral da Republica contra o Senador Eduardo Azeredo-PSDB, ou ainda porque não sai uma linha sobre a quantas andam as denuncias de CC's e estagiários fantasmas da Câmara Municipal de Vereadores de nossa cidade. Será porque esses envolvidos também são "sem partido".
É acredito que esses envolvidos são sem partido mesmo porque a eles só interessa aquilo que lhes dêem algum retorno financeiro individual. Eles são bem diferentes de nós que estamos interessados em fazer o bom debate, há isso também tenho que te parabenisar, por colocar o site a disposição daqueles que querem debater sem medo de ser criticado.
Eu como você também nunca gostei da política desenvolvida pelo FHC e o seu PSDB, sempre a achei de direita que beneficia aos grandes capitalistas como podemos presenciar quando das privatizações das empresas de tele comunicações e da Mineradora Vale do Rio Doce. Portanto discordo quando você compara o Governo de LULA com aquele, pois é evidente que o aumento da arrecadação federal em relação ao PIB é acompanhado do mesmo aumento nas transferências de renda às famílias via Previdência Social, Seguro Desemprego, Assistência Social, Bolsa Família e mais recentemente com o programa na área de segurança publica. Isso é fato e incomoda muita gente porque LULA apesar de ter sido trucidado durante todo o primeiro governo o qual foi eleito com 52 milhões de votos, foi reeleito com 58 milhões de votos por mais quatro anos; a isso eu chamo de maciço apoio popular que lhe autoriza a fazer muito mais do está fazendo, como por exemplo: realizar a reforma agrária de uma vez por todas. A direita já está pensando em acabar com a reeleição, a mesma quer FHC corrompeu o Congresso Nacional com a bagatela de 200 milhões de reais para aprovar a emenda constitucional que lhe garantiu a reeleição.
Os representantes dos grandes capitalistas nacionais e internacionais travestidos de democratas da grande mídia nacional detestam esse governo LULA porque através desses programas social ele esta distribuindo renda e fazendo isso os que eram miseráveis já estão comendo e comendo começam a pensar e pensando tomam suas próprias decisões e deixaram de votar no cabresto.
Assustados com esse avanço do povo os defensores da livre iniciativa detestam o governo LULA e tentam ligá-lo aos corruptos de qualquer maneira como podemos ver no caso do ex- ministro Mares Guia que é do PTB, mas a imprensa empresa omite esse fato e publica como sendo um “ministro do governo Lula”.
A isso eles chamam de democracia e de “liberdade de imprensa”. Pois é meu caro amigo temos que manter vivo esse espírito de ter um bom debate, mas essas enquêtes não significam nada. O que dá algum resultado é aquilo que pensamos e o que colocamos em pratica através de nossos atos.
Bom debate e até o próximo!!!
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 28 de novembro de 2007.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Saneamento e Meio Ambiente.
Estamos em meio a uma das maiores crises ambientais, onde o meio ambiente é atacado cotidianamente e por incrível que possa ser, há pessoas que são defensoras ardorosas do desenvolvimento a qualquer preço, tendo justificar que a emissão de CO² não é o grande vilão do aquecimento global.
Mas, um importante passo foi dado no inicio deste ano com a aprovação da Lei do Saneamento Básico, n° 11.445/2007, na direção da universalização dessa importante política pública no Brasil. A efetivação da Lei Nacional do Saneamento Básico torna obrigatório o planejamento e a regulação trazendo como novidade uma definição clara de saneamento como atividade que envolve necessariamente outros quatro serviços públicos: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais.
Outra grande questão importante é a titularidade do saneamento que infelizmente não fica clara se quem deve ser responsável pelo saneamento são os municípios ou os estados, mas garante os atuais contratos, bem como que essa competência é o pacto federativo estabelecido pela Constituição Federal.
A Lei estabelece uma ampla conceituação do que é serviço de saneamento, incluindo o serviço de coleta de lixo como sendo um serviço eminentemente municipal, fato esse considerado um avanço, pois exige dos municípios a elaboração de planos de resíduos sólidos tendo em vista que o Congresso Nacional ainda não aprovou uma política nacional desses resíduos.
Seguindo essa lógica é de suma importância que o Legislativo Municipal aprove a renovação da autorização para que a Prefeitura convenie com a CORSAN a distribuição de água e a coleta de esgoto aqui em Viamão aproveitando para isso as verbas disponíveis do PAC federal antes que esse dinheiro vá para beneficio privado.
A aprovação desta lei e as leis municipais já criadas como a Lei Municipal n° 3004/2001* que Cria o Conselho Viamonence de Meio Ambiente - COVIMA, a Lei do Fundo Municipal do Meio Ambiente e tendo Viamão um território composto por uma grande área composta por Unidades de Conservação Ambiental faz com que o primeiro desafio da atual Administração Municipal é a Municipalização do Meio Ambiente com a devida transformação do Departamento Municipal de Meio ambiente em Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Para que isso aconteça nosso Prefeito Municipal deve enviar de imediato a Câmara Municipal de Vereadores propostas de leis para tal, bem como para criação de taxas de licenciamentos que reverteram verbas aos cofres municipais ao invés de irem para FEPAM quando da autorização de qualquer projeto que requeira estudos mais aprofundados, os quais podem ser realizados pelo quadro técnico qualificado da Prefeitura Municipal.
Atualmente todos os projetos de instalação de uma pequena indústria, de um loteamento ou de uma grande indústria têm que ter o aval (licença) da FEPAM que torna moroso e caro o processo para aquele que quer investir em nossa cidade, sendo sempre os mesmos os privilegiados, ou seja, aqueles que têm mais dinheiro. Com a Municipalização do Meio Ambiente Viamão ganhará em todos os pontos, tornando-se independente em relação ao Estado proporcionando a sua população a efetivação do controle social sobre mais esse serviço público através do Conselho Viamonense do Meio Ambiente - COVIMA por onde passa toda a política de Meio Ambiente que resultará numa melhor qualidade de vida para todos nós.*Itamar Santos autor da Lei do COVIMA como vereador do PT.
ver.itamarsantos@terra.com.be
Viamão 20 de Novembro de 2007.
Mas, um importante passo foi dado no inicio deste ano com a aprovação da Lei do Saneamento Básico, n° 11.445/2007, na direção da universalização dessa importante política pública no Brasil. A efetivação da Lei Nacional do Saneamento Básico torna obrigatório o planejamento e a regulação trazendo como novidade uma definição clara de saneamento como atividade que envolve necessariamente outros quatro serviços públicos: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais.
Outra grande questão importante é a titularidade do saneamento que infelizmente não fica clara se quem deve ser responsável pelo saneamento são os municípios ou os estados, mas garante os atuais contratos, bem como que essa competência é o pacto federativo estabelecido pela Constituição Federal.
A Lei estabelece uma ampla conceituação do que é serviço de saneamento, incluindo o serviço de coleta de lixo como sendo um serviço eminentemente municipal, fato esse considerado um avanço, pois exige dos municípios a elaboração de planos de resíduos sólidos tendo em vista que o Congresso Nacional ainda não aprovou uma política nacional desses resíduos.
Seguindo essa lógica é de suma importância que o Legislativo Municipal aprove a renovação da autorização para que a Prefeitura convenie com a CORSAN a distribuição de água e a coleta de esgoto aqui em Viamão aproveitando para isso as verbas disponíveis do PAC federal antes que esse dinheiro vá para beneficio privado.
A aprovação desta lei e as leis municipais já criadas como a Lei Municipal n° 3004/2001* que Cria o Conselho Viamonence de Meio Ambiente - COVIMA, a Lei do Fundo Municipal do Meio Ambiente e tendo Viamão um território composto por uma grande área composta por Unidades de Conservação Ambiental faz com que o primeiro desafio da atual Administração Municipal é a Municipalização do Meio Ambiente com a devida transformação do Departamento Municipal de Meio ambiente em Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Para que isso aconteça nosso Prefeito Municipal deve enviar de imediato a Câmara Municipal de Vereadores propostas de leis para tal, bem como para criação de taxas de licenciamentos que reverteram verbas aos cofres municipais ao invés de irem para FEPAM quando da autorização de qualquer projeto que requeira estudos mais aprofundados, os quais podem ser realizados pelo quadro técnico qualificado da Prefeitura Municipal.
Atualmente todos os projetos de instalação de uma pequena indústria, de um loteamento ou de uma grande indústria têm que ter o aval (licença) da FEPAM que torna moroso e caro o processo para aquele que quer investir em nossa cidade, sendo sempre os mesmos os privilegiados, ou seja, aqueles que têm mais dinheiro. Com a Municipalização do Meio Ambiente Viamão ganhará em todos os pontos, tornando-se independente em relação ao Estado proporcionando a sua população a efetivação do controle social sobre mais esse serviço público através do Conselho Viamonense do Meio Ambiente - COVIMA por onde passa toda a política de Meio Ambiente que resultará numa melhor qualidade de vida para todos nós.*Itamar Santos autor da Lei do COVIMA como vereador do PT.
ver.itamarsantos@terra.com.be
Viamão 20 de Novembro de 2007.
domingo, 11 de novembro de 2007
A quem interessar possa:
Não tenho a intenção de ter o monopólio da verdade, mas nas questões de interesse da população viamonense, sempre que eu puder opinar, estarei declarando a minha opinião. Temos vários temas importantes em debate na cidade e entre eles está à construção de mais um presídio em nossa cidade.
No meio desse debate assistimos de tudo respeitando as mais diversas opiniões, mas é deseducativo afirmar em um meio de comunicação (www.viamaohoje.com.br) que eu não "saquei” o que esta acontecendo em Viamão.
Admito qualquer tipo de opinião, pois sou uma pessoa democrática.
E se temos políticos "lalaus” em Viamão é porque alguém votou neles, sendo uma grande parcela da população em troca de algum favor, ou seja, em beneficio próprio, praticando assim uma forma de corrupção e agora cabe a justiça julgá-los e condená-los. Aqui cabe uma pergunta. Porque a RBS não fez mais nenhuma reportagem aqui na cidade sobre os recentes escândalos de funcionários e estagiários fantasmas na Câmara Municipal de Vereadores? Será porque os envolvidos são de partidos que essa empresa defende?
Em 2008 haverá eleições novamente, será que essas pessoas e tantos outros eleitores de nossa cidade votarão em candidatos éticos ou irão votar nesses mesmos "lalaus” de hoje?
"Te liga mano"!!!!
Ah!!! E não basta ter presídio, tem que ter trabalho e renda ao povo pobre de nossa cidade porque se não no futuro não haverá local para prender tanto bandido ou simplesmente os pobres que tiveram que roubar para não morrem de fome e daí não faltará vozes como essas que estarão aos gritos clamando por "Pena de Morte Já!!!! Como já está acontecendo nas favelas do RJ e em tantas outras onde os "Bacanas do Asfalto" invadem as favelas para financiar o trafico de drogas e os "lalaus" de lá mandam o "caveirão e os helicópteros" bombardearem os pobres.
E por falar nisso. A polícia do Rio de Janeiro, que segundo a grande mídia empresarial, é a cidade mais violenta do país, já matou 961 pessoas de 1° de janeiro a 30 de setembro deste ano (2007), 20% a mais do que o mesmo período de 2006. Essa informação é da própria Secretaria de Segurança Pública daquele Estado.
Isso significa dizer que sete pessoas, na maioria são trabalhadores pobres, são assassinadas a cada dois dias. Nas entrevistas o “cowboy carioca”, Sérgio Cabral, afirmou “que não é possível combater o crime sem o derramamento de sangue e defendeu a legalização do aborto como um instrumento de redução da violência”. O Governador Cabral (PMDB) é o executor de uma política de segurança publica que é baseada no confronto e na execução de pessoas inocentes colaborando com o processo em curso de criminalização da pobreza e dos movimentos sociais organizados que combate esse tipo de estado de coisas. Portanto não seria a pessoa mais indicada para falar em controle da natalidade, muito menos dessa forma neofacista vociferada por ele.
Por aqui não é muito diferente, enquanto a Governadora Yeda (PSDB) investiu apenas R$ 3,4 milhões em 2007 em segurança publica o Governo Lula já repassou R$ 15.2 milhões em espécie e mais R$ 2,3 milhões em equipamentos (viaturas, computadores, etc...) e já aprovou mais 8,36milhões para os próximos meses, os quais serão aplicados nas áreas de reaparelhamento dos órgãos de segurança publica implantação e modernização de estruturas físicas de unidades e na prevenção da violência.
Alem de dar inicio a construção do prédio da Academia Integrada de Segurança Publica que integrara os cursos de capacitação da Policia Civil, Instituto Geral de Perícias, da SUSEPE, e cursos para Policiais Militares. Para a Brigada Militar terá recursos para a compra de algemas, coletes a prova de tiros, pistolas, projeteis, granadas, viaturas, equipamentos de proteção respiratória para uso dos Bombeiros e mais uma serie de equipamentos para estruturar a Policia Civil. Esses projetos e verbas foram aprovados pelo Conselho Gestor do Fundo Nacional de Segurança Publica cabendo a nós, sociedade gaúcha e viamonense nos organizarmos para fiscalizarmos a aplicação desses recursos que ultrapassam R$ 25 milhões oriundos do Governo Lula, além da contra partida do Governo Estadual que terá o dever moral de investir ou será que deixará só por conta do Governo Federal?
Meu amigo e minha amiga leitora gostaria de receber sua opinião sobre essa discussão da segurança publica, envie-me correspondência eletrônica para o endereço: ver.itamarsantos@terra.com.br ou deixe o seu comentário neste site.
Viamão 10 de novembro de 2007.
No meio desse debate assistimos de tudo respeitando as mais diversas opiniões, mas é deseducativo afirmar em um meio de comunicação (www.viamaohoje.com.br) que eu não "saquei” o que esta acontecendo em Viamão.
Admito qualquer tipo de opinião, pois sou uma pessoa democrática.
E se temos políticos "lalaus” em Viamão é porque alguém votou neles, sendo uma grande parcela da população em troca de algum favor, ou seja, em beneficio próprio, praticando assim uma forma de corrupção e agora cabe a justiça julgá-los e condená-los. Aqui cabe uma pergunta. Porque a RBS não fez mais nenhuma reportagem aqui na cidade sobre os recentes escândalos de funcionários e estagiários fantasmas na Câmara Municipal de Vereadores? Será porque os envolvidos são de partidos que essa empresa defende?
Em 2008 haverá eleições novamente, será que essas pessoas e tantos outros eleitores de nossa cidade votarão em candidatos éticos ou irão votar nesses mesmos "lalaus” de hoje?
"Te liga mano"!!!!
Ah!!! E não basta ter presídio, tem que ter trabalho e renda ao povo pobre de nossa cidade porque se não no futuro não haverá local para prender tanto bandido ou simplesmente os pobres que tiveram que roubar para não morrem de fome e daí não faltará vozes como essas que estarão aos gritos clamando por "Pena de Morte Já!!!! Como já está acontecendo nas favelas do RJ e em tantas outras onde os "Bacanas do Asfalto" invadem as favelas para financiar o trafico de drogas e os "lalaus" de lá mandam o "caveirão e os helicópteros" bombardearem os pobres.
E por falar nisso. A polícia do Rio de Janeiro, que segundo a grande mídia empresarial, é a cidade mais violenta do país, já matou 961 pessoas de 1° de janeiro a 30 de setembro deste ano (2007), 20% a mais do que o mesmo período de 2006. Essa informação é da própria Secretaria de Segurança Pública daquele Estado.
Isso significa dizer que sete pessoas, na maioria são trabalhadores pobres, são assassinadas a cada dois dias. Nas entrevistas o “cowboy carioca”, Sérgio Cabral, afirmou “que não é possível combater o crime sem o derramamento de sangue e defendeu a legalização do aborto como um instrumento de redução da violência”. O Governador Cabral (PMDB) é o executor de uma política de segurança publica que é baseada no confronto e na execução de pessoas inocentes colaborando com o processo em curso de criminalização da pobreza e dos movimentos sociais organizados que combate esse tipo de estado de coisas. Portanto não seria a pessoa mais indicada para falar em controle da natalidade, muito menos dessa forma neofacista vociferada por ele.
Por aqui não é muito diferente, enquanto a Governadora Yeda (PSDB) investiu apenas R$ 3,4 milhões em 2007 em segurança publica o Governo Lula já repassou R$ 15.2 milhões em espécie e mais R$ 2,3 milhões em equipamentos (viaturas, computadores, etc...) e já aprovou mais 8,36milhões para os próximos meses, os quais serão aplicados nas áreas de reaparelhamento dos órgãos de segurança publica implantação e modernização de estruturas físicas de unidades e na prevenção da violência.
Alem de dar inicio a construção do prédio da Academia Integrada de Segurança Publica que integrara os cursos de capacitação da Policia Civil, Instituto Geral de Perícias, da SUSEPE, e cursos para Policiais Militares. Para a Brigada Militar terá recursos para a compra de algemas, coletes a prova de tiros, pistolas, projeteis, granadas, viaturas, equipamentos de proteção respiratória para uso dos Bombeiros e mais uma serie de equipamentos para estruturar a Policia Civil. Esses projetos e verbas foram aprovados pelo Conselho Gestor do Fundo Nacional de Segurança Publica cabendo a nós, sociedade gaúcha e viamonense nos organizarmos para fiscalizarmos a aplicação desses recursos que ultrapassam R$ 25 milhões oriundos do Governo Lula, além da contra partida do Governo Estadual que terá o dever moral de investir ou será que deixará só por conta do Governo Federal?
Meu amigo e minha amiga leitora gostaria de receber sua opinião sobre essa discussão da segurança publica, envie-me correspondência eletrônica para o endereço: ver.itamarsantos@terra.com.br ou deixe o seu comentário neste site.
Viamão 10 de novembro de 2007.
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