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  A grande mídia silencia perante os avanços da Mulher na  sociedade brasileira e  na produção científica que produz  vida de forma gratuita...

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terça-feira, 3 de março de 2026

 

A grande mídia silencia perante os avanços da Mulher na

 sociedade brasileira e  na produção científica que produz

 vida de forma gratuita.

O silenciamento da grande mídia sobre as contribuições científicas das mulheres no Brasil contrasta fortemente com a realidade de um campo em que a presença feminina é majoritária na pós-graduação e produz ciência de altíssimo nível, frequentemente com recursos escassos e grande impacto social.

Mulheres cientistas brasileiras marcaram a história com contribuições fundamentais e continuam a liderar pesquisas inovadoras em diversas áreas. Nomes como Bertha Lutz, Elisa Frota Pessoa e Nise da Silveira abriram caminhos, enquanto pesquisadoras contemporâneas como Jaqueline Góes de Jesus (sequenciamento da COVID-19) e Alicia Kowaltowski (bioquímica) têm destaque internacional. Embora a representação feminina na pós-graduação chegue a 54%, elas ainda enfrentam desafios de equidade nas posições de liderança.



Principais Cientistas Brasileiras (Históricas e Atuais):

Bertha Lutz (1894-1976): Bióloga, zoóloga e líder feminista, fundamental no estudo de anfíbios.

Elisa Frota Pessoa (1921-2018): Pioneira da física no Brasil, fundadora do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

Nise da Silveira (1905-1999): Psiquiatra renomada que revolucionou o tratamento de saúde mental.

Graziela Maciel Barroso (1912-2003): Botânica, conhecida como a "primeira-dama da botânica no Brasil".

Enedina Alves Marques (1913-1981): Pioneira na engenharia, primeira mulher negra a se formar engenheira no Brasil.

Jaqueline Góes de Jesus: Biomédica, liderou o sequenciamento do genoma do vírus SARS-CoV-2 no Brasil.

Alicia Kowaltowski: Bioquímica de renome, premiada internacionalmente por pesquisas sobre mitocôndrias.

Nicole Oliveira: Reconhecida pela NASA como uma das astrônomas mais jovens do mundo, com descobertas de asteroides aos 12 anos.

Cenário Atual e Desafios:

Avanços: A presença feminina é forte, com 58% de mulheres bolsistas na CAPES e 54% das alunas de mestrado/doutorado sendo mulheres.

Barreiras: Mulheres ainda são minoria (cerca de 43%) entre professores de pós-graduação, evidenciando o "teto de vidro" na progressão de carreira.

Destaque recente: O Prêmio Carolina Martuscelli Bori, criado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), celebra pesquisadoras de destaque, como Nísia Trindade (ex-ministra da Saúde).

 

A partir de políticas públicas   promovidas pelo governo federal de Lula presidente.

 

O reconhecimento público e a visibilidade são tão cruciais quanto o financiamento. Por isso, é fundamental analisar como as políticas públicas federais, especialmente no atual governo, atuam para romper tanto o "teto de vidro" da carreira científica quanto o cerco do silêncio midiático.

 

O Papel das Políticas Públicas do Governo Federal no Fomento e Visibilidade

 

O governo do presidente Lula, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério da Saúde (MS) e de agências como o CNPq e a CAPES, tem implementado ações que visam não apenas corrigir desigualdades históricas, mas também dar protagonismo e visibilidade à produção científica feminina. A ciência brasileira é feita majoritariamente em universidades públicas, e o fortalecimento dessas instituições é a base de tudo.

 

Algumas iniciativas concretas que dialogam com a realidade:

 

1. Ações Afirmativas e Combate à Assimetria de Gênero

As políticas públicas recentes reconhecem que, embora as mulheres sejam a maioria na pós-graduação (54%), elas perdem espaço na progressão de carreira. Para enfrentar isso:

 

· Editais com Recorte de Gênero: O CNPq e o MCTI têm lançado chamadas públicas específicas para meninas e mulheres nas ciências exatas, engenharias e computação, áreas onde a presença feminina é historicamente menor. O objetivo é fomentar a pesquisa e criar redes de apoio, inspirando novas gerações, como a jovem astrônoma Nicole Oliveira.

· Bolsa-Produtividade e Parentalidade: Uma barreira crítica para cientistas mulheres é a maternidade. O CNPq implementou mudanças cruciais nas regras das bolsas de produtividade, considerando o período de licença-maternidade na avaliação do currículo. Antes, os meses dedicados aos cuidados primários eram um "buraco" na produção científica, penalizando as mães. Essa política visa equalizar as oportunidades de progressão, atacando diretamente o "teto de vidro" mencionado.

 

2. Reconhecimento e Premiação (Dando Visibilidade)

Para combater o silêncio, é preciso dar palco. O governo federal tem atuado em parceria com entidades científicas para dar luz a essas trajetórias:

 

· Prêmio "Carolina Martuscelli Bori" & "Nísia Trindade Lima": O prêmio da SBPC, que é um marco. É importante notar que a própria SBPC, maior sociedade científica do país, é presidida por uma mulher, a física Fernanda Sobral, e tem em sua liderança figuras que ocuparam e ocupam altos cargos públicos. A ex-ministra da Saúde e atual presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima (uma cientista social de carreira), é um símbolo máximo desse protagonismo. Sua trajetória à frente da Fiocruz e do Ministério da Saúde durante a reconstrução do país e o pós-pandemia é um exemplo de como a ciência feita por mulheres ocupa centros de poder e decisão.

· Protagonismo em Crises Nacionais: A cientista Jaqueline Góes de Jesus tornou-se um rosto público durante a pandemia justamente porque sua liderança no sequenciamento do vírus foi amplificada pelas ações de comunicação da ciência pública. Embora a grande mídia ainda seja falha, canais oficiais do governo e de instituições como a Fiocruz e o Butantan (liderado por Esper Kallás, mas com inúmeras pesquisadoras nos cargos de chefia) fizeram um esforço para mostrar quem estava na linha de frente.

 

3. Fortalecimento da Ciência Pública e Gratuita

 

A produção de conhecimento que "produz vida de forma gratuita" é a espinha dorsal do SUS (Sistema Único de Saúde) e das universidades públicas.

 

· Recomposição do Orçamento: Após anos de cortes severos, o governo federal iniciou um processo de recomposição do orçamento da Ciência e Tecnologia e das universidades federais. Isso permite que laboratórios funcionem e que pesquisas como as de Alicia Kowaltowski (bioquímica) sobre mitocôndrias, ou estudos agronômicos que derivam da obra de Graziela Barroso, continuem a ter impacto global.

· Programas de Iniciação Científica: A base da pirâmide é essencial. Programas como o PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) do CNPq são a porta de entrada para milhares de jovens cientistas, majoritariamente mulheres. É nesses programas que se forma a próxima Elisa Frota Pessoa ou Enedina Alves Marques.

 

Entre o Silêncio e a Resistência

 

A grande mídia corporativa, de fato, ignora ou sub-representação essa efervescência científica, preferindo pautas de entretenimento ou político-partidária. Ela raramente mostra os bastidores dos laboratórios ou as trajetórias inspiradoras das pesquisadoras por questões machistas óbvias que estruturalmente formam a sociedade em todos os setores.

Romper com essa cultura ideológica é urgente e permanente.

No entanto, o Estado brasileiro, através de políticas públicas coordenadas, tem um papel duplo e fundamental:

 

1. Fomentar a ciência: Garantindo que mulheres como Jaqueline, Alicia e as futuras Nises e Berthas tenham bolsas, infraestrutura e condições de pesquisar.

2. Promover a equidade: Criando mecanismos (como as regras de parentalidade) para que as cientistas possam romper o teto de vidro e chegar às posições de liderança que já ocupam na pós-graduação.

 

O reconhecimento de Nísia Trindade no prêmio da SBPC e sua posição como ministra não é um fato isolado. É o resultado de décadas de produção científica qualificada em instituições públicas e, agora, de um contexto político que valoriza essa trajetória e busca, através de políticas ativas, garantir que a história das cientistas brasileiras seja escrita com justiça e visibilidade, mesmo contra a corrente do silêncio midiático.

A falta de reconhecimento não é apenas o único problema enfrentado pela Mulher.

Ser solidário às Mulheres é o mínimo que um homem pode, mas com certeza não é o suficiente e combater o machismo, o racismo e o feminicídio e todos os preconceitos tem que ser uma pratica de cada homem mobilizando, lutando e legislando por LEIS que tenham punição exemplar aos criminosos assim como a regulamentação da Internet para que comentários em chats e redes sociais também sejam punidas com o mesmo peso de lei. E estes crimes tem que ser inafiançáveis, sem progressão de penas e penas exemplares como prisão perpétua devem ser aprovadas no Brasil.

Itamar Santos.

 

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