Quem sou eu

Minha foto
Viamão, RS, Brazil
Trabalhador, de Esquerda e Socialista!

Total de visualizações de página

Postagem em destaque

  A grande mídia silencia perante os avanços da Mulher na  sociedade brasileira e  na produção científica que produz  vida de forma gratuita...

1 ª CVS RS

1 ª CVS RS
Fetag RS

O Nosso Estado.

O Nosso Estado.
Rio Grande do Sul

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Realengo, metástase de uma sociedade doente.

       Com a redemocratização, após um longo período ditatorial, o Brasil e os brasileiros vivem um processo de aprendizagem nada fácil.

          Nossa democracia tem somente 33 (1980-2013) anos e neste período as verdades antes escondidas agora são descobertas em uma velocidade muito grande onde ficamos perplexos com tanta informação sobre corrupção, roubos, assassinatos e tudo de mal que possa acontecer em uma sociedade onde o melhor advogado é o dinheiro que mantem os ricos impunes.

          Esta grande quantidade de más informações são divulgadas estrategicamente para nos desgostarmos com a democracia em que vivemos, onde a mídia capitalista se alimenta com estes fatos e silenciosamente quer nos fazer comparar como antes. 

Só que “antes”: tudo isso e muito mais acontecia e nada era informado.

          E mais uma vez a tragédia de Realengo serviu para que as páginas dos jornais impressos e eletrônicos deem mais e mais lucros para seus donos e quando o povo já estiver se esquecido de tudo (você se lembra disso??), não se falara mais sobre os inocentes mortos por um sistema doente, demente e corrupto que não cria saídas para suas próprias doenças e muito menos para suas causas.

          Este triste e horripilante dia ficara para todo sempre nas cabeças e nos corações daqueles que perderam seus filhos e filhas que foram assassinadas por um doente mental que nunca foi tratado por essa mesma sociedade que sobrevive de hipótricos espetáculos midiáticos.

          O horror transmitido mundialmente neste 7 de abril de 2011 nada mais é do que o câncer social provocado por um sistema que privilegia o capital em detrimento do ser humano.  

Aquele animal bípede (fruto de um sistema excludente) deveria já ter sido descoberto desde quando aluno da mesma escola, na qual frequentou por anos, em que retornou para assassinar dezenas de crianças.

          Sua doença se diagnosticada na infância seria tecnicamente possível ser tratada se a sociedade permitisse que os governantes aplicassem o necessário em educação e em saúde pública.

          Mas, o que infelizmente assistimos no dia a dia são editoriais de renomados articulistas grifarem em seus artigos que o “déficit vai ás alturas” caso o governo Tarso concedesse os míseros 10.9% ao magistério gaúcho, aprovados na assembleia geral do CEPERS sindicato em 08-04-11 ou pagar o piso nacional do magistério como já definido em lei, são exemplos em qualquer época.

          Salário de Professor, médico do SUS e todos os trabalhadores essenciais a estes serviços são considerados pelos “especialistas econômicos” como despesa.

          Ainda esta em tempo desta mesma sociedade se auto tratar: basta promovermos um grande debate sobre quanto custa uma educação e uma saúde  de qualidade e equânime onde todos e tudo seja resolvido.

          Ou a ganancia capitalista não permitirá que todos tenham as mesmas oportunidades e direitos, onde uns são mais humanos que os outros. Se isto prevalecer estaremos decretando o nosso auto extermínio.


Publicado em agosto de 2013 no jornal O meio.     



          

Emir Sader entrevista José Mujica, presidente do Uruguai

sábado, 15 de junho de 2013

O Povo não quer só comida....


        
  É junho de 2013 e o Brasil passa pelo terceiro governo popular e democrático de forma consecutiva e inédita. Governo de grandes avanços em todas as áreas de atuação propiciando maior acesso do povo a direitos fundamentais como trabalho, educação e saúde.

          A democracia brasileira passa pelo seu maior teste nesta conjuntura onde governo e população estão teoricamente no mesmo lado onde o que predomina é a participação e o acesso aos mínimos sociais.

          Este é o momento que o povo quer mais do que o mínimo, ele reivindica o necessário para sobreviver. 

É neste momento que o nosso governo que lutamos tanto para eleger e mantê-lo por mais de uma década no posto mais alto da democracia burguesa deve ouvir o clamor das ruas.

          O movimento social através das manifestações promovidas pela juventude brasileira e mundial usa estrategicamente o momento atual onde o mundo todo esta com o olhar no Brasil pelo o acontecimento comercial e lucrativo da Copa das Confederações chama a atenção, principalmente, do seu governo federal e de sua Presidenta para o aumento do preço das passagens do transporte coletivo.

          Poderia ser qualquer um tema, mas a escolha é emblemática porque traz a tona o lucro extremado que os empresários deste setor acumulam ao longo da historia brasileira e o consequente subsidio que este mesmo governo dá a este setor e a tantos outros e nada de retorno a população proveniente destas isenções.

          Há sempre aqueles querem aterrorizar a democracia questionando se estas manifestações são contra a democracia. 

É neste momento que veremos o quanto nossas instituições estão verdadeiramente maduras para coibir atos de violência e de desrespeito ao estado democrático de direito como estamos presenciando no atual período.

          Alarmistas dizem que há “perigo de uma revolução” para poder justificar a ação truculenta das forças repressoras, infelizmente, existentes no Brasil.

          Quiçá que houvesse uma revolução, mas ainda não é... Há na verdade uma convergência para uma organização mais interativa com a democratização vigiada da internet que facilita a comunicação entre as pessoas em níveis globais, mas o que assistimos mundo a fora é a falência do sistema capitalista e o povo a partir da sempre juventude dá um recado claro aos governos que hoje nos palácios sofrem de miopia social e se esqueceram de repartir renda neste país e no mundo.

          Não basta baixar o IPI dos carros, por exemplo, deve repassar esse dinheiro ao salario dos trabalhadores, pois não fazendo isso, mais uma vez estamos dando dinheiro do povo aos patrões e assim sucessivamente.

          Isso é muito bom que aconteça porque é uma demonstração de politização popular que através do transporte coletivo chama atenção para toda uma cadeia produtiva que deve ser socializada. Em breve veremos sinais de socialização da produção por iniciativas como estas... Há muito se encerrou os modelos totalitários. 

Viva a Democracia!!!

          E a Presidenta Dilma o recado esta dado!!! Ou ela fica ao lado do povo ou o povo pode lhe retirar do governo reconduzindo a este posto um governante avesso à democracia.

          Ficar ao lado do povo significar garantir seus direitos e exigir dos patrões socialização dos lucros via aumento real e salários dignos à classe trabalhadora.



sábado, 25 de maio de 2013

Internação compulsória.

Cena curriqueira nas grandes metrópoles,
mas esta pessoas escolheram estarem assim???


          Não é a primeira vez que ouvimos esta palavra nos noticiários brasileiros para atormentar nossas vidas e confundir a nossa compreensão.

          A compulsoriedade é um artificio utilizado por aqueles que querem impor sua vontade mesmo que esta vontade não esteja, ou seja, entendida amplamente pela população como sendo uma proposta admissível, viável e correta.

Neste 2013 a compulsoriedade vem contaminada pela ideologia dominante mundialmente onde o Brasil e seu povo mais uma vez serão cobaias onde a luta entre capital e trabalho permanecem na epiderme social.

          A luta de classe fica claríssima quando O DR Osmar Terra, PMDB, impõe como força de lei as internações compulsórias para os viciados em crack e outras drogas sejam internados.

          O Brasil necessita ser “limpo” para poder receber um dos maiores eventos capitalistas onde a FIFA esta autorizada a chefiar esta “missão” pelo sistema capitalista altamente em crise na Europa e por isso aqui esta sendo o campo fértil para o sistema sobreviver explorando a nossa força de trabalho que lhes garante lucro fácil.

          Além de ser autoritária esta proposta vem isolada de uma politica de saúde publica integral que garanta o atendimento clinico adequado aos usuários de crack e outras drogas, bem como omite dados estatísticos que comprovam que quem mais vicia é as drogas licitas e contra estas drogas nada é feito para que aja uma Redução de Danos junto da sociedade advindo do seu consumo.

          A grande intensão desta lei é a de higienização social para poder receber os capitalistas estrangeiros durante os trinta dias da copa do mundo.

          A politica de combate às drogas deve ser um conjunto articulado de ações vinculantes e intersetoriais de governo que privilegie a prevenção ao uso de drogas, o combate ao trafico e o tratamento a saúde dos usuários de drogas tendo o serviço publico como o executor direto destas ações.

          Deve haver do governo brasileiro uma ação dura no combate ao trafico de drogas desde suas fronteiras ate as mansões das grandes cidades.

          Uma ação governamental imediata deve acontecer junto à mídia nacional e internacional proibindo a propaganda de produtos viciantes na TV, jornais e rádios como as bebidas alcoólicas e nos eventos esportivos da copa do mundo de 2014, das olimpíadas de 2016 a sua venda.

          A adoção desta politica como do Estado Brasileiro para todo o seu território iniciaremos assim a primeira grande campanha de educação preventiva contra o uso de drogas no Brasil.

          A adoção de medidas importantes como essa sofrem grandes pressões das grandes indústrias multinacionais contrarias ao vim da massificação antidemocrática de seus produtos que dizimam milhares de vidas e famílias em todo o globo terrestre.

          A efetivação deste tipo de politica deve ter um grande apoio popular para garantir ao governo legitimidade popular para a execução de tal medida.

          Tem um ditado popular que diz: Obrigado!! Somente pau arrastado lomba acima e puxado por um trator. Com isso finalizo te dizendo que o povo deve ser livre e para ser livre tem que querer.
Alguém, alguma vez já ouviu estas pessoas???


           

          

Redução de Danos

          A Política de Redução Danos surgiu como uma estratégia para enfrentar as situações causadas pelo uso de drogas e do contagio do vírus HIV.

          Por volta de 1920, 1930 em Rolleston, um condado no interior da Inglaterra, que tinha uma espécie de um centro de saúde, conta-se que seus trabalhadores, médicos e enfermeiros, ao irem para o trabalho tinham que obrigatoriamente passar por um grupo de moradores de rua, usuários de heroína injetável e de álcool. 

E aquilo começou a intriga-los, pois não tinham como ajuda-los.

          Então esses técnicos resolveram distribuir heroína e álcool no centro de saúde, assim os usuários iriam ao posto para poder pegar a droga, chegando ao posto de saúde eles ganhavam, além da porção, o direito de poder tomar um banho, lavar suas roupas e, se quisessem, podiam conversar com esses médicos, com esses enfermeiros, psicólogos, enfim eles passaram a usar essa possibilidade para atrair esse grupo. 

Os resultados foram tão bons que o Condado de Rolleston tornou sendo o berço da redução de danos no mundo, isso em 1930, 1940.

          Veio a se constituir como politica de saúde na Holanda na década de 1970 onde havia locais de saúde abertos ao consumo de drogas.

          A redução de danos questiona vários conceitos e praticas e entre elas estão às palavras chaves que organizam o pensamento em relação às drogas que são; prevenção e tratamento.

          Veja o uso do álcool, por exemplo, os adolescentes olham para os adultos que bebem numa boa e veem que a prevenção não foi cumprida, pois a prevenção diz para não usar nunca, é por isso que a prevenção que as pessoas tanto gostam é uma ilusão porque não a interesse social em negar as drogas. Há uma grande hipocrisia nisso.
         
É possível usar drogas e cumprir com as suas responsabilidades?

          Muitos de nós duvidamos disso, mas ao darmos um passeio pela cidade veremos “quanta gente bonita”, “quanta gente rica”, “quanta gente boa”, quanta gente que estuda e trabalha e vai beber, e depois volta para casa numa boa, não perde trabalho nem família, e não roubam ninguém... E não são notados nas estatísticas como usuários de drogas, mas as “gentes feias, pobres e ruins” necessitam ser retirada a força das ruas???


          Como eu queria achar que o mundo é o mundo que eu imagino.
          O mundo é diverso, avesso a minha vontade e a ausência do exercício da democracia, tão importante para nós, é que precisa ser restaurada para que a gente (os bonitos e bem de vida) comece a lidar melhor com esses (os feios e pobres), assim chamados, grupos de alta vulnerabilidade.

          E no momento que admitimos que haja um grupo vulnerável neste universo onde o uso “descontrolado ou irresponsável” de drogas pode gerar a morte do individuo acredito que os Programas de Redução de Danos possam ser boas estratégias para reduzir os danos à saúde contribuindo nas suas opções sem que isso seja visto como permissivo ou antidemocrático.

          A droga sempre existiu e sempre vai existir, e as pessoas usam drogas, licitamente ou ilegalmente. O problema não é a droga em si, mas é a relação que a gente estabelece com ela.

          Tem uma frase histórica, do psiquiatra e professor na UNIFESP, Dr. Dartiu Xavier da Silveira que diz: “o contrário de dependência não é abstinência, o contrário de dependência é liberdade”.

          Isso pode explicar porque somos contrários à internação compulsória... Se for livre para optar em usar drogas a internação trata de uma doença da liberdade.

          E a nossa convivência com a democracia é muito curta, consequentemente, a gente não sabe viver com liberdade, então admitirmos que seja um direito de cada um usar drogas e que isso não significa sermos permissivos e sim democráticos se torna difícil, até certo tabu.

          A redução de danos é muito polêmica, pois ela não traz só prevenção de doenças, ela traz toda a liberdade à tona e para termos liberdade temos que ter nossos direitos garantidos e nossos deveres cumpridos, sermos responsáveis por nossas escolhas.

          Viver em democracia tem o seu preso e quando alguém escolhe livremente fazer uso de drogas esta optando em correr riscos, pois cada um de nós reage ao uso de um modo ainda mais quando há um sistema que lucra com tudo que escolhemos, por isso há de se pensar como devemos contrapor-se a hipocrisia do comercio legal de drogas que é permissivo a iniciação do consumo ilegal ou devemos liberar geral???






sábado, 11 de maio de 2013

Loucura???



          Onde está?

          Quem é?

          Desde que o mundo é muito a humanidade tenta conceituar a loucura, muitos revolucionários foram taxados de loucos e aprisionados ate a morte ou foram executados em nome de uma sociedade doente.

          A loucura ou insânia é segundo a psicologia uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados anormais pela sociedade. 

É resultado de doença mental, quando não é classificada como a própria doença. 
A verdadeira constatação da insanidade mental de um indivíduo só pode ser feita por especialistas em psicopatologia.

          Algumas visões sobre loucura defendem que o sujeito não está doente da mente, mas pode simplesmente ser uma maneira diferente de ser julgado pela sociedade. 

Na visão da lei civil, a insanidade revoga obrigações legais e até atos cometidos contra a sociedade civil com diagnóstico prévio de psicólogos, julgados então como insanidade mental.

          Então que loucura é esta que sou diagnosticado por outra pessoa que só tem a subjetividade como parâmetro para decidir sobre a minha sanidade???... 
        
          Passando pelas “loucuras” de Homero e Sócrates que definiam a loucura como sendo obra dos “deuses” e que os homens não passavam de meros bonecos a seu dispor, Hegel afirmou que a loucura não seria a perda abstrata da razão:

"A loucura é um simples desarranjo, uma simples contradição no interior da razão, que continua presente".

          A loucura deixou de ser o oposto à razão ou sua ausência, tornando possível pensá-la como "dentro do sujeito", a loucura de cada um, possuidora de uma lógica própria.
          Hegel tornou possível pensar a loucura como pertinente e necessária à dimensão humana, e afirmou que só seria humano quem tivesse a virtualidade da loucura, pois a razão humana só se realizaria através dela.

          Seria Hegel mais um louco???

Em sua época, creio que estava à frente de seu tempo e séculos se passaram para que ainda loucura seja tema de estudo com seus avanços e retrocessos.

          Nos séculos passados, quando ainda não havia controle de saúde mental, a loucura era uma questão privada onde, as famílias eram responsáveis por seus membros portadores de transtorno mental.

          Os “loucos” eram livres para circulação nos campos, mas, nem tudo eram flores. Eles também eram alvo de chacotas, zombarias e escárnio público.

          Foram surgir as primeiras instituições, no ano de 1841 na cidade do Rio de Janeiro, que era um abrigo provisório, logo após surgirem outras instituições como hospícios e casas de saúde.

          Somente agora no final do século XX é que a militância por serviços humanizados conseguiu às primeiras implantações de Centros de Atenção Psicossocial os CAPS após muita luta iniciada originalmente no movimento chamado de Reforma Sanitária Brasileira da qual resultou a criação do Sistema Único de Saúde - (SUS), vislumbre-se um novo olhar para a loucura.

          Embalados pela Reforma Sanitária, os militantes da saúde mental criaram O Movimento Antimanicomial, também conhecido como Luta Antimanicomial que se refere a um processo de transformação dos Serviços Psiquiátricos, derivado de uma série de eventos políticos nacionais e internacionais.

          O Movimento Antimanicomial tem o dia 18 de maio como data de comemoração no calendário nacional brasileiro.

          Esta data remete ao Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, ocorrido em 1987, na cidade de Bauru, no estado de São Paulo.

          Então neste 18 de maio estaremos comemorando 26 anos de luta contra o preconceito e a favor da humanização no atendimento a uma importante parcela da população brasileira que sofre em silêncio as injustiças sociais ainda cometidas contra elas e aos seus.


O Leite derramou!!!!



          E agora???

          Mais uma vez caiu a mascara da burguesia midiática brasileira em mais um escândalo patrocinado pela iniciativa privada.

          Desta vez foi o leite o produto utilizado para burlar a legislação e assim enriquecer ilicitamente um setor da burguesia local e como sempre quem paga por este enriquecimento são os consumidores que compram produtos impróprios ao consumo.

          Apesar da policia fazer a sua parte o que fica é a repercussão do fato em si, onde a mesma mídia que é implacável com os desvios no setor público não o faz com o setor privado, pois não divulga nem o nome dos envolvidos para assim os identificar perante a sociedade em geral que foi roubada por mais este crime dando assim uma sensação de impunidade onde somente os negros e pobres são presos mesmo sem a liturgia do “poder judiciário”.

          Infelizmente a corrupção faz parte da pratica humana e esta enraizada no nosso cotidiano sendo uma poderosa ferramenta de dominação onde a burguesia usa todos os meios para burlar as leis e assim ter lucro fácil.

          Este escândalo que traz à tona a podridão de alguns empresários comprova aquilo que a mídia nacional e internacional se esforça em esconder tentando diariamente culpabilizar somente o setor público enquanto sabemos que a iniciativa parte da iniciativa privada ou no mínimo deviam identificar os verdadeiros culpados e deixar de ter dois pesos e duas medidas.

          E além da escancarada corrupção criminosa este caso traz a tona todo o processo de industrialização onde as indústrias não se preocupam com a qualidade daquilo que produzem deixando novamente os consumidores sem garantias daquilo que é consumindo.

          Mais uma vez cabe ao poder público garantir esta fiscalização investindo em formação profissional de seus quadros de servidores tendo a preocupação central de ter em seus quadros servidores comprometidos com a legalidade e a lisura dos processos e aqueles que se desviar desta conduta garantir-lhes a justa exclusão do serviço público.

          Somente com fiscalização e combate rigoroso a corrupção teremos nossas garantias sociais mantidas e preservadas.

         

terça-feira, 23 de abril de 2013

A Borracheira.


Os anos passam e ela permanece firme a cumprir o seu papel silenciosamente, ou seja, protegendo-nos do sol escaldante do verão ou do chuvisco típico do inverno.

          Sua estatura lhe permite dominar um certo território onde todos passam por ela sem ela nada dizer, mas isso não significa que ela não sabia todos os segredos daqueles que já foram ou daqueles que estão chegando sem se perceber que estão sendo notados.

          A palavra território refere-se a uma área delimitada sob a posse de um animal, de uma pessoa (ou grupo de pessoas), de uma organização ou de uma instituição. 

O termo é empregado na política (referente ao Estado Nação, por exemplo), na biologia (área de vivência de uma espécie animal) e na psicologia (ações de animais ou indivíduos para a defesa de um espaço, por exemplo). 

Há vários sentidos figurados para a palavra território, mas todos compartilham da ideia de apropriação de uma parcela geográfica por um indivíduo ou uma coletividade e etc.

          Todos podem até acharem que se apropriaram deste território, mas nunca pararam para observa-lo e se o fizeram veem e calam-se perante o que veem por desatenção ou por pura impotência frente ao estado de coisas que acontecem no dia a dia onde somente a borracheira a tudo vê.

          Sua observação esta atenta às pessoas que passam por este micro território, as pessoas que se sustentam dele, sustento que vem da graxa de sapatos, da venda de algodão doce ou do baleiro que encanta as crianças com o seu sabor adocicado.

          Neste território esta apropriado pelo comércio que movimenta e sustenta a vida de muitas vidas, mas nem sempre esta pratica respeita a cidadania daqueles que dali sobrevive.

          Em sua solitária tarefa de testemunhar a vida, a borracheira, sabe que por ali transita o ilícito ou ilegal que vai desde a prostituição infantil que faz parceria com o trafico de drogas alimentando o comércio do submundo, ou quem sabe, o mundo real, bem como os desejos mais insanos que pode passar por velhas ou novas cabeças.

De dia ou à noite sua sombra abriga aqueles que têm este território como CEP assim como aqueles que seu CEP está nas avenidas mais ricas da cidade sem discrimina-los. 

Sem poder fazer nada, mas sabendo que alguém poderia fazer e acaba por não fazer pelo simples fato de não ter visto porque não parou nesta sombra para somente observar ou porque esta atormentada por conceitos que também transitam entre o que é democrático e o que é permissivo ou entre o que é direito ou o que é dever, ou ainda o que é opção de escolha ou a falta de opção ou ainda porque não há interesse em garantir cidadania porque seria muito dispendioso ao poder público e a tal "sociedade" que descarta aqueles não produzem, os corpos inúteis.

          No seu silêncio a Borracheira nos pergunta:
Até quando as pessoas vão ficar insensíveis com a opção do outro de ter como teto a sua sombra e como leito o banco da praça???

A resposta pode estar na recuperação da humanidade ou na redução da ganancia entre as pessoas.

Publicado no  facebook em 23-4-13.
         

sábado, 6 de abril de 2013

"Se essa rua fosse minha..."

Album Prisioneiros da Liberdade (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=298675790160554&set=a.298203350207798.89960.100000544071159&type=3&theater)


            A rua pode ser encarada como se estiver ao ar livre ou como sendo o nosso endereço, nosso CEP que nos proporciona “ser”, ter origem, ou seja, ser um cidadão.

            A conquista da cidadania é uma luta social constante tendo em vista que há uma disputa injusta entre os membros desta mesma sociedade que oprime o outro para assim ter mais poder e mais riquezas.

            Nesta disputa presenciamos diariamente como vimos recentemente nos noticiários a aprovação pelo Senado brasileiro da lei que garante as Empregadas (os) Domésticas (os) os mesmos direitos dos trabalhadores da iniciativa privada após longos 2013 anos.

Período pelo qual esta mesma sociedade permaneceu calada frente a essa brutal exploração.

             Para mediar essa disputa animalesca ao longo do tempo se convencionou socialmente em ter um ente que se encarregaria de realizar esta tarefa. 

Ente esse chamado governo que depois de varias experiências podemos entender que são os governantes populares ou progressistas que são capazes de se deter nas questões sociais garantidoras de direitos coletivos.

            Atualmente vivenciamos um período importante onde o Governo atual e a sua Governanta promovem ações que atendam as necessidades coletivas daqueles que estão desprovidos de seus direitos elementares como a saúde, por exemplo.

            A saúde no Brasil através do SUS atua com o objetivo central de garantir estes direitos a todas as pessoas independentes de sua condição social e mesmo assim sofre uma grande oposição silenciosa de quem busca ganhar muito dinheiro sem se preocuparem com as reais necessidades da coletividade.

            O SUS a fim de enfrentar o preconceito que infelizmente existe na sociedade garante cada vez mais vias de acesso a seus serviços e neste sentido disponibiliza em varias cidades o Consultório na Rua.

            O Consultório na Rua vem para inverter a logica habitual de acesso dos usuários aos serviços públicos, atuando diretamente nos territórios onde se localiza a população em situação de rua realizando a sua abordagem e trabalhando a partir das suas necessidades em saúde respeitando o querer individual (a sua vontade).

            A definição da População em Situação de Rua como público alvo de mais este serviço tem haver por se constituir em um setor-produto da sociedade que descarta tudo aquilo que defina como inútil e estas pessoas tem em comum a garantia de sua sobrevivência por meio das atividades produtivas desenvolvidas nas Ruas, tenham os seus vínculos familiares fragilizados ou interrompidos e não tenham referência de moradia regular (sem teto, morador de rua).

            Não há “motivos” definidos cientificamente para que uma pessoa vá para uma situação de rua, mas geralmente esta vinculada ao uso abusivo de drogas e entre a farta oferta de entorpecentes, a vilã desta situação está no álcool, à cachaça.

            O que leva um homem sexagenário a deixar o conforto da casa de seus filhos e ficar na rua?
            Este mesmo homem bebe direto e assim deixa de se alimentar, atitude que pode lhe causar a morte. 

Este é um exemplo de centenas de casos existentes que me faz questionar “os motivos” necessários para que seres humanos façam esta “escolha” em nome de um prazer ou de uma liberdade carcerante.

            Esta “escolha” é produto da liberdade individual, de causas clinicas ou como consequência de ambas. E frente a esta realidade encontrasse familiares inertes na impossibilidade de “salvar” o seu pai ou irmão de uma morte anunciada que não é impedida em nome da “liberdade individual”.

            Mesmo nesta contradição o Consultório na Rua atua na produção de ações em saúde coletivas voltadas a população em situação de rua em diferentes locais da cidade, tendo como diretriz de trabalho, a Redução de Danos a partir da vontade dos usuários.

            A atuação destas equipes multiprofissionais garante a esse conjunto populacional marginalizado pelo preconceito social existente o acesso aos direitos humanos a eles negados garantindo-lhes cidadania e assim a possibilidade de acesso aos serviços de saúde, educação e assistência social.

Itamar Santos
Redutor de Danos
Consultório na Rua-Viamão-RS



             
            

terça-feira, 26 de março de 2013

A emergência e os seus protocolos



          Inicialmente quero reafirmar a minha defesa intransigente do SUS como sendo o melhor sistema público de saúde existente na atualidade, ainda em construção e por isso de forma coletiva porque envolve toda a sociedade com suas diferenças sendo isso um preceito constitucional brasileiro garantido ao povo brasileiro.

          A saúde pública tem abrangência universal e não existe critérios que possam ou que permitam excluir determinado segmento social de qualquer intervenção-atendimento do SUS aos seus usuários.

          As condições de saúde das pessoas em geral fazem parte de um processo maior que está vinculado à cidadania de cada um e cada uma de nós que inclui o direito à habitação, a uma alimentação adequada, à educação, ao lazer e aos bens culturais, à livre expressão das opiniões e ao pleno exercício dos direitos políticos.

          A falta de qualquer um destes direitos, influência na saúde das pessoas ou na falta de saúde causando sérios transtornos individuais saturando os serviços públicos disponíveis.

          Sob a hipocrisia dos adversários dos serviços públicos, defensores ardorosos das privatizações e do Estado Mínimo onde os investimentos governamentais com saúde ou educação são considerados como “gastos” impeditivos dos superávits que lhes garantiriam maiores recursos públicos a titulo de pagamento, da impagável, divida pública, que nada mais é, do que enriquecer os banqueiros.
 Por isso enfrentam-se cotidianamente lutas na implementação do SUS com os recursos a ele atualmente dispensados.

          Entre os vários problemas enfrentados advindos dos parcos recursos financeiros nos deparamos com uma rede de saúde em permanente formação onde a qualificação profissional e principalmente o compromisso com o serviço público deixa a desejar.

          A partir desta constatação até o constante colapso do sistema é fato onde a grande mídia tripudia verborizando a ineficácia do SUS e de seus servidores manipulando as verdadeiras responsabilidades de um sistema social que privilegia o capital ao invés do ser humano.

          Para permanecer atendendo em situações muito precárias onde a falta de pessoal e de espaço (Hospitais e Unidades de Saúde) é uma verdade criaram-se “protocolos” para regular o fluxo das pessoas nos mais variados serviços de saúde existentes no Brasil.

          Quando falamos em saúde entendo que seja um assunto sério e de extrema relevância. 

E as urgências ou emergências devem ser atendidas com rapidez e segurança para o trabalhador e o socorrido, mas nem sempre é assim.

          Na logica de controle dos fluxos de acesso aos serviços temos vários “protocolos” que podem ser exemplificados nas centrais de regulação das emergências hospitalares, acessadas pelo fone 192, nas emergências hospitalares pelos chamados “Protocolos de Risco” ou “Protocolo de Manchester” ou nas Centrais de marcação de consultas ou exames especiais.

          Sou um adepto da organização, portanto nada contra em organizar os fluxos, mas tudo contra a burocratização ou o descompromisso com os serviços.

          Outro dia liguei ao 192 e fui atendido por alguém para quem prestei todas as informações sobre a senhora que encontrei na via pública caída e com um forte sangramento na testa. 

Após me ouvir a pessoa da central de regulação me fez aguardar por mais de 10 minutos, pois teria que falar com o médico regulador.

          A senhora em questão foi levada ao hospital por uma Brigadiana em sua viatura da BM que passou naquele momento. Ficam as perguntas:

          Quanto tempo é admissível aguardar para ser regulado por um médico¿
          Tem que ser um médico para fazer esse trabalho?

          Faltam médicos?

          Muitas outras perguntas teriam a questionar, mas este é somente um dos serviços onde o acesso às emergências hospitalares é através de seus “protocolos de risco” que impõe aos usuários quatro horas de espera se no “protocolo” este foi “classificado” como “AZUL”, ou seja, onde não há risco de vida ao paciente (http://www.tolife.com.br/classificacao-de-risco/?lang=pt).

          Outra perguntinha: Porque este usuário não é encaminhado ao serviço de saúde certo para o seu caso ou não é atendido por um enfermeiro ou enfermeira?

          O Hospital de Clinicas de POA esta “testando” o referenciamento (referencia e contra referencia) destes pacientes as unidade de saúde mediante um acordo com a secretaria municipal de saúde da capital para que garanta o atendimento deste usuário na unidade de saúde mais próxima de sua residência impedindo que as pessoas permaneçam perambulando de serviço em serviço sendo mal atendida e assim desrespeitada em seu direito a saúde pública e gratuita.

          O SUS tem outros serviços que se propõe a acabar com esse desrespeito já em atividade como os ESF’s ( equipes de estratégia de saúde da família), acolhidas livres onde todos os usuários são atendidos por algum componente daquela equipe ( usada nos CAPS-Centros de Atendimento Psicosocial), Consultório na Rua, os quais abordarei em breve.

          O SUS é bom, só tem que se ter compromisso de gestão do gestor de plantão e de seus servidores como agentes promotores de qualidade deste sistema público de saúde exigindo sempre melhores condições de atenção aos usuários.
          Assim estaremos construindo coletivamente o SUS.



Em abril, também leia este artigo na Folha de Viamão.

“A dor da lucidez.”



            “O saber traz a luz da lucidez” frase do Professor Ângelo de Direito e Legislação de um curso que fiz em novembro de 2012, que me proporcionou compreensão sobre aquilo que vejo, mas não posso transformar imediatamente, fato oportunizado somente pelo saber adquirido pela educação.

            Todo aquele que sabe que algo está errado ou poderia estar melhor sofre por não poder concretizar esta mudança porque não lhes deixam ou porque a pessoa não quer se transformar, pois optou por viver daquele modo.

            A lucidez ou a alienação fazem parte da nossa existência, da nossa sociedade que optamos e lutamos por ser uma sociedade democrática.

            Para vivermos em sociedade temos que ter sociabilidade que é um processo pelo qual os indivíduos são educados-formados para participar desta sociedade. Este processo se dá em varias etapas de nossas vidas, pelas quais formamos nossas representações a cerca de nós mesmos, dos outros e da sociedade como um todo, ou seja, família, escola, trabalho, grupos de referência, religião e cultura.

            Violência e intolerância são características de nossa “sociabilidade” herdadas de nossa colonização que tem sido reforçada pelo individualismo, pelo consumismo e pela falta de consciência ecológica que vem moldando o significado da vida nisto que chamamos de “sociedade”.

            Para superar esses limites temos que ter “Consciência Ética”, ou seja, termos a capacidade de reconhecer no outro, mesmo diferente, a nossa propria humanidade. As pessoas não deixam de serem cidadãs pela sua condição econômica, crédulo ou etnia.

            Mas em nossa Viamão alguns colegas deixam de ter ou se esqueceram de exercitar a sua “sociabilidade” e sua “consciência ética” comprovadamente em seus artigos publicados em um semanário local nas ultimas duas semanas deste escaldante fevereiro de 2013, onde um deles chama os índios de “parasitas e mendigos” classificando-os de “sérios e não sério” por estar tomado por resquícios de uma cultural genuinamente colonial demonstrando ai o seu profundo desrespeito a cultura de um povo.

            A presença das Índias e de suas crianças nas esquinas de Viamão faz parte de sua cultura que se propõe a adquirir a sua subsistência através da venda de seus produtos advindos da natureza ato que por si só nos mostram serem um povo de consciência ecológica muito mais elevada daquela que predomina no meio daquilo que chamamos de sociedade.

            Que esbravejem os pseudos democratas pelo que escrevo dizendo ser um “discurso da esquerda festiva” porque o povo Índio não é mendigo, sério ou menos sério, pois é um POVO merecedor de respeito e todo aquele que prima pela boa sociabilidade entre os povos deve estar ao seu lado garantindo-lhes os seus direitos.

            As Índias e suas crianças não são mendigos ou parasitas desta tal sociedade, são cidadãs e trabalhadoras desta terra que lhes foi roubada pelos nossos ancestrais europeus.

            Se há algum pária por aqui são os arianos desbotados.



Publicado na 2 quinzena de março de 2013 no JORNAL FOLHA DE VIAMÃO.    
            

6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.
Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual
Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

A Igreja Matriz de Viamão.
Referência de um Povo.
Powered By Blogger

As 10 estratégias de manipulação midiática, por Noam Chomsky

Neoliberalismo e Globalização. Saiba o que são!

Juizes e suas Mordomias! Isso o JN não mostra.

CHÊ

CHÊ
O Maior Revolucioário que já viveu!!!

Bandeira do nosso time.

Bandeira do nosso time.

Eu sou Gaúcho

Eu sou Gaúcho
Mas,bah! Tche!

fidel

fidel
Um Lider

Saramago disse:

Eu na Internet

Charges que falam por si!!!!

Charges que falam por si!!!!
Sarney

Ataque aos Trabalhadores I

Ataque aos Trabalhadores I
Bm usa cavalaria contra MST em São Gabriel.

Ataque aos Trabalhadores

Ataque aos Trabalhadores
Trabalhadores encurralados pela BM em São Gabriel.

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS
Marcas do tiro de calibre 12, arma da BM do Governo Yeda(PSDB,PMDB,PTB,PP,DEM) - Fotos do rsurgente-

Assassinato de São Gabriel

Assassinato de São Gabriel
Tiro a traição, da BM, mata trabalhador rural em São Gabriel.

A Guerra.

A Guerra.
BM usa armas de guerra contra MST em São Gabriel.

Paim prestigia ato em Viamão.

Paim prestigia ato em Viamão.
Paim observa discurso de Itamar Santos.

E o Congresso?

E o Congresso?
Sarney

Os Congressistas.

Os Congressistas.
Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

Paim em Viamão.
Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.