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O Nosso Estado.

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Rio Grande do Sul

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ser mulher em um país mulçumano e ocupado.

No texto que segue, abaixo, quatro ativistas falam sobre a situação das mulheres no Iraque, Afeganistão e Kurdistão. Reivindicam a separação da religião do Estado e afirmam que “todas as religiões discriminam o ser humano e as mulheres muito mais”.

Colocam a nu uma das justificativas usadas para legitimar as guerras contra esses países, isto é, a de que as mulheres muçulmanas são vítimas indefesas e que para salvá-las seria necessária uma intervenção militar para libertá-las.

Elas denunciam que as “Las fuerzas de ocupación no diferencian entre hombres, mujeres y niños (…) cuando bombardean ciudades o cuando arrestan a gente”. “Hay miles de mujeres en las prisiones iraquíes sin ningún tipo de procedimiento legal”, denuncia Jamás y añade : “tratan a las iraquíes como tratan a todo el pueblo iraquí : como enemigas”. Mehmuda declara que actualmente : “la violencia contra las mujeres es peor que en los tiempos de los talibanes”

Os depoimentos também destacam o papel da mulher na ação contra a invasão e na luta por direitos, ampliando, desta maneira, a visão da mulher muçulmana para além daquela percepção reduzida destas como vítimas e sem capacidade de resistência individual ou coletiva.

Ser mulher em um país muçulmano e ocupado.
Sarah Babiker e Hazel Healy


Quem não tem ouvido teorizações sobre as muçulmanas? A escritora iraquiana Bahira Abdulatif se revela diante desta questão inexistente: Quem se atreveria a falar das mulheres cristãs?

Falamos com quatro mulheres que possui em comum o fato de terem nascido em países de maioria muçulmana e em situação de conflito. Muitas outras coisas as diferenciam. Elas nos falam do que conhecem e do que pensam. Bahira Abdulatif, tradutora e escritora; sua compatriota, a ativista e jornalista Imán Jamás; a jornalista kurda Zekine Turkeri; e uma integrante da organização feminista afegã Rawa, a quem chamaremos de Mehmuda, coincidem na necessidade de separar religião e Estado. Ainda que não parecesse estar na agenda de muitos países muçulmanos: prova disso é o Iraque, com um governo colaboracionista que impõe “seus próprios pontos de vista e atitudes muito reacionárias (...) à sociedade iraquiana”, como denuncia Jamas.

Mehmuda [zanja?] da questão com simplicidade: entende a religião como algo “muito privado”. A aplicação da sharia (lei islâmica) como expressão extrema do governo da religião na vida pública provoca uma rejeição unânime. A idéia da mulher muçulmana como eterna vítima dos homens muçulmanos, mais que empatia gera lástima, e a lástima sem mais nos afasta o respeito. “Damos por certo que as mulheres nos países de cultura muçulmana são inferiores?”, interroga Turkeri. Abdulatif sublinha que “a lista de direitos que o Islã garantia as mulheres no princípio dele”, que era avançada a respeito das religiões monoteístas precedentes, “tem diminuído ao largo dos séculos”.

Abdulatif adverte de que o machismo, “fenômeno global”, nos leva a outro tema, o de “tergiversar os versos corânicos para manter a supremacia do homem sobre a mulher”. Turkeri vai mais além: “todas as religiões discriminam o ser humano e as mulheres muito mais”. Em todo caso recorrem a uma análise mais complexa: a religião é somente um fator. “Os problemas das mulheres no Afeganistão são políticos”, afirma Mehmuda. “As pautas sociais e tribais (...) são muito mais fortes que as pautas religiosas”, diz Abdulatif. Por sua parte, a jornalista kurda aponta para as causas econômicas como vetor de discriminação.

Variáveis evidentes para análises aos se abordar a situação das mulheres em qualquer outra parte do mundo. No entanto, quando se trata das muçulmanas parece que o Islã obscurece toda essa conjuntura. Esta incapacidade de análise seria, segundo Turkeri, um problema que não escapa a ninguém: “A esquerda européia para alguns assuntos (o Islã, as mulheres muçulmanas, os imigrantes) creio que não sabe o que fazer, algumas vezes para não ‘ferir’ (...) deixam de serem claros diretos”

O conflito

Se as mulheres muçulmanas são vítimas indefesas, vamos salvá-las: era um dos argumentos “auxiliares” esgrimidos por aqueles que invadiram o Iraque e o Afeganistão. Logo se evidencia a falácia de castigar um país com a desculpa de proteger suas mulheres: “As forças de ocupação não diferenciam entre homens, mulheres e crianças (...) quando bombardeiam cidades ou quando prendem a gente”. “Há milhares de mulheres presas nas prisões iraquianas sem nenhum tipo de procedimento legal”, denuncia Jamas e acrescenta: “tratam as iraquianas como tratam todo o povo iraquiano: como inimigas”.

Mehmuda declara que atualmente: “a violência contra as mulheres é pior que nos tempos dos talibãs”. Elas são vítimas, porém também agem: quando detiveram a Turkeri junto com uma amiga, ambas, muito jovens, exerciam o jornalismo: “nos levaram a uma seção moral de uma delegacia, aonde nos ficharam como prostitutas”. Em 1944 Mehmuda fugiu de um Afeganistão em guerra civil aonde “se matava e violentava as crianças e mulheres”. Voltou como ativista pelas mãos da Rawa. Em 1995, Bahira abandonava o Iraque (e seu trabalho na universidade de Bagdá) devido à perseguição de Sadam Hussein, a barbárie resultante da invasão lhe tem impedido de voltar. Recordam as mulheres que caíram ali: “Elas lutam cotidianamente, não somente para sobreviver, mas também para reivindicar seus direitos”. Não lutam somente por elas: “Sem o apoio das mulheres a resistência não haveria chegado até onde tem chegado”, conclui Jamas, ex-diretora do Centro de Observação da Ocupação em Bagdá.

Em um conflito as mulheres também podem ser vítimas estratégicas: sua humilhação se converte numa arma de guerra contra seus companheiros, famílias ou comunidades. No Iraque as forças de ocupação e o Governo colaboracionista: “prendem as famílias dos combatentes e infligem às suas mulheres torturas e abusos”, insultando assim sua honra, denuncia Jamas. Ou como afirma Turkeri: “As mulheres não podem eleger, seu destino está ligado ao dos homens”. A comunidade “dá certa proteção ao indivíduo, por isso este tem que sacrificar parte da sua liberdade, de sue espaço individual ao da comunidade”. “Numa sociedade islâmica não estarás sozinho ante uma situação difícil”, porém “o espaço de liberdades individuais se reduzem muito pelo mesmo motivo”, pondera Abdulatif. Mehmuda reflete: “parte de nossa luta é mudar as nossas famílias, porque elas também formam parte da sociedade”.

Tradução:Marcos Jakobi
Fonte: www.rebelion.org

ver.itamarsantos@terra.com.br

Viamão-RS em 16-06-2008.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

" Pregando num Deserto."

Estou republicando essa crônica recebida de uma companheira lutadora ambiental


Esta crônica foi escrita em 3.6.1960, por Henrique Luís Roessler. Militante Ambiental já percebia a importância da preservação do ambiente natural. Lutador da causa junto com Lutzenberger e Augusto Carneiro (este ainda grande militante)


Sobrevivência da Humanidade Ameaçada.
Dos atuais 2,7 bilhões de habitantes da terra, apenas a quinta parte pode se alimentar satisfatoriamente. Os demais passam fome crônica desde o nascimento até a morte. Nalgumas regiões há excessos de alimentos, tendo havido ocasiões em que estas sobras são destruídas pelo fogo, para manter preços altos, enquanto em outras ainda morrem de fome diariamente milhares de pessoas, porque não há meios de transporte para distribuição desses recursos alimentares. Em geral ainda desperdiçam-se 10 vezes mais bens da terra do que se aproveitam.

As principais causas dessa ameaça de fome que se alastra sempre mais pelo mundo todo são a devastação irracional das matas e o fogo florestal, que estão desfertilizando a terra produtiva, os maiores crimes insanáveis contra a terra.

Dizem os cientistas que para produzir uma camada de terr-mãe de apenas 3 centímetros de grossura, a natureza precisa de 300 a 1000 anos.

Já foi esgotada mais da metade da superfície arável do mundo. Até na América do Norte 40% da outrora camada fértil hoje não é mais aproveitada. 400 milhões de hectares estão se transformando em desertos. 5 milhões de toneladas de terra de cultivo estão sendo levadas anualmente pelos ventos e pelas águas. Só em 1947-1948 os incêndios florestais nos Estados Unidos consumiram 9 milhões de hectares de mata virgem, o que representa mais do que o consumo de madeira durante 10 anos.

Na Alemanha as forças de ocupação em 3 anos procederam ao corte raso de 700.000 hectares de matas, as quais, entretanto, já foram reflorestadas com 7 milhões de mudinhas, mas este crime fez secar num só ano na Floresta Negra 600 fontes.

Calculam que até o ano de 2000 a população terrestre terá atingido 6 bilhões de habitantes e que para garantir a alimentação dessa massa humana seriam precisos diariamente 130.000 hectares de terra nova. No entanto perdem-se por dia nada menos do que 200.000ha de chão arável, pelo esgotamento da fertilidade, aumento das cidades, alagamento pelas represas, alargamento das estradas, maiores campos de treinamento militar, novos campos de aviação, espaços para novos quartéis e institutos de educação, etc.,

A área florestal está sendo reduzida cada vez mais. Baixou de 9/10 para 2/10 da superfície da terra. Paralelamente baixaram os níveis da água subterrânea e secaram os rios, como também acontece no Nordeste Brasileiro.

A Humanidade, encabeçada pelos seus dirigentes, todos movidos pelo egoísmo e materialismo, empenhada na caça ao dinheiro e posições, ignora ou não quer ver gravidade nesse problema supremo da sobrevivência.

A situação do nosso país também está ficando alarmante, porque a desgraça marcha rapidamente. Já não temos auto-suficiência de produção de alimentos para nossa população de apenas 70 milhões. Um país tão ricamente dotado pela natureza com sua população vivendo na miséria, com um Governo endividado e moeda inflacionada, os políticos se assanhando pela eleição de novo presidente, esquecendo tudo o mais e desviando a atenção do povo do principal problema.

Que o desenvolvimento da agricultura e a renovação dos recursos naturais, cujo ponto principal é o reflorestamento da terra devastada, não o simbólico do Dia da Árvore, mas o real e prático lá no interior das colônias, onde as florestas são imprescindíveis, mas imprevidentemente foram destruídas pela cobiça ou ignorância.

Unicamente no Estado de São Paulo compreenderam a realidade da situação e por isto estão tomando medidas bem drásticas de salvação, realizando um reflorestamento em proporções fantásticas, nunca visto no Brasil e fazendo a restauração da fertilidade da terra com emprego e recursos extraordinários.

Achamos que quando no Rio Grande do Sul os dorminhocos se acordarem será tarde demais para travar a derrocada, que atingirá especialmente os humildes e inocentes, porque os grandes e responsáveis, de recursos, fugirão de avião como temos exemplos em todo o Universo.

Apesar de convencidos que estamos pregando num deserto, não podíamos deixar de dar mais este brado de alerta.

3 de junho de 1960.

Hoje podemos repetir com a mesma intensidade e o mesmo sentimento:
-"Apesar de convencidos que estamos pregando num deserto, não poderíamos deixar de dar mais este brado de alerta".

Este aprendizado vem de longe. Os Ecos estão ficando roucos. Mas a luta continua!

Preservar nossos bens livres é uma questão de sobrevivência!

Saudações Eco-socialistas
Mara

ver.itamarsantos@terra.com.br


Viamão em 05-06-2008.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Retalhos de uma História.

Recebi por correio eletrônico estou publicando para que possamos perceber desde quando a nossa natureza esta sendo agredida.

Companheiras e Companheiros,

Trago para vocês alguns dados escritos e relembrados há muitos e muitos anos por Henrique Luís Roessler, gaúcho que percebia a importância da natureza e que dedicou sua vida a causa ambiental.

Um trecho de uma de suas crônicas: 15.8.58

"A Verdade Sobre o Problema Florestal"

1º - O Presidente do Estado, Dr. Júlio Prates de Castilhos, em 14.1.1898, justificando um Decreto sobre Terras Públicas, Colonização e Florestas do Rio Grande do Sul, escreve: “No Rio Grande do Sul, como em qualquer outro ponto do território da União, os governos não cuidaram nunca de atenuar as maléficas conseqüências da destruição das matas, nem cogitaram jamais de um conjunto de medidas regulamentares destinadas a harmonizar o imediato interesse da exploração delas com a conveniência permanente da respectiva conservação, mediante o replantio metodicamente efetuado. Dessa incúria, que vem de longe, resultou o tristonho aspecto que já oferecem vastas extensões das nossas fertilíssimas zonas florestais. Deplorem-se os descuidos do passado, mas acautemem-se solicitamente para o futuro, inestimáveis elementos que mui de perto correspondem à riqueza pública.”
Nota - Se visse hoje, decorridos 60 anos, os míseros restolhos das nossas florestas. (nota do autor)

3º - O Padre Balduino Rabo, S.J., renomado cientista e naturalista, em 1941, escreveram no seu livro “Ensaio de Monografia Natural”: Não se pode acentuar bastante - O Mato rio-grandense está em Grave Perigo - E não são apenas as derrubadas da agricultura; é também a indústria madeireira que, mais tempo, menos tempo, despojará as selvas de madeira de lei do vale do Rio Uruguai de seus gigantes mais expressivos e acabará por transformar os soberbos pinhais em tristes fachinais. Levanta-se o problema do reflorestamento - Por que não promover a renovação das matas destruídas com madeira de lei? Crescem devagar, sim, mas o esforço frutificará tanto mais para as gerações do porvir. Conviria conservar duas regiões como Parques Florestais - Um trecho da selva virgem do Alto Uruguai; outro nos Aparatos da Serra.
Nota - Em 1947 foi criado o Parque Florestal do Rio Turvo, divisando com o Rio Uruguai, mas deixado muitos anos sem guardas residentes, o que motivou o intrusamento e derrubada de árvores em grande escala. No ano passado foi criado o Parque Florestal de Taimbezinho, nos Aparados da Serra, medida sugerida em 1944 pelo ex-delegado florestal regional do R.G.do Sul. Foram encontradas em plena atividade dentro da área desapropriada 6 serrarias, que já haviam derrubado a maioria dos pinhais. O governo sempre age tarde demais e descuida de proteger o que é seu.

28º - De um Editorial do Correio do Povo sob o título “POESIA E POLÍCIA" - A dolorosa verdade é essa, digamo-lo sem rebuços: O brasileiro não ama a árvore. Estupidamente não sabe o que ela representa de substancial e amável para a existência do homem. Derruba-a e não a replanta. “Com uma inconsciência de doer, com uma despreocupação que raia pela imbecilidade, prepara ou deixa que preparem os desertos do futuro”.
Nota: Em vez de poesia, o articulista recomenda a efetiva e concreta aplicação do poder de polícia aos "gangsters" da derrubada de matas, (ou dos plantadores de eucaliptos, eu diria), o que consideramos como única medida acertada para conseguir algo.

E por aí vai. É de longa data este descaso com as questões ambientais. Noutro dia enviarei um texto dos anos 50 quando ele fala só das plantações de eucaliptos.
Comandante Mendes deveria levar sua fúria contra os plantadores de eucaliptos que estão destruindo a vida do Bioma Pampa.

Boa luta companheiras e companheiros

Saudações Ecosocialistas

Liga Eco-marxista
Enviado por Mara.

ver.itamarsantos@terra.com.br

Viamão, em 21/05/2008.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Movimentos Sociais da Cidade e do Campo se unem.

No Dia 7 de maio de 2008, na Inter Sindical de Viamão se reuniram trabalhadores e trabalhadoras de Viamão, Alvorada, Gravataí e Cachoeirinha para prepararem a grande manifestação que ocorrerá entre 10 e 13 de junho, próximo em todo o Brasil.

Com a presença de lideranças do Movimento Sindical, do MST, do MAB (mov. Dos Atingidos por Barragens), Via Campesina, CPT (Comissão Pastoral da Terra, vinculada a Igreja Católica), MPA (Mov. Dos Pequenos Produtores), Associação dos Trabalhadores Aposentados de Viamão, CEPERS Sindicato e MMC (Mov. Das Mulheres Camponesas) foi debatido as dificuldades e os problemas enfrentados pela classe trabalhadora.

O Presidente da Federação dos Trabalhares dos Metalúrgicos do RS, Milton Viário realizou uma profunda análise da conjuntura atual pela qual nós passamos e quais os movimentos estratégicos que deveram ser feitos para que a Classe Trabalhadora do Campo e da Cidade enfrente essa nova realidade.

Analiso-se que todas as esperanças do povo trabalhador foram direcionadas no processo eleitoral, após os longos anos de ditadura militar. Com a redemocratização do Brasil os partidos políticos ganharam notoriedade e respeito popular, mas com o passar dos anos e com a proposital banalização/corrupção das eleições pela mídia capetalista em conjunto com as oligarquias regionais o povo percebe que com essa realidade não basta só eleger o Presidente da República ou o Vereador do seu Município.

Mas tem é que participar e ir para a luta contra o seu maior adversário; o capitalista detentor dos meios de produção (bancos, fazendeiros, indústria e comércio), os quais manipulam todo o tipo de produtos ditando o valor a ser pago por um quilo de arroz, por exemplo.

Participação esta que está representada na atuação dos movimentos populares como o MST, MAB, MPA, MNLM, CPT, Via Campesina, MMC e do Movimento Estudantil entre tantos outros.

Os estudantes universitários ocuparam a USP por mais de 40 dias ininterruptos e derrotou o governo tucano de Serra, os militantes do MST reuniram em Brasília, entre 11 e 15 de Junho de 2007 mais de 17.500 delegados no seu 5° Congresso onde definiram uma nova estratégia no enfrentamento com a burguesia nacional e internacional.

Numa conjuntura onde as grandes transnacionais se aliam aos fazendeiros capitalistas, não basta lutar só pela terra. As lutas são por saúde, educação, meio ambiente e por uma alimentação saudável para toda a classe trabalhadora são de todos os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

Com o avanço do agronegócio, do capital financeiro e das transnacionais os trabalhadores rurais definiram aprofundar as articulações com setores urbanos na construção de um projeto popular para o país onde se tenha uma reforma agrária de qualidade e se possa ter nas cidades uma vida melhor. Alem de conquistar a terra o MST acaba com analfabetismo nos assentamentos/acampamentos onde já foram 50 mil sem-terras alfabetizados.

Os movimentos populares conquistaram confiabilidade dos seus militantes, o MST se propõe a conquistar a terra, vai e faz, ocupa e distribui à terra conquistada, o mesmo faz o MNLM-Mov. Nacional de Luta pela Moradia, ocupa, organiza o povo em cooperativa, enfim faz acontecer e assim o Mov. Dos Atingidos por Barragens - MAB que luta por aqueles que perderam suas terras para as hidrelétricas e contra os preços abusivos cobrados pela energia elétrica residencial enquanto as grandes indústrias têm a luz praticamente de graça.

E assim todos os demais movimentos populares que realizam aquilo que se propuseram a fazer onde cada militante sabe o quanto é importante para o movimento dar certo. Ao adquirir essa consciência de classe passamos a nos organizar como tal e em junho realizar uma grande manifestação nacional contra o sistema capitalista em que somos explorados.

veritasantos@bol.com.br e ver.itamarsantos@terra.com.br

Viamão, 07 de maio de 2008.

sábado, 3 de maio de 2008

Quem lucra com a guerra?

O saldo para a maioria das populações envolvidas em alguma guerra é terrível, principalmente para os civis inocentes que morrem sem nunca terem participado de tal genocídio.

As mortes indiscriminadas de crianças, mulheres e homens em uma guerra devem ser denunciadas permanentemente e exigida o julgamento de seus mandantes, os senhores da guerra.

Na guerra do Iraque essa matança custa US$ 2.053,00 por segundo ou 275 milhões de dólares por dia e nos cinco anos de sua duração já mataram até a primeira quinzena de março 700 mil Iraquianos, 4 mil soldados dos EUA e produziu 4 milhões de refugiados.

O povo norte americano já pagou através de seus impostos mais de um trilhão de dólares nesta guerra e a previsão é de não ter previsão, pois a sandice do governo de BUSH ou de qualquer um dos seus sucessores é de continuar com essa guerra que enriquece a burguesia internacional.

Por mais que os “especialistas” façam previsões nada está previsto tendo em vista que os custos com o tratamento dos soldados veteranos inválidos pela guerra não são computados.

Essa é a primeira guerra privatizada da história da humanidade que se transformou num negócio da China. A privatização é escancarada tendo em vista que o governo dos EUA contrata empresas chamadas de seguranças, as quais na verdade são empresas de mercenários pagos para fazer o “trabalho sujo, do tipo: torturar prisioneiros de guerra” e outro dado é que essas empresas estão respondendo a processos judiciais nos Estados Unidos e nem por isso Bush deixa de contratá-las.

A contratação dessas empresas para realizarem esse “servicinho” custa à bagatela de 10 a 15 mil dólares por mês que segundo o Jornal The Washington Post no ano de 2005 foram gastos 40 milhões de dólares do orçamento da CIA (companhia de inteligência e espionagem norte americana).


A empresa que mais está ganhando com essa guerra é a Halliburton que entre os seus sócios esta o Vice Presidente, Dick Cheney, pois sua empresa alem de fornecer material para a guerra esta entre aquelas que estão “reconstruindo o Iraque e o Afeganistão”.

Essa empresa é aquela que transportou os computadores que foram roubados da Petrobras no dia 14 de fevereiro, passado.

Casualmente a Halliburton é uma empresa petrolífera e é uma das mais interessadas no mega poço de petróleo, Tupi, descoberto pela Petrobras no litoral brasileiro.


Se alguém ainda tem duvidas quanto ao objetivo de mais esse holocausto é a prova que essa ocupação tem como principal interesse o controle dos poços de petróleo do povo iraquiano.

Alem da Halliburton, estão engordando as suas contas bancarias as velhas conhecidas nossas, tais como a Texaco, Shell, British Petroleum e a Exxon Móbil.

Outro setor que fatura com a guerra do Iraque são as empresas de alimentação, pois a soldadesca tem que ser bem alimentada e aí entra novamente a Halliburton, a mesma do Vice Presidente.

Essa mega indústria é dona dos “famosos focos de milho Kellog’s e para que os flocos sejam misturados é usado o leite da Nestlé que é uma das preferidas de todos os governantes dos Estados Unidos desde a guerra da Coréia.

A distribuidora e fabricante de frango frito, Kentucky Fried Chicken, é a fornecedora de ante-coxa, coxa e peito de frango fritos que vem embalado em umas caixinhas que são conhecidas dos soldados que ao recebê-las faz com que eles se sintam em casa, segundo o efeito psicológico que provoca estrategicamente pensado pelo Exercito Americano.

Para beber! Pepsi-Cola que por lá dizem que os Republicanos são mais de direita.


Os soldados que matam no Iraque usam uniformes fabricados no Brasil por cerca de dez empresas mineiras de Divinópolis e Formiga e os coturnos são fabricados em Minas, São Paulo e Paraná. A fábrica Arroyo, de Franca (SP), por exemplo, exporta coturnos especiais para serem usados no deserto.

Um dos gerentes dessas empresas tenta justificar a colaboração de sua fabrica com as atrocidades cometidas nesta guerra dizendo que: “não perderia essa oportunidade de gerar lucro para Minas e para a empresa”.

Infelizmente a visão capitalista é bem esta, onde o ser humano vale menos que um coturno.

Ver.itamarsantos@terra.com.br

Viamão-RS, 3 de maio de 2008.

terça-feira, 29 de abril de 2008

A Crise dos Alimentos.

Um fato constatado há muitos anos pelos povos pobres do mundo devido à constante exploração capitalista sofrida, a crise dos alimentos nunca foi tão discutida como nos últimos dias.

A ONU, sucursal dos interesses capitalistas, em especial dos EUA, faz um estardalhaço carregado de hipocrisia como se só agora viesse, a saber, que bilhões de pessoas morrem de fome em todo o mundo por única e exclusiva culpa dos grandes capitalistas mundiais que controlam todo o processo de produção em escala mundial, desde a produção de sementes até o transporte e a venda dos alimentos.

Como não dá mais para esconder o óbvio a ONU quer achar um culpado para mais essa barbárie do capitalismo mundial e para isso não se envergonha de incluir no rol de culpados o Presidente Lula e o projeto brasileiro de biocombustíveis que num futuro bem próximo deixará o Brasil alto suficiente em energia e assim independente mundialmente.

Essa independência brasileira e implementada por Lula, um torneiro mecânico, portanto fora da liturgia da política capitalista é um risco ao domínio imperialista por isso deve-se culpá-lo a todo custo.

Lula é um risco para os interesses de dominação norte americano na América Latina, pois se constitui juntamente com os outros Presidentes Latino-americanos como importantes lideranças mundiais que podem e estão já influenciando a política econômica mundial interrompendo assim o avanço dos EUA e seus aliados.

O Governo Lula deve ficar sempre alerta para não errar no método de produção agrícola se esquecendo de manter a totalidade das necessidades alimentares do povo brasileiro e isso se dá é apostando na agricultura familiar incentivando-a a produzir mais, melhor e em diversidade.

Somos um país continental e para isso nosso povo deve ter soberania em todos os sentidos e em especial SOBERANIA ALIMENTAR.

A soberania alimentar define essencialmente o pacote político que seria necessário para que as políticas de reforma agrária e desenvolvimento rural possam verdadeiramente reduzir a pobreza, proteger o ambiente, e fortalecer o desenvolvimento econômico inclusivo e de grande base social. Os pilares mais fundamentais da soberania alimentar incluem o reconhecimento e o cumprimento do direito à alimentação e o direito a terra; o direito de cada nação ou povo a definir a sua própria política agrícola e alimentar, respeitando o direito dos povos indígenas aos seus territórios, os direitos dos pescadores tradicionais a áreas de pesca, etc.; um refúgio das políticas de comércio livre, com uma concomitante maior prioridade de produção alimentar para mercados locais e nacionais, e o fim da venda abaixo do preço de custo (dumping); reforma agrária genuína; e práticas agrícolas sustentáveis, com base nos camponeses, ou agro-ecológicas.

A soberania alimentar está relacionada com os direitos humanos e para se possuir soberania alimentar implica em se fazer a reforma agrária através duma análise do direito a uma alimentação adequada, e do direito a terra, reclamado pelo movimento social rural, pelo simples fato de se ter mais terra para mais trabalhadores nela trabalhando. A reforma agrária é necessária para que aja uma desconcentração de muitas áreas de terras em poucas mãos e assim teremos mais diversidade de produção alimentar.

A adoção de uma política de soberania alimentar inclui:

*Dar prioridade à produção agrícola local de forma a alimentar as pessoas, o acesso de camponeses e dos sem terra a terra, água, sementes, e crédito, e, desde logo, a necessidade para reformas da terra genuínas e abrangentes, acesso sem restrições a sementes, e para a salvaguarda da água como um bem público para ser equitativamente e sustentavelmente distribuído,

*O direito das famílias agricultoras e camponesas para produzir alimentos e o direito dos consumidores para decidirem o que consomem, e como e por quem é produzido;

*O direito dos Países para se protegerem de preços agrícolas baixos e da importação de alimentos;

*Os preços agrícolas deverão estar ligados aos custos de produção com uma margem de lucro que permita, aos produtores, uma vida digna: isto pode ser atingido se os Países ou Uniões de Estados tiverem a possibilidade de imporem taxas, quotas e interditar as importações excessivamente baratas, se comprometerem a favor da produção agrícola sustentada, e se conseguem gerir a produção no mercado interno de forma a evitar excessos estruturais;

*A participação do povo na formulação das políticas agrícolas;

*O reconhecimento dos direitos das mulheres agricultoras que desempenham um papel primordial na produção agrícola e na alimentação.

Hoje em dia, os povos do mundo são confrontados com dois modelos de agricultura, desenvolvimento rural e produção de alimentos um deles é o conceito de soberania alimentar onde a participação popular se faz presente e necessária.

O outro, o dominante é um modelo do agronegócio baseado na lógica neoliberal do comércio livre, privatização e visão da terra como mercadoria, água, florestas, pescas, sementes, conhecimentos e, da vida em si o qual deve ser combatido em nome da sobrevivência da espécie humana na terra.

É guiada por um objetivo de lucros corporativos e o aumento de produção para exportação baseada na mão de obra barata, muitas vezes escravas, e é responsável pelo aumento da concentração de propriedade da terra, recursos e cadeias de produção e distribuição alimentar e outros produtos agrícolas nas mãos de algumas, poucas, corporações.

Os preços dos alimentos e outros bens agrícolas recebidos pelos produtores estão em constante declínio por causa da venda abaixo do preço de custo (dumping) e outros fatores, tais como os salários para agricultores e trabalhadores. No entanto, os preços ao consumidor continuam a aumentar. O modelo é quimicamente intensivo e causa danos incalculáveis ao ambiente e à saúde dos produtores, trabalhadores e consumidores.

Estes importantes fatores não estão sendo divulgados ou ao menos pensados pelos dirigentes da ONU como uma possível solução da fome no mundo, mas nossa certeza é da necessidade urgente de mudar-se o modo de produção e distribuição alimentar em esfera global.

ver.itamarsantos@terra.com.br

Viamão-RS, 29/04/2008.

O Holocausto Capitalista.

Na falta de comida, biscoito de barro.
Povo se sustenta com mistura de argila, banha, água e sal cozida sob o sol do Caribe.

Osmar Freitas Jr. de Nova York.

A notícia caiu na internet como um tijolo:

"Haitianos famintos estão comendo terra". Culpa-se a inflação nos preços de alimentos e, por tabela, até a super produção de biocombustíveis.

Cana e soja estão ocupando no mundo, os espaços que antes pertenciam ao arroz e feijão, diz Jean Ziegler, relator da ONU para o Direito à Alimentação. Mas não há novidades na gastronomia de horrores caribenha.

No Haiti, a argila amarela da cidade central de Hinche faz parte do menu diário, há séculos. A situação da desnutrição atingiu paroxismos nos últimos três meses, quando os preços dos gêneros alimentícios aumentaram 50%. Só recentemente, porém, o público internacional notou as bolachas de terra vendidas nos mercados do país.

Há anos, quem anda pelo terreiro aos pés do Fort Dimanche – a antiga prisão juvenil e atual favela – encontra o mercado e a fábrica das bolachas de terra. Mulheres agachadas na rua estendem discos de argamassa em grandes placas de zinco.

A receita deste biscoito grosso para as massas é simples: argila, banha, água e sal. Forma-se uma pasta amarela, moldada em pequenos círculos. O cozimento fica por conta do sol infernal: em pouco mais de uma hora, o produto final está pronto para a venda.

Carestia

Em 1994 – durante a invasão militar americana que restaurou ao poder o presidente exilado Jean-Bertrand Aristide – a bolacha custava dois centavos de dólar. Naquela época, só os cães e ratos estavam gordos: devoravam os cadáveres das pessoas mortas pelas gangues defensoras da junta militar que comandou o país. Em dezembro passado, o quitute de barro subiu para 4 centavos. Hoje a unidade está a cinco centavos.

– Aumentou o preço da terra. Um latão está custando US$ 1.50 – explica a assistente social da ONU, Marie Mandel.

Comparado com os preços de outros alimentos - dois copos de arroz a 60 centavos, por exemplo – o biscoito de terra é barato.

– Carne, nem pensar – diz Mandel. – As poucas chances de se comer carne vinham das capturas de cães e pássaros. Mas até estes estão sumidos. Os ratos proliferam, mas são mais difíceis de pegar. E um rato adulto chega a US$ 1.

Em 1994, alguns repórteres que cobriam a invasão americana participaram de uma sessão de degustação do biscoito de barro. Concordaram com um jornalista americano que, com humor negro, deu o veredicto: "Deixa um gosto de terra na boca. Com toques de gordura". Notava-se também a secura imediata de todo o palato, deixando o comensal desesperadamente sedento. Os goles d'água, que ajudam a empurrar a comida, reconstituem a consistência original da argamassa. O resultado é um bocado de lama no estômago.

Gabriel Thimothee, diretor executivo do Ministério da Saúde do Haiti, disse ao JB, por telefone, que os casos de cirurgias gástricas aumentaram 25% nos hospitais do país nos últimos seis meses.

– O paciente chega reclamando de cólicas e dificuldades de evacuar. As cirurgias de estômago ou intestino revelam blocos sólidos, como pedras, no interior dos órgãos – conta.

O barro vira tijolo no interior das pessoas. E a geofagia – o hábito de comer terra – vai continuar, pois o solo é tão pobre quanto os homens. Há séculos a exploração predatória, a falta de chuvas e os desmandos políticos acabaram com a agricultura neste pedaço da ilha que foi apelidada pelo descobridor Cristóvão Colombo de Isla Esmeralda, por causa de seu verde


Fonte: Rodrigo Schley
Economia – UFRGS
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Publicado no www.melhordetodos.com.br em 28/04/2008

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Perplexidade.

Recentemente o Ministro Aposentado do STF, Dr. Paulo Brossard teve um artigo seu publicado na grande imprensa local onde o mesmo se vê “perplexo pela falta de atenção das autoridades brasileiras a respeito do desmatamento da Amazônia”, entre outras questões.

O nobre jurista deve saber de que a rapinagem amazônica já vem de muito tempo e que esse processo de grilagem das terras, em especial, as da União, pelo agronegócio datam da ditadura militar.

O desmatamento da Amazônia está ligado ao comercio ilegal de madeira e se completa com o avanço desordenado do agronegócio que se preocupa somente com o lucro.

A história nos mostra que todos os projetos de colonização da Amazônia foram fracassados, mas durante o regime militar foram vendidas terras publicas por meio de licitação para empresas transnacionais sendo proibidas com o inicio da redemocratização do Brasil [1985/1990].

De acordo com a Constituição Federal de 1988, essas terras só poderiam ser usadas para fins de reforma agrária, regularizando a situação das populações quilombolas, ribeirinhos, e camponeses, fato este que infelizmente não se concretizou até os dias de hoje e é severamente atacado pelos representantes do capital e da grande imprensa.

A grilagem de terras pública é tão escandalosa que nas disposições transitórias da Constituição de 1988 há um artigo que manda uma comissão do Congresso rever todas as vendas de terras públicas do período de 1964 até 1987, fato este que nunca foi realizado devido à grande pressão das transnacionais e dos latifundiários brasileiros que financiam a bancada ruralista da UDR e mata todo aquele que denunciam seus crimes como aconteceu com Chico Mendes, Irmã Doroty e agora com três bispos católicos da região que estão sob proteção policial.

A desproteção da Amazônia não é uma perplexidade só porque a política indigenista do Governo Federal dá as terras á quem de direito, mas sim pela grilagem realizada por brancos brasileiros que estão a serviço dos também brancos nórdicos. É sob esse fato que os comandantes das forças armadas brasileira devem debruçar sua atenção, pois nossas fronteiras estão sendo “vendidas” de norte a sul sob o falso pretexto do desenvolvimento.

Nossa sociedade deve se preocupar é com a aprovação da Emenda Constitucional aprovada pelo Senador Zambiase que reduziu de 150 km para 50 km das nossas fronteiras a permissão para venda de terras privadas para estrangeiros dando sinal de sua subserviência ao capital estrangeiro.

O Brasil infelizmente é dependente dos capitais especulativos que vem dos grandes países capitalistas e agora está sendo invadido com a autorização das ditas autoridades brasileiras.

Ainda é tempo de se reverter esse terrível quadro. Temos que chamar a atenção através das armas que a democracia nos fornece e pressionar os Deputados, Senadores e o Presidente Lula para retirar do Congresso Nacional a medida provisória nº 422 que autoriza a venda de terras públicas sem licitação e que dê a efetiva proteção que a Amazônia precisa com o envio imediato de tropas federais para as regiões em conflito e crie condições de derrubar a emenda Zambiase.

Se nada for feito entraremos num período colonial já mais visto antes.

ver.itamarsantos terra.com.br

Viamão-RS, 21/04/2008.

terça-feira, 8 de abril de 2008

O Comunismo preocupa?

A quem o comunismo preocupa? Esse tema ainda preocupa a alguns ditos especialistas no assunto, embora esse regime tenha sido “banido” do leste Europeu e com isso tenha eclodido varias guerras étnicas para enriquecer a indústria bélica norte americanas o regime continua pairando sobre os ares e cabeças capitalistas.

Essa preocupação toda tem sentido, uma vez que o sistema capitalista secular nunca conseguiu solucionar os mais simples problemas da humanidade e por si só produz uma competição fratricida entre seus povos alimentando a guerra para que possam manter-se no poder político e econômico planetário.

Apesar da URSS estar esfacelada e a China dominada por uma coisa de difícil denominação onde se utiliza da riqueza capitalista para manter uma casta que se auto intitula comunista que aboliu de seu convívio os mais elementares direitos humanos.

Sendo que nesta questão chinesa os capitalistas e seus víeis representantes espalhados por todas as instituições brasileiras calam-se frente aos massacres impostos ao povo chinês por um governo capitalista de estado que é beneficiador direto do capitalismo mundial com sua desleal “concorrência” que inunda os mercados com seus produtos pirateados ao custo muitas vezes do trabalho infantil e escravo. Mas, estes mesmos representantes vestejam as mudanças que se iniciam em Cuba comemorando que os cubanos poderam ter celulares e se hospedarem nos hotéis luxuosos da ilha como se isso fosse uma grande façanha do capitalismo e que todos os povos do mundo capitalista tivessem a oportunidade de freqüentar esse tipo de serviço. Quisera eu que todos os cubanos possam passar suas férias nos maravilhosos hotéis da ilha caribenha, quisera eu que todos os brasileiros podessem passar suas férias nos hotéis da orla brasileira com suas paisagens exuberantes, mas isso é praticamente impossível no atual regime social em que vivemos aqui e lá em Cuba.

Em Cuba porque a ilha vive a mais de 50 anos sob um embargo ferrenho que lhe impossibilita produzir mais para exportar e exportando mais pode comprar mais, só que isso aqueles mesmo que estão preocupados com o comunismo não publicam em suas crônicas e artigos esse tipo de imposição de seus patrões.

As comparações feitas em relação a Cuba e o Brasil são descabidas pelo simples fato de Cuba ser um país comunista que vive sob embargo comercial imposto pelos EUA e mesmo assim sobreviveu a isso tendo a melhor saúde, a melhor educação onde sua população é atendida sem sair de casa e suas crianças não ficam abandonadas nas ruas e no Brasil nos últimos cinco séculos somos um pais que é roubado a cada dia e que vive em um sistema capitalista que por si só é excludente, nosso sistema de saúde tem um pouco mais de uma década, nossa educação esta no principio de sua verdadeira democratização.

Então comparar o Brasil com Cuba e supor que o regime cubano vai ser implementado aqui é no mínimo abusar, aterrorizar os menos avisados e essa “ameaça” de que Lula fará isso porque está dando comida a que tem fome, escola a quem fora dela esta, e trabalho a quem precisa é ser um capitalista insensato e sanguinário. Quem dera que o governo Lula tivesse apoio popular suficiente para agilizar alguns princípios socialistas no Brasil e chegar a concluir a reforma agrária, uma reforma urbana e a taxar as grandes fortunas, isso já seria um grande avanço para toda a população brasileira.

E talvez brasileiros e cubanos um dia podessem passar alguns dias em um hotel viamonense que cobra uma diária de R$ 325,00 por pessoa que dá direito ao café da manha, almoço e janta acompanhado das diversões que o local proporciona, se levar um filho (a) com mais de 5 anos paga mais R$ 70,00 por dia. Quem pode desfrutar desse magnífico lazer no Brasil capitalista? Quem sabe um dia nós poderemos desfrutar das belezas que nossa Viamão oferece.

Esse dia poderá chegar para mais desespero dos cronistas do capitalismo, pois esse dia chegará quando as idéias revolucionarias de CHÊ deixar de ser uma mera pesa decorativa das camisetas e das bandeiras das torcidas dos times de futebol e passar a influenciar as mentes desses torcedores.

Porque para desespero dos capitalistas, mataram o corpo de CHÊ e Fidel um dia morrerá, mas seus sonhos e suas praticas nunca morreram.


ver.itamarsantos@terra.com.br


Viamão, 08/04/2008.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

" Plano Colômbia."

O chamado Plano Colômbia é a intervenção dos Estados Unidos na Colômbia, com o pretexto de combater o narcotráfico no continente, mas na verdade reflete a situação cada vez mais cômoda do imperialismo norte-americano, sobre um dos países mais ricos em reservas naturais da Amazônia.

As operações militares do Plano Colômbia, de fato, começaram em outubro de 2000, quando o exército realizou um ataque em grande escala em Putumayo, no sul do país, na região mais rica em petróleo, localizada na fronteira com o Equador, com a desculpa de combater um foco da guerrilha supostamente ligado narcotráfico. O que comprova que a questão de fronteira entre os dois países é bastante antiga.


É preciso que fique claro, que o interesse dos Estados Unidos não se restringe ao petróleo. A biodiversidade da Amazônia colombiana só perde para o Brasil, sendo que somente seus recursos hídricos já bastariam para atrair os Estados Unidos. Esse plano nada mais é do que uma porta de entrada a futura dominação norte americana do território amazônico, incluindo aí o Brasil caso fiquemos calados.

Essa questão torna-se ainda mais delicada, principalmente se levarmos em conta que a água doce, cada vez mais escassa, já é considerada uma questão chave para o século XXI, tendo nos Estados Unidos seu principal consumidor mundial.

A questão crucial do Plano Colômbia é o combate aos grupos de guerrilha, não pela ligação desses com o tráfico e sim, pela capacidade de mobilizar a população mais pobre, de origem indígena, contra o imperialismo norte-americano. Cerca de 40% da Colômbia é controlada por grupos guerrilheiros, destacando-se as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN).

A guerrilha colombiana, que a história oficial e a imprensa colonial relacionam com o narcotráfico, originou-se no seio do movimento popular-indígena na guerra civil ocorrida no país no final dos anos 40, entre o Partido Conservador e o Partido Liberal. Ambos cresceram politicamente representando a burguesia, sendo que o primeiro esteve ligado à oligarquia rural e o segundo aos setores mais relacionados com um projeto econômico urbano-modernizador para o desenvolvimento nacional.

A luta iniciou-se em 1948 após o assassinato do liberal Jorge Eliécer Gaitán, que através de práticas populistas, contava com apoio de operários e camponeses, que revoltados com o fato, iniciaram uma série de manifestações em todo país. Essa revolta, ocorrida no início da Guerra Fria, foi vista pelos Estados Unidos como uma ameaça ao capitalismo.

Com apoio norte-americano, os conservadores colombianos iniciaram um período de repressão conhecido como La Violência, em que morreu cerca de 200 mil pessoas entre 1948 e 1953. Economicamente, essa fase foi acompanhada por uma maior concentração de renda, que agravou ainda mais a desigualdade social, contribuindo para o fortalecimento da resistência popular-armada com a formação das Farc e do ELN em 1964, sob influência do socialismo cubano.

Sem conseguir controlar a guerrilha, o então presidente Julio César Turbay Ayala, apoiado pelos Estados Unidos autorizou a formação de grupos paramilitares, conhecidos como "esquadrões da morte", para combater a guerrilha. Treinados nos Estados Unidos e patrocinados pelos latifundiários e pelos "barões da droga", esses grupos, como a Autodefesas Unidas Colombianas (AUC), praticaram inúmeros crimes, vitimando políticos de oposição, sindicalistas e a população rural suspeita de apoiar a guerrilha. Esse último segmento formado principalmente por indígenas é o que mais vem sofrendo com a ação dos "esquadrões da morte".

Ameaçados, milhares de camponeses já abandonaram suas terras nos últimos anos, que foram facilmente ocupadas por fazendeiros narcotraficantes. O êxodo rural empobreceu os centros urbanos, onde muitos camponeses desprovidos de emprego passaram a integrar a guerrilha, que paga inicialmente o dobro do salário mínimo colombiano. O dinheiro que mantém a guerrilha é obtido pelo "imposto" cobrado aos traficantes que atuam em territórios controlados pelas Farc e pelo ELN.

Na última década do século XX a violência no país foi responsável pela morte e desaparecimento de 70 mil pessoas, sendo mais da metade composta pela população civil, destacando-se trabalhadores, intelectuais e sindicalistas.

Os EUA estão militarmente em 156 países, com 737 bases instaladas em 63 desses países segundo o próprio departamento de defesa norte americano. Somente na América Latina esta localizada uma dezena dessas bases: Guantanamo-Cuba, Vieques- Porto Rico, Solo de Cano-Honduras, Rainha Beatrix-Aruba, Hato-Curaçao, Manta-Equador, Três Esquinas e Letícia- Colômbia, Iquitos-Peru e Mariscal Estigarribia-Paraguai, todas elas estrategicamente localizadas para serem utilizadas sempre que necessário.

Estas informações são deliberadamente omitidas nas publicações de massas para que a informação recebida pelo povo seja sempre a que favoreça os interesses dos imperialistas e de seus súditos brasileiros.

Fonte: www.historianet.com.br e www.brasildefato.com.br
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão-RS, 02de abril de 2008.

A Direita está muito viva.

Muitos querem disfarçar dizendo que não existe mais essa divisão entre direita e esquerda. Que agora “somos todos santinhos”, tão santinhos que tem gente disposta a serem de esquerda se apropriando desse discurso porque participa de alguma associação ou de um grupo que periodicamente serve sopas aos moradores de rua em alguma grande cidade nas noites de frio.

O discurso é bem elaborado, politicamente correto, mas quando tem que dividir mesmo os seus bens com o pobre eles pulam fora. Isso é notado quando assistimos no noticiário da TV: o MST ocupou uma fazenda improdutiva para forçar o governo a agilizar a reforma agrária saltam vários “defensores” da propriedade privada com a mesma gritaria do tipo “já vem esses sem terra invadir as terras produtivas” omitindo que nessa terra quando tem algo são meia dúzia de vacas magras que o latifundiário deixou ali para manter o critério de produtividade que esta defasado a mais de trinta anos.

Apesar de o Governo Lula ser um Governo de Centro esses mesmos comentaristas representantes do grande empresariado e dos latifundiários esbraveja quando o Presidente se reúne com outros Presidentes Latino-americanos, principalmente se esse Presidente for Hugo Chaves, Evo Morales, Rafael Correa ou Daniel Ortega, chamando-o de ditador e populista. Esquecem esses empregados do capital que é no Governo Lula em que os bancos mais lucraram que as empresas de telecomunicações mais lucraram, enfim latifundiários brasileiros e seus sócios internacionais lucram cada vez mais com o avanço do agronegócio sobre as nossas florestas.

Chamam Lula de ditador e populista porque ele retirou milhares de famílias da miséria através do bolsa família, alfabetizou outros milhões de brasileiros que viviam a mais perversa ignorância dando direito aos filhos desses de ingressarem numa faculdade. Infelizmente Lula está impedido de realizar mais esse tipo de populismo por ser o seu Governo um Governo de transição, pois eu gostaria de ver todos os SEM TERRA ter terra, toda a criança na escola, toda a família ter uma casa para morar se isso é ser ditador, Lula terá que ser um; mas ainda não o é.

Mas se calam quando a Colômbia sob o comando de Álvaro Uribe e com apoio dos EUA de George W. Bush montou o maior exercito da América Latina. Neste caso em especial acusam as Farc’s de serem traficantes de cocaína, mas omitem dos noticiários de que o Presidente colombiano tem relações comprometedoras com traficantes e com paramilitares ilegais que estão a seu serviço e contra os revolucionários que por mais de sessenta anos lutam para livrar aquele país das garras dos governantes norte americanos.

Omite de nós brasileiros a verdadeira razão porque são parciais e não permitem opiniões contraria em seus noticiosos, você já assistiu um jornalista falar ou escrever em uma grande rede de TV ou em um grande jornal a favor do MST, das Farc’s, dos Palestinos, dos Mulçumanos ou do Ira. Quando isso acontecer, a democracia será uma verdade nos Brasil e no mundo.

Quando os movimentos sociais e sindical se mobilização para reivindicar seus direitos utilizando-se para isso do legitimo direito de greve esses mesmos representantes dos ricos saltam dizendo que as greves impedem o direito do outro, o direito de ir e vir, mas quando um bando de latifundiários sedentos por dólares boicotam e bloqueiam estradas deixando toda a Argentina sem comida esses mesmos direitos como num passe de mágica são omitidos dos noticiários brasileiros e creio que dos argentinos também porque a direita pensa internacionalmente.

Essa proposital omissão se dá porque há uma disputa de poder entre os latifundiários, ricos, e o Governo Argentino de Cristina que taxou as exortações de grãos. Medida que visa preservar o mercado interno argentino e de transferir renda dos mais ricos para os mais pobres e isto bastou para que os grandes latifundiários colocassem a Argentina no caos.

Se a Presidenta Cristina firmar posição nesta disputa será incluída no rol dos “Presidentes ditadores e populista” porque para a direita pobre não pode ter direitos.

ver.itamarsantos@terra.com.br

Viamão-RS, 02 abril de 2008.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Democratas! Quem?

É bem essa a pergunta. “Que democratas são esses"?
A única democracia reconhecida pelos imperadores do século XXI é a democracia do capital, nem que para isso tenham que apoiar o comunismo de mercado estatal mantido a ferro e fogo na China. O exemplo do Tibet é só mais um imposto pelos capitalistas privados ou de estado (como o Chinês). A África está sendo dizimada, a Palestina, o Iraque, o Afeganistão e Cuba que vive há mais cinco décadas sob forte embargo econômico e o mundo se cala perante esse silencioso holocausto praticado por judeus ortodóxicos e por protestantes pragmáticos.
Porque que os EUA não entregam a base de Guantanamo a Cuba, libertando os seus seqüestrados. Pois, afinal, onde está a Democracia? E a nós pobres do Brasil, cuidamo-nos porque somos a bola da vez.
A democracia que eu quero para mim e para todos é aquela que respeita as mais variadas formas de pensar sem que isso leve a um democratismo banal. Nesta democracia está garantida a representatividade participativa, onde o povo debate e determinam quais são os seus problemas, aponta soluções e prioriza o orçamento até o dia em que teremos conselhos populares que gestaram todas as demandas de uma determinada localidade.
Imagine. Chegará o dia que não teremos mais as câmaras de vereadores, por exemplo, pois a democratização da sociedade será plena e todos saberão que tem responsabilidades e deveres a cumprir e de que seus diretos serão respeitados porque foram conquistados através da sua luta e trabalho. A verdadeira democracia não distingue sexo, cor da pele, religião, e opção política. Todos podem e devem participar de todos os mais variados assuntos que lhes interessam.
Nesta democracia é inaceitável que por imposição do poder do capital um povo se sobre ponha ao outro ou uma classe sobre a outra e um dos exemplos mais doentios da atualidade está acontecendo em Israel, onde o governo israelense apoiado pelo governo de Busch (EUA) impõe ao povo da Palestina o maior e o mais terrível holocausto que o mudo já presenciou. O povo palestino é prisioneiro dentro de sua própria casa e o mundo todo se cala sobre isso, sob a justificativa de que há terroristas no meio dos palestinos, como se terrorista fosse um “privilégio” desse povo.
Quando os EUA e seus aliados do ocidente e do oriente praticam atos bárbaros de terror como os mostrados nas guerras do Iraque, do Afeganistão e da África, a isso a nossa “democrática mídia colonial” hipocritamente se cala (seguindo a ordem dada por de seus monarcas), sob pena de perder seus polpudos anúncios comerciais.
São infinitos os exemplos de terrorismo de Estado praticados pelos EUA, seus aliados e agora pelo Comunismo de Estado Chinês que se beneficia dos lucros capitalistas em troca da fome, da miséria de seu próprio povo e da dominação pelas armas do povo Tibetano. E mais uma vez a “mídia brasileira colonial e a mídia imperialista” se calam apoiando a realização dos jogos olímpicos naquele país como se nada disso estivesse acontecendo com a única intenção de lucrar muito como esse acontecimento, nem que para isso tenha que matar milhares de Tibetanos ou de qualquer um que se opunha a ganância capitalista.
Recentemente um Monarca Europeu disse “Cala-te”, ao Presidente Hugo Chaves que discursava contra o domínio norte americano e europeu sobre os países latinos, Chaves não se calou e todos nós não devemos nos calar enquanto existir no mundo um só ser humano sendo dominado.
Nuca te cale!!!
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Viamão, 20/03/2008.

terça-feira, 11 de março de 2008

Feijão com Arroz ou Etanol?

Todos nós sabemos que o Brasil foi colônia de Portugal que por conhecidência no dia 08 de março deste ano, marcou os 200 anos da chegada da família real portuguesa no porto do Rio de Janeiro, vinda em fuga da Europa que era dominada por Napoleão Bonaparte.
Mesmo após a proclamação da Republica continuamos dependendo de “ajudas” externas, aí veio à Inglaterra e agora os Estados Unidos e seus aliados do FMI ou do Banco Mundial, instrumentos de dominação e exploração das riquezas brasileiras de igual valor àquelas que os Portugueses saquearam durante séculos.
A corrida mundial pela energia já vem de longa data, guerras são realizadas em nome da conquista de cada vez mais controle de territórios ricos em fontes energéticas como o petróleo, urânio e gás natural. Mas essas fontes são finitas e as grandes potências imperialistas como os EUA e seus aliados da Europa sabem disso.
E para sustentar os seus mecanismos de exploração necessitam de mais energia e desta vez, energia renovável. O ataque se dá nos países mais pobres como a África e as Américas Central e Latina, no México o milho, produto característico daquele país, foi substituído por sementes Transgênicas e seus produtores “incentivados” a produzir milho, transgênico, em larga escala para exportar aos EUA a troco de banana, enquanto o povo mexicano paga muito caro por um produto tradicional, sem contar que toda a cadeia alimentar sofre acréscimos vertiginosos devido ao avanço da monocultura do milho.
No Brasil a situação não diferente da mexicana, por aqui “os investimentos” são nos chamados “agrocombustiveis” que tiveram o seu inicio como o advento do Pró-alcool a mais de 30 anos. O Jornal Brasil de Fato n°259 publicou uma edição especial pautando os agrocombustíveis embasados em dados estatísticos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socio-econômico (DIEESE).
Esses estudos mostram que em 2007 a cesta básica aumentou mais que o reajuste dado ao salário mínimo o qual foi majorado em um pouco mais de 8% no mês de abril daquele ano, mas em Aracaju (SE) o aumento foi de aproximadamente 24%, ou seja, três vezes mais. Para se ter uma idéia, o feijão teve um aumento de 150% em 2007 e bateu os 222% de aumento em Natal (RN). Mas, não foi só o feijão o grande vilão dos aumentos, com ele subiram de preço a carne, o leite, o café, e o óleo de soja, sendo esse ultimo um dos produtos que compõe a base dos bioenergéticos que serão os mantenedores dos carros de luxo dos ricos da América do norte e da Europa.
A que se deve esse aumento? A resposta é a mesma dada na experiência mexicana, ou seja, o principal motivo por toda essa carestia é a crescente demanda mundial pela produção de agrocombustíveis, admitida por especialistas do setor e pelo próprio Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, representante do agronegócio no governo de coalizão.
Enquanto a cana-de-açúcar e a soja batem recordes de produção todos os anos os dados oficiais do Instituto de Economia Agrícola, aponta para a diminuição das áreas plantadas de 32 produtos agrícolas cabendo ressaltar a perda de território do arroz em 10%, do feijão em 13%, do milho em 11%, da Batata em 14%, da mandioca em 3%, do algodão em 40%, do tomate em 12% e a redução de 1 milhão de bovinos com a conseqüente queda da produção de carne e leite nos anos de 2006 e 2007.
Isso significa dizer que o Brasil está optando em manter o comercio externo que paga uma ninharia pela nossa soja e pela nossa cana porque é “vendia” inatura não gerando o que os economistas chamam de valor agregado em detrimento de mais de 14 milhões de brasileiros famintos que sobrevivem com R$ 3,00 por tonelada de cana cortada, ou seja, o cortador de cana-de-açúcar tem que cortar duas toneladas por dia para comprar um quilo de feijão e se encontrar o feijão a esse preço.
A situação é alarmante e a grande imprensa colonial permanece calada perante esses fatos que estão matando de fome milhões de pessoas no Brasil e no mundo para sustentar os seus privilégios e de seus imperadores.
Não te cale!!! Não nos calemos perante a esse “genocídio silencioso.”
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão,11-03-2008

"COMO É CHATO SER GAÚCHO (A) !"

Recebi este texto de um amigo que se orgulha muito de ser gaúcho. Como orgulho é um sentimento que anda em desuso resolvi compartilhar com vocês esse sentimento e de como é bom a gente sentir orgulho daquilo que somos.
... ENTÃO VAMOS LÁ!
É fácil perceber porque o Casseta (aquele programa da rede Globo) e algumas pessoas de outros Estados gostam tanto de fazer piadas sobre os gaúchos:
-A miss Brasil é gaúcha.
-A melhor modelo do mundo é gaúcha.
-O melhor jogador de futebol do mundo gaúcho. -Temos um time que é capaz de ser campeão com apenas 7 (sete) jogadores em campo.
-Temos outro que apesar de ser roubado é capaz de chegar vivo na ultima rodada do campeonato.
-O atual Campeão do Mundo é gaúcho.
-A melhor atleta olímpica brasileira é uma gaúcha.
-O maior centro de transplante do Brasil é no Rio Grande do Sul.
-É o único estado brasileiro que possui uma 'Brigada' Militar e não uma 'Polícia' Militar;
-O campeão do mundo de judô é gaúcho.
-É um estado onde o gaúcho chama sua mulher de 'prenda' que significa algo precioso, uma jóia.
-O melhor futsal do Brasil e possivelmente do mundo é gaúcho.
-O estado com o maior número de títulos nacionais no futebol é o Rio Grande do Sul.
-O melhor padrão de vida do Brasil é no Rio Grande do Sul.
-O Centro-Oeste do País, está virando uma potência agrícola graças aos Gaúchos que emigraram para lá.
-O presidente mais importante da história do Brasil foi gaúcho.
-O prato mais apreciado e popular (em restaurantes) do país é o churrasco.
-São gaúchos muitos dos melhores profissionais de comunicação que as grandes redes nacionais a começar pela rede Globo, que vêm buscar aqui para qualificar os seus quadros.
-Dos 105 anos de República brasileira, gaúchos (Getúlio, João Goulart, Médici e Geisel) governaram o país durante 29 anos (quase 28% do tempo). Mas na boa mesmo, as piadas atribuídas a nós Gaúchos são apenas uma compensação pela grande dor-de-cotovelo que aqueles frustrados acima do Mampituba sentem quando olham para o que eles dizem ser o fim do País, mas que na verdade é o ponto sobre o qual o Brasil se apóia.
O MELHOR DE SER BRASILEIRO...
... É SER GAÚCHO!!!!!!!
SE TU ÉS COMO EU, QUE TEM ORGULHO DE SER GAÚCHO AJUDE A ESPALHAR ESSA MENSAGEM PARA TODO O BRASIL SABER QUE É MUITO BOM SER BRASILEIRO E ACIMA DE TUDO, GAÚCHO DE CORPO E ALMA.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão, 11-03-2008.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Direito a Vida!

A campanha da Fraternidade, lançada recentemente, trás como tema “Fraternidade e Defesa da Vida”. Esta campanha está mobilizando todos os seguimentos da sociedade brasileira para uma reflexão sobre os valores e sobre o significado da vida.
Logo após o lançamento oficial, pela CNBB, no qual fica clara a opinião da cúpula religiosa reafirmando sua contrariedade ao aborto, a eutanásia e ao uso de camisinha surgiram varias manifestação que questionam essa visão conservadora da direção da Igreja Católica. Entre esses questionamentos foi publicado o “Manifesto de Católicas pelo Direito de Decidir” onde são apontados varias contradições que segundo as defensoras do manifesto antecedem a discusão ou a proibição do aborto, da eutanásia, da prevenção da AIDS com o simples uso da camisinha, das pesquisas com células-tronco, do relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, do segundo matrimônio, da ascensão das mulheres na hierarquia da Igreja Católica, do planejamento familiar e da distribuição criteriosa de contracepção de emergência nos casos de estrupo.
O Direito a Vida é mais amplo que uma mera opinião de ser ou não ser contra o aborto, a eutanásia ou a pena de morte. Como bem lembraram as signatárias do “Manifesto de Católicas pelo Direto de Decidir” quando transcreveram uma passagem do Evangelho de Jo 10,10: “Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundancia”.
O que será que Cristo quis alertar a humanidade com essa afirmação? O que Cristo diria hoje a respeito de temas tão importantes e contraditórios como esses ora em debate?
Acredito que Cristo estaria do lado daqueles que Ele sempre esteve dos pobres e dos humildes, a meu ver seria um homem de esquerda que não se renderia aos luxos do capital e saberia discernir entre um aborto legal e um ilegal, ou seja, uma mulher que foi estrupada deve fazer um aborto, ou se ela corre risco de vida, ou se o feto não tem cérebro, porque nestes casos não haverá amor e em conseqüência não haverá “vida em abundancia”. O que dever ser proibido é o aborto clandestino.
O que se deve ter disponível na rede pública de saúde é um amplo programa de planejamento familiar onde os homens sejam incluídos nesta responsabilidade dividindo assim o dever de oferecer vida em abundancia para seus filhos e filhas. A questão não é só liberar por liberar, porque o aborto não deve ser utilizado como um método anticonceptivo para homens e mulheres irresponsáveis que só pensam no prazer.
Como é prazeroso fazer sexo, mas desde que seja com responsabilidade e devidamente protegido. Tudo aquilo que seja em defesa da vida deve ser utilizado, por isso a eutanásia é uma atitude que vai contrario a defesa da vida, pois entendo que tudo o que a ciência tiver para colocar a disposição da humanidade em equidade através dos serviços públicos deve ser utilizado como instrumento de adiar a morte.
Com esse raciocínio já me declaro contrario a eutanásia pelo simples fato de uma pessoa estar entre a vida e morte, a meu ver, não tem condições de decidir sobre sua própria vida, recaindo esse dever de lhe proporcionar todos os instrumentos (medicamentos, médios e Hospital, etc...) ao poder publico.
Não podemos e não devemos aceitar a aprovação de projetos como o apresentado pela ONG Instituto Brasileiro de Direitos da Família (IBDFam) que apresentou uma proposta de Instituir a Legalização do Parto Anônimo que pretende complementar um projeto de lei do Deputado Eduardo Valverde (PT-RO), conforme matéria do jornal Correio do Povo de 02-03-2008. Se por acaso essa aberração for aprovada nós (humanidade) retrocederemos aos idos dos séculos XIX e XX onde se praticava a chamada “roda dos enjeitados” ou “roda dos expostos” como a que funcionou na Santa Casa de Porto Alegre de 1837 a 1940.
Nem um Cristão de Fé admitiria esse sistema como sendo de “vida em abundancia”, pois essas pessoas não teriam a plena cidadania, não teriam origem. A discusão não é meramente religiosa ou meramente cientifica porque seria muito fácil ficar de bem com o Papa é só aceitar cegamente as imposições eclesiais ou para ficar de bem com o Lula deveríamos aceitar que a decisão final esteja com os cientistas que poderiam manipular a seu bel prazer às células tronco, as mutações genéticas sem que a sociedade possa fiscalizar e exigir dos poderes constituídos o devido acompanhamento e a aplicação dessas descoberta em beneficio de toda a humanidade.
Decisões desse tipo não devem ser tomada sem um profundo e amplo debate nacional onde toda as duvida sejam sanadas onde todos os projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional sejam amplamente divulgados pela imprensa escrita e falada possibilitando assim que nós, os pobres, tenham condições de saber e entender o que os legisladores querem fazer em nosso nome. Em um sociedade democrática devemos nos orientar por certas regras e essas regras são as leis; por isso devemos estar sempre atentos naquilo e naqueles que fazem as leis, nos que executam essas leis e naqueles que julgam essas mesmas leis.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 10 de março de 2008.

sábado, 8 de março de 2008

A politica de Yeda

O deputado Dionilso Marcon (PT), da tribuna da Assembleia Legislativa, respondeu à base do governo Yeda sobre a mobilização das mulheres camponesas no RS. No discurso, Marcon lamenta a retórica de um dos deputados da base do governo Yeda, que insinua que as mulheres camponesas eram muitos bonitas e bem vestidas para que fossem do Movimento Sem Terra e que essas mulheres seriam massa de manobra.
Veja o discurso:http://br.youtube.com/watch?v=zpjAT_pnS6k Abaixo, leia o excelente artigo do advogado e Mestre em Direito pela Unisinos Dr. Jacques Távora Alfonsin e veja, a seguir, os dados fornecidos pelo TRE/RS que comprovam que a então candidata Yeda recebeu quase meio milhão de reais das três maiores empresas de celulose do RS.

Jornalista Responsável: Kiko Machado MTBRS 9510

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Da repressão da delinqüência à delinqüência da repressão.
Jacques Távora Alfonsin *



Uma empresa transnacional, autorizada por um interdito proibitório, acaba de obter violenta desocupação de uma de suas fazendas, no Rio Grande do Sul, contra mulheres camponesas que tinham ingressado na mesma, em protesto contra o uso e a exploração da terra que ela promove neste Estado. Entrevistado sobre a forma como agiu, a autoridade policial responsável pela repressão, disse que “delinqüente é delinqüente.” O protesto daquelas mulheres, porém, segundo suas próprias palavras, se inspirou na defesa da vida, do meio-ambiente, da segurança nacional garantida pela faixa de fronteira estabelecida na Constituição Federal (arts. 20 § 2º e 91, § 1º inc. III). Faixa essa violada pela tal empresa, que já é possuidora de imóveis rurais situadas na mesma, em território gaúcho, valendo-se até de empresas brasileiras “laranjas” para burlar a proibição constitucional. Amparo legal para proceder como procederam, então, embora a maioria da mídia tenha escondido isso, não faltava àquelas mulheres. O meio-ambiente, como o art. 225 da mesma Constituição Federal reconhece, é “bem de uso comum do povo” o que legitima qualquer cidadã/o para defendê-lo, inclusive com o uso da própria força, se o artigo 188, inciso I do Código Civil for respeitado. Ali está previsto que não constituem atos ilícitos “a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão à pessoa, a fim de remover perigo iminente.” Mais do que estranheza, pois, do ponto de vista rigorosamente jurídico, gera espanto o fato de que um interdito proibitório obtenha um reconhecimento equivalente ao da licença para ameaças e agressões que a referida empresa praticar no Rio Grande do Sul sobre seu solo, imunizando-a antecipadadamente de qualquer questionamento que se possa fazer contra os maus tratos da terra que a sua posse e propriedade vierem a deflagrar. O eucalipto é uma árvore e, como tal, não é de admirar o fato de que ele não tenha consciência da quantidade de água e de comida que o espaço terra por ele exigido, no Rio Grande do sul, vai tirar da sua população, mas é de causar indignação mais do que justificada o fato de o Poder Público, especialmente Judiciário e Executivo, com raras exceções, não considerarem como perigo atual, mais do que iminente, o que isso pode significar de impacto ambiental, de aumento da fome, da falta de teto e da pobreza que assolam o meio rural gaúcho, preferindo reprimir como delinqüentes mulheres que lutam contra a delinqüência, essa sim, de quem desrespeita a vida, o meio-ambiente e até as leis do país, costumeiramente interpretadas e acomodadas em favor dos seus interesses e do seu lucro.
*Advogado - Mestre em Direito pela Unisinos.


Papeleiras doaram quase meio milhão de Reais para a Governadora Yeda
As três principais empresas de celulose em atuação no Rio Grande do Sul doaram juntas quase meio milhão de Reais para a campanha da então candidata Yeda Crusius ao Governo do Estado. Entre elas, a empresa finlandesa acusada de compra ilegal de terras na faixa de fronteira.

A denúncia das irregularidades na aquisição de áreas foi feita ontem pelas 900 mulheres da Via Campesina que ocuparam a Fazenda Tarumã,
em Rosário do Sul, de propriedade da Stora Enso.No final da tarde, as agricultoras foram violentamente despejadas pela Brigada Militar,
pelo menos 50 agricultoras ficaram feridas por balas de borracha e estilhaços de bombas.

Abaixo, os valores das doações das papeleiras para a atual governadora, segundo dados oficiais do Tribunal
Superior Eleitoral:

ARACRUZ CELUL. S/A. 42157511003934 18/09/2006 1.000,00 Descrição das doações relativas à comercialização
ARACRUZ CELULOSE S. A. 42157511003934 18/08/2006 11.954,72 Recursos de pessoas jurídicas
ARACRUZ CELULOSE S/A. 42157511003934 05/10/2006 16.902,12 Recursos de pessoas jurídicas
ARACRUZ CELULOSE S/A. 42157511003934 11/10/2006 51.700,61 Recursos de pessoas jurídicas
ARACRUZ CELULOSE S/A. 42157511003934 20/10/2006 200.000,00 Recursos de pessoas jurídicas
STORA ENSO BRASIL LTDA. 02424298000192 16/10/2006 24.000,00 Recursos de pessoas jurídicas
VOTORANTIN PAPEL E CELULOSE LTDA. 60643228000121 23/11/2006 200.000,00 Recursos de pessoas jurídicas

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Desenvolvimento Sustentável!

Desenvolvimento Sustentável, segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da Organização das Nações Unidas, é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas próprias necessidades.
A idéia deriva do conceito de ecodesenvolvimento, proposto nos anos 1970 por Maurice Strong e Ignacy Sachs, durante a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Estocolmo, 1972), a qual deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA. (wikepédia)
Este é o conceito aceito por todos aqueles que privilegiam a sobrevivência da espécie humana no presente e no futuro, ou seja, o desenvolvimento tem seguir essa preocupação de subsistência onde o lucro descontrolado deve ser abolido.
Mas os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram um aumento significativo do desmatamento na Amazônia. Os dados mostram que entre agosto e dezembro de 2007, 3.233 Km² da floresta foram derrubados. Este anuncio levou o governo Federal a adotar um pacote de medidas emergenciais para conter a avanço desta destruição nos 36 municípios que são responsáveis por metade da devastação da Floresta Amazônica.
Apesar da Ministra do Meio Ambiente Marina Silva apontar a expansão da fronteira agrícola, principalmente da pecuária e da soja como principal causa desse crime ecológico, provocou a reação imediata do Ministro da Agricultura, Reinhold Stepahanes (representante do agronegócio no governo de coalizão) respondendo que não houve aumento da área plantada/devastada na Amazônia, juntamente com ele outras vozes, também representantes do agronegócio, devastadoras se manifestaram contra a Ministra do Meio Ambiente. Entre essas vozes estão os Governadores do Mato Grosso, Blaio Maggi (PR), maior produtor de soja do país, e Ivo Cassol (Sem Partido), de Rondônia chamaram a Ministra de “despreparada” e os dados do INPE de “mentirosos”.
Essas falas revelam o quanto há de perverso no debate de como se deve desenvolver a Amazônia e o Brasil. O que parece ser o correto está em privilegiar um desenvolvimento que desobedeça às tais “determinações de mercado” que como sabemos se aproveitam do discurso ambientalista para destroçarem com as florestas e sua biodiversidade.
Apesar das propostas do Governo Federal serem tímidas e a Lei11. 284/2006 que estabelece a Concessão de Florestas Públicas dar a impressão de estar se colocando as “raposas para cuidar do galinheiro” algo precisa ser feito com urgência, pois a violência toma conta da região, fato este visto por todos os brasileiros pela TV em noticiário nacional. O Governo Lula tem que agir rápido, se necessário com envio de tropas do exercito para que os fiscais do IBAMA possam realizar as fiscalizações necessárias e acabar com a derrubada criminosa da Floresta Amazônica.
Os defensores desta monstruosidade desmente descaradamente os dados inquestionáveis que apontam o avanço do agronegócio como o grande responsável pelo impacto na Amazônia que entre 2003 e 2006 a área plantada de soja aumento de 4,8 milhões de hectares para 6,5 milhões de hectares o que corresponde a 40% do crescimento registrado em todo o país. Por “conhecidência” no Mato Grosso, Estado do Governador Maggi, a área de plantio de soja aumento em 1,2 milhões de hectares. Crescimento econômico a esse preço é muito caro para o país e suas gerações futuras onde restara somente devastação e injustiça social. A pergunta que temos que responder é esta: Que desenvolvimento queremos? Para que e para quem? E as respostas deveram ser segundo os interesses populares, ou seja, das populações que vivem na região, outro tipo de proposta manterá a Amazônia nas mãos dos madeireiros, pecuaristas, mineradoras, e de governantes inescrupulosos que adotam o discurso do desenvolvimento sustentável para manterem seus lucros e confundirem as populações menos informadas.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão,22/02/2008.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A Próxima Guerra.

RORAIMA - IMPORTANTISSIMO!
Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag. Patog. FMRP – USP
Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima.
Trata-se de um Brasil que a gente não conhece.
A PRÓXIMA GUERRA
As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um
pouco diferente, mas chegando a Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.
Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até
pessoas com um mínimo de instrução.
Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se
concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da
prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no
comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca
de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena
Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 06h00min da manhã e 06h00min da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados. Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.
Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI, mas tem dos americanos então vocês pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar uma empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia... Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: E os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: 'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam.
Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.
A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de
nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático)... Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares. Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as
terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO. Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio
daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Um grande abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa??? Acho que sim. Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos. Opinião pessoal: Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria
interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer. Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo
a fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no
envio deste e-mail.
Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP
Thiago Saraiva Guingo

NOTA: Recebi este texto por correio eletrônico e o editei para mais pessoas tenham aceso e esse tipo de fato, pois isso não é divulgado na impressa fala e escrita que chega até nós.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão,em 20/02/2008.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Coletivo ou Global?

Gramaticamente coletivo é um substantivo que indica diversos elementos da mesma espécie, como por exemplo: povo= nação e por ai vai.
Já o coletivismo é uma doutrina ou sistema social em que os bens de produção e consumo são igualmente distribuídos por cada membro da coletividade. Imagina-se que esse sistema venha do período dos homens das cavernas. O ato de "trabalhar e produzir para consumirmos juntos" é a principal característica do coletivismo.
Global é também uma palavra que dá a idéia de redondo, global e daí pensa-se no globo terrestre.
A tão propagada Globalização é uma derivação da palavra global, mas isso não é mera semântica porque a partir dela advem uma doutrina política que basicamente é um processo ainda em curso de integração de economias e mercados nacionais. No entanto, ela compreende mais do que o fluxo monetário e de mercadoria; implica a interdependência dos países e das pessoas, além da uniformização de padrões e está ocorrendo em todo o mundo, também no espaço social e cultural. É chamada de "terceira revolução tecnológica" (processamento, difusão e transmissão de informações) e acredita-se que a globalização define uma nova era da história humana.
A globalização é muito antiga desde os tempos colonialistas onde o comercio e o lucro expandiu o capitalismo, pode-se dizer que a multiplicação dos espaços de lucro (domínio de mercados, locais de investimento e fontes de matérias-primas) conduziu o mundo à globalização.
A partir da década de 90 a globalização se impôs como um fenômeno de dimensão realmente planetária, a partir dos Estados Unidos e da Inglaterra e de quando a tecnologia de informática se associou à de telecomunicações.
Como a interdependência dos países a nível global quando saímos com amigos comer um cheeseburger e tomar Coca-Cola no McDonald's. Em seguida, assiste a um filme de Steven Spielber e volte para casa num carro Ford ou num ônibus Mercedes. Ao chegar, o telefone toca. Você atende num aparelho fabricado pela Siemmens e ouve um amigo lembrando-o de um videoclipe que começou há instantes na televisão: Michael Jackson em seu último lançamento. Você corre e liga o aparelho da marca Mitsubishi. Ao terminar o clipe, decide ouvir um CD do grupo Simply Red gravado pela BMG Ariola Discos, de propriedade da Warner, em seu equipamento Philips.
Essas são ações que algumas pessoas privilegiadas do mundo fazem de forma corriqueira e sem se dar por conta, mas demonstra quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse curto programa de algumas horas. Na verdade, não há atividades que escapem dos efeitos da globalização do capitalismo. Nem mesmo os esportes. Nem a seleção canarinho dispensa o patrocínio da Coca-Cola, ou da Nike símbolos estridente do processo de globalização do capital.
Ao nos depararmos como outra opção de vida, o coletivismo ou socialismo, ficamos desconfiados porque não conhecemos e nunca vivenciamos esta pratica que tem o seu principio no individuo. É a partir de cada cidadão ou cidadã que os problemas do coletivo seram solucionados.
Enganam-se aqueles que avaliam que o pensamento da ideologia da globalização planeja solucionar os problemas a nível planetário, muito pelo contrario, o pensamento globalizante tem com único objetivo a exploração dos povos mais pobres através da venda de seus produtos, a exploração das riquezas do subsolo e da força de trabalho de seus povos.
Outro ledo engano é confundir coletivização com globalização no sentido político dessas palavras, pois são politicamente antagônicas e não foi à explosão demográfica que levou a tentação da coletivização e sim a globalização como forma política de dominação mundial pelas grandes potencias entre elas os EUA e a Inglaterra.
Para que o Princípio da Subsidiariedade, que equivale ao conceito de Estado supletivo. Defendido pela primeira doutrina social da Igreja Católica e próximo das teses do pluralismo inglês e do institucionalismo. Num corpo político, as parcelas, apesar de relacionarem hierarquicamente, cada uma delas desempenha a sua função, ou o seu ofício, e, para tanto, são dotadas de autonomia, a base da diversidade onde a união é conseguida pelo movimento de realização do bem comum seja aplicado obrigatoriamente teremos como povo, tomarmos consciência coletiva de que cada ação individual tem o seu valor e o coletivo deverá respeitá-la.
Portanto a individualização monopolista da produção capitalista imposta pela globalização tem que ser superada.
A tentação não se encontra no pensamento coletivista e sim, no pensamento Globalizante que prevalece o mais forte sobre o mais fraco.
ver.itamarsantos@terra.com.
Viamão,em 10/02/2008.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

O Ano começa no dia Primeiro de Janeiro.

Realmente o cada ano inicia no dia primeiro de janeiro, mas tem muita gente que para depreciar uma milenar cultura popular diz em tom de deboche: “No Brasil tudo começa depois do carnaval.” Ditado esse que é um grande blefe, pois através do carnaval podemos perceber que esta festa popular já se transformou em uma grande indústria de lazer aos brasileiros e ao um produto atrativo de nosso turismo.
A partir desta constatação o carnaval gera emprego e renda aos seus trabalhadores, dividendos ao país e mantém viva a cultura popular que se mantém firme frente a todo este apelo comercial. O Carnaval traz para as avenidas de todo o Brasil com seus sambas enredos o resgate da historia e da contemporaneidade da vida do nosso povo demonstrando que além de uma festa é também uma forma de politizar os seus problemas sociais e políticos, desmentindo aqueles que torcem para que seja só mais uma festa alienante.
A vida produtiva e social das escolas de samba funciona o ano todo intimamente inserido na problemática da comunidade em que esta localizada, prestando em muitos casos trabalhos social de importante interesse social.
A origem do Carnaval vem desde muito tempo, estudos informam que as primeiras festas surgiram na Antiguidade.
O Carnaval originário tem início nos cultos agrários da Grécia, de 605 a 527 a.C. Com o surgimento da agricultura, os homens passaram a comemorar a fertilidade e produtividade do solo.
O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C.
O primeiro foco de concentração carnavalesca se localizava no Egito. A festa era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.
Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a necessidade de válvulas de escape, por isso a burguesia da época oferecia a seus escravos (o povo) esta festa que nesta época tinha como atrativo o sexo e bebidas.
Em seguida, o Carnaval chega a Veneza para, então, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles...
O Carnaval Cristão passa a existir quando a Igreja Católica oficializa a festa, em 590 d.C. Antes, a instituição condenava a festa por seu caráter “pecaminoso”. No entanto, as autoridades eclesiásticas da época se viram num beco sem saída. Não era mais possível proibir o Carnaval. Foi então que houve a imposição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem. Mas esse tipo de festa batia de frente com a principal característica do Carnaval: o riso, a brincadeira...
É só em 1545, no Concílio de Trento, que o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa Católica, que não pode ter data fixa para não coincidir com a Páscoa dos judeus.
O cálculo é um pouco complexo. Determina-se o equinócio da primavera, que ocorre entra os dias 21 e 22 de março no hemisfério norte. Observando a lua nova que antecede o equinócio, o primeiro domingo após o 14º dia de lua nova é o domingo de Páscoa. Como o primeiro dia da lua nova, antes de 21 de março, é entre 08 de março e 05 de abril, a Páscoa só pode ser entre 22 de março e 25 de abril. O domingo de carnaval é sempre no 7º domingo que antecede ao domingo de Páscoa.
O Carnaval brasileiro surge em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. A principal diversão dos foliões era jogar água nos outros. O primeiro registro de baile é de 1840.
Em 1855 surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba. No início século XX, já havia diversos cordões e blocos, que desfilavam pela cidade durante o Carnaval. A primeira escola de samba foi fundada em 1928 no bairro do Estácio e se chamava Deixa Falar. A partir de então, outras foram surgindo até chegarmos à grande festa que vemos hoje.
Apesar de não ser um foliam como samba no pé, preservo essa festa popular como sendo um grande passo de conscientização do povo brasileiro que pode e devem ter lazer sem se deixar alienar-se como queriam os reis da antiguidade.
Até o próximo Primeiro de Janeiro!!!!!!
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão, 10/02/2008.

6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.
Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual
Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

A Igreja Matriz de Viamão.
Referência de um Povo.
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As 10 estratégias de manipulação midiática, por Noam Chomsky

Neoliberalismo e Globalização. Saiba o que são!

Juizes e suas Mordomias! Isso o JN não mostra.

CHÊ

CHÊ
O Maior Revolucioário que já viveu!!!

Bandeira do nosso time.

Bandeira do nosso time.

Eu sou Gaúcho

Eu sou Gaúcho
Mas,bah! Tche!

fidel

fidel
Um Lider

Saramago disse:

Eu na Internet

Charges que falam por si!!!!

Charges que falam por si!!!!
Sarney

Ataque aos Trabalhadores I

Ataque aos Trabalhadores I
Bm usa cavalaria contra MST em São Gabriel.

Ataque aos Trabalhadores

Ataque aos Trabalhadores
Trabalhadores encurralados pela BM em São Gabriel.

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS
Marcas do tiro de calibre 12, arma da BM do Governo Yeda(PSDB,PMDB,PTB,PP,DEM) - Fotos do rsurgente-

Assassinato de São Gabriel

Assassinato de São Gabriel
Tiro a traição, da BM, mata trabalhador rural em São Gabriel.

A Guerra.

A Guerra.
BM usa armas de guerra contra MST em São Gabriel.

Paim prestigia ato em Viamão.

Paim prestigia ato em Viamão.
Paim observa discurso de Itamar Santos.

E o Congresso?

E o Congresso?
Sarney

Os Congressistas.

Os Congressistas.
Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

Paim em Viamão.
Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.