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quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Governo Lula é comprometido com o povo.

Edegar Pretto participa de ato com o ministro da Saúde que garante hospital regional em Palmeira das Missões


Edegar, Marcon e autoridades recepcionam ministro daq Saúde em Palmeira das Missões.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão assinou esta manhã, convênio com a Pefeitura Municipal de Palmeira das Missões e com a Caixa Econômica Federal para imiciar o projeto de construção de um hospital regional com sede na cidade e que atenderá vários municípios da região. A unidade hospitalar será toda pública e atenderá os serviços de alta e média complexidade, com capacidade para 180 leitos.

No ato de assinatura do convênio que dá inicio ao projeto e a escolha da área para sediar o hospital, estavam presentes o prefeito municipal, Lourenço Ardenghi, três deputados federais, Henrique Fontana(PT), Vilson Covatti(PP) e Emídio Perondi(PMDB), o deputado estadual Dionilso Marcon(PT), prefeitos, vereadores e lideranças sindicais, emrpesariais e comunitáiras.

A demanda por um hospital regional é antiga e o ministro Temporão contou que quando recebeu uma comitiva em seu gabinete em Brasília, achou que se ratava de uma demanda inicial, "mas o grupo já tinha em mãos um projeto de viabilidade do hospital. "Não tínhamos como deixar de atender à reivindicação por tratar-se de uma ação humanitária e que amplia o atendimento médico especializado às pessoas da região", observou o ministro.

O deputado estadual Dionilso Marcon, ressaltou a importância do hospital dizendo que ele é uma conquista da comunidade e da sensibilidade de um governo federal que é parceiro na defesa da saúde do povo. "O governo Lula não promete, faz, como o fez com a criação das extensões da Uninversidade de Santa Maria, com a criação da Universidade do Mercosul, e, agora, com a cosntrução do hospital regional", enfatizou.

Já o pré-candidato`a deputado estadual Edegar Pretto salientou que aconquista do hospital regional é uma vitória daqueles que acreditaram no projeto de Lula. "As pessoas se mobilizaram e reivindicaram o direito de serem assistidas no direito à saúde e o governo está atendendo esta reivindicação. Quando o povo age unido e orgaqnizadoi, as conquistas aparecem", observou Edegar.

Texto de Claudio Sommacal Fenaj 5258/RS
Foto: de Vera Gabler/Tribuna da Produção
Fonte:blogdoedegarpretto.blogspot.com

quinta-feira, 24 de junho de 2010

HOMENAGEM


Plenário de Direitos Humanos da Câmara
Tem nome do deputado Adão Pretto

Parlamentares, representantes do governo, religiosos e lutadores sociais se reuniram hoje em um grande ato em homenagem póstuma o deputado Adão Pretto (PT-RS). "Ao inaugurar ontem (23.6) o plenário 9, das comissões de Direitos Humanos (CDH) e Participação Legislativa (CPL), com o nome Adão Pretto, a Câmara mantém viva a luta pela justiça social nos país", afirmou o presidente da CLP, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), em referência ao parlamentar falecido em fevereiro de 2009.
A deputada Iriny Lopes (PT-ES), presidente da CDH, enfatizou que no lugar vazio do deputado Adão Pretto ficou seu ensinamento, sua coragem e sua determinação. 
"Fica o alerta de que não podemos dar trégua na luta por uma sociedade mais justa e solidária", acrescentou.
 
O vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), relembrou a trajetória de Adão Pretto e anunciou o lançamento do perfil parlamentar do deputado na Feira do Livro em novembro deste ano. 
"Pela primeira vez a Câmara fará um perfil que vai contar a história de um parlamentar por meio de depoimentos de quem conviveu com ele", explicou Marco Maia, acrescentando que a iniciativa e de sua autoria e do deputado Odair Cunha (PT-MG), 3º secretário da Casa.
 
"Adão Pretto faz falta nesta Câmara". Assim o líder do PT, deputado Fernando Ferro (PE), resumiu seu sentimento. Ele acrescentou que foi um orgulho para a bancada ter convivido com Adão Pretto. "O seu exemplo será um estímulo para continuarmos o seu trabalho. É a própria essência da luta dos trabalhadores e do surgimento do nosso partido", completou.
 
Edegar Pretto, um dos nove filhos do deputado, afirmou que a homenagem não se restringe ao pai. 
"É uma homenagem a todos aqueles trabalhadores que sempre lutaram ao lado do meu pai". 

Edegar que é pré-candidato a deputado estadual, enfatizou que, em 18 anos de Parlamento, Adão Pretto nunca se deixou corromper, desmentindo a "teoria" dos mais ricos de que não adiantava eleger pobres porque eles seriam comprados no Congresso. Emocionado, Edegar lembrou o maior ensinamento que o pai deixou: "Nós podemos ser humildes, mas nunca fracos".
 
O deputado estadual Dionilso Marcon(PT-RS), também presente à solenidade e pré-candidato a deputado federal ressaltou o significado da homenagem, dizendo que Adão Pretto foi “uma referência política e de líder que honrou a vida pública em seis mandatos se pautando sempre pela moralidade e pela conduta ética. É exemplo para todos nós”, enfatizou.
 
Também participaram da homenagem a Adão Pretto o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o presidente do Incra, Rolf Hachbart o presidente da Pastoral da Terra, Dom Tomás Balduino, e o dirigente do MST, João Paulo Rodrigues.
Na foto, abaixo, Edegar Pretto  aplaude a homenagem a seu Pai 
 
Colaborou Vânia Rodrigues, de Brasília.
 
Claudio SOMMACAL
(51)98054531 

terça-feira, 22 de junho de 2010

Lula, imprensa neutra e diversidade informativa

O que é realmente uma imprensa livre? 

A que temos no Brasil é prisioneira do poder econômico, controlado pelas classes endinheiradas. Rigorosamente aprisionada dos preconceitos e visões destas classes. Imprensa livre de quem, então? A preferência dos barões da mídia é escandalosa. Há uma unanimidade contra a candidata de Lula. Exceção feita, nas revistas de circulação nacional, à Carta Capital. Exceção que também se verifica na chamada mídia alternativa, porém extremamente pulverizada e de escassa circulação nacional. Com todo o heroísmo que significa a sua sustentação. O artigo é de Beto Almeida.
O tema da falta de neutralidade da imprensa voltou à baila nesta semana por iniciativa do presidente Lula. Quando ele pede que a imprensa seja neutra ou no mínimo diga que tem candidato, está levantando um problema real e verdadeiro. Mas, a solução para isto, está muito longe da simples decisão dos proprietários de veículos de converterem-se repentinamente a uma neutralidade ou a uma diversidade informativa que nunca praticaram historicamente. A solução caminha para o fortalecimento das mídias públicas e pela construção, no caso brasileiro, de um grande jornal popular e nacionalista. E para esta solução, o próprio presidente Lula poderia sim ser um grande aliado.

A reclamação de Lula foi feita em discurso na Convenção do PT que indicou oficialmente Dilma Roussef como candidata presidencial. Ele registrava o desequilíbrio que sente ao assistir pela televisão a cobertura jornalística da campanha eleitoral. Os tempos e o tratamento são obviamente diferenciados. A preferência dos barões da mídia é escandalosa. Há uma unanimidade contra a candidata de Lula. Exceção feita, nas revistas de circulação nacional, à Carta Capital. Exceção que também se verifica na chamada mídia alternativa, porém extremamente pulverizada e de escassa circulação nacional. Com todo o heroísmo que significa a sua sustentação.

No mesmo discurso Lula fala que “somos todos defensores da imprensa mais livre do mundo” e que não se incomoda com as críticas que recebe. Mas, o que é realmente uma imprensa livre? A que temos no Brasil é prisioneira do poder econômico, controlado pelas classes endinheiradas. Rigorosamente aprisionada dos preconceitos e visões destas classes.
Imprensa livre de quem, então?

Mais adiante, no mesmo discurso, Lula fala que é preciso ficar atento e “mudar de canal”. Como mudar de canal? Para qual, se não há alternativas?!!

Neutralidade na imprensa do capital?
Aqui entramos no problema que reiteradamente, não apenas este escriba mas também outros mais qualificados, vem tratando de enfrentar, propondo a fundação de um programa público de estímulo da edição e leitura de jornais. Certamente, os barões da mídia, advertimos com antecipação, vão gritar escandalizados. Estatização da mídia!!! Dirão, alguns. Querem o dinheiro público para fazer política!!! Dirão outros.

Ué, mas isto não vem ocorrendo historicamente?! Como é que se sustenta, esta mesma mídia que ataca editorialmente a participação do estado em ramos essenciais da economia e da sociedade, entre os quais acrescentaria a obrigação de garantir informação diversificada e idônea aos cidadãos? Basta reflefir sobre a informação de que a maior empresa de comunicação do país recebe, apenas ela, mais de 60 por cento das bilionárias verbas públicas federais. Não faz muito tempo, a Revista Veja trazia, numa só edição, 14 páginas de publicidade da Petrobrás, um dos alvos prediletos do cada vez mais precário jornalismo do veículo.

O governo paga para apanhar
Que o governo paga para apanhar, pode ser uma conclusão. Verdadeira, mas não esgota o problema. Aliás, o governo até promoveu um critério novo e mais democrático para a distribuição de sua publicidade. Ainda assim, a grande massa de brasileiros não pode nem mudar de canal, nem pode ler jornal, já que continuamos com a quase unanimidade dos jornais de circulação mais relevantes aprisionados pelos empresários que praticam o desequilíbrio informativo, que estão muito longe da neutralidade sugerida por Lula - aliás, duvido que ela exista. E também não temos, como em outros países ou como já tivemos no passado, um jornal nacional de ampla circulação que refletisse o ponto de vista das classes populares e nacionalistas, que, afinal, existem na sociedade. Ou não? A tomar pela imprensa do capital hoje, parece que estes outros pontos de vista não existiriam. Paradoxo: estas conseguem eleger o presidente da república mas não conseguem construir um jornal que tenha a sua cara e os seus sonhos??

A experiência do jornal “Última Hora”
Já tivemos o Jornal “Última Hora”, nacionalista e popular. Uma página importantíssima na história da imprensa brasileira, tema já tocado aqui por este escriba e também pelo jornalista Laurindo Leal Filho. Tal como Lula hoje, Vargas também percebia que toda a imprensa se voltava contra o nacionalismo, condenava as leis trabalhistas e previdenciárias, hostilizava o salário mínimo, defendia os interesses das oligarquias e, sobretudo, do capital estrangeiro. O presidente Vargas comenta então o problema da desinformação crônica do país com o jornalista Samuel Wainer. E sugere: “Por que tu não montas um jornal?” O encorajamento veio de Vargas. Houve um empréstimo do Banco do Brasil e de outras instituições e nasceu o ‘Última Hora”. Hoje, o presidente Lula poderia ir além da reclamação e das críticas corretas que faz à esta imprensa desequilibrada e propor uma solução. Se disserem que é um absurdo que um presidente encoraje á formação de uma iniciativa deste porte, lembraremos as nebulosas condições em que foi criada a maior rede de televisão do Brasil, inclusive afrontando a lei, conforme demonstrou a histórica CPI do Grupo Time-Life. O encorajamento, digamos, veio de longe...

Aliás, a solução já vem sendo proposta reiteradas vezes por segmentos do movimento de democratização da comunicação. Tanto no Seminário “A imaginação a serviço do Brasil”, de julho de 2002, que preparou um programa específico entregue ao então candidato Lula, como também nos debates da Confecom e nos Congressos Nacionais de Jornalistas, muito embora nem todos os sindicatos a sustentem de modo militante. Clamam por Diploma!! Diploma!!!, mas onde este exército de jornalistas diplomados, espelidos pela indústria do canudo, irá trabalhar? Temos fatores soltos que necessitam ser coordenados. Temos um povo praticamente proibido da leitura. Nossos índices de leitura de jornal, segundo a UNESCO, perdem para os da Bolívia! Temos um exército de jornalistas e escritores talentosos desempregados, vítimas da propaganda enganosa que foi a explosão de faculdades de comunicação no país, prometendo emprego para todos. E temos uma indústria gráfica com 50 por cento de capacidade ociosa crônica. Gráficas paradas e um povo sem poder ler!!!

Esta solução trilha por uma Fundação para o Jornalismo Público. Muitos fundos de pensão de empresas públicas, altamente rentáveis aliás, poderiam associar-se a esta Fundação.

Hipocrisia
Quando os barões da mídia, fingindo-se escandalizados, reclamarem do uso de recursos públicos para um jornalismo de missão pública, que não é o deles, apresentaremos uma tabela com todos os monumentais recursos que durante décadas estas empresas de mídia drenaram do estado. E diremos que estamos apenas reivindicando isonomia. Por que o BNDES pode oferecer empréstimos para a Vale do Rio Doce, para grandes empresários e até poderosas empresas estrangeiras, ou para as empresas de comunicação já instaladas, e esta Fundação para um Jornalismo Público não pode também receber? Que a dívida que grandes empresas de mídia possuem com o INSS seja convertida em favor de um programa que edifique um programa público de leitura e edição de jornais no Brasil é algo ser examinado. E também denunciaremos a hipocrisia desta mídia que ataca o estado editorialmente, mas ante qualquer dificuldade de caixa bate exatamente às portas deste mesmo estado para o uso , sim, do dinheiro público. Elas não se transformaram nestes poderosos conglomerados por eficiência empresarial, mas, sobretudo, por irrigação privilegiada de recursos do estado para sua contabilidade privada!

Jornal popular, nacionalista, a baixo preço
O papel essencial desta Fundação é a de editar e distribuir nacionalmente um jornal de grande circulação, a preços populares, estabelecendo a diversidade informativa preconizada na Constituição. Não é livre uma imprensa aprisionada por uma única classe social poderosa que edita apenas seus desejos e sua vassalagem ante aos grandes interesses. Não esqueceremos jamais: esta mídia que aí está a atacar o fortalecimento das políticas públicas atuais, foi a mesma que atacou Vargas por criar a Petrobrás, chegando até mesmo a proclamar - pasmem - que no Brasil não havia petróleo! Nesta onda de recall das grandes empresas, bateu a inspiração para escrever artigo com o título “E o dia em que fizerem o recall da mídia?”. Quanta informação adulterada, defeituosa, falsificada!!! Será possível corrigir? Afinal, não estamos falando de um tapete, um pedal ou um cabo de freio....Estamos falando de informação, pedra preciosa para a cidadania!

A solução é construir, expandir e qualificar o campo da mídia pública. Mudanças mais audazes nos critérios de distribuição de publicidade oficial já ajudariam muito a reequilibrar o campo de mídia. Com o valor das 14 páginas de publicidade dadas exclusivamente à Veja, uma TV Comunitária se sustenta por vários anos!

Escola de Jornalismo
Além de editar um jornal, esta Fundação para o Jornalismo Público bem que poderia ter uma escola de jornalismo, pois a ideologia da notícia emanada pela imprensa comercial hoje já penetrou de tal modo nas escolas de comunicação que, em certos casos, parece uma cooptação informativo-cultural em torno de valores alheios e até mesmo antagônicos aos do povo brasileiro, dos que produzem e constroem este país. E jornalismo não é fábrica de sabão. Não é pecado sonhar em ter uma escola de jornalismo nesta Fundação sob a orientação de geniais jornalistas, como Mauro Santayanna, por exemplo, que trabalhou naquele valente Última Hora. E tantos outros. É preciso abrir uma página nova no jornalismo brasileiro, pensando nas próximas gerações. E também poderia instalar nesta Fundação uma editora especializada em temas que permitissem ao povo brasileiro ter acesso a livros de qualidade, a baixo custo, e, tematicamente, ajudando na superação das vulnerabilidades ideológicas, padrões de informação e de cultura que querem nos impingir alguns governos intervencionistas, pelos braços de suas ONGs, alardeando ambíguas e ardilosas bandeiras democráticas.

Se nasceu a TV Brasil, a EBC, em sintonia com inúmeras mudanças democráticas da comunicação em vários países da América Latina, por que não avançamos? Por que não ir além da constatação de que estamos padecendo de uma manipulação informativa clamorosa? Denunciar é rigorosamente necessário, tanto quanto apresentar caminhos a seguir. Na Argentina, existe o jornal Página 12 e o fortalecimento da TV e Rádio Públicas, além de uma nova lei de comunicação que proíbe o monopólio. Na Bolívia nasceu o jornal Câmbio e em 8 meses de vida já vende tanto quanto o mais antigo jornal do país, o La Razón, com 70 anos de vida. Na Venezuela, nasceu o jornal Correio do Orenoco, resgatando o jornal original de Simon Bolívar, no qual foi redator o general pernambucano Abreu e Lima, que lutou ao lado do Libertador. No México há o jornal La Jornada, uma espécie de cooperativa.

Já passou da hora do povo brasileiro dar um passo novo para fazer uma nova história do jornalismo. Se oferecemos ao mundo com engenhosidade e criatividade a mais bela festa popular do planeta, se já oferecemos ao mundo um Alberto Santos Dumont, se já lançamos ao mundo um Paulo Freire, um Josué de Castro, um Oscar Niemeyer e uma música de inventividade admirável, por que não podemos pretender criar um outro caminho para um jornalismo tal como previsto na Constituição: humanista, diversificado, plural, respeitando os mais elevados valores da nação, sua diversidade cultural e coibindo o daninho processo de concentração midiática?

Para os que temem nesta proposta alguma nostalgia guttemberguiana, nada disso: o povo brasileiro pode, finalmente, entrar na Era de Guttemberg e, simultamentemente, fazer este jornalismo espalhar-se pelo digital, sobretudo agora que a Telebrás pública irá cuidar de democratizar a banda larga. Mas, é preciso fazer jornalismo, o velho e bom jornalismo, de Jack London, de John Reed, do Barão de Itararé, de Barbosa Lima Sobrinho e do jornalista negro e socialista Gustavo de lacerda, fundador da ABI.

E bem que o presidente Lula, deixando a presidência, pode ser uma espécie de presidente de honra desta Fundação para um Jornalismo Público

(*) Beto Almeida é Jornalista, Diretor da Telesur

(**) Trecho de discurso do presidente Lula
www.cartamaior.com.br"Eu estava vendo um certo canal de televisão: a Dilma deve ter aparecido uns 30 segundos, e o adversário apareceu seis vezes em quase seis minutos. É importante a gente começar a ficar esperto, a olhar e começar a ver qual o tratamento vai ser dado - disse, sendo interrompido por aplausos. - Todos somos defensores da imprensa mais livre do mundo. A imprensa muitas vezes cansa de falar mal de mim, e eu acho que faz parte da democracia. Agora, quando se trata de campanha, é preciso que a imprensa seja neutra ou, no mínimo, diga que tem candidato, porque aí nós vamos mudar de canal para ver o canal da nossa candidata e não o do candidato deles".
Fonte: www.cartamaior.com.br

Liberdade de expressão e de imprensa: Um manifesto

Política| 06/06/2010 
 
A liberdade de imprensa inclui, como componente essencial e inalienável, a liberdade de exibir, ridicularizar, parodiar e pastichar as gafes, mentiras, barrigas e distorções veiculadas pela própria imprensa. Hoje, no Brasil, nove de cada dez gritinhos histéricos dos patrões e funcionários da grande mídia sobre um suposto cerceamento de sua liberdade de imprensa referem-se única e exclusivamente ao exercício dessa mesma liberdade. O artigo é de Idelber Avelar.
1. A irrestrita liberdade de imprensa de que se goza hoje no Brasil deve ser defendida por todos os brasileiros, independente de sua posição política. Essa liberdade se caracteriza pela ausência de censura prévia do Poder Executivo sobre o conteúdo daquilo que se diz, escreve ou publica no país. Literalmente qualquer coisa pode ser dita sem impedimento prévio no Brasil, e a mastodôntica coleção de mentiras, injúrias, calúnias, difamações, distorções e manipulações veiculadas regularmente por Veja, Globo, Folha, Estadão, Zero Hora e outros oferece a prova cabal de que vivemos em pleno exercício desta liberdade.

2. Não há democracia em que a ausência de censura prévia sobre o dizer se confunda com a ausência da possibilidade de responsabilização (inclusive penal) posterior ao dito. Muitos brasileiros, ainda escaldados pelas ditaduras, confundem com “censura” qualquer reclamo de responsabilização sobre o dito. Uns poucos brasileiros ligados à grande mídia manipulam de má fá essa confusão em benefício próprio. Na verdade, todas as democracias que asseguram a plena liberdade de expressão (a total ausência de censura prévia) possuem em comum, em seu arcabouço jurídico, alguma forma de penalização sobre o difamar e o caluniar. Essas leis são parte do que garante a plena liberdade de expressão. O problema no Brasil jamais foi a existência delas. O problema no Brasil é que só os poderosos têm podido recorrer à justiça evocando-as, e em geral para silenciar vozes discordantes. As reais vítimas da difamação dos grupos de mídia têm tido acesso quase nulo à reparação jurídica.

3. A liberdade de imprensa não está realizada em todo o seu potencial se apenas meia dúzia de famílias dela usufruem de forma massiva. O fato é óbvio mas, nos debates sobre o assunto, o óbvio com frequência clama por ser reiterado: a liberdade de imprensa estará tanto mais realizada quanto mais numerosos forem os grupos sociais com acesso a veículos que os representem; mais amplo for o leque de discursos acerca de cada tema; mais diversificados forem os pontos de vista em condições de encontrar expressão, entendendo-se que essas condições incluem não só a liberdade de dizer, mas também o acesso aos meios materiais que tornam possível a circulação do dito. Neste sentido, o grande obstáculo para a plena democratização da imprensa no Brasil (que avançou em função das novas tecnologias e algumas políticas do governo Lula) é justamente a mídia monopolista das famiglias, que se agarram aos seus velhos privilégios com enraivado, baboso rancor.

4. Não há liberdade plena de imprensa sem direito de resposta, o direito de expressão mais desrespeitado, historicamente, no Brasil. Tão fundamental é ele para a liberdade de imprensa que não faltariam teóricos do Direito alinhados com a tese de que se trata de direito antropologicamente universal, comparável à legítima defesa. Poucos blogueiros independentes, depois de publicar texto enfocado em outrem, negariam espaço comparável para a resposta do citado. No entanto, vivemos num país cujo maior jornal publica ficha policial falsa, adulterada, com falsa acusação, sobre o passado de uma ministra, e nem mesmo ela consegue exercer seu direito de resposta. Caso ela tivesse cometido o erro político de buscar judicialmente o exercício desse direito, teria sido insuportável a gritaria histérica dos funcionários das famiglias contra uma inexistente “censura”. É preciso que cada vez mais a sociedade civil diga a esses grupos de mídia: vocês não têm autoridade moral para falar em liberdade de imprensa nenhuma, pois apoiaram a instalação dos regimes que mais atentaram contra ela, além de que não a exercem em seu próprio quintal, negando sempre o espaço de resposta a quem atacam. A Folha chegou ao cúmulo de publicar um texto que lançava lama sobre dois seus próprios jornalistas, qualificando de “delinquência” uma reportagem feita por eles, sem que os profissionais pudessem exercer seu direito de resposta. Pense bem, leitor: essa turminha tem cara de guardiã da liberdade de imprensa?

5. A veiculação de sentença penal condenatória acerca de crime contra a honra cometido pelos grupos de mídia é um direito do público leitor/espectador/ouvinte. Especialmente no caso de sentença já transitada em julgado, é básico o direito do leitor saber que a justiça decidiu que naquele espaço foi cometido um crime contra a imagem de alguém. No entanto, até a data de produção desta coluna (03 de maio), continuam valendo as perguntas: como a Folha de São Paulo tem a cara de pau de não veicular a notícia de que foi condenada em definitivo por crime contra Luis Favre? Como a Zero Hora tem a cara de pau de não avisar ao leitor que se confirmou sua condenação por crime contra uma desembargadora?

6. A discussão democrática sobre a renovação (ou não) das concessões públicas a rádios e TVs não é contraditória com a liberdade de imprensa; pelo contrário, é parte de seu pleno exercício. Há uma razão pela qual a liberdade de que se imprima qualquer coisa é juridicamente distinta da autorização a que se transmita TV ou rádio em sinal emprestado pelo poder público. Só por ignorância ou má fé pode se comparar uma recusa do Estado a renovar uma concessão de TV ao ato de fechar um jornal (recordando que a má fé pode ser ignorante, e com frequência o é nestes casos). No Brasil, a discussão democrática sobre as concessões é de particular importância no caso do único grande império de mídia que sobrevive com inegável capilaridade e poder de fogo, o da famiglia Marinho, de tão nebulosa história.

7. A liberdade de imprensa inclui, como componente essencial e inalienável, a liberdade de exibir, ridicularizar, parodiar e pastichar as gafes, mentiras, barrigas e distorções veiculadas pela própria imprensa. Hoje, no Brasil, nove de cada dez gritinhos histéricos dos patrões e funcionários da grande mídia sobre um suposto cerceamento de sua liberdade de imprensa referem-se única e exclusivamente ao exercício dessa mesma liberdade, só que agora por leitores e ex-leitores, cujo direito à expressão essa mídia jamais defendeu, sequer com um pio.

Fonte. www.cartamaior.com.br

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Festa de Edegar Pretto reúne mil pessoas na capital



O CTG 35, na capital, foi pequeno para abrigar mais de mil pessoas na festa de aniversário de Edegar Pretto, filho do deputado federal Adão Pretto, falecido em fevereiro de 2009.

A atividade foi prestigiada pelas principais lideranças do Partido dos Trabalhadores no Estado. Esteve no evento o ex-governador Olívio Dutra, o pré-candidato ao governo do Estado, Tarso Genro, o senador Paulo Paim, os deputados federais Maria do Rosário, Paulo Pimenta, Marco Maia, o estadual Dionilso Marcon, o presidente do PT e deputado Raul Pont, os pré-candidatos a deputado federal Dirceu Lopes, além de duas dezenas de vereadores, quatro prefeitos e diversas lideranças de instituições governamentais, associativas, sindicais e de movimentos sociais.

Outros parlamentares como a deputada federal Emília Fernandes e o deputado Henrique Fontana enviaram mensagem e os deputados estaduais Ervino Bohn Gass, Adão Villaverde, Ivar Pavan, designaram representantes ao evento.

A churrascaria 35, espaço típico gaúcho, abrigou 993 pessoas reunidas para comemorar os 39 anos do Edegar Pretto que é pré-candidato a deputado estadual.

Sob a animação dos Cantadores do Povo, grupo formado por músicos que animam atos identificados com a luta social, os participantes confraternizaram num jantar típico, seguido de baile.

Diferente das festas tradicionais, cada pessoa pagou seu próprio ingresso na entrada do estabelecimento.

Ao agradecer a homenagem dos amigos, Edegar Pretto lembrou a trajetória e o legado político de seu pai, recordando os seis mandatos, um estadual e cinco federais, marcados pela ética e transparência na vida pública.

“Meu pai foi exemplo de político que orgulha a mim, a minha família e a milhares de pessoas que tiveram o privilégio de conviver com ele. Nós somos gratos por sua existência e, mais que isso, é desafiados a continuar a travessia rumo a um tempo de dignidade para todos”, observou Edegar.

Agradeceu o carinho das pessoas que estão nomeando inúmeros logradouros públicos com o nome do seu pai. Além de ginásios, centros comunitários e praças, a Câmara dos Deputados homenageou Adão Pretto com o nome dado ao plenário da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da casa.

Durante as falas, o presidente estadual do PT, deputado Raul Pont, mencionou o significado da pré-candidatura de Edegar. “Tu era criança quando o PT nasceu e tu vens de um cuero, de uma cepa que honra a política”, referiu, ao ressaltar a certeza de que Edegar será seu colega no Parlamento na próxima legislatura.

O senador Paim, fez um resgate da trajetória de Adão Pretto e disse que “a política se orgulhará do filho de Adão Pretto se ele se espelhar na prática do pai”.

Já, o pré-candidato a governador, Tarso Genro, mencionou a importância de fazer o projeto iniciado por Lula avançar no país e disse que “chegou a hora do Rio Grande crescer no ritmo do Brasil”. “Temos nomes e construção para retomar o desenvolvimento do Rio Grande”, discursou.

O ex-governador Olívio Dutra, que está na equipe da pré-candidatura de Edegar, ressaltou a alegria estar ajudando a construir “uma boa alternativa de representação dos movimentos sociais na política”.


Fonte = Jornalista:Claudio SOMMACAL
(51)98054531

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Que bom!! A Saúde está em pauta...



Na ultima semana do mês de maio os “pré-candidatos a Presidência da Republica” que concorreram às eleições de outubro compareceram no encontro dos secretários de saúde, em Gramado, e todos prometeram que irão regulamentar a Emenda 29 que define políticas objetivas para a saúde pública do Brasil.

Neste período, também, o Supremo Tribunal Federal dá ganho de causa ao Conselho Regional de Medicina do RS restabelecendo o pagamento da diferença entre o que o SUS remunera aos hospitais e médicos dos preços realmente cobrados dos “clientes privados”.

Estas duas notícias por si só nos permite realizar um debate permanente de como vemos o papel da saúde no contexto em que sobrevivemos onde “estar em comunidade é estar plugado a alguma rede cibernética”.

O Art. 7º da Emenda Constitucional 29 grava como deverá ser composto o orçamento das três esferas de Governo no item saúde:

“O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias passa a vigorar acrescido do seguinte art. 77:

"Art. 77. Até o exercício financeiro de 2004, os recursos mínimos aplicados nas ações e serviços públicos de saúde serão equivalentes:" (AC)

"I – no caso da União:" (AC)

"a) no ano 2000, o montante empenhado em ações e serviços públicos de saúde no exercício financeiro de 1999 acrescido de, no mínimo, cinco por cento;" (AC)

"b) do ano 2001 ao ano 2004, o valor apurado no ano anterior, corrigido pela variação nominal do Produto Interno Bruto – PIB;" (AC)

"II – no caso dos Estados e do Distrito Federal, doze por cento do produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios; e" (AC)

"III – no caso dos Municípios e do Distrito Federal, quinze por cento do produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea b e § 3º." (AC)

"§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios que apliquem percentuais inferiores aos fixados nos incisos II e III deverão elevá-los gradualmente, até o exercício financeiro de 2004, reduzida a diferença à razão de, pelo menos, um quinto por ano, sendo que, a partir de 2000, a aplicação será de pelo menos sete por cento." (AC)

"§ 2º Dos recursos da União apurados nos termos deste artigo, quinze por cento, no mínimo, serão aplicados nos Municípios, segundo o critério populacional, em ações e serviços básicos de saúde, na forma da lei." (AC)

"§ 3º Os recursos dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinados às ações e serviços públicos de saúde e os transferidos pela União para a mesma finalidade serão aplicados por meio de Fundo de Saúde que será acompanhado e fiscalizado por Conselho de Saúde, sem prejuízo do disposto no art. 74 da Constituição Federal." (AC)

"§ 4º Na ausência da lei complementar a que se refere o art. 198, § 3º, a partir do exercício financeiro de 2005, aplicar-se-á à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios o disposto neste artigo." (AC)”.


Como podemos observar apenas com uma analise rápida sobre esta emenda, todas as três esferas de Governo, de uma maneira ou de outra, estão “fora da lei” há cinco anos, ou seja, são inconstitucionais e por isso é imperioso que a constitucionalidade seja garantida.

Portanto, esta matéria deve ser encarada como um dever de qualquer Governante em aplicá-la e não mais uma mera promessa de campanha eleitoral.

Quanto à decisão da Suprema Corte de Justiça Federal cabe salientar aquilo que todos vêem e não falam.

Grande parte dos magistrados ao tomarem suas decisões às tomam de acordo com a sua classe social e geralmente a classe que mais é favorecida por estes “julgamentos” são as classe mais abastadas da sociedade atual.

Este julgamento desconsiderou o que a Constituição Federal e a Lei 8080 garantem: “acesso universal e igualitário de todos e todas as ações e aos serviços que garantem a promoção, proteção e a recuperação da saúde”.

Mais uma vez esta corte segue os mesmos e velhos pensamentos dos tempos de exceção, onde os detentores do poder podem tudo e aos pobres aplicam-se os rigores do “mercado”.

Isto é uma barbaridade!!!!

itamarssantos13@hotmail.com

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Responsabilidades em Saúde Pública.


A saúde é uma das necessidades mais importantes da vida humana, se não a mais importante.

Mas a maioria de nós só se lembram deste bem somente, ou a falta dele, quando estamos doentes.

Nestes casos corremos a qualquer serviço de saúde que possa a vir nos socorrer pouco nos importando o como e o quanto custa para manter o mesmo de portas abertas.

Quando o serviço vem a ser privado, achamos que não há maiores problemas ou não questionamos os custos ou até mesmo a qualidade dos serviços prestados devido estarmos pagando um planto de saúde ou uma consulta particular.

Esta pratica é o cumulo da alienação que beira a ignorância.

Alem da responsabilidade de sustentação financeira, temos que ter a responsabilidade social sobre o sistema de saúde.

Aliado a esta responsabilidade que não depende somente dos órgãos governamentais, temos que ter disponibilidade como bem escreveu o medico, Flavio José Kanter, em artigo publicado em ZH de 29-05-10.


Em seu artigo o referido médico transcreve alguns exemplos do dia-a-dia acontecidos nos serviços de saúde que demonstram a má vontade de alguns trabalhadores em solucionar o problema de saúde dos usuários.

O SUS é o melhor plano de Saúde já criado no mundo.

É o único sistema que paga todo o tipo de atendimento, seus trabalhadores fazem concurso público para ingressar nos serviços, portanto, sabem de ante mão o quanto vão ganhar o que vão fazer e as condições de trabalho que vão enfrentar.

São estes os trabalhadores que iremos encontrar nas mais variadas formas de “entrada” deste sistema.

Mas o que mais nos indigna é presenciar a mercenárização de certos trabalhadores.

Tenho uma história para relatar: A mais ou menos 90 dias os médicos do PSF da vila de Itapuã, em Viamão, demitiu-se por negar-se a cumprir a carga horária estipulada no contrato de trabalho estabelecido com a contratante, neste caso a FAURGS (8 horas por dia), que terceirarizou aquele atendimento junto a Prefeitura de Viamão.

Realidade atual, (a qual discordo, pois defendo o concurso publico como critério de ingresso nestes serviços.) na maioria do território brasileiro que privatiza o sistema que é publico por ser a forma mais democrática de atendimento a todos sem discriminação de classe ou de qualquer tipo.

Neste período a Prefeitura local não recrutou nenhum médico pelo simples fato de não haver interessados em trabalhar naquele local, deixando claro para toda a sociedade que são os médicos os principais agentes nesta falta de atendimento para a população.

E que em mais este caso há uma falta de disponibilidade demonstrada de forma tácita por parte desta categoria que mercenáriza tão necessária profissão.

As últimas noticias sobre o restabelecimento do atendimento na Unidade de Saúde da vila de Itapuã dão conta de que a Prefeitura de Viamão abrirá concurso público para a contratação de médicos a fim de completar o quadro de sua Secretaria.

MSN: itamarssantos13@hotmail.com

Tucanagem na Saúde.

O secretário municipal de saúde demotucano de São Paulo teve publicado em ZH de 26-05-10, artigo propagandeando as Parcerias Públicas Privadas (PPP’s), mas omite a verdade que esta na imprensa do seu Estado.

A Rede Brasil Atual, nesta Quarta-feira, 26 de maio de 2010 publicou a seguinte noticia:

“MPF recomenda interrupção de terceirização da saúde no interior de SP Ministério Público Federal avalia que Prefeitura de Fernandópolis deixou de prestar serviços de saúde e os colocou sob a responsabilidade da iniciativa particular ao estabelecer parceria com Oscip.”

Se você já leu algo semelhante por aqui, não é mera conhecidência, pois o Governo Fogaça tem a mesma pratica Tucano pefelista.

O MPF do Estado de São Paulo atua em todo território paulistano.

“O Ministério Público Federal (MPF) em Jales recomendou ao prefeito do município de Fernandópolis (SP) que suspenda, no prazo máximo de 60 dias, o termo de parceria celebrado com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Instituto de Saúde e Meio Ambiente (Isama). O MPF defende que o poder público municipal reassuma, dentro do mesmo prazo, a direção e a gestão operacional dos serviços de saúde da cidade, que foram transferidos para a entidade.”

O SINDSAÚDE-SP na Sexta-feira, 21 de maio de 2010, ganhou na Justiça, que determina à Secretaria da Saúde pagamento dos 100% do Prêmio de Incentivo aos trabalhadores municipalizados em 90 dias sob pena de multa diária de 510 reais por dia.

Mesmo que o Governo recorra, a expectativa do SindSaúde-SP é de que o recurso não seja recebido no efeito suspensivo e a decisão deva ser cumprida imediatamente.
Precarização da saúde pública paulista esta estampada no caso do bebê:
Sem pessoal suficiente, só mesmo na propaganda e nas pesquisas oficiais a saúde vai bem em São Paulo.

O SINDSAÚDE-SP (www.sindsaudesp.org.br) na Quarta-feira, 12 de maio de 2010, questiona:

O que dizer do caso do bebê levado do hospital Leonor?

A adolescente estava transtornada, enganou a todos e o caso felizmente terminou bem.

Mas o mal estar entre os trabalhadores do Leonor foi e ainda é grande. O sentimento de impotência paira mesmo sem serem responsáveis pelo fato.

É o mesmo sentimento que no ano passado os marcou o caso do bebê dado como morto e depois encontrado vivo por uma trabalhadora.

A luta permanente do SindSaúde-SP contra o desmonte da saúde pública no estado de São Paulo não é mera ação corporativa.

Ao denunciar a falta de pessoal, material e manutenção de equipamentos alerta ao Governo do Estado e à sociedade em geral a situação da saúde pública no estado.

Mais um ano o trabalhador da saúde não teve aumento salarial nem mesmo a reposição da inflação do período.

Isso acontece há anos. Agora somente os trabalhadores de 4 hospitais da rede devem receber um bônus de até um salário, parcelado em duas vezes, uma em setembro, outra em 2011.

O Governo promete incluir os demais hospitais até 2012. Bônus não é salário. Além disso, parte da categoria, que não atua nos hospitais ou está aposentada, não receberá nem essa bonificação.

A terceirização da gestão de unidades públicas para organizações sociais de saúde também faz parte do processo de precarização dos serviços.

O que pode significar fazer mais com menos na saúde? Não há reforma, pintura e mobiliário novo que cuidem da saúde de um paciente.

A imprensa também percorreu alguns hospitais depois do caso do bebê, conseguindo entrar nas unidades sem maiores problemas.

Com exceção do Leonor, todos terceirizados ou filantrópicos. A terceirização não melhora o atendimento nem o custo é menor, somente precariza as relações de trabalho e os serviços prestados.

A pressão sofrida pelos trabalhadores diariamente nas unidades resulta em casos como esses noticiados pela imprensa.

Não é por menos que a justiça julgou favorável ao SindSaúde-SP um ação de assédio moral da direção do Hospital Leonor Mendes de Barros contra três trabalhadoras.

Sem pessoal suficiente, mesmo nas unidades terceirizadas, com equipamentos quebrados e uma demanda grande de usuários só mesmo na propaganda e nas pesquisas oficiais a saúde vai bem em São Paulo”.

Estas são apenas algumas noticias de como “vai bem à saúde” no Estado de São Paulo.

itamarssantos13@hotmail.com

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O QUE UMA HOLANDESA FALOU DO BRASIL.*


*Recebi este texto pela rede mundial de PC's: Se é veridico não , mas que fato , isto é....
O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL


LEIA COM BASTANTE ATENÇÃO

Os brasileiros acham que o mundo todo mundo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO- 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é 1º maior mercado de jatos e helicópteros executivos do mundo.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando..

É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!

Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

*




FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia.

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o analfabeto?, que não entende de educação, criou mais escolas e Universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo.

Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis.

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.

Lula que não sabe nada de Justiça, deixou a Polícia Federal e o Procurador Geral da República trabalharem a vontade, sem pressão quando houve as denúncias de corrupção do seu partido na Câmara e de alguns escalões de seu Governo.

Foi o Governo em que a Polícia Federal mais trabalhou, mesmo com a ferrenha oposição da elite bandida representada pela imprensa deste país e pelo pres. do Supremo Gilmar Mendes.

Isso mesmo, aquele que solta todo mundo que a PF prende.

FHC tinha um "Engavetador Geral da República", porque todas as denúncias contra seu governo eram engavetadas, e a PF amarrada e amordaçada.

Nenhuma denúncia vazava para a imprensa, nada acontecia.

A Mídia era comprada de maneira absurda. É por isso que a Grande e Velha Mídia não aceita a perda de seus privilégios financeiros com o dinheiro público e criaram o PIG - Partido da Imprensa Golpista.(Definição do jornalista Paulo Henrique Amorim)

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista..

Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro,colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos "States".
Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.

NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS, EXISTIU UM PRESIDENTE COMO LULA .

*Pedro R. Lima,
Professor UERJ Enonomia
Redator VEJA ABRIL

quinta-feira, 20 de maio de 2010

DEMOCRACIA, AUTORIDADE, AUTORITARISMO=Bulyinng...



Não são meramente questões matemáticas.

Se não meras questões matemáticas, o que são então?

Cada um tem o seu conceito referente a cada um destes valores.

Há aqueles que adoram a Democracia desde que seus interesses estejam contemplados; quando há autoridade e por algum motivo estes interesses são contrariados, este ato já é rotulado de autoritarismo e por aí vai inúmeras formas e quereres que tornam nossas vidas sem regramentos que nos permitiriam viver de forma mais harmônica.

E o que tem a ver o Bulyinng com isso tudo?

A minha geração e poucas famílias da atual já passaram por situações em que seus filhos adolescentes enfrentaram assédios morais e físicos.

No meu tempo de criança era comum nos chamarmos por algum apelido, mas nada que levássemos a agressões mais sérias.

Há meu ver o Bulyinng é fruto de uma longa campanha midiática que invade nossas casas por incontroláveis opições de instrumentos interneticos, os quais clamam por sentimentos individualistas e consumistas.

Individualismo e consumismo descontrolado levam estas pessoas e ou adolescentes desregradas e desprovidas de valores que privilegiem a solidariedade e a fraternidade a adotarem o Bulyinng como forma de importa a sua “autoridade”, a qual é autoritarismo puro.

E onde há autoritarismo, não há espaço para se viver em democracia.

Outro fato que coloca crianças e adolescentes a praticar ou sofrer o Bulyinng esta na formação precoce das famílias atuais.

A “nova” formação familiar nos trás uma realidade onde mães e pais se vêem nesta responsabilidade ainda na purbedade, mas estas pessoas que por uma imposição social foram “mal criadas” pelos seus genitores ajam visto que estes tiveram que ir a busca do sustento de sua família que lhes exige os desejos de consumo que estão na moda, que passam incessantemente nas redes midiáticas.

E para acalentar estes desejos são obrigados a irem à busca dos recursos para este fim, o que lhes faz deixar sua prole em “creches”, ou com “cuidadores” ou ainda sozinha em casa transferindo o dever de educar verdadeiramente seus descendentes a cargo de terceiros ou da escola.

Outro fato que é produto de toda esta insanidade coletiva é a privatização daquilo que é publico e o Bulyinng pode ser o motivo produzido por aqueles que defendem o setor privado para justificar a entrega da Escola Pública aonde vimos ser duramente atacada e falsamente acusada de não “cumprir o seu papel”.

O Bulyinng é a conseqüência de um sistema que produz a cada minuto milhares de miseráveis em todo o mundo e para que isso tenha fim é necessário acabar com esta hipocrisia de socializar somente a culpa por algo que foi criado e alimentado por toda uma estratégia política a fim de legitimar uma sociedade ALTAMENTE INDIVIDUALISTA E CONSUMISTA.

itamarssantos13@hotmail.com

segunda-feira, 3 de maio de 2010

SERRA AGORA QUER CASTRAR OS SINDICATOS



(Matéria publicada em 24.04.2010, sábado.)
Por Celso Lungaretti (*)

"Hoje mocinho, amanhã bandido" (slogan de campanhas antigas contra brinquedos que reproduziam armas).

Por uma questão de princípio, não participo de querelas eleitoreiras.
Para quem, como eu, acredita que os Executivos federal, estaduais e municipais não têm autonomia para decidir o destino da Nação (ditado pelo poder econômico) e cumprem apenas o papel de síndicos do edifício capitalista, seria incoerente conferir importância maior à escolha desses síndicos.

Estou careca de saber que, num país da importância geopolítica do Brasil, a política econômica será sempre imposta pelo grande capital.

Isto é uma espécie de cláusula pétrea de uma Constituição que não está à vista de ninguém, mas tem força bem maior que a de 1988.

Vai daí que continuo apostando todas minhas fichas na organização autônoma dos cidadãos, fora do Estado e contra o Estado, para criarmos uma democracia fundada na priorização do bem comum e dos interesses coletivos.

Essa que aí está expressa apenas o primado da usurpação e da ganância.
Mas, como defendo o legado da resistência à ditadura de 1964/85, permito-me criticar atores políticos que iniciaram essa caminhada nas fileiras dos justos e agora se compõem com os injustos.

Caso de José Serra, que acaba de qualificar de "político-eleitoral" a recente greve dos professores da rede estadual de São Paulo.

A criminalização da greve está sendo pleiteada por tucanos e demos (o leitor que decida se são democratas ou demoníacos...) e um parecer equivocado da Procuradoria-Geral Eleitoral veio ao encontro do pleito reacionário.

Ao mesmo tempo em que, para todos os efeitos, apóia a representação do DEM e do PSDB contra a Apeoesp, Serra faz questão de ressalvar que a iniciativa de apresentá-la não foi sua.

É claro que, para um ex-presidente da UNE, trata-se de um ato absolutamente inconcebível, daí a retórica farisaica.


Por Celso Lungaretti (*)

SERRA AGORA QUER CASTRAR OS SINDICATOS II

Se não apóia, o que está fazendo ao lado de gente que quer cercear a manifestação política dos sindicatos?

Se não apoiava a presença dos piores brucutus da PM no campus da USP, por que os mandou lá, ao invés de escolher unidades mais aptas para lidar com professores e estudantes?

Se não mudou de idéia acerca dos usurpadores do poder de 1964, por que deixou, durante todo seu governo, que a página virtual da Rota os elogiasse?

Se não apóia as vinganças selvagens da direita contra cidadãos idealistas, por que se pronunciou a favor da extradição de Cesare Battisti?

Não, as evasivas não colam. Se quiser eleger-se presidente da República com os recursos da direita e está disposto a todas as concessões para mostrar-se-lhe confiável, que tenha, ao menos, a hombridade de admitir que, hoje, é favorável a manietar sindicatos, barbarizar campus, endossar golpismos e linchar contestadores.

Quanto ao parecer da Procuradoria Eleitoral, vou repisar o óbvio:

• Ao pretenderem atrapalhar as pretensões presidenciais de um político que fez o que Serra fez com a Educação em São Paulo, os professores paulistas estavam em seu pleno direito e tinham todos os motivos para agir como agiram;

• Se houvessem tomado partido explícito por tal ou qual candidatura oposta à de Serra, o que não fizeram, aí sim se poderia discutir o caráter de sua greve (e mesmo assim, a condenação não seria automática, pelo menos numa democracia).

De resto, sou obrigado a me repetir e a repetir o que o colega Jânio de Freitas brilhantemente escreveu em sua coluna A greve da hora:

"O histórico reacionarismo brasileiro foi que propagou a ideia de que sindicatos e congêneres só podem promover ações sem mais pretensão ou conotação do que reivindicações profissionais específicas. E, ainda assim, bastante estritas e sob legislação muito restritiva.

"...Impedir sindicatos e congêneres de se manifestar politicamente seria trazer de volta um pedaço de ditadura."

Quando presidente da UNE, Serra decerto subescreveria estas palavras.
Como presidenciável demo-tucano, ele não hesita em queimar todas as bandeiras que um dia, dignamente, empunhou.

Deveria ler os Evangelhos:
"Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?" (Mateus, 16:26)

(*) Jornalista e escritor, http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/


Fonte?: Jornal nb NOTÍCIAS DO BRASIL
EDIÇÃO DE 1º DE MAIO/2010 – PÁGINA 4
“O JORNAL QUE ESCOLHE OS SEUS LEITORES”

A REPRISE DE 2006. AGORA, COMO FARSA II.



Por Luiz Carlos Azenha

A REPRISE DE 2006. AGORA, COMO FARSA.


Ainda assim, os chefes da Globo paulista garantiram que a reportagem iria ao ar.

Sábado, nada. Segunda, nada. Aparentemente, alguém no Rio decidiu engavetar o assunto.

E é essa a base do que tenho denunciado continuamente neste blog: alguns escândalos valem mais que outros, algumas denúncias valem mais que outras, os recursos humanos e técnicos da emissora — vastos, aliás — acabam mobilizados em defesa de certos interesses e para atacar outros.

Nesta campanha eleitoral já tem sido assim: a seletividade nas capas repercutidas foi retomada recentemente, quando a revista Veja fez denúncias contra o tesoureiro do PT. Um colega, ex-Globo, me encontrou e disse: “A fórmula é a mesma. Parece reprise”.


Ou seja, podemos esperar mais do mesmo:

– Sob o argumento de que a emissora está concedendo “tempo igual aos candidatos”, se esconde uma armadilha, no conteúdo do que é dito ou no assunto que é escolhido.

Frequentemente, em 2006, era assim: repercutindo um assunto determinado pela chefia, a Globo ouvia três candidatos atacando o governo (Geraldo Alckmin, Heloisa Helena e Cristovam Buarque) e Lula ou um assessor defendendo. Ou seja, era um minuto e meio de ataques e 50 segundos de contraditório.

– O Bom Dia Brasil é reservado a tentar definir a agenda do dia, com ampla liberdade aos comentaristas para trazer à tona assuntos que em tese favorecem um candidato em detrimento de outro.


– O Jornal da Globo se volta para alimentar a tropa, recorrendo a um grupo de “especialistas” cuja origem torna os comentários previsíveis.

– Mensagens políticas invadem os programas de entretenimento, como quando Alexandre Garcia foi para o sofá de Ana Maria Braga ou convidados aos quais a emissora paga favores acabam “entrevistados” no programa do Jô.

A diferença é que, graças a ex-profissionais da Globo como Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e outros, hoje milhares de telespectadores e internautas se tornaram fiscais dos métodos que Ali Kamel implantou no jornalismo da emissora. Ele acha que consegue enganar alguém ao distorcer, deturpar e omitir.

É mais do mesmo, com um gostinho de repeteco no ar. A história se repete, agora com gostinho de farsa.

Querem tirar a prova? Busquem no site do Jornal Nacional daquele período quantas capas da Veja ou da Época foram repercutidas no sábado.

Copiem as capas das revistas que foram repercutidas. Confiram o conteúdo das capas e das denúncias. Depois, me digam o que vocês encontraram.

Do site Vi o Mundo do Azenha- www.viomundo.com.br

A reprise de 2006. Agora, como farsa.

EDIÇÃO DE 1º DE MAIO/2010 – PÁGINA 2
“O JORNAL QUE ESCOLHE OS SEUS LEITORES”
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA TUPINIQUIM


A reprise de 2006. Agora, como farsa.

Por Luiz Carlos Azenha

*Jornal NOTÍCIAS DO BRASIL

Em 2005 e 2006 eu era repórter especial da TV Globo. Tinha salário de executivo de multinacional.


Trabalhei na cobertura da crise política envolvendo o governo Lula.
Fui a Goiânia, onde investiguei com uma equipe da emissora o caixa dois do PT no pleito local.

Obtivemos as provas necessárias e as reportagens foram ao ar no Jornal Nacional. O assunto morreu mais tarde, quando atingiu o Congresso e descobriu-se que as mesmas fontes financiadoras do PT goiano também tinham irrigado os cofres de outros partidos. Ou seja, a “crise” tornou-se inconveniente.

Mais tarde, já em 2006, houve um pequena revolta de profissionais da Globo paulista contra a cobertura política que atacava o PT mas poupava o PSDB.

Mais tarde, alguns dos colegas sairam da emissora, outros ficaram. Na época, como resultado de um encontro interno ficou decidido que deixaríamos de fazer uma cobertura seletiva das capas das revistas semanais.

Funciona assim: a Globo escolhe algumas capas para repercutir, mas esconde outras. Curiosamente e coincidentemente, as capas repercutidas trazem ataques ao governo e ao PT.

As capas “esquecidas” podem causar embaraço ao PSDB ou ao DEM.

Aquela capa da Caros Amigos sobre o filho que Fernando Henrique Cardoso exilou na Europa, por exemplo, jamais atenderia aos critérios de Ali Kamel, que exerce sobre os profissionais da emissora a mesma vigilância que o cardeal Ratzinger dedicava aos “insubordinados”.

Aquela capa da Caros Amigos, como vimos estava factualmente correta. O filho de FHC só foi “assumido” quando ele estava longe do poder.

Já a capa da Veja sobre os dólares de Fidel Castro para a campanha de Lula mereceu cobertura no Jornal Nacional de sábado, ainda que a denúncia nunca tenha sido comprovada.

Como eu dizia, aos sábados, o Jornal Nacional repercute acriticamente as capas da Veja que trazem denúncias contra o governo Lula e aliados.
É o que se chama no meio de “dar pernas” a um assunto, garantir que ele continue repercutindo nos dias seguintes.

Pois bem, no episódio que já narrei aqui no blog, eu fui encarregado de fazer uma reportagem sobre as ambulâncias superfaturadas compradas pelo governo quando José Serra era ministro da Saúde no governo FHC.

Havia, em todo o texto, um número embaraçoso para Serra, que concorria ao governo paulista: a maioria das ambulâncias superfaturadas foi comprada quando ele era ministro. (Continua na próxima página, 3)
*Fonte

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Quilombo de Palmas-Bagé RS pede providências


Urgente!!!!!!

Quilombo de Palmas-Bagé RS pede providências

Alerta:




O Coletivo Catarse realiza reportagens sobre o conflito iminente entre os quilombolas e os fazendeiros que se desenha em Bagé - RS

A Comunidade do Quilombo de Palmas, na região de Bagé/RS, está sofrendo pressão de fazendeiros, que estão em vigília na entrada do quilombo há 15 dias.

Representantes do Movimento Negro denunciaram ao Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa RS, ao Ministério Público Federal e Estadual, além de outros órgãos, esta presença ostensiva em via pública gerando constrangimentos e impedindo, inclusive, a entrada do INCRA para a realização do trabalho de demarcação da área.

Um documento elaborado pelos representantes do movimento negro ontem, dia 20, exige providências aos órgãos responsáveis, como a polícia federal, Secretaria de Segurança Pública do RS, Ministério Publico Federal e Estadual, a Procuradoria do Incra entre outros.

Exige-se que estes órgãos garantam a integridade física e moral dos Quilombolas e das Lideranças da Associação, bem como, da defesa do território que se encontra com a presença dos ruralistas fiscalizando o movimento de quem passa para impedir que o INCRA acesse o quilombo.

Ajudem a Divulgar

Sérgio Valentim
Coletivo Catarse

Veja o Vídeo no site
www.coletivocatarse.com.br

http://www.youtube.com/watch?v=heK-N5dkGlk

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Faltam 10 dias.


E no dia 25/04/2010 as eleições para conselheiro tutelar de Viamão.

As urnas de votação estaram localizadas nos mesmos locais das eleições gerais.

Esta eleição é diferenciada porque Ela é facultativa, ou seja, o eleitor vota se quer.

Por isso queremos fazer Dela uma eleição CIDADÃ, onde voto seja espontâneo e consciente.

O nosso município tem dois Conselhos Tutelares. O Conselho Tutelar do Centro/Interior e o Conselho Tutelar do 4º e 8º Distritos.

Então no dia 25 votaremos em:

Viviane -2- CT Centro

Itamar Santos-11- CT 4º e 8º

Terreno da Fase é patrimônio ambiental e deve ser preservado*


Governo do Estado entrega de mão beijada para a RBS 74 hectares da FASE, do morro Santa Tereza e imediações , em troca de 9 terrenos na periferia e interior:





A votação do PL 388 na Comissão de Constituição e Justiça não aconteceu hoje na Assembleia como estava previsto por falta de quórum.

Ótimo, ganhamos mais uma semana para mobilizar.

Mas é importante que se crie uma verdadeira campanha para impedir que o governo estadual consiga a autorização para alienar ou permutar o terreno da Fase, de 74 hectares, na frente do Beira-Rio.

O terreno conta com diversas espécies protegidas, tem nascentes, é um verdadeiro patrimônio ambiental que o governo Yeda vem sumariamente proibindo os funcionários de divulgar.

Pesquisadores da Fundação Zoobotânica fizeram um levantamento ambiental que recomenda a preservação da área, mas foram proibidos de levar a público os dados coletados.

É a última área em Porto Alegre que ainda tem vegetação característica da região, com resquícios de Pampa.

No terreno ainda há prédios bastante antigos, considerados patrimônio histórico de Porto Alegre. Mais de 10 mil pessoas – as estimativas vão de 10 mil a 20 mil – vivem no local, algumas há mais de 40 anos.

Fora que não dá pra vender o terreno, praticamente dar de presente, por um valor muito abaixo do real, sem considerar esses fatores todos, alegando uma necessidade - existente – de reformulação da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) e deixar para fazer o planejamento dessa descentralização depois.

Essa política de fazer as coisas a toque de caixa é muito suspeita.

O que há por trás?

A Fase não tem funcionalismo suficiente para dar conta de uma reestruturação. É necessário fazer um Plano de Cargos e Salários (PCS) e abrir concurso público. Sem isso, não adianta conseguir outros terrenos.

Ou seja, a ideia é se livrar da área logo, do jeito que der, para depois ver o que fazer. Com dinheiro público, é importante lembrar.

O que fazer então?


Defendo a descentralização da Fase. Mas, para isso, há a previsão de investimentos públicos, inclusive federais, sem a necessidade de se desfazer do terreno.

Ali, uma Área de Preservação Ambiental (APA), deve ser criado um parque ecológico. Não tipo o Marinha do Brasil, ali perto, mas de preservação mesmo, com direito a visitação, possibilidade de realização de trilhas, andar de bicicleta. Uma espécie de segundo Jardim Botânico.

Defendo também que a população seja esclarecida do vedadeiro valor do terreno que vem sendo camuflado. Há que se considerar que é a área mais procurada em POA pelos empreendimentos imobiliários atualmente. Fica na rota da Copa do Mundo de 2014, na frente do Beira-Rio, no caminho pra Zona Sul, perto do BarraShoppingSul, de frente para o Guaíba. É difícil encontrar características mais cobiçadas em um terreno.

Cabe a nós abrirmos a boca, gritarmos bem alto, sairmos à rua e chamarmos a atenção da população. Assim, os deputados se sentem pressionados, especialmente em ano eleitoral, e a aprovação do projeto é dificultada. Daqui a alguns meses, vai ser ainda mais difícil para o governo conseguir quórum.
*http://www.portaldomeioambiente.org.br


Cristina
Poucos se ficará sabendo, pois não há nenhuma notícia nos jornais, rádios, televisões e internet... e vocês saberão o porquê.


Alguns devem ter ouvido falar de um projeto chamado "Descentralização da FASE" (FASE é a antiga FEBEM). Pois bem, do pouco que se noticiou, trata-se de mudar o endereço das instalações da FASE, que atualmente se encontram na Av. Padre Cacique, próximo ao Estádio Beira-Rio.

O que não foi dito é que aquela área se extende por um terreno de 74 hectares, sendo boa parte dele com mata nativa. O terreno tem um preço estimado atual (se fosse possível vendê-lo, claro!) de R$ 170 milhões.

Só esse preço já nos faz pensar como já fomos roubados no terreno do antigo Estaleiro Só, que foi vendido por apenas R$ 7 milhões...

Contudo, isso é outro assunto.... Voltando, o citado projeto tem por intenção a PERMUTA do terreno da FASE (de propriedade do Estado do Rio Grande do Sul) por nove terrenos espalhados pela região periférica de Porto Alegre, onde, de acordo com o projeto, seriam construídas as novas instalações da FASE.

A empresa beneficiária do projeto se chama MAIOJAMA, que tem como grandes sócios a família Syrotsky (dona do Grupo RBS).

Resumindo: a construtora trocaria uma área de 74 hectares no coração de Porto Alegre, numa das áreas mais nobres, verdes e valorizadas da cidade (com perspectiva de valorização ainda maior, vide a Copa do Mundo do Brasil em 2014), por nove terrenos periféricos da cidade a sua escolha.

ELA NÃO PAGARIA UM CENTAVO SEQUER PELA ÁREA (R$ 170 MILHÕES ESTIMADOS) !!


Se isso não bastasse, foi votado recentemente (e curiosamente no mesmo momento!) o Plano Diretor de Porto Alegre, no qual o índice construtivo naquela área passou de 1,0 para 1,9. O que quer dizer, grosseiramente para quem não entende bem disso, que se pode construir infinitamente mais no mesmo espaço.



Não sou contra construções e construtoras. Não sou contra empresas privadas. Não sou contra o "progresso" (muito embora tenha um conceito diferente de progresso do que o vigente). Sou contra a roubalheira, a corrupção e a falta de senso do bem-comum.

Se a Maiojama - ou quem quer que seja! - tem vontade de construir no terreno da FASE, que seja feito um projeto que cumpra com as necessidades da FASE e do Estado e que ELA pague por isso.

Trocar uma área de R$ 170 milhões por terrenos no quinto-dos-infernos não me parece justo com a cidade de Porto Alegre, nem com seus cidadãos.

Para os que ainda defendem as redes de comunicação conservadoras e golpistas, saibam que a "notícia" é um conceito meramente institucional, momentâneo e oportunista.

Essa "notícia", sobre o projeto da FASE, com certeza não será divulgada nos meios convencionais. Não porque não é relevante, mas porque não é conveniente.

sábado, 10 de abril de 2010

Eleições para Conselheiro Tutelar do 4º e 8º distrito de Viamão.


ITAMAR SANTOS É 11.

Com 16 anos de experiência no atendimento às crianças e adolescentes vítimas de maus tratos, abandono social ou usuários de drogas, ITAMAR SANTOS concorre a uma das vagas de CONSELHEIRO TUTELAR do 4º e 8º distritos de Viamão.

Para que isso seja possível propõe a ser o elo das famílias em risco social, com o poder público, a fim de criar condições que permitam que as crianças e adolescentes permaneçam em seus lares, na escola e longe das drogas.

ITAMAR SANTOS tem clareza de que o lugar de criança é em primeiro lugar com as suas famílias e para que isso seja uma realidade esta família tem que estar devidamente estruturada.

No momento em quer alguma família deixa de ter a estrutura necessária para a sua sobrevivência cabe ao poder público das as condições para tal e é aí que entre a ação do CONSELHEIRO TUTELAR QUE DEVE ATUAR JUNTO A Prefeitura Municipal ou ao órgão competente para garantir a integralidade da família em questão.

ESTA PRÁTICA É CHAMADA DE PREVENÇÃO.

Em segundo lugar as crianças e os adolescentes têm que ter e estar na escola para adquirir educação e cultura a fim de serem cidadãos.

Este é o papel do CONSELHEIRO TUTELAR, atuar na prevenção, antecipando-se aqueles que espalham drogas para as nossas crianças.

Dia 25 de abril: vote 11.

Vote Itamar Santos.


As votações aconteceram das 8 às 17hs nos mesmos locais em que você sempre votou.

Preciso do teu apoio, vá ao local de votação e faça desta eleição, UMA ELEIÇÃO CIDADÃ.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Rede de Comunicadores.




Fontewww.paulohenriqueamorim.com.br

Forma-se uma rede para defender a reforma agrária



O Conversa Afiada reproduz manifesto que lança a criação de uma rede
de comunicação para se opor ao PiG (*) e defender a reforma agrária –
o que significa também defender os direito do MST.

O Conversa Afiada, gentilmente, convida a Senador Kátia Abreu a
meditar sobre as ideias contidas no texto abaixo publicado.:


Rede de comunicadores em apoio à reforma agrária

Dia 11 de março, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos
Jornalistas de São Paulo, Rua Rego Freitas 530 – Sobreloja, reunião
para montagem da “rede de comunicadores em apoio à reforma agrária e
contra a criminalização dos movimentos sociais”.



Denuncie a ofensiva dos setores

conservadores contra a reforma agrária!

Está em curso uma ofensiva conservadora no Brasil contra a reforma
agrária, e contra qualquer movimento que combata a desigualdade e a
concentração de terra e renda. E você não precisa concordar com tudo
que o MST faz para compreender o que está em jogo.

Uma campanha orquestrada foi iniciada por setores da chamada “grande
imprensa brasileira” – associados a interesses de latifundiários,
grileiros – e parcelas do Poder Judiciário.

E chegou rapidamente ao
Congresso Nacional, onde uma CPMI foi aberta com o objetivo de
constranger aqueles que lutam pela reforma agrária.

A imagem de um trator a derrubar laranjais no interior paulista, numa
fazenda grilada, roubada da União, correu o país no fim do ano
passado, numa campanha claramente orquestrada. Agricultores miseráveis
foram presos, humilhados. Seriam os responsáveis pelo “grave
atentado”.

A polícia trabalhou rápido, produzindo um espetáculo que
foi parar nas telas da TV e nas páginas dos jornais. O recado parece
ser: quem defende reforma agrária é “bandido”, é “marginal”. Exemplo
claro de “criminalização” dos movimentos sociais.

Quem comanda essa campanha tem dois objetivos: impedir que o governo
federal estabeleça novos parâmetros para a reforma agrária (depois de
três décadas, o governo planeja rever os “índices de produtividade”
que ajudam a determinar quando uma fazenda pode ser desapropriada); e
“provar” que os que derrubaram pés de laranja são responsáveis pela
“violência no campo”.

Trata-se de grave distorção.

Comparando, seria como se, na África do Sul do Apartheid, um
manifestante negro atirasse uma pedra contra a vitrine de uma loja
onde só brancos podiam entrar. A mídia sul-africana iniciaria então
uma campanha para provar que a fonte de toda a violência não era o
regime racista, mas o pobre manifestante que atirou a pedra.

No Brasil, é nesse pé que estamos: a violência no campo não é
resultado de injustiças históricas que fortaleceram o latifúndio, mas
é causada por quem luta para reduzir essas injustiças. Não faz o menor
sentido…

A violência no campo tem um nome: latifúndio. Mas isso você
dificilmente vai ver na TV. A violência e a impunidade no campo podem
ser traduzidas em números: mais de 1500 agricultores foram
assassinados nos últimos 25 anos.

Detalhe: levantamento da Comissão
Pastoral da Terra (CPT) mostra que dois terços dos homicídios no campo
nem chegam a ser investigados. Mandantes (normalmente grandes
fazendeiros) e seus pistoleiros permanecem impunes.

Uma coisa é certa: a reforma agrária interessa ao Brasil. Interessa a
todo o povo brasileiro, aos movimentos sociais do campo, aos
trabalhadores rurais e ao MST.

A reforma agrária interessa também aos
que se envergonham com os acampamentos de lona na beira das estradas
brasileiras: ali, vive gente expulsa da terra, sem um canto para
plantar – nesse país imenso e rico, mas ainda dominado pelo
latifúndio.

A reforma agrária interessa, ainda, a quem percebe que a violência
urbana se explica – em parte – pelo deslocamento desorganizado de
populações que são expulsas da terra e obrigadas a viver em condições
medievais, nas periferias das grandes cidades.

Por isso, repetimos: independente de concordarmos ou não com
determinadas ações daqueles que vivem anos e anos embaixo da lona
preta na beira de estradas, estamos em um momento decisivo e
precisamos defender a reforma agrária.

Se você é um democrata, talvez já tenha percebido que os ataques
coordenados contra o MST fazem parte de uma ofensiva maior contra
qualquer entidade ou cidadão que lutem por democracia e por um Brasil
mais justo.

Se você pensa assim, compareça ao Sindicato dos Jornalistas de São
Paulo, no próximo dia 11 de março, e venha refletir com a gente:

- por que tanto ódio contra quem pede, simplesmente, que a terra seja
dividida?

- como reagir a essa campanha infame no Congresso e na mídia?

- como travar a batalha da comunicação, para defender a reforma
agrária no Brasil?

É o convite que fazemos a você.

Assinam:

· Altamiro Borges.

· Antonio Martins

· Dênis de Moraes.

· Hamilton Octavio de Souza.

· Igor Fuser.

· João Brant.

· João Franzin.

· Jorge Pereira Filho.

· José Arbex Jr.

· Laurindo Lalo Leal Filho

· Luiz Carlos Azenha.

· Renato Rovai.

· Rodrigo Savazoni.

· Rodrigo Vianna.

· Sérgio Gomes.

· Vânia Alves.

· Verena Glass.

Importante: A proposta é que a rede de comunicadores em apoio à
reforma agrária tenha caráter nacional. Esse evento de São Paulo é
apenas o início deste processo. Promova lançamentos também em seu
estado, participe e convide outros comunicadores para aderirem à rede.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de
baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de
televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram
num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.
Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual
Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

A Igreja Matriz de Viamão.
Referência de um Povo.
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As 10 estratégias de manipulação midiática, por Noam Chomsky

Neoliberalismo e Globalização. Saiba o que são!

Juizes e suas Mordomias! Isso o JN não mostra.

CHÊ

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O Maior Revolucioário que já viveu!!!

Bandeira do nosso time.

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Eu sou Gaúcho

Eu sou Gaúcho
Mas,bah! Tche!

fidel

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Um Lider

Saramago disse:

Eu na Internet

Charges que falam por si!!!!

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Sarney

Ataque aos Trabalhadores I

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Bm usa cavalaria contra MST em São Gabriel.

Ataque aos Trabalhadores

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Trabalhadores encurralados pela BM em São Gabriel.

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS
Marcas do tiro de calibre 12, arma da BM do Governo Yeda(PSDB,PMDB,PTB,PP,DEM) - Fotos do rsurgente-

Assassinato de São Gabriel

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Tiro a traição, da BM, mata trabalhador rural em São Gabriel.

A Guerra.

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BM usa armas de guerra contra MST em São Gabriel.

Paim prestigia ato em Viamão.

Paim prestigia ato em Viamão.
Paim observa discurso de Itamar Santos.

E o Congresso?

E o Congresso?
Sarney

Os Congressistas.

Os Congressistas.
Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

Paim em Viamão.
Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.