Quem sou eu

Minha foto
Viamão, RS, Brazil
Trabalhador, de Esquerda e Socialista!

Total de visualizações de página

Postagem em destaque

  A grande mídia silencia perante os avanços da Mulher na  sociedade brasileira e  na produção científica que produz  vida de forma gratuita...

1 ª CVS RS

1 ª CVS RS
Fetag RS

O Nosso Estado.

O Nosso Estado.
Rio Grande do Sul

terça-feira, 29 de abril de 2014

Foda-se.


Por Douglas Freitas.

Por declarações que recebi e outras que percebi, talvez hoje, para alguns, eu atue e seja visto como estereótipo. Realmente talvez hoje eu esteja na minha fase mais intolerante. Sempre disse para meus amigos mais próximos que, independente da causa, era para me lembrar sempre que eu não queria me perder no radicalismo. Acreditava que o radicalismo atrofiava o discurso, não tinha aderência. Não tinha didática.

Para mim, o radicalismo não compactuava com o hackeativismo* que eu tanto louvava, mas hoje não consigo tragar mais o intragável, de verdade. Não consigo ser conivente. É complicado pra mim manter relações que me atrofiavam e tem sido duro diariamente me olhar e romper com meus privilégios. Diariamente. E sei que isso de se questionar, de romper é inconcebível para alguns. Eu entendo, de verdade.

Sei que é difícil. No entanto, quando me vejo solitário atordoado batendo cabeça em um quarto vazio, sempre coloco do lado das minhas angústias as angústias que vejo pro aí de uma transexual, de um negro, de uma mulher negra - e sei que não consigo sentir nem 10% do que eles realmente sentem. Não chega nem aos pés, nem aos pés mesmo. E aí tento parar de mimimi.

Mas confesso que tem sido angustiante. É muito complicado, muito complicado mesmo me despir dos meus privilégios. Abrir mão não só de 23 anos de história minha, mas de heranças geracionais complexas. Algumas reflexões resultam no rompimento de amizades, resultam em um questionamento da relação familiar, resultam em sentimentos que não são só meus. Por mais que eu não vá desistir dessa quebra por mimimi de outros, quero que esses outros, na verdade, me acompanhem, não me estereotipem.

Acho que uma das maiores contribuições que esse período no oriente me trouxe foi conseguir visualizar um pouquinho dos processos históricos, talvez também pela influência de ter morado um tempinho com historiadores, sei lá. Mas, enfim, aqui notei um pouco que os avanços são realmente PROCESSOS.

Por moçambique ter a mesma colonização que o Brasil, aqui vi na lata alguns preconceitos, relações, colonialismos que o Brasil já se desprendeu ou já está em uma luta avançada. Em um país que há apenas 39 anos é livre de Portugal, o colonialismo ainda pulsa.

Comparar a linha do tempo daqui com a do Brasil me fez entender o como são duros os processos históricos. No como levam tempo. E isso me fez prestar mais atenção no desenvolvimento histórico de algumas instituições, da mentalidade, enfim.

Por exemplo: a postura da polícia militar hoje é a de capitães do mato.
A mentalidade escravista no Brasil, 150 anos depois, ainda está incrustada nas veias das classes dominantes. A evolução, a libertação é realmente um PROCESSO.

E ver o quanto são penosas essas mudanças catalisa minha bipolaridade. Vejo a galera na rua, os direitos avançando, as marchas a caminhar e minha ânsia, me dá ganas, sorrio sabendo que a próxima geração vai viver em um mundo totalmente diferente.

Por outro lado, têm dias que me dói pensar no atravancamento que o conservadorismo causa no adiamento da evolução. Nessa luta que é eterna, diariamente morre muita gente como gado por causa dos nossos privilégios, por privarmos direitos, oprimirmos desejos, escondermos sentimentos, suprimimos vidas às vezes alavancados em argumentos/dogmas elaborados há 2 MIL ANOS ATRÁS.
Se liguem que as mulheres são tratadas com relações influenciadas pelo puxar cabelo dos homens das cavernas, nos primórdios da nossa barbárie.

Eu não quero levar 2 mil anos para me livrar da tua cruz!
Eu não quero levar mais 200 anos para te ensinar que ninguém é macaco.
Eu não quero ver policial rindo ao colocar pra correr quem suplica pela vida.
       Caralho! Velho. Pensem no futuro, pensem que nessa imensa linha do tempo talvez a existência da raça humana aqui seja incalculável de tão ínfima. Na real, a gente nem sabe o que está fazendo aqui e tem gente que ainda vive nos anos 50, preocupados em suprimir seus desejo em busca da carreira perfeita. Na maioria das vezes oprimindo a si mesmo usando a expectativas dos outros.

Todos esses papos para mim antes eram um clichê radical, mas hoje eu vejo muito sentido. Me pus no lugar de quem pensava assim, tentei sentir a raiva, a angustia, a dor, o pesar de quem se revoltava. E perceber que essa minha “simulação” dos sentimentos não chegara perto do real sentimento de quem está incomodado me faz ver que tá tudo errado.

- Na boa, velho! Se o assunto é racismo e tu, branco, vem me dar tua opinião de 200 anos atrás camuflados na tão normal vista grossa. Perdón, mi amigo, mas fueda-se.

- Se o assunto é feminismo e tu, homem e, vá lá, branco, vem defender os teus privilégios com um discurso machista que julga libertário, te fulmino com um fueda-se.

- Se o assunto é uma nova comunicação e tu vem discutir princípios jornalísticos com a cartilha da corporação onde trabalha. olho pra ti e digo fueda-se, pode chorar à vontade, jornalismo da velha guarda. (aqui um adendo, me empenho, leio, discuto, parte da minha vida é me angustiando com um novo jornalismo, mas, se para sermos uma sociedade mais evoluída o processo passar pelo extermínio do jornalismo, vou ser o primeiro a estar na luta)

- Se o assunto é uma nova dinâmica social, mas o teu sonho ainda é constituir uma carreira, casar na igreja e ter um lindo casal de filhinhos. Com pesar, te digo fueda-se cabrón da idade média.

- Se me vem de mimimi de dor de amor, mas não se propõe a desconstruir o próprio ciúmes, digo, com carinho, mas digo fueda-se.

- Se lê essa porra toda sem tentar se colocar no meu lugar, entender quem eu sou, no que eu passei pra pensar nisso, nem me venha espalhar tua energia atrasada pro meu lado que silenciosamente eu te grito fueda-se.

Zeca baleiro, na sua tranquilidade, tentou me acalmar essa manhã:
Nem quero ser estanque
Como quem constrói estradas
E não anda
Quero no escuro
Como um cego tatear
Estrelas distraídas
Quero no escuro
Como um cego tatear
Estrelas distraídas... mas, quando me pede calma, ele já sabe bem a resposta.

*Hacktivismo (uma junção de hack e activismo) é normalmente entendido como escrever código fonte, ou até mesmo manipular bits, para promover ideologia política - promovendo expressão políticaliberdade de expressãodireitos humanos, ou informação ética. Atos de hacktivismo são carregados da crença de que o uso de código terá efeitos similares aos do ativismo comum ou manifestações civis. Poucas pessoas podem escrever código, mas o código afeta muitas pessoas.

itamarssantos13@yahoo.com.br
itamarssantos13@twitter.com

Publicado no www.itamarsantos.blogspot.com em 29-04-14

domingo, 20 de abril de 2014

A vida na real!!!

Garoto observa material contrário à redução da maioridade penal durante reunião da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), no Senado (Foto: José Cruz / ABR) http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/06/reducao-da-maioridade-ilusao-e-oportunismo/ 

ABAIXO ESTA UM COMENTÁRIO DOS TANTOS QUE ENCONTRAMOS NAS REDES SOCIAIS QUE NOS TRAZEM VISÕES REAIS DE COMO É A VIDA OU MANUTENÇÃO DESTA NAS FAVELAS BRASILEIRAS QUE SÃO UTILIZADAS PARA JUSTIFICAREM POSSÍVEIS MUDANÇAS NA LEGISLAÇÃO COM VISTAS A REDUZIR A MAIORIDADE. 

"…na periferia, vocês que nunca entraram em uma favela..todos mentirosos principalmente esse tal: excrementício ariel de castro alves que só defende vagabundo e ladrão..tem mulheres de 14,15,16,17 anos que tem filhos com varias idade ex: tem mãe de 17 anos que tem 3 filhos com 5,4,3 anos,ela só tem 17 anos e seu filho já tem 5 anos,quer dizer teve filho aos 12 anos de idade,o pai da criança já tem entre 21,22 anos…porque na favela meninas de 12,13…anos já são mulheres de ladrãozinho de de 14,15,16,17 anos na forçada, eles vão na porta da escola e escalam quero ficar com você,ai dela se não ficar, alem de apanhar pode ter seus pais assassinados,,,agora imagina se tivesse uma lei rígida no minimo para quem tem 16,e 17 anos seria diferente porque são homens…eles tem pelos pubianos,milhões de espermatozoides,fazem filhos,mulheres nessa idade tem o poder de engravidar ate mais jovens já podem engravidar….fazem sexo na fundação casa,com meninas de 12,13,14 anos que falsificam seus documentos,para 16,17 anos para entrar e fazer sexo dentro da intuição do governo..colocam fogo em dentista,assassinam covardemente qualquer pessoa,porque sabem que não podem ser punidos…eu desafio seu : excrementissimo ariel de castro alves a dizer o que eu comentei é mentira…mentira é o que ele fala que os “dimenor” são punidos nenhum menor fica preso mais que 30 dias só fica quando sai na mídia…champinha ta preso porque ari friedenbach pai da liana se tornou deputado e ficou em cima porque se dependesse desse talzinho ariel de castro champinha já estava na rua anos,anos,….agora é necessário mudar acreditem a tendencia é piorar…nunca vi esse talzinho ariel de castro defender crianças de rua que precisam ele só defende ladrãozinho os “dimenor”…acreditem se não mudar a tendencia é piorar com esse bombardeio de informação,eles nitidamente o que eles podem fazer e não vão ser punido…" 

O IMPORTANTE DO COMENTÁRIO ACIMA É O RESGATE DA REALIDADE NAS FAVELAS BRASILEIRAS E NAS INSTITUIÇÕES QUE ATUALMENTE ESTÃO DISPONÍVEIS PARA A "RESSOCIALIZAÇÃO" DESES JOVENS QUE ESTÃO A DISPOSIÇÃO DO CRIME E DA VIOLÊNCIA PRODUZIDA PELOS CRIMINOSOS. 

A REALIDADE APRESENTADA AMEAÇA NÃO SÓ OS JOVENS , MAS TODA A CLASSE TRABALHADORA BRASILEIRA PORQUE SÃO OS SEUS FILHOS QUE ESTÃO VULNERAIS A ESTE TIPO DE SOCIEDADE QUE PRIVILEGIA O LUCRO E SE UTILIZA DESTA REALIDADE E DOS NOSSOS FILHOS COMO MÃO DE OBRA BARATA PARA MANTEREM O SEU LUCRO.

POR ISSO PREGÃO PENAS RIGOROSAS PARA OS JOVENS DAS FAVELAS E SÓ PARA ESTES. 

É NOSSO DEVER COMO LUTADORES SOCIAIS LUTARMOS PARA QUE ISSO NÃO ACONTEÇA E PARA QUE AS CONDIÇÕES DE VIDA NAS FAVELAS E DE TODA A CLASSE TRABALHADORA SEJA TRANSFORMADA A TAL PONTO QUE O CRIME ORGANIZADO NÃO SEJAM OS ÚNICOS A ATENDEREM AS SUAS NECESSIDADES. 

QUE O ESTADO BRASILEIRO SEJA O PROMOTOR E GARANTIDOR DOS DIREITOS DE TODOS NÓS E QUE AS UNIDADES RESPONSÁVEIS POR MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS SEJAM ESTRUTURADAS PARA PODEREM SER A ALTERNATIVA PARA ESTES JOVENS QUE FOREM COOPTADOS PELO CRIME ORGANIZADO.

itamarssantos13@yahoo.com.br
itamarssantos13@twitter.com 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Conselheiros Tutelares têm mais um encontro com o Prefeito.

Neste nove de abril de dois mil e quatorze os dois Conselhos Tutelares de Viamão reuniram-se com o Prefeito Valdir Bonatto, em seu gabinete.
No encontro que durou uma hora e vinte minutos foi tratado, entre os temas, a importância e relevância do trabalho dos conselheiros e das conselheiras tutelares para a cidade.
O Conselho Tutelar no uso de suas atribuições legais é um órgão permanente, autônomo e não jurisdicional encarregado de zelar pelos Direitos da Criança e do Adolescente de acordo com o Artigo 131 da Lei 8.069, de 13 de Julho de 1990 que Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Este Estatuto legal garante aos conselheiros tutelar importante função social dentro da politica nacional das crianças e dos adolescentes tendo que responder permanentemente ao Ministério Público e ao Poder Judiciário sobre as demandas a eles confiadas.
Cabe ao Poder Executivo Municipal garantir local, estrutura necessária para o seu funcionamento e a remuneração deste Conselheiros Tutelares conforme Artigo 134 e seu paragrafo único e no artigo 135 do mesmo estatuto esta garantida que esta função se constitui em Serviço Público Relevante.
Tendo esta inicial como orientadora do encontro os Conselheiros Tutelares apresentaram ao senhor Prefeito os relatórios, dos dois Conselhos, relativos aos casos atendidos por estes no período de 2011 a 2013 salientam que este conjunto de trabalhadores e trabalhadoras tem sua importância social e assim deve ser vista por toda a sociedade viamonense.
Em termos legais os Conselheiros e Conselheiras tem o dever de responder perante a justiça assim como os ordenadores de despesas públicas que assessoram o Prefeito, exceto nas questões financeiras, e por isso neste encontro fica transparente a necessidade de ser estreitado cada vez mais a participação destes Conselheiros nas politicas inclusivas do Município, principalmente aquelas relacionadas as crianças e aos adolescentes.
Ficou pré agendado que haverá uma outra reunião na primeira quinzena de Maio do ano em curso.

itamarssantos13@yahoo.com.br
itamarssantos13@twitter.com


sábado, 5 de abril de 2014

A onde vamos chegar???

Crime Organizado, Violência e muito mais que vivemos a cada dia esta ai e tá se tornando banalidade falar sobre isto. 

E o pior disso tudo é que esta tal"sociedade" que esta em cada um de nós , cala-se para o crime organizado que esta presente em todos os poderes da Republica anonimamente como essa tal "sociedade". 

E tem mais!
O mesmo crime organizado que mora nas favelas esta dentro da própria iniciativa privada que lava o lucro deste crime em suas importantes empresas onde se apresentam para a tal "sociedade" como senhores e senhoras de caráter ilibado e intocável conduta...

Enquanto "os do Bem" não denunciarem em conjunto o mau feito em cada queto ou palácio do Brasil não teremos um futuro promissor e seremos reféns daqueles que tem o dinheiro e o poder...

O que elles não dizem é que o sistema capitalista não dá vagas de trabalho pra todo aquele que esta em idade produtiva e já tá na hora de mais pessoas participarem da politica partidária para que haja outras alternativas aos "garotinhos" da politica brasileira. 

Porque é muito fácil só criticar os Garotinhos ou fulano de serem ruins, mas não há novas alternativas...

As favelas no Rio de Janeiro ou em qualquer município do país sofrem de algo semelhante porque não tem investimentos suficientes ... 

Estou Conselheiro Tutelar aqui em Viamão-RS, cidade da região metropolitana da capital, Porto Alegre e não há equipamentos sociais suficientes para atender a necessidade de todas as crianças do município... 

E você nem imagina o índice de casos de meninas gravidas por meninos e adultos que chega ate o CONTUT. 

São mães e pais aos 12 ou 15 anos de idade e isso por ter sido filhos de mães e pais da mesma idade, ou seja, estão reproduzindo o que vivenciaram na sua curta vida e isso tem muito de influencia da mídia que libera tudo e vende a falsa imagem de q tudo pode. 

Estamos com "famílias sem serem famílias" como nos criamos, as atuais são imaturas, são antecipadas, não venceram as fases evolutivas que todo o ser humano deva ter até chegar a vida adulta. 

Essa geração esta sendo nascida sem regras algumas, sem valores para se basearem... O Futuro será de muito trabalho para aqueles que trabalham com o social e com o humano...

itamarssantos13@yahoo.com.br
itamarssantos13@twitter.com 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

E a conjuntura???

No próximo 5 de outubro, desde 2014 estaremos escolhendo mais uma vez em nossa jovem democracia, a nova Presidenta da República, um novo Congresso Nacional, Governos Estaduais e suas Assembleias afirmando que o ar que respiramos está mais leve nos últimos 29 anos.

E nestas três décadas destaco a partir de 2003 até os dias atuais nos quais tivemos a frente do governo federal o Partido dos Trabalhadores e seus “aliados” onde Lula e Dilma transformaram a vida de milhões de famílias que antes estavam na mais profunda miséria.

Queiram ou não os críticos deste modo de governar os padrões de classe  mudaram no período devido ao aumento das oportunidades no mercado de trabalho e a possibilidade de formação superior para pessoas de baixa renda também resultaram na ampliação de renda per capita nas famílias.

Neste avanço surge, digamos assim, uma nova classe média brasileira que representa mais de 50% da população. O crescimento desse segmento, com renda familiar mensal entre R$ 1 mil a R$ 4 mil (segundo dados oficiais) deve-se principalmente ao aumento na renda dos mais pobres.

Estes “dados” colocam como elite econômica (classes A e B) aqueles que tem renda superior a R$ 4.591, enquanto a classe D ganha entre R$ 768 e R$ 1.064. Os considerados pobres (classe E), por sua vez, reúne famílias com rendimentos abaixo de R$ 768,00.

Aqui, abro um parêntese, esta definição que inclui nas classes A e B todo aquele que receba mais de R$ 4.591,00 é irreal e serve para mascarar a enorme minoria que desfrutam as benesses de dispor de milhões de Reais a cada mês para o que bem-querer.

Esta afirmação é um rebaixamento na divisão social que contribui para invisibilizar a verdadeira elite econômica. Isso é um dos erros que muitos reproduzem, pois este público é a classe trabalhadora, que querem fazer pensar igual à classe média.

A classe média tradicional é em geral aquela que reclama que pobre agora usa aeroporto.
Nossa política não deve estar focada no consumo da classe trabalhadora para não alimentar os lucros da burguesia que nos quer fazer crer que a qualidade de vida deve ser medida pelo número de bugigangas que podemos comprar.

Mesmo não sendo de fato das classes A, B ou média estas pessoas que ganham a aproximadamente cinco mil reais por mês são responsável por injetar cerca de R$ 1,1 trilhão na economia brasileira aquecendo o mercado e ajudou o Brasil a minimizar os impactos da crise internacional de 2008-2011.

Vejamos a divisão na pirâmide abaixo que mais se aproxima da nossa realidade onde aqueles que estão no topo são os Bilionários detentores de quantias astronômicas de capital e dos meios de produção, logo após os ricos são aqueles que detêm muito capital e propriedades que produzem bens de consumo chamados de latifundiários ou industriais, logo vem aqueles que se incluem na classe média alta sendo os que são remunerados com centenas de salários mínimos* e trabalham para os ricos ou bilionários, os chamados de classe média são os trabalhadores das grandes empresas que lhes exigem um certo nível técnico advindo da formação acadêmica que não lhes garante salários maiores que 20 mil* reais por mês, o que lhes permitem viajar de avião e passar as férias no exterior anualmente.

Os demais são o grosso da base social brasileira onde se encontram as Classes Média Baixa que recebe no máximo 5 mil reais mensais, os pobres que ficam entre os 1 mil reais mensais ate o limite de 5 mil os quais são assalariados de nível médio e aqueles que estão abaixo da linha da pobreza tem que se sustentar com os auxílios governamentais ou de pequenos bicos que lhe garante no limite 1 mil reais mensais.





*Os valores aqui apresentados são indicados pelo autor.




itamarssantos13@yahoo.com.br
itamarssantos13@twitter.com

Publicado no www.itamarsantos.blogspot.com em 02-04-14

sexta-feira, 21 de março de 2014

A Vulnerabilidade e a família.


Vulnerável é algo ou alguém que está suscetível a ser ferido, ofendido ou tocado. Vulnerável significa uma pessoa frágil e incapaz de algum ato. O termo é geralmente atribuído a mulheres, crianças e idosos, que possuem maior fragilidade perante outros grupos da sociedade.

Na sociedade, um indivíduo vulnerável é aquele que possui condições sociais, culturais, políticas, étnicas, econômicas, educacionais e de saúde diferente de outras pessoas, o que resulta em uma situação desigual. O fato de existirem indivíduos em uma situação vulnerável faz com que exista uma desigualdade na sociedade.

Esta desigualdade está presente em nossos dias sem que necessitemos realizar grandes esforços para percebermos tal realidade e a sua existência é fruto de uma sociedade que privilegia o lucro acima de tudo.

Devido a tamanha miséria, fruto do desenvolvimento, torto, produzido pelo capitalismo, a vida das famílias brasileiras ou se ainda podemos chamar o que existe assim, este sistema produz uma potente força politica e econômica que comanda milhares de “soldados” de dentro e de fora das cadeias.

Em recente entrevista um dos maiores criminosos brasileiros conhecido como Marcola conceitua como são o que ele chama de: “meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas “com autorização da Justiça”? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo”.

É sob esta realidade que o que sobrou das famílias de verdade, sejam elas do tipo que queiramos, homo ou hétero, com pai e mãe casados ou separados, não importa. O que importa é que as nossas favelas estão no meio da “merda” como bem disse o marginal, produto do capitalismo que nega a dignidade a todos.

O que fazer com cinco famílias desdentes de um núcleo familiar formado por pessoas que por índole ou imposição deste sistema que empurra as pessoas para o crime onde há em torno de quinze crianças de zero há doze anos que sobrevivem em subcasas, que contraditoriamente, habitam com geladeira duplex inox, fogão de 6 bocas de inox em casas que não tem portas ou janelas e muito menos esgoto sanitário. Onde as mãe esperam pelo dia que o pai será libertado de uma “maria da penha”, uma das poucas Leis que executam seus acusados, para ir ate ao cartório registrar o seu filho de 22 meses de vida.

Esta é a verdadeira realidade que encontramos nas nossas ruas em Viamão ou em qualquer cidade do Brasil e o seu enfrentamento o próprio bandido sabe como se faz: “Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma, tirania esclarecida, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice. (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…).E do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução”.

Discordo desse funcionário do crime, subproduto do capitalismo, e afirmo que é possível vencer o crime organizado e eles sabem que é possível, por isto zombam das pessoas do bem com afirmações como estas do bandido chamado Marcola.

itamarssantos13@yahoo.com.br
itamarssantos13@twitter.com

As Novas Famílias.


Além das importantes questões sociais, diversos autores destacaram que nos últimos cinquenta anos houve uma grande e significativa desestruturação da família tradicional burguesa, ocorrendo novas configurações de gêneros e gerações, elaborando assim novos códigos de condutas e regras internas, mas com certo substrato básico de gerações anteriores.

Kaslow (2001) cita em sua obra oito tipos de composição familiar que podem ser consideradas “Famílias” assim constituídas: “Casais; Família nuclear, incluindo duas gerações, com filhos biológicos; Famílias adotivas temporárias; Famílias adotivas, que podem ser bi-radicais ou multiculturais; Famílias monoparentais, chefiadas por pai e mãe; Famílias reconstituídas depois do divórcio; Casais homossexuais com ou sem crianças; Várias pessoas vivendo juntas, sem laços legais, mas com forte compromisso mútuo, baseadas no afeto”.

As transformações verificadas na sociedade a partir da metade do século XX revolucionaram o conceito clássico de entidade familiar, impondo a reformulação dos seus critérios interpretativos de modo a incluir novas formas de convívio, que incluem comunhão de vidas, comprometimento mútuo e responsabilidades recíprocas.

No Brasil a perspectiva de mudança social com relação às famílias ocorreu a partir da Constituição Federal de 1988, quando se delimitou o que seria entidade familiar.

A igualdade entre os cônjuges, liberdades e garantias à mulher, vieram a ser elevadas a cláusulas pétreas e mudaram o panorama desta instituição. 

A família oriunda do casamento e da união estável teve reconhecimento constitucional, e daí surgiram outras modalidades de família com consequências sociais para todos.

Com a intensificação das estruturas de convivência familiar surgiram no âmbito das relações interpessoais conflitos decorrentes das novas modalidades de família e da postura que os pais tomam em relação aos filhos.

Compete aos pais exercer o poder familiar que lhes é assegurado por lei, mas o que ocorre após o desenlace matrimonial é que o genitor guardião tenta exercer este poder em detrimento do filho.

Podemos perceber que cada vez mais famílias se dissolvem e após algum tempo se reestruturam com outras pessoas.

As relações de parentesco costumavam ser, com frequência, uma base de confiança tacitamente aceita; hoje em dia, a confiança tem que ser negociada e barganhada e o compromisso são uma questão tão problemática nos relacionamentos sexuais.

Após vinte e seis anos de promulgada a nossa Constituição permanece em aberto processo de compreensão e se incluirmos ingredientes externos que disputam a democracia garantida por esta Lei, mais teremos vários elementos que interferem decisivamente no “Poder familiar”.

Além dos tipos familiares elencados por Kaslow em 2001, atualmente presenciamos famílias sendo “constituídas” aos 10, 12 ou 14 anos de idade, banalmente  “justificadas” pela “liberdade de escolha”, onde mães e pais sem justificativa, tentando explicar a sua impotência em educar a sua filha ou filho de como e quando seria a época mais adequada para se formar uma família, seja esta de que tipo for.

Outro dado com bons índices de incidência são as famílias “constituídas” por meninas de 14 ou 15 anos com homens de 30 ou 40 anos, onde o “poder familiar” se vê impotente para impedir tal relação e a intervenção judiciaria, a meu ver, se torna lenta e por isso se atrasa no tempo em relação a legalização de tal união ou na negação desta relação devido as várias interpretações para ser aplicadas as penalidades inclusas no art. 217-A, caput, do Código Penal define como estupro de vulnerável “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze)anos” da LEI Nº 12.015, DE 7 DE AGOSTO DE 2009.
As consequências mais usuais nesta situação é a absorção da nova família, mãe e filhos, pela família nuclear, tendo em vista que o “homem” se exime de sua responsabilidade solidaria nesta relação e abandona sem culpa mais esta “relação”.

Teorias a parte, presenciamos uma verdadeira desobrigação social onde as pessoas não assumem o seu papel frente ao convívio em sociedade produzindo uma enormidade de seres sem referências que reproduziram este ciclo ate que socialmente construamos a tecnologia que sessara tal prática.

itamarssantos13@yahoo.com.br
itamarssantos13@twitter.com

segunda-feira, 3 de março de 2014

A CEEE por Fábio Salvador...

Foto de Fabio Salvador

A partir de um debate no Facebook o servidor da Companhia Estadual de Energia Elétrica reproduzo trechos do mesmo que proporciona um outro olhar de como é a realidade de cada dia de uma grande indústria pública que esta a serviço de todo um enorme contingente populacional.

Com a palavra Fábio Salvador: “Eu até quero dar uma dica: para o consumidor, a falta de luz é uma lâmpada apagando, um ar-condicionado desligando. Ele vê as coisas apagarem, depois vê religarem, e encara a espera como algo desnecessário, algo que a CEEE poderia resolver mais rápido se tivesse vontade. Se cada vez que tivéssemos uma falta de luz grande, um fotógrafo registrasse e jogasse na rede fotos assim, as pessoas na escuridão imaginariam os caras fazendo isso e pensar “pô, é difícil mesmo, tomara que consigam fazer rápido”, em vez de imaginar funcionários públicos caricatos, sentados dormindo enquanto o povo sofre.
 Fica a dica.

Na verdade, eu poderia até adotar uma postura “burocrática” em relação a isso: quando tu compras um ar-condicionado ou uma TV maior, tu tens a preocupação de redeclarar tua carga instalada na CEEE para que atualizem o cadastro e refaçam o cálculo das necessidades do teu circuito? Se fazes, parabéns! Se não, estás entre os 99% dos clientes da Companhia...

Sobre aquele caso de faltar luz: nem mesmo a companhia de luz mais eficiente do mundo evitaria uma falta de luz ontem. Essa aqui ERA a placa que marcava o início do perímetro urbano de Águas Claras. E o vento levou. Aqui em casa, a chuva entrou de lado e literalmente atravessou até o meio da sala.
 

A verdade sobre a companhia é meio triste: quando o Britto vendeu dois terços da Companhia, os compradores saíram com redes bonitinhas, alinhadinhas, e sem dívida alguma. Todos os débitos e obrigações ficaram com a parte que permaneceu estatal. A empresa foi deixada em estado falimentar, para ser vendida em mais uma transação mal explicada ali adiante. Como um carro velho que vai pro desmanche, sabe?
Isso não ocorreu.

A CEEE sobreviveu, mas sem capacidade de investir nada nas redes. E assim ficou por 16 anos. A rede foi apodrecendo, sem haver condições de trocar. E os governos, sucessivos, só dilapidando a empresa. Agora, temos essas verba do CRC, que está sendo investida toda em redes, as obras só não andam mais rápido porque não existe mesmo gente qualificada para fazer tudo ao mesmo tempo. E quando digo “não existe”, não é na CEEE, é no mercado. Mas quando as obras chegarem ao seu objetivo final, agora pelo fim de 2014 ou talvez início de 2015, todo mundo vai sentir a diferença.

Aliás, já se está sentindo: lugares historicamente problemáticos já foram arrumados, como parte da Estalagem, parte da Cecília, e outros bairros.

Águas Claras ganhou um alimentador novo, com postes de concreto na área em que eles mais quebravam, e espaçadores onde o matagal fazia os fios se grudarem. Ainda falta muito. Mas finalmente estamos conseguindo fazer alguma coisa. Isso se, claro, algum governador futuro não resolver solapar a empresa de novo. Coisa que não duvido, porque o povo vota muito mal.

No Centro de Viamão é exatamente igual a Águas Claras, Santa Isabel, ou Pinhal - duas décadas de falta de investimento, por pura tentativa de assassinato da empresa por parte de quase todos os governos. E igualmente ficará bom com as obras a serem feitas, se conseguirmos levá-las até o final sem a politicagem nos dar outra rasteira.

E o ataque à empresa é algo sistemático: a AESSul sofre quedas iguais, há regiões 220v onde a tensão nunca passada 190v, - mas a grande imprensa só acha espaço para bater na CEEE. Porque o interesse é sucatear e vender sendo que este interesse de é da imprensa, não confundir com o governo atual, que até parece interessado em nos dar um respiro”.

itamarssantos13@yahoo.com.br

itamarssantos13@twitter.com

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Hospital São Pedro e a Saúde Mental...


Fundado em 13 de maio de 1874, foi inaugurado somente dez anos após, no dia 29 de junho, data consagrada a São Pedro, mas nem a fé popular não apaga as marcas manicomiais dos tempos que o trancafiar pessoas que não se “adequavam” as ditas regras sociais remanescentes da ex-coroa colonial que dominava o Brasil.

As lutas travadas desde então para o fim dos chamados hospícios e os “tratamentos” desumanos dispensados as pessoas que ali eram esquecidas se estenderam por mais de um século ate a aprovação da LEI N° 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 que Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

Neste século o Hospital Psiquiátrico São Pedro se tornou símbolo de hospício e de tempos em tempos surgem fortes rumores de que ira fechar; que foi reduzido o número de médicos residentes e muita mais coisas sem a devida fonte, coisas do tipo fofoca!!

Só que naquele CEP se encontra a Referência para 88 municípios da região metropolitana (aproximadamente cinco milhões de pessoas) em Saúde Mental. Que disponibiliza a população em geral estes Serviços :

- Unidade para dependência química;
- Unidades para pacientes agudos;- Centro Integrado de Atenção Psicossocial - Infância e Adolescência (CIAPS)
- Serviço de emergências psiquiátricas;- Unidade de observação;- Centro de Reabilitação;
- Ambulatório especializado em saúde mental, com programas de atendimento para as principais patologias mentais.

Como instituição de ensino, o São Pedro conta há 28 anos com uma Residência em Psiquiatra e uma Residência Multidisciplinar em Saúde Mental. Hoje, o Hospital tem em torno de 200 alunos de graduação e pós-graduação através de convênios de ensino e treinamento com as principais Universidades do Estado do Rio Grande do Sul.  (http://www.saude.rs.gov.br/conteudo/638/?Hospital_Psiquiátrico_São_Pedro_%28HPSP)

Na segunda semana de fevereiro do corrente ano aconteceu o Seminário: São Pedro em Movimento, lá no HPSP mesmo, quando foi criado grupos de trabalhos para discutir e propor projetos para as várias áreas do hospital. Onde foi afirmado que haverá abertura para a sociedade e que haverá transformação inclusive com a possibilidade de hospital geral.

Atualmente o HPSP atende mais de 200 pessoas nas 5 unidades de pacientes agudos; aproximadamente 25 pacientes ocupam os leitos da unidade de dependência química a cada mês; o CIAPS-IA atende 20 crianças e adolescentes nesta unidade; estes são apenas alguns números das várias vidas que tem este CEP como sendo o seu único ponto de referência para toda uma existência.

Além da criação ou transformação do HPSP em um Hospital Geral proponho que la seja reunido o maior número de serviços de saúde estadual tornando aquele CEP em um endereço de referência em saúde mental e saúde coletiva otimizando toda aquela estrutura pre existente e assim afastando o fantasma de uma possível venda do terreno pra especulação imobiliária.

Hospício, manicômio, choque elétrico, segregação, preconceito ou qualquer outro modo que leve o ser humano a ser desrespeitado deve ser combatido e banido do convívio social, mas o transtorno e o sofrimento mental existem sendo necessários espaços de atenção especializados para atenderem, formar novos profissionais e novas tecnologias em saúde mental.

itamarssantos13@yahoo.com.br

itamarssantos13@twitter.com 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Trabalho militante ou alienado.



A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesmo, tornando-se sua própria negação. Alienação refere-se à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar e em agir por si próprios. (Wikipédia)

Após Marx confrontar a economia política, lançando pela primeira vez o termo “alienação no trabalho” e suas consequências no cotidiano das pessoas é exposto a alienação da sociedade burguesa – fetichismo, que é o fato da pessoa idolatrar certos objetos (automóveis, jóias, etc). O importante não é mais o sentimento, a consciência, pensamentos, mas sim o que a pessoa tem. Sendo o dinheiro o maior fetiche desta cultura, que passa a ilusão às pessoas de possuir tudo o que desejam a respeito de bens materiais.

É muito importante também destacar que alienação se estende por todos os lados, mas não se trata de produto da consciência coletiva. A alienação somente constrói uma consciência fragmentada, que vem a ser algumas visões que as pessoas têm de um determinado assunto, algumas alienadas sem saber e outras que não esboçam nenhum posicionamento.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Aliena%C3%A7%C3%A3o)

Na organização do trabalho há várias teorias que são aplicadas de acordo o com a vontade dos patrões e nos casos dos serviços públicos, dos gestores de plantão. A concepção funcionalista está mais ligada as empresas privadas que veem o trabalhador pelas suas “funções” que desempenham dentro da empresa e em algumas gestões públicas é disponibilizado aos trabalhadores a oportunidade de participar democraticamente do processo de trabalho.

Tanto nas concepções funcionalistas como nas participativas e democráticas há um ingrediente fundamental no desempenho deste trabalhador, ou seja, ele deva ser o não um “militante” que não necessariamente tenha que ser ou estar inserido numa organização política, submetido a uma linha de comando e tudo que estas organizações exigem de seus participantes.

Para ser “militante” no trabalho não requer alguma vinculação politico ideológica basta compreender o significado deste fazer para que possa cumprir a sua função com satisfação quebrando a relação mercantilista pelo sistema vigente.
O trabalhador militante é um ator que pensa, formula e joga nos espaços democráticos deixando de ser uma caixa oca porque dispõe suas ideias, valores e concepções em beneficio de si mesmos e daqueles que serão beneficiados com o seu trabalho fazendo uso de seus pequenos espaços de autonomia para agir como lhes parece correto de acordo com seus valores e interesses.

Ser um militante nos transforma em um profissional que desempenha suas atividades visando garantir a atenção, a defesa e a proteção às pessoas em situação de risco pessoal e social, assim como aproximar as equipes dos valores, modos de vida e cultura das pessoas que sobrevivem nestas situações. Esta prática nos possibilita sermos sujeitos de nossos projetos impedindo que o troca-troca de governantes interrompam nosso fazer, como muitas dizemos que acontece só porque mudou o Prefeito ou o Governador.

Um exemplo disso é o SUS que esta acima dos governantes, pois é um dever de todo estado democrático para com o seu povo, portanto cabe aos seus trabalhadores e trabalhadoras garantir que este sistema permaneça a serviço da sociedade brasileira.

itamarssantos13@yahoo.com.br
itamarssantos13@twitter.com

domingo, 26 de janeiro de 2014

As Drogas e os seus efeitos...


O neurocientista, Dr. Carl Hart (é o primeiro cientista afro-americano titular na Universidade de Columbia, onde é professor associado dos departamentos de psicologia e psiquiatria. Ele também é membro do Conselho em Assuntos de Abuso de Drogas e pesquisador da Divisão de Abuso de Substâncias do Instituto de Psiquiatria de Nova York). diz: por 20 acreditei que as drogas eram o problema das comunidades. Mas quando eu comecei a olhar com mais cuidado, quando comecei a olhar as evidências de maneira mais cuidadosa, ficou claro para mim que as drogas não eram o problema. O problema era a pobreza, a política anti-drogas, a falta de empregos - um leque variado de coisas. (Leiam a integra desta entrevista em http://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FDireitos-Humanos%2F-As-drogas-nao-sao-o-problema-entrevista-com-o-neurocientista-Carl-Hart-%2F5%2F30021 )

Os critérios utilizados pelo Dr. Carl para defender sua tese se alguém é ou não viciado é o de se esta pessoa tem problemas nas suas funções psicossociais. Ela vai ao trabalho? Ela lida com suas responsabilidades? Ou ela deixa de lado suas atividade?

A partir destes critérios posso pensar que vemos as pessoas como seres que produzem algo, ou seja, o Senso Comum de nossa sociedade considera útil o que dá prestígio, poder, fama e riqueza. Julga o útil pelos resultados visíveis das coisas e das ações, identificando utilidade no trabalho, no cumprimento das responsabilidades e atividades sociais.

Esta visão descarta as ações do meio sobre as pessoas tendo ingredientes de contraditoriedade na defesa da tese do renomado cientista no momento que identifica os problemas sociais como um provocador para o uso de drogas e sua resolução como um fator de amenização para este uso.

Estamos em meio aos que defendem o materialismo médico de Willam James, as crenças religiosas que “justificam o uso de drogas em seus rituais” e daqueles que acreditam no “uso recreativo de drogas” que não limita seus usuários as funções de uma sociedade capitalista que lhe explora ao ultimo de suas forças.

Os efeitos relatados pelos dependentes de Crack dão conta de queimaduras nos dedos e boca, convulsões, falta de ar, taquicardia, paranoias, hipertensão, taquipnéis (respiração acelerada), hipertermia(febre alta), pupilas dilatadas, tensão muscular, tremores e sudorese intensa.

Os primeiros episódios de consumo são marcados por euforia, sensação de bem estar e desejo de repetir o uso o que resulta em ansiedade, hostilidade e depressão extrema. O aumento em doses mais altas surgem as ilusões perceptivas ( visuais e auditivas) e finalmente a psicose cocaínica, extrema hipervigilância ( já vi relatos de uso de cocaína para não dormir como medo da policia lhe prender), delírios paranóides e alucinações que podem levar a homicídios ou suicídios.( Leite, 1999:27).

Entendam que não estou a duvidar da experiencia cientifica de quem quer que seja até porque esta está comprovada e nisto não há discussão. 

A discussão esta entre estes estudos e a realidade que vivenciamos em nossos dias com as mais variadas reações, sofrimentos e comportamentos.

Entendo que cada individuo responde de maneira peculiar aos cuidados disponibilizados, portanto deixo ou controlo meu sectarismo em inviabilizar este ou aquele cuidado como sendo inviável.

Trato de não demonizar nada em termos de atenção aqueles que estão dependentes ao uso de drogas. Para mim todas as estrategias e técnicas disponível são possíveis de serem executadas de acordo com as necessidades de cada usuário desde as praticas de Redução de Danos ate compulsoriedade dos mais variados tratamentos.





segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Rolezinho, um produto brasileiro...


Em 1847, Karl Marx escreve em “Na miséria da filosofia” : “Chegou, enfim, um tempo em que tudo o que os homens haviam considerado inalienável se tornou objeto de troca, de tráfico e podia vender-se. O tempo em que as próprias coisas que até então eram co-participadas mas jamais trocadas; dadas, mas jamais vendidas; adquiridas mas jamais compradas (virtude, amor, opinião, ciência, consciência etc) em que tudo passou para o comércio. O tempo da corrupção geral, da venalidade universal ou, para falar em termos de economia política, o tempo em que qualquer coisa, moral ou física, uma vez tornada valor venal é levada ao mercado para receber um preço, no seu mais justo valor”.

Se quiser posso dizer que Marx é um profeta, pois pode significar a pessoa que é capaz de predizer acontecimentos futuros , sendo que já se passarão 167 anos da publicação de tal literatura.

Mas o que tem haver o prenuncio de Karl Marx com o rolezinho? Me questionaram aqueles que nunca leram algo sobre a teoria econômica deste pensador secular, mas atualíssimo.

Me socorro em Marx para demonstrar que a humanidade evolui de acordo com o meio em que vive e o conceito de “homem inalienável” jamais vigorara em uma sociedade capitalista, porque infelizmente tudo no capitalismo esta a compra e para não se vender o próprio caráter, são poucos os que não o fazem na atualidade.

Os Rolezinhos, uma febre nacional que movimenta a internet, nestes tempos de alta tecnologia, é uma consequência deste mesmo sistema que causa tudo o que é bom e os seus males e que não consegue tratá-las.

No Brasil vivemos nos últimos 12 anos sob o “comando” de um governo Popular e democrático, contra hegemônico aos governos da América do Norte e da maioria da Europa, que tem uma clara opções pelos pobres e miseráveis deste país.

Neste período, quer queiram ou não, os Governos do PT capitaneados por LULA e DILMA transformou a distribuição direta e indireta da renda aos brasileiros.

Esta distribuição de renda se dá de varias formas, diretamente via a conquista de mais vagas de trabalho, aumento acima da inflação ao valor do salario minimo nacional e dos salários regionais ou indiretamente via auxílios governamentais distribuídos diretamente as famílias mais necessitadas (vide Bolsa Família).

A conquista desta estabilidade econômica, mesmo sem alteração radical no sistema, que permanece sendo capitalista, portanto antagônico ao que Marx pregava, proporciona um enorme avanço nas relações econômicas na sociedade brasileira.

Assim aquilo que em 1999 era um bem inatingível pela grande massa consumidora brasileira, hoje não é mais e isso assusta a mesma minoria que naquela época dizia que sairia do Brasil caso o LULA fosse Presidente da Republica. Pois LULA foi e elegeu a sua sucessora e esta mesma minoria esta ai tentando sabotar a cada dia os avanços inegáveis deste governo.

O rolezinho não nenhuma revolução socialista ou comunista, mas é uma consequência boa de um governo que cria as condições de inclusão de uma enorme parcela da população que antes estava alijada de consumir e hoje quer mais do que somente consumir.

Uma parcela destes guris e destas gurias que combinam o role nos shoppings são a consequência da nova condição econômica garantida pelo governo brasileiro e são também a consequência do sistema capitalista que lhes impõe o consumo pelo consumo, a fama pela fama, ou seja, estamos“no tempo em que qualquer coisa, moral ou física, uma vez tornada valor venal é levada ao mercado para receber um preço”....disse Karl Marx.





segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

As novelas e o funk ostentação



Primeiramente é pertinente recapitular a cultura hip hop que é formada pelos seguintes elementos: O rap, o graffiti e o break.

Na tradução literal Rap significa ritmo e poesia, que é a expressão musical verbal da cultura; Graffiti - que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo; Break dance - que representa a dança.

Os três elementos juntos compõe a cultura hip hop, que foi e é a forma da periferia, e dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas classes excluídas...

O termo hip hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip)...

Como tantas outras formas culturais esta também foi adaptada a realidade das favelas brasileiras e inicialmente seguiram a mesma tendencia dos Negros norte americanos, denunciando o grave estado social das favelas, dos negros e negras, assim como dos pobres das favelas do Brasil.

Com o passar dos anos esta bagagem histórica do hip hop/funk passa a ser cooptada pela industria radiofônica e passa a ditar costumes, moda e politica nas mesmas favelas que antes protestavam através das suas letras contra uma politica social que lhes tinham como massa de manobra.

Daí surge o funk ostentação que dizem ser uma releitura paulista do funk carioca, feita a partir da Baixada Santista e da Região Metropolitana de São Paulo, na qual as letras passam a ter a seguinte temática: dinheiro, grifes, carros, bebidas e mulheres.

O Funk ostentação rapidamente produz exceções riquíssimas que trazem lucros astronômicos as grandes gravadoras multinacionais que impõe aos guetos brasileiros um mundo imaginário que lhes reprime violentamente até de se locomoverem nos shoppings, onde qualquer jovem pobre é identificado como “suspeito” que esteja diante de uma vitrine, mesmo que sozinho, desejando óculos da Oakley ou tênis Mizuno, dois dos ícones dos funkeiros da ostentação, são monitorados como “possíveis ladrões”.

As novelas já vendiam uma vida de luxo há muito tempo, só que nelas os ricos eram os que pertenciam ao mundo de riqueza.

Nos vídeos clipes do funk ostentação, são os pobres que aparecem neste mundo, somente como figurantes.

O funk da ostentação, evoca o consumo, o luxo, o dinheiro e o prazer e que tudo isso esta a disposição onde nos clipes, os Mcs (rappers) aparecem com correntes e anéis de ouro, vestidos com roupas de grife, em carros caros, cercado por mulheres com muita bunda e pouca roupa, só que não lhes diz que tudo aquilo é uma exceção, ou seja, que ele (o MC) é a exceção e que tudo aquilo não é para todos porque nas sociedades capitalistas este status são pra poucos.

Diferentemente do hip hop original paulista dos ano 80 e 90, que negava o sistema, e também do movimento de literatura periférica e marginal que, no início dos anos 2000, defendia que, se é para consumir, que se compre as marcas produzidas pela periferia, para a periferia, o funk da ostentação coloca os jovens, ainda que para a maioria só pelo imaginário, em cenários até então reservados para a juventude branca das classes média e alta.

Esta, com certeza, seja a sua transgressão. Transgressão porque passa uma ilusão alienante porque em seus clipes, os Mcs ( Mestres de Cerimônia/Rapper/Cantor) têm vida de rico, com todos os signos dos ricos. E esta riqueza é graças ao sucesso de seu funk nas comunidades, onde muitos MCs enriqueceram de fato e tiveram acesso ao mundo que celebravam, só que este mundo não é socializado com a favela que sustenta esta riqueza.

Esta exaltação do luxo e do consumo, imposta por uma mídia que explora a qualquer custo deve ser vista como adesão ao sistema e tornou o funk da ostentação uma ferramenta útil para este fim.

Agora, ao ocupar os shoppings, a juventude pobre e negra das periferias não estava apenas se apropriando dos valores simbólicos, como já fazia pelas letras do funk da ostentação, mas também dos espaços físicos, o que marca uma diferença. E, para alguns setores da sociedade, adiciona um conteúdo perigoso àquele que já foi chamado de “funk do bem”. O tiro saiu pela culatra e teve seus efeitos colaterais...

O que os defensores do Funk ostentação não dizem nas suas letras é que a resposta seria violenta por parte da administração dos shoppings, das autoridades públicas, da clientela e de parte da mídia que informa que a entrada da juventude das periferias nos shoppings seria uma violência.

Mas a violência era justamente o fato de não estarem lá para roubar, mesmo sendo o único lugar em que se acostumaram a enxergar os jovens negros e pobres. Então, como identificá-los, em que lugar inclui-los? Se isso fosse a intenção...

Sem respostas “concluíram” que havia a intenção de furtar e destruir, o que era mais fácil de aceitar do que admitir que apenas queriam se divertir nos mesmos lugares da classe média, desejando os mesmo objetos de consumo que ela.

E o que vera para ser um rolezinho foi parar na delegacia.

E os fanqueiros de ostentação e as novelas permanecem produzindo ilusões impossíveis de serem atendidas em uma sociedade capitalista que ilude somente pra lucrar e para isso se utilizada dos próprios oprimidos para venderem estas ilusões.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Fobia



Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro dos transtornos de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares. Geralmente estas fobias são simples como medo de insetos, mas casos mais graves pois atacam as pessoas q sofrem deste transtorno como também aqueles pelo qual os fóbicos direcionam o seu "temor".

A homofobia(homo, pseudoprefixo de homossexual, fobia do grego φόβος "medo", "aversão irreprimível") é uma série de atitudes e sentimentos negativos em relação a pessoas homossexuais, bissexuais e, em alguns casos, contra transgêneros e pessoas intersexuais. As definições para o termo referem-se variavelmente a antipatia, desprezo, preconceito, aversão e medo irracional.

A homofobia é observada como um comportamento crítico e hostil, assim como a discriminação e a violência com base na percepção de que a orientação não heterossexual é negativa.

No Brasil pode ser considerada uma epidemia é que causa muitos males e nestes tempos de endurecimento político que ocorre nas épocas pré eleitorais, nós os Petistas, e falo por mim, porque estou sendo atacado só por abrir a boca o escrever algo que o meu interlocutor não se agrada e isto baste para que seja atacado gratuitamente.

A isto chamo de PTfobia, ou seja, orientação politica de aversão preconceituosa a todo aquele que seja ideologicamente identificado com o pensamento politico defendido pelo Partido dos Trabalhadores, Comunista e Socialista.

Assim como a homofobia a PTfobia pode causar sérios danos a vida desta população....



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O poder de decidir


        Todo ser humano detém o poder de decisão, o discernimento entre o que lhe serve e aquilo que não lhe serve.

Este “poder” recebemos ao nascer quando o instinto de sobrevivência faz com que o bebe chore quando esta como fome ou quando vez cáca nas fraldas.

Paralelamente ao crescimento o corpo deste bebe vai se transformando e recebendo influências orgânicas (naturais) assim como do meio (externas) em que vive, família, escola, amigos e da propaganda, ou seja, o seu “poder de escolha” sofre destas influências que afetam a sua moral e a sua ética, conceitos igualmente subjetivos.


A conjuntura social atual nos oprime na maioria das vezes a fazer coisas que éticamente ou moralmente não faríamos, mas o senso comum nos diz que tudo é bom ou normal...


Com a afirmação democrática no Brasil temos e vivemos uma tsunami de propostas e opiniões que estão carregadas de contradições e de difícil tomada de decisão para aqueles que tem entre seus princípios o respeito a vida em relação a morte. 

Ai pode estar o primeiro grande debate contraditório.

Há aqueles que veem produtividade na mendicância ou na loucura abominando a proteção estatal para esta pessoas, mas há aqueles que manteriam estas pessoas excluídas do convívio social pois avaliam serem “corpos inúteis” que não geram lucro ao sistema capitalista vigente.


Temas de grande importância social como o aborto voluntário, descriminalização do uso de drogas, mudança de sexo, eutanásia ou a legalização da prostituição estão em debate nas instancia democráticas que tem o poder delegado pelo povo para tomarem decisões e se algum de nós, reles mortais tivermos o interesse de opinar sobre estes temas temos que ficar atentos ou os deputados, pastores, padres ou algum guru vão decidir por nós.


O Deputado Federal do Psol , Jean Willys, do Rio de Janeiro é autor do PL Gabriela Leite (Projeto de Lei (PL) 4.211/2012) que regulamenta a Profissão da Prostituição onde afirma :


“Eu defendo que todos e todas nós sejamos donos do nosso próprio corpo e, pelo mesmo motivo que sou a favor do direito das mulheres a decidir sobre a interrupção voluntária da gravidez, sou contra a criminalização dos usuários de drogas atualmente ilegais, sou a favor do direito das pessoas trans a fazerem cirurgias de transgenitalização e/ou tratamentos hormonais (se assim o desejarem!) e a ter seu nome e sua identidade reconhecida (independentemente do que façam com o corpo), sou a favor da morte digna e da autodeterminação sobre o fim da própria vida; também considero que toda pessoa adulta e capaz tem direito a decidir livremente se quer exercer a prostituição”.
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/cut-as-prostitutas-tambem-sao-mulheres-trabalhadoras-5575.html 


O contraponto a este projeto vem do movimento sindical aqui representado pela Central Única dos Trabalhadores onde as mulheres sindicalistas afirmam:
“O Coletivo Nacional de Mulheres da CUT discutiu na terça-feira 3, em São Paulo, a regulamentação da prostituição e, para a maior parte das dirigentes, a medida favorece apenas quem lucra com o corpo das mulheres*.
Elas debateram o Projeto de Lei (PL) 4.211/2012, do deputado federal Jean Willys (PSOL-RJ), que descriminaliza a exploração da atividade por casas noturnas e figuras como o cafetão”.
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/mulheres-da-cut-sao-contra-regulamentacao-da-prostituicao-2612.html 


Outra opinião sobre este tema esta no artigo “Prostituição: a falácia patriarcal do direito de escolha... A suposta revolução sexual e crescente liberação e avanço do capitalismo democrático liberal apenas agravou o problema da prostituição. Legaliza-se a tirania do desejo...” (http://hysterocracya.blogspot.com.br/2007/04/prostituio-falcia-patriarcal-do-direito.html )



Em relação ao conteúdo Pl do deputado Jean Willys, este deixa sem regras varias questões legalistas quanto a defesa dos direitos das Trabalhadoras e trabalhadores do sexo, segundo ele, que em caso de aprovação deveriam serem melhor regrados.

Mas quanto ao debate avalio que todos estes temas devem ser muito mais debatidos aprofundando-se seus prós e contras em toda a comunidade social para que não venham a se cometer legalizações ou liberações que não passam de mais exploração ou aprisionamentos a fim de atender as pressões do poderio econômico.
Muitas são as perguntas que me faço. A que ponto uma pessoa capaz opta por viver na rua sobrevivendo de restos de comida encontradas na lata de lixo?


Onde há produtividade viver embriagado por qualquer tipo de droga por dias e dias?
Até quando eu posso deixar uma pessoa morrer só porque ela assim quer?


Quem ou o que me garante que esta pessoa esta capaz de tomar esta ou aquela decisão tendo e sofrendo todo tipo de influência ocasionada pela atual conjuntura social?


Antes que me acusem de estar dizendo que somos um bando de incapazes, não é isto e sim que nossas decisões são motivadas pelo meio em que vivemos.

itamarssantos13@yahoo.com.br


itamarssantos13@twitter.com


6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.
Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual
Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

A Igreja Matriz de Viamão.
Referência de um Povo.
Powered By Blogger

As 10 estratégias de manipulação midiática, por Noam Chomsky

Neoliberalismo e Globalização. Saiba o que são!

Juizes e suas Mordomias! Isso o JN não mostra.

CHÊ

CHÊ
O Maior Revolucioário que já viveu!!!

Bandeira do nosso time.

Bandeira do nosso time.

Eu sou Gaúcho

Eu sou Gaúcho
Mas,bah! Tche!

fidel

fidel
Um Lider

Saramago disse:

Eu na Internet

Charges que falam por si!!!!

Charges que falam por si!!!!
Sarney

Ataque aos Trabalhadores I

Ataque aos Trabalhadores I
Bm usa cavalaria contra MST em São Gabriel.

Ataque aos Trabalhadores

Ataque aos Trabalhadores
Trabalhadores encurralados pela BM em São Gabriel.

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS

Assassinato do Trabalhador Rural Elton Brum em São Gabriel-RS
Marcas do tiro de calibre 12, arma da BM do Governo Yeda(PSDB,PMDB,PTB,PP,DEM) - Fotos do rsurgente-

Assassinato de São Gabriel

Assassinato de São Gabriel
Tiro a traição, da BM, mata trabalhador rural em São Gabriel.

A Guerra.

A Guerra.
BM usa armas de guerra contra MST em São Gabriel.

Paim prestigia ato em Viamão.

Paim prestigia ato em Viamão.
Paim observa discurso de Itamar Santos.

E o Congresso?

E o Congresso?
Sarney

Os Congressistas.

Os Congressistas.
Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

Paim em Viamão.
Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.