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O Nosso Estado.

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Rio Grande do Sul

sábado, 26 de janeiro de 2008

De Fidel Castro para Lula.

*Lula (Primeira Parte)
De Fidel Castro Ruz
Lula decidiu visitar Cuba de forma espontânea pela segunda vez como presidente do Brasil, ainda que minha saúde não garantisse que pudéssemos nos encontrar.
Antes, como ele mesmo disse, costumava visitar a ilha quase todos os anos. Fomos apresentados por ocasião do primeiro aniversário da revolução sandinista, na casa de Sergio Ramírez, então vice-presidente da Nicarágua. Gostaria de acrescentar que Ramírez de certa forma me enganou. Quando li seu livro "Castigo Divino", uma excelente narrativa, cheguei a acreditar que se tratasse de um caso real acontecido na Nicarágua, com todas as complicações legais que são comuns nas antigas colônias espanholas; mas ele me contou certo dia que a história era pura ficção.
Também me encontrei lá com Frei Betto, hoje crítico, mas não inimigo de Lula, e com o padre Ernesto Cardenal, militante sandinista de esquerda e atual adversário de Daniel (Ortega). Os dois escritores eram adeptos da Teologia da Libertação, uma corrente progressista na qual sempre vimos um grande passo para a união entre os revolucionários e os pobres, para além de suas filosofias e crenças, e ajustada às condições concretas de luta na América Latina e no Caribe.
Confesso, ainda assim, que via no padre Ernesto Cardenal, diferentemente de outros líderes da Nicarágua, uma estampa de sacrifício e privações semelhante à de um monge medieval. Ele era um verdadeiro protótipo de pureza. Deixo de lado outras pessoas menos conseqüentes que foram um dia revolucionário, até mesmo militante de extrema esquerda na América Central e outras áreas, e depois se bandearam de armas e bagagem para as fileiras do império, à procura de bem-estar e dinheiro.
O que a história mencionada acima tem a ver com Lula? Muito. Ele nunca foi de extrema esquerda, e tampouco ascendeu à posição de revolucionário com base em posições filosóficas. Era um operário de origem humilde e fé cristã, que trabalhou com afinco na criação de mais-valia para os outros. Karl Marx via nos operários os coveiros do sistema capitalista: "Proletários do mundo, uni-vos", ele conclamava. Marx arrazoava e demonstrava a situação com lógica irrebatível; expunha com gosto e humor o cinismo das mentiras empregadas para acusar os comunistas. Se as idéias de Marx eram justas então, quando tudo parecia depender de da luta de classes e do desenvolvimento das forças produtivas, da ciência e da técnica, que daria sustentação à criação de bens indispensáveis à satisfação das necessidades humanas, hoje existem fatores absolutamente novos que confirmam que ele estava certo, e ao mesmo tempo se opõem aos seus nobres objetivos.
Surgiram novas necessidades que podem frustrar o objetivo de uma sociedade sem exploradores nem explorados. Entre essas novas necessidades está a sobrevivência humana. Ninguém sabia das alterações climáticas, na era de Marx. Engels e ele sabiam bem que um dia o sol se apagaria depois de consumir toda sua matéria. Poucos anos depois do Manifesto nasceram outros homens que se aprofundariam no campo da ciência e nos conhecimentos das leis químicas, físicas e biológicas que regem o universo, então desconhecidas. E em mãos de quem estariam esses conhecimentos? Ainda que eles continuem a ser desenvolvidos, e superem, e contradigam e neguem parcialmente às teorias vigentes, os novos conhecimentos não estão nas mãos dos povos pobres, que hoje respondem por três quartos da população mundial. Estão em mãos de um grupo privilegiado de potências capitalistas ricas e desenvolvidas, associadas ao mais poderoso império que já existiu construído sobre a base de uma economia globalizada e regida pelas leis do capitalismo que Marx descreveu e analisou a fundo.
Hoje, porque a humanidade está sofrendo essas realidades em virtude da dialética dos acontecimentos, precisamos fazer frente a esses perigos.
Como se comportou o processo de revolução em Cuba? Nossa imprensa escreveu muito sobre diferentes episódios dessa etapa, nas últimas semanas. As datas históricas são celebradas a cada cinco ou 10 anos. Isso é justo, mas devemos evitar que, em meio à soma de tantos textos publicados por tantos veículos de acordo com seus critérios, se perca de vista o contexto do desenvolvimento histórico de nossa revolução, apesar dos magníficos esforços dos analistas de que dispomos.
Para mim, unidade significa compartilhar do combate, dos riscos, dos sacrifícios, objetivos idéias, conceitos e estratégias, aos quais chegamos por meio do debate e da análise. Unidade significa a luta comum contra os entreguistas, os vendedores da pátria, os corruptos, que nada têm a ver com um militante revolucionário. A essa unidade em torno da idéia de independência e de combate ao império que avança contra os povos da América é que sempre me referi. Alguns dias atrás voltei a ler a respeito quando o 'Granma' publicou, nas vésperas de nossas eleições, e o 'Juventud Rebelde' reproduziu em fac-símile, meu texto manuscrito sobre a idéia.
A velha idéia pré-revolucionária de unidade nada tem a ver com o conceito de que falo, pois em nosso país não existem hoje organizações políticas buscando o poder. Devemos evitar que, no enorme mar dos critérios táticos, as linhas estratégicas se diluam e imaginemos situações inexistentes.
Em um país sob intervenção dos Estados Unidos, em meio à sua luta pela independência como última colônia espanhola em companhia do irmão Porto Rico -'um pássaro de duas asas'-, os sentimentos nacionais eram muito profundos.
Os produtores reais de açúcar, que eram escravos recém-libertados e camponeses, muitos dos quais combatentes do exército de libertação convertidos em meeiros ou totalmente desprovidos de terras, se viam lançados ao corte da cana em grandes latifúndios criados por empresas norte-americanas ou proprietários rurais cubanos que herdavam, compravam ou roubavam terra. Esses trabalhadores eram matéria-prima propícia para as idéias revolucionárias.
Julio Antonio Mella, fundador do Partido Comunista em companhia de Balino -que conheceu José Martí e com ele criou o partido que conduziria à independência de Cuba- tomou a bandeira, somou a ela o entusiasmo que emergia da revolução soviética e deu por essa causa sua vida de jovem intelectual conquistado pelas idéias revolucionárias. O sangue comunista de Jesús Menéndez se somou ao de Mella, 18 anos mais tarde.
Nós, adolescentes e jovens alunos de colégios particulares, nunca ouvíramos falar de Mella. Nossa procedência de classe ou grupo social com maior renda que o restante da população nos condenava, como seres humanos, a sermos a parte egoísta e exploradora da sociedade.
Tive o privilégio de chegar à revolução pelas idéias, e de assim escapar ao tedioso destino ao qual a vida me estava conduzindo. Expliquei os motivos em outros momentos. Agora os recordo apenas no contexto daquilo que estou escrevendo.
O ódio a Batista por sua repressão e seus crimes era tão grande que ninguém reparou nas idéias que expressei em minha defesa diante do tribunal de Santiago de Cuba, entre as quais incluí um livro de Lênin impresso na União Soviética-proveniente dos créditos de que eu desfrutava na livraria do Partido Socialista Popular de Carlos III, em Havana. O livro foi encontrado entre os pertences confiscados aos combatentes 'Quem não lê Lênin é ignorante', eu provoquei em meio ao interrogatório do julgamento, quando os promotores exibiram o livro como prova da acusação. Eu continuei sendo julgado em companhia dos demais prisioneiros sobreviventes.
Será difícil compreender o que afirmo sem levar em conta que, no momento que atacamos o quartel de Moncada, em 26 de julho de 1953, uma ação que surgiu depois de esforços de organização de mais de um ano para os quais contamos apenas com nossos recursos, prevalecia na União Soviética à política de Stálin, que havia morrido repentinamente alguns meses antes. Era um militante honesto e consagrado que mais tarde cometeu erros graves que o conduziram a posições sumamente conservadoras e cautelosas. Se uma revolução como a nossa tivesse obtido sucesso naquela era, a URSS não teria feito por Cuba o que viria a fazer uma direção soviética posterior, liberta dos métodos obscuros e tortuosos e entusiasmada com a revolução socialista que eclodiu em nosso país. Isso eu compreendi bem, apesar das críticas justas que fiz a Khruschev posteriormente, por motivos sobejamente conhecidos.
A URSS tinha o mais poderoso exército entre todos os combatentes na Segunda Guerra Mundial, mas sua liderança havia sido expurgada e as tropas estavam desmobilizadas. O líder do país subestimou as ameaças e as teorias belicosas de Hitler. Da capital japonesa, um importante e prestigioso agente soviético havia anunciado a iminência do ataque, em 22 de junho de 1941. Mas o país não estava em alerta de combate e foi apanhado de surpresa. Havia muitos oficiais de licença. Muitos dos líderes mais experientes haviam sido substituídos; se estivessem presentes, e alertas, os nazistas teriam confrontado forças poderosas desde o primeiro em instante e não teriam destruído em terra a maior parte da aviação de combate soviética. Mas pior que os expurgos foi à surpresa. Os soldados soviéticos não se rendiam quando informados de que havia tanques inimigos em sua retaguarda, como foi o caso com os exércitos da Europa capitalista. Nos momentos mais críticos, com temperaturas abaixo de zero, os patriotas siberianos faziam funcionar os tornos das fábricas de armas que o previdente Stálin havia transferido a regiões remotas do território soviético.
Segundo me contaram os dirigentes mesmos da URSS quando visitei aquele grande país em 1963, os combatentes revolucionários russos, experimentados em função da luta contra a intervenção estrangeira que enviou tropas ao país para combater a revolução bolchevique, deixando o país isolado e bloqueado posteriormente, haviam estabelecido relações e trocado experiências com oficiais alemães, de tradição militarista prussiana, humilhados pelo Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.
Os serviços de inteligência da SS produziram intrigas contra muitos oficiais que, em sua imensa maioria, eram leais à revolução. Movido por uma desconfiança que se tornou patológica, Stálin expurgou três dos cinco marechais, 13 dos 15 comandantes de exército, oito dos nove almirantes, 50 dos 57 comandantes de corpos de exército, 154 dos 186 generais de divisão, 100% dos comissários de exército e 25 dos 28 comissários de corpo de exército da União Soviética, nos anos que antecederam a Grande Guerra Patriótica.
Esses graves erros custaram à URSS imensa destruição e mais de 20 milhões de vidas -27 milhões, segundo alguns.
Em 1943, a última ofensiva de primavera dos nazistas foi lançada, com atraso, contra o famoso e tentador saliente de Kursk. Os alemães tinham 900 mil soldados, 2,7 mil tanques e dois mil aviões. Os soviéticos, conhecedores da psicologia inimiga, montaram uma armadilha para aguardar o ataque, empregando 1,2 milhão de soldados, 3,3 mil tanques. 2,4 mil aviões e 20 mil peças de artilharia. Comandados por Zhukov e por Stálin mesmo, eles destroçaram a última ofensiva de Hitler.
Em 1945, os soldados soviéticos avançaram sem que nada os pudesse deter e chegaram ao topo da sede do governo alemão em Berlim, onde içaram a bandeira vermelha, tinta do sangue de tantos mortos.
Observo por um momento a gravata vermelha de Lula e perguntou se foi presente de Chávez. Ele sorri e responde que vai enviar algumas camisas ao colega, porque ele se queixa de que o colarinho das suas é duro demais. 'Vou comprar camisas de presente para ele na Bahia', diz Lula.
Ele me pediu algumas das fotos que tirei.
Quando comentou que estava muito impressionado com minha saúde, eu respondi que me dedicava a pensar e escrever. Nunca pensei tanto, em minha vida. Contei que, depois de encerrar minha visita a Córdoba, Argentina, onde participei de uma reunião com numerosos líderes, entre os quais ele, havia regressado e participado de dois atos pelo aniversário do 26 de julho. Contei que estava revisando o livro de Ramonet, e respondido todas as suas perguntas, mas sem muito entusiasmo. Acreditei que fosse algo de bem rápido, como as entrevistas com Frei Betto e Tomás Borge. Mas logo fiquei escravizado ao livro do escritor francês, que estava a ponto de ser publicado sem revisão minha e com parte das respostas tomadas de maneira improvisada. Naqueles dias, quase não dormi.
Quando adoeci gravemente, na noite de 26 e madrugada de 27 de julho, pensei que o fim havia chegado, e enquanto os médicos lutavam por minha vida o chefe de gabinete do Conselho de Estado lia o texto, por exigência minha, e ditava as devidas correções.
*Folha de S. Paulo http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u366721.shtml

“É ótimo que Fidel Castro ainda viva, pois ler seus manuscritos sempre é uma verdadeira aula de história e de profundo conhecimento da conjuntura mundial.
Fidel é um legado que ficara para sempre na memória da humanidade, embora os imperialistas queiram o seu fim o mais rápido. Mesmo vindo a faltar devido a sua saúde debilitada Fidel como tantos outros revolucionários está perpetuado como grande personalidade mundial.
Seus atos heróicos frente à Revolução Cubana, bem como sua manutenção por mais de meio século apesar do criminoso embargo político e econômico impostos pela tão festejada “democracia estadunidense” o credencia para tal”. Itamar Santos

ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 25 de janeiro de 2008.

Transporte Público.

O transporte individual é apontado pelos especialistas como o grande vilão do aquecimento global e propõe investimento em transporte público de qualidade como uma das maneiras mais eficientes para diminuir o efeito estufa.
Mas como? Temos carro porque o transporte coletivo é de péssima qualidade e muito caro que só enriquece as empresas concessionárias desse serviço que deveria ser totalmente público.
É, mas se quisermos respirar por mais alguns anos devemos iniciar a mudar os nossos conceitos sobre como devemos nos locomover. O aquecimento da nossa atmosfera tem servido para promover os agrocombustíveis ou para justificar as campanhas de “responsabilidade social” de bancos e de transnacionais que degradam a fotografia natural do Brasil com a produção desmedida de verdadeiros desertos verdes para sustentar o modo consumista de vida no capitalista.
Um dos grandes ícones desse status social é o carro que na maioria das vezes transporta um só ocupante, transformando-se em um transporte individual. Somente na cidade de São Paulo a frota deses veículos é de aproximadamente 6 milhões de unidades que engarrafam e poluem o nosso ar para transportar somente uma pessoa sendo responsáveis por 74% do gás carbônico emito pelo setor de transporte, ou seja, caminhões, ônibus e motos, juntos poluem muito menos e nas devidas proporções são mais úteis.
As fábricas de poluição criam os carros nos mais variados modelos, cores e potência geometricamente desproporcional com as condições das estradas e das cidades brasileiras e se todos os adultos tiverem como comprar um veículo, ninguém mais saíria do lugar, ou seja, o transporte individual só existe porque há desigualdade social.
Por ser um sistema irracional, o transporte individual matam nas estradas brasileiras milhares de pessoas por ano vitimas de acidentes no transito, sem contarmos os que ficam deficientes ou feridos proporcionando um dos maiores gastos do SUS e da Previdência Social.
A solução para essa catástrofe ambiental em que vivemos é substituir o sistema de transporte individual pelo transporte coletivo e público de qualidade. Não será necessária a construção de trens balas, mas a criação de uma rede ferroviária e de metrôs que diminuam as distancias para que as pessoas possam se locomover decentemente.
Além da criação de uma malha ferroviária nas mais diversas localidades do país o poder público pode e deve investir nas hidrovias aproveitando o vasto manancial hídrico existente. O transporte ferroviário e naval são de custo baixo, confortáveis, seguro e menos poluentes como os carros.
Isso significa que os Governos brasileiros deveram determinar que a indústria automobilista se adaptasse a esse novo sistema de transporte produzindo trens ao invés de carros. Para quem inventa um novo modelo a cada semestre pode se adaptar rapidamente para produzir excelentes trens para transportar os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Você já pensou em ir de trem de Viamão a Porto Alegre em 10 minutos ou ir ate Cidreira em meia hora.
Até que isso ocorra podemos dar uma forcinha andando a pé ou de bicicleta. O que você acha?
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 25 de janeiro de 2008.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Aquecimento Glogal

O nosso fim será em um diluvio, como nos relatos biblicos?
Coisas estranhas estão acontecendo: doenças antes erradicadas estão matando centenas de pessoas; dengue, febre amarela, chagas, malaria, entre outras. Doenças típicas do descontrole ambiental provocadas pelo desmatamento indiscriminado, pela poluição dos rios e mares, pela autorizada ganância pelo lucro.
Grandes empresas, na maioria multinacional monopolistas, têm a capacidade de se passarem para sociedade como grandes defensoras do meio ambientes através de pesas publicitárias auto intituladas como preocupadas com a solução da devastação da Amazônia ou na emissão de carbono na atmosfera. Entre essas empresas encontramos bancos e revendedoras de derivados de petróleo, empresas essas que mais lucram com a contaminação do meio ambiente.
Estudos divulgados em 2007 pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão ligado a ONU, não são nada animadoras com o possível aquecimento atmosférico que poderá variar de 1,8ºC a 4ºC para mais acarretará conseqüências altamente danosas para o planeta. Isso se deve a queima de combustíveis fosseis desde o inicio da era industrial a mais de dois séculos.
A discussão sobre o tema leva a uma polemica: de quem será a culpa? Todos estudiosos entende que toda essa degradação é culpa da ação humana sobre a terra, a mais lógica é aquela que aponta como a grande culpada pela catástrofe atual é a vida social imposta pela visão capitalista baseada na extensão e na acumulação infinita do capital através do lucro, num modo de consumo irracional e insustentável, ou seja, os grandes culpados desse descontrole que gera doenças e catástrofes naturais como os tsunamis são as elites do ocidente que exploram a todo custo os recursos naturais dos paises do chamado 3° mundo, leia-se ai, África, Américas Central e Latina e os países do Oriente Médio.
Para sustentar o conforto dos Norte Americanos, Canadenses e Europeus nosso sob-solo é explorado indiscriminadamente onde nossas fontes energéticas são exportadas a preços baixos para permanecer a aquecer os lares dos ricos ianques/europeus, nossas terras são “compradas” a troco de bananas para serem devastadas pelas multinacionais para ali plantarem cana-de-açúcar para produzir etanol ou alguma oleaginosa que será transformada em biodissel.
Na hipócrita ânsia de manter suas benesses os capitalistas investem pesado nas chamadas energias não poluentes, os agrocombustiveis, saída esta questionada pela própria ONU, em relatório realizado pela secretaria de Agricultura e Alimentação (FAO) onde conclui que a produção indiscriminada desses produtos para uso exclusivo na produção de combustíveis terá como conseqüência a alta nos preços dos alimentos e o aumento da fome no mundo, alem de não eliminar a emissão de gases poluentes na atmosfera.
A solução mais importante para resolver esse problema provocado pela ganância de poucos “humanos” tem que ser radical reduzindo as emissões de gases que provocam o efeito estufa, interrromper o desmatamentos na Amazônia aplicando uma política de recuperação das atuais áreas devastadas e de criminalização dos devastadores, devemos desde já mudar o sistema irracional de transporte baseado no carro individual e terrestre que são a garantia de lucros altíssimos para as indústrias automotivas, de combustíveis e seus derivados; por transportes menos poluentes e coletivos como o trem, o avião, o navio e por bicicletas; substituir a publicidade indutora do consumo obsessivo de produtos inúteis por uma publicidade verdadeiramente comprometida por um consumo sustentável.
Pode isso ser uma utopia, mas se mudarmos o modo como agimos poderemos inverter ou estancar o aquecimento global. Depende de querermos viver mais e melhor ou permanecermos dependentes desse sistema que nos levará a nossa destruição e de nossos descendentes.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 24 de janeiro de 2008.

Telenovela e Politica

Duas Caras para um só discurso.
Por Gabriel Priolli em 22/1/2008*
O ex-presidente da Radiobrás Eugenio Bucci, arguto pensador da mídia, já observou que a telenovela revela mais do Brasil do que o telejornalismo. Enquanto este enfrenta uma enorme multiplicidade de fatos, está sujeito a toda sorte de pressões e utilizam técnicas de abordagem que privilegiam a frieza de análise, o distanciamento crítico e a isenção possível, aquela opera no registro oposto. Seleciona aspectos da vida social e trata deles de forma apaixonada, visceral, pelas ações e conflitos de um grupo de personagens. É dessa forma que o Brasil real emerge, com mais clareza, do microcosmo pulsante dos folhetins do que do caos entorpecente do noticiário.
Bucci refere-se à telenovela em geral, ou àquela que busca realismo em suas tramas, mas visa particularmente à novela das 9 da Rede Globo, ainda hoje, como há quase 40 anos, o principal produto da televisão brasileira pelo volume de audiência, faturamento comercial e importância na estrutura da programação. Se a sua tese é correta, como parece, é muito preocupante o retrato do Brasil que nos oferece o título atual em exibição no horário, Duas Caras. Delineia-se ali um perfil de regressão geral no debate democrático e de fortalecimento do "pensamento único", ou do pensamento conservador que a máquina coordenada da mídia quer fazer passar por verdade universal.
O esfacelamento da diversidade no jornalismo é fato notório, desde que os grandes veículos deixaram de ter em seus quadros gente das mais variadas tendências ideológicas, preferindo dar espaço a uma infinidade de vozes que, com raríssimas exceções, apenas ecoam o pensamento liberal e fazem proselitismo de seu ideário, em absoluta sintonia com a perspectiva patronal. Agora se percebe que os colunistas de política e economia, os editorialistas, os articulistas amigos e demais zeladores do pensamento único ganharam a companhia dos autores de telenovelas. Ou, ao menos de um peso-pesado entre eles, o consagrado Aguinaldo Silva, regente da orquestra de redatores de Duas Caras.
Acusação oportunista
Antigo militante do progressismo, editor do primeiro jornal voltado à defesa dos homossexuais no Brasil (Lampião da Esquina, anos 1970), Aguinaldo Silva é agora o patrono de uma verdadeira ode ao conservadorismo, entoada ao público em capítulos diários. O tratamento que vem dando a alguns conflitos seriíssimos do cotidiano carioca, foco de sua novela, está carente de equilíbrio e longe de permitir ao telespectador um julgamento isento do que lhe é oferecido. Algumas situações e personagens são construídos por uma ótica muito restrita, totalmente discutível, que não por acaso é a mesma com a qual são pautados os produtos jornalísticos da grande imprensa, em geral.
Nos últimos dias, uma parte importante da trama gira em torno de uma acusação de racismo ao reitor Francisco Macieira (José Wilker), recém-entronizado no comando de uma instituição particular de ensino, a Universidade Pessoa de Moraes. Figura de proa na esquerda revolucionária exilou-se em Paris durante a ditadura militar e lá permaneceu depois da redemocratização do país, trabalhando como professor, até encontrar a proprietária da universidade, iniciar um romance com ela e receber o convite para voltar ao Brasil.
Macieira chega à UPM como um demiurgo da modernidade, um reformador avançado. Rapidamente entra em conflito com os professores da casa, retratados como um bando de preguiçosos corporativistas, que só querem manter privilégios, trabalhar pouco e ganhar muito. Da mesma forma, conflitam com parte dos estudantes, apresentados como marionetes dos professores espertalhões, agitadores inconseqüentes, que só querem atrapalhar a vida da universidade. Um desses estudantes – um rapaz negro com o ariano nome de Rudolf Stenzel (Diogo Almeida), sugerindo ser um órfão criado por família estrangeira, portanto um privilegiado que não deveria se queixar da boa sorte que teve na vida – tenta colocar os colegas contra o reitor "porque ele foi imposto", não foi eleito em consulta democrática.
Rudolf inscreve-se num curso de verão de Macieira, mas falta sistematicamente às aulas. No dia em que resolve aparecer na classe, o reitor ironiza a sua presença, perguntando se ele é algum zumbi, um ser errático que surge das sombras. Oportunista inescrupuloso, o rapaz distorce a acepção em que termo zumbi foi usado, enxerga nele um sentido pejorativo e acusa o reitor formalmente de racismo, dando queixa à polícia. O caso explode na mídia e Macieira está às voltas com uma grande dor de cabeça.
Destrambelhados de terceiro grau
O problema dessa história está na diferença de tratamento. Enquanto Macieira tem todas as condições para afirmar o seu discurso, justificar suas ações delinear-se como um personagem coerente, Rudolf é pouco mais que um figurante. Personagem unidimensional – como, de resto, são os seus professores –, não se sabe ou se ouve dele nada além da sua obstinação em protestar, criar caso, arrumar problemas sem razão objetiva. No episódio em questão, a sua má-fé é clara e, obviamente, suscita toda simpatia do telespectador ao seu oponente. Mas Rudolf não é apenas o "aluno-problema", como o site da novela no portal Globo.com o define. Ele representa um estereótipo abertamente negativo do estudante engajado, que é desqualificado como inconseqüente intransigente e desonesto.
Esse estereótipo começou a ser construído há algumas semanas, quando Aguinaldo Silva concebeu uma invasão estudantil à UPM, em protesto contra as mensalidades cobradas aos alunos. Inspirando-se nas ocupações do ano passado na USP, Unicamp e PUC-SP, o autor e sua equipe reproduziram o mesmo discurso da grande imprensa naqueles episódios: o de que os estudantes mobilizados são radicais, não têm uma postura construtiva e são baderneiros, depredadores do patrimônio alheio. Ainda que os casos de vandalismo tenham sido marginais nos movimentos universitários citados, foram apresentados com grande estardalhaço, como se sintetizassem a postura estudantil. Duas Caras embarcou nesse clima e providenciou o seu próprio grupo de destrambelhados de terceiro grau. Fez o estrago que desejava. Outro dia, um dirigente estudantil comentou na Unicamp que, "depois da novela, ficou impossível convencer a minha mãe que a política estudantil não é aquela baderna apresentada". Agora, tempos depois da invasão, os estudantes politizados da novela não são mais apenas baderneiros. São também mentirosos, ardilosos, desonestos.
Legítima defesa
Se Duas Caras ataca a organização estudantil e apresenta como modelo de comportamento a obediência bovina, acrítica e despolitizada dos "bons alunos" da Universidade Pessoa de Moraes, o tratamento que dá à favela da Portelinha não é muito melhor. Todos sabem que, em qualquer grande favela brasileira, do Rio de Janeiro ou alhures, o crime (em geral, o tráfico de drogas) tem um grande poder político, derivado de sua força militar e do intenso assistencialismo que promove. Tanto os "chefes de morro" quanto seus subordinados são, inequivocamente, bandidos e dessa forma são percebidos por toda a comunidade, ainda que as eventuais bondades que distribuam sejam apreciadas e usufruídas. Com absoluta certeza, qualquer morador de favela preferia se ver livre deles, se tivesse a mínima chance de obter isso.
Na favela da Portelinha, entretanto, a ambigüidade é total. O chefão Juvenal Antena (Antonio Fagundes) não é traficante nem bandido, assim como todos os seus fiéis soldados. É apenas dirigente da associação de moradores local, que toca com mão-de-ferro e democracia zero, que não impedem o povo de considerá-lo um herói.
Impossível saber como Juvenal conseguiu o milagre de, durante muitos anos, manter o crime longe de sua comunidade, sem apoio do Estado ou das milícias paramilitares que vendem segurança, e também sem usar qualquer tipo de arma.
Apenas recentemente, quando um grupo de traficantes tentou invadir a Portelinha, os moradores souberam que Juvenal estocava um verdadeiro arsenal de guerra, incluindo bazuca, de procedência ignorada. Foi o que lhes permitiu rechaçar os invasores, num combate apresentado como muito honroso travado em legítima defesa, como se os dois lados em conflito não estivessem na ilegalidade do porte e uso de armas privativas das Forças Armadas.
De braçada
Na moral ambígua de Duas Caras, em suma, a turma do bem pode transgredir a lei sem problemas, se for para combater a turma do mal. Estudantes que dissentem da orientação da universidade são radicais perniciosos, portanto formam na turma do mal. Professores idem, eles que são vagabundos e manipuladores. E um fascistóide explícito como Juvenal Antena, ainda que contestado em suas práticas antidemocráticas pelo pupilo Evilásio Caó (Lázaro Ramos), segue firme e forte na turma do bem, com direito a namorar a maior beldade da trama, a disputada Alzira (Flávia Alessandra).
OK, tudo isso é novela e não se pode levá-la tão a sério, dirão os que discordam da tese de Eugênio Bucci. Há que se conceder descontos ao autor, para que a trama possa funcionar como folhetim e a telenovela cumpra o seu papel de impelir a indústria televisiva. Mas é a própria TV Globo que se ufana do compromisso de suas novelas com a realidade brasileira, sempre exaltada em seu discurso institucional e em sua publicidade. Se for assim, suas novelas podem e devem ser levadas a sério, e criticadas com rigor no discurso que enunciam.
Anos atrás, na mesma TV Globo, O Rei do Gado de Benedito Ruy Barbosa deu grande contribuição para uma visão menos estereotipada dos trabalhadores sem-terra e suas ações. Duas Caras, ao contrário, nada de braçada no preconceito. Dificilmente será lembrada no futuro, pelo que fez ao avanço da democracia no Brasil.
*Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=469TVQ001
Yuri Soares Franco
Estudante de História da UnB
Grupo Reconstruindo o Cotidiano
www.reconstruindoocotidiano.blogspot.com

Viamão,24 de janeiro de 2008

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O Consultor

Por Jeferson Miola *
A personalização da política e a responsabilização individual nos processos políticos não são recursos úteis para a compreensão histórica dos acontecimentos. Acabam produzindo a demonização dos sujeitos políticos e operando a mistificação estalinista dos personagens.
É comum a tentação de personalizar em José Dirceu a responsabilidade exclusiva pelos erros cometidos pela antiga direção do PT, porque ele personifica em si a crise enfrentada pelo PT. José Dirceu se tornou uma espécie de caricatura da crise, a fisionomia mais identificável da corrosão ética e ideológica de alguns integrantes do PT. E o próprio José Dirceu alimenta tal fantasia personalizadora com indisfarçável satisfação: se gaba sempre que assinalada sua influência, seu prestígio, luxo e poder.
Mais do que um personagem auto-referente, José Dirceu é, no entanto, a expressão coletiva de uma corrente de pensamento no interior do PT que, sendo maioria nos últimos anos, impôs ao partido um padrão programático e ideológico distinto daquele que fundamentou sua criação nos anos 1980.
De maneira monolítica, produziram mudanças profundas no discurso, na prática e no programa do PT, especialmente após 1994, com a segunda derrota eleitoral de Lula. Fizeram com que o PT, com raras exceções - a seção do Rio Grande do Sul foi uma delas, convergisse ao centro do espectro ideológico e se mantivesse discretamente distante dos movimentos sociais e dos símbolos e valores identificados com uma esquerda autêntica.
Os fatos de 2005 demonstraram que os ganhos imediatistas almejados com a conversão do PT causaram e continuarão causando prejuízos no longo prazo. Ironicamente, essa política gerou a maior desgraça do PT, e não sua redenção. Sabemos hoje que a crise do PT, cujo comprometimento ético é conseqüência da deformação programática, é a crise do abandono dos pressupostos do PT, é a crise do distanciamento dos valores e ideais que lhe deram origem.
Ninguém conhecia a conduta de alguns dirigentes que agiam em nome próprio e sem o conhecimento das instâncias partidárias. Os implicados, todos eles sintomaticamente identificados com tal conversão do PT, não deveriam continuar usando a condição de maioria interna para bloquear o julgamento justo e a punição dos que fizeram o que fizeram. Agindo assim, até poderão proteger-se circunstancialmente, mas continuarão enfraquecendo e fragilizando o conjunto do PT, pois, enquanto os responsáveis não forem punidos, todos os petistas continuarão sendo considerados cúmplices ou culpados pelos erros de meia dúzia que agiu por conta própria.
Visto por essa ótica, é muito grave a entrevista de José Dirceu à revista Piauí, posando de consultor e atacando o PT gaúcho e a esquerda partidária com insinuações levianas. Em lugar de esclarecimentos e autocrítica, ele preferiu agredir com a arrogância que é típica de quem costuma confundir uma malta social com organização política.
Até é compreensível que tenha dito o que disse. Afinal de contas, freqüentando o universo glamouroso e opulento das consultorias e dos negócios, parece ter internalizado a regra do vale-tudo. Nesse caso, o compromisso com a verdade e a lealdade com a esquerda não passam de fetiches. Também postos à venda”.
*Ex-coordenador do 5º Fórum Social Mundial e filiado ao PT desde 1981
Miola, inteligentemente sintetiza a angustia de milhares de militantes do PT que estão à esquerda da cúpula e da maioria partidária. Estes militantes lutam para resgatar o PT das origens que anseia por uma sociedade justa, fraterna a onde não haja explorados, nem exploradores.
Eu estou incluído entre estes que lutam por um PT que transformará o Brasil em país onde a terra será distribuída para todos que dela necessitam, a saúde e a educação serão realmente publica e todos os trabalhadores terão trabalho digno para viver e conviver realmente em uma sociedade socialista.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 21 de janeiro de 2008.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Fidel Vive!!!!

Já ouvi em vários locais, e principalmente na mídia capitalista, de que o Fidel estaria revendo o socialismo. Bem, segundo esta tradução não é bem isto.
A luta por uma viva digna e justa para todos os povos é constante e diária.
Portanto a mensagem do grande Fidel Castro, traduzida abaixo, nos faz mais fortes para enfrentarmos essa luta.
Lembrando que este ano temos uma tarefa fundamental para o fortalecimento da Luta de Solidariedade a Cuba, participando da: XIV Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, nos dias 22, 23 e 24 de Maio de 2008 na cidade do Rio de Janeiro.
Itamar Santos.
Viamão 16 de janeiro de 2008.


Mensagem de Fidel à Assembléia Nacional
(Traduzido pela Equipe de Serviços de Tradutores e Intérpretes do Conselho de Estado
— ESTI).

Caro companheiro Alarcón:
Peço-te que ao começares a sessão da manhã, leias a mensagem seguinte para a Assembléia Nacional.
Um forte abraço.
Fidel Castro Ruz
27 de Dezembro de 2007
20h: 40
Companheiros da Assembléia Nacional:
O vosso trabalho é muito duro. Perante as necessidades acumuladas e crescentes que a nossa sociedade herdou da neocolónia ianque em 1 de Janeiro de 1959, muitos sonhávamos criar um país com justiça plena e independência total. Na luta árdua e desigual, chegou uma altura em que ficamos sozinhos.
Resulta legítimo o nosso orgulho quando estamos próximos de completar 50 anos da vitória, porque temos resistido durante quase meio século o império mais poderoso que foi criado na história. Na proclama que subscrevi a 31 de Julho de 2006, nenhum de vocês viu jamais nenhum acto de nepotismo nem usurpação das funções do Parlamento. Nesse ano difícil e ao mesmo tempo prometedor da Revolução, a unidade do povo, do Partido e do Estado era requisito essencial para continuar avante e encarar a ameaça declarada duma intervenção militar inimiga por parte dos Estados Unidos da América.
Na visita feita pelo companheiro Raúl, no passado dia 24 de Dezembro, a vários distritos do Município que me fez a honra de me postular como candidato ao Parlamento, constatou que todos os membros do grupo numeroso da candidatura da população que abrangia o distrito, que no passado fora famoso pela sua combatividade, ainda que de muito baixa escolaridade, eram formados de alto nível, o que lhe emocionou profundamente, como ele próprio narrou à nossa televisão.
Os quadros do Partido, do Estado, do Governo e as organizações de massas se enfrentam a novos problemas, no seu tratamento com o povo inteligente, observador e culto, que detesta os entraves burocráticos e as explicações mecânicas. No fundo, cada cidadão leva a cabo a sua própria batalha contra a tendência inata do ser humano a seguir o instinto de sobrevivência, uma lei natural que rege a vida.
Todos nascemos marcados pelo instinto que a ciência define como algo elementar. Chocar com ela é bom porque nos leva à dialéctica e à luta constante e desinteressada; torna-nos mais martianos e verdadeiros comunistas.
O que mais tem salientado a imprensa internacional sobre Cuba nos últimos dias, foi a frase em que expressei, a 17 deste mês em carta ao Director da Mesa Redonda da televisão cubana, que não sou uma pessoa aferrada ao poder. Posso acrescentar que o fui num tempo por excesso de juventude e escassez de consciência, quando sem preceptor algum ia saindo da minha ignorância política e me tornei um socialista utópico. Era uma etapa em que acreditava conhecer o que devia ser feito, e desejava poder fazê-lo! O quê me fez mudar? A própria vida, na medida em que aprofundava no pensamento de Martí e dos clássicos do socialismo. Enquanto mais lutava, mais me identificava com esses objectivos e muito antes da vitória pensava já que o meu dever era lutar por eles ou morrer no combate.
Por outro lado, sobre nós se cernem grandes perigos que ameaçam a espécie humana. É uma coisa que se tornou cada vez mais evidente para mim desde que pela primeira vez previne no Rio de Janeiro que uma espécie estava em risco de desaparecer como conseqüência da destruição das suas condições naturais de vida, há mais de 15 anos, em Junho de 1992. Ultimamente, dia após dia, é cada vez maior o número dos que compreendem esse risco real.
Um livro recente de Joseph Stiglitz, que foi Vice-presidente do Banco Mundial e assessor econômico principal do presidente Clinton até ao ano 2001, Prémio Nobel e bestseller nos Estados Unidos da América, contribui com dados sobre o tema que são irrefutáveis. Denuncia que os Estados Unidos, país que não subscreveu o convénio de Quioto, é o maior emissor de dióxido de carbono, lançando cada ano ao espaço 6 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono que transtornam a atmosfera, sem a qual resulta impossível a vida. A isto se acrescenta a condição de ser o maior emissor de outros gases de efeito estufa.
Poucas pessoas conhecem estes dados. O próprio sistema econômico que impôs o esbanjamento insustentável de energia impede que esse livro de Stiglitz seja divulgado: sua magnífica edição limita-se a uns poucos milhares para garantir as ganâncias. É uma exigência do mercado sem o qual a empresa editora não poderia existir.
Actualmente sabe-se que a vida na terra tem sido protegida pela camada de ozónio, localizada no anel exterior entre 15 e 50 quilómetros de altura na zona conhecida como estratosfera, que serve de escudo ao planeta contra as radiações solares que podem ser daninhas. Há gases de efeito estufa que têm maior poder de aquecimento que o dióxido de carbono e ampliam o buraco da camada de ozónio sobre a Antártida, que cada primavera perde até 70 por cento do seu volume, um fenómeno provocado pelo homem que tem lugar progressivamente. Para poder ter uma idéia esclarecida, é suficiente salientar que a média de carbono perca pita emitida pelo mundo é de 4.37 toneladas métricas. No caso dos Estados Unidos a média é de 20.14, quase cinco vezes a mais. Na África é de 1.17, na Ásia e Oceânia, 2.87.
Resumindo, a camada de ozónio, protege a visão, a pele e a vida dos seres humanos das radiações ultravioletas e calóricas que afectam o sistema imunológico. Em condições extremas, se essa camada for destruída pelo homem, afectaria toda forma de vida no planeta.
Outros problemas alheios a nossa pátria, ou a outra qualquer em condições similares, nos ameaçam. Uma contra-revolução o vitoriosa seria horrível, pior do que a tragédia sofrida pela Indonésia. Sukarno, derrocado em 1967, foi um líder nacionalista que desde posições leais à Indonésia dirigiu as guerrilhas que lutaram contra os japoneses.
O General Suharto, que o derrocou, foi treinado pelos ocupantes japoneses. Finalizada a Segunda Guerra Mundial, a Holanda, aliada dos Estados Unidos, restabeleceu o seu domínio sobre aquele longínquo, extenso e populoso território. Suharto manobrou. Fez suas as bandeiras do imperialismo ianque. Levou a cabo um cruel genocídio. Hoje se sabe que cumprindo instruções da CIA, não só matou centenas de milhares, mas também prendeu um milhão de comunistas e privou-os junto dos seus descendentes, de toda propriedade e direitos; acumulou uma fortuna familiar de 40 mil milhões de dólares que segundo o valor actual dessa moeda seria equivalente a centenas de milhares de milhões pela entrega dos recursos naturais e do suor dos indonésios. Ocidente pagou. O texano Lyndon Johnson, sucessor de Kennedy, era o presidente dos Estados Unidos.
As notícias que chegaram hoje a respeito do acontecido no Paquistão são mais outro exemplo dos perigos que ameaçam a espécie: o conflito interno, num país que possui armas nucleares. Isso e conseqüência das políticas aventureiras e as guerras provocadas pelos Estados Unidos para se apoderar dos recursos naturais do mundo. Esse país, envolvido num conflito que não provocou, foi ameaçado com ser levado à idade de pedra.
As circunstâncias especiais que rodeiam o Paquistão influíram logo nos preços do petróleo e nas acções das bolsas de valores. Nenhum país ou região do mundo pode se liberar das conseqüências. Temos que estar preparados para tudo.
Nem um só dia da minha vida deixei de aprender alguma coisa.
Martí nos ensinou que “toda a glória do mundo cabe em um grão de milho”. Tenho dito e repetido muita vezes aquela verdadeira cátedra de ética contida em apenas 11 palavras.
Os Cinco Heróis cubanos prisioneiros do império são paradigmas que as novas gerações devem imitar.
Felizmente as condutas exemplares sempre se multiplicam na consciência dos povos, enquanto exista nossa espécie.
Estou certo de que muitos jovens cubanos, na sua luta contra o Gigante das Sete Léguas, fariam o mesmo. Tudo pode ser comprado com dinheiro menos a alma de um povo que jamais se colocou de joelhos.
Li o discurso breve e concreto de Raúl, o qual me enviou com antecedência. É preciso continuar a marcha sem nos deter um minuto. Alçarei minha mão junto à de vocês para o apoiar.
Fidel Castro Ruz
Dezembro 27 de 2007
20h:35

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Natal Tucano.

Apesar dos apelos dos trabalhadores e das trabalhadoras dos vários sindicatos, entre eles o SEMAPI, não foi suficiente para sensibilizar os Deputados da base aliada (PSDB, PP, PMDB, DEM, PDT, PTB) da governadora Yeda (PSDB) que aprovaram o projeto que regulamenta a atuação das OSCIPs.
As FUNDAÇÕES PÚBLICAS e a SOCIEDADE GAÚCHA a partir da aprovação desta lei passam a correr sérios riscos de verem seus minguados serviços públicos serem, ainda mais, oferecidos inadequadamente por pessoas tecnicamente despreparadas, mal remuneradas, onde que lucrará será idealizadores das tais OCIP’s.
O dia 18 de dezembro ficará marcado na história do Rio Grande do Sul como sendo o dia que os interesses da sociedade gaúcha foram desrespeitados e seus serviços jogados a ganância da iniciativa privada.
Em uma sessão polêmica e desconsiderando o apelo de dezenas de trabalhadoras e trabalhadores que lotaram as galerias do plenário da Assembléia Legislativa na tarde/noite de terça-feira (18), a base de apoio do governo Yeda aprovou por 37 votos a 17 o Projeto de lei do Executivo Estadual que ENTREGA para a iniciativa privada as POLÍTICAS PÚBLICAS do Estado do Rio Grande do Sul.
O projeto do executivo dispõe sobre a qualificação de pessoa jurídica de direito privado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e institui o Termo de Parceria. Esse projeto altera substancialmente a estrutura estatal sem qualquer debate com a sociedade gaúcha.
As OSCIPs assumirão as funções do setor público. Com essa medida o Governo dá mais um passo no sentido de orientar a política pública pela LÓGICA DE MERCADO. Trata-se da terceirização dos serviços públicos.
Na mira do governo estão a TVE, Rádio Cultura, OSPA, CESA, FGTAS, FEE, CIENTEC, FAPERGS, FPE, FEPAM, CIENTEC, METROPLAN e até mesmo a EDUCAÇÃO e a SAÚDE PÚBLICA. Apenas fica preservado da entrega para a iniciativa privada, por enquanto, o fisco e a segurança. Mas só porque fere a constituição.
O argumento é o custo da máquina pública e a sua 'ineficácia’. ISTO É UMA MENTIRA!!!!
Em reportagem do jornal, O Estado de São Paulo, técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU) calculam que, dos R$ 3 bilhões destinados no ano passado para ONGs e OSCIPs, quase metade, ou seja, perto de R$ 1,5 bilhão foram desviados da finalidade original dos convênios (Termos de Parceria).
Apenas para termos uma idéia da “boa” técnica de gestão dos recursos, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, uma fundação com qualificação de Oscip, remunera seu Maestro/Diretor Artístico com um salário anual de mais de R$ 1 milhão de reais, dinheiro público repassado através do Termo de Parceria; aonde 74% dos recursos vieram do governo do Estado, tendo aumentado de R$ 22 milhões em 2002 para R$ 43 milhões em 2006. O mesmo acontece em Minas Gerais, em que o maior termo de parceria assinado pelo governo com uma OSCIP foi com a Associação de Desenvolvimento da Radiodifusão de Minas Gerais (ADTV), prevendo repasses de R$ 17 milhões. Há poucos meses esse valor foi suple¬mentado com mais R$ 4,7 milhões.
Aqui no RS, o que torna a situação mais alarmante é o fato de que tudo isso pode acontecer, com a aprovação desse projeto, sem passar por autorização legislativa. É um cheque em branco para um Executivo que já mostrou a que veio.
O governo de Yeda e Feijó une-se para manter seus ideais de transferência de dinheiro público para seus amigos da iniciativa privada disfarçados de “Sociedades sem fins lucrativos” mesmo após o caso do DETRAN e dos selos da Assembléia Legislativa que são órgãos que possuem um controle legal o Governo Yeda não impediu que houvesse maracutaias, imagine agora que não terá nada que impeça que isso torne a acontecer onde o Estado passa recursos financeiros, humanos e materiais, mas não especifica quais instituições e políticas serão envolvidas e, tampouco, referem-se ao estatuto que regerá os funcionários e a onde e como essas organizações poderam gastar o dinheiro recebido.
Destaca-se, ainda, a não exigência de concurso público, a não previsão de licitação e a ausência de prestação de contas ao Estado. O Governo Yeda, mais uma vez, reforça a marca do autoritarismo, do governo que não se dispõe a discutir com a sociedade os projetos relevantes para o Estado.
Com essa atitude o Governo do PSDB comprova que a sua proposta vai à contramão da inclusão social, transferindo responsabilidades e dinheiro público do Poder Estatal para a iniciativa privada omitindo que o preço disto quem irá pagar será a sociedade gaúcha.
O povo gaúcho não merece receber um presente de Natal tão ruim como esse, espero que em 2008 possamos ter um ano melhor e com um Natal com presentes de verdade.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 19 de dezembro de 2007.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

1917/2007.

São 90 anos da maior revolução do séculoXX. A Revolução Russa ainda gera debates devido ao tema estar pertinente na atualidade. Assim como em 1917, quando os Russos tomaram o poder naquele país para acabar com a tirania e a exploração dos ricos sobre os pobres, hoje vivenciamos situação semelhante agravada pela internacionalização/globalização do capital através do oligopólio empresarial que dominam a economia mundial.
Aquele Outubro foi o marco para a humanidade onde milhões de pessoas alimentaram a esperança de um futuro melhor sem opressão e miséria. E é essa atualidade que deixa a atual classe dominante temerosa de que possa eclodir novamente uma revolução como aquela de 1917.
O temor se transforma em forte campanha midiática e bélica contra todo e qualquer movimento que possa ameaçar o poderio e o monopólio capitalista liderado pelos Estados Unidos, por isso tamanha importância despendida para a América Latina, em especial aos governos da Venezuela, Bolívia e Equador que travam uma revolução pacifica que está mudando os ares latinos.
A Revolução Russa foi uma vitória da economia planejada sobre a economia de mercado, onde os ideais de solidariedade, igualdade e a democracia venceram o racismo, o chauvinismo e o belicismo. Após a vitória Russa impostas aos nazistas na segunda Guerra Mundial espalha por todo o planeta a Revolução Socialista. Em 1949 o Exercito Popular de Mão Tse-Tung conquista o poder na China, em 1950 a guerra na Coréia impõe uma derrota ao imperialismo e no Vietnã as tropas lideradas por Ho Chi-Mihn derrotaram os franceses colonialistas conquistando a sua independência.
Em 1960 é a vez dos povos da África conquistar a sua independência decretando a derrocada do império Português e no final de 1959 Fidel e Ernesto Che Guevara tomam o poder em Cuba, o qual sobrevive até os dias de hoje , apesar do condenado embargo econômico imposto pelo governo dos EUA.
Apesar da contra-revolução neoliberal imposta pelos governos dos EUA através de ofensiva política, econômica, militar e ideológica nas ultimas décadas do século passado o sentimento revolucionário e comunista ainda rondam o mundo, alimentando o medo das classes dominantes e as esperanças das classes oprimidas.
Karl Marx continua atual quando alertou: se o capitalismo não fosse substituído por outro sistema, mais desenvolvido e mais humano(O Socialismo), as forças produtivas seriam transformadas em forças destrutivas. O que assistimos hoje com esse consumismo desenfreado são essas forças destrutivas.
Viamão 11 de dezembro de 2007.
ver.itamarsantos@terra.com.br

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O Bom Debate.

Caro Amigo!
Quero de elogiar por ter aberto exceção e ter vindo par o bom debate. Entendo a sua posição, mas discordo dela pelo simples fato de que a discussão da corrupção não passa somente pelo PT.
Sou um defensor ardoroso de que todos os casos de corrupção devam ser investigados até as ultimas conseqüências. Mas a Enquête que "alguém" colocou no site julga e condena somente o PT. Porque você não faz uma enquête sobre as fraudes descobertas pela Policia Federal (Governo Lula) no DETRAN-RS onde os envolvidos são todos dos partidos de sustentação da Governadora Yeda ou sobre o mensalão mineiro que foi denunciado pelo Procurador Geral da Republica contra o Senador Eduardo Azeredo-PSDB, ou ainda porque não sai uma linha sobre a quantas andam as denuncias de CC's e estagiários fantasmas da Câmara Municipal de Vereadores de nossa cidade. Será porque esses envolvidos também são "sem partido".
É acredito que esses envolvidos são sem partido mesmo porque a eles só interessa aquilo que lhes dêem algum retorno financeiro individual. Eles são bem diferentes de nós que estamos interessados em fazer o bom debate, há isso também tenho que te parabenisar, por colocar o site a disposição daqueles que querem debater sem medo de ser criticado.
Eu como você também nunca gostei da política desenvolvida pelo FHC e o seu PSDB, sempre a achei de direita que beneficia aos grandes capitalistas como podemos presenciar quando das privatizações das empresas de tele comunicações e da Mineradora Vale do Rio Doce. Portanto discordo quando você compara o Governo de LULA com aquele, pois é evidente que o aumento da arrecadação federal em relação ao PIB é acompanhado do mesmo aumento nas transferências de renda às famílias via Previdência Social, Seguro Desemprego, Assistência Social, Bolsa Família e mais recentemente com o programa na área de segurança publica. Isso é fato e incomoda muita gente porque LULA apesar de ter sido trucidado durante todo o primeiro governo o qual foi eleito com 52 milhões de votos, foi reeleito com 58 milhões de votos por mais quatro anos; a isso eu chamo de maciço apoio popular que lhe autoriza a fazer muito mais do está fazendo, como por exemplo: realizar a reforma agrária de uma vez por todas. A direita já está pensando em acabar com a reeleição, a mesma quer FHC corrompeu o Congresso Nacional com a bagatela de 200 milhões de reais para aprovar a emenda constitucional que lhe garantiu a reeleição.
Os representantes dos grandes capitalistas nacionais e internacionais travestidos de democratas da grande mídia nacional detestam esse governo LULA porque através desses programas social ele esta distribuindo renda e fazendo isso os que eram miseráveis já estão comendo e comendo começam a pensar e pensando tomam suas próprias decisões e deixaram de votar no cabresto.
Assustados com esse avanço do povo os defensores da livre iniciativa detestam o governo LULA e tentam ligá-lo aos corruptos de qualquer maneira como podemos ver no caso do ex- ministro Mares Guia que é do PTB, mas a imprensa empresa omite esse fato e publica como sendo um “ministro do governo Lula”.
A isso eles chamam de democracia e de “liberdade de imprensa”. Pois é meu caro amigo temos que manter vivo esse espírito de ter um bom debate, mas essas enquêtes não significam nada. O que dá algum resultado é aquilo que pensamos e o que colocamos em pratica através de nossos atos.
Bom debate e até o próximo!!!
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 28 de novembro de 2007.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Saneamento e Meio Ambiente.

Estamos em meio a uma das maiores crises ambientais, onde o meio ambiente é atacado cotidianamente e por incrível que possa ser, há pessoas que são defensoras ardorosas do desenvolvimento a qualquer preço, tendo justificar que a emissão de CO² não é o grande vilão do aquecimento global.
Mas, um importante passo foi dado no inicio deste ano com a aprovação da Lei do Saneamento Básico, n° 11.445/2007, na direção da universalização dessa importante política pública no Brasil. A efetivação da Lei Nacional do Saneamento Básico torna obrigatório o planejamento e a regulação trazendo como novidade uma definição clara de saneamento como atividade que envolve necessariamente outros quatro serviços públicos: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais.
Outra grande questão importante é a titularidade do saneamento que infelizmente não fica clara se quem deve ser responsável pelo saneamento são os municípios ou os estados, mas garante os atuais contratos, bem como que essa competência é o pacto federativo estabelecido pela Constituição Federal.
A Lei estabelece uma ampla conceituação do que é serviço de saneamento, incluindo o serviço de coleta de lixo como sendo um serviço eminentemente municipal, fato esse considerado um avanço, pois exige dos municípios a elaboração de planos de resíduos sólidos tendo em vista que o Congresso Nacional ainda não aprovou uma política nacional desses resíduos.
Seguindo essa lógica é de suma importância que o Legislativo Municipal aprove a renovação da autorização para que a Prefeitura convenie com a CORSAN a distribuição de água e a coleta de esgoto aqui em Viamão aproveitando para isso as verbas disponíveis do PAC federal antes que esse dinheiro vá para beneficio privado.
A aprovação desta lei e as leis municipais já criadas como a Lei Municipal n° 3004/2001* que Cria o Conselho Viamonence de Meio Ambiente - COVIMA, a Lei do Fundo Municipal do Meio Ambiente e tendo Viamão um território composto por uma grande área composta por Unidades de Conservação Ambiental faz com que o primeiro desafio da atual Administração Municipal é a Municipalização do Meio Ambiente com a devida transformação do Departamento Municipal de Meio ambiente em Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Para que isso aconteça nosso Prefeito Municipal deve enviar de imediato a Câmara Municipal de Vereadores propostas de leis para tal, bem como para criação de taxas de licenciamentos que reverteram verbas aos cofres municipais ao invés de irem para FEPAM quando da autorização de qualquer projeto que requeira estudos mais aprofundados, os quais podem ser realizados pelo quadro técnico qualificado da Prefeitura Municipal.
Atualmente todos os projetos de instalação de uma pequena indústria, de um loteamento ou de uma grande indústria têm que ter o aval (licença) da FEPAM que torna moroso e caro o processo para aquele que quer investir em nossa cidade, sendo sempre os mesmos os privilegiados, ou seja, aqueles que têm mais dinheiro. Com a Municipalização do Meio Ambiente Viamão ganhará em todos os pontos, tornando-se independente em relação ao Estado proporcionando a sua população a efetivação do controle social sobre mais esse serviço público através do Conselho Viamonense do Meio Ambiente - COVIMA por onde passa toda a política de Meio Ambiente que resultará numa melhor qualidade de vida para todos nós.*Itamar Santos autor da Lei do COVIMA como vereador do PT.
ver.itamarsantos@terra.com.be
Viamão 20 de Novembro de 2007.

domingo, 11 de novembro de 2007

A quem interessar possa:

Não tenho a intenção de ter o monopólio da verdade, mas nas questões de interesse da população viamonense, sempre que eu puder opinar, estarei declarando a minha opinião. Temos vários temas importantes em debate na cidade e entre eles está à construção de mais um presídio em nossa cidade.
No meio desse debate assistimos de tudo respeitando as mais diversas opiniões, mas é deseducativo afirmar em um meio de comunicação (www.viamaohoje.com.br) que eu não "saquei” o que esta acontecendo em Viamão.
Admito qualquer tipo de opinião, pois sou uma pessoa democrática.
E se temos políticos "lalaus” em Viamão é porque alguém votou neles, sendo uma grande parcela da população em troca de algum favor, ou seja, em beneficio próprio, praticando assim uma forma de corrupção e agora cabe a justiça julgá-los e condená-los. Aqui cabe uma pergunta. Porque a RBS não fez mais nenhuma reportagem aqui na cidade sobre os recentes escândalos de funcionários e estagiários fantasmas na Câmara Municipal de Vereadores? Será porque os envolvidos são de partidos que essa empresa defende?
Em 2008 haverá eleições novamente, será que essas pessoas e tantos outros eleitores de nossa cidade votarão em candidatos éticos ou irão votar nesses mesmos "lalaus” de hoje?
"Te liga mano"!!!!
Ah!!! E não basta ter presídio, tem que ter trabalho e renda ao povo pobre de nossa cidade porque se não no futuro não haverá local para prender tanto bandido ou simplesmente os pobres que tiveram que roubar para não morrem de fome e daí não faltará vozes como essas que estarão aos gritos clamando por "Pena de Morte Já!!!! Como já está acontecendo nas favelas do RJ e em tantas outras onde os "Bacanas do Asfalto" invadem as favelas para financiar o trafico de drogas e os "lalaus" de lá mandam o "caveirão e os helicópteros" bombardearem os pobres.
E por falar nisso. A polícia do Rio de Janeiro, que segundo a grande mídia empresarial, é a cidade mais violenta do país, já matou 961 pessoas de 1° de janeiro a 30 de setembro deste ano (2007), 20% a mais do que o mesmo período de 2006. Essa informação é da própria Secretaria de Segurança Pública daquele Estado.
Isso significa dizer que sete pessoas, na maioria são trabalhadores pobres, são assassinadas a cada dois dias. Nas entrevistas o “cowboy carioca”, Sérgio Cabral, afirmou “que não é possível combater o crime sem o derramamento de sangue e defendeu a legalização do aborto como um instrumento de redução da violência”. O Governador Cabral (PMDB) é o executor de uma política de segurança publica que é baseada no confronto e na execução de pessoas inocentes colaborando com o processo em curso de criminalização da pobreza e dos movimentos sociais organizados que combate esse tipo de estado de coisas. Portanto não seria a pessoa mais indicada para falar em controle da natalidade, muito menos dessa forma neofacista vociferada por ele.
Por aqui não é muito diferente, enquanto a Governadora Yeda (PSDB) investiu apenas R$ 3,4 milhões em 2007 em segurança publica o Governo Lula já repassou R$ 15.2 milhões em espécie e mais R$ 2,3 milhões em equipamentos (viaturas, computadores, etc...) e já aprovou mais 8,36milhões para os próximos meses, os quais serão aplicados nas áreas de reaparelhamento dos órgãos de segurança publica implantação e modernização de estruturas físicas de unidades e na prevenção da violência.
Alem de dar inicio a construção do prédio da Academia Integrada de Segurança Publica que integrara os cursos de capacitação da Policia Civil, Instituto Geral de Perícias, da SUSEPE, e cursos para Policiais Militares. Para a Brigada Militar terá recursos para a compra de algemas, coletes a prova de tiros, pistolas, projeteis, granadas, viaturas, equipamentos de proteção respiratória para uso dos Bombeiros e mais uma serie de equipamentos para estruturar a Policia Civil. Esses projetos e verbas foram aprovados pelo Conselho Gestor do Fundo Nacional de Segurança Publica cabendo a nós, sociedade gaúcha e viamonense nos organizarmos para fiscalizarmos a aplicação desses recursos que ultrapassam R$ 25 milhões oriundos do Governo Lula, além da contra partida do Governo Estadual que terá o dever moral de investir ou será que deixará só por conta do Governo Federal?
Meu amigo e minha amiga leitora gostaria de receber sua opinião sobre essa discussão da segurança publica, envie-me correspondência eletrônica para o endereço: ver.itamarsantos@terra.com.br ou deixe o seu comentário neste site.
Viamão 10 de novembro de 2007.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

"Pior do que está não pode ficar"?

Agora acharam este chavão “pior do que está não pode ficar". Mas os defensores dessa tese só a jogam solta no ar, ou seja, não apontam em qual área está ruim aqui na cidade der Viamão. Devemos fazer a critica completa se não temos mais saúde em Viamão é porque a governadora Yeda cortou os gastos com saúde em contar partida a PMV do Pref. Alex e Presidente Lula do PT salvou o Hospital de Viamão de cerrar as portas a partir do apoio da população que se mobilizou; se não há mais vagas nas escolas é porque a governadora Yeda cortou em 70% os repasses diretos as escolas e para finalizar um penúltimo exemplo se não tivéssemos um "instituto Semi Aberto desde 2003 na pda. 36 de Viamão onde os apenados entram e saem quando querem o índice de roubos estaria mais baixo e se não tivéssemos um pedágio que divide a cidade ao meio estaríamos bem melhor.
Mas mesmo assim não quero que fique pior, porque isso é pequeno, isso não atrai progresso. Viamão precisa é de emprego e de empresas que não viram pra cá se aqui tiver um Presido.
Ou você gostaria de morar ao lado de Presídio?
Esse discurso apocalíptico só interessa aqueles que não têm projeto para Viamão, é o jogo fácil de uma oposição sem proposta.
A vinda de um Presídio seria “benéfica” se viesse acompanhada de um verdadeiro programa de recuperação prisional. Onde, por exemplo, haveria a instalação de uma fabrica/indústria próximo ao local de edificação da tal casa de detenção, bem como uma escola interna profissionalizante, já que conforme as autoridades estaduais, o “presídio” será para jovens criminosos de 18 a 24 anos que em tese são “iniciantes” e muitas vezes “induzidos” a esta pratica.
Somente com um projeto sério é que poderemos dar inicio a recuperação daqueles que por um motivo ou outro entraram na marginalidade, muito por culpa do sistema capitalista que exclui e segrega as pessoas pela sua raça e pela sua condição social.
Viamão tem uma urgente tarefa a ser feita que pensar o seu futuro onde os grandes vazios urbanos e rurais não podem permanecer nas mãos de poucos especuladores. E este é só um exemplo da imensa tarefa que nós, viamonenses, temos pela frente.
Nossa cidade cresceu nos últimos anos nas áreas de serviços e do comercio lojista demonstrando que tem potencial econômico ativo nos 365 dias do ano, temos um grande potencial turismo que é pouco explorado. Portanto já esta passada à hora dos empresários e industriais direcionar o olhar para Viamão e virem se instalar a fim de gerar trabalho e renda aos viamonenses.
Porque a leitura apocalíptica está mais para conquistar modelos novos do que para se decretar o fim da esperança. Sou adepto a começar sempre. Para isso o que tem que acabar é o sistema excludente vigente e não apostar no quanto pior, melhor. Essa pratica é daqueles que são invejosos por não avançar na construção de uma nova sociedade com justiça social, fraterna e solidária onde todos tenham valor e sejam respeitados.
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão 29 de outubro de 2007.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Porque em Viamão?

A pergunta que não quer calar é esta. Porque a construção de outro presídio tem que ser em Viamão?
Poderia ser em Triunfo ou Caxias que são cidades ricas, mas lá a classe rica não deixa e pronto. Mas aqui pode porque somos pobres bonzinhos e queremos adotar uns presidiários. Tenho certeza que o Estado tem que formular com o povo um projeto sério de recuperação para os apenados, iniciando pela tipificação dos crimes e a partir disso pensar em construir presídios apropriados para cada tipo de crime, inviabilizando assim a atual "escola do crime" que é os presídios gaúchos. Ah!!! E aumentar o salário dos policiais e dos agentes penitenciários e dos trabalhadores que atuam com crianças e jovens infratores nas Fundações Estaduais como a FASE e a FPE, bem como nos Municípios que também tem esse tipo de atendimento, em Porto Alegre, por exemplo, são os trabalhadores da FASC.
Portanto o assunto é bem sério para ficarem fazendo chacota com o Prefeito como se fosse ele o responsável pela segurança publica, que pra quem não sabe é de competência da Governadora que está destruindo os serviços públicos estaduais e do Presidente que esta fazendo um bom trabalho na direção da Policia Federal construindo Presídios de segurança máxima pelo Brasil a fora e pagando muito bem esses servidores públicos.
Enquanto isso aqui no Estado a Governadora Yeda (PSDB) e sue Vice-Paulo Feijó representante do grande empresariado gaúcho, sucateia a maquina estatal colocando o pouco que resta a serviço da classe dominante local (empresários, imprensa e latifundiários), prova disso é o estado calamitoso que se encontra todos os serviços públicos que deveriam ser prestados pelo Estado.
A Segurança Pública é um exemplo disso; basta prestarmos atenção naquilo que ocorre ao nosso redor. Nós, viamonenses temos um desses exemplos onde o Instituto Penal de Viamão, pda. 36, “abriga” aproximadamente 400 apenados extrapolando a sua capacidade que é de 120. E para controlar todo esse contingente a SUSEPE dispõe de sete agentes por turno, quando o mínimo deveria ser 30 agentes.
Alem disso o prédio esta sem a devida manutenção, faltam equipamentos como coletes a prova de balas, viaturas, material de limpeza e higiene colocando aqueles servidores em risco constantes, bem como a comunidade do entorno.
Outro Presídio em péssimas condições é a Madre Pelletier, feminino, onde a super lotação e a falta de servidores geram risco de vida constante para ambos aja visto a disputa interna entre as varias facções que “convivem” no local.
O SEMAPI (Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisa e de Fundações Estaduais/RS) denúncia os Centros de Atendimento Sócio-Educativos de Caxias e de Porto Alegre (CASE POA 1) de responsabilidade da FASE-Sec. Estadual de Justiça e Desenvolvimento Social que é comandada, também, pelo PSDB. Apresentam problemas como: super lotação, corte no pagamento de passagens de familiares e assistentes sociais que deveriam fazer visitas familiares regulares para reatarem o vinculo familiar entre o jovem infrator como sua família, ausência de oficinas e de cursos profissionalizantes para o jovem quando cumprir a sua medida ter como ser reintegrado a sociedade, falta de professores e monitores e corte de horas extras, e a transformação de bibliotecas transformadas em dormitórios, se aquilo pode ser denominado de dormitório.
E são estes os mesmos governantes que dizem que agora vão construir um presídio aqui em nossa cidade como “toda a segurança”. Mais outras perguntas deveremos fazer. Porque não arrumam estes presídios que já existem? Porque não contratam mais profissionais para todas as áreas da segurança pública? Porque não remuneram com dignidade esses mesmos funcionários, inibindo a corrupção neste meio? Estas e outras questões devem ser respondidas antes de qualquer coisa. O povo de Viamão merece respeito.
Da mesma forma como nos organizamos contra o pedágio, devemos agora nos organizar contra a instalação de mais um presídio em Viamão. Fonte: Boletim Informativo-agosto/2007 da Comissão de Serviços Públicos da AL.
Viamão 23 de outubro de 2007.
ver.itamarsantos@terra.com.br

domingo, 21 de outubro de 2007

Presídio!!! Outra vez não.

Tem um ditado popular que diz: "Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar", mas a história está nos mostrando que isso não passa de uma mera crendice. Mais uma vez o Governo do Estado (PSDB) vem com a mesma conversa fiada para cima dos moradores de Viamão, quer nos empurrar goela abaixo mais um PRESIDIO.
Trocou de Governador para Governadora, mas a política continua a mesma: Cadeia aos pobres e PRESIDIO em Viamão. Foi assim em 2003, na época eu era vereador e juntamente com o nosso atual Vice Prefeito, Serginho; assumimos uma luta contra a abertura do Presídio Semi-Aberto da pda. 36 e o mesmo dirigente da SUSEPE, Sr. Bruno se comprometia que o máximo da capacidade seria de 80 apenados. Passou mais de quatro anos e a história desmentiu-o e esta ali no Ana Jobim (Pda. 36) para quem quiser ver, há mais de 400 apenados entrando e saindo livremente, pois a mesma SUSEPE não dá condições técnicas aos agentes que sobrevivem com meia dúzia de trabalhadores para gerenciar toda essa quantidade de presos. Prova disso é que foi feito a primeira revista no local somente após quatro anos de funcionamento onde foi encontrado um verdadeiro arsenal entra armas e telefones, deixando claro que o local se transformou "num verdadeiro escritório do crime" E agora o mesmo Sr. Bruno vem nos dizer que o "novo presídio" será de segurança média e que elles tem um "projeto social de recuperação aos presos". Fico na torcida para que isso seja verdade, mas não aqui em Viamão.
Virou moda, a grande mídia diariamente incute nas mentes despercebidas das pessoas de que a violência e a falta de segurança advém da pobreza e dos pobres, a todo instante os teles jornais transformam-se em tristes filmes cinematográficos onde a policia sobrevoa as favelas metralhando indiscriminadamente aqueles que estão no solo com o real propósito de matar a pobreza que ofende a paisagem das grandes cidades capitalistas que não estão nenhum pouco interessados em amenizar, no mínimo, o sofrimento miserável de milhões de brasileiros.
E infelizmente esse mesmo povo pobre compra, pirateado mesmo, o filme da hora, o que nada mais é do que afirmar isso que escrevo nesta crônica: Policial, pobre ou Policial corrupto, só serve para apertar o gatilho com a triste ilusão de que está defendo o Brasil. Mas o mais absurdo ainda é que são essas pessoas simples e miseráveis que no mesmo tempo que aplaudem essa barbárie, serão os futuros cadáveres dessa mesma política segregacionista que criminaliza a pobreza e aqueles que se organizam socialmente para ter uma vida melhor.
Viamão precisa de mais emprego, de mais empresas, de mais educação integral, de mais saúde e o Governo do Estado tem é que investir nesta área em nossa cidade porque este é o verdadeiro projeto gerador de segurança para as pessoas. As pessoas necessitam de emprego, não de Presídio.
Viamonenses vamos nos mobilizar!!!!!
PRESIDIO NÃO.

Viamão 20 de outubro de 2007.
ver.itamarsantos@terra.com.br

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Cadeia; Neles!!!!

A violência, infelizmente já faz parte de nossas vidas. Ela é reproduzida com pesa cinematográfica e nas telenovelas, onde o ator que interpreta o “bandido” é o mais laureado pela imprensa que se beneficia da incultura popular.
Sempre que acontece uma tragédia, seja em qualquer setor da sociedade brasileira, essa mesma imprensa que vende violência, se encarrega de ser o promotor, o juiz e o júri, condenando instantaneamente o réu que deve ser imediatamente preso na cadeia.
Essa é a mesma imprensa classista que marginaliza os movimentos sociais, os favelados decretando “cadeia, neles!!!”, mas ao quando um crime é cometido pelos filhos dos bacanas as manchetes são de pé de pagina e os ancoras dos telejornais não demonstram emoção alguma ao noticiar tal crime.
Agora a noticia da hora é o grandioso acidente que vitimou mais de vinte seres humanos provocados no louco transito nacional, mas a sua majestade, a imprensa, achou o culpado rapidinho, ou seja, o motorista de uma das carretas que se salvou.
Dados oficiais (SUS) apontam 35 mil mortes por ano nas estradas brasileiras dando bilhões de reais em prejuízo, além da perda de importantes vidas humanas que se foram deixando outros milhões de familiares sofrendo com a brutal perca de um ente querido e outros tantos mutilados pelo resto de suas vidas. Isso tudo não é levado em consideração pelos grandes meios informativos.
Os governantes por sua vez não tomam atitude alguma para amenizar essa triste realidade e ainda para piorar privatizam as estradas que permanecem sem condições de atender o enorme fluxo de veículos que circulam diariamente cobrando caro para nada.
É uma triste piada o que acontece no Brasil. Onde o lucro é o objetivo principal.
O limite máximo de velocidade nas estradas é de 80 ou 120 km/h, mas ao mesmo tempo as empresas automobilísticas podem produzir livremente carros que podem ser comparados a verdadeiras máquinas voadoras. O correto nesse caso seria proibir a fabricação de automóveis velozes condicionando a produção às condições das estradas brasileiras. Além disso, o enfoque da produção está errado, pois a fabricação privilegia o individual, quando todos os sinais de saturação socioambiental apontam para uma produção coletiva e planejada.
Mas, ao contrario os governos se preparam com policiais que ao invés de proteger, multam e quando não tem policia, tem os “pardais”, verdadeiros cassa níqueis legalizados.
A violência está por todos os locais e em todas as situações, se quisermos iniciar pra valer uma luta contra a violência devemos começar a nos auto-educar na forma de como consumir. Se tiver um celular, não devo comprar outro só porque mudaram a cor e assim sucessivamente.
Afinal somos nós, sociedade, é que elegemos os políticos, somos nós que atendemos aos apelos publicitários e compramos compulsoriamente só para nos sentirmos mais que o outro, o maior, o mais moderno e sem perceber seremos os mais endividados, os mais poluidores e por conseqüência os mais culpados pelo caos em que sem encontra o país e o mundo.
Portanto, já é passado da hora de assumirmos a nossa parcela nesta tarefa de mudanças porque se não restará nada para as futuras gerações, muito menos seres humanos.
Viamão, 16 outubro de 2007.
ver.itamarsantos@terra.com.br

sábado, 25 de agosto de 2007

O que é a Vale?

A Companhia Vale do Rio Doce foi criada em 1º de Junho de 1942; é a segunda maior empresa brasileira, depois da Petrobras; atua em 14 estados brasileiros e possui nove mil quilômetros de estrada de ferro, alem de ser proprietária de 10 portos e estar localizada nos cinco continentes.
Mas, tudo isso foi privatizado em maio de 1997 pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso pela bagatela de R$ 3,3 bilhões, isso é o que a Vale tem de lucro a cada três meses. Só para se ter uma pequena idéia de quanto é rica e lucrativa a Vale, o segundo semestre do ano de 2005 o seu lucro foi de 3,5 bilhões de dólares e em todo o ano o lucro atingiu a sifra de 12,5 bilhões de reais.
Por tudo isso, em 2005, o Tribunal Regional Federal, em Brasília, acatou uma ação judicial e reconheceu a nulidade do valor de venda da Vale do Rio Doce, possibilitando a anulação do leilão.
Mas, como no Brasil há intermináveis recursos jurídicos, o desafio está lançado aos movimentos populares o qual será de reverter esse quadro e anular de vez o leilão.
Por isso entre 1º e 7 de setembro acontecerá em todo o Brasil o Plebiscito pela anulação do leilão de privatização da Vale do Rio Doce o qual será um processo educativo, pois tocará em diversos aspectos relacionados com o bom modo de governar o Brasil destacando a soberania nacional, seus bens naturais, as finanças publicas, o setor mineral que é estratégico para o desenvolvimento soberano e solidário do Brasil, as dividas, o papel do BNDES, o meio ambiente e a ética.
Aqui no RS será incluída também uma pergunta sobre os pedágios que serão extintos em 2013, mas a governadora Yeda quer prorrogar por mais 15 ou 25 anos desrespeitando mais uma vez a Constituição Federal que garante a todo Cidadão(ã) o direito de ir e vir o qual já foi desrespeitado pelo então governador Antônio Britto quando criou as tais praças de pedágios.
Isso não Vale!!!
De 1º a 7 de setembro vamos nos manifestar contra a entrega da Vale do Rio Doce e de tantas outras coisas que maltratam o povo brasileiro.
Então vamos votar NÃO no Plebiscito Popular.
1. EM 1997, A COMPANHIA VALE DO RIO DOCE - PATRIMÔNIO CONSTRUÍDO PELO POVO BRASILEIRO - FOI FRAUDULENTAMENTE PRIVATIZADA, AÇÃO QUE O GOVERNO E O PODER JUDICIÁRIO PODEM ANULAR. A VALE DEVE CONTINUAR NAS MÃOS DO CAPITAL PRIVADO?
( ) Sim ( X ) Não
2. O GOVERNO DEVE CONTINUAR PRIORIZANDO O PAGAMENTO DOS JUROS DA DÍVIDA EXTERNA E INTERNA, EM VEZ DE INVESTIR NA MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE VIDA E TRABALHO DO POVO BRASILEIRO?
( ) Sim ( X ) Não
3. VOCÊ CONCORDA QUE A ENERGIA ELÉTRICA CONTINUE SENDO EXPLORADA PELO CAPITAL PRIVADO, COM O POVO PAGANDO ATÉ 8 VEZES MAIS QUE AS GRANDES EMPRESAS?
( ) Sim ( X ) Não
4. VOCÊ CONCORDA COM A PRORROGAÇÃO DOS CONTRATOS DE CONCESSÃO DOS PÓLOS DE PEDÁGIOS NO RIO GRANDE DO SUL?
( ) Sim ( X ) Não
5. VOCÊ CONCORDA COM UMA REFORMA DA PREVIDÊNCIA QUE RETIRE DIREITOS DOS TRABALHADORES/AS?
( ) Sim ( X ) Não
Eu vou votar NÃO. E você?
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão, RS,24/08/2007.

Eu também cansei.

É isso aí eu também cansei da cara de pau dos bacanas e das bacanas do Brasil. Com uma desculpa golpista devido à queda do avião que vitimou duzentas pessoas as “cansadinhas” da socialite brasileira (Hebe, Regina Duarte, Ivete Sangalo e Ana Mª Braga aderiram ao “movimento Cansei”), criado pela elite nacional para atacar o Governo Lula.
Mas, será que o verdadeiro motivo não seria a atuação da Receita Federal que autua desvios de impostos na ordem de R$ 40 bilhões nos primeiros sete meses de 2007.
Somente as indústrias respondem por R$ 11 BILHÕES em irregularidades no pagamento de impostos. Para se ter uma idéia da concentração de renda no Brasil, esse valor corresponde apenas a 2.908 notificações. Isso deve explicar o CAN$AÇO de alguns da FIESP.
Os Bancos e outros serviços financeiros, como seguradoras, com apenas 366 autuações, geraram R$ 9,5 BILHÕES em créditos para a Receita. Isso deve explicar o CAN$AÇO da FEBRABAN.
Entre as pessoas físicas, o primeiro lugar em geração de crédito tributário ficou com os proprietários e dirigentes de empresas com R$ 2,136 bilhões em apenas 1.230 autuações.
Os profissionais liberais vêm em seguida, com R$ 207,9 milhões em apenas 1.395 autuações e em terceiro os autônomos, com R$ 169,5 milhões e 227 autos de infração. Isso deve explicar o CAN$AÇO de advogados da OAB-SP que fazem caixa-2 quando não declaram todos os seus honorários, do CRM-SP (médicos que fazem caixa-2 quando não dão recibos, do CREA-SP, e de alguns odontólogos que aderiram ao CAN$EI).
O número de autuações na construção civil, divulgados em separado, foi de 2.299, e o valor R$ 134,6 milhões.
O total entre pessoas físicas e jurídicas foi de "233.182 autuações com crédito tributário de R$ 39,9 bilhões”. Segundo a Receita, isso se deve ao "aprimoramento dos sistemas de cruzamentos de informações para verificar os desvios de conduta tributária”.
Deve ser por nisso que os DEMos querem acabar com a raça da CPMF.Essa notícia nos faz sentir orgulho de sermos brasileiros, e desmente as insinuações caluniosas da imprensa golpista, dos Tucanos e DEMos contra o Governo Lula.
Já imaginou o quanto num governo corrupto não arrecadaria em caixa-2 negociando a não autuação?
O governo Lula está desmontando os esquemas de sonegação que estavam por aí há anos.
Também nos dá esperança de um futuro de mais justiça tributária, onde os tubarões não conseguirão mais sonegar, e a classe média de verdade continuará reduzindo mais seus impostos, sobrando mais dinheiro da sua renda (tendência que já vem acontecendo gradativamente, com as políticas de desonerações e correção das tabelas de IR).
Se elles estão cansados o que deixam para nós que temos que enfrentar todos os dias filas por todos os lugares que vamos, que temos que assistir os bacanas corruptos saírem ilesos de seus crimes porque a Justiça neste pais é de classe, ou seja, só condena pobre. Ufa cansei!!!!
Mais informações em Agência Brasil e no http://boa-luta.blogspot.com
ver.itamarsantos@terra.com.br
Viamão,RS, 24 de agosto de 2007.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O tráfico não é coisa de pobre.

Há muitos anos os governos vêm tentando combater o tráfico e este cresce em proporção geométrica frente às ações governistas que acabam sendo ineficazes perante o crime cada dia mais organizado.
O povo sabe muito bem desse poderio que esta a disposição do crime organizado, pois serve por imposição destes e pela falta de apoio social dos governos como escudo humano entre os criminosos e a policia.
Todas as ações e planos policiais estão sendo ineficazes para combater a dominação criminosa sobre a sociedade. Podemos observar durante a realização do PAN que apesar do grande aporte financeiro disponibilizado pelo Governo Lula as ações da Guarda Nacional em conjunto com a policia carioca de Sergio Cabral mais uma vez matou indiscriminadamente e os que vieram a morrer foram os trabalhadores, pobres e negros dos morros do Rio de Janeiro dando a impressão de que está em curso uma seleção induzida como controle populacional onde quem morre é o mais fraco e que tem menos condições de sobreviver nesta injusta guerra.
Guerra esta que os mais afoitos já intitularam de “Guerra Civil” como se isso fosse uma insurreição popular, fato este que não é verídico, pois não temos no país condições políticas, ideológicas e estruturais para essa tarefa gigantesca.
Esse discurso de guerra não pode servir para criminalizar a pobreza, pois o que estamos presenciando é uma guerra de “vale tudo”, não só nos morros cariocas, mas em todo o Brasil. E nessa situação o território estabelecido para o combate esta sendo a favela, e com o povo junto, onde não há leis.
O foco desse combate esta equivocado. Por isso esta acontecendo a criminalização da pobreza duplamente tendo em vista que isso acontece também com a consolidação do projeto neoliberal onde a população carcerária aumenta e esse aumento se dá através de pobres e negros que habitam as favelas comprovando ou sendo um claro indicio de que há mesmo essa intenção de se criminalizar os pobres porque estes são pobres.
Toda essa matança não gera efeito algum porque não é atingido o ponto fraco do narcotráfico que não está na pobreza e sim na elite brasileira. O verdadeiro ataque a essa atividade criminosa surtira efeito quando forem atingidos os setores da elite que lucram com essa atividade utilizando o dinheiro oriundo do trafico para alimentar o mercado financeiro internacional, fato esse que podemos comprovar com a prisão do traficante colombiano recentemente.
O bom combate ao narcotráfico se dará a partir do estabelecimento de uma parceria com as forças armadas para atuar na proteção e fiscalização de nossas fronteiras por onde entram as armas que armam os criminosos e a droga que mata os nossos jovens. Essa ação deve ser efetuada juntamente com a criação de instrumentos públicos para combater a corrupção em todas as esferas publicas e privadas e em especial na área policial, investir em inteligência onde a ação policial possa ser cirúrgica deixando assim de matar por “BALAS PERDIDAS” a população que não é o alvo dessa ação, além de se ter uma gestão de segurança integrada entre os governos federal, estadual e municipal que tenha como objetivo aproximar as comunidades do poder publico propiciando assim perspectiva de segurança publica para os próprios moradores do local.
Quando a política adotada pelos governantes é de inclusão há avanços para toda a sociedade, fato esse que não é novidade, pois já foi realizado em vários países da Europa, com o na Irlanda onde houve investimento em ouvidorias que geraram um combate sistemático a corrupção e fez a ação policial avançar dando ao país índices fenomenais de diminuição da criminalidade a partir da redução da corrupção policial e a conseqüente credibilidade dessa mesma policia.
O momento em que o Estado fazer a sua parte e ocupar o seu espaço na sociedade como um todo o crime organizado perdera terreno e conseqüentemente a corrupção desaparecerá.
ver.itamarsantos@terra.com.br

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Um Minuto de Silêncio.

Mais um amigo que parte dessa vida. Desta vez foi o Capitão. Era assim que chamávamos o Claudenir Ricardo Pereira, 47 anos, pai de quatro filhos que ficaram nesta noite de 09 de agosto de 2007, sem o paizão, sua esposa, sem marido, sua mãe, sem o filho querido, seus irmãos, sem o mano e nós os amigos de infância e juventude ficamos sem o nosso camarada, e os colegas sem o parceiro do dia-dia.
Era noite de 09 de agosto quando o Sargento da BM, de profissão, saiu da casa de sua mãe e antes de retornar para a sua residência, resolveu passar no Bar da parada 42 para conversar com seus amigos e conhecidos porque era isso que fazia quase todos os dias. E quando menos esperava adentraram no bar dois elementos para assaltar o referido estabelecimento. Nesse momento o Capitão, reagiu dizem as testemunhas; o exame criminal informa de seu revolver saíram 4 balas.
Mas, os bandidos foram mais rápidos e lhe acertaram na cabeça e todos nós impotentes que somos choramos e fizemos um minuto de silêncio pela morte do nosso amigo.
Não quero e não posso deixar-me banalizar frente a mais esse assassinato de um trabalhador que morre tentando cumprir com o seu dever.
Será que nos resta fazer é só um minuto de silêncio?
Tenho certeza que não devemos ficar mais em silêncio, temos que fazer algo com urgência. A sociedade tem que começar a entender que é a miséria e a corrupção que esta nos colocando sem saída.
É a partir das pequenas coisas que podemos interferir nas mudanças que o Brasil precisa fazer, podemos de hoje em diante exigir todos os nossos direitos começando pela exigência da nota fiscal, de salário justo e equipamentos para os policiais, qualificação permanente dos efetivos da BM e da Policia Civil entre tantas outras coisas.
E principalmente denunciar todo e qualquer ato de corrupção que se souber juntamente com a união enquanto classe trabalhadora onde somos nós que estamos levando a pior. Devemos exigir da justiça, justiça, mas justiça mesmo, onde o criminoso será julgado pelo que fez, não pelo valor em que tem em sua conta bancaria.
Nossas autoridades têm que encarar o crime como uma organização que está ramificada por todas as camadas sociais. Ser pobre não deve ser sinônimo de bandido.
Já está mais do que provado que o trafico e o consumo de drogas é sustentado pelos bacanas que freqüentam as altas rodas da nossa sociedade capitalista.
Não é mais admissível aceitarmos que mandem nossos soldados invadirem as favelas atirando para tudo quanto é lado onde a maioria daqueles que morrem são pessoas humildes que trabalham todos os dias para poderem sobreviver, sendo que o verdadeiro bandido está confortavelmente nos escritórios dos grandes centros econômicos do país. Basta que as autoridades competentes para isso planejem suas ações baseadas na inteligência e não somente na força para que venha acontecer.
Perdemos todos com a morte do Capitão, mas amanhã poderá ser um parente seu. Aí você vai esperar isso acontecer?
Indigne-se.
Faça a sua parte!!!!
ver.itamarsantos@terra.com.br

De Lula Miranda@

Para: ver.itamarasantos@terra.com.br

Recebi a crônica “O porquê do "cansaço" da elite branca” de Lula Miranda que fala da elite brasileira. Boa leitura!!!

O porquê do “cansaço” da elite branca.
A elite branca "cansou". Resolveu, em sinal de protesto, fazer barulho e
demonstrar toda sua indignação.

*Lula Miranda

A elite branca "cansou". Resolveu, em sinal de protesto, fazer barulho e demonstrar toda sua indignação. Pode-se vê-los, mais uma vez, devidamente "enquadrados" numa charge do Angeli, onde se vê, como que numa coreografia mais ou menos ensaiada, esses singulares membros da nossa sociedade com os braços para cima a chacoalhar suas jóias e Rolex num veemente e ruidoso protesto. Indubitavelmente bastante ruidoso e veemente... Risível, decerto.
A elite branca, em definitivo, cansou de conviver com um operário na Presidência da República. Um presidente "monoglota" e sem curso superior é duro de agüentar. E os familiares do presidente então!? Todos de uma pobreza lastimável. Onde foi parar o "glamour" da Presidência da República?
A elite branca cansou desse romantismo ignaro e pobre do proletariado no poder.
Esse negócio do Partido dos Trabalhadores "lotearem" a máquina pública colocando sindicalistas e outros "desqualificados" em cargos estratégicos da administração federal são duros de engolir. Esses cargos, você há de se recordar, eram antes todos de livre provimento das elites brancas. Claro! Pois só eles sabem governar, só a eles, e aos seus, devem ser reservados os melhores empregos, escolas, faculdades, casas e hospitais.
Esse negócio de pagar faculdade para pobre também é algo que a elite branca já não suporta mais. Cotas para negros e pobres nas Universidades Públicas, então, é algo intolerável. O que é pior: essa história de investimentos em um sistema universal de saúde à custa do rico dinheirinho dos impostos não pagos pela elite branca é para acabar.
A elite branca cansou de carga tributária extorsiva para financiar essa tal bolsa-esmola. Cansou de ver os seus iguais "enquadrados", não pelas charges inteligentes do cartunista Angeli, mas pela Polícia Federal mesmo, em horário nobre da TV. Tem "madame" e "doutor" chacoalhando as algemas e fazendo test-drive em camburão zero quilômetro, modelo 2007/2008.
A elite branca quer cheirar sua cocaína em paz e harmonia. A mesma cocaína que desce os morros e favelas para abastecer as festas, e mancha de sangue a alvura de sua hipocrisia branca; não quer a Força Nacional, e o que sobrou da polícia digna e cidadã do Rio de Janeiro, causando contratempos ao bom andamento dos "negócios" no complexo de favelas do Alemão. A elite branca, empalidecida, não admite que o governo da Venezuela não renove a concessão da RCTV, pois temem que um dia a "sua casa", a sua Rede Globo de Televisão, encontre o mesmo destino.
À elite branca não interessa que nesse mesmo governo, que lhes causa indignação e cansaço, o emprego formal bate recorde após recorde: só no primeiro semestre desse ano de 2007, foram criados cerca de 1, 096 milhão de empregos com carteira assinada.
A elite branca tem verdadeira ojeriza a pobres e desempregados; e também pelos pobres que mofam nas filas em busca de emprego.
A elite branca vetou o projeto de FGTS para empregados domésticos, não gastaria o valor de um jantar para pagar a parcela mensal do FGTS da criadagem. Como nos evidenciam os nossos vexatórios índices sociais, a nossa elite branca é por demais benevolentes e generosas.
Portanto, deixe a elite branca reclamar, e clamar aos quatro ventos o seu cansaço. Afinal, o Veuvet Clicquot nunca esteve tão barato: virou "carne de vaca", "todo mundo" hoje está bebendo. Viajar ao exterior então! E esse tal "caos aéreo" é, em grande parte, culpa das passagens muito baratas e dessa "gentalha" que deixou de viajar de ônibus (ou de pau-de-arara) e passou a viajar de avião, enchendo assim os aeroportos e aviões com sua pobreza e maus modos. Um horror! Viajar de avião antes era exclusividade dos bem-nascidos.
A elite branca detesta o governo Lula. A elite branca detesta pobre.
A elite branca adora as revistas Caras e Veja os jornais Folha de S.Paulo e Estado de S. Paulo e a rede Globo. A elite branca enxerga o país como uma jazida a ser explorada até a exaustão, apenas isso. E o povo brasileiro, os escravos de sempre que aí estão para servi-la. Apenas isso e não mais que isso.
E você o que é que acha?
Ver.itamarsantos@terra.com.br
* Poeta e Cronista na imprensa alternativa, entre elas a revista Carta Maior.
Nasceu em Salvador-BA e vive em SP há 15 anos onde é Sec. de Formação e Cidadania do Sindicato dos Trabalhadores em Editoras de SP.
ver.iamarsantos@terra.com.br

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Drogas.

Todo começa como se fosse uma brincadeira: você não é homem; é só um traguínho e sedo você já vai pra casa, seu marícas mandado pela mulher.
Depois do primeiro gole a coisa começa a ficar complicada e quando a pessoa se dá por conta já está viciada e daí pra frente vem outras drogas que acaba se transformando num grande ciclo vicioso que na maioria das vezes o (a) viciado (a) acaba morrendo.
O álcool atinge todos os tecidos do organismo humano e provoca em torno de 350 problemas físicos e psíquicos.
O crack* é o resultado do aquecimento da cocaína com bicarbonato de sódio quando, então, é libertada a cocaína (que estava sob a forma de cloridrato ou sulfato de cocaína) quase pura - 90% de pureza - ao contrário da cocaína de rua que às vezes só contém 20% de princípio ativo. A cocaína assim libertada, por isto chamada “base livre” (free-base), se apresenta sob a forma de fragmentos ou pequenas pedras, de cor branca ou cinza-amarelada e vendida em pequenos recipientes plásticos ou pirex. Os de pirex poderão ser aproveitados para o consumo da droga. O crack é usualmente fumado em cachimbos apropriados, de pirex, ou então podem ser pulverizados nos cigarros de tabaco. O nome crack nasce de pequenos estalidos que se dão no forninho do cachimbo durante o ato de fumar.
A grande aceitação da droga (designed drug), que surgiu na década de 80, deve-se a vários itens: a) o crack é mais barato que a cocaína; b) a cocaína, ao ser administrada pelas vias tradicionais, tais como nariz, endovenosa, porém essa passa sempre pelo fígado. São trajetos não só longos e lentos como, ao nível deste órgão, há uma perda na quantidade auto-administrada em virtude de agentes oxidantes orgânicos.
O crack, no entanto, ao ser fumado passa rapidamente para o sangue através dos pulmões e atinge o cérebro em 06 a 10 segundos. Os efeitos nas áreas orgânicas e psíquicas produzidos pela droga são, em regra, os mesmos da cocaína, porém extremamente agravados e acrescidos em nocividade pelos motivos já expostos. No sistema nervoso central, em curto prazo e em quantidade expressiva, produz graves alterações na comunicação cerebral.
Esta desregulação na bioquímica determina disfunções que podem ir até a morte, por paradas cardiorespiratórias, alem de provocar tonturas, desmaios, hemorragias celebrais, psicoses e lesões nas vias respiratórias.
A conduta do usuário de crack é profundamente modificada. Sabedor de riscos a que está exposto o usuário aceita e mergulha na drogadição. A violência e a marginalização são presentes no quadro profundamente anti-social desenhado pelo drogado e o crack por onde passa, deixa figurações de dor e de degradação moral.
O crack, tal como a cocaína, cria dependência psíquica, porém em muito pouco tempo e, às vezes, em 06 dias. A tolerância faz parte do abuso do crack e a dose excessiva ainda não é conhecida. *Fonte: www.usuarios.uninet.com.br
A 3-4 metilenodioximetanfetamina, conhecida como ** “ecstasy”, é uma droga psicotrópica estimulante sintética, produzida em laboratórios clandestinos. Seu uso é bastante difundido nos Estados Unidos e na Europa e, nos últimos 5 anos o uso no Brasil vem crescendo de forma bastante acelerada, tornando-se uma das principais drogas consumidas pelas classes médias, médias-altas e altas.
O ecstasy é comercializado na forma de comprimidos ou cápsulas que custam entre 25 e 45 reais (janeiro de 2005). É corriqueiro o consumo de várias doses em uma só seção de abuso. Sua via de administração mais comum é a oral (ingerida), mas a droga também pode ser macerada e aspirada. Vale ressaltar que a facilidade na forma de consumo do ecstasy é ser um fator importante para sua popularização. Enquanto as outras drogas ilegais tradicionais (com exceção do LSD) exigem um lugar reservado e, por vezes, um kit para confecção e consumo do ecstasy pode ser realizado com muita discrição em qualquer lugar e não exige nenhuma preparação. Além disso, a forma de comprimidos o torna menos agressivo para um consumidor iniciante, que poderia ser avesso a outras formas de consumo de drogas tal como aspirar cocaína ou fumar maconha. O ecstasy tem um marketing próprio que vai desde o nome que remete a uma experiência prazerosa até a apresentação em comprimidos com relevos com apelos publicitários e denominações como a “droga do amor”.
Alem disso o consumo dessa droga aumenta a temperatura do corpo podendo atingir os 42 graus, fato esse que pode levar a morte súbita e causa a impotência sexual.
A **cocaína é um alcalóide encontrado nas folhas do arbusto Sul Americano erythroxylon coca. É um potente psicoestimulante. A droga bloqueia a recaptação do neurotransmissor dopamina.
As sensações imediatas são euforia, alerta, inquietação, supressão do sono, do medo, da fome e do cansaço. Em alguns usuários pode haver estimulação sexual enquanto em outros pode haver justamente o contrário; pode causar também insônia, disfunção arterial, trombose e convulsões.
As metanfetaminas são substâncias relacionadas quimicamente com as anfetaminas e são um potente estimulante que afeta dramaticamente o sistema nervoso central. A droga é facilmente sintetizada em laboratórios clandestinos, sendo – conjuntamente com o ecstasy – uma das mais populares drogas sintéticas.
As metanfetaminas são chamadas comumente de ice, cristal, speed e meth, mesmo no Brasil. É apresentado geralmente como um pó branco, cristalino, com gosto amargo e é facilmente solúvel em água ou álcool. As metanfetaminas foram aperfeiçoadas originalmente no Japão e Alemanha, na Segunda Guerra mundial, e eram dadas a operários e combatentes de forma a espantar a fadiga no esforço de guerra. Até hoje é uma das drogas mais consumidas nos países orientais.
As metanfetaminas podem ser aspiradas (cheiradas), inaladas, ingeridas ou injetadas. No Brasil são mais comumente aspiradas ou ingeridas - algumas vezes inadvertidamente - pois são facilmente solúveis. Os efeitos imediatos, sob efeito da droga, são extrema euforia, estado de alerta, movimentos repetitivos, paranóia. Assim como outros estimulantes alguns usuários podem sentir desejo sexual enquanto outros sentem repulsa por qualquer contato íntimo.
Uma de suas principais características, bastante comentadas pelos usuários, é a longa duração de seus efeitos. Uma única dose de metanfetamina pode levar o consumidor a ficar em estado de alerta e intensa agitação por 48 ou 72 horas seguidas.
O que a faz ser conhecida, injustamente, como a droga dos internautas. Essa fama vem, aparentemente, de casos isolados, mas com grande repercussão, de jovens que chegavam a jogar videogames em rede (Lan Houses) até 48 horas seguidas, em países orientais, com resultados inclusive fatais. Na avaliação de técnicos estes fatos estão mais relacionados à popularidade, nesses países, tanto das metanfetaminas como das Lan Houses, não havendo nenhuma condição particular das atividades dos jogadores com a facilitação do consumo da droga.
Os efeitos das metanfetaminas no cérebro estão relacionados com o aumento abrupto da produção da dopamina, neurotransmissor importante no delicado mecanismo de recompensa cerebral.
Milhões de anos de evolução e seleção naturas proveram nosso cérebro de uma complexa teia neurológica de recompensas para situações que favoráveis a nossa existência. Esse mecanismo regula nosso humor, emoções, excitações, estados de euforia e satisfação. A ingestão regular de euforizantes químicos, notadamente a cocaína e anfetamínicos tais como ecstasy e metanfetaminas enviam um sinal falso para o cérebro de que o consumo desta droga e as situações envolvidas são imensamente benéficas em detrimento daquelas realmente importantes para nossa evolução.
Os efeitos neuroquímicos destes estimulantes no cérebro são confundidos com os mecanismos de recompensa para situações desejadas. Um perigoso atalho que dispensa as situações normalmente requeridas para o disparo desse mecanismo, como sexo, realizações profissionais, amor, companhia de amigos e familiares, inter-relação pessoal, etc.. O resultado neuroquímico mais evidente em usuários é justamente o desequilíbrio deste delicado mecanismo, o que acaba por afastar o usuário das atividades normalmente prazerosas levando-o a buscarem a recompensa química nos estimulantes.
É bastante normal usuários deixarem, gradativamente, de se sentirem confortáveis e estimulados para atividades cotidianas. Ao mesmo tempo podem experimentar uma euforia quando deparados com assuntos, fatos ou lembranças de episódios de consumo da droga. Isso ocorre por que, quimicamente, seu cérebro passa a buscar mais os estímulos mais fortes e as situações nas quais ele foi “recompensado” em depreciação as situações onde ele normalmente deveria sentir este estímulo.
A **morfina e a heroína são derivadas de um grupo de substâncias extraídas da papoula (Papaver somniferum), de onde também se extrai o ópio. Estas substâncias são denominadas opiáceos. A papoula é conhecida há mais de 5 mil anos, nessa época os sumérios já a utilizavam para combater problemas como insônia e constipação intestinal. No século XX, pesquisadores isolaram a morfina e seu uso medicinal foi amplamente difundido, especialmente por suas propriedades analgésicas e antidiarréicas. Embora seja muito eficiente no combate à dor, a morfina causa dependência em poucas doses. Já no final do século XIX, o número de dependentes da morfina era significativo. Para auxiliar no tratamento da dependência dessas pessoas, foi desenvolvida uma droga a partir da morfina: a heroína. A heroína chegou a ser prescrita por Sigmund Freud, mas já na década de 1920 foi constatado seu alto poder de causar dependência química e psíquica. Sua produção e comércio foram proibidos no mundo todo.
A heroína é um pó geralmente de coloração escura ou marrom. O consumo endovenoso é comum no Ocidente e recentemente a introdução de heroína de alta qualidade por produtores colombianos resultou em uma explosão do consumo via aspiração (cheirada) e uma popularização da droga. A morfina é apresentada liquida ou liofilizada e geralmente em apresentação farmacêutica.
Opiáceos como a heroína e a morfina possuem estrutura química capaz de se ligar aos receptores de neurotransmissores denominados endorfinas, associados ao controle da dor, prazer, bem estar e relaxamento. Ao atingir o cérebro, tanto a heroína quanto a morfina deprimem os centros nervosos responsáveis pela dor e pela vigília, além das regiões que controlam a respiração, os batimentos do coração e a pressão do sangue. Estas drogas interferem no chamado limiar da dor, um limite físico que regula a interpretação dos sinais de dor que o cérebro recebe. Por isso são capazes de suprimir as sensações de dor sem neutralizar outras sensações. Daí seu uso como anestésico. Porém, como desenvolvem dependência com relativa velocidade, com pouco tempo de uso a situação se inverte para o usuário: o usuário passa a ter que usá-las para não sentir dor.
Relatos de dependentes indicam dores extremas na abstinência dessas drogas, ao ponto de sentirem dores insuportáveis no interior dos ossos, emagrecimento extremo, queda de pressão (pressão baixa), inflamações gastrointestinais, apatia e depreção.
**Fonte: www.testededrogas.com/asdrogas
LSD*** é o acrônimo de Lysergsäurediethylamid, palavra alemã para a dietilamida do ácido lisérgico, que é uma das mais potentes substâncias alucinógenas conhecidas.
Uma dose de apenas cem microgramas causa um brutal aumento nos sentidos, afetando também os sentimentos e a memória por um período que pode variar de seis a quatorze horas. Provoca pânico, sensação de deformação do corpo e distúrbios crônicos. *** Fonte: Wikipédia
A Maconha ou Marijuana*** é uma droga entorpecente produzida a partir das plantas da espécie Cannabis sativa, substância psicoativa presente na maconha e no haxixe é o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC). Geralmente a maconha e o haxixe contêm até 8% de THC, mas algumas variedades de maconha, (cruzamentos entre a espécie Cannabis sativa e Cannabis indica, comumente conhecidas como Skunk ("Gambá" em português, nome dado devido ao forte cheiro proveniente da queima da espécie em questão) produzem recordes na marca de 33% de THC.
A maconha causa, entre outros problemas, défice de atenção auditiva, surtos psicóticos, dano na traquéia e nos brônquios falta de percepção e infertilidade. ***Fonte: Wikipédia
Os solventes e inalantes são os mais fáceis de se conseguir, pois estam a disposição em qualquer ferragem e infelizmente são vendidos para crianças sem o menor sentimento de culpa. Provocam zumbido nos ouvidos, irritação nos olhos, diarréia e lesões neurológicas.
ver.itamarsantos@terra.com.br

O sentido das Palavras.

Nosso vocabulário é rico em palavras e algumas são rotuladas como más, ou seja, se convencionou dar a estas palavras definições que as fazem com que quem seja adjetivado por elas passem a ser pessoas ou grupo de pessoas anti-sociais. Geralmente ouvimos ou mesmo nós declaramos esse preconceito de alguém: “Lá vem o radical”, ou “Já vem você com os seus fundamentalismos”.
Um desses termos muito comum de se ouvir é o termo sectarismo (usado geralmente com conotação pejorativa) pode ser definido como a visão estreita, intolerante ou intransigente. Muitas seitas e religiões têm uma visão proselitista das verdades que pregam. Algumas atitudes de grupos ideológicos também podem ter comportamentos sectários na defesa ferrenha de seus ideais. Classifica-se de sectário aquele que é praticante de uma seita ou apresenta comportamento típico do sectarismo ideológico.
Como vemos as definições gramaticais são de cunho pejorativo, conceitos que absorvemos como “normais”, mas na pratica podemos objetivar um ou outro ponto vista sob um assunto determinado como sendo sectário. Tal qualificação depende de quem avalia tal discussão ou tal fato.
Digamos que o papel do avaliador é o decisivo em se rotular alguém como sectário, então na verdade podemos dizer que o sectário nesta estória é quem julga porque ao julgar (exceto as questões legais) se coloca a favor de algum lado.
A Intolerância é outra palavra que tem uma conceituação forte que é definida como: uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões.
Num sentido político e social, intolerância é a ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos-de-vista diferentes. Como construção social, isto está aberto a interpretação. Por exemplo, alguém pode definir intolerância como uma atitude expressa, negativa ou hostil, em relação às opiniões de outrem, mesmo que nenhuma ação seja tomada para suprimir tais opiniões divergentes ou calar aqueles que as têm. Já a tolerância, por contraste, pode significar "discordar pacificamente". A emoção é um fator primário que diferencia intolerância de discordância respeitosa.
Como podemos berceber devemos ter muito cuidado quando atribuirmos um adjetivo a alguém porque esse pode ser perfeitamente atribuido a nós mesmos.
ver.itamarsantos@terra.com.br

6ª Conferência Estadual de Saúde, de 1 a4 de Setembro de 2011, em Tramandaí/RS

14ª Conferência Nacional de Saúde, de 30 de Novembro a 04 de Dezembro, em Brasilia.

1ª Conferência de Saúde Ambiental de Viamão.

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Itamar Santos é eleito Delegado à etapa Estadual.

Representantes de Viamão na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental-Etapa Estadual

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Verônica-PMV, Delmar-ONG, Simone-UAMVI, Itamar Santos-Mov. Sindical.

A Igreja Matriz de Viamão.

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Referência de um Povo.
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As 10 estratégias de manipulação midiática, por Noam Chomsky

Neoliberalismo e Globalização. Saiba o que são!

Juizes e suas Mordomias! Isso o JN não mostra.

CHÊ

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O Maior Revolucioário que já viveu!!!

Bandeira do nosso time.

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Eu sou Gaúcho

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Mas,bah! Tche!

fidel

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Um Lider

Saramago disse:

Eu na Internet

Charges que falam por si!!!!

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Sarney

Ataque aos Trabalhadores I

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Bm usa cavalaria contra MST em São Gabriel.

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Trabalhadores encurralados pela BM em São Gabriel.

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Paim prestigia ato em Viamão.

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Paim observa discurso de Itamar Santos.

E o Congresso?

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Os Congressistas.

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Da coleção Sarney 2009

Visitantes. A partir de 05/10-2009

Paim em Viamão.

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Ronaldo, Senado Paim, Itamar Santos e Ridi.