Ter
clareza de que a Luta de Classes é uma realidade no Brasil e no
mundo fará com que o PT retome a estrategia de aproximação com os
movimentos populares do campo e da cidade, de onde nunca deveria ter
se afastado.
Ao ter esse entendimento como elemento central de sua
tática consolidará novas formas de formação politica junto a
esses movimentos assim como te-los como parceiros gestores de seus
governos.
Uma
Avaliação de Conjuntura que convirja permitirá que nossa
politica interna tenha clareza que nossos governos possa ser para
todos, mas será dirigido por aqueles que tem lado e representam as
origens da classe trabalhadora brasileira.
A
teoria da Conciliação de Classes pela via eleitoral é a tese
dominante desde os anos 90 que agora vê-se ser um erro de avaliação
feito pela maioria do PT.
Há uma luta de classes em curso e cada
incursão da Direita representa uma batalha. Atualmente travada no
campo midiático e nos tribunais onde ganhamos porque não há provas
e porque as ruas fazem a sua parte, que deveria ser mais contundente.
Só não é porque há lideres que tem essa analise de conjuntura
equivocada.
Desde 2013 o PT sofre
ataques criminosos da Direita que lhe causaram traumas eleitorais
que poderão ser recuperadas caso nossos dirigentes assumam que
somente a via institucional e eleitoral é insuficiente para que haja
uma transformação social capaz de garantir definitivamente os
direitos sociais mais caros ao povo pobre do Brasil.
A estratégia a ser
adotada pelo PT passa pela recuperação da participação popular
nas decisões dos destinos do povo e dos governos administrados pelo
Partido.
Recuperar espaços de
participação direta da população nos destinos da coisa publica é
consolidar o OP-Orçamento Participativo onde o PT Governa, portanto agora já no Governo Federal.

O Empoderamento popular
deve estar em todas as ações politicas do PT e de suas
administrações como por exemplo na criação de mecanismos de
controle social na prestação de serviços realizados pela
iniciativa privada, onde o pagamento da empresa estará vinculada a
qualidade do serviço prestado a população, ou seja, o povo dirá se o serviço prestado é bom e se merece ser pago.
Somente esse ato
é uma demonstração de que os governos do PT tem parceiros para
governar e que o seu principal parceiro é o povo.
Este é só um exemplo
que pode e deve ser explorado ao máximo pela nossa criatividade
dirigente.
O empoderamento de classe
pelos trabalhadores passam necessariamente pela reformulação da
politica sindical brasileira onde cada sindicato passe a ser uma
Escola de Formação de Consciência de Classe e não somente um mero homologador de demissões e reivindicador de perdas salariais nem
sempre conquistadas.
A partir dessa retomada
resgataremos a confiabilidade popular fragilizada pela campanha midiática que causa sérios traumas nos petistas e assim adquirimos consistência de classe para Lutar contra as perdas de direitos
trabalhistas e sociais impostas por um Legislativo altamente
conservador fruto de nossa perda de terreno no campo meramente
eleitoral , também adotado ate aqui pela direção nacional do PT.
Com a adoção da
participação popular como um principio o PT deve adotar uma
politica de alianças que privilegie setores organizados da sociedade
civil como sindicatos de trabalhadores, suas centrais e aqueles
partidos que tenham em seus programas o compromisso com o Socialismo
assim como suas praticas comprovem a execução destes compromissos.
Assim em uma Frente Ideológica genuinamente de Esquerda a Hegemonia administrativa também deve ser socializada.
Alem do compromisso ideológico a Frente deve ter o compromisso programático que necessariamente passa pela construção de um Programa de Governo que
será respeitado e aplicado pelo futuro governo como fruto da
consolidação uma Politica de Classe.
A continuidade da disputa
meramente eleitoral permitirá a criação de possíveis alternativas
que podem ser escolhidas pela classe dominante tanto na Centro
Direita em partidos como o Solidariedade que dialoga com o
Sindicalismo de Resultados ou em partidos tidos como Trabalhistas.
É
fato que o trabalhismo se aproximou do marxismo, em especial da
social-democracia clássica. Entretanto apesar do trabalhismo
reconhecer a luta de classes, assumindo a defesa dos trabalhadores,
não considera que a luta de classes seja o motor da história.
E ao
contrário dos socialistas, o trabalhismo não se opõe a propriedade
privada e ao mercado assim como os Governos de Coalizão gerenciados
pelo PT até agora. Portanto essa estratégia prova seus limites na
pratica e repeti-la disfarçada de Socialismo Moreno é trocar seis
por meia duzia, ou seja, nada!
A
retomada da participação popular adotada nos primórdios dos
governos petistas será fundamental para que possamos reafirmar a
formação politica de classe junto a população brasileira até que
os Princípios genuinamente socialistas seja realmente assimilados.
Táticas outras somente reforçará o eleitoralismo adotado até
aqui, comprovadamente individualista que se mantida causará enormes
atrasos a transformação da sociedade brasileira em uma sociedade
coletiva e humanitária, uma Sociedade cada vez mais próxima do
Socialismo.
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