Dá-se o nome de desenvolvimentismo a qualquer tipo de política econômica baseada na meta de crescimento da produção industrial e da infraestrutura, com participação ativa do estado, como base da economia e o conseqüente aumento do consumo.
O desenvolvimentismo é uma política de resultados, e foi aplicado essencialmente em sistemas econômicos capitalistas, como no Brasil (governo JK) e no governo militar, quando ocorreu o "milagre econômico brasileiro", bem como na Espanha (franquismo). (http://pt.wikipedia.org/)
A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental. (http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/desenvolvimento_sustentavel/ )
Mas, como fazer isto sem acabar com a terra?
Como aqui no Brasil a Presidenta Dilma conciliará desenvolvimentismo como desenvolvimento sustentável?
Os conceitos aqui apresentados são bastante claros e estão de lados opostos da mesa de negociação, isto pra não dizer que são antagônicos.
Todos aqueles que pensam um mundo sob um olhar progressista e democrático sonha em ver um dia um mundo que se desenvolva distribuindo renda e riqueza, onde homens e mulheres sejam vistos como seres humanos e que merecem ser valorizados por aquilo que produzem.
Para ter-se uma harmonia entre desenvolvimento e sustentabilidade a visão dos patrões deve receber raios de luminosidade que lhes permitam socializar o lucro. O valor do trabalho deve estar acima da ganancia e para isso acontecer há que ter vontade da humanidade permitir-se mudar.
Na vida dos sonhadores não haverá divisão de classes e de salario porque todo o trabalho é essencial; o que seria do nosso lixo se não houvesse o gari ou o papeleiro e assim por diante.
Haverá um tempo que não teremos mis preconceitos ou diferenças, mas enquanto esse tempo não chega temos que agir e lutar sempre.
E esta luta pela retomada da consciência sindical que nos últimos anos acomoda-se tendo em vista a chega de um operário no governo. Mas não é assim, porque ele só não fará toda a mudança que sonhamos.
Embora a Presidenta Dilma seja a sequencia de um projeto democrático e popular, também não transformara a sociedade capitalista em socialista num passe de mágica.
Para que isso aconteça temos que retomar os espaços perdidos nas portas de fabrica e lutar por salários máximos, por paridade salarial, por internacionalização da luta pela garantia dos direitos dos trabalhadores a nível mundial, internacionalizando a classe trabalhadora.
Um trabalhador brasileiro deve ter os mesmos direitos que um trabalhador europeu, asiático, norte-americano ou africano e vice-versa.
Estas lutas nunca deveriam ter seu compasso interrompido somente porque a classe trabalhadora conquistou um governo que ainda é regido pelos ditames do sistema capitalista que enfrenta todos os absurdos que este sistema impõe aqueles que não são da mesma origem.
Enganam-se aqueles que acreditam que a direita nacional e internacional apoia a nossa Presidenta por que ela foi eleita democraticamente, farão de tudo para atrapalhar porque são sabedores de sua origem popular-revolucionaria. Na primeira divergência usaram de todos os recursos para atingir a sua imagem, pois os seus interesses são antagônicos.
E assim deve ser. Dilma representa um projeto popular que veio para criar desenvolvimento com distribuição de renda e a nós cabe pressionar para que isso aconteça a fim de ampliar nossos direitos.
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