
Terminou oficialmente neste sábado, 19 de dezembro, a 15a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que teve como principal resultado o “Acordo de Copenhague”, elaborado por alguns países na noite de sexta-feira e formalmente aceito pela ONU.
Acordo este feito ao apagar das luzes que não será respeitado pelos paises desenvolvidos (ricos= Eua, China, Alemanha, Inglaterra, etc.), mesmo sendo acolhido pela ONU.
Neste encontro ficou mais uma vez claro de que há no planeta terra duas visões de mundo muito bem identificado pelo Frei Leonardo Boff lá em Copenhague.
Os ricos deixam isso muito evidente sempre.
Fizeram isso na 15ª Conferência do Meio Ambiente, na Dinamarca, onde compareceram para dizer não às propostas apresentadas para salvar o Planeta.
Já por aqui entre os dias 9 e 12 de dezembro de 2009 mais de 1000 pessoas, representantes de todo o Brasil discutiram e aprovaram importantes diretrizes e ações estratégicas com vistas a tornar saudável a Saúde Ambiental do Brasil.
Das varias propostas aprovadas na 1ª Conferencia Nacional de Saúde Ambiental (CNSA) destaco uma das mais importantes diretrizes com suas ações estratégicas:
“Mudança no modelo de desenvolvimento econômico de modo a promover a qualidade de vida e a preservação do ambiente, e a saúde desta e das futuras gerações com a proteção da agrobiodiversidade e da biodiversidade urbana e rural, visando a sustentabilidade socioambiental responsável”.
Acompanhada de duas ações estratégicas:
* “Executar políticas públicas de incentivo a permacultura como método de desenvolvimento urbano e rural, incentivando a utilização de energias limpas, o aproveitamento da água das chuvas, programas de uso múltiplo das águas e combate ao desperdício, o reuso e a reciclagem de materiais, através da utilização de ferramentas de incentivo fiscal e fomento de projetos, tais como destinação prioritária do ICMS ecológico para estes fins e IPTU proporcional ao impacto ambiental e promover políticas de educação e obrigatoriedade da implementação da logística reversa pelas empresas de modo a estimular produção e consumo consciente, minimizando desperdícios, resíduos e esgotamento dos bens ambientais com consequentes problemas ao meio ambiente e à saúde, e a adequação da Lei 8666, das licitações públicas, obrigando a compra de produtos oriundos de processos produtivos sustentáveis, nas três esferas governamentais”.
* “Rever o modelo de produção atual dos projetos de infraestrutura, do setor industrial, agrícola e extrativistas minerais, vegetais e animal, garantindo de forma sustentável a geração de renda e qualidade de vida, aumentando o rigor no processo de licenciamento, implantação, avaliação e monitoramento de indústrias e exploração de bens naturais, e com especial atenção aos empreendimentos de grande impacto ambiental e social, fortalecendo modelos de produção que promovam a qualidade de vida, a fim de superar as desigualdades étnicas e socioeconômicas, com o reconhecimento de áreas prestadoras de serviços ambientais”.
Com a aprovação de propostas transformadoras a 1ª CNSA se consolida na vanguarda da saúde ambiental do planeta dando demonstrações de que os brasileiros têm capacidade de realizarem as mudanças necessárias a fim de salvarmos o planeta terra.
Seguindo esta demonstração de consciência ecológica de seu povo o Presidente Lula tem o compromisso de colocar em pratica as propostas que apresentou em Copenhague em solo brasileiro, bem como transformar em leis e projetos de estado as diretrizes e as ações estratégicas aprovadas nos estados e na plenária final da 1ª CNSA.
Que todos tenhamos muita força para ingressarmos em 2010 com muito mais força para lutarmos por um mundo melhor para se viver.
MSN: itamarssantos13@hotmaol.com
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