
Apesar da crise que assola o planeta ser de proporções imensuráveis e de final incerto; apesar dos Governos/Estados socorrerem com trilhões das reservas nacionais a farra especulativa dos capitalistas mundiais e com isto demonstrando que esta crise é uma Crise do Sistema Capitalista que historicamente nunca resolveu os problemas criados pelo próprio sistema, há aqueles que por opção ideológica o defendem com unhas e dentes em detrimento da verdade.
Dentro do ponto de vista ideológico não há nada de grave fazer esta ou aquela defesa, deste ou daquele sistema político/econômico. O repudio é o impedimento de termos os mesmos espaços para exercermos a possibilidade do contraditório, peça fundamental na dita democracia.
O Brasil passa nos últimos sete anos por um lento, mas permanente processo de redemocratização da vida do seu povo e volta e meia somos interpelados nos grandes meios de comunicação, dominados pela burguesia nacional-representante capitalista, os quais não dão trégua aos projetos políticos desenvolvidos pelo Governo Federal e executados pelo Presidente LULA.
O alvo da burguesia e de seus articulistas pré-pagos são os projetos de cunho social que venha a criar uma cultura de independência nas populações periféricas que nunca tiveram acesso a nada neste país que não viesse das “mãos-santas” dos vários modelos de coronéis ainda existentes no país.
Neste período o Brasil e a América Latina vivem um momento importantíssimo ao conjunto das forças populares, constituindo a existência de um bloco de governos de esquerda/progressista que apesar de todas as contradições postas pela própria diversidade cultural entre esses países e pela adivercidade enfrentada pela correlação de forças das classes internamente, isto tem limitado a ação imperialista no Continente.
A reação frente a esta conjuntura é ideologicamente articulada entre os representantes das burguesias internacionais e isto se percebe nos constantes ataques sofridos por estes governos através dos meios de comunicação.
Tudo aquilo que é realizado por Chaves, na Venezuela, por Evo, na Bolívia, por Lugo, no Paraguai ou por Lula, no Brasil que venha a limitar o poder privado de exercer ou de manter os seus lucros ou de seus sócios internacionais são duramente atacados como sendo atos ditatórios ou como ações entreguistas.
Cabe relembrar que os “entreguistas” do Brasil foram aqueles que “bondosamente” deram ao capital privado internacional todo o parque elétrico e de telefonia brasileira nos anos neoliberais de Collor e de FHC ou já se esqueceram que aqui no RS, Antonio Britto entregou a troco de bananas a CRT e a grande parte da CEEE.
Aqueles que atacam Lula por ter revisto o acordo entre Brasil e Paraguai referente à Itaipu calam-se quando Lula garante a produção e o comércio de automóveis através da redução de IPI sem que isso tenha impedido a volúpia patronal de demitir trabalhadores ou silenciam frente à cobrança escorchante dos juros bancários mantendo seus lucros estratosféricos.
Estes ataques não são porque o Brasil vai ou não perder reservas (dinheiro) com este acordo. Os ataques são veementes e ideológicos porque esta sendo realizado entre dois governos que tem os mesmos interesse e entre esses interesses esta a defesa de suas riquezas naturais com o objetivo de direcioná-las para beneficio de seus povos.
Esta gritaria se deu quando o Brasil, através na Petrobras, respeitou a soberania do povo boliviano remunerando o Gás Natural explorado naquele país com justiça e nem por isso ocorreu falta ou acréscimo dos preços praticados aqui.
Agora não será diferente e a energia elétrica brasileira não encarecerá e muito menos haverá desabastecimento.
E se alguém tem que pagar mais e com justiça social pela energia elétrica consumida aqui no Brasil são as grandes indústrias de aço, alumínio e de celulose que pagam geometricamente menos que o povo trabalhador deste maravilhoso país.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
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