
Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...
Estes versos da musica Brasil, composição de Cazuza, Nilo Roméro e George Israel já previa o presente vivido no Brasil nos dias de hoje a onde o povo acha que está numa democracia, mas quem usufrui desta dita democracia são pessoas anônimas, sem face, sem endereço e sem nacionalidade.
Desde a promulgação da atual Constituição Federal, há 21 anos, o Brasil sobrevive nesta tal Democracia onde todos podem falar e gritar.
Mas quando começam a reivindicar os seus direitos básicos esta pessoa ou grupo de pessoas é visto, por uma sociedade altamente influenciável por uma mídia escandalosamente parcial, como sendo antidemocráticos e até taxados de marginais que querem saquear os ditos “geradores das riquezas brasileiras”.
A pesar de Lula ser um Presidente democrático e fazer um esforço extremado para atender a todas as classes sociais sempre há aqueles que querem mais e mais.
Para se ter uma comparação objetiva observe que desde o inicio desta crise estrutural que afeta o sistema capitalista, só em redução de IPI o Governo Lula deu três vezes mais ao setor industrial em relação ao que foi direcionada à Bolsa família.
Programa social de distribuição de renda que retira da miséria milhares de brasileiros (as) enquanto o setor que recebeu três vezes mais, não criou um emprego, ao contrário, demitiu mais trabalhadores para aumentar os lucros infindáveis.
Outro setor com grande poder econômico é o agronegócio e por isso com extrema pressão política em todos os Poderes da Nação.
Mantido pelos grandes latifundiários brasileiros e associados ao capital multinacional nos últimos anos receberam em torno de R$ 1 bilhão do Governo Federal.
No mesmo período as entidades ligadas aos trabalhadores receberam 41 milhões de reais e mesmo assim onde os ricos têm mais direitos que os trabalhadores, estes não podem reclamar desta distorção e quando o fazem são acusados de “vagabundos”, entre outros impropérios.
Mas a grande discussão não esta apenas na distribuição desproporcional dos recursos e sim na enorme concentração de terras nas mãos dos mesmos desde os tempos das capitanias hereditárias.
Para se ter uma idéia de quanto à democracia representativa institucionalizada no Brasil é antidemocrática é só observar a composição da Câmara Federal e do Senado onde mais de 1/3 são ruralistas ou patrocinados por este setor.
Valendo-se desta distorção do sistema brasileiro a “classe A” chantageia de todas as formas o Presidente Lula e impõe a criminalização dos movimentos sociais que lutam por terra, trabalho e vida.
Os lideres da bancada ruralista não descansam um instante sequer no ataque ao MST e mais uma fez instalam outra CPI para “apurar irregularidades nos repasses de recursos federais as entidades ligadas ao movimento”.
Desta vez a representante mor desta turma é a Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).
Na sua retaguarda estão os Deputados Federais Ronaldo Caiado (DEM-GO) e da União Democrática Ruralista (UDR), e Onyx Lorenzoni (DEM-RS) com muitas cabeças de gado em grandes latifúndios verdejantes para sensibilizar seus colegas que possam ter alguma duvida quando a intenção deste majoritário grupo.
Esta é a estratégia adotada pela “classe A” brasileira para desmobilizar a luta social no país criando uma perseguição a fim de impedir a participação popular nos destinos da Nação.
A Senadora dos ruralistas, Kátia Abreu, não tem autoridade moral para querer investigar algo supostamente errado tendo em vista as denuncia apresentadas pela própria revista Veja inimigo nº 1 da esquerda, onde a revista revela que a CNA pagou a Agência Talento R$ 650 mil, em Agosto de 2006, mesma época em que esta empresa prestava serviços à campanha de Kátia ao senado.
Em duas notas fiscais, uma de R$300 mil e outra de R$ 350 mil, a Agência cobrou da CNA serviços de “produção de peças para a campanha de estimulo do voto consciente do produtor rural nas eleições de 2006”.
Mas tal campanha nunca existiu e segundo a revista em questão, a prestação de contas do Partido Democratas de Goiás a Justiça Eleitoral não consta nenhuma despesa com o marqueteiro César Carneiro, dono da agência.
A CNA de hoje presta os mesmos serviços que a UDR prestava na década de 1980 quando arrecadava fundos para eleger os deputados constituintes que defendessem os interesses dos ruralistas.
Esta é mais uma batalha realizada na luta de classes onde a “classe A“ tenta inviabilizar o cumprimento da Constituição Federal de 1988 e da Lei Agrária, de fevereiro de 1993, segundo a qual “os parâmetros, índices e indicadores que informam o conceito de produtividade serão ajustados periodicamente levando em conta o progresso cientifico e tecnológico da agricultura e o desenvolvimento regional”.
O “índice de produtividade” é a arma, no campo de batalha, adotada pelos ruralistas para travarem por dentro do Governo Federal a luta de classes na tentativa de acuar o Presidente Lula e fortalecer o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes (PMDB), também representante dos latifundiários que esta neste posto para defendê-los assim com todo o agronegócio.
Estes são alguns dos tantos dados propositalmente escondidos da opinião pública pela mídia patronal com a intenção de proteger as praticas nada democráticas dos seus sócios latifundiários.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
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