
Na guerra silenciosa que aliena milhões de pessoas em nosso Brasil a TV do Bispo Edir Macedo traz da vida real para a ficção aquilo que praticam os homens e as mulheres do mal no dia a dia.
Com a hipocrisia daqueles que sabem que nunca seram pegos pelos rigores da lei dos homens e das mulheres de bem, trazem a peça ficcional para demonstrar como se move a engrenagem da corrupção no país.
O enredo novelesco transcorre em torno de uma família italiana nos reportando ao passado histórico e ao presente daquele país, o que pode perfeitamente servir de exemplo a crise ético/moral porque passamos aqui em terras brasíles.
Lá como aqui a grande mídia faz uma campanha permanente contra tudo que possa vir a atacar o seu “modus operandi” de manter intactos os seus lucros astronômicos.
Na Itália do Primeiro-Ministro Silvio Berlusconi, dono de um império midiático que sustenta o atual regime, não sofre somente com escândalos que lhe garante o papel de garanhão italiano.
O seu Governo é acusado de corrupção, de falta de transparência legislativa, da falência político-moral da classe política e a generalizada evasão fiscal empresarial o que, nas devidas proporções, é muito semelhante aos fatos ocorridos nos nossos pagos.
Tudo isso ocorre no momento em que os “inimigos internos”, como eram chamados todos aqueles que fizessem oposição aos interesses da elite italiana, não existam mais.
E entre estes estavam os comunistas do PCI, os terroristas das Brigadas Vermelhas, a turma fraudulenta do socialista-reformista Bettino Craxi e dos atuais imigrados do leste europeu, negros e os árabes islâmicos que até então eram aceitos como mão-de-obra barata que realizam tarefas “menores” as quais os italianos natos rejeitam.
A insistência destes “subversivos” nas fábricas e sem a presença comunista no Parlamento, deixam os editores dos jornais que enriqueceram apoiando a elite berlusconiana, sem ter mais como esconder os males do capitalismo e nem evitar que no exterior se diga que a “a Itália é um país de mafiosos”.
Máfia que em uma situação de crise como esta fica cada vez mais fortalecida por alimentar cada vez mais uma economia ilegal entrosada com as leis e misturada com os bancos e com a classe política para manterem o lucrativo processo de mascaramento dos lucros gerados pelos diferentes “negócios” desta economia ilegal e paralela: tráfico de drogas, de armas, de órgãos humanos e de pessoas; contrabando de commodities (pedras preciosas, madeira, ouro, couro); de produtos industriais (cigarros, bebidas, produtos eletrônicos e carros); falsificações (de dólares, de medicamentos, alimentos e de vestuários de grifes); prostituição feminina e masculina; agiotagem e chantagem.
Por mais alienado ou desinteressado que possa ser uma pessoa é impossível não perceber ser este um mal do mundo capitalista aliado aos sentimentos mais perversos e egoístas dos seres humanos, sentimentos estes ideais para a manutenção de um sistema tão destrutivo como este.
Da Itália para o Brasil os acontecimentos não ficam somente nas novelas. Estes fatos estão sendo relatados nos escândalos denunciados no Senado Federal, naqueles que estão sendo investigados pela Policia Federal e Justiça Federal onde estão envolvidos políticos que estavam na direção do DETRAN-RS misturados com empresários que teriam que prestar serviços ao Estado.
Outros casos estão nas tentativas de legalização da maconha capitaneadas pelo ex-presidente da republica FHC, pelo Deputado Federal Fernando Gabeira (PV-RJ) e pelo atual Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
E mais recentemente ocorreu na Câmara Federal, na Comissão de Constituição e Justiça, a apresentação de parecer favorável ao Projeto de Lei que libera o funcionamento de bingos e de todo tipo de jogos de azar no Brasil, tendo como relator o Deputado Federal Régis de Oliveira do Partido Social Cristão (PSC-SP).
Mais uma vez apelo para a consciência coletiva a fim de chamar a atenção de que estes fatos e investidas não são meras conhecidências e sim fazem parte de um projeto maior que acabará por legalizar o crime organizado.
E mesmo assim este imenso universo econômico, ora nos subterrâneos das grandes metrópoles, permanecera não pagando impostos de qualquer natureza, nem propaganda, mas permanecera alimentando a burocracia estatal e políticos corruptos para que seus lucros mantenham-se intocáveis.
Assim para que este processo se mantenha haverá sempre o aprisionamento de milhares de “bandidos” com cinematográficas incursões dos “caveirões” nos morros pobres para que a sociedade hipócrita tenha a sensação de proteção por parte, daquilo, que deveria ser chamado de Estado.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
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