
Transformei a afirmação de marketing do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul em questionamento para chamar a atenção sobre este tema de grande importância para a sociedade gaúcha e brasileira em geral.
A Saúde se torna pauta somente quando há uma grande epidemia ou desastre de transito ou da natureza.
É nestes momentos que os olhares da sociedade se voltam para a saúde e sob condições extremas se faz todo o tipo de cobranças como se fossem nestes momentos que deve ser realizado as mudanças necessárias que há décadas o setor e a população reivindicam.
Mas, é nestas ocasiões extremadas que deve aproveitar a atenção generalizada que estes fatos impõem a saúde deve ser aproveitado para chamarmos atenção de todos (as) sobre os problemas invisíveis que a saúde pública enfrenta no dia-dia.
O fato mais notório atual é sem duvidas a epidemia da Gripe Suína que nos dá uma importante oportunidade de discutir e propor várias demandas necessárias para transformar todos os serviços de saúde realmente em públicos como é o caso do fornecimento de medicamentos fundamentais para garantia da vida.
É neste momento que a sociedade tem que perceber e exigir dos seus governantes a quebra das patentes controladas e monopolizadas por empresas multinacionais que somente visão o lucro.
Exigir que o Estado se capacitasse para diagnosticar com rapidez/eficácia as causas que atacam a vida das pessoas como aconteceu aqui no LACEN - Laboratório Público Gaúcho onde os exames de sangue provenientes de pacientes suspeitos de ter adquirido o vírus da Gripe Suína, agilizando assim o tratamento do usuário contaminado.
Estas são ações que de verdade faz bem a saúde!!!
Outro tema que gera muita polêmica é o atendimento das gestantes, em especial o Parto.
Como deve ser este parto? Parto natural ou por cesariana?
Parece simples! Mas não é.
Há aqueles profissionais médicos que defendem que o parto deve ser por cirurgia e outros indicam o parto normal ou natural.
Essa divergência se torna maior ainda quando se fala que estes partos devem e/ou podem ser realizados por enfermeiros (as) obstetras e em Casas de Partos.
As Casas de Partos são unidades de acompanhamento de gravidez de baixo risco, geralmente coordenadas por enfermeiras (os) obstetras e estruturadas no conceito de que o nascimento é um evento natural e por isso pode ser realizado sem intervenção cirúrgica.
Há mais de dez anos o Ministério da Saúde determina pela portaria 985/1999, esta prática e a Lei 7.498 dão a competência aos enfermeiros para realizarem o parto nacional.
É aí que as divergências começam a aparecer apesar dos índices de mortalidade dos nascidos por este método ser próximo de zero no Brasil e por este conceito ser respaldado internacionalmente por unanimidade.
A partir desta divergência a “verdade deixa de fazer bem a saúde” e passa a valer uma disputa mesquinha que tenta colocar o médico como sendo o ser supremo capaz de realizar este procedimento e de preferência tem que ser cirúrgico relegando aos enfermeiros (as) um papel secundário e incapaz.
Mas, para a verdade faz bem a saúde, ela tem ser toda dita. A verdade é a existência de uma disputa mercadológica onde se coloca o médico como sendo o único profissional “competente” para realizar este e outros procedimentos a fim de justificar o pagamento a maior por procedimentos que podem ser menos oneroso ao Estado ou para o paciente, se particular, além de ser mais humano para a mãe e para o bebe.
O que realmente esta em disputa neste caso é o interesse financeiro de grande parte da classe médica brasileira que estão interessados nos lucros provenientes das cirurgias de cesarianas, das consultas do pré-natal e dos exames que este acompanhamento lhes proporciona.
Este conceito esta embasado nos princípios capitalistas onde o lucro é o objetivo principal e assim se justifica “resolver o problema” em 40 minutos realizando uma cesariana e ir rapidamente para o seu consultório particular atender outra paciente ou atender em outro emprego público para ganhar mais dinheiro.
Esta é a lógica capitalista e este lucro fica comprovado quando os números mostram a verdade que faz bem a saúde: O Brasil é o país que mais realiza partos por cesariana representando 44% dos nascimentos, este número passa para 81% dos partos realizados por plano de saúde privados e no Sistema Público é de 26% dos casos, sendo que o indicativo da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 15%.
Já o Parto Normal ou Natural tem uma visão mais humanizada onde a mulher pode beber líquidos antes do nascimento, ter acompanhante presente e ser atendido por enfermeiros obstetras e tudo isto com qualidade profissional e custo mais baixo.
Esta é mais uma boa luta a ser apoiada, pois das 23 Casas de Partos existentes no Brasil, apenas 5 seriam administradas por enfermeiros (os).
A Casa de Parto David Capistrano Filho-RJ organiza pela internet um abaixo assinado de apoio a criação de mais destas Casas no Brasil.
Assinando este apoio estaremos apoiando o fim da discriminação e da perseguição profissional mentirosamente escondida no Brasil.
Ou falar a verdade não faz bem à saúde?
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
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