
Sou do tempo em que no PT discutíamos se o partido seria um partido de massa ou de quadros, discutia-se teto salarial do Dieese para todos aqueles que viessem a ocupar algum cargo na institucionalidade.
Porque entendíamos construir um partido forte, enraizado em suas bases sociais e por elas fosse sustentada política e financeiramente e para elas estivesse direcionado todo o seu trabalho como um partido dirigente e transformador da sociedade brasileira.
Por este sonho partidário, muitos companheiros e companheiras dedicaram suas vidas inteiras a serviço da construção deste partido que por longos anos optou por disputar a institucionalidade a partir de uma concepção popular sem se macular com os “apoios fáceis”.
Desde 1990 aqueles como Tarso que defendiam um PT de Quadros, onde os intelectuais fossem os dirigentes partidários detém a maioria construída na perspectiva de conquistar a Presidência da Republica.
A partir de então o PT abandona uma pratica antes alicerçada na política de núcleos por local de moradia e de trabalho e se dedica a conquistar espaços institucionais nos legislativos e nos executivos municipais, estadual e federal.
Para participar em pé de igualdade com os partidos da burguesia a direção partidária adota praticas nunca antes admitida, entre outras, o apoio financeiro de empresas privadas. Aquilo que antes era uma tarefa revolucionária se tornou “profissionalismo”.
Ao “conquistar” a Presidência do Brasil o PT teve que aceitar aliados nada éticos e muito menos ideológicos.
Esta constatação se pode ver na constituição da frente de partidos que dá sustentação política no Congresso Nacional que a cada projeto de interesse da Nação, estes partidos extorquem cada vez mais benesses individuais tornando o Governo Lula, um governo refém.
A atual interferência do Diretório Nacional no PT gaúcho se dá devido a esta imposição de uma maioria constituída a partir de interesses pessoais que há muito tempo abandonaram a construção partidária desde a base social e sobrevivem politicamente da quantidade de cargos que ostentam nas três esferas de poder da institucionalidade.
O companheiro Tarso Genro teve a grandeza de perceber o erro político que cometera em 2002 ao levar o PT gaúcho a uma prévia fratricida onde todos perderam principalmente o povo do Rio Grande do Sul. E agora vê companheiros seus que lhe apoiaram naquela época puxarem não só o “seu tapete”, mas desrespeitarem a autonomia e democracia interna do PT do nosso Estado.
Paulo Ferreira e Berzoini são as personificações desta política que colocou o PT e todos os petistas no mesmo rol daqueles que em conluio com Marcos Valério apropriaram-se do mensalão mineiro para se manterem no poder a qualquer custo enlameando o que de mais caro nos é, ou seja, a nossa ética.
O PT do Rio Grande do Sul mais uma vez demonstra que não compactua com praticas outras que não estejam calcadas na transparência e na ampla democracia onde as minorias sejam respeitadas na sua forma de pensar a política, portanto não podemos abrir mão de resgatarmos a pratica das discussões intrapartidaria e de construirmos um Congresso Estadual.
Congresso este onde após um profundo acumulo político possamos escolher entre os Companheiros Ary Vanazzi, Adão Villaverde e Tarso Genro o nosso candidato a governador, os candidatos (as) a deputados (as) estaduais.
Nós gaúchos e gaúchas sabemos que não é com cargos que se fará a transformação da sociedade brasileira em uma sociedade onde não haja mais explorados e miseráveis.
Esta sociedade será construída a partir da compreensão popular de que esta transformação será real somente com a efetiva participação do povo oprimido onde se tenha a liberdade de escolher o que é o ideal para o seu país.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
Um comentário:
A leitura deste texto me reportou há alguns anos atrás e bateu um saudosismo......Peguei o telefone e fui obrigada a dizer para um "companheiro"( nem preciso te dizer o nome dele) o quanto ele colaborou para esta transformação.Brigamos novamente!!!!!!!
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