
Desde que assumiu em 1° de janeiro de 2007, a Governadora Yeda Crusius adotou como prática a repressão policial contra os movimentos populares do Rio Grande do Sul a fim de aplicar o já valido projeto neoliberal no Estado.
Em 2008 não foi diferente já iniciando com a apresentação, por parte da Governadora Tucana, da proposta do reajuste tributário desmentindo a própria campanha eleitoral de 2006, passando pelo reajuste ZERO aos funcionários públicos; fechamento de escolas públicas e de turmas (enturmação) de estudantes; desrespeito as leis ambientais para beneficiar empresas multinacionais do setor da celulose (as papeleiras) e a proposta de prorrogação dos pedágios por mais 15 anos sem licitação, demonstrando desavergonhadamente o seu perfil preferencial a classe empresarial e industrial seus principais patrocinadores na campanha eleitoral.
Outra marca do dês-governo Yeda (PSDB) foi à corrupção descoberta pela Policia Federal através da Operação Rodin que investigou a subtração de R$ 44 milhões do DETRAN-RS e a fraude na aplicação da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) onde estão envolvidos Secretários de Estado; e a compra inexplicável da mansão/Yeda.
Uma de suas grandes marcas foi à repressão policial às mobilizações dos movimentos sociais, onde sob o comando bestial do então Coronel Mendes, a BM bateu muito nos pobres, nos Sem Terra, nos Pequenos Agricultores, nos moradores de rua, professoras, sindicalistas, e bancários que reivindicaram seus direitos desrespeitados pelo dês-governo Yeda. Essa violência toda atingiu até setores sociais de pouca organicidade como os caminhoneiros que em novembro passado protestaram contra a prorrogação dos pedágios.
Alem dos aliados no Poder Legislativo e na grande mídia empresarial, Yeda e o PSDB contaram com aliados ideológicos importantes no Poder Judiciário e no Conselho Superior do Ministério Público do RS que se posicionou publicamente contrário ao MST; chegando a solicitar a dissolução deste movimento contrariando o papel do Ministério Público que foi criado para proteger e cuidar dos pobres.
Este declínio ideológico do Poder Judiciário-MP comprova a contaminação de todo esse Poder que tem como “Juízes” indivíduos nascidos em berços das velhas estâncias dos latifúndios farroupilhas onde a Justiça é feita por e para os ricos e geralmente está baseada na injustiça para os pobres.
Em setembro de 2008, foi descoberta pelos movimentos sociais a existência da Instrução Operacional n° 6 da BM onde determina que os policiais devam fazer a identificação dos integrantes dos movimentos sociais rurais e urbanos, o monitoramento (espionamento) de suas sedes, evitarem todo e qualquer tipo de protesto ou ocupação nem que para isto seja necessário o uso da força.
Esta ordem relembrou as táticas usadas pelo Exército durante a ditadura civil-militar brasileira tão combatida e comprovou mais uma vez a prática da gestão de Yeda Crusius de aniquilar sindicatos e movimentos sociais.
Tudo bem ao estilo tucano de governar como já sentimos na pele nos dois governos de FHC e nos governos estaduais de São Paulo e de Minas Gerais onde o PSDB impõe essa ação.
Toda essa ditadura é para por em prática o seu programa neoliberal denominado de déficit zero que mantém o Estado endividado, pois apenas alongou sua divida quando adquiriu o tão badalado empréstimo de 1 bilhão de dólares juntamente com as imposições de arrocho do Banco Mundial.
Os quais se podem constatar nas mais de 120 escolas fechadas, na insuficiência de recursos para a saúde implicando na não aplicação dos mínimos constitucionais nestas duas áreas, na falta absoluta de uma política habitacional que amenizasse o déficit do setor evitando tragédias como a que aconteceu na Vila Chocolatão recentemente.
E para piorar ainda mais a vida do povo gaúcho a governadora paulista adotou uma política de desenvolvimento voltado para as grandes empresas, em especial aquelas de celulose como as papeleiras Aracruz Celulose e Votorantim Celulose e Papel que já demitiram mais de mil trabalhadores gaúchos, reduziram investimentos, além dos prejuízos ambientais provocados pela monocultura de pínus e eucalipto.
Esta desastrosa política econômica e a consequente paralisação das empresas de celulose estão entre as principais derrotas do projeto neoliberal da dês-governadora Yeda Crusius.
MSN: itamarssantos13@hotmail.com
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