segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Uma nova estrategia é necessária.



Ter clareza de que a Luta de Classes é uma realidade no Brasil e no mundo fará com que o PT retome a estrategia de aproximação com os movimentos populares do campo e da cidade, de onde nunca deveria ter se afastado. 

Ao ter esse entendimento como elemento central de sua tática consolidará novas formas de formação politica junto a esses movimentos assim como te-los como parceiros gestores de seus governos.

Uma Avaliação de Conjuntura que convirja permitirá que nossa politica interna tenha clareza que nossos governos possa ser para todos, mas será dirigido por aqueles que tem lado e representam as origens da classe trabalhadora brasileira.

A teoria da Conciliação de Classes pela via eleitoral é a tese dominante desde os anos 90 que agora vê-se ser um erro de avaliação feito pela maioria do PT. 

Há uma luta de classes em curso e cada incursão da Direita representa uma batalha. Atualmente travada no campo midiático e nos tribunais onde ganhamos porque não há provas e porque as ruas fazem a sua parte, que deveria ser mais contundente. Só não é porque há lideres que tem essa analise de conjuntura equivocada.

Desde 2013 o PT sofre ataques criminosos da Direita que lhe causaram traumas eleitorais que poderão ser recuperadas caso nossos dirigentes assumam que somente a via institucional e eleitoral é insuficiente para que haja uma transformação social capaz de garantir definitivamente os direitos sociais mais caros ao povo pobre do Brasil.

A estratégia a ser adotada pelo PT passa pela recuperação da participação popular nas decisões dos destinos do povo e dos governos administrados pelo Partido.

Recuperar espaços de participação direta da população nos destinos da coisa publica é consolidar o OP-Orçamento Participativo onde o PT Governa, portanto agora já no Governo Federal.



O Empoderamento popular deve estar em todas as ações politicas do PT e de suas administrações como por exemplo na criação de mecanismos de controle social na prestação de serviços realizados pela iniciativa privada, onde o pagamento da empresa estará vinculada a qualidade do serviço  prestado a população, ou seja, o povo dirá se o serviço prestado é bom e se merece ser pago. 

Somente esse ato é uma demonstração de que os governos do PT tem parceiros para governar e que o seu principal parceiro é o povo.
Este é só um exemplo que pode e deve ser explorado ao máximo pela nossa criatividade dirigente.

O empoderamento de classe pelos trabalhadores passam necessariamente pela reformulação da politica sindical brasileira onde cada sindicato passe a ser uma Escola de Formação de Consciência de Classe e não somente um mero homologador de demissões e reivindicador de perdas salariais nem sempre conquistadas.

A partir dessa retomada resgataremos a confiabilidade popular fragilizada pela campanha midiática que causa sérios traumas nos petistas e assim adquirimos consistência de classe para Lutar contra as perdas de direitos trabalhistas e sociais impostas por um Legislativo altamente conservador fruto de nossa perda de terreno no campo meramente eleitoral , também adotado ate aqui pela direção nacional do PT.

Com a adoção da participação popular como um principio o PT deve adotar uma politica de alianças que privilegie setores organizados da sociedade civil como sindicatos de trabalhadores, suas centrais e aqueles partidos que tenham em seus programas o compromisso com o Socialismo assim como suas praticas comprovem a execução destes compromissos.

Assim em uma Frente Ideológica genuinamente de Esquerda a Hegemonia administrativa também deve ser socializada.

Alem do compromisso ideológico a Frente deve ter o compromisso programático que necessariamente passa pela construção de um Programa de Governo que será respeitado e aplicado pelo futuro governo como fruto da consolidação uma Politica de Classe.

A continuidade da disputa meramente eleitoral permitirá a criação de possíveis alternativas que podem ser escolhidas pela classe dominante tanto na Centro Direita em partidos como o Solidariedade que dialoga com o Sindicalismo de Resultados ou em partidos tidos como Trabalhistas.

É fato que o trabalhismo se aproximou do marxismo, em especial da social-democracia clássica. Entretanto apesar do trabalhismo reconhecer a luta de classes, assumindo a defesa dos trabalhadores, não considera que a luta de classes seja o motor da história. 

E ao contrário dos socialistas, o trabalhismo não se opõe a propriedade privada e ao mercado assim como os Governos de Coalizão gerenciados pelo PT até agora. Portanto essa estratégia prova seus limites na pratica e repeti-la disfarçada de Socialismo Moreno é trocar seis por meia duzia, ou seja, nada!

A retomada da participação popular adotada nos primórdios dos governos petistas será fundamental para que possamos reafirmar a formação politica de classe junto a população brasileira até que os Princípios genuinamente socialistas seja realmente assimilados. 

Táticas outras somente reforçará o eleitoralismo adotado até aqui, comprovadamente individualista que se mantida causará enormes atrasos a transformação da sociedade brasileira em uma sociedade coletiva e humanitária, uma Sociedade cada vez mais próxima do Socialismo.



Nenhum comentário:

Postar um comentário