terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A Juventude está em risco?

De geração em geração a cultura e os costumes são transformados.
Aquilo que há cinquenta ou trinta anos atras era feio, imoral e proibido, atualmente é liberado e moralmente aceito.

Tudo esta mais democrático e sem falsos moralismos pode-se fazer aquilo que achamos certo, desde que não atinja o direito do outro.

Mas juntamente como toda essa liberação há muita ignorância por falta de informação e por fraqueza intelectual de uma grande parcela da juventude.

Aproveitando dessa brecha social entra pesado o crime organizado, primeiramente disponibilizando aquilo que a condição social não lhe permite adquirir e a massificação de sua cultura onde a rebeldia é encarada como sendo uma qualidade dos jovens e que por serem jovens podem tudo, sem limites.

Parte dessa cultura vem através do Funk, que vamos combinar é uma forma nojenta e machista que afeta principalmente as classes mais baixas.

Por ser um proposito machista o primeiro alvo são as meninas que recebem uma carga de informações que lhes convence de que para ser “Uma Mulher de Verdade” deve ser “Uma Mulher gostosa.” 

Nas comunidades da periferia a repetição dessa “verdade” é passada de mãe para filha, até porque ambas concorrem entre si, pois a idade da mãe para a filha não passa de 15 anos de diferença, portanto Elas crescem achando que ser gostosa e desejada é a unica coisa que importa.

Se ela não for isso, será excluída dos grupinhos tops, não serão notadas e paqueradas pelos chefes das bocas. Não são ensinadas a se valorizar, não são ensinadas que elas não são apenas um corpo gostoso para os homens. Quando adultas, percebem que deram uma baita mancada e podem até mudar, mas já tem filhas que estão no mesmo caminho, tornando-se um ciclo vicioso.

Dados do Disque 100,serviço da Presidência da Republica do Brasil, sobre a violência sexual de crianças indicam que a cada hora foram registrados três denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, em 2014.

Mas esse assedio imoral e ilegal não é uma exclusividade dos morros, guetos ou das favelas miseráveis do Brasil, pois a charmosa Classe média e a Classe alta que, em tese estaria livre da violência urbana, mas não esta e seus filhos estão disponíveis ao mesmo Crime Organizado que age com requinte nas altas festas frequentadas pelos “filhos e filhas de papai” regadas a muita vodca, Ecstasy e LSD.

Noticias vidas do Planeta Atlântida nos confirmam essa pratica criminosa onde jovens de 14, 15,16 ou 17 anos participam de cenas deprimentes onde ficam caídos de bêbedos,drogados e por isso inconscientes.

O alto nível de drogadição proporcionou cenas de descontrole corporal onde os adolescentes ficam nus, molhados, vomitados, com agitação psicomotora causada pelo uso do que chamam de “balinhas”(Ecstasy) ou “Selinhos dos Beatles”(LSD) , ou seja, sem limite e em profunda degradação.

Isso nos comprova que a alienação forçada de nossos jovens lhes transformam em meros consumidores e reprodutores de uma cultura dominante que de uma lado esta o Crime Organizado e do outro esta o também organizado, Mercado de Consumo onde ambos exploram a sociedade sem ser molestados.

Este mesmo jovem que cresceu nestas facilidades das classes mais abastadas são aqueles que chegam nas Universidade e praticam os tais “Trotes Violentos”.

Essa reprodução e a consequente perpetuação de trotes humilhantes e violentos, machistas, homofóbicos, racistas, aplicados em calouras e calouros são produto da mesma cultura colonialista que empurra os jovens pobres e médios para o Crime Organizado e é passa hereditariamente pelas classes dominantes contaminando todas as áreas da sociedade.

Os sobreviventes e ricos reproduzem , pelo trote, o seu poder e quando doutores esse poder é demonstrado pelo seu poder aquisitivo.
O contraponto a essa realidade será a abertura cada vez mais das Instituições às classes sociais antes excluídas do processo de aprendizagem desde as series iniciais.

Outra frente de apoio aos jovens são as iniciativas que vem das próprias famílias que devem estar atentas as relações sociais em que seus filhos estão envolvidos e quando lhes falta poder de convencimento o caminho é a procura de ajuda nos serviços de Saúde, Assistência Social e no Conselho Tutelar .

São estes órgãos que devem ser informados sobre os problemas em que crianças e adolescentes estão envolvidos porque a prevenção é , ainda, a melhor saída.

Denuncie! Peça ajuda e nunca se cale frente a uma violência praticada contra uma Criança ou Adolescente.


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