sábado, 11 de junho de 2016

O SUS em Ataque pelo Governo Golpista de Temer



O ministro interino da Saúde,Ricardo Barros, em nome do governo ditatorial de Michel Temer, afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, edição desta terça (17-05 ), que se inspira na Grécia, que cortou as aposentadorias, e, portanto no Brasil, avisa que vai reduzir o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A intenção da ditadura Temer é acabar com o SUS iniciando o seu desmonte por acabar com o programa Mais Médico, SAMU, Farmácia Popular e até estabelecer a Cobrança direta dos Usuários pelos prestadores de serviços.

O SUS é uma conquista de todos os brasileiros na Constituição Cidadã de 1988. Trata-se do maior plano de saúde público do mundo, que muito inveja outras nações inclusive os Estados Unidos.


O fim do SUS ou mesmo sua diminuição significa abrir mercado para a atuação dos imprestáveis planos de saúde privados.

Sob o discurso de “aperfeiçoar a gestão” do SUS ou de “austeridade”, esconde-se a real intenção de reduzi-lo, diminuí-lo e torná-lo um mero repassador de dinheiro público à iniciativa privada.

Especialistas em saúde pública e organizações da sociedade civil que participam da 22ª Conferência Mundial de Promoção da Saúde, em Curitiba, reagiram nesta quarta-feira, 25-05, ao anúncio de limitação dos gastos públicos na área e alertaram que a redução de investimento pode “inviabilizar completamente o atendimento” e levar à “barbárie sanitária”.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS), órgão formado pela sociedade civil, vinculado ao Ministério da Saúde, considera a decisão do governo nociva à saúde por reduzir recursos que já estão próximos do investimento mínimo previsto na Constituição, de 13,2% da renda corrente líquida (dinheiro que o governo pode gastar, descontados todos repasses legais).

O que pretende o Ministro da Fazenda é impedir que se mantenha o padrão de gasto de 2014 e, pior, reduzir a um valor que inviabilizará completamente o atendimento à população”, disse o presidente do CNS, Ronald Ferreira dos Santos, em nota pública. Procurado, o Ministério da Saúde disse que a medida ainda está sendo avaliada pela equipe econômica.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco diz que a proposta de cortar repasses para o Sistema Único de Saúde (SUS) vai promover uma “barbárie sanitária” no país.

Nas contas da Abrasco, do total de gastos em saúde feitos pelos setores público e privado, 46% do dinheiro financiou o SUS, disponível para 75% da população. Já o setor privado investiu os 56% restantes na saúde de 25% dos brasileiros.

Entidades ligadas à saúde estimam que Sistema Único de Saúde (SUS) perderá R$ 80 bilhões com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 143/2015, que espera segundo turno de votação no plenário do Senado Federal.

A PEC foi apresentada inicialmente pelo senador Dalirio Beber (PSDB-SC). Posteriormente foi acolhido o substitutivo do senador Romero Jucá (PMDB -RR), que será analisado no plenário em segundo turno. A PEC permite aos Estados, Distrito Federal e Municípios aplicarem em outras despesas 25% dos recursos hoje atrelados a áreas específicas, como saúde, tecnologia e pesquisa, entre outras. 

O substitutivo incluiu ainda a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), cuja porcentagem foi também fixada em 25%.

Pelo substitutivo, é desvinculado um quarto da arrecadação da União de impostos, contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico (Cide-combustíveis), já instituídos ou que vierem a ser criados nos próximos quatro anos. 

"É francamente um desvio de finalidade e verdadeira fraude à Constituição esse redesenho feito em relação aos próprios limites mínimos de gasto com as políticas públicas vinculadas", diz a carta aos senadores.

As entidades acrescentam que a perpetuação da DRU e a criação de desvinculações estaduais e municipais lesam a Constituição Federal, pois vão levar à insuficiência de recursos para o cumprimento da destinação de recursos previstos constitucionalmente. Municípios e Distrito Federal devem aplicar anualmente, no mínimo, 15% da arrecadação dos impostos em ações e serviços públicos de saúde, cabendo aos estados 12%.

No caso da União, o montante aplicado deve corresponder ao valor empenhado no exercício financeiro anterior, acrescido do percentual relativo à variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano antecedente ao da Lei Orçamentária Anual. 

A vinculação de receitas ajuda os entes a cumprirem esses percentuais e o seu fim , significa o fim do SUS.

Por isso não podemos permitir nos unindo contra esse ataque.


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