quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Uma Guerra em Curso.


Agora, mais que nunca, há uma escalada de mentiras, calúnias, factoides, distorções, manipulações que se sucedem na tentativa, cada vez mais evidente para criminalizar o PT e assim derrubar a Presidenta Dilma.

Riscar o partido do mapa político brasileiro é sonho sempre perseguido pelas classes dominantes que para isso não medira esforço para atingir esse objetivo desde a era Vargas.

 São outros tempos quando Getúlio Vargas tinha como principal inimigo na mídia o Carlos Lacerda e com um poder localizado, mas hoje há uma central golpista comandada pela mídia monopolizada que articula uma campanha de cerco e aniquilamento que conta com a colaboração solerte de políticos de vários partidos, de setores do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal.

O que diferencia aquela época de hoje é que não há movimentos consistentes de apoio pró golpe no interior dos quarteis, mas o ódio e o rancor de classe existente é em proporção geométrica o que demonstra um risco proporcional em relação a conclusão dessa guerra.

Campanha esta que contamina seguimentos medianos cada vez maiores, mesmo que estes tenham sido contemplados com as Políticas Sociais que incluíram milhares de pessoas que antes não tinha sequer o mínimos legais.

As tarefas frente a estas adversidades são geometricamente proporcional aos riscos que a Democracia Brasileira corre em ser golpeada novamente por alguma modalidade ditatorial política ou econômica tendo em vista esta fissura no meio da classe trabalhadora que ascendeu um degrau na pirâmide social burguesa e a partir disso está se achando pertencente ao clube dos mais ricos, mas que na real não passam de assalariados a mercê da vontade de seus patrões.

Uma dessas tantas tarefas é repensar como se atinge essa Classe Trabalhadora pela consciência já que somente com as conquistas de direitos não foi o suficiente para estes se conscientizassem de que a manutenção dessas conquistas dependem da unidade de classe que deve ser permanente até que o Sistema Capitalista seja substituído por outro Sistema construído democraticamente pelo conjunto dessa mesma Classe Trabalhadora de autônoma.

Direção Partidária e Militância política devem ter claro que a defesa do Governo Dilma anda paralelo com a disputa de nossa base social que está abalada por esta campanha orquestrada nacional e internacionalmente podendo pender pra direita, tanto no apoio de um possível golpe como em processos eleitorais no futuro.

Os críticos e aos adversários do PT dirão que essa é sua tarefa porque, segundo eles cabe a Ele “consertar” o estrago. Essa é uma visão mais sectária do que os erros praticados pelo PT.

Ou a esquerda assume essa tarefa em conjunto ou não herdará eleitoralmente o legado petista consolidado ao longo de sua história e este ficará espalhado entre os partidos de direita porque esta tem claro que o fim do PT é somente uma parte dessa luta que tem como objetivo maior o extermínio da Esquerda Brasileira.

Ao PT cabe fazer sua auto crítica e reconstruir as bases necessárias para a reorganização da Frente Popular que aglutine toda a Esquerda Brasileira que seja ideologicamente comprometida com uma sociedade socialista.


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