sábado, 11 de maio de 2013

Loucura???



          Onde está?

          Quem é?

          Desde que o mundo é muito a humanidade tenta conceituar a loucura, muitos revolucionários foram taxados de loucos e aprisionados ate a morte ou foram executados em nome de uma sociedade doente.

          A loucura ou insânia é segundo a psicologia uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados anormais pela sociedade. 

É resultado de doença mental, quando não é classificada como a própria doença. 
A verdadeira constatação da insanidade mental de um indivíduo só pode ser feita por especialistas em psicopatologia.

          Algumas visões sobre loucura defendem que o sujeito não está doente da mente, mas pode simplesmente ser uma maneira diferente de ser julgado pela sociedade. 

Na visão da lei civil, a insanidade revoga obrigações legais e até atos cometidos contra a sociedade civil com diagnóstico prévio de psicólogos, julgados então como insanidade mental.

          Então que loucura é esta que sou diagnosticado por outra pessoa que só tem a subjetividade como parâmetro para decidir sobre a minha sanidade???... 
        
          Passando pelas “loucuras” de Homero e Sócrates que definiam a loucura como sendo obra dos “deuses” e que os homens não passavam de meros bonecos a seu dispor, Hegel afirmou que a loucura não seria a perda abstrata da razão:

"A loucura é um simples desarranjo, uma simples contradição no interior da razão, que continua presente".

          A loucura deixou de ser o oposto à razão ou sua ausência, tornando possível pensá-la como "dentro do sujeito", a loucura de cada um, possuidora de uma lógica própria.
          Hegel tornou possível pensar a loucura como pertinente e necessária à dimensão humana, e afirmou que só seria humano quem tivesse a virtualidade da loucura, pois a razão humana só se realizaria através dela.

          Seria Hegel mais um louco???

Em sua época, creio que estava à frente de seu tempo e séculos se passaram para que ainda loucura seja tema de estudo com seus avanços e retrocessos.

          Nos séculos passados, quando ainda não havia controle de saúde mental, a loucura era uma questão privada onde, as famílias eram responsáveis por seus membros portadores de transtorno mental.

          Os “loucos” eram livres para circulação nos campos, mas, nem tudo eram flores. Eles também eram alvo de chacotas, zombarias e escárnio público.

          Foram surgir as primeiras instituições, no ano de 1841 na cidade do Rio de Janeiro, que era um abrigo provisório, logo após surgirem outras instituições como hospícios e casas de saúde.

          Somente agora no final do século XX é que a militância por serviços humanizados conseguiu às primeiras implantações de Centros de Atenção Psicossocial os CAPS após muita luta iniciada originalmente no movimento chamado de Reforma Sanitária Brasileira da qual resultou a criação do Sistema Único de Saúde - (SUS), vislumbre-se um novo olhar para a loucura.

          Embalados pela Reforma Sanitária, os militantes da saúde mental criaram O Movimento Antimanicomial, também conhecido como Luta Antimanicomial que se refere a um processo de transformação dos Serviços Psiquiátricos, derivado de uma série de eventos políticos nacionais e internacionais.

          O Movimento Antimanicomial tem o dia 18 de maio como data de comemoração no calendário nacional brasileiro.

          Esta data remete ao Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, ocorrido em 1987, na cidade de Bauru, no estado de São Paulo.

          Então neste 18 de maio estaremos comemorando 26 anos de luta contra o preconceito e a favor da humanização no atendimento a uma importante parcela da população brasileira que sofre em silêncio as injustiças sociais ainda cometidas contra elas e aos seus.


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