quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Direita se divide para manter o pode.



          Parece ser a tática mais equivocada da politica, mas não é. Como a redemocratização brasileira a configuração partidária vem se modelando ao passar do tempo.
          Até o governo de Collor de Mello tínhamos bem definidos no cenário politico, quem era de esquerda não se misturava com quem era da direita e vice-versa.
          Com a fundação do PT isso fica muito mais evidente e com a sua ascenção aos governos municipais e estaduais é introduzido na politica o chamado “Modo Petista de Governar” dando ótimos resultados na forma de gestão das coisas publicas, criando-se o modismo Petista.
          O que era feio se torna belo, quem eram os barbudos comedores de criancinhas foram domesticados e ficou claro que concorrer pelo PT era garantir as eleições.
          E a direita rapidamente percebe que esta era a tática correta e passa a filiar-se em massa nas fileiras partidárias do PT e aqueles que não podiam ou ainda tinham algum purismo ideológico (aqui em Viamão, nem isso há) para esta filiação constroem maioria em seus partidos originais e se aliam ao PT para assim estar em uma parcela de poder ou em muitos casos dividi-lo.
          Mas, esta “divisão” se acaba quando das votações nos legislativos porque a direita vota única como nunca em questões de seu interesse de classe, vide votação do Código Florestal Brasileiro.
          No Congresso Nacional podemos ver isso nitidamente, pois o PMDB e o PSDB possuem entre os seus eleitos mais donos de grandes extensões de terra. No PSDB os seus Prefeitos possuem mais de 21% do total de 1,16 milhão de hectares declarados ao Tribunal Eleitoral em 2008.
          O PMDB tem 20% das terras nas mãos de políticos do poder executivo. Entre os parlamentares eleitos em 2010, o PMDB também possui 21% das terras declaradas, ou seja, 95 mil hectares dos 415 mil hectares declarados.
          Somente entre os Prefeitos brasileiros PMDB, PSDB, PR e PP possuem a maioria do latifúndio do país, mas eles estão em partidos antes “imunes” a essa classe como o PT, o PV, o PPS e do PSB.
          No parlamento o latifúndio concentra a sua maioria no DEM. Com isso somente quatro deputados do PMDB votaram contra as alterações que descaracterizaram o projeto original do Código Florestal e 70 proporam e aprovaram a lei da motosserra.
           E por ai vai à ciranda da terra na politica brasileira e com isso cada vez mais o dinheiro fica concentrado nas mãos de poucos.
           Estes e outros números pode ser conferidos na coluna de Juremir M. da Silva do jornal Correio do Povo de 9 de setembro passado.
          O escândalo é mais gritante ainda porque quem elege o latifúndio, o industrial e o banqueiro ou quem eles bancam, é o “Zé povinho” que na época de eleição se deixa comprar por meia dúzia de pilas.
          Aqui em Viamão temos varios candidatos bancados por empresários e um deles, de um partido dito de esquerda, esta na maior empresa do transporte coletivo da cidade, pois vi servidores da empresa entrando com caixas de propaganda no interior da mesma e muitos de seus trabalhadores se sentem constrangidos em pegar a propaganda de outro candidato na frente do candidato da empresa.
          Se você ainda duvida disso, observe quem vão ser os eleitos aqui em Viamão. Os eleitos serão aqueles que mais propaganda tem e que mais pessoas pagas dispõem para distribuir esta propaganda, ou seja, aquele que tenha maior visibilidade e para isso acontecer tem que ter muito dinheiro que não retorna em salários ao final de quatro anos ao politico.
          Então esse dinheiro vira pela via da corrupção como no caso do deputado mineiro do PMDB Paulo Piauí, relator do Código Florestal, que casualmente recebeu do latifúndio 1.25 milhões de um total de 2.3 milhões para sua campanha eleitoral.
          

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