domingo, 15 de abril de 2012

O Robin Hood do século XXI



               Este personagem fez parte da cultura Francesa que nos conta a estória de um arqueiro que cansado da corrupção se une a um bando de mercenários e passam a roubar dos ricos para dar aos pobres.
               Qualquer semelhança com a França secular é mera coincidência, sendo que no atual século ladroes roubam os impostos pagos ao Estado pelos pobres e estes ladroes são ricos e cada vez fica mais ricos, suas armas são muito mais poderosas do que o arco e flecha e seus carrões impõe o seu poder aos simples vassalos da atualidade.
               São todos chamados de doutor, usam terno italiano e sapato de pelica e posam como bons moços, seus negócios são legalizados pelo que chamamos de Lei das licitações.
               A justiça não usa arco e nem flecha como as usadas pelo romântico Robin Hood, nossa justiça é humanizada e só age quando provocada e na maior parte de suas ações inocenta os culpados a pesar das provas cabais apresentadas contra os réus ou condena os inocentes sem provas alguma.
               Nos tempos idos de Robin o fruto da grilagem ao ser trocado por dinheiro era seriamente depreciada. Atualmente a lavagem de dinheiro desviado dos cofres públicos é agiotada entre o que se convencionou chamarmos de “laranjas” e estes pagam com juros o fruto corrompido.
               Os novos Robin Hood’s estão cada vez mais espertos, legalizam os seus desvios em longo prazo e ainda faturam muito mais ao cobrarem juros agióticos de seus fieis “laranjas”.
               As emboscadas acontecem não mais nas florestas e sim nos grandes salões da republica até ao menor dos municípios Brasís e Robin sem escrúpulo algum rouba o dinheiro que faltara para saúde ou para a educação de milhares de pessoas que nada tem a não ser aquilo que o poder público lhe concede.
               E o que mais impressiona é ver a submissão das “laranjas” frente ao seu maquiavélico senhor que domina com altives a sacanagem legalizada pela Lei de Licitações ou a lavada após a cada período eleitoral, fruto do caixa “2”.
               Outro fato que impressiona é a morosidade do fisco do século XXI que demonstra estar em época RobinHoodiana, visto que qualquer leigo percebe o enriquecimento de nossos Robin Hood’s.
               As fortunas se acumulam e seus “proprietários”, pelo que ganham legalmente comprovado, não têm condições de possuir tudo o que possuem, sendo que no ultimo período seus numerários multiplicaram geometricamente deixado o enriquecimento Pallociano no chinelo.
               Vamos ficar atentos ao próximo período e notarmos o quanto será declarado a Justiça Eleitoral como posse dos futuros candidatos e candidatas e se no poder chegar, observar o quanto o patrimônio dos mesmos avançará.

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