segunda-feira, 16 de novembro de 2009

The Economist:


O Brasil decola

Nov 12th 2009
From The Economist (revista britânica Economist)

Agora o risco para a grande história de sucesso da América Latina é o hubris

Quando, em 2003, os economistas da Goldman Sachs juntaram o Brasil à Rússia, Índia e China como as economias que viriam a dominar o mundo, houve muitos comentários sobre o B da sigla BRICs.

Brasil?

Um país com uma taxa de crescimento tão pequena quanto as suas roupas de banho, sujeito a qualquer crise financeira, um lugar de instabilidade política crônica, cuja infinita capacidade de desperdiçar seu potencial era tão legendária quanto seu talento para o futebol e os carnavais não parecia pertencer ao grupo dos titãs emergentes.

Agora aquele ceticismo parece mal colocado.

A China pode liderar a recuperação da economia mundial, mas o Brasil também está embalado.

Não evitou a crise, mas estava entre os últimos que entraram e os primeiros que sairam. Sua economia está crescendo de novo a uma taxa anualizada de 5%.

Deve ganhar velocidade nos próximos anos quando os grandes campos de petróleo em águas profundas começarem a produzir, num momento em que os países da Ásia ainda estarão famintos por comida e minerais das terras vastas e abundantes do Brasil.

As previsões variam, mas em algum momento da próxima década, depois de 2014 -- muito antes do previsto pela Goldman Sachs -- o Brasil deverá se tornar a quinta maior economia do mundo, superando o Reino Unido e a França.

Até 2025 São Paulo será a quinta cidade mais rica do mundo, de acordo com a empresa de consultoria PwC.

E, em outros pontos, o Brasil também supera os outros BRICs.

Ao contrário da China, é uma democracia.

Ao contrário da Índia, não tem insurgentes, nem conflitos étnicos e religiosos, nem vizinhos hostis.

Ao contrário da Rússia, exporta mais do que petróleo e armas e trata os investidores estrangeiros com respeito.

Sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, um ex-sindicalista nascido na pobreza, o governo se mexeu para reduzir as graves desigualdades que há muito tempo desfiguram o país.

De fato, quando se trata de políticas sociais inteligentes e de incentivar o consumo doméstico, o mundo em desenvolvimento tem mais a aprender no Brasil do que na China.

Em resumo, o Brasil parece ter entrado no palco mundial. Sua chegada foi marcada simbolicamente no mês passado com a conquista dos Jogos Olímpicos de 2016 pelo Rio de Janeiro; dois anos antes, o Brasil vai sediar a Copa do Mundo de futebol.

Nota do Blogueiro:

Ao ler este artigo vem vários pensamentos e entre eles quero salientar dois.
Primeiro: O mundo capitalista esta cada vez mais com suas garras de prontidão para atacar as nossas riquezas e para isso temos que estar atentos sem nos dislumbrar com estes elogios;

Segundo: Como é bom saber que os capitalistas se rendem a cada dia a um Governo dirigido por um Trabalhador, classista, pobre e com sabedoria e dignidade.

Itamar Santos em 16/11/2009.

Viva a luta dos trabalhadores!!!

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