terça-feira, 4 de novembro de 2025

 

O RS é governado pela direita/centro direita desde 2016.

O SUS que o diga...


Eduardo Leite e José Ivo Sartori

Desde 2016 o RS é governado pela direita/centro direita e que neste período não investiu os 12 % em saúde pública por isso, entre tantas outras coisas, as filas de cirurgias e atendimentos especializados aumentam deixando milhares de pessoas sem solução clínica de saúde. 

                                                                                                                                                       

O atual governo de direita/centro-direita no RS, no poder desde 2016, é diretamente responsável pela decisão política de não investir os 12% constitucionais na saúde, e essa é uma causa primária do caos atual nas filas de espera e da falta de atenção primária nos municípios tendo em vista a falta de política para isto.

 

Este governo é uma contradição desde o seu início, foi assim durante a pandemia e agora faz essa tentativa de corrigir sua rota, mas esbarra na Responsabilidade Histórica (2016 – 2024) onde os Partidos como PSDB e MDB, que compõem a base do governo, comandaram o Estado neste período. A opção por não cumprir a Constituição e subfinanciar a saúde foi uma escolha política-ideológica dessas gestões que privilegiaram transferir a arrecadação pública, via terceirizações e privatizações, ao investir em políticas públicas que garantam direitos elementares ao povo como SAÙDE e Educação.

As consequências são listas de espera que se tornaram um problema crônico e humanitário apesar de despejar bilhões de reais em Hospitais privados que consomem os recursos públicos sem resolutividade para a população gaúcha.

O Anúncio Recente ("SUS Gaúcho") no Contexto do acordo de 2025 com o MPRS (que o CES RS não aprova) para aplicar gradualmente os 12% até 2030 é, em essência, um reconhecimento tácito dessa falha histórica.

É a atual administração (que pertence ao mesmo espectro político das gestões anteriores) admitindo, mesmo que indiretamente, que o Estado estava agindo de forma inconstitucional e prejudicial à população e ao SUS público, universal e ÚNICO.

 

A desconfiança e discordância em relação ao "SUS Gaúcho" não é apenas um palpite, mas uma reação lógica diante dos fatos:

 

· Credibilidade Abalada: Como confiar em um plano futuro de um grupo político que, por anos, foi responsável por negligenciar a mesma área que agora promete resolver?

· Risco de "Marketing Político": É um risco real que o anúncio sirva mais para tentar reverter um passivo político enorme (a gestão da saúde) do que para efetivar uma mudança estrutural. A falta de resultados concretos no passado recente é o que alimenta essa desconfiança.

· A Dor é Presente, a Solução é Futura e Gradual: Enquanto o plano se estende até 2030, milhares de pessoas continuam sofrendo e morrendo na fila hoje. A solução proposta não resolve a emergência imediata criada por anos de descaso.

 A causa raiz do problema é o subfinanciamento crônico da saúde pelas gestões estaduais dos últimos anos, lideradas por partidos de direita/centro-direita drenam recursos públicos para cofres privados e não entregam os serviços contratos e nada lhes acontece gerando graves passivos trabalhistas com quebra de contratos entre as empresas privadas e o governo estadual, descontinuidade nos atendimentos e falta de base preventiva na Atenção Primaria a Saúde onde os municípios também terceirização a gestão e a assistência a saúde não garantindo uma Saúde Preventiva.

O anúncio recente entre Governo e MPRS é uma tentativa de corrigir essa rota, mas esbarra em uma enorme crise de credibilidade.

A efetividade do "SUS Gaúcho" será medida exclusivamente pela redução real e palpável das filas de espera e pela melhoria no atendimento à população.

O SUS existe desde 1988 na CF gravados nos artigos 196 ao 200 e desde então não implementado em 100 % dos municípios brasileiros porque a identidade ideológica dos dirigentes políticos é privatista que estão no governo única exclusivamente para transferir os impostos arrecadados para a iniciativa privada.

Até lá, o ceticismo é não só compreensível, mas necessário.

Pense nisso porque é o povo que tem o poder demudar está triste realidade.

Itamar Santos

Vice Presidente do Conselho Estadual de Saúde do RS.

Viamão 04 de novembro de 2025.