sábado, 24 de janeiro de 2015

A banalização da morte...


            O Jornalista Kiko Machado  diz que “a banalização da morte no Brasil já é tão escancarada que 50 mil homicídios por ano no país e mais 40 mil mortos nas estradas não causam mais nenhum tipo de sentimento nas pessoas, a não ser aos familiares das vítimas .

             É como se milhares de torcedores que lotam os estádios Beira Rio e Arena no RS fossem exterminados todo o ano.

            A Guerra do tráfico, os homens de "bem" que matam suas parceiras dentro de casa e os pilotos de corrida fantasiados de motoristas garantem o sétimo lugar ao país no ranking dos mais perigoso da América Latina.

            A polícia brasileira é uma das que mais mata no mundo e os jovens negros são as maiores vítimas. Nas periferias, comprar armas e drogas pelo que se lê na crônica policial é muito fácil e dezenas de servidores da segurança pública são presos ou processados criminalmente anualmente por pular o balcão e trabalhar para o crime.

            Não tenho idéia de como resolver essa situação, mas já chegou ao limite”.

            A grande maioria da população deve estar como o Jornalista, sem saber o que fazer contra tamanha violência.

            Uma coisa é certa!!! A resolução passara necessariamente pela compreensão coletiva de toda a população da necessidade de ser construída uma Cultura de Paz que se contraponha ao status quo vigente que oprime as pessoas impondo-lhes a “obrigação” de consumir para ser um “Individuo Importante”.

            Como fazer para ser “Importante e Poderoso”??? Você tem que ter o carrão do ano, a casa na área mais cara da cidade ou frequentar os locais que a dose seja exorbitantemente cara.

            Mas o que tem haver a morte com o “consumir”???

            Tem tudo haver, pois o estagio social atual esta neste ponto porque para “ter” não importa o que se faz, mesmo que matar seja o que fazer para possuir o que lhes é imposto a possuir como seu.

            Os dados estatísticos estão ai para serem analisados. Setenta e sete por cento( 77%) dos assassinados no Brasil são Negros e pobres, só este dado nos mostra que há uma seletividade de quem morre.

            Pobre morre porque esta mais desprotegido, pois a proteção esta voltada aos Ricos e assim há uma diminuição quantitativa de pessoas que por consequente garante aos “de cima” o seu espaço.

            Esta é a visão dos “dê cima”, quanto menos pessoas, mais lhes sobra, mesmo que seja dissimulado e ate o agente publico que seria para dar segurança a todos é induzido a puxar o gatilho contra o pobre, tamanha seja a pressão social para proteger os bacanas do asfalto como se este fosse o único cidadão sujeito de direitos.


            Esta disputa esta em cada esquina e nem a percebemos, pois isso devemos desacelerar para entendermos que estamos robotizados por um Cultura que nos ensinaram a consumir acima de qualquer coisa, sem escrúpulos.

            A coletividade e a solidariedade são as novas formas de viver que poderá reduzir drasticamente a violência e suas mortes.

            Por uma Cultura de Paz!!!