quinta-feira, 23 de outubro de 2014

As Eleições e as Politicas Sociais.


             Nestas eleições estarão em jogo duas formas  de governo e de como este governo vê o papel do Estado frente ao conjunto social  brasileiro.

            Nos últimos 12 anos o Brasil vive sob a ótica da divisão de renda para aqueles que antes não tinham vez na divisão do bolo da riqueza nacional que   incluiu, neste período, mais de 50 milhões de pessoas no mercado de consumo e alem disso, no mercado de trabalho.

            O atual governo afirma que as politicas de saúde, educação e de geração de trabalho e renda são investimentos, a oposição diz que tem que reduzir gastos e que vai retirar os Bancos públicos como a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES, da economia social.
A retirada desses Bancos da economia social é a decretação do fim de Projetos como o Minha Casa, Minha Vida, PAC, Pronatec, FIES, e tantos outros que dependem deste investimento para existirem.

            E todos esses milhões de reais que hoje vão para tratar e educar os milhares de brasileiros passarão para os cofres da grandes empresas e dos bancos multinacionais afim de financiarem os confortos de poucos.

            Quem mais perdera com essa inversão politica serão os mais pobres, tendo em vista que as políticas sociais são mais ou menos elásticas e estão permanentemente em disputa na sociedade.

            Elas serão ampliadas ou restringidas de acordo com a correlação de forças na luta política entre os interesses das classes sociais (de um lado a classe trabalhadora e do outro o empresariado, banqueiros,  investidores financeiros, ruralistas, entre outros) e seus segmentos existentes na sociedade (mulheres, negros, idosos, crianças  e  adolescentes, LGBT, entre outros).

            No atual governo de LULA, DILMA, do PT e seus aliados a classe trabalhadora conquistou mais direitos (como mais e melhores serviços públicos de saúde, habitação, aposentaria, etc.), pois neste  período tivemos expansão econômica que proporcionou uma maior organização da própria classe em sindicatos e/ou outros movimentos sociais.

            Enquanto, nos períodos de recessão econômica( nos governos do PSDB e seus aliados) há o refluxo dos movimentos dos trabalhadores, pois não há democracia porque esses governos impedem esta organizações, através da imposição da força da Policial, para assim ficarem livres de criticas para imporem o seu projeto que fazem com que as políticas sociais sofram retração e ate a sua extinção.

            Os próprios ciclos econômicos são resultado da interação de decisões ético-políticas e econômicas tomadas por homens que produzem e se apropriam da riqueza socialmente produzida de forma desigual.
Essa interação (luta política) baliza as possibilidades e limites de mais e  melhores políticas sociais públicas.

            O Brasil é um país marcado, historicamente, por profundas desigualdades na distribuição da riqueza socialmente produzida, pelo domínio da  política econômica sobre a política social e pela interferência de interesses econômicos privados na formulação das políticas públicas sociais.

            É neste cenário que iremos as urnas no próximo fim de semana para escolhermos entre um Projeto que é coletivo, que distribui riqueza e democracia  contra o outro que quer impor o controle desta riqueza na mão de poucos excluindo a maioria da população desta partilha.

Conheça mais sobre as diferenças entre os dois modelos nos sítios: