sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Relembrando a história.



          A história da humanidade nunca foi muito democrática, ou melhor, nunca foi democrática.

          Sempre primou no planeta à lei do mais forte e os ventos democráticos pouco ventilam a vida dos povos, principalmente aqueles que detêm menor poder político-econômico.

          O desrespeito humano era tão grandioso e maldoso que a humanidade ao decorrer foi evoluindo e se auto preservando e o que antes era domínio Real passa ao controle comum da sociedade.

          A partir da Revolução Francesa (entre 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799, alteraram o quadro político e social da França.) que ate então era controlada pela Realeza que explorava criminosamente o seu povo passa a ter maior liberdade.

          A queda do reinado Frances trouxe muitos avanços para a humanidade, mas a classe trabalhadora permaneceu sem ter garantias e somente a burguesia flagrou ganhos e a exploração dos trabalhadores permanece ate os dias atuais.

          Nestes 213 anos o capitalismo aprimorou o seu poder político-econômico consolidando-se em todo o globo terrestre, com raras exceções.

          Neste período o mundo passou por duas grandes guerras mundiais onde as grandes potências mundiais medem força a fim de consolidarem o seu poderio e ainda vivemos com muitas guerras setoriais patrocinadas pelos mesmos princípios genocidas de antes.
          Com o final da 1ª grande Guerra Mundial nasce o que seria o maior líder destrutivo que jamais vimos. Adolf Hitler se constitui no grande líder do povo alemão e constrói o Estado Nazista suspendendo o Estado de Direito (é o fim do principio da legalidade), cria o Estado de Exceção através do histórico Decreto 33 que estabelece o Estado Escatológico que trata os seres humanos como coisas, insetos.

          Neste período o mundo presenciou o extermínio dos corpos dos inferiorizados e dos estranhos praticados a mando da mente maligna de Hitler que elegeu os povos Judeus, Negros e os Ciganos como sendo seres inferiores.

          Sob o signo deste louco que sofria, entre outras loucuras, de riparofilia (aquele que tem prazer em fazer sexo com o parceiro sujo, imundo, fedorento), criou os chamados campos de concentração e neles levou acabo o extermínio de milhões de homens, mulheres e de crianças.

          Este extermínio era executado sob o manto da ciência e justificado pelo cientificismo biológico e antropológico onde os “inferiores” tem que passar pelo processo de eugenia (Ciência que se ocupa do estudo dos meios para melhoria da espécie humana; eugenismo). Os cientistas e médicos alemães realizavam experiências em pessoas vivas (judeus, negros e ciganos) como, por exemplo, “congelar uma pessoa ate que esta morresse, ou seja, ficavam sabendo que a pessoa morria quando a agua atingisse 40ºC e este dado era imediatamente repassado as suas tropas nos campos de batalha.”.

          Frente a esta aberração a burguesia mundial vê-se estarrecida, domina e destrói o Estado Nazista e cria mecanismos legais que privilegiam a Dignidade da Pessoa Humana que passam a ser um Direito Fundamental Universal.

          Os povos mobilizam-se em todo o mundo a fim de impedir que fatos como estes se repitam e a democracia passa a ser perseguida a cada dia e cada ato de desrespeito com a pessoa humana passa a ser denunciado.

          Este novo modo de ver as relações humanas chama-se de Neoconstitucionalismo que busca a eficiência Constitucional onde o texto deixa de ser meramente retorica, passando a ser mais efetivo.

          Em razão da evidenciação de novos direitos e das transformações do Estado, que era autoritário-absolutista passa para liberal e de liberal para social, podendo-se inclusive, chamar de Estado Pós-Social de Direito, cada vez mais se percebe uma forte influência do Direito Constitucional sobre o direito privado.

          Mas este Estado Pós-Social que é garantido por Constituições que tem como principio a Dignidade da Pessoa Humana, como esta grafada em nossa Constituição, sofre ataques permanentes das classes dominantes mundiais, pois não é de seus interesses manterem este Estado que privilegia a democracia com garantias de direitos a todos por igual.
          Esta luta permanente existe porque vivemos em um Estado que embora tenha uma Constituição garantidora de direitos vive sob o signo do Capitalismo e este Capitalismo passa a ser Ultraliberal e beira aos Estados de Exceção que primam por tratarem os seres humanos como coisas ou insetos (Estado Escatológico).

          Este Capitalismo utiliza-se destas praticas e por dentro de sua legalidade no plano econômico-social (neoliberalismo) gera a exploração do corpo útil (o trabalhador) e no plano politico-jurídico (neoconservadorismo) geral o extermínio do corpo inútil.

          A exploração e a matança esta intimamente ligada à ausência de justiça social, salários baixos, desemprego generalizado que geram as condições para o aumento da violência e a sua consequente criminalidade que por sua vez geram tortura, aprisionamento massivo e por fim a eliminação física que por muitas vezes presenciamos nas incursões policiais nas favelas, nas guerras entre criminosos e destes com as forças policiais ou aquelas que acontecem diariamente nos presídios hiper lotados espalhados pelo país onde há uma “seleção natural” de quem vive ou morre.
          O discurso que legitima explorar o corpo útil e eliminar o corpo inútil é a infalibilidade do mercado, o mercado é autorregulativo, a livre circulação de mercadorias e de capitais, a concorrência por si só é suficiente para garantir o mercado e o hiper punitivismo apoiado pelo populismo penal, discurso este sabemos que só faz agravar a já precária situação do povo miserável do Brasil e do mundo.

          Por isso e com isto a nossa democracia esta sempre ameaçada tento em vista o avanço galopante da violência e do crime que cumprem o papel sujo do capitalismo, pois regula a vida e a morte das pessoas neste sistema entre outras coisas e servira como justificativa para ações autoritárias daquele que no passado recente mataram em nome da “lei e da ordem”.